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vol.26 issue1PEDAGOGIC CONCERNS AND PROFESSIONAL COMPETENCE OF PHYSICAL EDUCATION' STUDENT ENROLLED IN SUPERVISED PRACTICETHE DIFFUSION OF CORPORAL PRACTICES IN THE PUBLIC SQUARES OF CITY OF PORTO ALEGRE (1920 - 1940) author indexsubject indexarticles search
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Revista da Educação Física / UEM

Print version ISSN 0103-3948On-line version ISSN 1983-3083

Rev. educ. fis. UEM vol.26 no.1 Maringá Jan./Mar. 2015

http://dx.doi.org/10.4025/reveducfis.v26i1.23372 

ARTIGOS ORIGINAIS

DIMENSÃO ATITUDINAL DA IMAGEM CORPORAL E COMPORTAMENTO ALIMENTAR EM GRADUANDOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA, NUTRIÇÃO E ESTÉTICA DA CIDADE DE JUIZ DE FORA - MG

ATTITUDINAL DIMENSION OF BODY IMAGE AND EATING BEHAVIOR IN UNDERGRADUATE IN PHYSICAL EDUCATION, NUTRITION AND AESTHETICS OF JUIZ DE FORA - MG

Alessandra Batista *  

Clara Mockdece Neves **  

Juliana Fernandes Filgueiras Meireles **  

Maria Elisa Caputo Ferreira ***  

* Graduada em Educação Física. Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora-MG, Brasil.

** Mestre em Psicologia. Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora-MG, Brasil.

*** Doutora. Professora do Departamento de Fundamentos da Educação Física da Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora-MG, Brasil.


RESUMO

O presente artigo tem como objetivo analisar a prevalência de insatisfação corporal, checagem do corpo, influência da mídia e comportamento alimentar em estudantes de cursos da área da saúde da cidade de Juiz de Fora - MG. Participaram 207 acadêmicos de ambos os sexos de diferentes instituições (privada e pública) do município. Como instrumentos de avaliação foram utilizados: Body Shape Questionnaire; Eating Attitudes Test - 26; Sociocultural Towards Appearence Questionnaire - 3; e Body Checking Questionnaire para mulheres e Male Body Checking Questionnaire para homens. A partir dos resultados encontrados, concluiu-se haver maior prevalência de insatisfação corporal e comportamentos alimentares deletérios à saúde entre as mulheres. Já em relação à influência midiática, observou-se que ambos os sexos sentiram-se pressionados a adotarem o padrão de corpo exposto pela mídia. Por fim, observou-se que homens e mulheres apresentaram alta frequência de comportamento de checagem corporal.

Palavras-chave Imagem Corporal; Estudantes; Transtornos Alimentares

ABSTRACT

The present study aimed to analyze the prevalence of body dissatisfaction, body checking, media influence and eating behavior in college students of Life Sciences from the city of Juiz de Fora - MG. 207 students of both sexes, from different institutions (private and public), took part in the study. As assessment tools we used: Body Shape Questionnaire, Eating Attitudes Test - 26; Sociocultural Towards Appearence Questionnaire - 3, and Body Checking Questionnaire for women and Male Body Checking Questionnaire for men. From the findings, it was concluded that higher prevalence of body dissatisfaction and inappropriate eating behaviors was identified among women. Regarding the influence of the media, it was observed that both sexes felt pressured to adopt the standard body exposed by the media. Finally, it was observed that men and women had high frequency behavior of body checking.

Keywords Body Image; Students; Eating Disorders

INTRODUÇÃO

A literatura científica tem demonstrado que a preocupação de homens e mulheres em relação à melhora da aparência física tem aumentado nos últimos anos (DAMASCENO et al., 2006; MURNEN, 2011). Isso pode ser explicado devido à grande ênfase de um modelo de corpo ideal magro para as mulheres (ALVES et al., 2008; KRENTZ; WARSCHBURGER, 2011) e musculoso para os homens (CAFRI et al., 2005; MURNEN, 2011). Porém, a busca desenfreada por tais parâmetros pode desencadear uma insatisfação com a imagem corporal (DAMASCENO et al., 2006).

