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Revista Brasileira de Cirurgia Plástica

Print version ISSN 1983-5175

Rev. Bras. Cir. Plást. vol.27 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1983-51752012000100003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Perfil epidemiológico de pacientes vítimas de escalpelamento tratados na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará

 

 

Caio Bacellar CunhaI; Raquel de Maria Maués SacramentoII; Bernardo Porto MaiaIII; Renan Petta MarinhoIV; Hilton Lobato FerreiraIII; Dov Charles GoldenbergV; Maria Lastenia Chagas Primo MenezesVI

IAcadêmico de medicina, presidente da Liga Acadêmica de Cirurgia Plástica do Pará, Belém, PA, Brasil
IIAcadêmica de medicina, Belém, PA, Brasil
III
Acadêmico de medicina, coordenador de Estágio da Liga Acadêmica de Cirurgia Plástica do Pará, Belém, PA, Brasil
IV
Acadêmico de medicina, coordenador de Comunicação da Liga Acadêmica de Cirurgia Plástica do Pará, Belém, PA, Brasil
V
Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), livre-docente em Cirurgia Plástica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, médico assistente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil
VI
Membro titular da SBCP, Belém, PA, Brasil

Correspondência para

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO: Escalpelamento é trauma causado por avulsão parcial ou total do couro cabeludo, decorrente, principalmente, de contato acidental dos cabelos longos com motor de eixo rotativo. A alta rotação desses motores gera uma força que suga os cabelos da vítima, tracionando e arrancando o couro cabeludo de forma abrupta.
MÉTODO: Foi realizado um estudo observacional transversal, retrospectivo, descritivo, incluindo 62 pacientes vítimas de escalpelamento tratados na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará.
RESULTADOS: Os pacientes mais acometidos foram crianças de 7 anos a 16 anos (56,4%), do gênero feminino (93,5%), sendo 59,7% estudantes e que, predominantemente, praticavam a religião católica (43,5%).
CONCLUSÕES: Campanhas profiláticas sobre os riscos de se viajar e manter uma embarcação sem proteção no eixo do motor são fundamentais, uma vez que a tragédia do escalpelamento é causada principalmente pelos cabelos que se enrolam no eixo do motor.

Descritores: Couro cabeludo. Ferimentos e lesões. Prevenção de acidentes.


 

 

INTRODUÇÃO

Escalpelamento é trauma comum na região Norte do Brasil, causado por avulsão parcial ou total do couro cabeludo. Nesse ambiente geográfico, o escalpelamento ocorre principalmente pelo contato acidental de cabelos longos com motor de eixo rotativo de embarcações fluviais. A preensão dos cabelos por esses motores gera uma força de tração rotatória que leva ao arrancamento do couro cabeludo de forma abrupta1,2.

Segundo dados fornecidos pela Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMP), entre os anos de 1979 e 2007 ocorreram escalpelamentos em 44 municípios do Estado do Pará, sendo os municípios de Belém (e suas ilhas) e as cidades de Breves e Cametá os mais prevalentes3.

A alta incidência de acidentes nessa região é decorrente da associação de alguns fatores. Em geral, o motor das embarcações não apresenta dispositivos de segurança que impeçam o contato dos usuários, permitindo que a alta rotação desenvolvida pelo eixo produza um processo de sucção dos elementos leves que são colocados próximos ou em contato com ele4. Além disso, há a questão cultural, de preferência pelo uso de cabelos longos e soltos pelas mulheres da região.

Em geral são acidentes de grandes proporções, provocando comprometimento hemodinâmico e dor intensa. O quadro clínico também envolve o surgimento secundário de mialgias em regiões adjacentes, edema e hematomas em região facial, limitação de movimentos faciais, pescoço e cinturas escapulares e cefaleia tensional1,2.

O acidente impõe sequelas físicas e vivência de intenso sofrimento psíquico e social durante todo o tratamento e no decorrer da vida dos pacientes, já que acarreta danos significativos à autoestima, à identidade, à percepção corporal, ao humor, à sociabilidade e às relações afetivas globais, além de contribuir para alterar a dinâmica e a economia familiar3.

