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Revista Bioética

Print version ISSN 1983-8042On-line version ISSN 1983-8034

Rev. Bioét. vol.26 no.4 Brasília Oct./Dec. 2018

http://dx.doi.org/10.1590/1983-80422018264275 

Pesquisa

Correlação entre espiritualidade, religiosidade e qualidade de vida em adolescentes

Francely Tineli Farinha1 

Fábio Luiz Banhara2 

Gesiane Cristina Bom1 

Lilia Maria Von Kostrisch1 

Priscila Capelato Prado1 

Armando dos Santos Trettene1 

1 . Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Departamento de Enfermagem, Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo, (USP), São Paulo/SP, Brasil .

2 . Programa de Residência Multiprofissional em Síndromes e Anomalias, Departamento de Enfermagem, Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, USP, São Paulo/SP, Brasil

Resumo

Trata-se de revisão integrativa da literatura que selecionou artigos primários publicados entre 2012 e 2017, disponibilizados na íntegra, em inglês, português ou espanhol, correlacionando espiritualidade, religiosidade e qualidade de vida de adolescentes. Utilizaram-se os descritores “espiritualidade”, “religião”, “qualidade de vida” e “adolescente”, que foram combinados entre si e com os respectivos sinônimos. Foram incluídos 10 artigos que geraram três categorias temáticas: 1) favorecimento e fortalecimento da espiritualidade e religiosidade de adolescentes; 2) repercussões da espiritualidade e religiosidade referente ao enfrentamento situacional; e 3) influência da espiritualidade e religiosidade na qualidade de vida dos adolescentes. Há consenso entre os autores estudados de que existe forte correlação entre essas duas questões no bem-estar da população estudada.

Palavras-Chave: Espiritualidade; Religião; Qualidade de vida; Adolescente

A qualidade de vida pode ser definida como a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e dos sistemas de valores em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações1 . Relaciona-se diretamente com saúde física, estado psicológico, relações sociais, crenças pessoais e a interação do indivíduo com o meio ambiente, sendo, portanto, nesse contexto, indicador de saúde 2 . Também está diretamente ligada ao bem-estar espiritual. Dessa forma, o envolvimento cotidiano da pessoa nessa esfera tende a melhorar seu bem-estar e saúde 3 .

A espiritualidade refere-se à consciência de que existe algo sagrado, a partir de valores e conceitos particulares de cada indivíduo. A religião é atividade desenvolvida coletivamente, e engloba sistema de crenças, dogmas e práticas definidas ou pré-estabelecidas 4 . Os benefícios de desenvolver esse aspecto da vida humana, como já apontado por diversas publicações, incluem aumento da sensação de bem-estar, otimismo, melhor enfrentamento situacional, e diminuição da depressão e do estresse. Além disso, traz mais significado à vida do indivíduo, tornando-a mais tranquila e confortável 5-10 .

A adolescência é definida como fase de crescimento e desenvolvimento, caracterizada por intensas transformações físicas, mentais e principalmente psicossociais 11 . Adolescentes geralmente têm dificuldades ou limitações quanto à interação e desenvolvimento de questões relacionadas à religiosidade e espiritualidade 12 . Na confluência destes conceitos e perspectivas, surge a seguinte questão: adolescentes mais espiritualizados ou mais ligados à religiosidade possuem melhor percepção de sua qualidade de vida?

Recorrendo ao método de revisão integrativa, o objetivo desta investigação foi identificar e analisar as evidências na literatura referentes à correlação entre esses dois fatores na percepção de bem-estar dos adolescentes.

Método

A revisão integrativa da literatura permite abordar diversos tipos de estudo, admitindo vasta análise do assunto em questão e síntese do conhecimento produzido 13 . Para elaborar esta revisão, as seguintes etapas foram consideradas: desenvolvimento da questão norteadora “existe correlação entre espiritualidade e religiosidade com a qualidade de vida dos adolescentes?”; busca dos estudos primários nas bases de dados; extração de dados dos estudos; avaliação das pesquisas selecionadas; análise e síntese dos resultados e apresentação da revisão 14 .

