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Fisioterapia e Pesquisa

versão impressa ISSN 1809-2950

Fisioter. Pesqui. vol.21 no.4 São Paulo out./dez. 2014

http://dx.doi.org/10.590/1809-2950/13166621042014 

Pesquisa Original

Impacto das condições clínicas e funcionais na qualidade de vida de idosas com obesidade

Marília Caixeta De Araujo 1  

João Marcos Domingues Dias 2  

Karina Simone de Souza Vasconcelos 3  

Adriana Pedrita Pessoa Medeiros 1  

Carla Moura Santos 1  

Rosângela Correa Dias 2  

1Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG), Brasil

2Departamento de Fisioterapia, UFMG - Belo Horizonte (MG), Brasil

3Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, UFMG - Belo Horizonte (MG), Brasil

RESUMO

A obesidade está associada a incapacidades funcionais e aos prejuízos à qualidade de vida, e muitos fatores interferem nesta associação. Este estudo teve por objetivo caracterizar e identificar o impacto de condições clínicas e funcionais na qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) em idosas obesas. A QVRS foi avaliada pelos questionários "Outcomes Study Short Form-36 Health Survey" (SF-36) e "Impact of Weight on Quality of Life - Lite" (IWQOL-Lite), aplicados a 63 mulheres com índice de massa corporal ≥30 kg/m2. Foram desenvolvidos modelos de regressão para QVRS geral (SF-36) e específica (IWQOL-Lite). Os fatores associados investigados foram: idade, número de medicamentos, número de doenças, sintomas depressivos, índice de massa corporal, força de preensão, nível de atividade física e desempenho funcional. As idosas apresentaram baixo nível de força e atividade física. O desempenho funcional foi de bom a moderado, mas um terço da amostra apresentou déficit de mobilidade. Nível de atividade física e desempenho funcional impactaram de maneira positiva a QVRS geral e número de medicamentos, negativa (R2=0,44). Sintomas depressivos e índice de massa corporal impactaram negativamente a QVRS específica (R2=0,57). O estudo concluiu que idosas obesas com sintomas depressivos, baixos níveis de atividade física e desempenho funcional, fazendo uso de grande número de medicamentos, são mais vulneráveis a apresentarem baixa QVRS. Todos os fatores associados à QVRS são potencialmente modificáveis com medidas de prevenção e promoção de saúde.

INTRODUÇÃO

A obesidade é considerada uma epidemia global, afetando, principalmente, as mulheres1. Mudanças no metabolismo e na composição corporal que ocorrem com o envelhecimento predispõem tal condição2.

Entre idosos, essa condição está associada a morbidades, incapacidades funcionais e prejuízos à qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS)2 , 3. Idosos com obesidade apresentam pior QVRS comparado aos adultos obesos4 , 5, sendo que as mulheres têm os piores escores4 - 7.

Em geral, a obesidade está mais associada a maiores prejuízos nos componentes físicos da QVRS do que nos componentes mental e emocional6 , 8 - 10. Porém, indivíduos obesos que apresentam comorbidades podem demonstrar prejuízos nos três componentes11 , 12. É possível que a presença de limitações físicas ou funcionais também interfira nesta relação. No entanto, a maioria dos estudos sobre obesidade e QVRS não controla os efeitos associados de condições clínicas e funcionais.

Considerando a importância da QVRS enquanto alvo das intervenções de saúde, é essencial identificar os fatores agravantes ou atenuantes da relação entre obesidade e QVRS. Desta forma, os objetivos deste estudo foram caracterizar e analisar a relação entre as condições clínicas e funcionais e a QVRS em idosas obesas.

METODOLOGIA

Delineamento do estudo

Estudo transversal observacional, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), parecer ETIC0172.0.203.000-11. As participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e receberam orientação quanto à sua participação.

Amostra

O tamanho da amostra foi calculado pelo G*Power313. Para um modelo de regressão linear com oito preditores, considerou-se nível de significância (α) igual a 0,05, poder (β) de 0,80 e tamanho de efeito de 0,30. Desta forma, o cálculo amostral foi de 60 idosas, com um acréscimo de 5% para possíveis perdas.

A amostra constitui-se de mulheres com idades ≥65 anos, capazes de deambular sem auxílio à marcha e com índice de massa corporal (IMC) ≥30 kg/m2. Foram excluídas participantes com déficit cognitivo (pontuação ≤17 pontos no Miniexame do Estado Mental)14; com deficiências físicas ou sensoriais que impedissem a realização dos testes; fraturas e/ou intervenções cirúrgicas nos membros inferiores no último ano e doenças em fase aguda ou descompensada.

