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Ciência Florestal

Print version ISSN 0103-9954On-line version ISSN 1980-5098

Ciênc. Florest. vol.26 no.1 Santa Maria Jan./Mar. 2016

http://dx.doi.org/10.5902/1980509821125 

Nota Técnica

COMPOSIÇÃO FLORÍSTICA E CARACTERIZAÇÃO SUCESSIONAL COMO SUBSÍDIO PARA CONSERVAÇÃO E MANEJO DO PNMCBio, SOROCABA - SP

FLORISTIC AND SUCCESSIONAL CHARACTERIZATION AS A SUPPORT FOR CONSERVATION AND MANAGEMENT OF PNMCBio, SOROCABA/SP

Samuel Coelho1 

Eliana Cardoso-Leite² 

Ana Carolina Devides Castello³ 

1Biólogo, MSc., Laboratório de Ecologia, Universidade Federal de São Carlos, Campus de Sorocaba, Rod. João Leme dos Santos (SP-264), Km 110, At-Lab 117, Bairro do Itinga, CEP 18052-780, Sorocaba (SP), Brasil. samucabeca@hotmail.com

2Bióloga, Drª., Professor Adjunto do Departamento de Ciências Ambientais, Laboratório de Ecologia, Universidade Federal de São Carlos, Campus de Sorocaba, Rod. João Leme dos Santos (SP-264), Km 110, At-Lab 117, Bairro do Itinga, CEP 18052-780, Sorocaba (SP), Brasil. cardosoleite@yahoo.com.br

3Engenheira Florestal, Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Botânica), Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", Campus de Botucatu, Distrito de Rubião Júnior, s/n, CEP 18618-000, Botucatu (SP), Brasil. carol.dcastello@gmail.com

RESUMO

O trabalho foi realizado no Parque Natural Municipal Corredores da Biodiversidade (PNMCBio), em Sorocaba -SP, com o objetivo de avaliar a composição florística do componente arbóreo e o estágio sucessional de uma área de floresta nativa de aproximadamente 31 hectares. Para tanto, foram alocadas 64 parcelas de tamanho 10 x 10 m, distribuídas aleatoriamente na área, sendo coletados todos os indivíduos com CAP igual ou maior que 15 cm. Estimou-se a diversidade por meio do índice de diversidade de Shannon (H') e a equabilidade por meio do índice de Pielou (J'). As espécies foram caracterizadas nos grupos sucessionais, síndrome de dispersão, categorias de ameaça, amplitude de distribuição e indicadoras do estágio de regeneração. Foram amostrados 1088 indivíduos, distribuídos em 79 espécies, 54 gêneros e 29 famílias, sendo o H' estimado em 3,421 e o J' em 0,78, valores próximos aos encontrados em outras áreas de formações vegetacionais similares. Foram identificadas quatro espécies ameaçadas de extinção, 11 espécies endêmicas da Mata Atlântica e duas espécies restritas à Floresta Estacional Semidecidual no domínio da Mata Atlântica. O fragmento encontra-se em estágio médio de regeneração, sendo de suma importância sua conservação e manejo para a manutenção da biodiversidade local e regional.

Palavras-Chave: Floresta Estacional Semidecidual; estágio sucessional; manejo

ABSTRACT

The study was conducted at the Natural Municipal Park "Corredores da Biodiversidade" (PNMCBio) in Sorocaba-SP, with the aim to evaluate the floristic composition of the tree component and the successional stage of a forest with about 31 hectares. Thereunto, were allocated 64 plots of 10 x 10 meters randomly distributed in the area. All individuals with CBH (circumference at the breast height) equal to or greater than 15 cm were included. We estimatedthe diversity through the Shannon diversity index (H') and evenness through the Pielou index (J'). The species were characterized in successional groups, dispersal syndromes, categories of threat, distributional range and indicator of the regeneration stage. We sampled 1088 individuals distributed into 79 species, 54 genera and 29 families. The H' was estimated in 3,421 and the J' in 0.78, values close to those found in other areas of similar vegetation formations. We sampled four endangered species, 11 Atlantic Forest endemic species and two species restricted to Seasonal Semideciduous Forest in the Atlantic Forest domain. The fragment is in an intermediate stage of succession, being of paramount importance to conservation and management for the maintenance of local and regional biodiversity.

