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Fisioterapia e Pesquisa

Print version ISSN 1809-2950

Fisioter. Pesqui. vol.16 no.2 São Paulo Apr./June 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502009000200012 

PESQUISA ORIGINAL ORIGINAL RESEARCH

 

Efeito de um programa de treinamento de facilitação neuromuscular proprioceptiva sobre a mobilidade torácica

 

Effect of a training program based on proprioceptive neuromuscular facilitation onto thoracic mobility

 

 

Marlene Aparecida MorenoI; Ester da SilvaI; Roberta Silva ZuttinII; Mauro GonçalvesIII

IFisioterapeutas; Profas. Dras. do PPG-Ft - Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da Unimep
IIFisioterapeuta Ms
IIIFisioterapeuta; Prof. Dr. do PPG em Ciências da Motricidade do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista, Rio Claro, SP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A proposta deste estudo foi analisar o efeito de um programa de treinamento de membros superiores baseado nas técnicas de facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) sobre a mobilidade torácica. Foram estudadas 24 voluntárias sedentárias, idade 22,9 ± 2,9 anos, divididas em grupo controle (GC), que não participou do treinamento, e grupo treinado (GT). O protocolo de treinamento físico foi constituído por um programa de exercícios de FNP, realizado três vezes por semana, durante quatro semanas. Os dois grupos foram submetidos à avaliação da mobilidade torácica por meio de cirtometria, antes e após o período de treinamento. Os dados colhidos foram analisados estatisticamente, com nível de significância α = 5%. Os valores da cirtometria axilar e xifoideana do GC antes e após o período de intervenção não apresentaram alterações significativas (p>0,05). No GT os valores das variáveis foram significantemente maiores após a intervenção (p<0,05). Em conclusão, o protocolo de FNP utilizado parece ser um programa de exercícios eficiente, por promover aumento na cirtometria em um curto período de tempo, sugerindo que pode ser utilizado como recurso fisioterapêutico para o desenvolvimento da mobilidade torácica.

Descritores: Exercícios respiratórios; Extremidade superior; Propriocepção; Técnicas de exercício e de movimento


ABSTRACT

The purpose of this study was to analyse the effect of an upper limb training program based on proprioceptive neuromuscular facilitation (PNF) techniques on thoracic mobility. The study was carried out with 24 sedentary female volunteers, aged 22.9±2.9 years. Participants were divided into a control group (CG), who did not perform any exercise, and a trained group (TG), submitted to training. The physical training protocol consisted of a PNF exercise program, three times a week for four weeks. The two groups were assessed as to thoracic mobility by means of cirtometry before and after the training period. Data were statistically analysed and significance level set at α=5%. In CG, initial axillary and xiphoid cirtometry values showed no significant differences when compared to data obtained on the final evaluation (p>0.05). TG measures, in turn, were significantly higher after the training program (p<0.05). The PNF protocol here proposed seems hence to be an efficient exercise program to promote increase in cirtometry values within a short period of time, suggesting that the it may be used as a physical therapy resource for the development of thoracic mobility.

Key words: Breathing exercises; Exercise movement techniques; Proprioception; Upper extremity


 

 

INTRODUÇÃO

Há algum tempo, a fisioterapia tem buscado fundamentação científica para nortear a prática clínica e subsidiar a escolha das intervenções1. A facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP) é uma técnica fisioterapêutica que vem sendo utilizada para melhorar o desempenho físico de atletas, de portadores de disfunções orgânicas e de sedentários saudáveis2-5. Trata-se de exercícios terapêuticos que utilizam padrões específicos de movimento em diagonal e espiral, bem como estímulos aferentes, para promover o desencadeamento do potencial neuromuscular, obtendo melhores respostas em todo o sistema musculoesquelético6. As técnicas de FNP podem ser aplicadas como um meio de estimular o sistema respiratório, uma vez que a literatura refere que durante sua realização ocorre estimulação da respiração, da musculatura do pescoço, da caixa torácica e dos membros superiores3.

A realização de atividade física depende de informações advindas do córtex motor, modulada por mecanismos de controle neural central e, também, por mecanismo neural reflexo7. Assim, ocorrem ajustes orgânicos e funcionais imediatos diante das demandas internas e externas; e, a longo prazo, verificam-se adaptações orgânicas que podem gerar melhora da capacidade funcional8.

Para verificar a ocorrência de tais adaptações é preciso utilizar testes e medidas de qualidade e confiabilidade9. A cirtometria torácica é um instrumento de avaliação do sistema respiratório que consiste em um conjunto de medidas das circunferências do tórax durante os movimentos respiratórios, tendo por finalidade avaliar a mobilidade torácica de forma simples, acessível e confiável9,10. Essa técnica é de baixo custo e vem sendo bastante utilizada e difundida na fisioterapia, tanto na avaliação para prescrição do tratamento como para a reavaliação, pois fornece informações precisas sobre a mobilidade torácica11-14.

Vários autores têm investigado respostas do sistema respiratório após treinamento físico com exercícios de membros superiores15-18. Apesar de Voss et al.3 referirem que a aplicação das técnicas de FNP melhora a função desse sistema, nenhum trabalho sobre sua influência na mobilidade torácica foi encontrado na literatura pesquisada.

Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo verificar, por intermédio da cirtometria, o efeito dos padrões de FNP pelo método Kabat sobre a mobilidade torácica de mulheres sedentárias.

 

METODOLOGIA

Respeitando as normas para o desenvolvimento de pesquisa experimental com seres humanos, o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Metodista de Piracicaba. Os objetivos, bem como os procedimentos experimentais, foram explicados detalhadamente às voluntárias, que assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido.

Para o cálculo amostral foi utilizado o aplicativo GraphPad (StatMate, v. 1.01i), para o nível de confiança de 95% e poder de força da amostra (power) de 80%, sendo sugerido nove voluntárias por grupo. Com o objetivo de manter a homogeneidade dos grupos, participaram do estudo 24 jovens, do sexo feminino, sedentárias, não-tabagistas, de antropometria semelhante (Tabela 1), sem antecedentes de doenças musculoesqueléticas, cardiovasculares ou respiratórias.

 

 

As voluntárias foram divididas aleatoriamente em dois grupos de 12, por randomização por tabela numérica, sendo um grupo controle (GC), que não participou do protocolo de treinamento, e outro submetido à intervenção pelas técnicas de FNP, denominado grupo treinado (GT). Durante o período experimental não houve perda amostral.

Antes e após o período de intervenção, todas as voluntárias foram submetidas à cirtometria torácica. A amostra foi familiarizada com todos os procedimentos antes do início do experimento. O pesquisador que efetuou todas as medições era cego, ou seja, não tinha conhecimento se a voluntária era do GC ou GT, para que não houvesse influência nos resultados.

Para avaliação da mobilidade torácica foi tomada a medida das circunferências do tórax nas fases expiratória e inspiratória máximas. A diferença entre essas medidas forneceu informações do grau de expansibilidade e de retração dos movimentos. Essas medidas foram tomadas com uma fita métrica escalonada em centímetros (cm) nas regiões axilar e xifoideana, com a voluntária em postura ortostática e o tórax desnudo.

A medição foi feita fixando-se o ponto zero da fita métrica na região anterior do nível em que se estava medindo, e a outra extremidade da fita, após contornar o tórax com uma pressão máxima, foi tracionada pelo avaliador sobre esse ponto fixo. A máxima pressão possível da fita no corpo da voluntária visou prevenir que as estruturas moles não interferissem nas medidas11,12,14,19. Para garantir a confiabilidade, as medidas foram tomadas três vezes em cada nível, utilizando-se para o estudo a medida de maior valor.

O protocolo de treinamento físico foi constituído por um programa de exercícios de FNP, desenvolvido com a regularidade de três vezes por semana, durante quatro semanas. As voluntárias do GT realizaram exercícios alternados nos padrões dos membros superiores direito e esquerdo nas diagonais do método Kabat (flexão-abdução-rotação lateral e extensão-adução-rotação medial; flexão-adução-rotação lateral e extensão-abdução-rotação medial)20, em três séries de seis repetições. Durante os exercícios, as voluntárias foram orientadas a fazer inspirações e expirações tranqüilas para que não se caracterizar esforço respiratório associado aos movimentos dos membros superiores. Os exercícios foram feitos com carga de 80% de uma repetição máxima (1 RM). A medida de 1 RM foi tomada em uma avaliação diagnóstica pré-treinamento, segundo o protocolo proposto por Moreno et al.14. O teste consistiu em efetuar dez exercícios de aquecimento, com uma série de dez repetições de cada exercício sem sobrecarga - a não ser a do próprio equipamento - e, em seguida, aumentando gradativamente a sobrecarga até que a voluntária não conseguisse alcançar a amplitude de movimento completo ou fizesse compensação com outras partes do corpo, sendo considerada 1 RM a carga anterior, ou seja, aquela com a qual a voluntária conseguiu realizar o movimento completo sem compensações. O teste foi individual e realizado para cada padrão de movimento, tendo cada voluntária uma carga específica.

Os exercícios de treinamento com as técnicas de FNP foram efetuados em um sistema de polias de parede3 e supervisionados pelo pesquisador. A carga foi mantida durante as quatro semanas do treinamento, não havendo progressão da mesma14. Em todas as seqüências utilizadas neste estudo, o cabo das polias foi preso ao punho das voluntárias, deixando as mãos livres, possibilitando assim total amplitude de seu movimento apropriado, permitindo que os padrões de facilitação fossem completos3 (Figura 1).

 

 

Para a análise estatística foi utilizado o aplicativo Statistica (v.6.1 Stat Soft). O teste de Kolmogorov-Smirnov foi usado para verificar a distribuição dos dados, sendo rejeitada a hipótese de normalidade de todas as variáveis. Portanto, foram utilizados testes não-paramétricos, sendo o de Wilcoxon para amostras pareadas e de Mann-Whitney para amostras não-pareadas, com nível de significância p<0,05.