Sob o ponto de vista anatômico, dentre as linhas de tracionamento em que o couro cabeludo pode ser arrancado, tem-se como mais comuns as linhas da junção do couro cabeludo com a pele da face e do pescoço, onde a pele é mais fina e mais firmemente aderida. Dessa forma, se o cabelo for inicialmente tracionado na região occipital, a pele se rompe primeiro na fronte. Caso seja tracionado primeiro na fronte, ocorre o inverso. Se todo o cabelo for tracionado ao mesmo tempo, a pele se rompe inicialmente nas sobrancelhas e, a seguir, na linha do zigoma, acima e em torno das orelhas ou através delas, terminando na nuca (Figura 1). Além do comprometimento dos tecidos moles, pode haver exposição da calota craniana, seguida de necrose isquêmica, osteíte e sequestração óssea2.

 

 

Trabalhos como o presente artigo são necessários, pois há poucos dados na literatura sobre o tratamento das consequências desse tipo de acidente, muito recorrente na região Amazônica. Além disso, são importantes dados atualizados e que demonstram em que patamar está a incidência de escalpelados na região.

Este trabalho tem o objetivo de traçar o perfil epidemiológico dos indivíduos vítimas de escalpelamento atendidos na FSCMP, no período de 2001 a 2010.

 

MÉTODO

Foi realizado um estudo observacional transversal, retrospectivo e descritivo, com 62 pacientes vítimas de escalpelamento, tratados na FSCMP, no período de 2001 a 2010.

Foram estudadas variáveis sociodemográficas, aspecto da lesão, complicações, tratamento e causa do escalpelamento.

O trabalho foi realizado após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa em seres humanos da instituição, e os pesquisadores coletaram os dados por meio da análise de prontuários, utilizando o protocolo de pesquisa.

 

RESULTADOS

Aspectos Epidemiológicos

Dos 62 pacientes vítimas de escalpelamento entre 2001 e 2010, 58 (93,5%) eram mulheres. Com relação à etnia, 15 (24,2%) pacientes declararam-se pardos, 4 (6,5%), brancos, e 43 (69,3%) não declararam sua cor. A Tabela 1 apresenta a distribuição dos pacientes de acordo com a faixa etária.

 

 

Em relação à profissão/ocupação, 37 (59,7%) pacientes eram estudantes, 7 (11,3%), trabalhadoras do lar, 6 (9,7%), lavradores, 1 (1,6%), professor, e 11 (17,7%) pacientes não tiveram essa informação registrada em prontuário.

Quanto à religião, 27 (43,5%) vítimas declararam-se católicas e 20 (32,3%), evangélicas. A religião de 15 (24,2%) pacientes não foi registrada em prontuário.

A distribuição dos pacientes de acordo com os municípios de procedência encontra-se na Tabela 2.

 

 

Em relação ao local do primeiro atendimento, 9 (14,5%) pacientes foram atendidos em hospitais da mesma localidade dos acidentes, em 37 (59,7%) o atendimento e o acidente foram em locais distintos, e nos demais casos não havia essa informação nos prontuários. Do total de pacientes avaliados, 26 (41,9%) receberam o primeiro atendimento em Belém, 14 (22,6%) em Ananindeua, 3 (4,8%) em Altamira, 2 (3,2%) em Itaituba, 1 (1,6%) em Cametá, e 16 (25,9%) prontuários não apresentavam essa informação.

A maioria dos escalpelamentos ocorreu por acidentes com embarcações, havendo também lesões por mordedura de animais, ferimentos por arma branca, acidentes de trabalho e colisão de veículos (Tabela 3).

 

 

Aspectos Clínico-Cirúrgicos

Em relação às características das lesões no momento do atendimento inicial, 19 (30,6%) pacientes apresentaram exposição de tecido ósseo, em 15 (24,2%) observou-se tecido granulomatoso, 1 (1,6%) paciente apresentou tecido necrosado, e em 1 (1,6%) caso ocorreu fratura de crânio. Dentre os prontuários analisados, 35 (56,5%) não continham informações a respeito das características das lesões iniciais na cabeça.

A Tabela 4 demonstra a incidência das complicações ocorridas com as vítimas de escalpelamento.

 

 

Aspectos do Tratamento

Na Tabela 5 são apresentados os procedimentos cirúrgicos realizados e sua frequência. Em nenhum caso foi realizado reimplante microcirúrgico. Dentre os enxertos para tratamento, a coxa foi a região doadora em 42 casos (32,3%), a região retroauricular em 3 (2,3%), e nos demais casos (n = 85, 65,4%) não foi informada a área doadora.