Key words: seasonal semideciduous forest; successional stage; management

INTRODUÇÃO

Abrigando uma grande complexidade biológica, atualmente a Mata Atlântica é considerada um dos biomas mais ameaçados do mundo (DAVIS et al., 1986; MITTERMEIER et al., 1999), uma vez que restam aproximadamente 16% dos seus ecossistemas associados (RIBEIRO et al., 2009). Esta formação vegetacional configura-se em uma das áreas terrestres prioritárias para a conservação no globo (MYERS et al., 2000), com uma grande riqueza de espécies e diversidade florística e um grau de endemismo elevado para alguns grupos vegetais (DONADIO et al., 2009). Além da pequena área de Mata Atlântica e de grande parte ser de formações florestais secundárias, a maioria dos fragmentos tendem a ser pequenos, com mais de 80% deles possuindo menos de 50 hectares (RIBEIRO et al., 2009).

No interior do estado de São Paulo, além de sofrerem ameaças graves e constantes por estarem localizados próximos aos centros urbanos ou envolvidos por grandes monoculturas (FISZON, 2003; TABARELLI et al., 2005), são poucas as Unidades de Conservação que protegem tais formações (METZGER e RODRIGUES, 2008; XAVIER et al., 2008), principalmente as de Floresta Estacional (FES). A conservação desses ambientes é de fundamental importância, uma vez que a Mata Atlântica no estado é caracterizada por uma predominância de espécies com baixa frequência e com uma distribuição restrita (CAIAFA e MARTINS, 2010), sendo muitas delas ameaçadas de extinção. No estado de São Paulo e do Rio de Janeiro são poucos os estudos sobre a composição e estrutura da vegetação que têm identificado espécies ameaçadas (CARDOSO-LEITE et al., 2013).

A região de Sorocaba é a segunda maior em área de fragmentos florestais remanescentes do estado, perdendo apenas para a região do litoral (KRONKA et al., 2005) e se encontra intensamente urbanizada. Em Sorocaba, um desses fragmentos é parte da área do Parque Natural Municipal Corredores da Biodiversidade (PNMCBio), primeira Unidade de Conservação (UC) que está sendo efetivamente implantada no município. Devido às ações de implementação desta UC serem recentes, pouco se sabe sobre a vegetação nativa deste fragmento, o que dificulta o estabelecimento de ações que visem ao manejo; no entanto, sabe-se que o fragmento é bastante alterado (SOROCABA, 2012).

Os distúrbios ocasionados nos ecossistemas os tornam frágeis, aumentando a preocupação ambiental e destacando a necessidade de realizar estudos que subsidiem ações que mantenham a sustentabilidade dos fragmentos (GENELETTI, 2004). O crescente número de estudos realizados, analisando-se o grupo sucessional e a síndrome de dispersão das espécies, tem mostrado que estas características são fundamentais para resolver importantes questões ecológicas na escala dos ecossistemas, paisagens e biomas (WOODWARD e DIAMENT, 1991; LOPES et al., 2011), uma vez que incluem as respostas da vegetação a variações ambientais e regimes de perturbação (CORNELISSEN et al., 2003). A avaliação do estágio sucessional dos fragmentos é um subsídio importante para a conservação e recuperação das formações florestais, sendo a classificação das espécies em grupos ecológicos essencial para o entendimento do comportamento das espécies e da sucessão ecológica florestal (PAULA et al., 2004; LOPES et al., 2011).

Apesar de a região apresentar inúmeros fragmentos de floresta estacional (MELLO, 2012), são raros os estudos de composição florística e estrutura na região (ALBUQUERQUE e RODRIGUES, 2000; CARDOSO-LEITE e RODRIGUES, 2008). No caso do fragmento do PNMCBio, composto por Floresta Estacional Semidecidual (FES), conhecer as proporções de espécies e indivíduos nos grupos ecológicos se torna uma prioridade para as ações de manejo (LOPES et al., 2011), já que os modelos de recuperação de áreas degradadas devem seguir as distribuições dos grupos ecológicos mais comumente encontrados nos remanescentes conservados da região (PEREIRA et al., 2010). Frente à pluralidade de variantes ambientais, ressalta-se a importância de trabalhos descritivos que facilitem a compreensão da ecologia destas comunidades e direcionem futuros estudos (PRADO-JUNIOR et al., 2012). Assim, objetivou-se incrementar as informações sobre a diversidade e distribuição das espécies vegetais que ocorrem na FES, apresentando a composição florística do fragmento remanescente do PNMCBio, bem como inferir sobre o seu estágio sucessional, fornecendo dados para embasar ações de manejo da área e da região.

