SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.16 issue4Parasitoids of muscoids diptera collected at Alvorada slaughterhouse in Itumbiara, south of Goiás, BrazilEvaluation of the biological control potential of Metarhizium anisopliae toward Boophilus microplus in pen trials author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária

On-line version ISSN 1984-2961

Rev. Bras. Parasitol. Vet. vol.16 no.4 Jaboticabal Oct./Dec. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S1984-29612007000400011 

NOTA DE PESQUISA

 

Características biológicas de Boophilus microplus (acari: ixodidae) a partir de infestação experimental em cão

 

Biological characteristics of Boophilus microplus (acari: ixodidae) on dog under experimental infestation

 

 

Marcos P. FranqueI; Huarrisson A. SantosI; Gil V. O. Da SilvaI; Julio T. TajiriII; Carlos L. MassardIII

ICurso de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias (CPGCV), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Km 7 da BR 465, Seropédica, RJ, 23890-000. Bolsista do CNPq. E-mail: marcosfranque@ufrrj.br
IICurso de Graduação em Medicina Veterinária, UFRRJ, Bolsista do CNPq
IIIDepartamento de Parasitologia Animal, Instituto de Veterinária, UFRRJ. Bolsista do CNPq. E-mail: carlosmassard@ufrrj.br

 

 


RESUMO

Boophilus microplus (Canestrini, 1887), um parasita comum dos bovinos, tem sido observado em cães. Com objetivo de descrever características biológicas desse parasitismo, um cão foi infestado experimentalmente com 10.000 larvas de B. microplus previamente mantidas em câmara climatizada a 27 ± 1 ºC e umidade relativa superior a 80%. A média da fase parasitária foi de 24,4 ± 1,50 dias, com uma taxa de recuperação de 0,42%. Das 21 fêmeas desprendidas natural e precocemente do hospedeiro, 6 (28%) ingurgitaram o suficiente (75,1 ± 30,23mg) para realizar postura. O período médio de prépostura foi de 4,33 ± 1,37 dias e o período médio de postura de 9,17 ± 2,32 dias, com produção média de 18,78 ± 15,34mg de postura. O índice médio de produção de ovos observado foi de 22,38%. Estes resultados demonstraram que fêmeas de B. microplus alimentadas em cão experimentalmente infestado, completam seu ciclo biológico. A obtenção de fêmeas, capazes de realizar posturas viáveis, sugerem a possibilidade do cão atuar como hospedeiro alternativo para B. microplus, especialmente quando não há disponível outra espécie de hospedeiro preferencial.

Palavras-chave: Canis familiaris; Cão; Biologia; Boophilus microplus.


ABSTRACT

Boophilus microplus, a common parasite of cattle, has eventually reported in dogs. To describe biological features of this parasitism, one dog was experimentally infested with 10,000 larvae of B. microplus which were previously held in acclimatized camera at 27 ±1ºC and relative humidity up to 80%. The mean of parasitic phase was 24.4 ± 1.50 days, with 0.42% of recovery rate. Of 21 natural detached B. microplus females, six engorged enough (75.1 ± 30.23mg) to achieve posture. The mean period of pre-posture was 4.33 ± 1.37 days and the means period of posture was 9.17 ± 2.32, producing a mean of 18.78 ± 15.34 posture weight. The mean of eggs production index observed was 22.38%. The results showed that B. microplus females fed on dogs to complete their life cycle. The females collected were able to ovoposite viable eggs suggesting that dogs can be a possible alternative hosts to B. microplus, especially when there is no other preferential host species available.

Key words: Canis familiaris; Dog; Biology; Boophilus microplus.


 

 

Dentre as espécies de ixodídeos, Boophilus microplus (Canestrini, 1887) se destaca por sua ampla distribuição e pelos grandes prejuízos causados à pecuária bovina (GRISI et al., 2002), seja pelo próprio parasitismo ou pela transmissão de agentes patogênicos como Babesia bovis (MAHONEY et al., 1979) e B. bigemina (DALGLIESH et al., 1978).

Recentemente, uma nova classificação foi proposta para o gênero Boophilus, onde, baseando-se em estudos morfológicos e moleculares, este ixodídeo foi re-posicionado como subgênero do gênero Rhipicephalus (MURRELL; BARKER, 2003). A aceitação desta nova proposta de classificação ainda é tema para discussões, não sendo um consenso no meio científico.