 

 

Todos os pacientes foram tratados com analgésico, sendo administrada dipirona em 49 (79%) pacientes, paracetamol em 13 (21%), tramal em 8 (12,9%) e profenid em 7 (11,3%). Além disso, foi prescrito também antibiótico a todos os pacientes, sendo utilizada penicilina em 27 (43,5%), cefalosporina de primeira geração em 24 (38,7%), cefalosporina de segunda geração em 22 (35,5%), aminoglicosídeo em 11 (17,7%), glicopeptídeo em 7 (11,3%), lincosamida em 3 (4,8%), quinolona em 2 (3,2%), carbapenema em 2 (3,2%) e sulfanamida em 1 (1,6%). Em 2 (3,2%) pacientes foi administrado antiprotozoário. Hemotransfusão foi realizada em 1 (1,6%) paciente.

 

DISCUSSÃO

No que diz respeito aos aspectos sociodemográficos da população estudada, verificou-se prevalência da faixa etária infantil de 7 anos a 10 anos (29%) em relação às demais idades, o que condiz com estudo realizado na região amazônica5, uma vez que a criança é comumente colocada dentro do barco não somente como passageira, mas também como auxiliar do piloto. Essas crianças têm suas vidas modificadas com o acidente, passam a apresentar inúmeros sintomas e são tratadas de modo preconceituoso, manifestando dificuldade de seguir vivendo após tal episódio, o que caracteriza, sem dúvida, intenso sofrimento psíquico. Algumas vítimas param de estudar e se afastam das localidades onde moravam, ficando isoladas da convivência com familiares e amigos.

Quanto ao gênero, a análise de prontuários também é concordante com o estudo anterior quanto à prevalência do acometimento em vítimas do sexo feminino (93,5%), o que está de acordo com a relação cultural e religiosa. A mulher ribeirinha apresenta os cabelos quase sempre longos. Não houve concordância com trabalhos anteriores no que tange ao aspecto religioso, uma vez que 43,5% eram católicas, enquanto a literatura1 revela predominância de mulheres evangélicas, em virtude da influência religiosa no uso de cabelos compridos.

A elevada demanda de pacientes oriundos do interior do Estado, destacando-se Abaetetuba com 13%, é decorrente do grande número de rios da Bacia Amazônica e da carência de rodovias nessa região, sendo o transporte fluvial uma rotina. Além disso, a fiscalização pelos órgãos competentes da proteção do eixo dos motores dos barcos, que em geral estão desprotegidos4, é dificultada pela grande distância entre as localidades e pelo número elevado dessas embarcações não fiscalizadas6.

Após o acidente, a maior parte dos indivíduos geralmente se direcionou à região metropolitana (Belém e Ananindeua) para o primeiro atendimento, o que significa que 59,7% deles receberam o primeiro atendimento em locais distintos do acidente. A grande demanda de pessoas advindas do interior do Estado para o centro é indicadora das limitadas estruturas de saúde nessas cidades6.

Apesar de ser a reparação ideal, em nenhum caso foi possível a realização do reimplante microcirúrgico do couro cabeludo. em decorrência da demora na chegada ao serviço de tratamento especializado7.

Do ponto de vista clínico-cirúrgico, surge como principal característica das lesões a exposição óssea, presente em 30,7% dos casos pesquisados. Encontrou-se apenas um (1,6%) registro de tecido necrosado na caracterização das lesões pesquisadas, divergindo da literatura8,9, que aponta como características frequentes nas lesões por escalpelamento a necrose isquêmica, a osteíte e a sequestração óssea2. Em todos os casos registrados, os pacientes já haviam passado pelo primeiro atendimento, tendo sido submetidos a desbridamento. Atribui-se a escassa caracterização das lesões em 56,5% dos prontuários à falta de informações registradas.

Ressaltam-se como complicações decorrentes do escalpelamento o comprometimento da região frontal e do terço inferior da face e o arrancamento de pálpebras e do pavilhão auricular4,10. Esses dados corroboram os achados deste estudo, despontando como principal complicação oriunda do escalpelamento a infecção seguida da avulsão de pálpebras e orelhas. Como descrito na literatura, sabe-se que essas complicações aliadas às lesões de escalpo levam, frequentemente, a comprometimento motor, uma vez que atingem músculos e ligamentos.