A imagem corporal é a figura mental formada acerca do tamanho, da aparência e da forma do corpo (SCHILDER, 1999). Esse construto é multifacetado e envolve duas dimensões: a perceptiva e a atitudinal. A primeira refere-se à acurácia no julgamento do tamanho do corpo (FERREIRA; CASTRO; MORGADO, 2014). A segunda pode ainda ser subdividida em três componentes: cognitivo, comportamental e afetivo.

O componente cognitivo diz respeito às crenças e pensamentos relacionados ao próprio corpo (FERREIRA; CASTRO; MORGADO, 2014). Segundo esses mesmos autores, investimentos no corpo a fim de melhorar a aparência física como principal critério de autoavaliação são aspectos cognitivos da imagem corporal. O segundo componente (comportamental) da imagem corporal caracteriza-se por comportamentos relacionados ao corpo. Dentre eles, destacam-se a evitação e a checagem corporal, já que estes servem como parâmetros de avaliação do indivíduo no julgamento de seu sucesso ou de sua falha no controle do peso (SHAFRAN et al., 2004). Assim, indivíduos descontentes com sua imagem corporal tendem a apresentar rituais de pesagens, medidas e comparações de seu corpo com o de outros indivíduos (FAIRBURN; SHAFRAN; COOPER, 1999).

Por fim, o terceiro componente (afetivo) diz respeito aos sentimentos em relação ao corpo. Envolve a insatisfação corporal, que pode ser compreendida como a avaliação negativa do próprio corpo (FERREIRA; CASTRO; MORGADO, 2014) e, atualmente, é observada tanto em mulheres quanto em homens (CAFRI et al., 2005; MURNEN, 2011). Além disso, ela pode ser influenciada por diversos fatores, tais como: mídia, idade, sexo, Índice de Massa Corporal (IMC), prática de atividade física, dentre outros (DAMASCENO et al., 2006).

Estudos têm demonstrado que a insatisfação corporal pode levar a comportamentos alimentares inadequados em busca do corpo dito como ideal (ALVES et al., 2008; BOSI et al., 2008). Esses comportamentos podem estar relacionados ao desenvolvimento de transtornos alimentares (PHILLIPP; ALVARENGA, 2004). A anorexia e a bulimia nervosas, que são exemplos das patologias, têm como critérios diagnóstico: o medo irracional de engordar ou ganhar peso; os esforços físicos extremos para controle e/ou redução do peso e a negação de que o peso ou os hábitos alimentares sejam um problema (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIANTION, 1994; CID-10, 2007). Um outro exemplo seria o transtorno da dismorfia muscular, que pode ser entendido como uma preocupação com um defeito imaginário na aparência (AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIANTION, 1994).

Alunos de alguns cursos de graduação podem estar mais sujeitos à busca do padrão de corpo exposto pela mídia, pois convivem diretamente com a melhora da aparência física (MIRANDA et al., 2012). Pelo caráter de valorização do corpo típico de profissões como Educação Física, Nutrição e Estética, os estudantes desses cursos têm despertado a atenção de pesquisadores. Foram identificados, na literatura, alguns estudos no sentido de avaliar a insatisfação corporal em estudantes de Educação Física (BOSI et al., 2008; FORTES et al., 2011; MIRANDA et al., 2010; SILVA, SAENGER, PEREIRA, 2011) e Nutrição (BOSI et al., 2006a; BOSI et al., 2006b; PENZ; BOSCO; VIEIRA, 2008). Entretanto, ainda não foram identificados estudos com graduandos de Estética.

Sendo assim, estudantes desses três cursos da área da saúde, por lidarem diretamente com a aparência física, podem estar propensos a preocupações relacionadas ao corpo. A priori, o objetivo do presente estudo foi analisar a prevalência de insatisfação corporal, comportamento alimentar inadequado e de checagem corporal e a influência da mídia em estudantes dos cursos de Educação Física, Nutrição e Estética da cidade de Juiz de Fora - MG. Ademais, buscou-se verificar possíveis relações entre as variáveis estudadas (idade, IMC, insatisfação corporal, comportamento alimentar, checagem corporal e influência da mídia) entre os sexos, bem como comparar esses fatores entre os cursos de Estética, Educação Física e Nutrição.

