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Fisioterapia e Pesquisa

Print version ISSN 1809-2950

Fisioter. Pesqui. vol.17 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1809-29502010000100007 

PESQUISA ORIGINAL ORIGINAL RESEARCH

 

Efeitos da aplicação do laser de baixa potência na regeneração do nervo isquiático de ratos

 

Effects of low-power laser on injured rat sciatic nerve regeneration

 

 

Renata Batagini GonçalvesI; Jucilene Camilo MarquesI; Vanessa Vilela Monte-RasoII; Ariane ZamarioliIII; Leonardo César CarvalhoII; Valéria Paula Sassoli FazanIV; Marcelo Rodrigo TavaresII

IGraduandas em Fisioterapia na Unifenas
IIProfs. Drs. do Curso de Fisioterapia da Unifenas
IIIPós-graduanda do Depto. de Biomecânica, Medicina e Reabilitação do Aparelho Locomotor da FMRP/USP - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP
IVProfa. Dra. do Depto. de Cirurgia e Anatomia da FMRP/USP

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Os nervos periféricos sofrem constantes lesões de origem traumática, o que resulta em perdas funcionais. A terapia com laser de baixa potência vem sendo utilizada para minimizar os efeitos maléficos da inflamação e acelerar o processo de cicatrização dos tecidos lesados. Este estudo teve como objetivo verificar o efeito da irradiação do laser 830 nm no comportamento do nervo isquiático de ratos submetido a esmagamento. Foram utilizados 20 ratos, todos tendo tido o nervo isquiático esmagado, divididos em 4 grupos (n=5): P7 e P14, tratamento placebo por 7 e 14 dias; L7 e L14, tratamento por laser (dosagem de 4 J/cm²) por 7 e 14 dias. Os animais dos grupos P7 e P14 foram submetidos aos mesmos procedimentos, mas com o laser desligado. Os parâmetros analisados foram presença de infiltrado inflamatório e fibroblastos, destruição da bainha de mielina e degeneração axonal. Na análise estatística foi observada diferença estatística com relação a três parâmetros: os animais do grupo L14 apresentaram maior quantidade de fibroblastos (p=0,0001), menor degeneração da bainha de mielina (p=0,007) e menor quantidade de infiltrado inflamatório (p=0,001). A aplicação do laser de baixa potência contribuiu para a redução do processo inflamatório decorrente da lesão do nervo isquiático de ratos.

Descritores: Nervo ciático; Regeneração nervosa; Síndromes de compressão nervosa/reabilitação; Terapia a laser de baixa intensidade


ABSTRACT

Peripheral nerves are commonly subject to traumatic injuries, leading to functional loss. Low-power laser therapy has been used in order to minimize harmful effects of inflammation and to accelerate healing of injured tissues. The purpose of this study was to assess the effect of 830 nm-laser irradiation on rat sciatic nerves submitted to crush. Twenty male Wistar rats had their sciatic nerve crushed and were divided into 4 groups (n=5): Sham7 and Sham14, placebo-treated for 7 and 14 days; L7 and L14, laser-treated (at 4 J/cm²) for 7 and 14 days. Sham group animals were submitted to the same procedures, but with the laser turned off. Assessed parameters were inflammatory infiltrates, fibroblasts, myelin sheath destruction, and axonal degeneration. The statistical analysis showed significant differences in three parameters: L14 animals showed more fibroblasts (p=0.0001), lesser myelin sheath degeneration (p=0.007), and lesser inflammatory infiltrates (p=0.001). Low-power laser therapy hence contributed to reduce the inflammatory process due to rat sciatic nerve injury.

Key words: Laser therapy, low level; Nerve compression syndromes/rehabilitation; Nerve regeneration; Sciatic nerve


 

 

INTRODUÇÃO

Os nervos periféricos são alvos de constantes lesões e podem originar deficit motor e sensitivo, gerando seqüelas para os indivíduos, dependentes do grau da lesão1,2. Nervos saudáveis têm a capacidade de estiramento e deslizamento, para permitir aumento do comprimento necessário para o movimento fisiológico dos membros3,4. Para que ocorra função normal, é preciso que esses movimentos estejam em harmonia. A lesão traumática de um nervo provoca alterações em suas propriedades mecânicas e neuroquímicas5-7; levando à perda da característica de acomodação dos movimentos, com conseqüente deficit mecânico.

Nervos periféricos são extremamente vulneráveis à pressão. O acometimento não depende do nervo específico envolvido, mas sim da magnitude, do tipo de pressão e do tempo da compressão. Se a intensidade e a duração da compressão forem pequenas, os nervos recuperam-se imediatamente ou pouco tempo após o trauma, mas se a pressão for intensa e/ou a duração for longa, a recuperação será prolongada e freqüentemente parcial8. A velocidade de regeneração de um nervo depende de alguns fatores, como tipo, extensão e gravidade da lesão, idade do indivíduo, tipo de intervenção (invasiva por meio de cirurgia, no caso da neurotmese, ou não-invasiva), mielinização do axônio, espessura da bainha de mielina, dentre outros9,10.

