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Machado de Assis em Linha

On-line version ISSN 1983-6821

Machado Assis Linha vol.11 no.23 São Paulo Jan./Apr. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1983-6821201811231 

DA TRADIÇÃO CRÍTICA

MACHADO DE ASSIS E O TEATRO

MACHADO DE ASSIS AND THE THEATER

EDGARD CAVALHEIRO1 

1Universidade de São Paulo, São Paulo, São Paulo, Brasil

Resumo

Considerando, com Lúcia Miguel Pereira, ter sido medíocre a produção teatral machadiana, Edgard Cavalheiro procura entender, no contexto brasileiro, o caminho do escritor entre o entusiasmo pelo teatro e seu abandono precoce. O ensaio deixa ver a força do crítico Machado de Assis e sua concepção de arte, que permitem a Cavalheiro relativizar o propalado ceticismo machadiano.

Palavras-Chave: teatro; crítica teatral; Machado de Assis; arte dramática; Quintino Bocaiuva

Abstract

Drawing from Lúcia Miguel Pereira’s assertion that Machado’s production of plays was mediocre, Edgard Cavalheiro seeks to understand how the writer transitioned from enthusiasm for the theater and giving up on it at an early stage in the Brazilian context. The essay lays bare Machado de Assis’s strength as a critic and his concept of art, which enable Cavalheiro to relativize the Machadian skepticism that.

Key words: theater; theatrical criticism; Machado de Assis; dramatic arts; Quintino Bocaiuva

O ensaio "Da Tradição Crítica" que este número da MAEL oferece aos leitores é "Machado de Assis e o teatro", de Edgard Cavalheiro. De maneira objetiva e sutil, tal título concentra o caráter duplo, aliás múltiplo, das questões que aborda. Leva a pensar sobre a singularidade do escritor que, consagrado sobretudo como romancista e contista, foi também dramaturgo e crítico (teatral), além de poeta e cronista. Ao mesmo tempo que convida a conhecer o teatro machadiano, paixão tachada de pecado da juventude, o artigo instiga o desejo de saber mais sobre a especificidade do gênero dramático e sobre sua história no Brasil. Assim, desperta uma reflexão a respeito das relações entre Machado de Assis e o teatro, em termos de construção literária e de adaptação à cena teatral, considerando-se o público da época e até hoje. Resulta desse olhar de Cavalheiro, voltado para as ilusões e o desalento da trajetória do escritor, um flagrante da consciência de Machado quanto aos limites e às possibilidades da arte e da realidade.

Se o gosto do jovem Machado de Assis pelo teatro transparece numa crônica de 15 de julho de 1877 publicada na série "Histórias de Quinze Dias", da revista Ilustração Brasileira,1 é com um trecho dessa crônica que Edgard Cavalheiro abre seu ensaio. Além de chamar a atenção para o conhecimento e a segurança com que o escritor exercia a crítica, Cavalheiro busca entender o caminho de Machado entre o entusiasmo pelo teatro e seu "abandono prematuro".2

É conhecido dos estudiosos o diálogo de Machado de Assis com Quintino Bocaiuva, que julgou as peças do amigo destinadas antes à leitura do que aos palcos. Reputando-as medíocres, Edgard Cavalheiro se vale também do parecer de Lúcia Miguel Pereira,3 para quem a obra teatral de Machado foi um pecado, motivado pela paixão própria da mocidade.

Dessa forma, o leitor do ensaio de Edgar Cavalheiro depara com os impasses e a riqueza da questão do teatro na obra de Machado de Assis: avaliar a produção teatral machadiana envolve o problema crítico de compreender insuficiências do grande escritor; ao mesmo tempo, o estudo dos textos de Machado relativos ao teatro possibilita conhecer melhor as dimensões de sua consciência artística. Basta observar o trecho da carta a Bocaiuva, provavelmente escrita entre dezembro de 1862 e março de 1863,4 citado por Cavalheiro. Nessa carta-prefácio a seu volume de teatro, explicitando que concebia tal gênero como muito importante, o jovem escritor pondera que sua ambição de compor uma comédia de alcance exigia a combinação de consciencioso "estudo dos caracteres", "observação da sociedade" e "conhecimento prático das condições do gênero" – e aqui se encontram as vertentes de transitividade com o leitor/público, de expressão subjetiva, de representação histórico-social e de construção formal, as quais a crítica reconhece amalgamadas nas grandes criações artísticas.5