MÉTODOS

Caracterização do estudo

Trata-se de uma pesquisa transversal, quantitativa, descritiva e correlacional. O delineamento transversal avalia como determinadas variáveis se comportam em um único momento (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2012). As investigações quantitativas buscam traduzir as informações e opiniões em números, para, então, classificá-las e analisá-las. As pesquisas descritivas procuram descrever o status do objeto de estudo. Por fim, a pesquisa correlacional tem como propósito examinar a relação entre determinadas variáveis de interesse (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2012).

Aspectos Éticos

Este estudo obteve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de Juiz de Fora, através do número de inscrição 19851613.7.0000.5147, parecer número 454.726. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), aceitando participar voluntariamente da pesquisa. Nesse documento, foram explicados os objetivos e procedimentos do estudo e garantido o anonimato de todos os participantes, que poderiam, a qualquer momento, retirar seu consentimento ou interromper sua participação na investigação.

Participantes

Para o cálculo do tamanho da amostra representativa da população, realizou-se um levantamento a fim de verificar o número total de alunos matriculados no curso de Estética de uma instituição de Ensino Superior privada e dos cursos de Educação Física e Nutrição de uma instituição de Ensino Superior pública da cidade de Juiz de Fora - MG, no ano letivo de 2013.

Nesse ano, procedendo-se à soma dos alunos dos cursos de Estética, Nutrição e Educação Física chegou-se ao total de 920 graduandos. Assim, considerando a prevalência de insatisfação corporal de aproximadamente 20% nessa população (MIRANDA et al., 2012), 95% de intervalo de confiança e 5% de erro amostral, chegou-se a uma amostra de 195 graduandos, o que significa o número mínimo para obter uma amostra representativa da população do presente estudo.

Foram coletados dados de 211 acadêmicos (170 mulheres e 41 homens), sendo 62 alunos do curso de Estética; 75, de Educação Física e 74, de Nutrição. Porém, 4 indivíduos foram excluídos por possuírem dados incompletos.

Instrumentos

Para avaliar a insatisfação e a preocupação com a imagem do corpo, foi utilizado o Body Shape Questionnaire (BSQ), validado para uma população não clínica de universitários brasileiros por Di Pietro e Silveira (2009). O instrumento, que foi utilizado em sua versão original, contém 34 questões, com as respostas variando de 1 (nunca) a 6 (sempre), sendo a soma das pontuações de cada item o resultado final da escala. A classificação dos resultados do BSQ é dividida em quatro níveis de insatisfação corporal: livre de insatisfação corporal, quando o valor indicado for abaixo ou igual a 110; leve insatisfação, entre 111 e 138; moderada insatisfação, entre 139 e 167 e grave insatisfação corporal, pontuação igual ou acima de 168. Para a presente amostra, o instrumento teve boa consistência interna através do alpha de Cronbrach (α=0,95 para ambos os sexos).

A segunda ferramenta de avaliação foi o Eating Attitudes Test - 26 (EAT-26) (NUNES et al., 2005) para identificação de comportamentos de risco para transtornos alimentares e controle de peso. Esse instrumento possui 26 questões, com seis opções de resposta: de sempre (3 pontos) a nunca, quase nunca e poucas vezes (0 pontos), sendo a questão 25 com escore reverso. Assim, somando-se os escores, uma pontuação igual ou superior a 21 pontos indica presença de comportamentos alimentares inadequados. Para a presente amostra, o questionário apresentou consistência interna com valor de α= 0,80 para o sexo feminino e, para o sexo masculino, α= 0,705.

O terceiro instrumento de avaliação foi o Sociocultural Towards Appearence Questionnaire - 3 (SATAQ-3) (AMARAL et al., 2011), o qual objetiva avaliar a influência da mídia e dos padrões de corpo pré-estabelecidos na imagem corporal dos sujeitos. Composto por 30 perguntas, o instrumento apresenta 5 opções de resposta em escala do tipo Likert que variam de "discordo totalmente" (1) a "concordo totalmente" (5). O escore total do questionário é calculado pela soma das respostas, considerando que todas as questões que apresentam a palavra "não" em seu enunciado possuem pontuações invertidas. Quanto maior o escore obtido, maior a internalização dos padrões midiáticos. Para a amostra em questão, o questionário apresentou valor de α=0,89 para o sexo feminino e α=0,91 para o sexo masculino, confirmando sua adequada consistência interna.

