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Motriz: Revista de Educação Física

On-line version ISSN 1980-6574

Motriz: rev. educ. fis. (Online) vol.17 no.1 Rio Claro Jan./Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.5016/1980-6574.2011v17n1p11 

ARTIGO ORIGINAL

 

Relação saque, recepção e ataque no voleibol juvenil masculino

 

Relation service, reception and attack in male junior volleyball

 

 

Gustavo De Conti Teixeira CostaI; Isabel MesquitaII; Pablo Juan GrecoI; Natália Neiva FerreiraI; José Cícero MoraesIII

IUniversidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil
IIUniversidade do Porto, Portugal
IIIUniversidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil

Endereço

 

 


RESUMO

Neste texto, O objetivo do presente estudo consistiu em analisar a relação do saque e da recepção com o efeito do ataque em seleções nacionais de voleibol juvenil masculino. Recorreu-se à observação e análise de onze jogos, totalizando 781 ações de ataque. Os resultados demonstraram que o ponto no ataque ocorreu mais do que o esperado após o saque suspensão colocado e após a recepção que permitiu todas as opções de ataque. Contrariamente, este ocorreu menos do que o esperado após o saque suspensão potente e a recepção que não permitiu ataque organizado. O presente estudo permitiu inferir que o saque potente e a recepção com baixos níveis de eficácia reduzem as possibilidades de pontuar no ataque. O fato do saque potente adversário induzir menor ocorrência de ponto no ataque, pode sugerir alguma debilidade na organização ofensiva da equipa perante as dificuldades acrescidas colocadas por este tipo de saque.Tal sugere a necessidade de, desde as categorias de base, ser dada maior atenção no treinamento à capacidade das equipas organizarem as manobras ofensivas em resposta a saques agressivos como é o caso do saque suspensão potente.

Palavras-chave: Voleibol. Saque. Recepção. Efeito do Ataque.


ABSTRACT

The purpose of this study was to analyze the relationship between serve and serve reception on the effect of the offensive system in the national junior male volleyball teams. Eleven games were analyzes, totaling 781 attack actions. The results showed that the attack point occurred more than expected after the top spin placed jump serve from the opponent and after the reception that allowed all the attack options. In contrast, to this one and the reception that did not allowed an organized attack occurred less than expected after the power jump service. This study made it possible to infer that powerful service and the reception with low levels of efficiency reduce the chances of scoring in the attack. The fact that the opponent's powerful service results lesser occurrences of the attack point for the opponent team may suggest some offensive organization's weakness when facing power jump services. Therefore, as the power jump service is used in the teams U16, the training process should consider the problems that it causes in the serve receive offensive system.

Key Words: Volleyball. Service. Reception. Effect of Attack.


 

 

Introdução

Atualmente a análise do jogo é uma área de investigação que assume um papel peculiar e imprescindível no desenvolvimento das modalidades esportivas coletivas (BORRIE et al.,2002; DUTHIE et al., 2003; LEES, 2002; MOUTINHO, 2000), apresentando-se como fator determinante na escolha de indicadores pertinentes acerca do desempenho dos jogadores em situações específicas (HUGHES, 1988; MESQUITA, 1996).

A identificação e interpretação dos padrões de eficácia do desempenho desportivo, constituem um dos principais objetivos dos estudos realizados na área de Ciências do Desporto, e em particular nos Jogos Desportivos (GRÉHAIGNE et al., 1997; HUGHES ; FRANKS, 2004). Os estudos mais recentes têm vindo a dar maior importância à dimensão tática no desempenho das equipes/dos jogadores, passando-se a considerar a dinâmica do jogo dependente das características do ambiente, assim como das exigências impostas pelo contexto (MESQUITA, 2005; ARAUJO et al., 2009; DRIKOS et al., 2009; MONTEIRO et al., 2009; COSTA et al., 2010).

Neste sentido, a análise da dinâmica funcional do jogo evidencia que os processos ofensivos assumem-se como determinantes do sucesso competitivo das equipes (FERNANDES; MOUTINHO, 1996; MOUTINHO et al., 2003), sendo o ataque uma ação de jogo prioritária (SELLINGER, 1986; FRÖHNER; MURPHY, 1995; FRÖHNER; ZIMMERMANN, 1996). Tendo em vista a análise da possível dependência das ações de jogo no Voleibol, atendendo à sua lógica acontecimental relativamente determinista (EOM & SCHUTZ (1992), diferentes estudos (KATSIKADELLI, 1996, 1998; UREÑA et al., 2000, 2002; PALAO et al., 2004b.; DOMINGUES et al., 2005; JOÃO et al., 2006; MAIA; MESQUITA, 2006), demonstraram a relação de dependência entre o saque adversário e a recepção com o efeito do ataque. Evidenciaram que a eficácia do saque afeta o rendimento das ações de recepção e opções de ataque da equipe adversária, materializada na redução da velocidade do ataque (menor frequência de ataques de 1º tempo e aumento do número de ataques de 2º, 3º tempos e do fundo da quadra) (KATSIKADELLI,1996, 1998; PAPADIMITRIOU et al., 2004). Além disso, os estudos de KATSIKADELLI, (1996, 1998) e PAPADIMITRIOU et al. (2004) demonstraram que o saque em suspensão potente apresenta mais risco de erros, ao mesmo tempo que propicia maiores oportunidades de obter ponto direto, bem como limita a organização do sistema ofensivo do adversário. Contrariamente, o saque em suspensão flutuante mostra dificultar a recepção adversária, porém com menores índices de erros (PALAO et al., 2004a; ESPÁ et al., 2003).

