SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.79 issue2A pilot study on the evaluation of postural strategies in young and elderly subjects using a tridimensional electromagnetic systemLaryngeal involvement in rheumatoid arthritis author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Brazilian Journal of Otorhinolaryngology

Print version ISSN 1808-8694

Braz. j. otorhinolaryngol. vol.79 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2013

http://dx.doi.org/10.5935/1808-8694.20130039 

ORIGINAL ARTICLE

 

Educação em saúde auditiva do neonato e lactente para profissionais de enfermagem

 

 

Camila Padilha BarbosaI; Juliana Barbosa AiresII; Isabela Yasmin dos Santos FariasII; Francisca Márcia Pereira LinharesIII; Silvana Maria Sobral GrizIV

IMestrado em Enfermagem pela pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (Fonoaudióloga)
IIGraduanda em Enfermagem da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (Estudante)
IIIDoutora em Nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (Docente do departamento de Enfermagem UFPE)
IVDoutora em psicologia cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (Docente do Programa de Pós-graduação em Saúde da Comunicação Humana)

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A perda auditiva é uma privação sensorial e, entre suas consequências, pode-se citar: atraso no desenvolvimento de linguagem, problemas socioemocionais e escolar. Neste cenário, destacam-se os profissionais de enfermagem, que podem multiplicar os conhecimentos sobre saúde auditiva infantil, desde o pré-natal.
OBJETIVO: Verificar o conhecimento dos profissionais de enfermagem após ações educativas em saúde auditiva infantil.
MÉTODO: Estudo quase-experimental com delineamento tempo-série. Participaram 82 profissionais de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares), que trabalhavam em um hospital universitário, no período entre março e setembro de 2011. Todos responderam a um questionário semiestruturado, antes e após ações educativas desenvolvidas.
RESULTADOS: Pôde-se observar mudança significativa de conhecimento dos profissionais de enfermagem após a ação educativa na maioria das variáveis analisadas, a exemplo, idade ideal para realizar a Triagem Auditiva Neonatal; idade ideal para realizar o diagnóstico da perda auditiva; idade ideal para iniciar a intervenção ante a perda auditiva e os indicadores de risco para perda auditiva.
CONCLUSÃO: Acredita-se que a metodologia utilizada nas ações educativas, baseadas na problematização da prática profissional, pode ter contribuído sobremaneira para o aumento do conhecimento sobre saúde auditiva, especialmente da população neonatal e lactente.

Palavras-chave: audição; educação em saúde; enfermagem


 

 

INTRODUÇÃO

A audição caracteriza-se como condição fundamental para o desenvolvimento da linguagem oral. Por isso, está intimamente relacionada à comunicação humana1. A perda auditiva é uma privação sensorial e, entre suas consequências, pode-se citar: atraso no desenvolvimento de linguagem, problemas cognitivos, socioemocionais e escolares2. Isso faz com que a perda auditiva seja considerada um problema de saúde pública, necessitando maior atenção da sociedade, do governo e dos profissionais de saúde1, pois o diagnóstico tardio pode trazer danos que interferem no desenvolvimento global da criança3.

A promoção da saúde auditiva é o primeiro passo de um Programa de Saúde Auditiva Infantil (PSAI) que deve ser iniciado ainda no pré-natal. Uma importante etapa desses programas é a Triagem Auditiva Neonatal (TAN), que permite a detecção de possíveis alterações auditivas em neonatos e lactentes4. Não menos importantes, são as ações educativas em saúde, que podem ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde e usuários sobre o tema. Tais ações visam contribuir para a identificação de alterações auditivas o mais cedo possível, bem como para a intervenção no período ideal, ou seja, até o sexto mês de vida4,5.

Neste cenário, destacam-se os profissionais de enfermagem, que podem atuar como multiplicadores dos conhecimentos sobre saúde auditiva infantil, a fim de esclarecer possíveis dúvidas dos pais, contribuindo para a autonomia do cuidado6. Para tal, estes profissionais devem vivenciar processos contínuos de aprendizado e estar preparados para assistir e oferecer à população suporte integral à saúde, por meio de ações de educação em saúde7.

A metodologia de Paulo Freire propõe a conceitualização de ações educativas a partir de sua prática8, a fim de transformá-la, melhorando-a, corrigindo algum equívoco ou até mudando completamente determinadas práticas9. Nessas ações, são propostas atividades que envolvam o processo continuo de educação, permitindo ao educando perceber sua realidade e modificá-la, dada sua relação com o meio10.