Para avaliar a frequência do comportamento de checagem corporal, foram utilizadas as versões do Body Checking Questionnaire (BCQ) e Male Body Checking Questionnaire (MBCQ) para mulheres (CAMPANA, 2007) e homens (CARVALHO et al., 2012), respectivamente. O BCQ é composto por 12 itens e o MBCQ consiste em 19 afirmações. Ambos questionários tem opções de resposta em escala Likert de pontos (1 - nunca a 5 - muito frequentemente). Após o somatório final dos escores obtidos, o resultado pode variar de 12 a 60 para o BCQ e 19 a 95 para o MBCQ. Em ambos os questionários, quanto maior a pontuação, mais frequentes são os comportamentos relacionados à checagem corporal. Para essa amostra, o BCQ apresentou uma consistência interna de α=0,87 e o MBCQ, α= 0,96.

Por fim, também foram coletados dados de massa corporal e estatura (autorreferidos) para o cálculo do IMC, obtidos através de um questionário sociodemográfico. Esse índice foi utilizado como indicador do estado nutricional (massa corporal [kg]/estatura2 [m²]), seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (2007).

Procedimentos

Inicialmente, foi estabelecido contato com as faculdades (privada e pública) de Juiz de Fora para a explicação do projeto de pesquisa para os diretores e/ou coordenadores dos cursos, a fim de obter autorização, por escrito, para a realização da pesquisa. Após a aprovação do comitê de ética, foi solicitada aos professores permissão para intervenção durante as aulas. Em seguida, realizou-se uma explicação dos objetivos e procedimentos aos alunos que assinaram o TCLE. Assim, os alunos que aceitaram participar da pesquisa responderam aos questionários propostos.

Análise dos dados

Para cada variável analisada (idade, IMC, insatisfação corporal, comportamento de checagem, internalização do ideal de magreza e comportamento alimentar), foram realizadas análises descritivas de medidas de tendência central (média e mediana), de dispersão (desvio padrão, mínimo e máximo) e de frequência (relativa e absoluta). Aplicou-se o teste de normalidade Kolmogorov Smirnov para análise das características dos dados. Seguiu-se a correlação de Spearman Rank para verificar a relação existente entre as variáveis avaliadas. Ademais, foi realizado o teste de Kruskal-Wallis para as comparações entre os grupos (Educação Física, Nutrição e Estética). Entretanto, como não é possível realizar o post hoc a partir desse teste para identificar as diferenças existentes entre os grupos, seguiu-se com o teste U de Mann-Whitney, comparando os grupos dois a dois. Em todos os demais casos, o nível de significância adotado foi de p<0,05. O software utilizado foi o SPSS 19.0.

RESULTADOS

Participaram da pesquisa 207 estudantes, sendo 74 graduandos de Educação Física (39 do sexo feminino); 74, de Nutrição (69 do sexo feminino); e 59, de Estética (59 do sexo feminino). A Tabela 1 apresenta os valores das análises descritivas das variáveis estudadas.

Tabela 1 Análise descritiva das variáveis idade, IMC, BSQ, EAT-26, SATAQ-3, BCQ e MBCQ. 

Sexo N Média DP Mediana Mínimo Máximo
Idade (anos) Feminino Masculino 167 40 23,00 22,75 4,23 2,00 22 22,50 19 20 45 31
IMC (kg/m²) Feminino Masculino 167 40 22,72 24,18 3,29 2,92 22,27 23,82 16,41 18,99 34,65 30,54
BSQ Feminino Masculino 167 40 81,51 51,08 29,22 18,43 76 43,50 34 34 170 101
EAT-26 Feminino Masculino 167 40 15,27 7,03 9,52 5,86 14 6,00 1 0 43 30
SATAQ-3 Feminino Masculino 167 40 82,77 71,53 20,00 22,60 82 68 32 40 143 121
BCQ Feminino 167 23,92 8,64 22 12 56
MBCQ Masculino 40 35,20 14,96 31 19 92

DP = Desvio Padrão; IMC = Índice de Massa Corporal; BSQ = Body Shape Questionnaire; EAT-26 = Eating Attitudes Test - 26; SATAQ-3 = Sociocultural Towards Appearence Questionnaire - 3; BCQ = Body Checking Questionnaire; MBCQ = Male Body Checking Questionnaire.

Fonte: Os autores.