Justamente a feição machadiana de exímio dissecador de dramas interiores está na raiz de um paradoxo em relação a seu teatro: esse nível de análise de caracteres demandaria, como observa Edgard Cavalheiro, um "maduro meio teatral" para se desenvolver. Nesse sentido, o ensaísta destaca que, diante da falta de ambiente no país para o pleno desenvolvimento das vocações, Machado de Assis declarou a "missão social, missão nacional e missão humana" da arte teatral e da literatura. Por conseguinte, o vínculo de Machado com o teatro permite a Cavalheiro contestar o tão citado ceticismo do escritor: nega que faltasse sentido humano em suas obras e entende que nossas realidades sociais sempre contaram com seu interesse.

E, ao enfatizar a "atualidade contristadora" das observações de Machado de Assis a respeito das insuficiências de nosso teatro, arte e sociedade, Edgard Cavalheiro deixa ver sua própria face de intelectual crítico, preocupado com as mesmas questões do país, que permanecem. Cavalheiro contribuiu para a tradição literária e a memória do país. Nascido no interior de São Paulo (Espírito Santo do Pinhal, 1911 - São Paulo, 1958), foi escritor, editor, crítico literário e biógrafo, conhecido sobretudo como autor dos dois volumes da biografia de um grande amigo: Monteiro Lobato: vida e obra (São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1955). Colaborou em diversos periódicos, como O Estado de S. Paulo, Correio da Manhã, Revista do Globo, Diário de São Paulo. Foi um dos fundadores e presidente da Câmara Brasileira do livro e um dos idealizadores do Prêmio Jabuti.

A MAEL agradece a Maria Helena Cavalheiro, filha de Edgard, a autorização para publicar o ensaio, e também a Silvio D'Onofrio, estudioso do biógrafo e crítico, o apoio.

********

Eu fui um dos cavalos temporários do carro da prima-dona nas noites da bela Norma! Ó tempos! Ó saudades! Tinha eu vinte anos, um bigode em flor, muito sangue nas veias e um entusiasmo, um entusiasmo capaz de puxar todos os carros, desde o carro do Estado até o carro do Sol!"

Assim escrevia Machado de Assis, em 1877, recordando a mocidade que ficava para trás, com todas as suas ilusões e alegrias. Principalmente com as ilusões a respeito do teatro. Machado de Assis acalentou grandes sonhos e, no começo da carreira, a ribalta se lhe afigurava o caminho mais belo a ser percorrido. Escreveu peças e fez crítica teatral. Dois volumes marcam a sua passagem nesse setor das letras.

Escrevendo a propósito das atividades por ele desenvolvidas, na qualidade de crítico literário, acentuei que o ambiente da época não lhe permitira a persistência num gênero para o qual trazia todas as virtudes essenciais. Mostrei ainda que, apesar de exígua, sua contribuição fora das mais valiosas, e, mesmo hoje, os conceitos e conclusões que saíram da sua pena encontram ressonância, possuem indiscutível atualidade. Com referência ao crítico teatral e ao teatrólogo, as causas da não persistência serão, em parte, idênticas. Sem falarmos da feição do seu espírito, todo voltado para os dramas interiores, preocupado sempre com a fria e implacável dissecação de almas humanas (qualidades que somente um alto e maduro meio teatral permitiria desenvolver), precisamos também considerar a falta de ambiente e estímulos propícios ao pleno desenvolvimento de qualquer vocação, e que tão fortemente terão pesado nesse abandono prematuro, apesar do entusiasmo inicial. Entusiasmo que ele, em carta a Quintino Bocaiuva, quando da sua publicação de O caminho da porta e O protocolo, colocou nestes termos:

[…] Tenho o teatro por coisa mais séria, e as minhas forças por coisa muito insuficiente; penso que as qualidades necessárias ao autor dramático desenvolvem-se e apuram-se com o tempo e o trabalho; cuido que é melhor tatear para achar; é o que procurei e procuro fazer.

