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Revista Gaúcha de Enfermagem

versão On-line ISSN 1983-1447

Rev. Gaúcha Enferm. (Online) vol.30 no.4 Porto Alegre out./dez. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472009000400023 

ARTIGO DE REFLEXÃO

 

Saúde coletiva na perspectiva ecossistêmica: uma possibilidade de ações do enfermeiro

 

Salud colectiva en perspectiva ecosistémica: una posibilidad de la acción de enfermeros

 

Collective health in the ecosystemic perspective: a possibility of actions of the nurse

 

 

Mateus Casanova dos SantosI; Hedi Crecencia Heckler de SiqueiraII; Jose Richard de Sosa SilvaIII

IEnfermeiro Especialista em Saúde Coletiva e em Acupuntura e Ele-troacupuntura, Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade Atlântico Sul de Pelotas/Anhanguera Educacional, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil
IIDoutora em Enfermagem, Especialista em Metodologia da Pesquisa e Administração Hospitalar, Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Docente do Curso de Enfermagem da Faculdade Atlântico Sul de Pelotas/Anhanguera Educacional, Membro Líder do Núcleo de Estudo e Pesquisa Gerenciamento Ecossistêmico em Enfermagem/Saúde (GEES), Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil
IIIMestre em Enfermagem, Docente e Coordenador do Curso de Enfermagem da Faculdade Atlântico Sul de Pelotas/Anhanguera Educacional, Membro do Núcleo de Estudo e Pesquisa GEES, Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

Endereço do autor

 

 


RESUMO

O arcabouço da saúde coletiva ao buscar estratégias de proteção ao meio ambiente desenvolve uma prática da consciência ecossistêmica. As práticas ecológicas reconhecem o direito do ser humano de viver em um ambiente saudável e adequado, e a ser informado sobre os riscos do ambiente em relação à saúde e seu bem-estar. O presente trabalho tem por objetivo tecer uma discussão teórico-reflexiva sobre a adoção das práticas ecológicas urbanas em comunidades e sua relação com a saúde coletiva e vislumbrar possibilidades de inserção das ações do enfermeiro neste espaço. As ações da dialogicidade, da discussão estimulativa, da aproximação do enfermeiro com o habitat do ser humano, são capazes de encontrar reciprocidade na saúde coletiva e ao enfoque ecossistêmico. O respeito as suas crenças e ao seu conhecer em relação as suas necessidades em saúde, pode traduzir-se, objetivamente, na promoção da consciência ecológica e do espírito coletivo voltado para a cidadania.

Descritores: Ecossistema. Saúde pública. Fenômenos ecológicos e ambientais. Papel do profissional de enfermagem.


RESUMEN

El delineamiento de la salud colectiva al buscar estrategias de protección al medioambiente desarrolla una práctica de la consciencia ecosistémica. Las prácticas ecológicas reconocen el derecho del ser humano de vivir en un ambiente saludable y adecuado, y a ser informado sobre los riesgos del ambiente en relación a la salud y su bienestar. El presente trabajo tiene por objetivo tejer una discusión teórico-reflexiva sobre la adopción de las prácticas ecológicas urbanas en comunidades y su relación con la salud colectiva y vislumbrar posibilidades de inserción de las acciones del enfermero en este espacio. Las acciones de la dialogicidad, de la discusión estimulativa, de la aproximación del enfermero con el hábitat del ser humano, son capaces de encontrar reciprocidad en la salud colectiva y al enfoque ecosistémico. El respeto a sus creencias y a su  conocimiento en relación a sus necesidades en salud, puede traducirse, objetivamente, en la promoción de la consciencia ecológica y del espíritu colectivo vuelto a la ciudadanía.

Descriptores: Ecosistema. Salud pública. Fenómenos ecológicos y ambientales. Rol de la enfermera.


ABSTRACT

The understructure of the collective health as looking for strategies of protection to the environment also develops a practice of ecosystemic conscience. The ecological practices recognize the right of the human being of living in a healthy and appropriate environment, and being informed about the risks of the environment regarding the health and his welfare. The aim of this present work is stimulate a discussion reflexive-theoretically on the adoption of the ecological urbane practices in communities and the relation with the collective health and to glimpse insertion possibilities of the actions of the nurse in this space. The conversations actions, a stimulative discussion and approximation of the nurse with the habitat of the human, are able to find reciprocity in the collective health and to the ecosystemic approach. The respect his beliefs and to his to know in relation his necessities in health, can come across, objectively, in the promotion of the ecological conscience and of the collective spirit turned to the citizenship.

Descriptors: Ecosystem. Public health. Ecological and environmental phenomena. Nurse's role.


