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Motriz: Revista de Educação Física

On-line version ISSN 1980-6574

Motriz: rev. educ. fis. (Online) vol.17 no.3 Rio Claro July/Sept. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1980-65742011000300010 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fibromialgia: nível de atividade física e qualidade do sono

 

Fibromyalgia: level of physical activity and quality of sleep

 

 

Raquel Munhoz da Silveira CamposI; Andressa SilvaI,II; Sandra Souza de QueirozI,II; Marcos Mônico NetoI,II; Suely RoizenblattI; Sergio TufikI,II,III; Marco Túlio de MelloI,II,III,*

IDepartamento de Psicobiologia da UNIFESP, São Paulo, SP, Brasil
IICentro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), São Paulo, SP, Brasil
IIIPesquisador CNPq

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

O objetivo foi identificar o nível de atividade física e sua relação com sonolência excessiva diurna e qualidade de sono em 15 mulheres com fibromialgia, com idade média de 58±7 anos. Foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física, o Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh e a Escala de Sonolência de Epworth. O programa SPSS Statistics versão 17 foi utilizado para as analises estatísticas e o valor para significância foi de α < 0,05. Os resultados evidenciaram que 33,3% das pacientes classificaram-se inativas e 66,7% minimamente ativas. Observou-se sonolência excessiva diurna em 60% das pacientes. A qualidade ruim de sono foi observada em 55,6% das pacientes minimamente ativas e em 60% das inativas. O tempo médio para adormecer foi 34,3 minutos, a eficiência do sono foi 81% e o tempo total de sono foi 5,9 horas. O baixo nível de atividade física parece ser um dos fatores capazes de piorar a qualidade do sono de mulheres com fibromialgia.

Palavras-chave: Fibromialgia. Dor. Exercício físico. Sono. Distúrbios de sono.


ABSTRACT

The objective was to identify the level of physical activity and its relation to excessive daytime sleepiness and sleep quality in 15 women with fibromyalgia and mean age 58 ± 7 years. We used the International Physical Activity Questionnaire, the Sleep Quality Index in Pittsburgh and Epworth Sleepiness Scale. We used SPSS Statistics Version 17 and the value for significance was α < 0.05. The results showed that 33,3% of patients rated themselves inactive and 66,7% minimally active. We observed excessive daytime sleepiness in 60% of patients. The poor quality of sleep was observed in 55,6% of patients in minimally active and 60% of inactive. The average time was 34,3 minutes to fall asleep, sleep efficiency was 81% and total sleep time was 5,9 hours. The low level of physical activity seems to be one of the factors that can worsen sleep quality in women with fibromyalgia.

Key words: Fibromyalgia. Pain. Exercise. Sleep. Sleep disorders.


 

 

Introdução

A Fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa que se caracteriza pela presença de dor difusa com duração superior a três meses, dor a palpação no mínimo em 11 dos 18 pontos específicos (tender points), localizados nas junções musculotendíneas ( WOLFE et al., 1990). Estes critérios são validados para população brasileira ( HAUN ; FERRAZ; POLLAK, 1999) e dentre as queixas comuns encontradas nos pacientes com FM, destaca-se além de dor, a fadiga generalizada, cefaléia, rigidez muscular, parestesia, ansiedade, depressão, exaustão ( HUDSON et al., 2009; SUTBEYAZ et al., 2009) e ainda as queixas de sono não reparador ( MOLDOFSKY et al., 1975; YUNUS ; MASI, 1985; WOLFE et al. 1995; CHERVIN et al., 2009). A associação desses sintomas pode favorecer o sedentarismo e este exercer influência na qualidade de vida nestas pacientes ( SANTOS et al., 2006).

Os distúrbios de sono são referidos por mais de 90% dos pacientes com FM, que aparentemente, apresentam interações importantes com mecanismos de modulação neuroendócrina e controle da dor, podendo estar ainda relacionados com manifestações afetivo-emocionais e cognitivas, frequentemente observadas nas síndromes dolorosas crônicas ( FERRO ; IDE; STREIT, 2008). Os distúrbios do sono comumente encontrados em pessoas com dor crônica são: a fragmentação do sono, por meio de micro despertares, diminuição do sono de ondas lentas, também conhecido como sono profundo e restaurador, diminuição da eficiência do sono, sonolência diurna excessiva dentre outros ( MOLDOFSKY et al., 1975; ROIZENBLATT et al., 2001; SMITH et al., 2009).