Aspectos biológicos de B. microplus, tendo bovinos como hospedeiros, já foram estudados intensamente por diversos autores (LEGG, 1930; HICHTCOCK, 1955; BENNETT, 1974; GONZALES et al., 1974; LONDT, 1977; DAVEY et al., 1980; MAGALHÃES, 1989; BITTENCOURT et al., 1990; FURLONG, 1990; GLÓRIA et al., 1993). Além da sua importância para os bovinos, outros mamíferos também podem ser parasitados, tais como: eqüinos, caprinos, ovinos, cães e veados (GONZALES, 1975). Conseqüentemente, estudos dos aspectos biológicos de B. microplus parasitando outras espécies hospedeiras têm sido realizados (TATE, 1941; BITTENCOURT et al., 1990; PRATA et al., 1999), sendo que o parasitismo de B. microplus em cão, no Brasil, foi relatado pela primeira vez por Aragão (1936). Estudos de campo apontam a ocorrência do parasitismo por B. microplus em cães. Ao examinar 150 cães em diferentes localidades em Porto Rico, Tate (1941) verificou que 2 apresentaram-se infestados por fêmeas de B. microplus, suficientemente ingurgitadas para realizar postura. No Brasil, um estudo realizado com 140 cães domésticos de área rural e urbana, em São Paulo, demonstrou que 36,8% dos cães de área rural estavam parasitados por R. sanguineus, B. microplus, Amblyomma ovale e A. cajennense, sendo observada infestação mista por B. microplus e R. sanguineus em um cão. Em cães de área urbana 27,5% dos animais estudados estavam infestados por R. sanguineus, sendo esta a única espécie encontrada (SZABO et al., 2001).

No que se refere ao estudo da biologia de B. mcroplus ao parasitar cão, somente Tate (1941) realizou infestações experimentais larvas de B. microplus em cães relatando a duração de cada estágio parasitário e o período da fase parasitária e que, apesar de nenhuma fêmea coletada ter realizado ingurgitamento completo, muitas foram capazes de depositar ovos viáveis. Contudo, outros aspectos biológicos da fase parasitária, bem como da fase não parasitária, são informações importantes e ainda desconhecidas do ciclo biológico de B. microplus ao parasitar cães.

Além da importância de outras espécies hospedeiras para manutenção de B. microplus no ambiente, estudos recentes têm apontado B. microplus como vetor potencial de hemoparasitos para espécies não bovinas. Guimarães et al. (1998), relacionaram B. microplus com a transmissão de Babesia equi, considerando-o como possível vetor natural deste hemoparasito. Posteriormente, Battsetseg (2002) obteve evidência molecular que incrimina B. microplus como vetor natural de B. equi e possivelmente de B. caballi, sugerindo a possibilidade de transmissão transestadial e transovariana do parasito neste vetor. Wen et al. (2003) detectaram, por meio de PCR, a presença de Ehrlichia canis em B. microplus coletados de caprinos. Ainda, estes autores relataram a presença de uma nova espécie do gênero Ehrlichia, muito semelhante a E. chaffeensis, e Anaplasma marginale em B. microplus coletados de bovinos no Tibet. A importância do parasitismo por B. microplus em outras espécies hospedeiras, bem como a possibilidade deste ixodídeo estar relacionado à transmissão de agentes patogênicos para outras espécies não bovinas, nos faz considerar a importância de estudos dos aspectos biológicos em possíveis hospedeiros alternativos. Neste sentido, o presente trabalho objetivou descrever aspectos da biologia de B. microplus utilizando o cão, de forma a contribuir com futuros estudos sobre esta relação parasito-hospedeiro, seja quanto à possibilidade de utilização desta espécie hospedeira na manutenção da população de B. microplus nas pastagens, bem como potencial agente transmissor de patógenos.

O presente estudo foi conduzido nas instalações da Estação para Pesquisas Parasitológicas W. O. Neitz, do Departamento de Parasitologia Animal do Instituto de Veterinária da UFRRJ. Para realização deste estudo foram utilizadas larvas de B. microplus obtidas dos dois primeiros dias da postura de teleóginas, conforme Barreira (1998), objetivando a obtenção de larvas livres de patógenos, coletadas de bovinos mestiços pertencentes ao rebanho da UFRRJ. Em seguida, as posturas foram pesadas e separadas em grupos contendo 0,5 mg de ovos, que foram colocados em seringas plásticas estéreis e adaptadas e mantidas em câmara climatizada do tipo BOD à temperatura de 27º(± 1ºC) e umidade relativa superior a 80%. Utilizou-se como hospedeiro um cão, sem raça definida (SRD), de nove meses de idade, a infestação foi realizada segundo a técnica de "ear's bag" descrita por Neitz et al. (1971), utilizando aproximadamente 10.000 larvas de B. microplus, oriundas de 0,5g de ovos segundo Sutherst et al. (1978) e Labruna et al. (1997), com 20 dias de eclodidas. A avaliação de aspectos tanto da fase parasitária quanto não parasitária foi realizada diariamente a fim de coletar dados referentes aos seguintes parâmetros: Fase parasitária - dia de início de desprendimento das fêmeas semi-ingurgitadas e ingurgitadas, duração da fase parasitária (média ponderada), dia modal de desprendimento das fêmeas, período de desprendimento das fêmeas, taxa de recuperação de fêmeas (obtida da divisão entre o número de fêmeas ingurgitadas por 5.000, obedecendo à relação de 1:1 entre machos e fêmeas), peso médio das fêmeas coletadas, bem como o ritmo de desprendimento das teleóginas; Fase não parasitária - peso médio das fêmeas em postura, número de fêmeas em postura, o período de pré-postura médio (considerado o intervalo entre o dia da coleta de cada fêmea coletada até o dia de início da postura), período de postura médio (obtido entre o primeiro e o último dia de oviposição), o peso da postura médio, o índice médio de produção de ovos (BENNETT, 1974), quantidade média de ovos (SUTHERST et al., 1968; LABRUNA et al., 1997), bem como o ritmo diário médio de postura.