Foram incluídos artigos primários, disponíveis na íntegra, em inglês, espanhol ou português, publicados nos últimos cinco anos (2012-2017). Foram excluídos os não primários, considerando os de opinião e as revisões, e aqueles que, após leitura na íntegra, não responderam à questão norteadora. Foram consultadas as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciência da Saúde (Lilacs), US National Library of Medicine (PubMed), Scopus e Web of Science, a partir dos descritores “espiritualidade”, “religião”, “qualidade de vida” e “adolescente”, em inglês e português. Tanto esses termos quanto seus sinônimos foram combinados entre si.

O processo de identificação, seleção e inclusão dos estudos se deu em três etapas. Na primeira, foi realizada a busca por meio dos descritores e seus sinônimos nas bases de dados. Os artigos foram inicialmente selecionados pela leitura minuciosa de títulos e resumos, sendo considerados os que atendiam aos critérios de inclusão. Para a escolha final foi feita a leitura dos artigos na íntegra. As seguintes variáveis foram utilizadas para coleta, sistematização e análise dos dados: título do artigo, autores, ano de publicação, método, país de origem, nível de evidência, grau de recomendação e base de dados. Depois dessas etapas, o conteúdo dos artigos foi classificado em categorias temáticas.

O método utilizado para avaliar a qualidade da evidência foi o de Oxford, sendo classificada em 1a, 1b, 1c, 2a, 2b, 2c, 3a, 3b, 4 e 5. Essa metodologia permite classificar os estudos em grau de recomendação, incluindo “A”, “B”, “C” e “D”, em que: “A” corresponde a bons indícios para apoiar a recomendação; “B” aponta que há indícios razoáveis para sustentar a recomendação; “C”, indícios insuficientes, contra ou a favor; e “D” significa que há indícios para descartá-la 15 . A busca dos artigos foi realizada em maio de 2017 por dois avaliadores independentes, concomitantemente. Nos casos em que não houve consenso foi consultado terceiro avaliador.

Resultados

Inicialmente foram selecionados 39 estudos a partir da consulta às bases de dados. Após a leitura dos títulos e resumos, restaram 14. Destes, foram excluídos três por se encontrarem em mais de uma base de dados. Assim, 11 artigos foram escolhidos para leitura na íntegra. Destes, 10 compuseram a amostra final ( Figura 1 ).

Figura 1 Fluxograma do processo de seleção dos artigos da revisão integrativa 

Dos artigos que fizeram parte da amostra final, o mais antigo tinha sido publicado em 2012 e os mais recentes em 2016. Todos estavam em inglês e disponíveis em bases de dados internacionais. Referente à procedência, prevaleceram os desenvolvidos nos Estados Unidos (EUA), perfazendo 60% do total. Em relação ao delineamento dos estudos, prevaleceram os transversais com nível de evidência 2c (60%) e grau de recomendação B (60%) (Tabela 1).

