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Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas

Print version ISSN 1981-8122On-line version ISSN 2178-2547

Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciênc. hum. vol.13 no.2 Belém May/Aug. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1981.81222018000200012 

RESENHAS

Hugues de Varine, singular e plural: memórias sobre museologias comunitárias

Hugues de Varine, singular and plural: memories of community museologies

Clovis Carvalho BrittoI 

Roberto Fernandes dos Santos JúniorII 

1Universidade de Brasília(clovisbritto5@hotmail.com)

2Universidade Federal da Bahia(roberto.agroifect@gmail.com)

VARINE, Hugues de. L’écomusée singulier et pluriel, : un témoignage sur cinquante ans de muséologie communautaire dans le monde. Paris: L’Harmattan, 2017. 304p. Muséologies, ISBN: 978-2-343-11878-9.

Porque eu nunca quis dar conselhos ou fingir orientar os projetos: eu queria manter o meu lugar estrangeiro ou de observador participante, os atores locais que decidiriam o que queriam e poderiam fazer a partir deles mesmos. Meus relatórios são realmente notas de visitas que contêm minhas reações subjetivas e questões que eu observava a partir dessa experiência.

(Hugues de Varine inSantos Júnior, 2017, p. 78).

O trecho da entrevista em epígrafe traduz o cerne de “L’écomusée singulier et pluriel: un témoignage sur cinquante ans de muséologie communautaire dans le monde”, recente livro de Hugues de Varine, especialmente quando revela que enfrentou o ‘desafio da proximidade’, ao registrar momentos significativos da história da Museologia. Utilizamos essa expressão, amparados no entendimento de Gilberto Velho, quando reconheceu os desafios do pesquisador que analisa “[...] situações com as quais tem algum tipo de envolvimento e das quais participa” (Velho, 2003, p. 18). Talvez, por essa razão, a obra apresente um tom ensaístico, com mescla de testemunho, autobiografia e reflexão científica, reconstruindo a trajetória do campo intelectual do século XX e XXI em um período significativo que impactou as epistemologias. Varine é um narrador privilegiado desse processo, ocupando importantes posições no contexto dos museus e das museologias. As reações subjetivas e as questões oriundas de suas experiências nesse espaço simbólico de produção contribuem para a construção de um painel da diversidade do pensamento museológico e da própria trajetória da disciplina que pratica.

Hugues de Varine nasceu em 1935, na França. É formado em história e possui pós-graduação na mesma área. Pouco depois de concluir a graduação, fez o curso da Escola do Louvre, o qual se recusou a concluir. Alguns anos após essa desistência, tornou-se membro do Conselho Internacional de Museus (ICOM), assumindo a vice-diretoria dele e, posteriormente, a direção geral. Entre os pesquisadores, as suas contribuições são consenso no que diz respeito à produção teórica no campo museológico e à implantação de museus comunitários. Em grande parte, os trabalhos apresentam estudos de caso de projetos ou iniciativas sobre as práticas metodológicas por ele conduzidas em diferentes partes do mundo. Varine possui importantes publicações sobre a Nova Museologia e os museus comunitários, assim como André Desvallés, Mário Moutinho e Pierre Mayrand. Integrou o Ecomuseu de Creusot-Montceau, na França, projeto pioneiro, que teve a participação de nomes como Georges Henri Rivière, Marcel Évrard e Mathilde Bellaigue. É membro do Movimento Internacional para uma Nova Museologia (MINOM), realizando atualmente atividades como consultor internacional em patrimônio e desenvolvimento comunitário.