Há um esforço crescente para se combater os males causados pela dor crônica e sedentarismo por meio de intervenções não farmacológicas. O exercício aeróbio é apontado como capaz de promover melhora no condicionamento físico e conseqüentemente melhora no limiar de dor, na fadiga e na qualidade do sono, sendo desta forma útil no tratamento e gerenciamento da FM ( CLARK et al., 2001). O fortalecimento e o alongamento muscular também têm efeitos terapêuticos sobre a dor ( BRESSAN et al., 2008), porém, nota-se que os aspectos emocionais e psicológicos se modificam pelo exercício aeróbio, mas não no alongamento. Uma hipótese para explicar esta observação é que o treino aeróbio provoca mudanças neuroendócrinas necessárias para a melhora do humor, como aumento de serotonina e norepinefrina ( VALIM , 2006). Intervenções não medicamentosas, freqüentemente aplicadas em pacientes com FM, objetivam combater a dor, o sedentarismo e por conseqüência, acabam melhorando as queixas de sono. ( SOUZA , 2009 ; SABBAG et al., 2007; McCAIN et al., 1988; MARTINS ; MELLO; TUFIK, 2001).

Um estudo realizado recentemente, no qual foi monitorado o nível de atividade física de indivíduos com FM, observou-se que esses indivíduos apresentaram níveis reduzidos de atividade física quando comparados com indivíduos saudáveis, esse fato pode ser explicado por duas possíveis hipóteses: presença de dor ou tentativa de evitar o agravamento dos sintomas da FM, ou seja, medo de se exercitar, tornando o indivíduo cada vez mais inativo ( KOP et al., 2005).

Assim, o presente estudo teve como objetivo identificar o nível de atividade física em pacientes com FM e sua relação com sonolência excessiva diurna e a qualidade de sono.

 

Métodos

Sujeitos

Quinze mulheres com diagnóstico de FM ( WOLFE et al., 1990), foram selecionadas de forma seqüencial por um médico reumatologista. Os critérios de inclusão adotados foram: a) idade entre 45 a 75 anos; b) fase de pós-menopausa; c) escolaridade mínima de 4 anos. Os critérios de exclusão adotados foram: a) hipertensão arterial não-controlada; b) diabetes mellitus descompensada; c) tireoideopatias descompensadas; d) doenças cardiorrespiratórias; e) alterações hepáticas; f) uso de: sinvastatina, cloroquina, penicilamina, além de medicações com ação sobre o sono; g) outras doenças reumáticas, com exceção de osteoartrose de grau leve.

Os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (CEP 0866/06). Todas as voluntárias assinaram o termo de consentimento Livre e Esclarecido.

Procedimentos

Trata-se de um estudo transversal, realizado com questionários auto-administráveis. O estudo foi desenvolvido no Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE) da Associação Fundo de Incentivo à Psicofarmacologia (AFIP). As voluntárias foram recrutadas por meio de anúncios veiculados na mídia (jornal, cartaz, rádio e internet) da cidade de São Paulo.

Após a pré-seleção por meio de entrevista telefônica, seguida de consulta médica com especialista em reumatologia para confirmação do diagnóstico de FM, foi realizada entrevista por um pesquisador envolvido no estudo, para o esclarecimento de dúvidas, assinatura do termo de consentimento livre e preenchimento dos questionários.

Questionário Internacional de Atividade Física - International Physical Activity Questionnaire (IPAQ)

Este questionário foi proposto pela Organização Mundial da Saúde (1998) para mensurar o nível de atividade física. De acordo com sua pontuação, o indivíduo é classificado como ativo, minimamente ativo e inativo. Utilizou-se a versão 6 do IPAQ ( PARDINI et al., 2001).

Índice de Qualidade de sono de Pittsburgh - Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI)

Este questionário destina-se à avaliação da qualidade de sono do indivíduo por meio de questões baseadas nas noites de sono em relação ao último mês. O questionário consiste de 11 questões agrupadas em sete componetes: 1) qualidade subjetiva do sono; 2) latência para o sono; 3) duração do sono; 4) eficiência habitual do sono; 5) transtornos do sono; 6) uso de medicamentos para dormir e 7) disfunção diurna. As pontuações desses componentes são somadas para se obter uma pontuação única do PSQI, que varia de 0 a 21, sendo que pontuação de 0 a 4 indica qualidade do sono boa, de 5 a 10 indica qualidade do sono ruim e acima de 10 indica distúrbio do sono ( BUYSSE et al., 1989; BERTOLAZI , 2008).

