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Revista Gaúcha de Enfermagem

On-line version ISSN 1983-1447

Rev. Gaúcha Enferm. (Online) vol.32 no.3 Porto Alegre Sept. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1983-14472011000300001 

EDITORIAL

 

Revista gaúcha de enfermagem: caminho para o Qualis

 

 

Maria da Graça Oliveira Crossetti

Doutora em Filosofia em Enfermagem, Professora Associada do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Coordenadora da Comissão de Editoração da Revista Gaúcha de Enfermagem, Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Brasil

 

 

A Revista Gaúcha de Enfermagem (RGE), ao longo de sua história de mais de três décadas, tem cumprido com sua missão junto à comunidade científica de enfermagem no cenário nacional e internacional. É um marco na divulgação e veículo de publicação da produção científica dos Programas de Pós-Graduação na região sul, ocupando um lugar de destaque dentre os periódicos de enfermagem de maior expressão em nossa realidade. Assim vem aprimorando seu processo de trabalho visando disponibilizar aos pesquisadores, num tempo real, os manuscritos dos autores que a elegem para socialização de seus conhecimentos.

Em atenção ao importante papel que exerce na avaliação do Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e de outras universidades, uma vez que a qualidade dos periódicos vinculados a esses é um importante quesito utilizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), diferentes estratégias e metas foram adotadas e estabelecidas pelo Conselho e Comissão Editorial visando cada vez mais a eficiência e eficácia da RGE, cujo Qualis Periódico CAPES é B1.

O Qualis Periódico é um sistema de classificação dos periódicos científicos brasileiros, criado pela CAPES, que se estrutura num conjunto de procedimentos que classificam esses veículos de divulgação da produção intelectual dos programas de pós-graduação stricto senso, mestrado e doutorado. Esta classificação se dá por meio de métricas que aferem a qualidade desta produção a partir da análise da qualidade dos periódicos. Assim a avaliação da qualidade da pesquisa científica produzida pelos docentes e discentes nos programas ocorre de forma indireta, pois o objeto primeiro de avaliação, classificação e estratificação é o periódico.

O crescente desenvolvimento e projeção da ciência da enfermagem brasileira é uma realidade expressa nos periódicos que estão a inserirem-se ou que já estão inseridos em bases de dados acreditadas pela comunidade científica nacional e internacional(1). Esta constatação foi um dos determinantes fundamentais para que a Coordenação da Área de Enfermagem na CAPES junto com a Comissão Assessora Enfermagem Qualis Periódicos - CAPES 2008, com base nos dados do milênio 2004 - 2006, realizassem estudos visando definir os critérios de classificação dos periódicos de enfermagem. Estes resultaram em seis critérios para Qualis Periódicos da área de enfermagem que se caracterizam pela adoção e valorização de indicadores bibliométricos calculados e divulgados pelas bases de dados de reconhecida inserção nacional e internacional e sete estratos que classificam o Qualis Periódicos.

Os indicadores bibliométricos adotados pela Enfermagem-CAPES descritos no Documento de Área 2009 como critérios da Área para a estratificação e uso dos mesmos na avaliação dos periódicos são(1-5):

a) bases indexadora: preferencial SCOPUS e as bases específicas da Área de Enfermagem;

b) ISI: Institute for Scientific Information, é o banco de dados mais utilizados na bibliografia especializada, dentre os critérios principais para indexar os periódicos no ISI, estão a periodicidade e o impacto do periódico que é medido pelo aumento de citações de seus artigos em outras revistas;

c) fator de impacto (FI) é um instrumento que determina a frequencia de citação de um artigo como modo de avaliar e classificar os periódicos indexados no ISI. O FI é divulgado pelo Journal Citation Report (JCR) em que as informações são organizadas no sentido de revelar o número de citações dos artigos publicados nele próprio e nos demais artigos indexados no referente ano.

d) indice h (H) é o indicador da base de dados SCOPUS cujo produto é o SJR - SCImago Journal & Contry Rank que divulga o Índice SCImago;

e) RIC: indicador de repercussão e consumo dos títulos ou periódicos indexados. É calculado pelo número de citações que recebe uma revista, dividindo entre o número de artigos publicados. A base CUIDEN, coordenada pela Fundación Index, tem como indicador o "CUIDEN" que segue o mesmo princípio do índice H(3).