MATERIAIS E MÉTODOS

Área do estudo

A área do estudo faz parte do PNMCBio, localizado na zona norte do município de Sorocaba e entre as coordenadas 23º23'38"S 47º29'04"O. A área total do Parque é de 62,42 ha, sendo que aproximadamente 31 ha refere-se à área de vegetação nativa do Parque, composto por Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Estacional Semidecidual Aluvial (IBGE, 2012) (Figura 1). A porção sudoeste do fragmento, com menor altitude, configura-se como uma área de preservação permanente (APP), circundada pelo córrego Campininha, um afluente do rio Sorocaba. A altitude do fragmento varia de 570 a 620 metros, sendo que a formação pedológica presente é uma associação de Latossolos Vermelhos, caracterizados por serem distróficos a moderados, com textura argilosa e relevo suavemente ondulado e ondulado (IAC, 1999). Segundo a classificação Köppen (1948), o clima da região é uma transição de Cwb a Cwa, sendo tropical de altitude com verão moderadamente quente a quente e com temperatura média anual de aproximadamente 22ºC.

FIGURA 1: Localização do Parque Natural Municipal Corredores da Biodiversidade (PNMCBio) no município de Sorocaba - SP.  

FIGURE 1 Natural Municipal Park Corredores da Biodiversidade (PNMCBio) location in Sorocaba/SP municipality. 

O fragmento estudado é circundado por plantios de Eucalyptus spp. manejados e abandonados, refletindo o alto grau de fragmentação de habitat da região, diretamente relacionado às atividades agropecuárias e ao processo de urbanização (ESTADO DE SÃO PAULO, 2012). O fragmento também sofre perturbações antrópicas, com visitas frequentes de moradores dos bairros próximos.

Coleta e análise de dados

A amostra foi de 64 parcelas (MUELLER-DOMBOIS e ELLENBERG, 1974) de 10 m x 10 m alocadas aleatoriamente em diferentes porções do fragmento, com o objetivo de representar toda a vegetação. Foram amostrados todos os indivíduos com 15 cm ou mais de circunferência a altura do peito (CAP), incluindo os mortos que se encontravam em pé. As coletas botânicas foram realizadas durante o ano de 2012, sendo o material coletado, prensado e seco, conforme as técnicas usuais para este tipo de estudo (FIDALGO e BONONI, 1989). A identificação das espécies foi feita com base em literatura específica, por comparações com as coleções dos herbários CCTS e ESA (THIERS, 2013) e, quando necessário, auxílio de especialistas. Os nomes das famílias estão apresentados segundo o APG III (2009), sendo a grafia das espécies e nomes dos autores conferidos através da base de dados da Lista de Espécies da Flora do Brasil (2013) e do checklist das Spermatophyta do Estado de São Paulo, Brasil (WANDERLEY et al., 2011).

Para a estimativa da diversidade da área foi utilizado o índice de Shannon-Wiener (H'), com logaritmo na base natural, e o índice de diversidade de Simpson (D); para a equabilidade, que estima a igualdade florística entre os pontos amostrais, utilizou-se o índice de Pielou (J'), todos calculados através do software FITOPAC (SHEPHERD, 2009). A suficiência amostral foi testada por meio da curva do coletor (MUELLER-DOMBOIS e ELLENBERG, 1974). Considerou-se como espécies ameaçadas de extinção aquelas citadas como tal na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Estado de São Paulo (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008), Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Brasil (FUNDAÇÃO BIODIVERSITAS, 2008) e na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção da IUCN (IUCN, 2013). A lista da Fundação Biodiversitas foi utilizada para a análise em escala nacional por ser considerada mais abrangente do que a apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2008). Foram consideradas espécies endêmicas do Bioma Mata Atlântica, aquelas citadas por Stehmann et al. (2009) como endêmicas do Brasil, com distribuição geográfica restrita a este bioma.

