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Revista Gaúcha de Enfermagem

On-line version ISSN 1983-1447

Rev. Gaúcha Enferm. (Online) vol.32 no.2 Porto Alegre June 2011

https://doi.org/10.1590/S1983-14472011000200001 

EDITORIAL

 

Educação a distância como um espaço de pesquisa para a enfermagem

 

 

Ana Luísa Petersen Cogo

Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Médico-Cirúrgica e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

 

A expansão da educação a distância nos diferentes contextos do ensino de enfermagem é incontestável, seja na graduação, na pós-graduação, na educação permanente ou na educação em saúde. A mediação que a informática na educação possibilita é crescente, aumentando as oportunidades de atingir diferentes públicos, sem necessariamente existir uma distância geográfica. Isso ocorre pelo fato de que as relações sociais que vêm sendo estabelecidas no início do Século XXI sofreram modificações, especialmente quando as ações são direcionadas às pessoas com menos de 30 anos de idade. Essas, nativas digitais, sentem-se confortáveis com a mediação tecnológica, que possibilita a participação efetiva em múltiplas atividades de forma autônoma e individualizada(1).

Não se pode desconsiderar que existem situações adequadas ao desenvolvimento de propostas de educação a distância ou semi-presenciais, enquanto existem outras que não podem dispensar a relação presencial. E essa é a questão fundamental a ser discutida: uma modalidade de ensino não exclui ou é melhor que a outra, mas são recursos distintos, que bem delineados podem produzir aprendizagens significativas. Também encontra-se pessoas que não estão incluídas digitalmente ou que preferem não utilizar os recursos tecnológicos, devendo-se respeitar as características dos sujeitos do processo.

Considerando a tríade formada pelo ensino, pela pesquisa e pela extensão, destaca-se que a modalidade de ensino a distância oferece a oportunidade dos enfermeiros alcançarem diferentes contextos, aproximando-os dos usuários, dos alunos e dos colegas profissionais que estão cada vez mais conectados. A expansão do acesso à internet nesse início de século fez com que muitas Instituições de ensino e de qualificação profissional estimulassem a utilização de ambientes virtuais de aprendizagem e, como consequência, a formação dos docentes sobre os aspectos técnicos e pedagógicos referentes às tecnologias educacionais digitais. As redes sociais deixaram de ser um espaço exclusivo da vida privada, passando a disponibilizar informações e trocas entre as organizações e os usuários da internet(2).

Frente à rapidez da implantação das tecnologias digitais, cabe a nós pesquisadores refletirmos e propormos avanços nas investigações em enfermagem. As possibilidades de explorarmos dados produzidos nos ambientes digitais, adaptando e elaborando procedimentos metodológicos conhecidos, faz com que esse seja um campo rico e desafiador ao pesquisador em enfermagem(3).

Sem perdermos de vista o compromisso social e ético que a investigação na enfermagem possui, procuramos efetivar trocas entre pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, como a educação, a linguística, a comunicação social, a sociologia, a informática, a psicologia, entre outras, com a intenção de qualificar o produto dos nossos estudos. Mais uma vez a Revista Gaúcha de Enfermagem procura atender as pluralidades da pesquisa em enfermagem, apresentando artigos que sinalizam o estado da arte em áreas como a saúde coletiva, a saúde mental, o cuidado ao idoso, o cuidado a criança, entre outros.

 

REFERÊNCIAS

1 Prensky M. Digital natives, digital immigrants. On the horizon, v.9, n.5, 2001. Disponível em: http://www.marcprensky.com/writing/Prensky%20-%20Digital%20Natives,%20Digital%20Immigrants%20-%20Part1.pdf  Acesso em 26 mar 2011.         [ Links ]

2 Cogo ALP. Desafios para a pesquisa qualitativa em enfermagem: utilização de dados de ambientes virtuais. In: Seminário Nacional de Pesquisa em Enfermagem, 16, 2001 jun 19-22. Anais. Campo Grande: Associação Brasileira de Enfermagem- Seção Mato Grosso do Sul, 2011 [disponível em CD]         [ Links ]

3 Fragoso S, Recuero R, Amaral A. Métodos de pesquisa para internet. Porto Alegre: Sulina, 2011.         [ Links ]

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