Tabela 1 Características dos estudos incluídos na revisão 

Autores Título Metodologia Local Evidência Grau de recomendação Base de dados
Dallas, Wilkins, Wang, Garcia, Lyon; 2012 16 Longitudinal pediatric palliative care: quality of life & spiritual struggle (FACE): design and methods Estudo clínico randomizado EUA 1B A PubMed
Anye, Gallien, Bian, Moulton; 2013 12 The relationship between spiritual well-being and health-related quality of life in college students Estudo transversal EUA 2C B Web of Science
Bernstein, D’Angelo, Lyon; 2013 17 An exploratory study of HIV+ adolescents’ spirituality: will you pray with me? Estudo transversal EUA 2C B Web of Science; Scopus
Bolghan-Abadi, Ghofrani, Abde-Khodaei; 2014 8 Study of the spiritual intelligence role in predicting university students’ quality of life Estudo transversal Irã 2C B Scopus
Zhang, Hui, Lam, Lau, Cheung, Mok; 2014 7 Personal spiritual values and quality of life: evidence from Chinese college students Estudo clínico randomizado China 1B A Scopus
Lyon, Garvie, He, Malow, McCarter, D’Angelo; 2014 6 Spiritual well-being among HIV-infected adolescents and their families Estudo clínico randomizado EUA 1B A Scopus; PubMed
Mirghafourvand, Charandabi, Sharajabad, Sanaati; 2016 2 Spiritual well-being and health-related quality of life in Iranian adolescent girls Estudo transversal Irã 2C B Web of Science
Mirghafourvand, Charandabi, Sharajabad; 2016 9 Spiritual well-being and its predictors among Iranian adolescent girls, 2014-2015 Estudo transversal Irã 2C B Web of Science
Miller, Wojcik, Ramirez, Ritt-Olson, Freyer, Hamilton, Milam; 2017 18 Supporting long-term follow-up of young adult survivors of childhood cancer: correlates of healthcare self-efficacy Estudo de coorte EUA 2B B Web of Science
Lyon, Kimmel, Cheng, Wang; 2016 19 The role of religiousness/spirituality in health-related quality of life among adolescents with HIV: a latent profile analysis Estudo clínico randomizado EUA 1B A Scopus; Web of Science

A partir da análise dos estudos selecionados, foram estabelecidas três áreas temáticas: 1) favorecimento e fortalecimento da espiritualidade e religiosidade em adolescentes; 2) repercussões da espiritualidade e religiosidade referentes ao enfrentamento situacional; e 3) influência da espiritualidade e religiosidade na qualidade de vida dos adolescentes ( Figura 2 ).

Figura 2 Categorias temáticas estabelecidas a partir da análise dos artigos incluídos na revisão integrativa 

Discussão

Fortalecimento da espiritualidade e religiosidade

A espiritualidade e a religiosidade estão entre os fatores culturais mais importantes, pois dão sentido à vida e são mecanismo de enfrentamento especialmente útil em doenças crônicas 20 .

Pesquisa realizada com 45 adolescentes com HIV positivo demonstrou que conversar sobre espiritualidade e religiosidade era forma de se fortalecer na luta contra a doença. Os participantes com HIV negativo também acreditavam que, caso infectados, considerariam importante para sua luta contra a doença conversar sobre esses temas 17 .

A maioria dos pacientes afirmou que gostaria que os médicos perguntassem sobre suas crenças espirituais nas seguintes situações: quando eram diagnosticados com doença grave, estavam sofrendo de doença de longa duração, recuperando-se de doença grave e com possibilidade de morrer. As razões pelas quais desejavam discutir as questões espirituais relacionavam-se ao desejo de que os médicos os compreendessem melhor, favorecendo o tratamento 17 .

O desejo de conversar e expor ideias decorre do amadurecimento físico, do desenvolvimento intelectual e da construção da identidade. A adolescência é período de crescimento e mudança, no qual os jovens estão estabelecendo seus próprios sistemas de crenças, enquanto ainda são influenciados por seus pais, acatando ou contestando suas opiniões 17 .

Portanto, o desenvolvimento espiritual faz parte da maturação das crianças na transição para a adolescência e vida adulta. Becker, Maestri e Bobato 21 apontam também a responsabilidade da família na evolução da saúde espiritual dos jovens. Depois de algum tempo, o adolescente pode assumir progressivamente o compromisso com essa questão, embora necessite de orientação para progredir espiritualmente e participar de atividades religiosas.

Depreende-se assim que a família tem grande influência na formação religiosa e espiritual do adolescente. Pesquisas mostram que a crença dos pais e a participação em cerimônias religiosas com a família contribuem de maneira expressiva para esse tópico, com consequentes melhorias na qualidade de vida 9,22 . Estudo longitudinal sobre cuidados paliativos nesta faixa etária evidenciou o papel fundamental da família no fortalecimento da capacidade de enfrentamento dos adolescentes 16 .