Inflamação é uma resposta inespecífica do corpo a diferentes lesões e é essencialmente uma resposta de proteção, que inicia o processo de reparo tecidual. Na resposta fisiológica que ocorre imediatamente após um estímulo agressivo, as células inflamatórias ficam acumuladas no sítio da lesão11,12. No processo inflamatório após esmagamento de nervo, de acordo com George et al.13; os macrófagos, recrutados durante os primeiros dias da degeneração walleriana, bem como as células de Schwann, contribuem para o aumento dos níveis de citocinas pró-inflamatórias locais. Segundo Tavares et al.14; o laser terapêutico na dose de 4 J/cm² influencia diretamente os estágios iniciais da reação inflamatória, minimizando a presença de células inflamatórias, ou seja, o laser atua como moderador da reação inflamatória local nos estágios iniciais da lesão tissular.

Para aprofundar o conhecimento do processo de reparo, após lesão nervosa por esmagamento, estudos experimentais produzem lesões do tipo esmagamento em animais. Para produzir tais lesões no nervo isquiático de ratos, Bridge et al.15 utilizaram pinças hemostáticas, ou pinças de relojoeiro, observando que a lesão produzida foi do tipo axoniotmese (para gerar axoniotmese em nervos, a aplicação da pressão deve ser alta). Também validaram o método das pinças, demonstrando sua confiabilidade e reprodutibilidade. Varejão et al.16; que também produziram lesões nervosas em experimentos em animais, usaram pinças estandardizadas para produção de axoniotmese, preconizando a utilização de pinça padronizada para minimizar a variabilidade das lesões produzidas.

A aplicação de recursos fisioterapêuticos é realizada com o propósito de melhorar a capacidade funcional de estruturas anatômicas deficitárias2,14,17. O papel terapêutico do laser em casos envolvendo destruição de tecidos é bem conhecido. A irradiação do laser de baixa potência tem sido utilizada terapeuticamente para cicatrização de lesões, tratamento de artrite reumatóide, dor musculoesquelética, entre outras aplicações clínicas. Efeitos benéficos são atribuídos à fotoestimulação dos tecidos, como melhora de cicatrização de lesões ulcerativas em indivíduos diabéticos e outros tipos de úlceras18,19; além de efeitos analgésicos20 e antiinflamatórios21; estímulo à proliferação de células de diferentes origens19,22-24 e estimulação do reparo ósseo18,24. Os benefícios originados pela radiação laser de baixa potência são gerados pelos mecanismos não-térmicos da interação da luz com os tecidos, resultando em efeitos biomodulatórios por meio de interações fotoquímicas8,24.

A aplicação do laser em nervos também tem sido muito utilizada na prática clínica e descrita na literatura, sendo a laserterapia reconhecida como um adjuvante efetivo da regeneração nervosa8,25-30. A recuperação da função e morfologia após lesão nervosa geralmente é incompleta e imperfeita, justificando o recurso terapêutico. A radiação laser de baixa potência, aplicada direta ou transcutaneamente sobre o nervo periférico esmagado, revelou-se efetiva na recuperação e diminuição da degeneração retrógrada dos neurônios correspondentes nos segmentos espinhais8.

Este estudo teve como objetivo analisar os efeitos do laser de baixa-potência na lesão experimental do nervo isquiático de ratos.

 

METODOLOGIA

A realização deste estudo foi aprovada pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da Unifenas - Universidade José do Rosário Velano.

Foram utilizados 20 ratos machos adultos da linhagem Wistar, com peso médio de 300 g. Os animais foram divididos em quatro grupos, de cinco animais cada: P7, com tratamento placebo por 7 dias após a lesão; L7, tratado com laser por 7 dias após a lesão; P14, com tratamento placebo por 14 dias após a lesão; e L14, tratado com laser por 14 dias após a lesão. O tratamento começou imediatamente após a cirurgia.

Os animais dos grupos P7 e L7 foram submetidos à eutanásia no 7º dia após a lesão e os animais dos grupos P14 e L14, no 14º dia. Todos os animais foram submetidos à lesão nervosa por esmagamento. Para isso, foram anestesiados com associação de ketamina e xilazina a 50% a 0,1 ml/100g e mantidos sob contenção em uma prancha operatória apropriada. Em seguida, foi feita a tricotomia do membro inferior direito do animal e assepsia da região com álcool iodado 700 (2%). Foi efetuada secção do tegumento que recobre o músculo glúteo maior e as fibras musculares foram submetidas à divulsão, com introdução de uma pinça hemostática na região mediana do músculo. A abertura dos ramos da pinça separou as fibras musculares expondo assim a porção proximal do nervo isquiático. Em todos os animais o nervo isquiático direito foi lesionado 3 mm distal à sua emergência com uma pinça regulável31 calibrada com carga de 5 kg/cm2 que foi mantida no nervo isquiático por dez minutos. A pinça foi calibrada por uma máquina universal de ensaios com célula de carga de 500 N (Kratos, modelo IKE-01). Em seguida, os músculos e a pele do animal foram suturados.