Os resultados obtidos referentes à fase parasitária e não parasitária de B. microplus, utilizando cão como hospedeiro foi confrontado com dados da literatura obtidos do parasitismo desta espécie de ixodídeo em cães, caprinos e bovinos. Em relação às observações referentes à fase de vida parasitária de B. microplus em cães, Tate (1941) relatou a ocorrência de reações cutâneas, semelhantes às observadas no presente estudo, caracterizadas por uma forte reação de hipersensibilidade local, com desenvolvimento de uma dermatite seca acentuada no local de fixação das larvas. Porém, estas reações diferem das citadas por Gonzáles (1974) e Bittencourt et al. (1990), ao avaliarem infestações por B. microplus em bovinos, visto que estes autores não relataram à ocorrência de dermatite seca, mas sim produção de exsudato cutâneo em resposta ao parasitismo. Notou-se também, no presente estudo, uma alta taxa de mortalidade de larvas e ninfas, resultando em um pequeno número de indivíduos na fase adulta, bem como um desprendimento precoce das fêmeas, fato também relatado por Tate (1941) em cães. Este fato pode ter ocorrido devido às relações parasito-hospedeiro, já que o cão não é o hospedeiro de predileção para B. microplus. Por outro lado, a alta mortalidade larval pode ter ocorrido em resposta do hospedeiro à própria infestação (ROBERTS, 1971).

A duração média da fase parasitária de fêmeas de B. microplus observada no presente estudo foi de 24,40 ± 1,50 dias (Tabela 1), semelhante ao período entre 22 a 29 dias descrito por Tate (1941) em cães, e média de 22,60 dias ao infestar caprinos (DAEMON et al., 1998). O desprendimento precoce de partenóginas de B. microplus ao parasitar cão, também foi citado por Tate (1941), porém esta observação foi mais acentuada do que a referida por Gonzáles (1974), em bovinos estabulados. O período de desprendimento das fêmeas de B. microplus foi de 5 dias, iniciado no 22ºdia após infestação com as larvas. Este período é inferior ao período de 8 dias descrito por Tate (1941) em cães e de 9 dias descrito por Daemon et al. (1998) e em caprinos. Ao comparar com o período de desprendimento de 17 dias obtido de infestaçõesem bovinos (HITCHCOCK, 1955; GONZÁLES, 1974), este é 3,3 vezes maior ao obtido no presente estudo. A moda de desprendimento das fêmeas de B. microplus do cão ocorre tardiamente, no 26ºdia (Figura 1), quando comparada com infestações em caprinos, que ocorre entre o 22ºe 24ºdia (DAEMON et al., 1998), bem como em infestações em bovinos relatada no 23ºdia (HITCHCOCK, 1955) e 21ºdia (GONZÁLES, 1974). As fêmeas de B. microplus coletadas do cão, no presente estudo, apresentaram peso médio de 33,10 ± 38,84mg. Este valor é consideravelmente inferior a 204,70mg, descrito em infestações em caprinos (DAEMON et al., 1998), bem com aos valores entre 175 e 387mg em bovinos (LEGG, 1930; BENNETT, 1974; DAVEY et al., 1980;BITTENCOURT et al., 1990; GLÓRIA et al., 1993). A taxa de recuperação de fêmeas de B. microplus, verificada no presente estudo, foi de 0,42%. Este valor é relevantemente inferior à taxa de recuperação de 3,7% obtida de caprino (DAEMON et al., 1998) e 7,8% de bovinos estabulados(GONZÁLES, 1974).