Em relação à insatisfação corporal, para o sexo feminino, 79,4% (135) foram classificadas como livres de insatisfação; 15,3% (26), leve insatisfação; 4,7% (8), moderada insatisfação e 0,6% (1), grave insatisfação corporal. Para o sexo masculino, 100% (41 indivíduos) estavam classificados como livres de insatisfação.

A partir do EAT-26, verificou-se que 24,1% (41) das mulheres apresentavam risco para transtornos de conduta alimentar (EAT-26>20). Para os homens, apenas 2,4% (1) possuía comportamentos alimentares deletérios à saúde.

Utilizou-se a mediana do SATAQ-3 para classificar os estudantes com alta e baixa influência dos aspectos socioculturais na imagem corporal. Logo, foram inseridos no grupo "alta internalização do ideal de magreza" (SATAQ+) as mulheres com escore maior ou igual a 82 e os homens com pontuação maior ou igual a 68. Assim, 48,8% (83) das mulheres e 48,8% (20) dos homens foram classificados com alta internalização do ideal corporal exposto na mídia.

Para realizar a classificação dos indivíduos quanto ao comportamento de checagem, utilizou-se a mediana do MBCQ e do BCQ para classificar homens e mulheres, respectivamente. Assim, com a mediana de 31, 46,03% (19) dos estudantes do sexo masculino possuíam alta checagem corporal. Para o sexo feminino, a partir da mediana de 22, 47,1% (80) apresentaram alto comportamento de checagem corporal.

O teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov identificou que apenas a variável SATAQ-3 apresentou distribuição normal. Porém, as demais variáveis (idade, IMC, BSQ, EAT-26, MBCQ e BCQ) violaram a hipótese nula. Portanto, para as análises comparativas e de correlação, foram utilizados modelos estatísticos não-paramétricos.

A Tabela 2 apresenta os dados obtidos através do teste de associação de Spearman Rank. Os valores acima da linha diagonal são relativos ao sexo feminino, e os abaixo, ao sexo masculino.

Tabela 2 Associação entre as variáveis de estudo através do teste de Spearman Rank (r). 

Variáveis Idade IMC BSQ EAT-26 SATAQ-3 BCQ
Idade 1,00 -0,02 -0,07 -0,06 -0,14 -0,06
IMC 0,16 1,00 0,51* 0,32* 0,09 0,35*
BSQ 0,06 0,40* 1,00 0,70* 0,39* 0,76*
EAT-26 0,30 0,26 0,42* 1,00 0,35* 0,52*
SATAQ-3 -0,15 0,31 0,44* 0,21 1,00 0,43*
MBCQ -0,02 0,27 0,35* 0,37* 0,66* 1,00

DP = Desvio Padrão; IMC = Índice de Massa Corporal; BSQ = Body Shape Questionnaire; EAT-26 = Eating Attitudes Test - 26; SATAQ-3 = Sociocultural Towards Appearence Questionnaire - 3; BCQ = Body Checking Questionnaire; MBCQ = Male Body Checking Questionnaire.

Fonte: Os autores.

A partir do teste de comparações entre os grupos (Educação Física, Nutrição e Estética), realizadas por meio do teste de Kruskal-Wallis, para o sexo masculino, não houve diferenças estatísticas. Já para o sexo feminino, foram identificadas diferenças estatísticas apenas para a idade (p=0,005). Entretanto, o teste U de Mann-Whitney não apontou diferenças entre os cursos.

DISCUSSÃO

De acordo com os achados da literatura, foram identificados alguns estudos sobre a insatisfação corporal em graduandos de Educação Física (BOSI et al., 2008; FORTES et al., 2011; MIRANDA et al., 2010; SILVA; SAENGER; PEREIRA, 2011) e de Nutrição (BOSI et al., 2006a; BOSI et al., 2006b; PENZ; BOSCO; VIEIRA, 2008). Porém, como fora anteriormente mencionado, não foram encontradas investigações com alunos de Estética. Pelo fato de os três cursos serem da área de conhecimento da saúde e estarem diretamente relacionados ao corpo, os estudantes podem estar mais propensos a preocupações específicas relacionadas a essa questão. Logo, o presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência de insatisfação corporal, comportamentos alimentares inadequados e de checagem do corpo e influência da mídia em graduandos dos cursos de Educação Física, Nutrição e Estética da cidade de Juiz de Fora - MG.