Para as aplicações de laser, foi utilizado o aparelho Laserpulse (Ibramed) com comprimento de onda de 830 nm, densidade de energia de 4 J/cm², área de feixe 0,62 cm2; potência de emissão de 30 mW, regime de irradiação contínuo e o tempo de aplicação foi calculado pelo aparelho (4 s). Os animais dos grupos L7 e L14 receberam aplicação pontual do laser, sendo disparado apenas uma vez sobre a área do nervo isquiático lesado, ou seja, região posterior do membro inferior direito. Durante as aplicações diárias, os animais não foram sedados. Os grupos P7 e P14 foram submetidos ao mesmo procedimento dos demais grupos, mas com o laser desligado.

Após sete aplicações de laser os animais dos grupos P7 e L7 foram submetidos à eutanásia, o mesmo ocorrendo com os dos grupos P14 e L14 após 14 aplicações. Os animais foram submetidos à eutanásia por meio de dose excessiva de anestésico Tiopental 0,5 ml/100 g e os nervos foram dissecados e fixados em paraformoldeído tamponado por 24 horas, em seguida incluídos em parafina e então cortados em micrótomo a uma espessura de 5 micrômetros. Na etapa final os cortes foram corados pela técnica do HE (hematoxilina-eosina) e também TG (tricômico de Gomori), para então ser realizada a verificação microscópica de possíveis alterações no tecido.

As lâminas foram analisadas por microscopia de luz e os dados encontrados registrados por análise semi-quantitativa da reação inflamatória, de acordo com Tavares et al.17; sendo definida por presença de infiltrado inflamatório e de fibroblastos, degeneração da bainha de mielina e degeneração axonal. Esses parâmetros foram classificados em graus que variaram de ausente (-), presença leve (+), presença moderada (++) e presença acentuada (+++). Em seguida esses dados foram substituídos por valores numéricos da seguinte maneira: 0 para (-), 1 para (+), 2 para (++) e 3 para (+++); foram também considerados valores intermediários, tais como 0,5 para (-/+), 1,5 para (+/++) e 2,5 para (++/+++). Esses registros foram baseados na observação de dois examinadores, sendo calculada a média dos valores por eles encontrados. Para análise, esses valores foram submetidos ao teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis e ao pós-teste de Dunn, pelo programa estatístico Minitab.

 

RESULTADOS

Os resultados, sintetizados na Figura 1, mostraram que não houve diferença significativa entre os grupos com relação à degeneração axonal (p=0,29). Em relação à degeneração da bainha de mielina, o grupo P7 apresentou degeneração significantemente maior (p=0,007) que o grupo L14. Quanto ao infiltrado inflamatório, que ocorre logo após a lesão, nas lâminas do grupo L14 foi encontrada quantidade significativamente menor do que em todos os demais grupos (p=0,001). E, quanto à presença de fibroblastos, novamente no grupo L14 a quantidade foi significativamente maior do que nos demais (p=0,0001).

 

 

A análise das lâminas mostrou que, após 7 dias de tratamento, no grupo tratado L7 o perineuro tinha aspecto histológico normal, enquanto no P7 apresentava-se espessado, ainda com intensos sinais inflamatórios ao redor (Figura 2). Após o tratamento por 14 dias, nas lâminas do grupo L14 podiam-se notar axônios regenerados e grande quantidade de colágeno endoneural, produzido por fibroblastos, promovendo a sustentação das estruturas do endoneuro, enquanto no grupo placebo (P14) sinais de reação inflamatória ainda estavam presentes, tanto no perineuro quanto no endoneuro, sem evidências de regeneração axonal (Figura 2).

 

 

DISCUSSÃO

O estudo do nervo isquiático de rato é um modelo experimental largamente utilizado para avaliação da função sensitiva e motora de nervos, devido ao baixo custo desse animal, fácil aquisição e manuseio. A capacidade de regeneração de ratos é similar à regeneração nervosa de primatas15 e, apesar de ser mais rápida que a regeneração em humanos, apresenta semelhança com relação à morfologia e processos fisiológicos e biológicos envolvidos.

A lesão por esmagamento utilizando uma pinça31 foi selecionada neste estudo por permitir a padronização da intensidade das lesões. Além disso, trata-se de uma técnica simples que preserva a estrutura de sustentação do nervo e não necessita reparo cirúrgico30.