Estudo com grupos de estudantes revelou que o bem-estar espiritual está diretamente relacionado ao senso de espiritualidade e à participação em atividades religiosas. O envolvimento de adolescentes nessas atividades decorre da influência dos pais, bem como de uma visão positiva da comunidade, que motiva o estudante a tomar parte e interagir com os demais 12 .

Vários estudos mostram que espiritualidade e religiosidade estão ligadas à saúde mental dos adolescentes e jovens. Alguns mostram que nessa faixa etária muitos buscam ajuda e aconselhamento com psicólogos, seja por causa de angústias e preocupações quanto ao assunto ou devido à confusão de valores, relacionamentos problemáticos com colegas, preocupações sexuais e pensamentos de serem punidos pelos próprios pecados 23,24 .

De maneira geral, os trabalhos elencados consideram que, para ajudar os adolescentes a gerenciar o estresse, reduzir sintomas depressivos e estimular comportamentos de promoção da saúde, educadores e familiares devem estar preparados para abordar sua saúde espiritual 7 .

Espiritualidade e religiosidade no enfrentamento situacional

Diversos estudos advertem que esses dois pontos podem auxiliar o enfrentamento situacional quando se refere à saúde do indivíduo. O aumento da espiritualidade e religiosidade tem sido associado a resultados favoráveis na saúde 2,3,6 .

Pesquisa realizada com adolescentes norte-americanos apontou que existe entre eles forte crença em Deus e que a fé é importante para tomar decisões e fazer escolhas 6 . Entretanto, outro estudo mostrou que independentemente da afiliação religiosa, as pessoas com valores espirituais têm mais recursos para gerenciar desafios, encontrando significado e propósito em sua vida, o que promove seu bem-estar físico e psíquico 7 .

Investigação realizada com crianças e adolescentes com idade entre 5 e 18 anos e em tratamento oncológico em dois grandes centros médicos pediátricos de Los Angeles (EUA) identificou que aspectos espirituais e religiosos, de forma independente e combinada, estão associados ao melhor preparo dos sobreviventes para o autocuidado, além de ajudá-los a manter a esperança neste processo de transição e a conexão com os outros. A pesquisa associou ainda a qualidade de vida à autoeficácia, como decorrente das atividades de autocuidado 18 .

Pesquisa que incluiu adolescentes portadores do vírus HIV e seus familiares identificou que os primeiros tinham mais dificuldade do que os últimos em perdoar o dano causado pela doença 6 . Este achado pode refletir a luta espiritual travada pelos adolescentes para perdoar ou não o “outro” que foi a fonte de transmissão. Essa incapacidade de perdoar está associada a depressão e revolta, e pode ter implicações até mesmo na adesão ao tratamento antirretroviral. Os pesquisadores também reconheceram a importância de comunidades religiosas para enfrentar a epidemia de HIV, uma vez que podem auxiliar adolescentes, individual e coletivamente, a diminuir comportamentos ligados à transmissão do vírus 6 .

Religiosidade e espiritualidade podem ter diversos significados, influenciando atitudes, decisões e comportamentos dos adolescentes, além de envolverem aspectos físicos, mentais, emocionais e sociais. Com isso, o adolescente pode desenvolver condutas ligadas à saúde por causa desses dois elementos que vão funcionar como fatores de proteção e promoção da saúde 9 .

Outro estudo com adolescentes portadores de HIV identificou que, apesar de a religiosidade ter papel importante, diminuindo comportamentos de risco, dando apoio e sendo mecanismo de enfrentamento e gerador de esperança e conforto, pode também aumentar a angústia espiritual. Ou seja, o indivíduo pode pensar a doença como punição, o que o levará à baixa aderência à medicação e a piores resultados 17 .