Pelo fato de haver necessidade de maior divulgação sobre saúde auditiva infantil e poder trabalhar o tema, a partir da problematização de Paulo Freire, esse estudo teve, como objetivo, verificar o conhecimento dos profissionais de enfermagem após ações educativas em saúde auditiva infantil.

 

MÉTODO

Trata-se de um estudo quase-experimental com delineamento tempo-série. Participaram 82 profissionais de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares) de um hospital universitário, que atuavam nos ambulatório de puericultura, pediatria, Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTIN), maternidade e centro obstétrico, entre março e setembro de 2011. O critério de inclusão para participação da pesquisa foi frequentar no mínimo três encontros propostos para a realização das ações educativas.

A coleta de dados foi realizada em três momentos: (1) Aplicação inicial do Questionário -nesta etapa, os profissionais de Enfermagem responderam ao questionário semiestruturado; (2) Ações Educativas - com base nas informações coletadas no questionário, foram desenvolvidas as temáticas abordadas nas ações educativas baseadas nos preceitos da metodologia de Paulo Freire, cujo cerne refere-se à problematização como ponto de partida11. Foram realizados quatro encontros para discussão do tema saúde auditiva infantil, focando o neonato e lactente, conduzidos por uma fonoaudióloga. Estes encontros tinham duração em média de uma hora, intercalados por 30 dias, em média. Os conteúdos foram apresentados em forma de projeção de slides, apresentação de vídeos, dinâmica de grupo e rodas de conversa, abordados na forma de problemas, analisados e interpretados, resultando na criação/recriação do conhecimento, numa relação dialógica entre a pesquisadora e os profissionais de enfermagem. Com base no que foi abordado nos encontros 1, 2 e 3, foi elaborado um folder educativo, distribuído aos participantes no último encontro, sendo material de apoio para este, além de permitir aos profissionais de enfermagem utilizá-lo em sua prática e (3) Reaplicação do Questionário - esta etapa foi realizada ao final do quarto encontro, quando foi reaplicado o mesmo questionário semiestruturado.

Os dados foram digitados em um banco de dados, no programa estatístico Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 13.0. Na análise dos dados, foram calculadas as frequências percentuais, para as variáveis estudadas e, ainda, construídas as tabelas de contingência de interesse. Para avaliar a associação de vários fatores estudados, foi utilizado o teste Qui-quadrado para independência. Nas tabelas em que as suposições do teste Qui-quadrado não foram satisfeitas, foi utilizado o teste Exato de Fisher. Para avaliar o conhecimento dos profissionais antes e após as ações educativas, foi utilizado o teste Qui-quadrado, para Homogeneidade. Ainda, foi utilizado o teste Qui-quadrado para proporção na comparação dos percentuais das distribuições de frequência simples. Em todas as conclusões, foi considerado o nível de significância igual a valor de p < 0,05. Estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob número 0130.0.172.000-10.

 

RESULTADOS

Entre os profissionais de enfermagem que participaram deste estudo (n = 82), 80 eram do gênero feminino e dois do gênero masculino, com idades entre 21 e 63 anos (média de 41,6 anos). Quanto à escolaridade, 52,4% (n = 43) possuíam nível superior, com tempo de formação e atuação profissional inferior a 20 anos - 58,5% (n = 48) e 56,1% (n = 46), respectivamente. A maioria dos profissionais de enfermagem (84,1%, n = 69) afirmou não ter recebido informações sobre saúde auditiva durante sua formação profissional.

Destaca-se que: (a) 35,4% (n = 29) exerciam a função de enfermeiro, (b) 26,8% (n = 22) dos profissionais de enfermagem atuavam na UTIN e (c) 97,6% (n = 80) trabalhavam apenas em hospital público (Tabela 1).

 

 

Pode-se observar mudança de conhecimento dos profissionais de enfermagem após a ação educativa em diversas variáveis. No que se refere ao conhecimento dos profissionais de enfermagem quanto à necessidade de avaliar a audição de neonatos e lactentes com/sem indicador de risco para perda auditiva (IRPA) e quanto ao conhecimento sobre quais hospitais da região realizam a TAN, observou-se que não houve mudança significativa após a ação educativa. Não foi possível realizar teste estatístico de significância para análise da mudança no conhecimento dos enfermeiros sobre a necessidade de avaliar audição dos neonatos e lactentes com IRPA, pois todos referiram ser relevante investigar a audição desta população, antes e após a ação educativa (Tabela 2).

