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Revista Brasileira de Cirurgia Plástica

versão impressa ISSN 1983-5175

Rev. Bras. Cir. Plást. vol.28 no.2 São Paulo abr./jun. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S1983-51752013000200001 

EDITORIAL

 

A fraude em pesquisas científicas

 

 

A fraude em pesquisas científicas existe há muito tempo, porém o assunto veio à tona recentemente, em decorrência da notícia de que alta autoridade da área da saúde na Alemanha tinha sido flagrada com trabalho plagiado.

Atualmente, as autoridades competentes estão lidando com o problema de maneira mais rigorosa.

O número de casos relatados de plágio, falsificação e até fabricação (invenção) de resultados em trabalho científicos vem aumentando nos últimos anos, deixando no ar a sensação de que uma "epidemia de fraudes" está se espalhando pelo universo da comunidade científica.

O atual acesso à internet e os programas de computador facilitam tanto a prática como a detecção de fraudes.

Nos Estados Unidos, existe o Office of Research Integrity (ORI) do Departamento de Saúde do governo americano, que monitora e é encarregado de investigar denúncias de fraudes cometidas por cientistas.

Existem casos de retratação espontânea e outros em que há a formalidade da culpa.

Essas investigações baseiam-se geralmente pela Web of Science, a biblioteca digital que cataloga artigos das melhores revistas científicas do mundo ou trabalhos publicados na base PubMed.

As razões para que 2.047 trabalhos fossem retratados na base PubMed, até maio de 2012, foram: 698 por fraude, 192 por suspeita de fraude, 200 por plágio, 437 por erro científico, 290 por publicação duplicada, 108 por outros motivos, e 182 por motivo desconhecido.

No Brasil, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) é responsável pelo monitoramento dessa problemática.

Da mesma forma, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) divulgou o "Código de Boas Práticas Científicas", que estipula princípios fundamentais de integridade na ciência e determina regras e prazos para investigação de possíveis casos de má conduta.

Desde o lançamento do código, a FAPESP já citou 14 processos administrativos por má conduta científica, incluindo 3 por falsificação de dados de pesquisa, 1 por plágio associado a falsificação de dados, 1 por falsificação de dados curriculares e 1 por quebra de sigilo de assessoria ad hoc.

Como essa situação se encontra em franca ascensão, torna-se necessário comunicar e divulgar à comunidade, para que tais condutas sejam denunciadas no intuito de preservar a integridade científica.

 

Rolf Gemperli
Editor Associado

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