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Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia

versão impressa ISSN 1809-9823

Rev. bras. geriatr. gerontol. vol.16 no.4 Rio de Janeiro out./dez. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1809-98232013000400014 

Artigos Originais

Força muscular e qualidade de vida em idosas

Muscular strength and quality of life in elderly women

Eder Rodrigo Mariano1, Francisco Navarro2, Bismarck Ascar Sauaia3, Mário Norberto Sevilio de Oliveira Junior2, Raphael Furtado Marques2

1Departamento de Educação Física. Universidade CEUMA. São Luís, MA, Brasil

2Departamento de Educação Física, Centro de Ciências da Saúde. Universidade Federal do Maranhão. São Luís, MA, Brasil

3Laboratório Morfofuncional, Faculdade de Medicina. Universidade CEUMA. São Luís, MA, Brasil

RESUMO

OBJETIVO:

Verificar o efeito do treinamento físico sobre os níveis de força e a qualidade de vida, considerando capacidade funcional, limitações físicas, dor, estado geral de saúde, vitalidade e variáveis de relação social em idosas institucionalizadas.

MÉTODOS:

Participaram do estudo 36 idosas com 60 ou mais anos de idade, recrutadas no Serviço Social do Comércio (SESC), na cidade de São Luís-MA, compondo dois grupos: sedentário (n=16) e treinamento (n=20). Determinou-se a força muscular isométrica máxima dos extensores da coluna lombar e joelho, flexores de cotovelo e abdutores dos ombros, com o uso do dinamômetro NPRO2000. Aplicou-se questionário SF-36 para avaliação da qualidade de vida. O treinamento ocorreu em sessões, duas vezes por semana, de 60 minutos, por 12 semanas. A intensidade foi estabelecida pela zona de repetições máximas (três a quatro séries; 8 a 12 repetições) e a ordem dos exercícios foi modificada a cada quatro semanas. Estatisticamente, foi utilizado o teste t Student do programa SPSS 10.0.

RESULTADOS:

O grupo sedentário não alcançou valor significativo nas variáveis estudadas; o grupo treinamento atingiu escores significativos de ganho de força, nos extensores do joelho (p=0,0032; 30,23%) e extensores da coluna lombar (p=0,0207; 12,33%). A avaliação da qualidade de vida apresentou-se significativa, com aumento percentual nos domínios da capacidade funcional (p=0,0092; 11,05%), estado geral de saúde (p=0,0075; 14,17%), vitalidade (p=0,0015; 15,38%) e saúde mental (p=0,0154; 9,64%).

CONCLUSÃO:

O treinamento de força proposto promoveu aumento significativo na força muscular, repercutindo na melhoria da qualidade de vida nos domínios capacidade funcional, estado geral de saúde, vitalidade e saúde mental.

Palavras-Chave: Idoso; Feminino; Envelhecimento; Força Muscular; Qualidade de vida

ABSTRACT

OBJECTIVES:

To investigate the effect of exercise training on the levels of strength and quality of life in elderly women, considering the functional capacity, physical limitations, pain, general health, vitality and social relationship variables in institutionalized elderly.

METHODS:

The study participants were 36 elderly women over 60 years old, recruited in the Social Service of Commerce (SESC), city of São Luís, state of Maranhão, Brazil, divided in tw groups: the sedentary group (n=16) and training group (n=20). All were 60 years or more, had not performed strength training for six months and had no restrictions on this practice. Before and after training, it was determined maximal isometric muscle strength of the extensors of the lumbar spine and knee, the elbow flexors and abductors of the shoulder, using the dynamometer NPRO2000. We used the SF-36 questionnaire to assess te quality of life. Training was conducted for 12 weeks with twice-weekly sessions of 60 minutes. The intensity was set by the zone of maximum repetitions (3-4 sets, 8-12 reps) and the order of exercises changed every four weeks. Statistical analysis was performed using the Student t test program SPSS 10.0.

RESULTS:

The sedentary group did not achieve any statistically significant value in any variable studied; the training group achieved statistically significant scores and percentage values of strength gain, respectively, in knee extensors (p=0.0032, 30.23%) and extensors of the lumbar spine (p=0.0207; 12.33%). The results obtained in evaluating the quality of life showed statistically significant percentage increase in the functional capacity (p=0.0092; 11.05%), general health (p=0.0075; 14,17%), vitality (p=0.0015, 15.38%) and mental health (p=0.0154; 9.64%) of elderly submitted to strength training.

CONCLUSION:

The strength training proposed in this study caused a significant increase in muscle strength that reflected in the improvement of quality of life in the domains of physical functioning, general health, vitality and mental health of elderly women submitted to strength training.