A maioria dos profissionais de enfermagem relatou ser o primeiro mês de vida a idade ideal para realizar a TAN, antes (76,8%, n = 63) e após (96,3%, n = 79) a ação educativa (Tabela 3).

Na Tabela 4, observou-se aumento significativo das respostas referentes aos testes que avaliam a audição: emissões otoacústicas transientes (EOAT) de 59,8% (n = 49) para 96,3% (n = 79); audiometria de 46,3% (n = 38) para 86,6% (n = 71); potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) de 3,7% (n = 3) para 64,6% (n = 53) e imitanciometria de 1,2% (n = 1) para 26,8% (n = 22).

Em relação à conduta de tais profissionais diante de neonatos e lactentes com risco para a perda auditiva, houve diferença nas respostas referentes à: necessidade de encaminhar de neonatos ou lactentes para a TAN de 28,0% (n = 23) para 35,4% (n = 29); encaminhar para um especialista de 20,7% (n = 17) para 14,6% (n = 12); não saber qual conduta tomar (17,1%, n = 14) para orientar aos pais a realizar a TAN (29,3%, n = 24).

 

DISCUSSÃO

As atitudes e influência dos profissionais de enfermagem sobre uma determinada população é marcante12. Isso faz com que estes precisem apropriar-se sobre temas específicos, via ações educativas, que problematizem sua prática. Tal ação empodera-os de conhecimentos oriundos de outras áreas, como a saúde auditiva13.

Neste estudo, a população caracterizou-se como predominantemente feminina. Esta é uma característica da profissão que revela aspectos sociohistóricos14, uma vez que a enfermagem surgiu simultaneamente ao cuidado doméstico às crianças, doentes e velhos, associada à figura da mulher-mãe que desempenhava o papel de curandeira, possuidora de uma sabedoria informal de práticas de saúde, transmitida de mulher para mulher. Enfermeiros do gênero masculino assumem mais postos administrativos e políticos que assistenciais15 e, quando atuam na assistência, preferem as áreas de emergência ou terapia intensiva, locais onde prevalecem avanços tecnológicos e a valorização da equipe multiprofissional.

Apesar de 52,4% dos participantes desse estudo possuir nível superior, 64,6% atuavam em funções de nível médio, como técnicos ou auxiliares de enfermagem. É comum os profissionais de enfermagem iniciarem sua vida profissional em cursos de nível médio, mesmo com a perspectiva de ingressarem no nível superior16. O crescimento de cursos universitários em enfermagem17 também contribui para isso.

Assim, o tema saúde auditiva infantil deve ser inserido na formação do enfermeiro ao considerarmos atitudes e influência dos profissionais de enfermagem sobre a sua clientela12. Estes profissionais podem contribuir para o desenvolvimento dos programas de TAN. Entretanto, a maioria dos participantes (84,1%) relatou não ter recebido informações sobre saúde auditiva em sua formação, mesmo 58,5% tendo concluído sua formação nos últimos 20 anos, período a partir do qual as recomendações sobre saúde auditiva infantil, especialmente do neonato e lactente, se intensificaram4,18.

Apesar da necessidade de todos os profissionais de enfermagem que lidam com gestantes, parturientes, neonatos e lactentes terem conhecimento sobre saúde auditiva infantil19, destaca-se a participação dos que atuavam na UTIN, devido à elevada incidência de perda auditiva em neonatos oriundos de passagem na UTIN1.

Dentre os aspectos relevantes sobre a saúde auditiva infantil, sabe-se que a TANU é recomendada desde 199418, sendo este o primeiro passo para a avaliação, diagnóstico e intervenção frente a uma perda auditiva. Recomenda-se que, idealmente, a TAN seja realizada até o primeiro mês de vida, o diagnóstico até o terceiro mês de vida e a intervenção deve ser iniciada até o sexto mês de vida4,5.