Procedimentos

As condições clínicas foram obtidas por meio de entrevista e exame físico. O número de doenças foi obtido a partir das condições médicas autorrelatadas pelas idosas. Para o número de medicamentos, foram considerados aqueles de uso regular e sistemático. O IMC foi calculado em kg/m2, mensurando o peso e a altura em balança com altímetro (Fillizola, São Paulo, Brasil). A presença de sintomas depressivos foi avaliada pela Escala de Depressão Geriátrica reduzida (GDS-10)15.

As condições funcionais foram obtidas por três instrumentos. A força de preensão palmar (FPP) foi registrada como a média de três tentativas de seis segundos na mão dominante, com dinamômetro manual do tipo Jamar(r) (Sammons Preston, Illinois). Valores abaixo de 21 Kgf foram considerados como indicativos de sarcopenia16. O nível de atividade física foi avaliado pelo perfil de atividade humana (PAH), classificando a idosa como inativa, moderadamente ativa e ativa. Esta classificação é obtida a partir do escore ajustado de atividade (EAA), que é calculado subtraindo-se os itens respondidos como "parei de fazer" do valor do escore máximo de atividade, sendo inativa aquela com EAA<53, moderadamente ativa de 53 a 74 e ativa >7417. O desempenho funcional foi alcançado por meio do "Short Physical Performance Battery" (SPPB)18. Valores abaixo de 1,0 m/s para velocidade marcha (VM) foram considerados como déficit de mobilidade19.

A QVRS foi mensurada por dois questionários traduzidos e validados para a população brasileira, aplicados por um único examinador treinado. A QVRS geral foi analisada por meio do "Outcomes Study Short Form-36 Health Survey" (SF-36)20, com escores de 0 (pior) a 100 (melhor) em cada domínio. Enquanto a específica foi avaliada pelo "Impact of Weight on Quality of Life - Lite" (IWQOL-Lite)21, com escores transformados em 0 (melhor) a 100 (pior) para cada domínio.

Análise estatística

Para caracterizar a amostra, foram utilizadas medidas de tendência central e dispersão para as variáveis contínuas e distribuições de frequência para as categóricas.

Foram construídos dois modelos de regressão linear multivariada para analisar a relação das condições clínicas e funcionais com a QVRS. No primeiro, a variável dependente foi o escore final do domínio de capacidade funcional do SF-36 (QVRS geral) e, no segundo, o domínio de saúde física do IWQOL-Lite (QVRS específica). Para cada um, foram determinados oito preditores como variáveis independentes: idade, número de doenças, número de medicamentos, sintomas depressivos, IMC, FPP, nível de atividade e desempenho funcional.

Nas análises univariadas, foram utilizados testes de correlação de Spearman e de comparação de médias (Teste t de Student e análise de variância - ANOVA). Foram incluídas nos modelos de regressão as variáveis independentes que apresentaram correlação significativa com a dependente (p≤0,20). Para os modelos multivariados, levou-se em conta o nível de significância de α≤0,05. Foi utilizado o programa Statistical Package for the Social Sciences - SPSS (SPSS Inc., Chicago, DE, USA), versão 15.0 para Windows.

RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta as condições clínicas e funcionais da amostra. Das 63 voluntárias, 23 (36,5%) demonstraram sintomas depressivos. O número de doenças foi de 4,9, sendo hipertensão arterial, osteoartrite de joelho, hipercolesterolemia e diabetes mellitus as mais frequentes. Essas participantes apresentaram baixo nível de FPP, sendo que 71% eram sarcopênicas. O nível médio de atividade física foi moderado, sendo 33% inativas, 64% moderadamente ativas e 3% ativas. No SPPB, 30% apresentaram bom desempenho (10 a 12 pontos) e 70%, moderado (de nove a sete pontos). Apesar do valor médio adequado, 18 idosas (29%) apresentaram VM<1,0 m/s.

Tabela 1. Condições clínicas e funcionais de idosas com obesidade (n=63) 

Característica Mínimo Máximo Média (DP)
Idade (anos) 65 83 71,88 (4,28)
Peso (kg) 62,00 110,00 78,87 (9,90)
Altura (m) 1,40 1,66 1,52 (0,06)
Índice de massa corporal (kg/m2) 30,08 48,11 33,87 (3,32)
Doenças 2 11 4,90 (2,02)
Medicamentos 0 12 4,37 (2,31)
Força de preensão (kgf) 12,00 28,67 19,41 (3,82)
Nível de atividade 21 83 54,73 (13,16)
Desempenho funcional 7 12 10,08 (1,39)
Velocidade de marcha (m/s) 0,62 1,57 1,08 (0,18)

DP: desvio padrão; kgf: quilograma-força

Na Tabela 2, observa-se que os domínios de limitação por aspectos sociais e limitação por aspectos físicos apresentaram os piores escores na QVRS geral e os de capacidade funcional e limitação por aspectos emocionais, os melhores. A função física foi o domínio de pior escore na QVRS específica. Os domínios de QVRS geral e específica apresentaram correlações negativas e moderadas entre si.