Relativamente à recepção, por ser o primeiro procedimento gerador da construção do ataque (FRÖHNER, 1997; GONZÁLES et al., 2001), a sua eficácia pode condicionar substancialmente o sistema ofensivo (EOM; SCHUTZ,1992; JOÃO et al., 2006; SANTOS; MESQUITA, 2003). Neste sentido, a qualidade da recepção condiciona as possibilidades de ataque, como se comprovou no Voleibol adulto masculino de alto rendimento (ROCHA; BARBANTI, 2004, 2006; DOMINGUES et al., 2005; JOÃO et al., 2006), evidenciando que as recepções de "fraca" qualidade promovem menor eficácia no ataque e recepções de "boa" qualidade exatamente o contrário, o que confirma a elevada influência da qualidade da recepção do saque sobre a ofensividade do ataque, em equipes de elevado nível de rendimento competitivo (DOMINGUES et al., 2005; JOÃO et al., 2006)

Tradicionalmente, os estudos centrados na análise da dependência funcional das ações de jogo de Voleibol são realizados no voleibol masculino adulto de alto nível, tendo sido negligenciadas principalmente as categorias de base. Atendendo à importância da qualificação do processo de treino numa perspectiva de formação de longo prazo é de maior relevância aceder ao conhecimento aprofundado do jogo nas categorias de base de forma a fornecer contributos qualificadores do processo de treinamento. Sendo assim, o presente estudo pretende analisar a relação do saque e da recepção com o efeito do ataque em seleções nacionais de Voleibol Juvenil Masculino.

 

Métodos

Amostra

O presente estudo teve como amostra, um conjunto de seleções nacionais presentes no Campeonato Mundial Juvenil (17 a 19 anos) Masculino de 2007 (Brasil, Rússia, Irã, Itália, Argentina, Bulgária, Estados Unidos, Cuba, Eslovênia, Egito e Japão). Recorreu-se à observação de 11 jogos obtendo um total de 781 ações de ataque.

Variáveis do estudo

Tipo de saque realizado: Para a avaliação do tipo de saque recorreu-se à proposta de GAMBARDELLA (1997), WISE (2002) e do DataVolley (DataProject, s/d) uma vez que o saque foi distinguido segundo o contato dos apoios com o solo (apoio ou suspensão) e de acordo com as características da trajetória da bola e intenção tática (potente, flutuante, colocado). Desta forma, observa-se as seguintes categorias:

Saque em suspensão potente: saque iniciado com um lançamento para frente e com altura suficiente, de forma ao jogador contatar a bola no ponto mais alto da sua trajetória. O ponto de contato deve ser à frente da linha final, através de um movimento rápido do braço que golpeia a bola, imprimindo rotação à bola;

Saque em suspensão colocado: saque iniciado com um lançamento para a frente e com altura suficiente, de forma ao jogador contatar a bola no ponto mais alto da sua trajetória. O ponto de contato deve ser à frente da linha final, com o jogador a usar um salto idêntico ao ataque de 2ª linha, neste caso, com um movimento controlado do braço que golpeia a bola, de forma a imprimir à bola rotação;

Saque flutuante em suspensão tenso: saque antecedido de um a dois passos e posterior salto com a batida no centro da bola com uma pancada "firme" fazendo a bola mudar de direção durante a sua trajetória e sem rotação da bola;

Saque flutuante em suspensão colocado: saque antecedido de um a dois passos e posterior salto com a batida no centro da bola com uma pancada "controlada" fazendo a bola mudar de direção durante a sua trajetória e sem rotação da bola;

Saque eapoio: saque realizado com os apoios no solo.

Efeito da recepção: Utilizou-se uma adaptação de Eom e Schutz (1992), obtendo uma escala de 5 itens, sendo que o critério para a categorização das ações recaiu sobre o efeito que a recepção do saque provoca ao nível da organização ofensiva, nomeadamente no número de opções de ataque, espacial e temporariamente disponível (tabela 1).

