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Fisioterapia e Pesquisa

versão impressa ISSN 1809-2950

Fisioter. Pesqui. vol.16 no.1 São Paulo jan./mar. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502009000100002 

PESQUISA ORIGINAL ORIGINAL RESEARCH

 

Comparação do risco de queda em idosos sedentários e ativos por meio da escala de equilíbrio de Berg

 

Comparison of fall risk between sedentary and active aged by means of the Berg balance scale

 

 

Renata Martins PimentelI; Marcos Eduardo ScheicherII

IFisioterapeuta
IIProf. Dr. do Curso de Fisioterapia da Unesp

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O envelhecimento da população é um fenômeno mundial, do qual o Brasil apresenta um dos mais agudos processos. A prática regular de exercícios por idosos pode melhorar a capacidade física, proporcionar ganho de auto-estima e confiança, contribuindo para diminuição do risco de quedas, comuns em idosos. Este estudo visou comparar o risco de quedas entre idosos sedentários e ativos, verificando como a prática de exercício físico se reflete no desempenho dos sujeitos na escala de Berg. Foram avaliados por esse instrumento 70 idosos, divididos em 2 grupos: sedentários (n=35) e ativos (n=35). Os escores médios na escala de Berg dos grupos sedentário e ativo foram 47,7±5,6 pontos e 53,6±3,7, respectivamente (p<0,0001). A análise dos escores evidenciou que o grupo sedentário apresentou 15,6 vezes mais risco de quedas do que o grupo ativo (p=0,002). O desempenho na escala de Berg foi pior no grupo sedentário do que no ativo, sugerindo que a prática regular de atividades físicas pode interferir nesse desempenho e que os sujeitos ativos têm menor risco de queda.

Descritores: Acidentes por quedas/prevenção e controle; Equilíbrio musculoesquelético; Idoso


ABSTRACT

Population aging is a worldwide phenomenon which is particularly acute in Brazil. Regular physical exercise by the aged may improve physical capacity, provide gains in self-esteem and confidence, and contribute to reducing the number of falls, which are common among the elderly. This study aimed at comparing fall risk between sedentary and active elderly subjects, by assessing how the regular practice of physical exercises is reflected by subjects' performance at the Berg balance scale. Seventy elderly subjects were divided into 2 groups, sedentary (n=35) and active (n=35), and submitted to the Berg test. The sedentary group mean score at the Berg scale was 47.7±5.6, and the active groups', 53.6±3.7 (p<0.0001). The odds ratio analysis showed that fall risk was 15.6 times higher for the sedentary group as compared to the active group (p=0.002). Since the performance of the sedentary group at the Berg scale was worse than the active group's, it may be said that regular practice of physical activities affects such performance, and that physically active subjects present less fall risk than sedentary ones.

Key words: Accidental falls/prevention & control; Aged; Musculoskeletal equilibrium


 

 

INTRODUÇÃO

Segundo projeção da Organização Mundial da Saúde, o Brasil terá, até o ano de 2025, um crescimento do número de idosos cinco vezes maior do que o da população total, chegando a 30 milhões, colocando-o entre os seis primeiros países com população mais idosa no mundo1,2.

Um estudo realizado no Rio de Janeiro em 19983, sobre saúde e qualidade de vida do idoso, demonstrou que 71% dos idosos eram totalmente independentes quanto à realização das atividades de vida diária (AVD) - dos quais 27% poderiam ser classificados como fisicamente condicionados, por exercerem atividade física moderada -, 10,8% fisicamente frágeis, revelando dependência parcial, e os demais (18,2%) foram considerados fisicamente dependentes.

As quedas na população idosa têm sido consideradas um problema de saúde pública. A queda pode ser definida como um evento ou deslocamento não-intencional do corpo que tem como resultado a mudança de posição do individuo para um nível mais baixo em relação à posição inicial, com incapacidade de correção em tempo hábil4,5.

