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Fisioterapia e Pesquisa

versão impressa ISSN 1809-2950

Fisioter. Pesqui. vol.21 no.4 São Paulo out./dez. 2014

http://dx.doi.org/10.590/1809-2950/12320821042014 

Pesquisas Originais

Efeito da Kinesio Taping no equilíbrio postural de idosos

Tathiana Sartori Cabreira 1  

Karla Helena Vilaça Coelho 2  

Paulo Roberto Veiga Quemelo 1  

1Curso de Fisioterapia e Programa de Pós-graduação em Promoção da Saúde da UNIFRAN - Franca (SP), Brasil

2Curso de Fisioterapia e Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília (UCB) - Brasília (DF), Brasil

RESUMO

O processo de envelhecimento provoca alterações no equilíbrio, as quais podem aumentar o número de quedas. A Kinesio Taping é uma técnica com a proposta de melhorar a fisiologia muscular, a propriocepção, a coordenação e o equilíbrio. O objetivo do estudo foi verificar o efeito da Kinesio Taping no equilíbrio postural de idosas. Foram avaliadas 62 idosas, do sexo feminino, com média de idade de 68±5 anos, divididas em dois grupos: Kinesio Taping, com idosas (n=31) que foram submetidas ao protocolo de aplicação da Kinesio Taping para os músculos gastrocnêmio e do mediopé, e o Controle (n=31), com aquelas que receberam uma fita placebo (Micropore 3M). Para a análise do equilíbrio postural, utilizou-se uma plataforma de força para o registro dos sinais estabilométricos. Ambos os grupos foram avaliados pós-aplicação e com intervalo de 48 horas. As variáveis utilizadas foram deslocamento total, amplitudes anteroposterior e mediolateral, área e velocidades anteroposterior e mediolateral. Os resultados demonstraram que a Kinesio Taping não provocou modificações significativas em relação ao Grupo Controle, pós e 48 horas após a aplicação. Os achados apontam que a Kinesio Taping não foi capaz de alterar o equilíbrio postural de idosos do sexo feminino.

Palavras-Chave: Equilíbrio Postural; Idoso; Propriocepção; Modalidades de Fisioterapia

INTRODUÇÃO

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de idosos vem crescendo rapidamente. Em 1991, esta população representava cerca de 4,8% dos brasileiros. Essa relação passou para 12,1%, em 2011, e existem estimativas que essa proporção dobre em 20501 , 2. O processo de envelhecimento compromete os componentes responsáveis pelo equilíbrio postural, como o sistema nervoso central (SNC), o vestibular, o sensorial e o proprioceptivo, o que pode culminar em desequilíbrios e quedas3.

Nesse sentido, a lentidão na resposta do sistema neuromuscular pode gerar um déficit funcional, além de diminuição da potência muscular e na velocidade de resposta com que o idoso inicia, executa e finaliza suas ações. Deste modo, uma avaliação criteriosa faz parte da abordagem de programas preventivos e de reabilitação fisioterapêutica, não apenas para a prevenção contra quedas, como também para o tratamento de disfunções relacionadas às doenças crônico-degenerativas, comuns nessa faixa etária4.

A partir destas informações, é importante pensar em estratégias que possam melhorar o equilíbrio postural dos idosos para tentar preveni-las. A Kinesio Taping (KT) é uma técnica que tem crescido com a proposta de modificar e ativar o sistema proprioceptivo. Esse método consiste na aplicação de uma fita elástica sem substâncias químicas, com textura e elasticidade muito parecidas com a pele humana. Ela pode ser usada de diferentes formas e em diversas partes do corpo, fornecendo suporte para os músculos e as articulações, sem interferir na amplitude de movimento. Acredita-se que a bandagem KT envia estímulos sensoriais, por meio de mecanorreceptores encontrados na derme e epiderme, promovendo uma resposta satisfatória para o local desejado5 , 6.

Estudos demonstraram que a KT promove redução da dor, melhora da flexibilidade e do alinhamento no equilíbrio postural, o que pode resultar em uma melhora no desempenho funcional dos indivíduos7 , 8. O método também pode aumentar ou diminuir a tensão muscular e ajudar na propriocepção, na coordenação e no equilíbrio corporal9 , 10. Entretanto, estudos que utilizaram a KT para avaliar o controle postural dinâmico de jovens saudáveis11 e em algumas condições clínicas, como a esclerose múltipla12 e a Doença de Parkinson13, apresentaram resultados discordantes entre eles.