Neste contexto o Qualis Periódico classifica os periódicos de acordo com a seguinte estratificação descrita no Quadro 1 a seguir.

 


Quadro 1 - Clique para ampliar

 

A RGE ao longo destes últimos anos vem num continuum qualificando a comunicação com a comunidade científica de enfermagem e o processo de trabalho de modo a agilizar a submissão, avaliação edição, editoração, publicação e divulgação online e impressa. Num esforço continuo da equipe responsável pela RGE - Conselho Editorial, Comissão Editorial, Editores, Equipe Técnica - definimos estratégias e metas denominadas "caminhos para o QUALIS"(6) muitas das quais já implementadas, a saber:

a) indexar periódicos nas principais bases de dados internacionais;

b) exigir criticidade científica e relevante impacto nacional e internacional dos artigos, científicos com especial atenção aos estudos de revisão sistemática;

c) implementar a avaliação dos indicadores bibliométricos da RGE semestralmente;

d) implementar normas internacionais para publicação dos artigos e padronizar as seções;

e) criar a figura do Editor por áreas de especialidades de enfermagem;

f) definir as competências da Comissão Editorial, Editores e Equipe Técnica;

g) equilibrar o número de pareceristas e editores com experiência em pesquisa quantitativa e qualitativa;

h) ampliar o número de pareceristas por área de especialidade na enfermagem com representatividade nacional e internacional;

i) incluir a modalidade "short communication";

j) manter periodicidade do periódico;

k) ter Equipe Técnica Administrativa qualificada em atenção às estratégias e metas da RGE;

l) ter Conselho Diretor e Comissão Editorial com qualificação;

m) manter arbitragem por pares (peer review): incluir detalhamento do processo de análise;

n) ampliar o número de autores para o limite de seis por artigo científico;

o) realizar reuniões mensais com Comissão Editorial, Editores e Equipe Técnica;

p) definir fluxograma dos artigos da submissão à publicação.

O processo de tramitação dos artigos científicos na RGE está descrito no Fluxograma a seguir:

 

 

A condição de QUALIS B1 da RGE e sua indexação na base de dados Scielo em 2010 confere-lhe excelência como periódico na divulgação do conhecimento produzido nos programas de pós-graduação e como veículo que tem em si artigos com qualidade científica. Vale destacar que em 2008 o número de submissões foi de 951, em 2009 de 461, em 2010, 783, e em 2011 até o presente, setembro/2011, está com 995 artigos submetidos. Dados que evidenciam que a RGE tem perspectivas promissoras de avançar em seu Qualis Periódicos CAPES.

 

REFERÊNCIAS

1. Erdmann AL, Marziale MHP, Pedreira MLG, Lana FCF, Pagliuca LMF, Padilha MI, et al. A avaliação de periódicos científicos Qualis e a produção brasileira de artigos da área de enfermagem. Rev Latino-Am Enfermagem. 2009;17(3):120-7.         [ Links ]

2. Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Anexo III: critérios QUALIS Periódicos: área de avaliação Enfermagem 2007-2009. Brasília (DF); 2009.         [ Links ]

3.Hirsch JE. An index to quantify an individual's scientific research output. Proc Natl Acad Sci U S A. 2005;102(46):16569 72.         [ Links ]

4. Tuleski S, Barroco SS. Classificação dos periódicos no Sistema Qualis da CAPES: a mudança dos critérios é urgente! Psicol Est. 2010;15(1):1-4.         [ Links ]

5. Silva MR. Qualis 2011-2013: os três erres. Clinics. 2010;65(10):935-6.         [ Links ]

6. Crossetti MGO. Mesa Redonda 4: periódicos nacionais e novo sistema Qualis/CAPES: que cenário temos em 2011? In: Anais da 31ª Semana Científica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre; 2011 jul 4-8; Porto Alegre, Brasil. Porto Alegre: HCPA; 2011.         [ Links ]