Este pesquisador assume a guarda de momentos significativos da memória do pensamento museológico contemporâneo e torna-se um personagem emblemático, por ser um dos pioneiros na reflexão e na difusão da Museologia Comunitária, obtendo reconhecimento em âmbito internacional. Com trajetória de longa duração, que atravessou o século XX, ele ainda impacta o pensamento em torno dos museus no que, metodologicamente, propicia recuperar aspectos significativos da história da disciplina e visualizar as reverberações de seu pensamento em discussões teóricas e em projetos de intervenção. Os discursos e as atividades de Hugues de Varine endossam a importância de seu papel, especialmente por integrar momentos cruciais na formulação de uma outra forma de pensar o campo dos museus, por isso torna-se um dos importantes ‘guardiões da memória’ sobre diferentes processos de Museologia Comunitária. Além disso, “A guarda de uma memória comum é fator essencial na formação e manutenção de grupos (de tamanhos e tipos variados), bem como é elemento-base de sua transformação” (Gomes, 1996, p. 6-7). Nesse sentido, ao reconstruir determinados aspectos de sua trajetória de vida (e de outros agentes), é possível recuperar momentos centrais da história da própria Museologia. Na verdade, a trajetória de Varine está imbricada com a história da Museologia, por isso há um tom testemunhal que atravessa seus escritos, tornando-se indício significativo para a compreensão das transformações do pensamento museológico, conforme registrou na apresentação de sua obra “As raízes do futuro: o patrimônio a serviço do desenvolvimento local”: “[...] apresentar uma experiência pessoal, única e subjetiva, que é também um testemunho” (Varine, 2012, p. 7).

De acordo com Philippe Artières, realizamos o arquivamento de nossa vida no intuito de responder a uma injunção social. Nessa trama de ‘arquivamento do eu’, são realizadas rasuras, omissões, destaques de determinadas passagens e silenciamentos de outras. Essa prática apresenta uma intenção biográfica: “Arquivar a própria vida é se pôr no espelho, é contrapor à imagem social a imagem íntima de si próprio, e nesse sentido o arquivamento do eu é uma prática de construção de si mesmo e de resistência” (Artières, 1998, p. 11).

Essa vocação para o testemunho ou intenção deliberada em ‘escrever a própria vida’, que atravessa a produção intelectual de Hugues de Varine, ganha centralidade em seu mais recente livro, lançado em francês pela Editora L’Harmattan, integrando a coleção “Muséologies”. O subtítulo da obra anuncia o intuito de promover uma ‘vigilância comemorativa’, ao tentar estabelecer marcos, eleger experiências e agentes significativos em cinquenta anos de Museologias Comunitárias no mundo. Do mesmo modo, a eleição do teor testemunhal para compartilhar sua ‘observação participante’ confere à obra um caráter de memorial, talvez em virtude daquilo que Antônio Candido concluiu, no prefácio de “Raízes do Brasil”:

A certa altura da vida, vai ficando possível dar balanço no passado sem cair em autocomplacência, pois o nosso testemunho se torna registro da experiência de muitos, de todos que, pertencendo ao que se denomina uma geração, julgam-se a princípio diferentes uns dos outros e vão, aos poucos, ficando tão iguais, que acabam desaparecendo como indivíduos para se dissolverem nas características gerais da sua época. Então, registrar o passado não é falar de si; é falar dos que participaram de uma certa ordem de interesses e de visões de mundo, no momento particular do tempo que se deseja evocar.

(Candido, 1995, p. 9).

Nesse sentido, a obra de Hugues de Varine realiza um balanço das ideias de sua geração, elencando diferentes experiências e heranças comunitárias. Para tanto, busca uma aproximação por meio da “[...] relação estreita e prolongada com as coletividades locais, o mundo associativo e, em geral, o setor dito da economia social [...]”, concluindo que essas interfaces contribuíram para que se compreendessem “[...] os mecanismos e as interações destes atores da mudança ou da estagnação” (Varine, 1987, p. 18). Nesse contexto, observa a comunidade (coletividade local) como ponto de referência para uma subjetividade coletiva. A institucionalização (associativismo) surge enquanto elemento de referência para um desígnio de ‘existência’ enquanto comunidade constituída, que tem por anseio o ‘desenvolvimento’ de suas estruturas para um fortalecimento coletivo (economia social), a partir da formação de lideranças capazes de administrar a realidade proposta (atores de mudança) ou, conforme referido por Varine (2012, p. 50), “[...] agentes de desenvolvimento”.