Os resultados desse estudo demonstram que as ações educativas foram positivas no sentido de modificar o conhecimento dos profissionais. Quanto à realização da TAN, a maioria dos participantes (78,1%) relatou ser ideal até o primeiro mês de vida, mesmo antes das ações educativas. Esse conhecimento expandiu-se após a participação nos encontros educativos (96,3%). A parceria entre os profissionais de enfermagem e o serviço de TAN pode favorecer a efetividade destes programas, uma vez que a enfermagem é uma profissão habitué em outros tipos de triagens neonatal, favorecendo a elevação da cobertura e o número de exames20. Destaca-se que a atuação do setor de enfermagem, em geral, é mais próxima das mães e neonatos, em sua estadia no hospital, podendo garantir a informação aos pais quanto aos procedimentos para a realização da TAN21.

Quanto à idade ideal para realização do diagnóstico audiológico e a idade ideal para o início da intervenção, constatou-se que, inicialmente, os entrevistados desconheciam o período ideal. Esse desconhecimento pode levar ao diagnóstico tardio da perda auditiva e, consequentemente, à intervenção tardia. Assim, não há o que ser questionado quanto à necessidade de informações. Até porque, mesmo antes das ações educativas, a maioria referiu conhecer as consequências da perda auditiva.

Estima-se que a prevalência da perda auditiva neonatal seja de aproximadamente 1 a 6:1.000 nascimentos, sendo maior entre os recém-nascidos provenientes de UTIN1. Apesar deste fato, observou-se, antes da ação educativa, que 100% dos profissionais que atuavam na UTIN afirmaram desconhecer este dado. Resultado modificado ao final das ações educativas, em que 73,2% dos profissionais de enfermagem estavam cientes da prevalência da perda auditiva na população geral e na população que apresentava IRPA. Este conhecimento poderá ampliar, cuidar e modificar condutas com o neonato, como abordado em outro estudo22.

O conhecimento sobre o tipo e grau da perda auditiva também é conveniente a fim de associar tais fatores às etiologias da perda auditiva e suas consequências. Apesar de este conhecimento ser específico dos profissionais que lidam com a audição, este aspecto possibilita ao profissional de saúde um olhar diferenciado sobre as crianças que apresentem determinadas etiologias associadas a perdas auditivas com tipos e graus específicos. Como resultado, espera-se minimizar os prejuízos no desenvolvimento da linguagem oral23.

A falta de informação sobre saúde auditiva infantil na formação dos profissionais de enfermagem e a separação entre o ensino e prática pode favorecer o desconhecimento dos IRPA19. Neste estudo, foi observado que mais de 60% (64,6%) da equipe de enfermagem conhecia algum IRPA. Após a ação educativa, este conhecimento foi ampliado, sendo citado por 98,8% dos participantes. Porém, mesmo antes da ação educativa, a maioria (95,1%) concordava que era relevante investigar a audição independente da presença de indicadores de risco, sendo este conhecimento modificado para 97,6% após ação educativa.

Outros indicadores de risco que podem influenciar as condições de saúde são os socioeconômicos e demográficos. Como a definição de saúde é ampla24, considerar tais aspectos torna-se fundamental para avaliação dos riscos que uma população está exposta25. Antes da ação educativa, os profissionais de enfermagem possuíam essa visão ampla de saúde, citando alguns aspectos socioeconômicos e demográficos como influentes nas condições de saúde. Assim, maior atenção deve ser dada a estas questões relacionadas aos resultados da TAN26.

A TAN envolve o exame de EOAT e/ou o PEATE27. Outros testes fazem parte da bateria dos exames necessários ao diagnóstico audiológico. Neste estudo, inicialmente 95,1% dos profissionais afirmaram conhecer a TAN, mas não o referiram como um dos testes da bateria de exames audiológicos. Após as ações educativas, todos os participantes conheciam pelo menos um dos testes utilizados no diagnóstico. Essa mudança no conhecimento pode fazer com que o profissional de enfermagem atue em parceria com outros da equipe de um PSAI, especialmente o fonoaudiólogo, no que se refere ao protocolo ideal para uma dada população28. Além de conhecer os exames específicos para a detecção e diagnóstico auditivo, também é importante que os profissionais saibam quais são os serviços especializados e para qual profissional deve encaminhar as famílias23.