A caracterização do grupo sucessional das espécies foi feita utilizando a compilação de dados da Secretaria do Estado do Meio Ambiente (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008), considerando-se duas grandes categorias: "Pioneiras" (P), que incluem as pioneiras e secundárias iniciais; e "Não Pioneiras" (NP), que agrupa as secundárias tardias e climáxicas, como também adotado por Viani (2005), Catharino et al. (2006) e Cardoso-Leite e Rodrigues (2008). Esta medida foi tomada para facilitar a interpretação dos dados e diminuir as chances de erros na identificação, uma vez que uma correta identificação dos grupos sucessionais dependeria de fatores como o conhecimento da biologia da espécie e da adaptação de outras publicações (CATHARINO et al., 2006). As espécies também foram identificadas quanto a sua síndrome de dispersão a partir da compilação de dados da Secretaria do Estado do Meio Ambiente (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008), sendo incluídas em três categorias: zoocóricas, anemocóricas e autocóricas. Tanto para a classificação do grupo sucessional quanto para a síndrome de dispersão, espécies não identificadas até o epíteto específico e exóticas não foram caracterizadas (SC).

Para inferir sobre o estágio sucessional do fragmento foram considerados os seguintes parâmetros: a) proporção relativa entre o número de indivíduos e de espécies nos referidos grupos sucessionais (DISLICH et al., 2001; LIEBSCH et al. 2008); b) a proporção das síndromes de dispersão (LIEBSCH et al. 2008); e c) espécies indicadoras do estágio de regeneração (CONAMA, 1994). Para este último, calculou-se a proporção de indivíduos nos referidos grupos. O cálculo foi feito considerando o número total de indivíduos (excetuando-se os mortos), mesmo que nem todas as espécies tenham sido citadas pela Resolução.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram amostrados 1088 indivíduos, dos quais 116 encontravam-se mortos. Os indivíduos foram distribuídos em 29 famílias, 54 gêneros e 79 espécies (Tabela 1), somando-se mais uma que representa os indivíduos mortos. A curva do coletor estabilizou-se com 53 parcelas, havendo aumento apenas de uma espécie ao fim de toda amostra (64 parcelas), indicando que a amostragem foi suficiente para representar a composição florística do fragmento. Mesmo que não amostradas neste estudo, há outras espécies comuns nas formações vegetais de Sorocaba e são citadas por Koch et al. (2014), descrevendo qualitativamente a biodiversidade vegetal do município. No fragmento do PNMCBio, as famílias com maior riqueza foram Fabaceae (18), Myrtaceae (13), Euphorbiaceae (5), Lauraceae (4), Rutaceae (4), Salicaceae (4) e Sapindaceae (4), correspondendo a 65,8% das espécies amostradas. Destacam-se principalmente estas famílias por estar em conformidade com a grande riqueza de espécies encontrada em outros estudos realizados em regiões próximas à Sorocaba para formações de FES (IVANAUSKAS, 1999; ALBUQUERQUE e RODRIGUES, 2000; CARDOSO-LEITE et al., 2004; VIANI, 2005; BERNACCI et al., 2006; GUARATINI et al., 2008). Era esperado que essas famílias aparecessem entre as mais ricas em número de espécies, uma vez que estão entre as mais diversas do Brasil e são apontadas por vários autores, principalmente com relação às espécies lenhosas de grande porte. As famílias representadas com apenas uma espécie somaram 17, excetuando-se as mortas, correspondendo a 60,7% das encontradas. Os gêneros com maior número de espécies foram Machaerium (7), Myrcia (7), Sebastiania (3), Campomanesia (3) e Casearia (3).

TABELA 1: Espécies amostradas no Parque Natural Municipal Corredores da Biodiversidade (PNMCBio), Sorocaba - SP. N.ind - Número de indivíduos coletados da respectiva espécie; GS - grupo sucessional (P - pioneira, NP - não pioneira); SD - síndrome de dispersão (ZOO - zoocórica, ANE - anemocórica, AUT - autocórica); E - espécie indicadora de estágio de regeneração (EI - estágio inicial, EM - estágio médio, EA - estágio avançado); SC - sem caracterização; CA - categoria de ameaça; SP - Estado de São Paulo (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008); IUCN - nível mundial (IUCN, 2013); QA - quase ameaçada; VU - vulnerável; 1espécie endêmica da Mata Atlântica. 

TABLE 1 Species sampled at Natural Municipal Park "Corredores da Biodiversidade" (PNMCBio), Sorocaba/SP. N.ind - Number of specimens collected from the respective species; GS - sucessional group (P - pioneers, NP - non pioneers); SD - dispersion syndrome (ZOO - zoochorous, ANE - anemochorous, AUT - autochorous); E - indicator species of regeneration stage (EI - initial stage, EM - medium stage, EA - advanced stage); SC - unclassified; CA - endangered status; SP - (state of) São Paulo (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008); IUCN - worldwide (IUCN, 2013); QA - near threatened; VU - vulnerable; 1Atlantic Forest endemic species. 