Escala de Sonolência de Epworth (ESE)

A escala de Sonolência de Epworth avalia a sonolência excessiva diurna (SE) em que o indivíduo se imagina em situações ativas e passivas. Sendo estas: a) sentado e lendo; b) vendo TV; c) sentado em um lugar público; d) como passageiro em trem, carro ou ônibus (por uma hora sem parar); e) deitando-se à tarde para descansar; f) sentado e conversando com alguém; g) sentado calmamente após o almoço, sem álcool; h) enquanto dirige, mas está parado no trânsito por alguns minutos. Desta forma, o indivíduo responde numericamente de 0 a 3 , indicando respectivamente nenhuma, pequena, moderada e alta chance de cochilar. Os valores para classificação são os seguintes: 0 a 6 - normal; 7 a 9 - limite; 10 a 14 - leve; 15 a 20 - moderada e acima de 20 - grave ( ALÓE ; PEDROSO; TAVARES, 1997). Essa escala é simples e facilmente aplicada ( JOHNS , 2000).

 

Procedimento Estatístico

A normalidade dos dados foi verificada com o teste de Shapiro-Wilk. Os dados contínuos e semicontínuos foram descritos em média ± desvio padrão (DP). Os dados categóricos foram descritos em frequência absoluta e relativa. Para verificação da homogeneidade dos grupos (minimamente ativos versus inativos) foi utilizado o teste t student para amostras independentes, precedido do teste de homogeneidade de variâncias (Levene) e quando necessário foi utilizada a correção de Welch. Para verificar a relação entre nível de atividade física (IPAQ) e sonolência (Eporwth); e entre nível de atividade física (IPAQ) e o índice de qualidade de sono (Pittsburgh) foi utilizado o teste de qui-quadrado de Fisher. O valor adotado para significância foi de α < 0,05. Todos os dados foram analisados pelo programa estatístico SPSS Statistics versão 17.

 

Resultados

A caracterização da amostra foi composta por idade, peso, altura e IMC (Tabela 1). A idade mínima foi de 47 e a máxima de 73 anos, nota-se, pelos valores de p que se trata de uma amostra homogênea.

Na tabela 2, apresentamos as informações sobre os hábitos de sono avaliados pelo questionário Índice de Qualidade de sono de Pittsburgh. Apenas uma paciente apresentou boa qualidade de sono. Destaca-se ainda, que o tempo médio para adormecer foi de 34,3 minutos, as pacientes dormiram em média 5,9 horas, o tempo total na cama foi de 7 horas e a eficiência de sono foi de 81%.

Na figura 1A, pode-se observar a relação entre IPAQ e PSQI. Das pacientes classificadas como minimamente ativas (n=9), 44,4% destas pacientes apresentou distúrbio do sono e 55,6% apresentou qualidade de sono ruim. Como também, podemos observar que nas pacientes classificadas como inativas (n=5), 40% destas pacientes apresentou distúrbio do sono e 60% apresentou qualidade de sono ruim. Já na figura 1B temos a relação entre IPAQ e ESE. Em ambos os grupos, minimamente ativas e inativas, 60% das pacientes apresentou pontuação para classificação de sonolência diurna excessiva.

 

Discussão

Os resultados obtidos com o presente estudo demonstraram que 46,7% das pacientes apresentaram qualidade de sono ruim e 46,7% apresentaram distúrbios de sono. Os dados apontaram que todas as pacientes apresentaram baixo do nível de atividade física, sendo que 33,3% apresentaram-se inativas (n=5) e 66,7% minimamente ativas (n=10).

Atualmente a relação entre sono e exercício físico tem sido assunto de estudos e segundo a Associação Americana dos distúrbios do sono (American Sleep Disorders Association), o exercício físico é considerado como uma das melhores intervenções não farmacológicas para melhorar a qualidade de sono ( PASSOS et al., 2007 ; PASSOS et. al., 2010; YOUNGSTEDT , 2005). Dentre os modelos teóricos que buscam explicar os efeitos dos exercícios físicos sobre o sono, encontram-se as hipóteses termorregulatória, conservação de energia e restauração corporal ( DRIVER ; TAYLOR, 2000; MARTINS ; MELLO; TUFIK., 2001).