Ao final deste estudo, todos os profissionais que participaram das ações poderiam orientar adequadamente as famílias, fortalecendo o trabalho multidisciplinar e favorecendo que todas as etapas recomendadas para a identificação e intervenção nos primeiros meses de vida sejam cumpridas29. Daí, a importância de ações educativas ou de educação continuada, a fim de fomentar melhores prognósticos para a saúde auditiva infantil.

Este estudo poderá nortear ações de educação continuada entre profissionais de saúde sobre saúde auditiva de neonatos e lactentes, visando à intervenção, iniciada o mais cedo possível, minimizando, assim, as consequências da perda auditiva na vida do indivíduo, de seus familiares e do Estado.

Em tempo, sugere-se estudo futuro com a reaplicação do questionário após seis meses do término das ações educativas para verificar o conhecimento assimilado e incorporado à prática. A criação de um serviço de aconselhamento às famílias também pode ser uma ação interessante, oferecendo esclarecimentos e orientações, apoiando-se no fonoaudiólogo, já que ele é o profissional capacitado para esta atuação global junto aos casos de identificação o mais cedo possível da perda auditiva.

 

CONCLUSÃO

As ações educativas sobre saúde auditiva do neonato e lactente modificaram significativamente o conhecimento dos profissionais de enfermagem. A metodologia utilizada nas ações educativas, baseadas na problematização do cotidiano, pode ter contribuído para o aumento do conhecimento sobre o tema.

 

REFERÊNCIAS

1. Joint Committee on Infant Hearing; American Academy of Audiology; American Academy of Pediatrics; American Speech-Language-Hearing Association; Directors of Speech and Hearing Programs in State Health and Welfare Agencies. Year 2000 position statement: principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. Joint Committee on Infant Hearing, American Academy of Audiology, American Academy of Pediatrics, American Speech-Language-Hearing Association, and Directors of Speech and Hearing Programs in State Health and Welfare Agencies. Pediatrics. 2000;106(4):798-817.         [ Links ]

2. Dimatos OC, Ikino CMY, Philippi PA, Dimatos SC, Birck MS, Freitas PF, et al. Profile of Patients of the Auditory Health of the State of Santa Catarina Served at HU-UFSC. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2011;15(1):59-66.         [ Links ]

3. Gatto CI, Tochetto TM. Deficiência auditiva infantil: implicações e soluções. Rev CEFAC. 2007;9(1):110-5.         [ Links ]

4. American Academy of Pediatrics, Joint Committee on Infant Hearing. Year 2007 position statement: Principles and guidelines for early detection and intervention programs. Pediatrics. 2007;120(4):898-921.         [ Links ]

5. Soares CP, Marques LR, Flores NGC. Triagem auditiva neonatal: aplicabilidade clínica na rotina dos médicos pediatras neonatologistas. Rev CEFAC. 2008;10(1):110-6.         [ Links ]

6. Andreatta CS, Kurz JC, Cardoso EAM, Moreira AGE. A importância da conscientização de puérperas sobre os primeiros cuidados prestados ao neonato em maternidades de SJC. In: XIV Encontro Latino Americano de Iniciação Científica [online].; 2011. São José dos Campos Anais eletrônicos [citado 2011 dez]. Disponível em: http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2011_futuro/anais/arquivos/0017_0445_01.pdf         [ Links ]

7. Carvalho SM, Luciano R, Eller MEIS, Souza KS, Savoldi NAM. Práticas educativas na promoção da amamentação e valorização da cultura: uma análise de experiência. Rev Pesq Cuid Fundam. online. 2010;2(Supl):793-96.         [ Links ]

8. Freire P. Pedagogia do Oprimido. 50ª ed. São Paulo: Paz e Terra; 2011. p.184.         [ Links ]

9. Hartmann HR. Movimentos do pensamento educacional de Paulo Freire. Rev Prof Docente. 2002;2(5):27-47.         [ Links ]

10. Miranda KCL, Barroso MGT. A contribuição de Paulo Freire à prática e educação crítica em enfermagem. Rev Latino-Am Enfermagem. 2004;12(4):631-5.         [ Links ]

11. Ceccim RB. A emergência da educação e ensino da saúde: interseções e intersetorialidades. Rev Cienc Saúde. 2008;1(1):9-23.         [ Links ]

12. Beck CLC, Gonzales RMB, Denardin JM, Trindade LL, Lautert L. A humanização na perspectiva dos trabalhadores de enfermagem. Texto Contexto - Enferm. 2007;16(3):503-10.         [ Links ]