Família Nome Científico N. Ind. GS SD CA E
Anacardiaceae Lithrea molleoides (Vell.) Engl. 3 NP ZOO
Tapirira guianensis Aubl. 1 P ZOO EM
Araliaceae Dendropanax cuneatus (DC.) Decne. & Planch. 1 NP ZOO
Arecaceae Arecaceae sp 4 SC SC
Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman 5 P ZOO
Asteraceae Gochnatia polymorpha (Less.) Cabrera 3 P ANE EI
Bignoniaceae Handroanthus umbellatus (Sond.) Mattos 13 P ANE EM
Boraginaceae Cordia trichotoma (Vell.) Arráb. ex Steud. 11 NP ANE EM
Burseraceae Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand 2 P ZOO
Cannabaceae Celtis fluminensis Carauta 10 P ZOO
Cardiopteridaceae Citronella paniculata (Mart.) R.A. Howard1 7 NP ZOO
Celastraceae Maytenus gonoclada Mart. 8 P ZOO
Ebenaceae Diospyros inconstans Jacq. 11 NP ZOO
Elaeocarpaceae Sloanea monosperma Vell. 2 NP ZOO
Euphorbiaceae Croton floribundus Spreng. 4 P AUT
Sebastiania brasiliensis Spreng. 1 P AUT
Sebastiania commersoniana (Baill.) L.B. Sm. & Downs 1 P AUT
Sebastiania sp. 1 SC SC
Fabaceae Bauhinia longifolia (Bong.) Steud. 21 P AUT QA (SP)
cf. Albizia sp. 3 SC SC
Copaifera langsdorffii Desf. 7 NP ZOO QA (SP) EM
Dalbergia frutescens (Vell.) Britton 1 NP ANE EA
Inga sp. 1 SC SC
Leucochloron incuriale (Vell.) Barneby & J.W. Grimes 25 P AUT
Lonchocarpus cultratus (Vell.) A.M.G. Azevedo & H.C. Lima 5 P ANE
Lonchocarpus subglaucescens Mart. ex Benth.1 82 NP AUT
Machaerium vestitum Vogel1 18 NP ANE EM/EA
Machaerium brasiliense Vogel1 6 NP ANE EM/EA
Machaerium hirtum (Vell.) Stellfeld 3 P ANE EM/EA
Machaerium nyctitans (Vell.) Benth.1 7 NP ANE EM/EA
Machaerium sp. 1 SC SC EM/EA
Machaerium stipitatum (DC.) Vogel1 82 NP ANE EI
Machaerium villosum Vogel 30 NP ANE QA (SP) VU (IUCN) EM/EA
Parapiptadenia rigida (Benth.) Brenan 3 NP AUT
Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F. Macbr. 10 P AUT
Platypodium elegans Vogel 51 P ANE EM
Lauraceae cf. Ocotea sp. 1 SC SC EM
Cryptocarya moschata Nees & Mart. 1 NP ZOO EM
Nectandra lanceolata Nees & Mart. 14 NP ZOO EM
Ocotea velloziana (Meisn.) Mez 2 NP ZOO EM
Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze 1 NP ANE QA (SP) EA
Malvaceae Guazuma ulmifolia Lam. 1 P ZOO EI
Luehea divaricata Mart. 7 NP ANE EM
Luehea grandiflora Mart. 4 NP ANE EM
Melastomataceae Miconia minutiflora (Bonpl.) DC. 1 P ZOO
Meliaceae Cabralea canjerana (Vell.) Mart. 1 NP ZOO EM
Trichilia elegans A. Juss. 5 NP ZOO
Trichilia pallida Sw. 17 P ZOO
Monimiaceae Mollinedia widgrenii A. DC. 2 NP ZOO
Moraceae Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud. 1 NP ZOO
Myrtaceae Campomanesia guazumifolia (Cambess.) O. Berg1 9 NP ZOO
Campomanesia sp 2 SC SC
Campomanesia xanthocarpa Mart. ex O. Berg1 44 NP ZOO
Eugenia florida DC. 1 NP ZOO
Eugenia paracatuana O. Berg 2 P ZOO
Myrcia hebepetala DC.1 3 NP ZOO
Myrcia multiflora (Lam.) DC. 3 P ZOO
Myrcia sp. 1 2 SC SC
Myrcia sp. 2 18 SC SC
Myrcia sp. 3 1 SC SC
Myrcia splendens (Sw.) DC. 3 P ZOO
Myrcia tomentosa (Aubl.) DC. 1 NP ZOO
Myrciaria floribunda (H. West ex Willd.) O. Berg 1 NP ZOO
Nyctaginaceae Guapira opposita (Vell.) Reitz 5 NP ZOO EI
Peraceae Pera glabrata (Schott) Poepp. ex Baill.1 26 P ZOO
Primulaceae Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. ex Roem. & Schult. 1 P ZOO EI
Rubiaceae Cordiera concolor (Cham.) Kuntze 2 NP ZOO
Rutaceae Citrus aurantium L. 1 SC SC
Esenbeckia febrifuga (A. St.-Hil.) A. Juss. ex Mart.1 17 NP AUT
Zanthoxylum rhoifolium Lam. 9 P ZOO EM
Zanthoxylum fagara (L.) Sarg. 2 NP ZOO EM
Salicaceae Casearia obliqua Spreng. 33 NP ZOO
Casearia decandra Jacq. 40 P ZOO
Casearia sylvestris Sw. 93 P ZOO EI
Xylosma pseudosalzmanii Sleumer 2 P ZOO
Sapindacae Cupania vernalis Cambess. 115 P ZOO
Allophylus edulis (A. St.-Hil., A. Juss. & Cambess.) Hieron. ex Niederl. 5 P ZOO
Diatenopteryx sorbifolia Radlk. 1 P ANE
Matayba elaeagnoides Radlk. 28 P ZOO EM
Mortas Mortas 116 SC SC