A hipótese da termorregulação fundamenta-se na evidência de que o início do sono é disparado pela redução da temperatura corporal ( CHERVIN , 2000).

A teoria da conservação de energia, assim como, a da restauração corporal apóia-se nos mecanismos homeostáticos reguladores do sono, visto que, ambas as teorias afirmam que a duração total do episódio do sono, assim como a qualidade do sono de ondas lentas, aumenta em função do aumento do gasto energético ( DRIVER ; TAYLOR, 2000). A redução do metabolismo durante o sono e sensação de fadiga descrita por sujeitos privados de sono reforçam a hipótese de que o sono tenha uma função restauradora ( MELLO ; FERNANDEZ; TUFIK, 2000).

A teoria restauradora fundamenta-se no conceito de que a condição para atividade anabólica durante o sono é favorecida após alta atividade catabólica durante a vigília. Tal hipótese é reforçada pela liberação do hormônio do crescimento durante o sono de ondas lentas ( DRIVER ; TAYLOR, 2000), possivelmente facilitando vias anabólicas musculares. Dessa forma, o exercício físico poderia facilitar o sono por reduzir as reservas energéticas corporais, o que aumentaria a necessidade de sono, principalmente do sono de ondas lentas ( MONTGOMERY ; TRINDER; PAXTON, 1982).

Há evidências de que a atividade física modula a dor em pacientes com FM, sendo que, uma das primeiras investigações demonstrou que a privação do sono diminuía o limiar de dor em sedentários, mas o mesmo não acontecia em indivíduos treinados ( MOLDOFSKY ; SCARISBRICK, 1976). Apenas uma década mais tarde, ensaios clínicos foram publicados demonstrando que exercícios aeróbios diminuem a dor na FM ( McCAIN et al., 1988). Em fibromiálgicos, o grande problema do exercício físico é que em suas fases iniciais, a dor e a fadiga podem piorar, fazendo com que as pessoas desistam da prática da atividade física precocemente ( SANTOS ; KRUEL, 2009).

Nesse sentido, o questionário IPAQ é fundamental para avaliar o nível de atividade física ( PARDINI et al., 2001), no qual em nosso estudo foi observado que nas pacientes classificadas como inativas, 40% destas pacientes apresentaram distúrbio do sono e 60% apresentaram qualidade de sono ruim (Figura 1A), demonstrando que um baixo nível de atividade física acaba prejudicando sono. Recentemente McLoughlin et al. (2011), realizaram o questionário IPAQ para comparar o nível de atividade física entre pacientes com FM e indivíduos saudáveis e demonstraram que as pacientes com FM apresentaram redução significativa do nivel de atividade física quando comprados com os individuos saudaveis, tanto na avaliacao pelo IPAQ quanto pelo acelerômetro. Um outro estudo realizado recentemente, realizou a adapatação para a lingua esponhola de dois intrumentos para avaliacao do nivel de atividade fisica, o IPAQ e o LTPAI (Instrumento de Tempo de Atividade Física), e demonstrou uma alta correlação entre esse dois intrumentos para avalair pacientes com FM ( MUNGUIA -IZQUIERDO; LEGAZ-ARRESE; MANNERKORPI, 2011).

Na literatura há inumeros artigos demonstrando que a realização da atividade física em pessoas com FM produz reduções clinicamente relevantes da percepção de déficits funcionais, melhora da dor e da qualidade de vida ( FONTAINE et al., 2010; JONES et al., 2006; PANTON et al., 2006; SABBAG et al., 2007).

No entanto, pessoas com FM geralmente necessitam de um período maior e de mais esforço pessoal para adaptar-se a programas de exercício, por isso, a progressão da carga deve ser mais lenta que o habitual nos exercícios de força muscular ( McCAIN et al., 1988). Treinos de curta duração não demonstraram melhora na qualidade de vida ( BUCKELEW et al., 1998), enquanto programas de treinamentos mais longos, com duração maior que 15 semanas conseguiram observar melhora em vários aspectos, inclusive na qualidade de vida ( MANNERKORPI et al., 2000; VAN SANTEN et al., 2002).

Os exercícios físicos podem auxiliar no tratamento da dor crônica, ( SOUZA , 2009) na prevenção de alguns distúrbios do ciclo sono-vigília ( VAN SANTEN et al., 2002) através da diminuição da fragmentação do sono, aumento do tempo de sono de ondas lentas e diminuição da latência para o início do sono ( MARTINS ; MELLO; TUFIK, 2001).