Tabela 2. Escores da qualidade de vida relacionada à saúde e correlações entre os domínios de cada instrumento 

QVRS geral (SF-36) QVRS específica (IWQOL-Lite)
Média (DP) Função física
22,29 (9,87)
Autoestima
11,57 (7,03)
Constrangimento
6,08 (2,68)
Correlações
Estado geral de saúde 68,27 (19,23) -0,37* -0,08 -0,20
Capacidade funcional 72,46 (22,52) -0,33* 0,03 -0,12
Aspectos físicos 60,71 (39,07) -0,19 -0,14 -0,03
Aspectos emocionais 73,41 (30,74) -0,21 -0,24 -0,11
Aspectos sociais 55,98 (25,93) -0,29* -0,03 -0,19
Dor 69,31 (40,29) -0,30* -0,13 -0,36*
Vitalidade 63,17 (25,25) -0,32* -0,22 -0,14
Saúde mental 67,81 (23,49) -0,35* -0,25* -0,17

DP: desvio padrão; SF-36: Outcomes Study Short Form-36 Health Survey; IWQOL-Lite: Impact of Weight on Quality of Life - Lite;

*p=0,05; QVRS: qualidade de vida relacionada à saúde

As condições clínicas apresentaram impacto nos dois modelos de QVRS, enquanto as funcionais apresentaram impacto apenas na QVRS geral (Tabela 3). As equações finais de cada modelo foram:

Tabela 3. Modelos de regressão para a qualidade de vida relacionada à saúde 

QVRS geral (capacidade funcional SF-36), R2=44%
Variáveis independentes B (IC95%) Erro padrão B β Significância
Constante -6,44 (-122,68–109,78) 57,89 0,91
Idade 0,85 (-0,40–2,11) 0,63 0,16 0,18
Doenças 0,18 (-2,51–2,88) 1,35 0,02 0,89
Medicamentos -2,42 (-4,66–-0,17) 1,11 -0,25* 0,03
Sintomas depressivos -8,53 (-19,52–2,45) 5,47 -0,18 0,12
IMC -0,49 (-0,40–2,11) 0,75 -0,07 0,52
Nível de atividade 14,38 (4,94–23,82) 1,81 0,23* 0,01
Desempenho funcional 3,75 (0,11–7,38) 4,70 0,35* 0,04
QVRS específica (função física IWQOL), R2=57%
Variáveis independentes B (IC95%) Erro padrão B β Significância
Constante -96,88 (-187,77–-6,01) 45,39 0,04
Idade -0,34 (-1,33–0,66) 0,49 -0,06 0,50
Doenças 1,28 (-0,83–3,40) 0,11 0,12 0,23
Sintomas depressivos 12,75 (3,93–21,56) 4,41 0,27* 0,01
IMC 4,01 (2,76–5,26) 0,62 0,60* 0,01

R2: coeficiente de determinação; B: coeficiente não padronizado; IC: intervalo de confiança; ß: coeficiente padronizado; IMC: índice de massa corporal; SF-36: Outcomes Study Short Form-36 Health Survey; IWQOL: Impact of Weight on Quality of Life;

*p=0,05

  • QVRS geral = -6,44 -2,42 (número de medicamentos) + 14,38 (nível de atividade) + 3,75 (desempenho funcional);

  • QVRS específica = -96,88 + 12,75 (sintomas depressivos) + 4,01 (IMC).

DISCUSSÃO

A obesidade pode afetar negativamente a capacidade funcional dos idosos, especialmente para a locomoção22. Neste estudo, apesar de nenhuma idosa ter apresentado baixo desempenho funcional no SPPB, um terço da amostra mostrou valores insuficientes de VM. Lentidão da marcha é um fator preditor de eventos adversos entre idosos, tais como quedas, institucionalização e mortalidade19.

Esperava-se observar valores inferiores nos domínios físicos da QVRS, o que não foi observado na QVRS geral. Neste estudo, as idosas obesas apresentaram maiores prejuízos na limitação por aspectos sociais e físicos, com baixos valores também para vitalidade e saúde mental. Por outro lado, a QVRS específica para obesidade demonstrou maior impacto no domínio função física, que teve correlações significativas com vários domínios do SF-36. Esta associação provavelmente reflete as limitações funcionais de tal população.