Contudo, outras pesquisas demonstraram a relação positiva entre espiritualidade e religiosidade para enfrentar determinadas situações, demonstrando importante relação com a decisão de não consumir álcool e maconha, por exemplo, o que favorece, portanto, a saúde de forma geral 25,26 . O bem-estar espiritual e a atividade religiosa, incluindo aqui meditação, oração, leitura espiritual, bem como a participação em reuniões em igrejas, estão relacionados a avaliações positivas da saúde do indivíduo 12 . Assim, pessoas mais espiritualizadas ou religiosas sofrem menos problemas físicos de saúde, recuperam-se mais rápido e sentem menos estresse durante doenças graves 26,27 .

Espiritualidade e religiosidade na qualidade de vida

Os trabalhos analisados indicam que esses fatores têm grande influência na questão aqui tratada. Investigação realizada com estudantes universitários chineses identificou que seus valores espirituais e afiliação religiosa atuam na percepção sobre qualidade de vida. Constatou também que para eles questões mais terrenas, como dinheiro e bens materiais, não promoviam o bem-estar diário. O trabalho mostrou que, em sua visão, esses valores estavam mais ligados à influência na sociedade, a conquistar e preservar status social e experimentar prazeres materiais do que em assegurar o próprio bem-estar geral 7 .

A inteligência espiritual tem função importante na vida e na saúde das pessoas. Estudantes universitários iranianos questionados quanto a esse ponto e à qualidade de vida indicaram que há relação positiva e relevante entre ambos, ou seja, quanto mais espiritualizados, melhor a percepção de bem-estar 8 . Outra pesquisa confirmou existir relação positiva entre qualidade de vida e bem-estar espiritual em adolescentes iranianas 2 .

Estudo com adolescentes soropositivos e seus familiares observou que o bem-estar no cotidiano estava também ligado à elevada espiritualidade 6 . Outra pesquisa que explorou religiosidade e espiritualidade entre jovens na mesma condição identificou que a qualidade de vida estava consideravelmente ligada a esses dois fatores. Além disso, mostrou que a participação em serviços religiosos dava suporte social e podia se relacionar à melhora na saúde e bem-estar geral 19 .

Considerações finais

Considerando os aspectos individuais dos artigos e o fato de analisarem diferentes contextos, observou-se consenso de que religiosidade e espiritualidade influenciam diretamente a percepção da qualidade de vida em adolescentes. Por estabelecerem sentido para a existência e estimularem a vivência compartilhada de crenças e visões de mundo, fortalecendo laços sociais e a sensação de pertencimento, tornam-se efetivas aliadas na proteção, promoção e recuperação da saúde em situações de insegurança e angústia, como ocorre comumente na adolescência e, especialmente, quando se vive com doença grave nessa faixa etária.

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Recebido: 27 de Agosto de 2017; Revisado: 7 de Agosto de 2018; Aceito: 13 de Agosto de 2018

Correspondência Armando dos Santos Trettene – Rua Silvio Marchione, 3-20 CEP 17012-900. Bauru/SP, Brasil. Francely Tineli Farinha – Mestre – francelyfarinha@usp.br Fábio Luiz Banhara – Especialista – fabiolbanhara@hotmail.com Gesiane Cristina Bom – Mestre – gesibom@yahoo.com.br Lilia Maria Von Kostrisch – Doutora – lmvk@usp.br Priscila Capelato Prado – Doutora – priprado@usp.br Armando dos Santos Trettene – Doutor – armandotrettene@usp.br

Declaram não haver conflito de interesse.

Participação dos autores

Francely Tineli Farinha concebeu o projeto e, com Fábio Luiz Banhara, realizou a busca bibliográfica, analisou e interpretou os dados. Gesiane Cristina Bom contribuiu com a análise e interpretação dos dados e, com Lilia Maria Von Kostrisch, também redigiu e revisou o artigo. Priscila Capelato Prado e Armando dos Santos Trettene desenvolveram a revisão crítica do conteúdo intelectual, e este último aprovou a versão a ser publicada.

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