Caminhar destes simples grupos de cenas – à comédia de maior alcance, onde o estudo dos caracteres seja consciencioso e acurado, onde a observação da sociedade se case ao conhecimento prático das condições do gênero – eis uma ambição própria do ânimo juvenil, e que eu tenho a imodéstia de confessar.

Tendo, o teatro, absorvido a maior parte das suas atividades literárias na mocidade, tanto na madureza como na velhice serão raros os momentos em que a ele voltaria, e assim mesmo, sem mais aquele entusiasmo de outrora. Recordava-se, é certo, com saudades, dos dias em que, delirante de entusiasmo como "cavalo temporário do carro da prima-dona", arrastara pelas ruas da cidade a Candini, depois de ter ouvido a "bela Norma". Recordar-se-ia, com certeza, de mlle. Aimée, "demoninho louro, uma figura leve, esbelta, graciosa – uma cabeça meio feminina meio angélica – uns olhos vivos – um nariz como o de Safo – uma boca amorosamente fresca que parece ter sido formada por duas canções do Ovídio", demoninho que alguns dizem tê-lo inflamado, numa das raras aventuras amorosas que dele se conhecem, e assim mesmo, de curta duração.

Que restou, porém, de sua passagem pelo palco, como autor, e pela imprensa, como crítico teatral? É inegável que o teatro machadiano não sobrevive senão pelo nome do mestre. Medíocre e sem interesse, somente como curiosidade literária será percorrido pelos leitores de hoje. Lúcia Miguel Pereira, no mais arguto e completo estudo sobre a sua vida e obra, acentua isso muito bem: "Em Machado de Assis, o teatro, que tanto amou, foi, ressalvando talvez o Tu, só tu, puro amor, muito posterior às outras peças, um pecado de mocidade". Não há outra coisa a fazer senão endossar esses conceitos. Francamente, nem mesmo essa peça, a rigor, se pode salvar. Mas está claro que toda a paixão de Machado de Assis pelo teatro não terá sido inútil. Tentando compreendê-lo ou analisá-lo, procurando corrigir vícios ou aleijões nos atores ou autores contemporâneos, estudando ou percorrendo os mestres de todos os tempos, algum proveito seria tirado. Neste ponto, o volume de crítica possui os seus méritos. Sem contarmos que essas críticas espelham todo um longo e dos mais curiosos períodos da nossa história teatral (e mesmo social, pois o teatro, naqueles anos, era a única diversão da corte), temos ainda as ideias pessoais, as sugestões e censuras que em prol de um nível mais elevado para a arte dramática ele emitiu, com um conhecimento de causa e efeito, dos mais seguros e adiantados. A época, já disse, foi das mais curiosas. João Caetano, Vasquez, o ator Furtado, Eugênia Câmara e tantos outros mais são passados em revista através de interpretações de peças que, ao simples enunciar do título, nos despertam saudades e nos transportam para um período que a história oficial, na sua aridez característica, não conseguiu tornar desinteressante, e que estas crônicas evocam com toda a poesia e sabor das coisas realmente vividas.

Artistas que não deixaram nomes de então, hoje totalmente desconhecidos, enfim, uma autêntica ressurreição, feita naquele estilo claro e preciso, que ninguém depois dele conseguiu sobrepujar. As ideias não são menos interessantes. Machado de Assis se interessou muito de perto por alguns problemas do palco. Sabia e afirmava convictamente que "o teatro é uma força como arte, força como moral". "Não a inutilizem", clamava ele, "que é inutilizar o futuro." Quando, na corte, se agitou a ideia da fundação de um Conservatório Dramático, ele veio pela Semana, e em quatro folhetins abordou, de frente e energicamente, o assunto.