Pereira et al.6 demonstraram que 30% dos idosos do Brasil caem ao menos uma vez ao ano e que a maioria dessas quedas (51%) ocorrem entre idosos com mais de 85 anos. Outros estudos demonstraram que essa prevalência relaciona-se com o grau de independência. Assim, idosos que requerem ajuda para a realização das AVD têm 14 vezes maior probabilidade de cair, quando comparados àqueles de mesma faixa etária, porém independentes6.

No que concerne as conseqüências, aproximadamente 5% das quedas levam a fraturas, mais freqüentes entre mulheres do que homens - maior ocorrência de fratura de fêmur proximal em mulheres (90,21/10.000) do que em homens (25,46/10.000)7 -, apesar de os homens apresentarem um índice maior de mortes pós-fraturas8.

O desenvolvimento de instrumentos para verificação de risco de quedas visa avaliar a funcionalidade, o equilíbrio, a velocidade e a marcha de cada idoso que sofreu ou que tende a sofrer alguma queda. Dentre esses instrumentos destacam-se o teste de levantar e caminhar cronometrado (timed up and go test), a escala de equilíbrio funcional de Berg e a escala de mobilidade orientada ao desempenho de Tinetti9-11.

A escala de equilíbrio de Berg estã diretamente relacionada a outros testes de equilíbrio e mobilidade, apresentando uma confiabilidade de teste re-teste de 98%12. Outra particularidade dessa escala é a relação não-linear entre a pontuação e o risco de queda correspondente. Os escores variam de 0 a 56 e, quanto maior o escore, melhor o equilíbrio do sujeito avaliado12. Assim, cada ponto a menos na escala corresponde a um aumento do risco de quedas; entre os escores 56 a 54, cada ponto a menos é associado a um aumento de 3 a 4% no risco de quedas; entre 54 e 46, a um aumento de 6 a 8% de chances, sendo que abaixo de 36 pontos o risco de quedas é de quase 100%13.

Whitney et al.14, em um artigo de revisão, evidenciaram maior confiabilidade e validade para a utilização em pesquisas científicas da escala de equilíbrio de Berg do que outros instrumentos de avaliação, enquanto VanSwearingen et al.15, em outra revisão, destacaram sua utilização na prática clínica da reabilitação. Lajoie e Gallagher8 também demonstram, por meio de elevados índices de sensibilidade e especificidade, que o teste de Berg pode ser considerado valioso para avaliação e previsão de futuras quedas. Shumway-Cook et al.16 relataram que a escala de equilíbrio de Berg foi a que melhor previu o risco de quedas nos idosos residentes na comunidade, quando comparada ao teste de Tinetti.

A saúde do idoso está amplamente relacionada a dois fatores: hábitos de vida e nível de atividade física17. Apesar de alguns estudos mostrarem a importância dos exercícios na melhora da saúde do idoso18, ainda se faz necessário avaliar se os mesmos interferem na probabilidade de quedas. Assm, o objetivo do trabalho foi analisar a probabilidade de ocorrência de quedas em idosos sedentários e ativos, por meio do teste de Berg.

 

METODOLOGIA

Foram analisados 70 idosos com idades acima de 60 anos. Todos assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, tendo este estudo sido aprovado pelo Comitê de Ética da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp de Marília, SP.

Os idosos deviam formar dois grupos, de ativos e sedentários. Para o grupo de ativos (n=35) foram selecionados voluntários integrantes de grupos da terceira idade de Marília, como os mantidos pela Unati - Universidade Aberta da Terceira Idade - e pela União de Aposentados e Pensionistas de Marília, que participavam de atividades físicas como alongamento, exercícios aeróbios (caminhadas) e exercícios com pesos, em duas sessões semanais de 50 minutos cada, há pelo menos 6 meses. O grupo de sedentários foi composto por idosos residentes na cidade de Marília que não realizavam exercícios físicos. Os critérios de inclusão foram ter idade acima de 60 anos e capacidade para compreender as questões feitas pelo avaliador. Foram excluídos idosos que apresentassem doenças que interferissem no equilíbrio (labirintite, anemia etc.) ou que dependessem de auxílio para manter o equilíbrio.