Com trajetória de vida como metonímia do campo museológico, Hugues de Varine alinhava uma revisão teórica sobre os fundamentos da Nova Museologia e da Ecomuseologia com memórias de diversos processos museológicos comunitários, apresentando documentos, impressões e o estado da arte dessa discussão em âmbito internacional. Do mesmo modo, demonstra como seus posicionamentos contribuíram para a reelaboração do pensamento museológico, oxigenando a teoria nesta área e oportunizando alternativas para se pensar os objetivos, os princípios e as demandas deste campo, gerando, assim, outras heranças. Trata-se de sublinhar os antecedentes e os descendentes da Museologia, para utilizarmos uma expressão cara a Chagas (2003), ou a reconhecermos – nos moldes destacados por Bruno (2008) – permeada pelos caminhos do enquadramento, do tratamento e da extroversão da herança patrimonial.

Talvez, por essa razão, ele inicia “L’écomusée singulier et pluriel” informando que esta obra consiste em um relato de sua experiência pessoal e que não resulta de nenhuma pesquisa bibliográfica, mas sim de cinquenta anos enfrentando o “[...] desafio da proximidade [...]” (Velho, 2003, p. 11). Para tanto, apresenta os contextos e os precursores dos ecomuseus (entendidos como contundentes exemplos de Museologia Comunitária), sublinhando a importância de pioneiros como Mario Vázquez (México), Pablo Toucet (Niger), John Kinard (Estados Unidos) e Georges Henri Rivière (França), e explanando o contexto geopolítico internacional. Na verdade, demonstra como os debates promovidos pelos movimentos sociais na segunda metade do século XX, especialmente relacionados às questões ambientais e ao papel transformador da educação, impactaram diversos campos do conhecimento, que problematizaram paradigmas vigentes. Sublinha os movimentos de direitos civis, as pesquisas sobre identidades nacionais e locais, a emergência do nacionalismo nos países recém-libertos do colonialismo e a influência de pensadores e de militantes, que revolucionaram o mundo dos museus com suas ideias.

No primeiro capítulo, intitulado “Antes do Ecomuseu”, Varine evidencia os diferentes contextos que permitiram as mudanças no paradigma da Museologia a partir das ideias de desenvolvimento social e da importância das questões ambientais. No segundo, “História de uma palavra”, relembra os bastidores de como inventou o termo ‘ecomuseu’, as primeiras tentativas de definição criadas por ele e por Georges Henri Rivière, os impactos de sua experiência no Ecomuseu da Comunidade Urbana de Creusot-Montceau, na França, culminando nas relações entre esses espaços e o movimento da Nova Museologia, a partir de um conjunto de experiências, a exemplo da Mesa de Santiago do Chile, em 1972; da Reunião do Comitê do ICOM para a Educação, em 1976; e da criação do MINOM, em 1985.

O terceiro capítulo dedica-se ao “Museu da Nova Museologia”, explicitando eventos que evidenciaram um novo modelo museal, em especial a 9ª Conferência Geral do ICOM (1971), a Mesa Redonda de Santiago do Chile (1972), a Conferência do Comitê Internacional para a Educação e Ação Cultura (CECA) (1976), bem como algumas outras experiências que culminaram na criação do MINOM, para fins de organização e de formulação de reflexões-ações em Museologia Comunitária.

Nesta obra, são dedicados quatro capítulos para relatar as experiências do próprio autor nos ecomuseus da França, da Itália, de Portugal, da Espanha, da Suécia, da Noruega, do Canadá, do Japão, da China e do Brasil. Os títulos dos capítulos anunciam essa tentativa de mapeamento de práticas: “O Ecomuseu francês”, “Práticas nacionais”, “Viagens para os ecomuseus italianos” e “Heranças e comunidades no Brasil”. Essa espécie de roteiro contribui para a visualização das especificidades e das similitudes entre os diferentes contextos onde se configuraram e configuram Museologias Comunitárias e para aquilo que poderíamos designar, inspirados na propositura de Pierre Bourdieu, como uma ‘teoria da prática’:

Compreender trabalhos científicos que, diferentemente dos textos teóricos, exigem não a contemplação mas a aplicação prática, é fazer funcionar praticamente, a respeito de um objecto diferente [...] que nele se exprime, é reactivá-lo num novo acto de produção [...]

(Bourdieu, 1989, p. 63-64).

Esta proposta foi anteriormente esboçada em “As raízes do futuro”, obra na qual Varine (2012) sugere ‘fichas práticas’ que orientariam estudos in loco, visando a execução de projetos de implantação de museus comunitários.