Interessante acentuar que, ainda hoje, a maioria das suas observações são de uma atualidade contristadora. Pouco ou nada adiantamos nesse terreno. Vejam este trecho: "A arena da arte dramática [substitua-se por meio teatral] entre nós é tão limitada, que é difícil fazer aplicações sem parecer assinalar fatos, ou ferir individualidades. De resto, é de individualidades e fatos que irradiam os vícios e as virtudes, e sobre eles assenta sempre a análise"! Ou então este pedacinho, reproduzível em qualquer análise sobre o atual teatro brasileiro: "O teatro não existe entre nós: as exceções são esforços isolados que não atuam, como o disse já, sobre a sociedade em geral". Querem mais? Vejam como em 1859 ele encarava as funções do teatro:

A iniciativa em arte dramática não se limita ao estreito círculo do tablado – vai além da rampa, vai ao povo. […]

[…] O teatro é para o povo o que o Coro era para o antigo teatro grego; uma iniciativa de moral e civilização. Ora, não se pode moralizar fatos de pura abstração em proveito das sociedades; a arte não deve desvairar-se no doido infinito das concepções ideais, mas identificar-se com o fundo das massas; copiar, acompanhar o povo em seus diversos movimentos, nos vários modos da sua atividade.

E acentuava, a seguir, a precariedade do nosso teatro pela ausência de originais brasileiros. Se como tablado ele degenerava, como literatura propriamente dita não passava de "fantasia de espírito". E, realmente, estava com a razão, pois não era possível fosse ela uma reprodução da nossa vida social, quando, em lugar "de caminhar na vanguarda do povo como preceptora", não fazia senão copiar, nas sociedades ultrafronteiras, meios e condições de vida. Topando com todas as reformas, como declarava, não esquecia de acentuar que a "arte caminha de par a par com a sociedade". Não compreendia assim como se podia falar em teatro nacional, quando todo ele era composto de peças alheias ao nosso meio, peças servidas ao paladar nacional através dessa "espécie de criado de servir que passa de uma sala a outra os pratos de uma cozinha estranha", como chamava os tradutores.

Palavras que destroem o tão propalado ceticismo machadiano, a tão falada e apregoada ausência de sentido humano nas suas obras. Machado de Assis sempre se interessou, muito de perto, pelas nossas realidades sociais. Não vivia, como tanto tempo nos fizeram crer, isolado na clássica torre de marfim, alheio aos movimentos que se processavam ao seu redor. A arte para ele tinha um objetivo determinado. E o teatro caminhava na vanguarda de todas as artes. "A leitora sabe", escrevia ele, "que o clássico não é o meu forte; aplaudo-lhe os traços bons mas não o aceito como forma útil ao século… Digo forma útil, porque eu tenho a inqualificável monomania de não tomar a arte pela arte, mas a arte como a toma Hugo, missão social, missão nacional e missão humana."

Missão social, missão nacional e missão humana, eis o tríptico em que Machado de Assis colocava não somente a arte teatral, mas a própria literatura. Fácil seria provar, através da sua obra, que ele jamais esteve isolado de qualquer movimento que elevasse e dignificasse ou ajudasse a melhor sorte do homem no meio da sociedade. Mas não é este o lugar apropriado para mostrarmos que, se as armas por ele empregadas, na maturidade e velhice, não foram as mesmas da mocidade, o pensamento construtor que o animou foi sempre o mesmo. Quisemos, nestas linhas, somente chamar a atenção dos leitores para algumas ideias sobre o teatro, por ele expendidas, e ainda hoje, de uma atualidade e de um flagrante dos mais contristadores.

Referências

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1 ASSIS, História de Quinze Dias, Ilustração Brasileira, 15 ago. 1876.

2 A respeito da história do teatro brasileiro e de Machado de Assis como criador e crítico teatral, recomendam-se os estudos de João Roberto Faria, tais como: "Machado de Assis, leitor e crítico de teatro", "Machado de Assis: tradutor de teatro" e, em especial, contendo os textos do escritor, Machado de Assis: do teatro (textos críticos e escritos diversos).

3 PEREIRA, Machado de Assis: estudo crítico e biográfico, p. 110.

4 ASSIS, Correspondência de Machado de Assis, tomo 1: 1860-1869, p. 20.

5 Confiram-se: BOSI, Reflexões sobre a arte; Brás Cubas em três versões; Machado de Assis na encruzilhada dos caminhos da crítica; PAREYSON, Os problemas da estética.

Ensaio originalmente publicado na Folha da Manhã, de São Paulo, a 18 de junho de 1939, p. 2.

Essay originally published in Folha da Manhã, in São Paulo, on June 18, 1939, p. 2.

APRESENTAÇÃO DE IEDA LEBENSZTAYN

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