Procedimentos

Após prévia avaliação (em que foram feitas perguntas sobre doenças, uso de medicamentos e número de quedas no último ano), os idosos foram submetidos à avaliação físico-funcional por meio do teste de Berg. Antes da aplicação do teste, as atividades que compõem a avaliação foram demonstradas pelo avaliador e em seguida os idosos foram submetidos ao teste de Berg. Durante os testes, não houve intervenção por parte dos pesquisadores.

O teste é composto por 14 tarefas (movimentos); a cada uma podem ser atribuídos de zero (incapaz de realizar) a quatro pontos (realiza com independência). O teste avalia tanto a forma como é realizada cada tarefa como o tempo para realizá-la. Os escores totais variam de 0 a 56 pontos, sendo que a máxima pontuação corresponde ao melhor desempenho. Os elementos do teste são movimentos comuns nas AVD, indicando o equilíbrio do sujeito ao realizar as atividades motoras, podendo assim prever a probabilidade de ocorrência de quedas19.

Análise estatística

A comparação entre os valores individuais obtidos na escala de Berg foi realizada por meio do teste de Mann-Whitney. O risco de quedas foi calculado por meio da razão de chance (odds ratio), levando-se em consideração escores maiores ou menores que 45: segundo Berg et al.12, escores abaixo de 45 são preditivos de futuras quedas. Foi aceito como significante um valor de p <0,05.

 

RESULTADOS

A Tabela 1 resume as caracerísticas dos sujeitos da amostra quanto ao sexo, idade, número de quedas, realização de atividades físicas, doenças e uso de medicamentos. Não houve diferença significativa entre as idades nos dois grupos (p=0,65). Do total de participantes, 25,7% eram do sexo masculino, tanto no grupo sedentário quanto no ativo.

 

 

O Gráfico 1 mostra os valores dos escores individuais obtidos no teste de Berg para cada grupo e a comparação entre os valores dos idosos sedentários e os ativos. O desempenho médio no grupo sedentário foi 47,7±5,6 e, no ativo, 53,6±3,7 (p<0,0001), revelando uma diferença significativa nos escores da escala de Berg entre idosos que praticam atividades físicas e os que não praticam. Dos 35 indivíduos do grupo sedentário, 24 obtiveram escore superior a 45; e, dos 35 participantes do grupo ativo, 34 tiveram escore acima de 45 na escala de Berg - apenas 1 obteve escore inferior a 45.

 

 

O Gráfico 2 mostra o risco de quedas (expresso pela OR, odds ratio) entre os grupos sedentário e ativo. O valor da OR foi de 15,58 com intervalo de confiança de 1,8 a 128,9 e p=0,002, ou seja, os sedentários têm mais de 15 vezes mais chance de quedas do que os ativos.

 

 

 

DISCUSSÃO

As quedas e suas conseqüências, mais freqüentes na população idosa, representam um problema na saúde dessa faixa etária pois, ao cair, os idosos correm mais riscos de lesões20. Além disso, um idoso que sofreu uma queda pode desenvolver o que se chama de "síndrome pós-queda", em que o impacto psicológico pode levá-lo à diminuição das AVD21. Freitas e Scheicher22, estudando o medo de quedas em uma população idosa, concluíram que a queda e o medo de novas quedas constituem graves problemas para essa população; no grupo estudado, revelou-se grande medo de ocorrência de novas quedas.

Parece claro que a prática regular de atividades físicas é uma medida importante na melhora da qualidade de vida dos idosos23,24. A realização de atividades físicas pode ter efeitos positivos sobre a estabilidade postural e sobre o risco de quedas, proporcionando aumento do equilíbrio, da habilidade funcional, da mobilidade e força e da coordenação25.