Sabe-se que indivíduos ativos tendem a apresentar melhores níveis de QVRS23 , 24 e estudos longitudinais já demonstraram que a obesidade e o sedentarismo podem ter efeitos negativos a longo prazo na QVRS25 , 26. A inatividade física também explica parte da associação entre doenças crônicas e baixa QVRS em idosos27. Neste estudo, desempenho funcional e nível de atividade tiveram uma associação positiva com o domínio de capacidade funcional do SF-36. Isso implica que idosas mais ativas e com melhor desempenho funcional têm melhor QVRS geral.

O IMC apresentou impacto negativo na QVRS, como demonstrado com o IWQOL-Lite28 e o SF-366. A associação permaneceu significativa apenas no modelo de QVRS específica, provavelmente pela interação de outros fatores na QVRS geral. Além disso, o IWQOL-Lite é mais sensível para mensurar o impacto do IMC na QVRS do que o SF-36, em função do uso da expressão "por causa do meu peso" no instrumento29.

Banegas et al.11 observaram que a associação de hipertensão arterial e diabetes mellitus potencializa os efeitos negativos da obesidade na QVRS em idosos, especialmente entre as mulheres. No entanto, alguns autores concluíram que as diferenças de gênero no impacto da obesidade na QVRS independem do número de doenças7 , 10. Mond e Baune7 apontaram a provável influência de fatores psíquicos e emocionais que podem mediar a relação entre obesidade e QVRS. Nossos achados corroboram esta hipótese, uma vez que a presença de sintomas depressivos apresentou impacto negativo na QVRS específica. Outros autores observaram o efeito negativo de distúrbios psicológicos na QVRS, em especial a depressão6 , 23 , 24. Todas essas evidências confirmam a importância de se avaliar os aspectos psíquicos de idosos com obesidade e a necessidade de se implementarem medidas terapêuticas para a depressão nesta população.

Neste estudo, o número de doenças não mostrou associação com a QVRS nos modelos mutivariados. No entanto, o número de medicamentos manteve associação negativa com a QVRS geral. Isso pode ter ocorrido devido às duas variáveis estarem relacionadas entre si, refletindo o estado de saúde da idosa. Thompson et al.30 utilizaram uma medida do estado de saúde mais ampla do que o número de doenças ou medicamentos em idosos, demonstrando associação negativa entre os custos com cuidados médicos e a QVRS30.

A fraqueza muscular foi comum entre as idosas, o que caracteriza obesidade sarcopênica. Essa condição está mais fortemente associada a prejuízos funcionais e de qualidade de vida do que obesidade ou sarcopenia isoladamente, podendo maximizar os efeitos da inatividade física e gerar morbidades31. Silva Neto et al. demonstraram que a FPP pode apresentar associação positiva com todos os domínios do SF-36, com exceção da vitalidade e saúde mental32. Porém, o mesmo não foi observado neste estudo. Uma possível explicação pode ser a homogeneidade da amostra quanto a esta variável. Além disso, Silva Neto et al. utilizaram a proporção entre massa gorda e magra para definir obesidade, mas não o IMC32.

A idade não influenciou a QVRS nos modelos finais. Provavelmente, parte do seu efeito se deve a outros fatores de confusão, como condições clínicas e funcionais. Estudos longitudinais poderiam analisar melhor se há um efeito independente do envelhecimento sobre a QVRS.

Os resultados deste estudo limitam-se a mulheres idosas e apresentam associações transversais. Os fatores associados aos domínios psíquicos e sociais da QVRS não foram explorados nesta análise. No entanto, esta investigação é uma das poucas que estudou a relação entre obesidade e QVRS em idosos, considerando aspectos físicos, funcionais e psíquicos.

CONCLUSÃO

Idosas obesas que utilizam um grande número de medicamentos e apresentam elevados níveis de IMC, sintomas depressivos e baixos níveis de atividade física e desempenho funcional são mais vulneráveis a apresentarem baixa QVRS. Todos esses fatores são passíveis de modificação com abordagens de prevenção e promoção de saúde. Atividade física orientada, em especial, pode trazer vários benefícios a esta população e impactar diretamente na QVRS.

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Estudo desenvolvido no Laboratório de Desempenho Motor e Funcional Humano, Departamento de Fisioterapia, Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Belo Horizonte (MG), Brasil.

Fonte de financiamento: nenhuma

Parecer de aprovação no Comitê de Ética nº ETIC0172.0.203.000-11.

Recebido: Março de 2014; Aceito: Setembro de 2014

Endereço para correspondência: João Marcos Domingues Dias - Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Departamento de Fisioterapia, UFMG - Avenida Presidente Antônio Carlos, 6.627 - campus Pampulha - CEP: 31270-901 - Belo Horizonte (MG), Brasil - E-mail: jmdd@ufmg.br

Conflito de interesses: nada a declarar

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