Em relação aos achados, a partir da aplicação do BSQ, observou-se que as mulheres apresentaram maior prevalência de insatisfação corporal do que os homens. Resultados semelhantes a estes foram encontrados nos estudos de Carvalho et al. (2013), Miranda et al. (2012), Penz, Bosco e Vieira (2008), nos quais as mulheres se encontravam mais suscetíveis a insatisfação corporal, quando comparadas ao sexo oposto, corroborando com os achados da presente investigação.

A partir dos achados para o comportamento alimentar, as mulheres estão mais vulneráveis a adotarem condutas deletérias à saúde. A literatura tem demonstrado que os comportamentos alimentares inadequados para a redução de peso são mais comuns em indivíduos do sexo feminino (BOSI et al., 2008; PENZ; BOSCO; VIEIRA, 2008). Segundo Dittmar (2009) e López-Guimerà et al. (2010), a magreza tem sido considerada uma situação de corpo idealizada para esse público na sociedade atual. A busca pelo enquadramento nesse ideal pode ser um fator intensificador de comportamentos alimentares restritivos prejudiciais à saúde das mulheres (LEVINE; MURNEN, 2009).

A partir do SATAQ-3, observou-se uma igualdade no percentual (48,8%) de influência da mídia e dos padrões sociais pré-estabelecidos sobre esses graduandos, demostrando que tanto as mulheres quanto os homens sofrem influências dos padrões midiáticos na imagem corporal. Segundo Levine e Murnen (2009), a mídia tem influenciado na busca por padrões corporais estéticos (magreza para as mulheres e muscularidade para os homens). Como consequências, ressalta-se a adoção de comportamentos tais como: dietas inadequadas, cirurgias plásticas, exercícios físicos exacerbados (ALVARENGA et al., 2010; MIRANDA et al., 2012).

Em relação à checagem corporal, observou-se que 46,03% e 47,1% dos homens e mulheres, respectivamente, apresentaram alta frequência desse comportamento. No estudo de Carvalho et al. (2013), a prevalência encontrada para checagem corporal de homens e mulheres foi diferente do atual estudo. Os autores apuraram que 1,93% (6) dos homens e 8,70% (24) das mulheres possuíam alta frequência desse comportamento (CARVALHO et al., 2013). Essa diferença de resultados entre os estudos pode ter ocorrido, pois, como os instrumentos não estabelecem um ponto de corte, os autores utilizaram diferentes metodologias para a classificação dos indivíduos com alto e baixo comportamento de checagem. O estudo de Carvalho et al. (2013) estabeleceu um critério rigoroso, classificando com alta checagem corporal apenas os indivíduos que marcaram as duas últimas opções de respostas, enquanto a presente investigação valeu-se da mediana. Destaca-se que o emprego da mediana como ponto de corte tem sido utilizado por outros pesquisadores (ALVARENGA et al., 2010; SIMÕES; VELASCO; FERREIRA, 2013).

A partir dos testes de associação, foram encontradas várias relações entre as variáveis estudadas. Para ambos os sexos, quanto maior a insatisfação corporal dos indivíduos, maiores também foram o IMC, o comportamento alimentar inadequado, a influência da mídia e a checagem corporal. Essas relações já foram encontradas em outros estudos com amostras similares, a saber: BSQ e IMC (MIRANDA et al., 2012), BSQ e EAT-26 (ALVES et al., 2008), BSQ e SATAQ-3 (AMARAL et al., 2013) e BSQ e checagem corporal (CARVALHO et al., 2013). Dessa forma, os participantes do presente estudo possuem comportamentos semelhantes aos de outros universitários avaliados pela literatura.

Ademais, para ambos os sexos, quanto maior a checagem corporal dos alunos, maiores também a internalização dos padrões midiáticos e os comportamentos alimentares deletérios à saúde. Carvalho et al. (2013) verificaram que homens e mulheres têm buscado diferentes maneiras para modificar seus corpos. Indivíduos tendem a adotar comportamentos de checagem corporal a fim de verificar a adequação ou não de seus próprios corpos ao padrão estabelecido pela mídia (ALVARENGA et al., 2010). Além disso, aqueles que frequentemente adotam comportamentos de checagem tendem a controlar a alimentação buscando a melhora da aparência física (CARVALHO et al., 2013).