O laser terapêutico é empregado para o tratamento fisioterapêutico de muitas doenças do sistema musculoesquelético. Nos últimos anos, a comunidade científica tem se voltado para o estudo da ação do laser de baixa potência na regeneração nervosa periférica13,25-29; tendo definido aspectos da metodologia de aplicação, como o melhor comprimento de onda, número de aplicações e período de irradiação12. Apesar dos vários estudos, a determinação do tratamento mais eficaz para recuperação de lesão nervosa ainda não está totalmente elucidada25,32,33. De acordo com Anders et al.34; há grande variedade metodológica entre os estudos, desde o comprimento de onda do laser até os tipos de lesões provocadas, além dos parâmetros de avaliação. Apesar dos mecanismos biológicos na interação laser-tecido ainda não estarem totalmente elucidados, é evidente que a laserterapia de baixa potência influencia a regeneração do nervo periférico.

Oliveira et al.35 demonstraram, num estudo experimental com nervo isquiático de ratos, que a gravidade da lesão por esmagamento é proporcional à carga aplicada e que a regeneração após o esmagamento está diretamente relacionada à gravidade da lesão inicial. Os autores mostraram também que a função motora retorna ao normal ou próximo disso no prazo de 60 dias, mesmo nas lesões produzidas por carga de 15 kgf aplicada por 10 minutos.

No estudo de Endo et al.30 foi utilizado laser de baixa potência As-Ga para verificar sua ação na recuperação de nervo submetido à lesão por esmagamento com carga de 15 kg. Os animais foram tratados com dosagem de 4 J/cm2 durante dez dias consecutivos. Os autores observaram, por meio da análise histológica e morfológica dos nervos, que o laser de baixa potência As-Ga apresenta importante papel no processo regenerativo do nervo. Sotelo et al.36 observaram que a aplicação de laser HeNe proporcionou melhor regeneração do nervo lesado. Embora, no presente estudo, tenha sido utilizado o laser As-Ga, nos parâmetros já mencionados, os resultados aqui encontrados corroboram os achados de Sotelo et al.36; em que foi observada maior degeneração da bainha de mielina no grupo placebo de 7 dias do que no grupo tratado por 14 dias. Esse resultado sugere que a utilização da laserterapia por um período mais longo pode minimizar os efeitos do esmagamento do nervo.

No presente estudo também foi observado que o grupo submetido à aplicação do laser por 14 dias apresentou menor quantidade de infiltrado inflamatório que os demais grupos. Esse achado está de acordo com os de outros autores sobre a ação antiinflamatória do laser3,13,17,22. Os resultados de Albertini et al.13 mostraram que a resposta inflamatória pode ser normalizada ou reduzida pelo efeito fotoquímico da irradiação laser. Tavares et al.16 também demonstraram a ação antiinflamatória da laserterapia. No entanto, os autores avaliaram outra estrutura, o tendão. Assim, o laser mostrou-se um eficiente antiinflamatório para tendões e nervos.

Devido ao fato de a lesão de nervos periféricos ser muito comum na prática clínica, a radiação laser de baixa potência é considerada um efetivo coadjuvante no tratamento para melhorar a regeneração neuronal17. Neste estudo não foi observada diferença significante entre os diferentes grupos com relação à degeneração axonal. No entanto, a quantidade de fibroblastos foi maior no grupo submetido à irradiação laser por 14 dias. Esse dado sugere que o laser facilita a regeneração nervosa periférica, corroborando estudos prévios9,24,25. Por outro lado, Tavares et al.16 não encontraram diferença significativa quanto à presença de fibroblastos entre grupos submetidos ou não à ação do laser.

Assim, os resultados apresentados sugerem que o laser de baixa potência facilita a regeneração nervosa periférica após lesão de nervo periférico de ratos9,17,25; fundamentando a utilização do laser para acelerar processos cicatriciais, em estudos experimentais e na prática clínica16.

 

CONCLUSÃO

Os resultados obtidos neste estudo permitem concluir que a terapia com aplicação do laser 830 nm, com dosagem de 4 J/cm², por 14 dias, contribuiu para a diminuição do processo inflamatório decorrente da lesão por esmagamento do nervo isquiático de ratos.

 

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Endereço para correspondência:
Vanessa V. Monte-Raso
Laboratório de Bioengenharia do RAL/FMRP/USP
Av. dos Bandeirantes 3.900 Campus Universitário
14049-900 Ribeirão Preto SP
e-mail: vanmonteraso@yahoo.com.br

Apresentação: maio 2009
Aceito para publicação: jan. 2010

 

 

Estudo desenvolvido no Curso de Fisioterapia da Unifenas - Universidade José do Rosário Velano, Alfenas, MG, Brasil
O estudo contou com bolsa de iniciação científica do Pibic - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica da Unifenas

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