 

RESULTADOS

Os valores obtidos pela cirtometria axilar e xifoideana do GC antes e após o período de intervenção não apresentaram diferenças estatisticamente significantes (p>0,05). Das voluntárias do GT, houve um aumento significativo (p<0,05) das duas medidas, quando comparadas às obtidas antes das quatro semanas de treinamento.

Na avaliação inter-grupos verificou-se que os valores foram semelhantes na condição pré-treinamento, enquanto na condição pós-treinamento o GT apresentou valores significativamente maiores (Tabela 2).

 

 

DISCUSSÃO

Este estudo investigou o efeito da aplicação de um protocolo de treinamento com os membros superiores, baseado nas técnicas de FNP, sobre a mobilidade torácica, durante quatro semanas, sendo utilizada a cirtometria torácica como instrumento de avaliação. Os resultados indicaram aumento significativo (p<0,05) nos valores obtidos do grupo treinado após o período de intervenção, evidenciando o impacto positivo do protocolo proposto.

O exercício físico representa um estímulo importante na mecânica respiratória, favorecendo a captação e o transporte de oxigênio21. Por essa razão, treinamentos com exercícios físicos têm sido utilizados como um recurso importante nas intervenções fisioterapêuticas nas disfunções pulmonares, sendo bastante enfatizado o treinamento com membros superiores, uma vez que alguns grupos musculares atuam também como acessórios da respiração e não somente para manter a posição dos membros e a postura22,23.

A utilização da FNP vem sendo descrita na literatura24,25 e parece haver um grande potencial para pesquisa sobre o uso das técnicas e princípios propostos pelo método. Estudos recentes aplicando exercícios de FNP mostram que os efeitos são benéficos no que se refere à reabilitação motora26-28. No entanto, sobre seu efeito no sistema respiratório, o assunto ainda permanece pouco explorado.

Apesar de na literatura pesquisada não terem sido encontradas investigações específicas envolvendo treinamento com as técnicas de FNP e avaliação da mobilidade torácica, Moreno et al.14, estudando o efeito dessa técnica sobre as pressões respiratórias máximas, evidenciaram aumento nos valores dessas variáveis após 12 sessões de treinamento, refletindo melhora da força muscular respiratória.

A adaptação do sistema respiratório - neste estudo representada pelo aumento da mobilidade torácica das voluntárias treinadas - pode estar relacionada à utilização dos exercícios em diagonal nas polias de parede, uma vez que os mesmos apresentam como vantagem o envolvimento de vários grupos musculares em um mesmo movimento e promovem a interação dos dois lados do corpo com os segmentos cruzando a linha mediana, produzindo benefícios no treinamento de propriocepção3.

Talvez pelo fato de a cirtometria representar um procedimento útil para a avaliação da mobilidade torácica11, tendo como vantagem ser uma medida simples e acessível que requer apenas uma fita métrica, alguns estudos a têm utilizado como instrumento de avaliação para verificar respostas relacionadas a diferentes propostas de intervenção, como no estudo de Teodori et al.13, que observaram aumento da mobilidade torácica de mulheres jovens sedentárias após um programa de alongamento da cadeia muscular respiratória pelo método de reeducação postural global (RPG). Ainda utilizando a cirtometria, Paulin et al.12 observaram aumento da mobilidade torácica em pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) após 24 sessões de exercícios físicos associados a exercícios respiratórios. Apesar de os dois estudos terem avaliado a mobilidade torácica, eles diferem porém da presente investigação no que se refere aos protocolos de intervenção aplicados e às características dos sujeitos estudados.

Apesar do resultado positivo, o presente estudo apresenta como limitação ter avaliado apenas a mobilidade torácica. Pode porém constituir ponto de partida para futuras investigações envolvendo outras variáveis e voluntários portadores de pneumopatias. O programa de exercício proposto, visando a melhora da mobilidade torácica, pode representar uma ferramenta para o desenvolvimento da função respiratória. Reforça-se aqui a necessidade da busca por fundamentação e validação de condutas fisioterapêuticas, especialmente das técnicas de FNP sobre variáveis respiratórias, ainda pouco descritas na literatura. Requerem-se estudos adicionais para avaliar seu efeito em pneumopatas, em especial portadores de DPOC, que apresentam desvantagem mecânica em virtude da hiperinsuflação causada pela patologia.

 

CONCLUSÃO

Os resultados mostraram que o protocolo de FNP utilizado promoveu aumento significativo nos valores obtidos na cirtometria axilar e xifoideana após a intervenção, sugerindo que pode ser utilizado como um recurso fisioterapêutico para o desenvolvimento da mobilidade torácica. Apesar de referir-se a pessoas saudáveis, os resultados obtidos sugerem que o treinamento proposto pode ser de importância terapêutica no tratamento de disfunções respiratórias.

 

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Endereço para correspondência:
Marlene A. Moreno
R. Santa Cruz 990 Bairro Alto
13419-030 Piracicaba SP
e-mail: ma.moreno@terra.com.br

Apresentação: jan. 2009
Aceito para publicação: jun. 2009

 

 

Estudo desenvolvido no Laboratório de Pesquisa em Fisioterapia Cardiovascular e de Provas Funcionais da FCS/Unimep - Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, SP, Brasil

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