O índice de Shannon (H') foi estimado em 3,421 nats/ind. e o índice de equabilidade (J´) foi de 0,78, ambos os valores similares a outros estudos realizados em FES (IVANAUSKAS et al., 1999; IVANAUSKAS e RODRIGUES, 2000; DISLICH et al., 2001). Os valores de H' superiores a 3 nats/ind são comuns em estudos realizados em FES (DONADIO et al., 2009). O valor encontrado no fragmento indica que o mesmo possui uma diversidade relativamente elevada, uma vez que os trabalhos de Fonseca e Rodrigues (2000) e Donadio et al. (2009) apresentaram valores próximos a 2,7 nats/ind e consideraram as áreas com baixa diversidade. O valor encontrado para J' demonstra que a comunidade de espécies do fragmento possui uma distribuição similar de indivíduos por espécies (DONADIO et al., 2009). O valor do índice de diversidade de Simpson (0,052) também aponta que a área possui uma diversidade relativamente alta, uma vez que quanto menor esse valor, menor a dominância e maior e diversidade. Este índice é complementar aos outros índices por considerar não só o número de espécies, mas também a uniformidade da distribuição da densidade (SCHAAF et al., 2006).

Citrus aurantium foi a única espécie exótica amostrada, porém, também foi observada fora das parcelas, principalmente próximo à trilha do córrego Campininha. Acredita-se que a espécie tenha sido introduzida pela ação humana, uma vez que também foram encontrados resíduos (lixo) que indicam a prática de pesca. Essa espécie também foi encontrada no Parque Nacional do Iguaçu, sendo extremamente invasora, principalmente pelo seu longo período de frutificação e síndrome de dispersão zoocórica, por mamíferos e aves (RODOLFO et al., 2008). Desta forma, esta espécie merece atenção especial no controle e manejo, já que pode diminuir a disponibilidade da fauna para a dispersão de espécies nativas (RODOLFO et al., 2008) se sua densidade aumentar ao passar dos anos. As espécies nativas que apresentaram somente um indivíduo foram 21 (26,58%), sendo esta uma proporção esperada para florestas tropicais (MARTINS, 1991; KLAUBERG et al., 2010). Mesmo que com baixa densidade, a presença destas espécies no fragmento é um forte indicativo da importância da conservação do mesmo, devendo priorizar essas espécies nos planos de restauração das áreas (SANTIN, 1999) e evitar a extinção local, caso esses indivíduos morram ou sofram corte (SILVA e SOARES, 2002).