Embora o número de adeptos à KT tenha crescido nos últimos anos, duas revisões da literatura observaram baixa qualidade nos estudos com tal bandagem, concluindo que os dados dos estudos fornecem evidências insuficientes para comprovar os seus benefícios14. Baseando-se nesses dados, o objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da KT no equilíbrio postural de idosas.

METODOLOGIA

Considerações éticas e sujeitos

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Franca (UNIFRAN) pelo parecer nº 105.950/12 e, após a sua aprovação, os participantes deste estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Participaram do presente estudo 62 idosas, saudáveis, do sexo feminino, que fazem parte do Centro de Convivência do Idoso (CCI) da cidade de Franca, no estado de São Paulo. Idosos do CCI realizam atividades físicas preventivas e educacionais diariamente. Os sujeitos foram convidados a participar do estudo, constituindo uma amostra por conveniência. Foram excluídas do estudo idosas acamadas, que apresentassem alguma doença aguda ou infecção, que tivessem comprometimento cognitivo detectado pelo Miniexame do Estado Mental15, com doenças neurológicas diagnosticadas ou fraturas recentes (últimos três meses) nos membros inferiores ou que utilizassem algum tipo de órtese ou prótese no membro inferior. As idosas que aceitaram participar voluntariamente do estudo foram divididas aletoriamente em dois grupos (Controle e KT). Durante a pesquisa, não houve nenhuma intercorrência ou desistência dos participantes.

Foram coletados os dados sociodemográficos das idosas, como idade, altura, peso corporal e índice de massa corporal (IMC). Para caracterização da amostra e dos grupos de pesquisa, também foi aplicado um breve questionário, no qual o participante assinalava sim ou não para o consumo de álcool, uso de tabaco e de medicamento, bem como da prática de atividade física. Os resultados dos dados sociodemográficos e de caracterização da amostra demonstram uma homogeneidade dos participantes entre os Grupos Controle (GC) e KT (Tabela 1).

Tabela 1. Distribuição dos participantes, segundo as variáveis sociodemográficas, e informações sobre a amostra 

Variáveis GC (n=31) GKT (n=31) Total (n=62)
Idade (anos) 68±5 68±5 68±5
Altura (cm) 1,56±0,06 1,56±0,07 1,56±0,06
Peso (kg) 65,3±12,4 64,5±11,3 64,8±11,8
IMC (cm/kg2) 26,6±4,3 26,1±4,3 26,4±4,3
Uso de álcool 16% (n=5) 3% (n=1) 9% (n=6)
Uso de medicamento 100% (n=31) 83% (n=26) 91% (n=57)
Uso de tabaco 3% (n=1) 0% (n=0) 1% (n=1)
Atividade física 97% (n=30) 100% (n=31) 98% (n=61)

GC: Grupo Controle; GKT: Grupo Kinesio Taping; IMC: índice de massa corporal

Aplicação das bandagens

O Grupo KT (GKT), composto por 31 participantes, recebeu a aplicação da KT (marca K-Tape(r), Lumos, Inc.) para os músculos gastrocnêmio e do mediopé de ambos os membros. O GC, composto por 31 sujeitos, recebeu a aplicação de uma fita placebo (marca Micropore 3M(r)) sobre os mesmos músculos de ambos os membros, como mostra a Figura 1. A ordem da aplicação da KT e da fita placebo foi realizada de forma aleatória e randomizada entre as idosas que aceitaram participar da pesquisa de forma voluntária. A justificativa para escolha da aplicação da KT nesse local do corpo foi devido ao fato que os músculos posteriores do corpo participam do equilíbrio postural e especificamente os dos membros inferiores, que estabelecem apoio sobre os pés e fornecem suporte para a posição em pé, auxiliando na propriocepção e no equilíbrio do indivíduo16 , 17.

Figura 1. Aplicação da Kinesio Taping e coleta de dados (A) aplicação da fita Kinesio Taping; (B) aplicação da fita placebo (Micropore 3M); (C) coleta de dados com a fita Kinesio Taping na plataforma de força; (D) coleta de dados com a fita placebo (Micropore 3M) na plataforma de força 

Antes da aplicação das fitas, o local foi higienizado com álcool 70% para melhor fixação delas e, para ambas as fitas, foi determinada a técnica de aplicação em formato "I", que consiste na colocação de duas fitas nesse formato. A primeira fita foi colocada ao longo do comprimento da aponeurose plantar com ponto fixo no terço médio do músculo gastrocnêmio medial até a articulação metatarso falangeana; a segunda, que também foi aplicada na técnica em "I" sem ponto fixo, foi posicionada em todo o arco do mediopé no sentido das linhas de tensão para auxiliar com o apoio do arco do metatarso, como visto na Figura 1 5 , 18.