 

 

Efeito do ataque: Analisou-se o efeito do ataque sobre o sistema defensivo adversário (tabela 2). O instrumento de observação aplicado foi a adaptação da escala de Eom e Schutz (1992) e do DataVolley (DataProject, s/d).

 

 

Procedimento de coleta de dados

Todos os jogos foram filmados de "topo", ou seja, pela visualização do campo longitudinalmente, possibilitando observar e recolher informação acerca das variáveis em estudo. Foram realizados treinos de observação prévios, no sentido de verificar se as imagens registradas em locais distintos, dificultavam a observação de alguma variável do estudo. Desta forma, observou-se um jogo de cada local de competição, constatando-se que a mudança de local de filmagem não alterou a possibilidade de recolha dos dados inerentes ao nosso estudo.

Procedimentos estatísticos e de fidedignidade

Para a análise exploratória recorreu-se à estatística descritiva, tendo-se obtido as freqüências e respectivas percentagens para cada uma das categorias das variáveis em estudo (tipo de saque, efeito da recepção e efeito do ataque). Para a associação entre as variáveis estudadas, recorreu-se ao teste do Qui-Quadrado, com a correção de Monte Carlo, sempre que menos de 20% das células apresentaram valor inferior a 5. Utilizou-se os resíduos ajustados, no sentido de se identificar quais as células apresentaram significado estatístico na explicação da relação entre duas variáveis. Desta forma, esta relação foi considerada apenas com valores superiores ao |2|. Para todos os testes, o nível de significância foi estabelecido em 5% (α= 0,05).

Para o estudo da fiabilidade foram analisadas 34,9% das ações, valores substancialmente superiores aos de referência (10%), apontados pela literatura (TABACHNICK; FIDELL, 1989). A fiabilidade intra-observador e inter-observador mostrou valores de Kappa entre 0.82 e 1 para todas as variáveis, substancialmente superiores aos valores mínimos aceitáveis apontados pela literatura (0.75) (FLEISS, 1981).

 

Resultados e Discussão

O tipo de saque mostrou uma relação de dependência significativa com o efeito do ataque (X2=36,781; p=0,012) (tabela 3), demonstrando que o ponto no ataque ocorreu mais do que o esperado após o saque suspensão colocado e menos após o saque suspensão potente.

 

 

Ao analisar o ataque que permitiu contra-ataque organizado, observou-se que este ocorreu mais do que o esperado após a realização do saque suspensão potente (3,6) e menos após o saque suspensão colocado (-2,2) e saque suspensão flutuante colocado (-2,2). Além disso, o erro de ataque decorrente do bloqueio adversário ocorreu mais do que o esperado após o saque suspensão flutuante colocado (2,0).

Verificou-se que o efeito mais recorrente do ataque foi o ponto, independentemente do tipo de saque realizado. Contudo, quando foi realizado o saque suspensão potente o ponto de ataque apresentou-se com percentuais reduzidos em relação aos demais tipos de saque. Além disso, verificou-se que o saque suspensão colocado e o saque em apoio apresentaram valores superiores a 50% (60,6% e 52,6%, respectivamente) para o efeito ponto de ataque.

Desta forma, a agressividade do saque parece estar interligada com a redução das possibilidades de ataque da equipe adversária, bem como com o aumento das possibilidades de defesa da própria equipe. Estes resultados estão de acordo com o estudo de Palao et al. (2004b), que ao analisarem 33 jogos da categoria Masculina dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, verificaram que o saque mais utilizado foi o em apoio (82,6%), seguido pelo saque em suspensão potente (15,6%) e por último pelo saque em suspensão flutuante (1,8%). Contudo, o saque em suspensão potente mostrou condicionar a construção do ataque adversário e aumentar o número de bloqueios duplos (73,31%) e triplos (12,29%).

Em outro estudo, Katsikadelli (1998), ao analisar as partidas entre as seleções adultas Masculinas da Itália e da Holanda nas finais do Campeonato Mundial de 1994 e do Campeonato Europeu de 1995, constatou que o saque em suspensão potente proporcionou uma quantidade significativamente maior de erros de recepção se comparado com o saque em apoio (saque clássico). Além disso, verificou que após o saque em apoio a quantidade de jogadas combinadas do ataque adversário, as quais dificultam as ações defensivas adversárias, aumentou quando comparado ao saque em suspensão potente (94% e 83,3% respectivamente). Estes resultados refletem, em certa medida, o verificado no presente estudo, embora tenha sido aplicado em equipes adultas de alto rendimento, na medida em que a realização do saque em suspensão potente condicionou sobremaneira a organização ofensiva do adversário, verificando-se o oposto com o saque em apoio. Esta tendência conduziu a que o saque em apoio fosse praticamente extinto em jogos de alto rendimento, tanto em categorias de base como adultas.