13. Coriolano MWL. Repercussões de uma intervenção educativa com agentes comunitários de saúde nas condições ambientais de domicílios de crianças asmáticas. [Dissertação]. Recife: Universidade Federal de Pernambuco;2010.         [ Links ]

14. Lopes MJM, Leal SMC. A feminização persistente na qualificação profissional da enfermagem brasileira. Cad Pagu. 2005;24:105-25.         [ Links ]

15. Lobiondo-Wood G, Haber J. Pesquisa em Enfermagem: Métodos, Avaliação Crítica e Utilização. 4a ed. São Paulo: Guanabara Koogan;2001. p.330.         [ Links ]

16. Bagnato MHS, Bassinello GAH, Lacaz CPC, Missio L. Ensino médio e educação profissionalizante em enfermagem: algumas reflexões. Rev Esc Enferm USP. 2007;41(2):279-86.         [ Links ]

17. Barbosa TSC, Baptista SS. Movimento de expansão dos cursos superiores de enfermagem na região centro-oeste do Brasil: uma perspectiva histórica. Rev Eletr Enfermagem. 2008;10(4):945-56.         [ Links ]

18. Joint Committee on Infant Hearing 1994 Position Statement. American Academy of Pediatrics Joint Committee on Infant Hearing. Pediatrics. 1995;95(1):152-6.         [ Links ]

19. Hilú MRPB, Zeigelboim BS. O conhecimento, a valorização da triagem auditiva neonatal e a intervenção precoce da perda auditiva. Rev CEFAC. 2007;9(4):563-70.         [ Links ]

20. Dámaso Ortíz B. Participación del personal de enfermería en la toma de tamiz neonatal para la detección de hipotiroidismo congénito. Bol Méd Hosp Infant Méx. 2001;58(11):755-61.         [ Links ]

21. Munhoz SEM. Um programa de triagem auditiva neonatal: efetividade e ações educativas [Dissertação]. Piracicaba: Universidade Metodista de Piracicaba;2007.         [ Links ]

22. Weich TM, Ourique AC, Tochetto TM, Franceschi CM. Eficácia de um programa para redução de ruído em unidade de terapia intensiva neonatal. Rev Bras Ter Intensiva. 2011;23(3):327-34.         [ Links ]

23. Melo TM, Alvarenga KF. Capacitação de profissionais da saúde na área de saúde auditiva: revisão sistemática. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(2):280-6.         [ Links ]

24. Degani GC, Camelo SHH. Percepções dos enfermeiros de unidades de saúde da família sobre o processo saúde-doença. Ciênc Cuid Saúde. 2009;8(2):213-9.         [ Links ]

25. Lima MLLT, Assis ABR, Mercês GB, Barros PF, Griz SMS. Triagem auditiva: perfil socioeconômico de mãe. Rev CEFAC. 2008;10(2):254-60.         [ Links ]

26. Griz SMS, Barbosa CP, Silva ARA, Ribeiro MA, Menezes DC. Aspectos demográficos e socioeconômicos de mães atendidas em um programa de triagem auditiva neonatal. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(2):179-83.         [ Links ]

27. Comitê Brasileiro sobre Perdas Auditivas na Infância - CBPAI. Recomendação 01/99. Jornal do Conselho Federal de Fonoaudiologia. Brasília: CBPAI. 2000;(5):3-7.         [ Links ]

28. Muniz L, Caldas Neto SS, Gouveia MCL, Albuquerque M, Aragão A, Mercês G, et al. The knowledge of gynecologists and pediatricians from Recife public hospitals about high risk factors for deafness. Braz J Otorhinolaryngol. 2010;76(4):510-6.         [ Links ]

29. Alvarenga KF, Bevilacqua MC, Melo TM, Lopes AC, Moret ALM. Participação das famílias em Programas de Saúde Auditiva: um estudo descritivo. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2011;16(1):49-53.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Camila Padilha Barbosa
Rua Cônego Luiz Gonzaga do Monte, nº 88. Iputinga
Recife - PE. Brasil. CEP: 50670-620

Este artigo foi submetido no SGP (Sistema de Gestão de Publicações) do BJORL em 21 de agosto de 2012. cod. 10404.
Artigo aceito em 1 de dezembro de 2012.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License