Coleta e análise dos dados

O protocolo experimental foi realizado na posição ereta e os indivíduos foram instruídos a ficarem com os pés afastados a uma distância de 30 cm, de olhos abertos, direcionando o olhar a um ponto fixo, marcado com uma fita adesiva colorida na parede ao nível dos olhos (sentido vertical) e a uma distância de três metros da plataforma de força em sentido horizontal. Foi solicitado que as idosas mantivessem a posição estática durante 40 segundos para a coleta dos dados estabilométricos, o que foi feito pós-aplicação das fitas e após 48 horas.

Para a análise do equilíbrio postural, utilizou-se uma plataforma de força (EMG System do Brasil Ltda.(r)) para o registro dos sinais estabilométricos. As variáveis foram calculadas de acordo com a velocidade de oscilação e deslocamento do centro de pressão do sujeito nas direções anteroposterior - AP (Fx), mediolateral - ML (Fy) e vertical (Fz), em cima da plataforma de força19. O equipamento estava alocado em um laboratório próprio e com os cuidados corretos para evitar interferências na captação dos sinais. As variáveis utilizadas foram as amplitudes AP (cm) e ML (cm); o deslocamento total (variação nas duas direções, AP e ML); a área (cm2), que foi calculada pelo ajuste da elipse do movimento do centro de pressão (95% de confiança da elipse do centro de pressão) e velocidades AP e ML (cm/s)19 , 20. Para a obtenção dos sinais, fez-se uso de um conversor analógico-digital (A/D) de 16 bits de resolução e frequência da amostragem de 100 Hz19. Os dados foram analisados, posteriormente, pelo programa WinDaq, versão 3.36 (Dataq Instruments(r)).

Análise estatística

Os dados da estabilometria foram tabulados no programa Excel, no qual foram calculados a média, o desvio padrão e a frequência dos resultados. Para a análise estatística, utilizou-se o programa GraphPad Prism 5.0, com o teste de Kolmogorov-Smirnov, para verificação de distribuição normal entre os domínios. Para a comparação dos resultados normais, utilizou-se o teste t de Student. Já para os dados que não apresentaram distribuição normal, aplicou-se o teste de Mann-Whitney, considerando significativas quando o p<0,05.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados das variáveis deslocamento total, amplitude AP e ML, área e velocidade AP e ML não foram significativamente diferentes entre o GKT e o GC, como mostra a Tabela 2.

Tabela 2. Distribuição dos valores em média±desvio padrão e valor p para os resultados das variáveis para a plataforma de força 

Variáveis Pós-aplicação 48 horas após
GC GKT Valor p GC GKT Valor p
DT (cm) 32±12 31±12 0,7074 34,7±14 32±13 0,4986
Amplitude AP (cm) 1,4±1,0 1,1±0,7 0,2065 1,5±1,0 1,3±0,8 0,2898
Amplitude ML (cm) 0,8±0,5 0,7±0,6 0,2751 0,9±0,9 0,8±0,5 0,6330
Área (cm²) 0,8±1,0 0,6±1,0 0,5129 1,2±1,8 0,8±1,4 0,5365
Velocidade AP (cm/s) 0,6±0,2 0,5±0,2 0,8003 0,6±0,2 0,6±0,3 0,4261
Velocidade ML (cm/s) 0,5±0,2 0,4±0,1 0,5133 0,5±0,2 0,5±0,2 0,8608

GKT: Grupo Kinesio Taping; GC: Grupo Controle; DT: deslocamento total; AP: anteroposterior; ML: médio-lateral

O presente estudo conclui que a aplicação da KT não foi eficaz para a melhora do equilíbrio postural de idosas ativas para as variáveis deslocamento total, área, amplitude e velocidade AP e ML. Os resultados deste estudo demonstram que a KT não potencializa a atividade neuromuscular e não altera o equilíbrio de mulheres idosas. Semelhantemente a esses achados, Lins et al.21 avaliaram 60 mulheres saudáveis após a aplicação da KT no membro inferior e observaram que ela não foi eficaz em melhorar o equilíbrio e desempenho funcional. Da mesma forma, pacientes jovens com instabilidade crônica do tornozelo não tiveram melhorias na estabilidade postural dinâmica após aplicação da KT para a estabilização da fíbula22. Por outro lado, Karadag-Saygi et al.23 observaram que a aplicação da KT associada à toxina botulínica resultou no aprimoramento do comprimento do passo, na velocidade da marcha e na amplitude de movimento passiva em idosos com espasticidade. Em um recente estudo, também foi demonstrado que a KT aplicada no músculo tríceps sural aumenta o desempenho muscular na realização de salto vertical, em jovens sedentários24.