Nesses relatos, destacamos o sétimo capítulo, no qual há a narração das experiências museológicas brasileiras, pautadas na participação comunitária. O autor apresenta uma tipologia dos museus comunitários no país, um estado da arte da literatura sobre a temática, elegendo como exemplos o Ecomuseu Comunitário de Santa Cruz (Rio de Janeiro/RJ), o Ecomuseu da Serra de Ouro Preto (Ouro Preto/MG) e o Ecomuseu da Amazônia (Belém/PA), projetos que contaram com sua consultoria. No mesmo sentido, reitera a importância do pensamento e da militância de Paulo Freire no campo dos museus e das Museologias Comunitárias. Na verdade, em diversas entrevistas, Hugues de Varine destacou o impacto proporcionado pela atuação e pelas obras de Freire em seu pensamento-ação:

[...] li suas obras em inglês ou francês quando estavam disponíveis. Minha participação no INODEP1 era absolutamente voluntária e independente do meu trabalho como diretor do ICOM, mas pude, naturalmente, utilizar o que aprendia com Paulo no INODEP no meu trabalho no ICOM.

(Chagas, 1996, p. 9).

No oitavo capítulo, “O que faz o Ecomuseu”, Varine salienta as particularidades do ecomuseu enquanto uma ferramenta em processo, que propõe articular território, comunidade e patrimônio. Esses contornos encaminham para as reflexões apresentadas no nono capítulo, intitulado “Diversidade e singularidade dos Ecomuseus”. Nele, o autor detalha as dimensões social, ecológica e econômica que caracterizariam os ecomuseus e, ao mesmo tempo, sublinha a necessidade de respeitar a diversidade de experiências a partir dos múltiplos contextos e dos agentes comunitários. Essas provocações explicitam uma preocupação anunciada por Varine em 1979, quando reconheceu os museus como fruto de um empreendimento colonialista: “[...] a descolonização que se registrou mais tarde foi política, mas não cultural” (Varine, 1979, p. 12). Na verdade, o autor apresenta em “L’écomusée singulier et pluriel” alguns estudos de caso que contribuíram, a seu ver, para efetuar essa descolonização ao longo das últimas décadas. Uma pergunta intitula o último capítulo do livro: “Qual o futuro do Ecomuseu?”. Para tanto, o autor destaca alguns riscos enfrentados pelos museus comunitários, a exemplo dos contextos políticos e econômicos, das tensões contemporâneas em torno de pertencimento, das mudanças no entendimento de coleção, de patrimonialização e de musealização e dos novos contornos de profissionalização em Museologia e Patrimônio. Destaca, assim, o cuidado com as legislações sobre os territórios, a criação de estratégias de rede, o fortalecimento de políticas de desenvolvimento sustentável e de organização territorial solidária como algumas das possibilidades de enfrentamento.

Por fim, os contornos autobiográficos também podem ser evidenciados na apresentação da listagem de obras, intitulada “Minha biblioteca ecomuseal”. O autor encerra o livro com uma bibliografia multilíngue de textos, que considera significativos no campo dos ecomuseus. Conclui a obra nos moldes apresentados por Walter Benjamin, no texto “Desempacotando minha biblioteca”. Nesses moldes, o intuito foi compreender o mundo mental contido no ato de colecionar, as relações poéticas e políticas: “Este processo ou qualquer outro é apenas um dique contra a maré de água viva de recordações que chega rolando na direção de todo colecionador ocupado com o que é seu” (Benjamin, 2000, p. 227).

Recomendamos a leitura de “L’écomusée singulier et pluriel”. Ao mergulhar nessa água viva de recordações, Hugues de Varine generosamente desempacota (e reorganiza) aspectos de sua trajetória, compartilha sua coleção de memórias em torno de Museologias Comunitárias, não deixando que o tempo passe tudo a raso. Enfrenta, assim, as dificuldades apresentadas pelo ‘desafio da proximidade’, oportunizando reflexões conceituais e exemplos práticos de alguns caminhos singulares e plurais que o acompanharam nas últimas décadas.

1Instituto Ecumênico para o Desenvolvimento dos Povos, organização não governamental de vocação internacional e composição ecumênica.

REFERÊNCIAS

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