A análise do efeito da recepção e do efeito do ataque mostra do mesmo modo uma relação de dependência entre as duas variáveis (X2=40,812; p=0,001) (tabela 4).

 

 

Deste modo verificou-se que o ponto de ataque ocorreu mais do que o esperado após a recepção que permitiu todas as opções de ataque (3,4) e menos após a recepção dirigida para cima da rede (-2,5) e recepção que não permitiu ataque organizado (2,5). Além disso, o ataque que permitiu defesa e contra ataque organizado da equipe adversária, ocorreu mais do que o esperado após a recepção dirigida para cima da rede (5,2) e menos após a recepção que permitiu todas as opções de ataque (-3,2).

Desta forma, a recepção que permitiu ataque organizado sem todas as opções de ataque e a recepção que permitiu todas as opções de ataque foram as que apresentaram maior ocorrência de pontos de ataque (44,7% e 50,7%, respectivamente). Além disso, em 34% das vezes que ocorreu a recepção dirigida para cima da rede e não permitiu ataque organizado o ataque foi defendido pelo adversário e permitiu contra-ataque organizado. Deste modo, a recepção que permitiu ataque organizado, sem todas as opções de ataque e a recepção que permitiu todas as opções de ataque induziram maior eficácia ao ataque; enquanto a recepção dirigida para cima da rede e a recepção que não permitiu ataque organizado provocaram mais o efeito de continuidade no ataque.

Deste modo, condições iniciais favoráveis à organização ofensiva mostram permitir melhores condições de finalização, assim como a superioridade do sistema ofensivo sobre o sistema defensivo. Estes resultados estão de acordo com João et al. (2006), que ao analisarem a Liga Mundial de 2001 com equipes adultas masculinas, perceberam que recepções de "fraca" qualidade (recepções que não permitiram o ataque organizado) se associavam positivamente com o efeito de erro no ataque (valor dos resíduos ajustado foi de 5,4) e recepções de "boa" qualidade (recepções que permitiram o ataque organizado) com o efeito de ponto (valor do resíduo ajustado foi de 14,7). Do mesmo modo, no estudo de Ureña et al. (2002), onde foram analisadas 1102 recepções da Liga Espanhola Masculina 98/99, os autores identificaram que a maioria das recepções foram perfeitas (66,1%), sendo que o saque em apoio flutuante foi o mais realizado (62,6%): para além disso a menor agressividade do saque promoveu maior eficácia na recepção. Ainda num outro estudo, Santos e Mesquita (2003) ao analisarem seis equipes do escalão juvenil masculino do campeonato nacional português verificaram que a recepção que apresentou qualidade "elevada" culminou em ponto do ataque e as seqüências que permitiram a defesa e posterior contra-ataque em continuidade do ataque.

Deste modo, tanto os resultados do presente estudo como os dos estudos referenciados, confirmam a elevada influência da qualidade da recepção do saque sobre a ofensividade do ataque, em equipes de elevado nível de rendimento competitivo independentemente da categoria em questão, devendo, por isso, ser uma preocupação a ser atendida no treinamento no processo de formação desportiva de longo prazo em referência ao alto rendimento.

 

Conclusão

O saque em suspensão foi o mais utilizado, tendo dificultado o sistema de recepção e posteriormente a estruturação do ataque, quando realizado na vertente potente. No ataque o efeito ponto foi o mais freqüente reiterando os resultados encontrados no voleibol masculino em equipes adultas de alto rendimento. A recepção mostrou qualidade elevada induzindo condições ofensivas favoráveis na finalização do ataque, expressas na conquista de ponto.

O presente estudo ressalva a elevada qualidade das ações de recepção e do ataque no voleibol masculino de alto nível, mesmo perante equipes da categoria juvenil. No entanto, o fato do saque em suspensão potente ter induzido condições desfavoráveis ao ataque adversário, isto é, o aumento de ocorrência de ponto, denota fragilidades ao nível da organização ofensiva do adversário as quais devem ser acauteladas no processo de treinamento desportivo.

 

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Endereço:
Gustavo De Conti Teixeira Costa
Rua Dr. Juvenal dos Santos, 431/ apto 101, B. Luxemburgo
Belo Horizonte/MG/Brasil/30380-530
tel: (31) 98058517
e-mail: conti02@hotmail.com

Recebido em: 27 de janeiro de 2010.
Aceito em: 4 de novembro de 2011.

 

 

Origem do trabalho: este artigo advém da dissertação de mestrado apresentada na Universidade do Porto intitulada: Fatores Preditores do Efeito do Ataque no Voleibol Masculino e Feminino - Estudo aplicado no Campeonato Mundial Juvenil de 2007