 

 

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O ecossistema entendido como comunidade de organismos que interagem entre si e mantém relação com o ambiente em que vivem concebe o ser humano como elemento integrante dessa comunidade. O conjunto de elementos, estruturantes dessa realidade, ao relacionar-se entre si, é capaz de construir verdadeiras redes no espaço em que co-habita e desenvolver-se de forma harmoniosa e saudável.

Olhando sob essa perspectiva, o ecossistêmico é um conjunto de elementos interdependentes, integrados, formando o espaço/território/ambiente(1), lugar onde a rede de relações humanas perpetua a sua cultura pela contínua transferência de matéria e energia entre os seres vivos e o meio.

Seguindo nessa linha de pensamento, entende-se que o ecossistema possui padrões relacionais intrínsecos e extrínsecos. Enquanto os padrões intrínsecos realizam as relações com a rede local, formando o seu microssistema, os padrões extrínsecos, se inter-relacionam com outros territórios, trocam, importam e exportam informações e têm como pressupostos os meso e macrossistemas(2). O estudo detalhado dos ecossistemas mostra que a maioria das relações entre organismos vivos são essencialmente cooperativas, caracterizadas pela coexistência e a interdependência, e simbióticas em vários graus(3).

Nesse ínterim, salienta-se como ponto provocativo de discussão uma experiência bem sucedida com a adoção de práticas ecológicas urbanas em uma comunidade no município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil(4). Foi possível perceber nesta comunidade o quanto a saúde coletiva tende a crescer junto ao enfoque ecossistêmico, situação já apreendida em outros trabalhos(5,6).

A preocupação inerente ao espaço/território-cultural mais saudáveis nas comunidades induz às práticas ecológicas urbanas(4). Nessa conjuntura, agregam-se valores de preservação e proteção ambiental, percepção do lugar do homem no meio ambiente, desenvolvimento da perspectiva da educação ambiental como uma necessidade da comunidade e olho vivo de que o meio ambiente tem estreita relação com questões sociais(4,7). Além disso, a reflexão ecossistêmica instiga ao uso sustentável do espaço físico e dos recursos naturais, acirra a considerar o destino adequado dos resíduos domésticos com separação e reciclagem do lixo visando à diminuição de enfermidades correlacionadas(4,8), o que significa gerenciar as ações coletivas em busca de um espaço mais saudável. Por conseguinte, existem laços estreitos entre o gerenciamento ecossistêmico, o cuidado com o meio ambiente e a saúde coletiva que de maneira integrada buscam o bem-estar da comunidade, seu espaço/território-cultural sustentável.

Neste mesmo contexto enquadram-se os princípios de agroecologia(8-12), plantio de mudas visando à arborização e ampliação da área verde, assim como o cultivo de hortaliças, legumes e plantas medicinais(4,10,12-14), o que provoca a diminuição de pragas e doenças relacionadas a resíduos putrefeitos, inclusive contribuindo para o espírito de cidadania voltado para a saúde. Além desses aspectos inclui-se nesse patamar a questão estética que leva o ser humano a sentir-se mais útil, participativo com o seu ambiente. Esses sentimentos, automaticamente, elevam o seu status e com isso, a sua auto-estima e o pertencimento perante o grupo que compõe o ambiente ecossistêmico.

As práticas ecológicas urbanas como estratégia em saúde coletiva denotam a importância do trabalho social a ser desenvolvido em conjunto com a comunidade. Na prática profissional do enfermeiro, através da consulta de enfermagem na atenção básica em saúde, dispõe-se de um espaço adequado para o diagnóstico situacional de cada realidade dos clientes. A visão ecológica e seus princípios, apoia-se em ações coletivas, nas trocas entre as pessoas, na alteridade, no convívio, no respeito e no cuidado com a natureza.

Experiências bem sucedidas evidenciam que existem métodos que suscitam idéias inovadoras capazes de modificar o pensar e fazer das pessoas e assim levá-las a uma vida mais saudável(4,14). Isso pode ser facilmente percebido pela fala a seguir, extraída da monografia(14-16) intitulada "Resgatando a integralidade holística nas práticas de cuidado complementar em saúde", projeto aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas, ofício 009/05, em que se entrevistou 21 sujeitos responsáveis em aplicar cuidados complementares em saúde não-convencionais. O estudo, observando a Resolução 196/96(16), foi realizado no município de Pelotas, Rio Grande do Sul, em pontos de referência com práticas de cuidado complementar, alternativo, ecológico e/ou natural:

[…] O pensamento novo é de ver o ser humano como um ser completo, conectado: com a realidade atual, com a condição do planeta, com a sua realidade interior, uma ecologia interior que hoje ele tem que desenvolver, com o ambiente e de uma forma afetiva com as pessoas ao seu redor. Por que o planeta está assim? O planeta está assim porque o ser humano está dissociado da Natureza. […] É assim que eu vejo o homem, ele unido à Natureza, tirando da Natureza tudo aquilo que ela lhe oferece com todo o sustento para a sua vida, sua saúde e sua manutenção […] (entrevista).