Nenhuma espécie amostrada foi citada na lista da Fundação Biodiversitas (2008) como ameaçada; no entanto, foram encontradas quatro espécies ameaçadas, sendo três somente na lista do Estado de São Paulo (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008) e uma na lista do Estado de São Paulo (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008) e na lista da IUCN (IUCN, 2013) (Tabela 1). Machaerium villosum, que ocorre em Floresta Estacional dentro do bioma da Mata Atlântica (STEHMANN et al., 2009), foi citada tanto na lista estadual quanto na lista da IUCN, merecendo atenção nos esforços de conservação. Copaifera langsdorffii e Cariniana estrellensis apresentaram baixo número de indivíduos, demonstrando a importância das áreas protegidas e a necessidade de monitoramento para a conservação de suas populações.

Das 79 espécies amostradas neste estudo, 11 são endêmicas da Mata Atlântica (Tabela 1), sendo a família Fabaceae a que mais contribuiu neste valor, com cinco espécies. Na Mata Atlântica, o grau de endemismo é elevado (THOMAS et al., 1998; CAIAFA e MARTINS, 2010), sendo que determinadas espécies possuem uma distribuição geográfica restrita cujas populações são confinadas a habitat únicos (KRUCKEBERG e RABINOWITZ, 1985). Mesmo que não endêmicas do bioma Mata Atlântica, Machaerium villosum e Mollinedia widgrenii, quando presentes neste domínio, ocorrem somente em FES, demonstrando a importância da conservação de remanescentes deste ecossistema. Da mesma forma, apesar de o fragmento ser representado por FES, algumas espécies encontradas também são comuns a outras formações, como Cariniana estrellensis, Miconia minutiflora, Casearia obliqua, Casearia decandra e Xylosma pseudosalzmanii, espécies típicas de Floresta Ombrófila Densa (FOD) (STEHMANN et al., 2009).

Segundo a lista de São Paulo (2008), que também indica a ocorrência das espécies para o Cerrado, Pera glabrata, Leucochloron incuriale¸ Machaerium villosum, Platypodium elegans¸ Trichilia pallida e Esenbeckia febrifura, que apresentaram pelo menos 17 indivíduos na amostra, também ocorrem nesta formação e em FOD. Excetuando-se as espécies não identificadas até o epíteto específico, 37 são apontadas como ocorrentes em formações de Cerrado e, 53, em matas ciliares (ESTADO DE SÃO PAULO, 2008). Muitas espécies são comuns a outras tipologias florestais e, mesmo com baixa densidade, são de fundamental importância para a manutenção da comunidade vegetal e fauna associada. Desde décadas passadas, áreas próximas a Sorocaba receberam influências de outras formações vegetacionais, das Florestas Ombrófilas (Densa e Mista) ao Leste e ao Sul, e das formações savânicas a Oeste, constituindo-se em uma região fitogeograficamente ecotonal (ALBUQUERQUE e RODRIGUES, 2000).

A baixa densidade de algumas espécies pode ser justificada por motivos sucessionais ou serem espécies de outras formações (HACK et al., 2005). Estudos anteriores já relataram que Casearia decandra e Matayba elaeagnoides aumentam em densidade à medida que espécies pioneiras diminuem em vitalidade e abundância (KLEIN, 1960; KLAUBERG et al., 2010). Já Cupania vernalis¸ com sua autoecologia indicando ser heliófita ou de luz difusa, alcança estágios avançados na sucessão mais rapidamente que outras espécies (HACK et al., 2005).

Os indivíduos de espécies pioneiras - P contribuíram com mais da metade dos amostrados (Tabela 2), o que indica que o fragmento estudado se encontra em um estágio inicial de sucessão (DISLICH et al., 2001) se for considerado apenas este critério para sua classificação. Outros trabalhos, que também utilizaram esse critério para inferir sobre o estágio de sucessional, encontraram 65% e 75% de espécies P (DISLICH et al., 2001; CARDOSO-LEITE et al., 2004), o que indica que o fragmento do PNMCBio encontra-se em um estágio mais avançado quando comparado com as áreas de São Paulo e Rio Claro, estudadas por estes autores. Em relação às espécies, as não pioneiras - NP contribuíram com 45,6% (36), as P com 40,5% (32), e 13,9% ficaram sem categorização (Tabela 2). Os valores de espécies NP são inferiores aos encontrados para florestas maduras (TABARELLI e MANTOVANI, 1999; LIEBSCH et al., 2008), porém, deve-se considerar que os trechos estudados são de FES, formação que possui uma dinâmica própria, ou seja, há um período em que ocorre uma entrada maior de luz, devido à deciduidade de algumas espécies que a compõem (GANDOLFI, 2000), o que favorece o estabelecimento de espécies pioneiras. Além disso, o número de NP foi expressivo e, considerando também o fato de representarem boa proporção de indivíduos dentro do respectivo grupo, pode ser uma indicação de que o fragmento está assumindo estágio médio de regeneração.