Key words: Elderly; Female; Aging; Muscle Strength; Quality of Life

INTRODUÇÃO

O processo de envelhecimento fisiológico promove uma diminuição das reservas funcionais do indivíduo,1 acarretando mudanças morfofisiológicas, funcionais e bioquímicas, tornando-o mais suscetível a agressões intrínsecas e extrínsecas.2 Dentre as principais alterações observadas, está o decréscimo da função muscular, que afeta diretamente a capacidade de realizar tarefas do dia a dia, diminuindo a independência funcional e refletindo negativamente na qualidade de vida do idoso.3

A sarcopenia ou síndrome da fragilidade caracteriza-se pela redução da massa muscular esquelética.4 , 5 Para Doherty,6 esse processo pode ser resultado da diminuição do número e/ou quantidade de fibras musculares dos tipos I e II, porém as fibras do tipo II, que possuem maior capacidade de gerar tensão e velocidade de encurtamento, são as mais atingidas pela sarcopenia.7

Para Larsson, Grimby & Karlsson,8 o maior índice de força muscular é alcançado por volta dos 30 anos, o qual se mantém estável até a quinta década, havendo redução na força muscular em torno de 15% entre a quinta e a sétima década, com acentuação ainda maior (30%) após os 80 anos de idade.

A redução de massa muscular (sarcopenia) pode gerar limitações funcionais (dinapenia) que acarretam perda da independência, quedas e fraturas.9 , 10 As consequências negativas da sarcopenia e dinapenia na população idosa se expressam nos elevados índices de morbi-mortalidade,11 , 12 no aumento do número de assistências sociais e sanitárias13 e nos registros de incapacidade física de idosos.4 , 5 , 10

Os exercícios de força são indispensáveis em qualquer programa de condicionamento físico.14 Por meio do treinamento de força, Singh15 constatou que indivíduos com idade acima de 90 anos obtiveram ganhos de força e melhorias tanto na capacidade funcional quanto no aumento da mobilidade geral. Idosos submetidos ao treinamento de força apresentam aumento significativo na ativação, potência e aumento da massa e força muscular.7 , 16 - 21 Hernandes & Barros22 relataram ganho na capacidade funcional de idosos após a participação no programa de treinamento de força. Aveiro et.al.23 constatou que os exercícios físicos que visam o aumento da força muscular exercem efeitos benéficos sobre a qualidade de vida.

O aumento na expectativa de vida e a vulnerabilidade a doenças crônico-degenerativas e comorbidades remetem à busca de intervenções que minimizem os efeitos deletérios do envelhecimento, com consequente melhoria da qualidade de vida.24 - 28 Assim, a presente pesquisa objetivou verificar o impacto do treinamento de força, sua relação com a qualidade de vida, considerando a capacidade funcional, limitações físicas, dor, estado geral de saúde, vitalidade e variáveis de relação social em idosas institucionalizadas.

METODOLOGIA

Sujeitos

O estudo incluiu 36 mulheres idosas, sendo 20 do grupo treinamento e 16 do grupo sedentário, recrutadas aleatoriamente entre janeiro e junho de 2011, na Unidade Deodoro do Serviço Social do Comércio (SESC) em São Luís-MA, e convidadas a participar da pesquisa. Os critérios de inclusão foram não restrição médica para a prática de exercícios de força e não ter participado de nenhum tipo de treinamento com pesos há, no mínimo, seis meses. Foram excluídas aquelas com restrição médica para a prática de exercícios de força.

Força muscular

Na determinação da força muscular isométrica máxima, utilizou-se o dinamômetro N2000PRO, da Biotecnologia Esportiva (CEFISE), assim como na demonstração dos resultados de força de pico, força média e máxima em (Kg/f) e Newton (N), em tempo real. Detectou-se a força de extensores do joelho, extensores da coluna lombar, abdutores do ombro e flexores de cotovelo, antes e após o protocolo de treinamento.

Qualidade de vida

Na avaliação da qualidade de vida, foi aplicado o questionário The Medical Outcomes Study 36 - Item Short - Form Health Survey (SF-36), ferramenta fidedigna para avaliação da capacidade funcional nas atividades diárias.29 O SF-36 contempla oito domínios, sendo quatro relacionados ao componente físico: capacidade funcional, aspectos físicos, dor, estado geral de saúde; e quatro domínios relacionados ao componente mental: vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental.

Tratamento estatístico

No tratamento estatístico, foi utilizado o teste t Student do software SPSS 10.0 para comparar os valores referentes aos índices de força muscular e de qualidade de vida obtidos antes e depois do treinamento, considerando o nível de confiança de 95%.

Princípios éticos

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário do Maranhão (CEP/HU/UFMA) com o parecer consubstanciado nº 276/2011 e executada em cumprimento aos princípios éticos da declaração de Helsinki, Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Todos os participantes assinaram previamente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

RESULTADOS

Os resultados obtidos na tabela 1 - grupo treinamento apresentaram valores estatísticos significativos, quando comparados os dois momentos da pesquisa (antes e depois do treinamento de força); portanto, o exercício aplicado melhorou significativamente a extensão do joelho e da coluna lombar.

Tabela 1  Avaliação da força muscular de idosas assistidas em uma unidade do SESC, submetidas a exercícios de resistência de força. São Luís, MA, 2011. 