A partir desse relato, é possível observar que a teoria ecossistêmica repercute sobremaneira na saúde coletiva e inclusive ambas reforçam a determinação social do processo saúde-doença, o trabalho em redes e em equipes multiprofissionais(15), a intersetorialidade, a otimização dos recursos em prol da sustentabilidade dos sistemas, a integração de saberes entre os sistemas(2), e, a mais notável: a visão de um organismo social e a construção da cidadania(4).

Objetiva-se tecer uma discussão teórico-reflexiva sobre a adoção das práticas ecológicas urbanas em comunidades e sua relação com a saúde coletiva e vislumbrar possibilidades de inserção das ações do enfermeiro neste espaço.

 

TRILHAS/ESTRATÉGIAS QUE PODEM SER SEGUIDAS PARA UMA PRÁTICA DA CONSCIÊNCIA ECOSSISTÊMICA: INCLUSÃO DO ENFERMEIRO

A questão ambiental vem influenciando e sendo incorporada às discussões da promoção da saúde, integrando as abordagens ecossistêmicas aos problemas de saúde coletiva. Ao discutir o conceito de saúde ecossistêmica, pretende-se incorporar e transcender, numa perspectiva transdisciplinar, diferentes campos de saberes, como a ecologia, a saúde pública, a economia e as ciências sociais e humanas.

Partindo do diagnóstico e da análise da situação ecossistêmica em saúde, e relacionando-o no cenário e no contexto das práticas ecológicas urbanas, é imprescindível destacar algumas dimensões e aspectos que poderão contribuir como estratégias em saúde para o desenvolvimento de comunidades mais saudáveis. Na comunidade há o intercâmbio entre a cultura e a natura, construindo redes entre os elementos que compõem essa coletividade(3).

Tendo em vista a saúde – como a vida, ela é sempre feita em coletivos. Mesmo quando estamos "sós" na experiência do adoecer, estamos intercomunicados com os outros e com o mundo. O importante é sentir que, seja como for, fazemos parte ativa de sociedades e culturas e somos, nós próprios, feitos também dessas sociedades e culturas. Essa consciência que resulta do pensar e sentir é uma consciência afetiva, uma consciência crítica, lúdica e sensível de fazer parte.

O fluxo do equilíbrio dinâmico, entre todos os elementos do ecossistema de uma comunidade, é fator que nutre a rede social local e por isso precisa ser entendida como um bem comum, construído e a ser conservado pelo coletivo. Essa rede social local forma um organismo próprio e pode-se dizer que repercute no sistema como um todo(3,14).

Esse ressoar coletivo gera a consciência ecossistêmica. Entende-se aqui por consciência ecossistêmica a percepção de um homem interligado com o todo que o cerca, a conexão homem-natureza-cosmos(3,11), desenvolvendo uma consciência coletiva de alteridade, amor ao próximo e de respeito ao homem-natureza(14) junto aos mais variados sistemas que integram e interagem com o todo.

A saúde coletiva como tema da prática de saúde sob distintas perspectivas emerge, através da Reforma Sanitária, no campo teórico-prático brasileiro, repercutindo ideais em saúde que envolvem os indivíduos, as comunidades e os demais grupos de maneira integrada(5) e, porventura, ecossistêmica. Em seu delineamento científico, ela reforça a proteção ao meio ambiente como uma prática da consciência ambiental. As práticas ecológicas urbanas podem tornar-se uma estratégia de ação ambiental, basicamente preventiva e participativa em nível local, que reconhece o direito do ser humano de viver em um ambiente saudável e adequado, e a ser informado sobre os riscos do ambiente em relação à saúde e bem-estar. Ao mesmo tempo, define responsabilidades e deveres em relação à proteção, conservação e recuperação do ambiente e da saúde e, sobremodo, desenvolve a educação ambiental através da ampliação da relação homem-natureza, da alimentação saudável e do estímulo aos hábitos saudáveis de vida(4,11,14).

O homem cidadão percebe em si próprio a integração ao todo. Nesse todo "cidadão" mora a semente da vontade coletiva que alimenta as comunidades e as redes humanas. Os princípios de alteridade e amor entre as pessoas(14) são forças-liga desse tecido conjuntivo social que deve ser sempre renovado de vitalidade e saberes em saúde para se tornar saudável e integrado a um ambiente salutar, onde cultura e natura interagem em harmonia e no qual homem e natureza são um só.