Somado a isso, no sexo feminino, mais três relações positivas e significativas foram identificadas: EAT-26 e IMC, EAT-26 e SATAQ-3 e BCQ e IMC. No estudo de Bosi et al. (2008), em que se ressalta a relação entre o EAT-26 e IMC, as estudantes, apesar de estarem com o IMC adequado, buscam diminuir o seu peso, tendendo, assim, a adotar comportamentos alimentares prejudiciais à saúde. Acrescentando, a influência da mídia ainda pode desencadear comportamentos alimentares inadequados em busca do padrão de corpo ideal (ALVARENGA et al., 2010; AMARAL et al., 2011). Por fim, Campana (2007) destaca a relação entre comportamentos de checagem e IMC, corroborando com o presente estudo.

Não foram encontradas diferenças estatísticas das variáveis estudadas entre os três cursos para o sexo masculino. Entretanto, verificou-se que a idade diferiu entre os cursos para o sexo feminino. Contudo, não foi identificado em qual curso as mulheres eram mais velhas. Talvez isso tenha ocorrido devido ao número de mulheres avaliadas em cada curso ter sido diferente. A amostragem estratificada por curso poderia ser uma alternativa para controlar o número de indivíduos. Sendo assim, ressalta-se essa ocorrência como um fator limitante da presente pesquisa.

Além disso, o baixo número amostral de homens no estudo também pode ser considerado uma limitação. Entretanto, ressalta-se que essa é uma característica dos cursos de Estética e Nutrição, nos quais se encontra um número maior de mulheres do que de homens matriculados. Ademais, destaca-se o uso de questionários autoaplicáveis e IMC autorreferido como outro fator limitante, pois os estudantes podem não responder verdadeiramente aos itens dos questionários. O fato de não haver uma avaliação individual para aferição da massa corporal e estatura pode trazer um certo prejuízo no resultado do estudo, fazendo com que os valores possam ser sub ou superestimados. Contudo, tais estratégias têm sido usadas pelos pesquisadores por serem mais rápidas, fáceis e de baixos custos (BOSI et al., 2008; CARVALHO et al., 2013; MIRANDA et al., 2012).

Outra limitação foi a utilização de instrumentos (SATAQ-3, MBCQ e BCQ) que não possuem classificação própria, impossibilitando afirmar se os universitários apresentavam alta ou baixa influência midiática, como também a presença ou não de comportamentos de checagem corporal. Entretanto, ressalta-se que esses questionários são válidos para a população em questão (AMARAL et al., 2011; CAMPANA, 2007; CARVALHO et al., 2012). Além disso, utilizou-se a mediana como ponto de corte, estratégia já utilizada previamente em outros estudos (ALVARENGA et al., 2010; SIMÕES, VELASCO, FERREIRA, 2013).

Por fim, um último fator limitante encontrado no estudo foi o corte transversal. Essa característica impossibilita a verificação de relações de causa e efeito. No entanto, para esta pesquisa, esse delineamento foi satisfatório devido à ampla utilização dessa metodologia em outros estudos (CARVALHO et al., 2013; MIRANDA et al., 2012).

CONCLUSÃO

Os resultados permitem concluir que as mulheres apresentaram maior prevalência de insatisfação corporal e comportamentos alimentares deletérios à saúde quando comparadas aos homens. Já em relação à influência midiática, observou-se que ambos os sexos sentiram-se pressionados a adotar o padrão de corpo exposto pela mídia. Por fim, observou-se que homens e mulheres apresentaram alta frequência de comportamento de checagem corporal.

Novos estudos avaliando estudantes do curso de Estética e verificando a influência de outros fatores na insatisfação corporal (nível socioeconômico, nível de atividade física, depressão, autoestima) são incentivados. Tais pesquisas poderiam não apenas contribuir para melhor formação desses futuros profissionais, mas também incentivariam ações preventivas que poderiam auxiliar na conscientização dos estudantes a terem uma melhor aceitação do seu próprio corpo.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 24 de Março de 2014; Revisado: 25 de Julho de 2014; Aceito: 02 de Fevereiro de 2015

Endereço para correspondência: Maria Elisa Caputo Ferreira. Faculdade de Educação Física e Desportos - Campus Universitário S/N - Martelos - CEP: 36036-900 - Juiz de Fora - MG caputoferreira@terra.com.br

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