Deve-se considerar que as participantes do presente estudo não possuíam nenhuma queixa de alteração de equilíbrio e eram fisicamente ativas. Diante dessa condição, é possível teorizar que a aplicação da KT pode não apresentar resultados positivos em sujeitos saudáveis e que práticam atividade física regularmente. Entretanto, futuros estudos são necessários para comprovar e esclarecer melhor essa hipótese. Talvez se a investigação tivesse sido realizada com idosas que apresentassem alguma condição clínica, como osteoporose ou doença de Parkinson, os resultados poderiam ter sido diferentes25 , 26. Grande parte dos estudos encontrados na literatura que utilizaram a KT envolveram quadros inflamatórios e álgicos de pacientes ou atletas27 - 30. De acordo com dados da literatura, os resultados positivos da aplicação da KT em quadros álgicos ocorrem em função da superficialidade dos receptores celulares de tato e pressão, que podem ser ativados pela KT e provocar o efeito da comporta medular6 , 31.

Levando-se em consideração as inferências citadas nos estudos mostrados, uma possível explicação para os resultados do presente estudo, provavelmente, foi devido à profundidade dos receptores proprioceptivos, como fuso neuromuscular e órgão tendinoso de Golgi31. Adicionalmente, a intervenção desta pesquisa envolveu apenas uma parte do sistema de controle do equilíbrio postural, que depende de informações integradas provenientes dos sistemas vestibular, proprioceptivo e visual, juntamente com componentes psicocognitivos, como atenção, ansiedade e medo de quedas32. Assim, essas informações e os resultados apresentados corroboram com os achados de Halseth et al.33, os quais aplicaram a KT na região anterior do pé, no tornozelo e na perna, com o intuito de melhorar a propriocepção do tornozelo de indivíduos saudáveis. Os autores observaram que a fita elástica não melhora a propriocepção de indivíduos saudáveis, mas relatam que sua utilização pode acelerar o retorno às atividades em pacientes nas fases aguda e subaguda de lesão.

Outros tipos de terapêutica podem ser adotados concomitantemente ao uso da KT, como medida para melhorar o equilíbrio postural, pois sabe-se que atividade física e programas de treinamento funcional apresentam resultados positivos sobre o equilíbrio postural de idosos34 , 35. Buranello et al.35 demonstraram que idosas fisicamente ativas obtiveram melhor desempenho na escala de equilíbrio de Berg e no teste Timed Up and Go, com consequente diminuição do risco de quedas35. Neste sentido, a aplicação da KT pode ser potencializada e apresentar um melhor efeito quando associada a outro tipo de terapêutica, como observado no estudo de Şimşek et al.36, no qual os autores obtiveram melhor resultado na reabilitação da síndrome do impacto subacromial ao associarem a utilização da KT aos exercícios terapêuticos. Dentro deste contexto, futuros estudos relacionando o uso da KT aos programas de flexibilidade articular, treinamento proprioceptivo e de equilíbrio são necessários para demonstrar possíveis efeitos na melhora da funcionalidade dos idosos.

Em conclusão, os resultados apontam que a KT não provoca alterações no equilíbrio postural de idosas ativas, imediatamente após a aplicação ou após 48 horas. Tal fato reforça que esta técnica não deve ser aplicada de forma indiscriminada na prática clínica.

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Estudo desenvolvido na Clínica de Fisioterapia da Universidade de Franca (UNIFRAN) - Franca (SP), Brasil.

Fonte de financiamento: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Bolsa PIBIC

Apresentação em evento científico: 27º JOPEF BRASIL - XV Fórum Internacional de Qualidade de Vida e Saúde, Curitiba (PR), Brasil, 2013 - Parecer de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa nº 105.950/12 (NCT01933737).

Recebido: Outubro de 2013; Aceito: Outubro de 2014

Endereço para correspondência: Paulo Roberto Veiga Quemelo - Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da UNIFRAN - Avenida Doutor Armando Salles Oliveira, 201 - CEP: 14404-600 - Franca (SP), Brasil - E-mail: pquemelo@hotmail.com

Conflito de interesses: nada a declarar

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