Um estudo5 com o mesmo objetivo deste comparou idosos que praticavam atividades físicas com aqueles que não praticavam, utilizando o teste de levantar e caminhar cronometrado (timed up and go). Os autores observaram que muitos idosos têm propensão a quedas, pois em ambos os grupos foram encontrados indivíduos com, pelo menos, risco médio de quedas. Porém, aqueles que praticavam atividade física regularmente apresentavam maior nível de mobilidade e menor propensão a quedas, quando comparados ao grupo sedentário.

Similarmente aos resultados encontrados por Guimarães et al.5, observou-se no presente estudo que os idosos sedentários apresentavam, de acordo com os escores da escala de Berg, uma propensão maior a quedas quando comparados aos idosos ativos. Estudos têm demonstrado que há um risco aumentado na ocorrência de quedas em pessoas com escore menor que 45 na Escala de Berg12,26. Em nosso estudo, no grupo sedentário, 34 idosos apresentaram escore menor que 45, de um total de 35 participantes, enquanto no grupo ativo 14 idosos obtiveram escore menor que 45.

A importância do exercício físico tem sido discutida em diversos estudos. A preocupação com o envelhecimento da população tem mobilizado profissionais da saúde a estabelecer medidas para retardar as conseqüências das doenças crônico-degenerativas. E a maioria dos estudos realizados com essa população defende a realização de atividade física como método de prevenção25,27.

Uma preocupação também relevante relacionada ao exercício físico é que normalmente idosos sedentários apresentam diminuição da capacidade funcional - e esse deficit tem papel significativo no aumento da incidência de quedas. Esta, por sua vez, tem relação direta com prejuízo do equilíbrio, comprometimento das atividades instrumentais, limitações da mobilidade articular, da marcha e da força muscular4.

Os resultados do presente estudo, ao indicar uma diferença de 40% de probabilidade de quedas em idosos ativos e sedentários (Gráfico 2), estão em concordância com os de Mazo et al.20, de que a atividade física contribui para a menor incidência de quedas na população idosa. Dentre as estratégias para diminuir a ação dos fatores de risco para as quedas, a prática de exercício tem sido comprovada como uma proposta de intervenção eficaz27.

No presente estudo, observou-se que os idosos de ambos os grupos apresentaram quedas (antes e durante a realização das atividades físicas), segundo suas respostas às perguntas feitas antes do teste quanto ao número de quedas sofridas (Tabela 1): o grupo sedentário relatou número maior dessa ocorrência, porém a ocorrência de quedas no grupo ativo não foi nula. De fato, mesmo os idosos que apresentarem pontuação máxima dos escores (56) na escala de Berg ainda têm chance de 10% de queda9. A probabilidade desses 10% de quedas deve-se aos inúmeros fatores que predispõem um indivíduo às quedas, já citados; além disso, defender que somente a prática de atividades físicas pode reduzir o risco de quedas é inconsistente27,29. Neste estudo, tomou-se o cuidado de excluir ao máximo os fatores que diferenciassem a amostra, buscando-se uma amostra homogênea sem diferenças estatísticas quanto a idade, sexo e capacidade de realização de AVD de forma independente, e sem histórico de doenças que poderiam afetar diretamente o equilíbrio.

Berg et al.12 também apontaram problemas ambientais como causas freqüentes de quedas, nos quais tropeços e escorregões somaram 59% das causas de quedas, e problemas com degraus representaram 12%.

 

CONCLUSÃO

Os resultados permitem concluir que o desempenho no teste de Berg foi pior no grupo sedentário do que no ativo, sugerindo que idosos sedentários têm maior risco de quedas e que a prática regular de atividades físicas interfere nesse desempenho.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Marcos E. Scheicher
Depto. de Educação Especial / Unesp
Av. Hygino Muzzi Filho 737
17525-900 Marília SP
e-mail: mscheicher@marilia.unesp.br

Apresentação: set. 2008
Aceito para publicação: jan. 2009

 

 

Estudo desenvolvido no Depto. de Educação Especial, Curso de Fisioterapia da Unesp - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, campus de Marília, SP, Brasil

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