TABELA 2: Porcentagem (%) de indivíduos e espécies amostradas na área do PNMCBio, município de Sorocaba - SP, nos distintos estágios sucessionais. 

TABLE 2 Percentage (%) of individuals and species sampled at the PNMCBio, Sorocaba municipality, SP, in different successional stages. 

Grupo sucessional Indivíduos (número/porcentagem) Espécies (número/porcentagem)
P (pioneiras + secundárias iniciais) 510/52,5 32/40,5
NP (secundárias tardias + climácicas) 427/43,9 36/45,6
SC (sem caracterização) 35/3,6 11/13,9

A zoocoria representou a maior porcentagem de espécies e indivíduos amostrados, 54,4% e 54,5% respectivamente, seguida por anemocoria, com 20,3% das espécies e 25% dos indivíduos, e autocoria, com 11,4% das espécies e 16,9% dos indivíduos, restando 13,9% das espécies e 3,6% dos indivíduos não caracterizados (Figura 2). A predominância da síndrome zoocórica segue os padrões de florestas tropicais (HOWE e SMALLWOOD, 1982), principalmente nas estacionais (KINOSHITA et al., 2006; RUSCHEL et al., 2007). Além disso, a maior proporção de espécies zoocóricas pode indicar que o fragmento possui características de estágios intermediários de sucessão (LIEBSCH et al., 2008; CARDOSO-LEITE et al., 2013).

FIGURA 2: Porcentagem de espécies (preto) e indivíduos (cinza) nas síndromes de dispersão amostradas no PNMCBio em Sorocaba - SP. ZOO - Zoocórica; ANE - Anemocórica; AUT - Autocórica; SC - Sem Caracterização.  

FIGURE 2 Percentage of species (black) and individuals (gray) in the dispersion syndrome sampled at PNMCBio in Sorocaba/SP. ZOO - Zoochorous; ANE - Anemochorous; AUT - Autochorous; SC - Unclassified. 

Em relação às espécies indicadoras do estágio de regeneração (CONAMA, 1994), seis espécies amostradas são consideradas indicadoras de estágio inicial, 15 são consideradas indicadoras de estágio médio, seis são consideradas indicadoras tanto de estágio médio quanto de estágio avançado e duas espécies são consideradas indicadoras de estágios avançados. Quanto ao número de espécies e indivíduos, houve uma maior proporção daquelas indicadoras de estágio médio e/ou avançado de regeneração (22,8% dos indivíduos), contrastando com a menor proporção de espécies e indivíduos indicadores de estágio inicial (19% dos indivíduos). Tais valores, aliados aos demais resultados, são mais um indicativo de que o fragmento encontra-se em estágio médio de regeneração.

CONCLUSÃO

Apesar de se tratar de um fragmento de FES relativamente pequeno que está evoluindo ao estágio médio de regeneração, este apresentou um H´ relativamente alto e comparável a outras áreas de FES e uma proporção de espécies zoocóricas também alta, o que contribui para a conservação da fauna associada a esta formação. Além disso, o mesmo abriga espécies endêmicas e ameaçadas, o que justifica sua importância para conservação e manutenção da biodiversidade local e regional, cumprindo com um dos objetivos da criação do PNMCBio. Em futuras ações de recuperação de áreas degradadas da região, a possibilidade de conexão do remanescente com outros fragmentos é um fator a ser considerado, uma vez que um grande corredor biológico pode ser formado associado a áreas de preservação permanente nesta região do município.

AGRADECIMENTOS

À Toyota do Brasil pelo auxílio financeiro, aos amigos pelo auxílio no trabalho de campo, à especialista Fiorella Fernanda Mazine Capelo (Myrtaceae - UFSCar-Sorocaba) e ao generalista Marcelo A. Pinho Ferreira (ESALQ/USP) pela ajuda na identificação do material botânico.

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Recebido: 03 de Junho de 2013; Aceito: 03 de Abril de 2014

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