Dentre os pacientes deste estudo, 33,3% apresentaram quadro infeccioso. A dificuldade de chegar à capital para o tratamento efetivo pode ser atribuída à vasta extensão do território e ao difícil acesso a rodovias, contribuindo para que o paciente chegasse ao hospital com sinais de infecção (febre e secreção purulenta na lesão)6.

Dentre os procedimentos cirúrgicos, 47,4% foram enxertos, sendo principalmente utilizada a coxa (Figuras 2 e 3), apesar de ser indicado (nas avulsões parciais) o próprio couro cabeludo remanescente como região doadora, em decorrência da rápida cicatrização e do melhor resultado estético6. Além dessas áreas, tronco, abdome, perna, pregas flexoras antecubital e inguinal, retroauricular e supraclavicular, além da pálpebra superior, podem ser utilizadas como área doadora do enxerto. Os enxertos espessos de pele oferecem melhor resultado que os delgados, por serem mais estáveis e resistentes a traumatismos, requerendo, contudo, laboriosa fixação. Apesar de bastante eficientes no tratamento desse trauma, os retalhos foram utilizados em apenas 3,3% dos casos, possivelmente pela maior extensão das lesões. Os retalhos de rotação podem distribuir eficientemente a tensão e conseguir um fechamento de defeitos pequenos, sem necessidade de enxertos de pele na área doadora4.

 

 

 

 

O uso de expansor nos pacientes com escalpelamento parcial, realizado em 5,8% dos procedimentos cirúrgicos, é recomendado por alguns autores11 (Figura 4). Em crianças, o uso de expansor foi aplicado em pacientes com mais de 3 anos de idade (cujas suturas do crânio já estão consolidadas). Apesar do bom resultado estético, casos como esses requerem tratamento mais longo e dispendioso12.

 

 

Quanto ao tratamento medicamentoso, preconiza-se a antibioticoterapia de início imediato, associada a analgésicos e antitetânicos1. Dentre os antibióticos utilizados no tratamento dos pacientes analisados, os mais utilizados são penicilinas e cefalosporinas de primeira e de segunda geração, respectivamente. A administração dos esquemas antibióticos e analgésicos sempre iniciada logo após a internação, em todos os casos estudados, eventualmente perdurou após o período de alta.

Em 8 pacientes foram observados quadros depressivos como complicação do acidente. Apesar do porcentual relativamente baixo (12,9%), trata-se de um aspecto importante a ser abordado, uma vez que os sofrimentos psíquicos e sociais nesses acidentes muitas vezes se sobrepõem ao trauma físico, podendo perdurar mesmo após o fim do tratamento, causando danos à autoestima e à capacidade de socialização e de manutenção de boas relações afetivas3,13. Até mesmo a renda familiar apresenta relação estreita com o trauma psicológico causado às vítimas de escalpelamento, considerando-se que estas enfrentam dificuldade de inclusão social e no mercado de trabalho, em decorrência da aparência física.

 

CONCLUSÕES

É importante promover a conscientização da população ribeirinha quanto às mudanças culturais na relação usuário-embarcação por meio de campanhas profiláticas dirigidas ao usuário e ao proprietário sobre os riscos de se viajar e manter uma embarcação sem proteção no eixo do motor, uma vez que a tragédia do escalpelamento é causada principalmente pelos cabelos que se enrolam no eixo do motor dessas embarcações. O tratamento dessas vítimas (que são principalmente mulheres e crianças), quando efetivo, é longo, uma vez que inclui várias jornadas de cirurgias reparadoras, além de tratamento psicológico, pois as vítimas sofrem pelas sequelas estéticas e pela discriminação da sociedade. Assim, é de extrema importância a realização do manejo adequado na prevenção do acidente e a disponibilidade, no interior do Estado (onde a maioria das vítimas é procedente), de serviços preparados para atuar de forma eficiente no primeiro atendimento a essas vítimas.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência para:
Maria Lastenia Chagas Primo Menezes

Av. Conselheiro Furtado, 2.865 – Ed. Síntese 21, sobreloja 6 – Belém, PA, Brasil – CEP 66063-060
E-mail: consultoriolastenia@gmail.com, lastenia@amazon.com.br

Artigo recebido: 9/12/2011
Artigo aceito: 18/1/2012

 

 

Trabalho realizado na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, Belém, PA, Brasil.
Artigo submetido pelo SGP (Sistema de Gestão de Publicações) da RBCP.