Variáveis de Avaliação da Força Exercícios de Resistência de Força
Grupo Sedentário - n(20) Grupo Treinamento - n(16)
AT DT (t) (p) AT DT (t) (p)
Média ± DP Média ± DP Média ± DP Média ± DP
Extensão do joelho 28,05 ± 6,87 26,89 ± 7,06 +2,63 0,0188 31,99 ± 7,37 41,66 ± 10,62 -3,37 0,0032
Extensão lombar 38,87 ± 5,16 3,68 ± 4,17 +2,40 0,0299 41,85 ± 10,31 47,01 ± 12,08 -2,52 0,0207
AT

= antes do treinamento

DT

= depois do treinamento

(t)

= valor do teste

Os resultados demonstrados na tabela 2 - grupo treinamento, sobre a avaliação da qualidade de vida, revelaram valores estatísticos significativos após o treinamento, no que tange a capacidade funcional, estado geral de saúde, vitalidade, limitação de aspectos sociais e saúde mental.

Tabela 2  Avaliação da qualidade de vida de idosas assistidas em uma unidade do SESC, submetidas a exercícios de resistência de força. São Luís, MA, 2011. 

Variáveis de Avaliação da Qualidade de Vida Exercícios de Resistência de Força
Grupo Sedentário - n(20) Grupo Treinamento - n(16)
AT DT (t) (p) AT DT (t) (p)
Média ± DP Média ± DP Média ± DP Média ± DP
Capacidade funcional 66,37 ± 25,36 61,44 ± 27,42 +3,64 0,0024 72,35 ± 20,07 80,35 ± 19,76 -2,90 0,0092
Estado geral de saúde 71,62 ± 21,46 68,94 ± 20,50 +1,26 0,2255 73,40 ± 16,30 83,80 ± 11,51 -2,99 0,0075
Vitalidade 69,37 ± 22,281 67,81 ± 22,61 +0,84 0,4156 69,55 ± 10,13 80,25 ± 10,94 -3,70 0,0015
Saúde mental 71,56 ± 20,94 71,44 ± 20,81 +0,10 0,9200 81,95 ± 14,85 89,85 ± 11,09 -2,66 0,154
AT

= antes do treinamento

DT

= depois do treinamento

(t)

= valor do teste

DISCUSSÃO

O treinamento de força em idosos é um tipo de exercício que vem sendo apontado como eficaz no retardamento do declínio de força e massa muscular, comum ao processo de envelhecimento.14 Valores similares aos encontrados neste estudo foram detectados na investigação de Lima et. al.,30 onde se observou aumento de 16,7% na avaliação isocinética e 54,7% na avaliação 1RM na força de quadríceps, em idosas submetidas a seis meses de treinamento com carga progressiva de 60% a 80% de 1RM, com três séries de oito a 12 repetições. O programa de fortalecimento proposto por Rossi et al.31 expressou p=0,02, referente ao ganho de força nos quadríceps de idosas, corroborando os achados no presente estudo.

A melhoria na qualidade de vida, considerando a capacidade funcional de idosas registrada por Martins,32 é semelhante a obtida na presente pesquisa. Engberg et al.,33 em pesquisa com idosas dinamarquesas, documentaram os benefícios na dor, vitalidade e saúde emocional, com significância estatística somente na função física. Neste caso, no que tange à vitalidade, encontraram-se valores estatísticos significativos após o treinamento de força. No estudo de Vreede et al.,34 os autores verificaram o efeito de tarefas funcionais e do exercício de resistênca sobre a qualidade de vida relacionada à saúde. A maioria das idosas apresentou melhorias no aspecto físico somente para o grupo de exercícios de resistência, ratificando a eficácia do treinamento de força sobre a capacidade funcional.

A respeito dos efeitos do treinamento de força sobre os aspectos mentais na qualidade de vida e concomitantemente aos resultados da pesquisa sobre a variável "saúde mental", destaca-se o estudo de Busse et al.,35 que detectou resultados positivos e estatisticamente significativos no comportamento da memória de idosos sedentários que apresentavam déficit cognitivo, após participarem de um programa de força. Igualmente, Shay & Roth36 evidenciaram a influência que a atividade física exerce sobre o estado geral de saúde, ratificando as afirmativas do presente estudo.

A perda de segmento por evasão ou desistência, assim como a dificuldade em recrutar idosas para treinamento físico, provocou limitações no transcorrer dos trabalhos, superadas pelo acompanhamento amostral e melhoria da qualidade de vida das idosas submetidas ao exercício de força.

CONCLUSÃO

Sobre os resultados obtidos na pesquisa, considerando o treinamento de força, foi possível concluir que: (a) as alterações inerentes ao processo de envelhecimento, como a sarcopenia e a dinapenia, são minimizadas por meio da prática de exercícios físicos; (b) os exercícios de força são fundamentais na prevenção e no combate à evolução de doenças crônico-degenerativas não transmissíveis que comprometem a capacidade funcional e a autonomia do idoso; e (c) o treinamento de força proposto na pesquisa melhorou a força muscular assim como a qualidade de vida das idosas, nos domínios capacidade funcional, estado geral de saúde, vitalidade e saúde mental.

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Recebido: 06 de Novembro de 2012; Revisado: 31 de Julho de 2013; Aceito: 23 de Setembro de 2013

Correspondência / Correspondence Eder Rodrigo Mariano E-mail: mariano_eder@hotmail.com

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