Diante do exposto, acreditamos que o exercício físico também possa ser benéfico para a qualidade de sono em pacientes com FM. Uma vez que, as pacientes com FM apresentam aumento da latência para o sono ( HORNE ; SHACKELL, 1991; BRANCO ; ATALAIA; PAIVA, 1994) e diminuição da eficiência de sono ( WITTIG et al., 1982). Observamos no presente estudo que tanto nas pacientes que apresentaram-se minimamente ativas quanto nas inativas a sonolência excessiva diurna esteve presente em 60% das pacientes. Quanto aos dados qualitativos de sono, as pacientes apresentaram latência de sono média de 34 minutos, sendo que latência de sono considerada normal deve ser abaixo de 30 minutos.

A eficiência do sono é composta pelo tempo em que um indivíduo dorme, em relação ao tempo total que se manteve na cama durante o sono noturno e deve ser superior a 85% ( FERNANDES , 2006; TUFIK , 2008). No presente estudo, as pacientes apresentaram diminuição da eficiência do sono, com média de 81%. Esses dados corroboram com os dados encontrados na literatura, que apontam alterações no padrão de sono de indivíduos com FM e diminuição da eficiência de sono ( WOLFE et al., 1990; ROIZENBLATT et al., 2001; SMITH et al., 2009).

A maioria dos adultos não se sente completamente satisfeitos com menos de 7 horas de sono por dia, embora as demandas socioculturais habitualmente os forcem a dormir menos do que sua necessidade endógena. Assim, a necessidade diária de sono varia em média de 5 a 8 horas ( TUFIK , 2008). O tempo total de sono encontrados no presente estudo foi em torno de 5 horas, o que pode ser considerado insuficiente e não restaurador para essas pacientes.

Moldofsky et al (1975) na década de 70 foram os pioneiros nos estudos com sono e FM, e já relatavam a diminuição da eficiência do sono e do tempo total de sono, como observado no presente estudo. Talvez isso possa ser explicado pela presença da intrusão da atividade alfa durante o sono REM, sendo esta análise possível apenas com o exame de polissonografia ( MOLDOFSKY et al., 1975). Estas alterações podem relacionar-se com a presença da sensação de vigília durante o sono, sonolência diurna, e sensação subjetiva do sono não restaurador ( HORNE ; SHACKELL, 1991). Uma possível limitação, neste estudo pode ser à falta de um grupo controle, mas em se tratando de um estudo transversal esta limitação pode ser minimizada.

 

Conclusões

O baixo nível de atividade física parece ser também um dos fatores influenciadores da baixa qualidade de sono nas pacientes com FM, com conseqüência direta na variável sonolência excessiva diurna. Acreditamos que a ausência de diferenças estatisticamente significativas entre os grupos classificados como minimamente ativos e inativos, seja devido ao tamanho de nossa amostra, sendo este um fator de limitação do nosso estudo a ser solucionado em pesquisas futuras. No entanto, os resultados qualitativos podem ser ponderados no tratamento global de pessoas com FM, dado sua influência no desempenho físico-funcional das atividades de vida diária de pessoas que sofrem de distúrbios do sono, sonolência excessiva diurna e FM.

A continuidade de pesquisa neste tema visa ainda a elaboração de estratégias de orientações para mudança de hábitos de vida, por meio de incentivo à inclusão de pessoas com FM em programas de exercício físico regular.

 

Agradecimento

Os autores agradecem ao Leandro Stetner Antonietti pela ajuda na análise estatística.

 

Referências

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Origem do trabalho: Derivado do trabalho de conclusão do curso da Especialização em "ATIVIDADE FÍSICA, EXERCÍCIO FÍSICO E OS ASPECTOS PSICOBIOLÓGICOS" da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), no ano de 2009.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Marco Túlio de Mello
Departamento de Psicobiologia - UNIFESP
Rua Francisco de Castro 93, Vila Clementino
São Paulo SP Brasil
04020-050
Telefone/Fax: (11) 5572.0177
e-mail: tmello@demello.net.br

Recebido em: 7 de junho de 2010.
Aceito em: 3 de março de 2011.

 

 

Origem do trabalho: Derivado do trabalho de conclusão do curso da Especialização em "ATIVIDADE FÍSICA, EXERCÍCIO FÍSICO E OS ASPECTOS PSICOBIOLÓGICOS" da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), no ano de 2009.