O enfermeiro em sua práxis profissional se torna um agente promotor em saúde, podendo tratar a pessoa em sua totalidade. Desde a consulta de enfermagem até as atividades de educação em saúde, desenvolvidas na comunidade, a consciência ambiental tem seu espaço garantido. É possível promover o cuidado com o homem-natureza, semeando saberes ecológicos de proteção ambiental nas moradias, nos ambientes de trabalho, na diversidade dos espaços que ocupa. É, igualmente, importante fomentar a responsabilização dos indivíduos, estimular a liderança local nas comunidades para as questões ambientais e dialogar, constantemente, com os usuários dos diferentes espaços para incentivar trocas de experiências de práticas ecológicas urbanas. Essas, possivelmente, operadas através do cultivo de hortaliças e plantas medicinais, reaproveitamento de resíduos domésticos, cuidados com a água e outros bens não renováveis. Além disso, também fazem parte desse processo a higienização do espaço/território-lugar que ocupa, execução de práticas agroecológicas, adequação na construção das moradias em morros e encostas, reaproveitamento e manutenção do espaço natural em áreas verdes, entre outros. Essas práticas são capazes de auxiliar na proteção ao meio ambiente como uma prática da consciência ambiental.

As ações ecossistêmicas como práticas ecológicas podem estar imbricadas inclusive no trabalho da equipe de saúde multiprofissional através, por exemplo, da discussão do descarte e do destino adequado dos resíduos das instituições de saúde, do processo de trabalho interdisciplinar em equipe, da relação ecológica entre o profissional de saúde e a comunidade e da relação entre a comunidade e o seu espaço/território/ambiente.

Nesse tipo de abordagem profissional, que pode ser realizado pelo enfermeiro nos diferentes espaços que ocupa, observa-se que o espírito de cidadania voltado ao coletivo é, constantemente, retroalimentado com a comunidade, construindo co-responsabilização e consciência ecossistêmica.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A distinta relação entre o homem e o seu habitat gera repercussões em todo o sistema, pois as interligações são constantes. A adoção de práticas mais saudáveis, que respeitam princípios ecológicos de convivência na natureza, beneficia a vida, a saúde e o equilíbrio dinâmico nos espaços/territórios/ambientes habitados pelo homem e do próprio homem como um todo, pois ele é natureza.

O enfermeiro, ao adotar uma visão ecossistêmica no processo de educação em saúde, no exercício profissional, ao atender o indivíduo em seu todo, tem a oportunidade de progredir nessa relação de bem-estar através da aprendizagem/ensino para a adoção de práticas ecológicas urbanas, percebendo, em cada momento, o contexto dessa relação com a saúde coletiva.

As práticas ecológicas na saúde coletiva são caminhos potenciais que complementam o fazer saúde e produzem compromissos de ação no mundo capazes de vencer o comodismo, a ociosidade e o sedentarismo dos indivíduos e das coletividades. Inclusive, otimiza os recursos ambientais das comunidades com a valorização da cultura local(4), promovendo a construção da auto-estima, da consciência de cidadania e da saúde comunitária. Ao se estimar o espaço/território que se vive, gera-se a força motriz de pertencimento local. Isso atrai os princípios de alteridade e de amor próprio ao ambiente. Esse sentir é um processo salutogênico e ecológico importante que a consciência ecossistêmica fomenta nas práticas ecológicas em saúde coletiva junto aos espaços/territórios/ambientes.

Esse texto não teve a ambição de esgotar o assunto e as possibilidades que esse tema traz à tona, tanto no próprio modo de viver como também no incremento à prática profissional do enfermeiro. Além disso, suscita apenas alguns dos pontos convergentes entre a teoria ecossistêmica e a saúde coletiva. Ainda há muito que refletir e praticar a respeito dessa intersecção conceitual de saberes. Como desafio, por que não começar? Por que não delinear métodos capazes de contribuir na inserção do enfermeiro nesse espaço e, desta forma, colaborar com a adoção das práticas ecológicas urbanas, tornando o espaço/território/ambiente mais saudável e sustentável?

Ao buscar integrar as ciências sociais na compreensão dos problemas ambientais, os enfoques ecossistêmicos de saúde, surgem como uma das possibilidades no âmbito da saúde coletiva. Porém, isso não pode ocorrer sem que se mantenha uma perspectiva crítica da sociedade e de suas dinâmicas geradoras de degradação ambiental e problemas de saúde, desde a escala local até a escala global.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço do autor:
Mateus Casanova dos Santos
Rua Dr. Ferreira Soares, 244
96020160, Pelotas, RS
E-mail: mateuscasanova@ig.com.br

Recebido em: 18/08/2009
Aprovado em: 11/12/2009