 

 

 

 

Das fêmeas coletadas, apenas seis (28,6%) coletadas iniciaram postura, sendo 29,60mg o menor peso da fêmea de B. microplus que iniciou a postura e em média de 75,10 ± 30,23mg. Referente à fase não parasitária das fêmeas de B. microplus coletadas de cão (Tabela 2), o período médio de pré-postura foi de 4,33 ± 1,37 dias (Tabela 2), superior a 3,3 dias relatado para fêmeas obtidas de caprinos (DAEMON et al., 1998), e 2,73 a 3,70 dias, obtidos de infestações em bovinos (DAVEY et al., 1980; BITTENCOURT et al., 1990;FURLONG, 1990; GLÓRIA et al., 1993). O período médio de postura das fêmeas estudadas foi de 9,17 ± 2,32 dias, inferior a 13,9 dias, relatado para fêmeas de B. microplus coletadas de caprinos (DAEMON et al., 1998) e de 11 a 14 dias de bovinos (DAVEY et al., 1980; BITTENCOURT et al., 1990;FURLONG, 1990; GLÓRIA et al., 1993). Verificou-se 18,78 ± 15,34 mg de peso médio da postura das fêmeas de B. microplus coletadas do cão de (Tabela 2), enquanto relata-se 103,10 mg para postura de fêmeas de origem caprina (DAEMON et al., 1998), bem como a 151 mg, 111,52mg e 155,60mg observados respectivamente por Bittencourt et al. (1990), Furlong (1990) e Glória et al. (1993), descritos a partir de infestações experimentais em bovinos. Conseqüentemente, a quantidade média de ovos produzidos pelas fêmeas de B. microplus coletadas de cão (Tabela 2) é muito inferior a produzida por fêmeas coletadas de caprinos (DAEMON et al., 1998) e de bovinos (DAVEY et al., 1980; BITTENCOURTet al., 1990; GLÓRIA et al., 1993). O ritmo de postura foi apresentado graficamente (Figura 2), sendo verificado pico máximo no primeiro dia de postura, contrastando com o observado em bovinos. O índice médio de produção de ovos (IPO) de 22,38% (Figura 2) obtido no presente estudo, é inferior ao descrito para fêmeas de B. microplus de origem bovina de 41,87% (BARREIRA, 2001) e 58,50% (BITTENCOURT et al., 1990). Este valor de IPO, inferior para fêmeas de B. microplus coletadas de bovinos, está diretamente relacionado com o baixo peso das fêmeas coletadas do cão, visto que a produção de ovos depende da quantidade de sangue ingerido. Por outro lado, o simples fato das fêmeas de B. microplus realizarem postura, pode ser entendido como um esforço biológico no sentido da produção de ovos, mesmo em condição não ideal de parasitismo.

 

 

 

 

O somatório das alterações observadas nos parâmetros da fase parasitária de fêmeas de B. microplus sugere um efeito "em cascata", partindo do desprendimento precoce das fêmeas, que, interrompendo seu ingurgitamento apresentam significativas alterações na sua fase de vida não parasitária, culminando em um baixo potencial biótico do carrapato B. microplus ao utilizar esta espécie como hospedeiro. Isto se aplica, devido à inter-relação entre as fases de vida parasitária e a fase não parasitária, conforme Bennett (1974), o qual demonstrou que a produção de ovos, nesta espécie de carrapato, é dependente do grau de ingurgitamento da fêmea. Estas alterações corroboram a questão de que B. microplus realiza um grande esforço para levar seu ciclo biológico a termo, como já proposto por Prata et al. (1999).

A obtenção de fêmeas semi-ingurgitadas e ingurgitadas de B. microplus, em condições experimentais, capazes de realizar postura viável, somados a registros da ocorrência do parasitismo natural, nos faz considerar o cão, como potencial hospedeiro alternativo para B. microplus, principalmente em situações onde não há disponibilidade de outra espécie hospedeira preferencial. Entende-se assim que, estudos mais detalhados e com mais repetições devem ser realizados, seja em relação aos aspectos biológicos de B. microplus em cães, ou quanto à possibilidade de B. microplus atuar como transmissor de agentes patogênicos para cães, principalmente nas áreas rurais, onde há uma relação mais estreita entre cães e bovinos, consequentemente com B. microplus.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAGÃO, H. B. Ixodidas brasileiros e de alguns países limítrofes. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, v. 31, n. 4, p. 759-845, 1936.         [ Links ]

BARREIRA, J. D. Caracterização morfológica, aspectos biológicos e patogenia das formas e Babesia bovis (Vabés, 1988) e Babesia bigemina (Smith & Kilborne, 1893) (Protozoa: Babesiidae) em Boophilus microplus (Canestrini, 1887). 1988. 103 f. Dissertação (Mestrado) -Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 1998.         [ Links ]

BATTSETSEG, B.; LUCERO, S.; XUAN, X.; CLAVERIA, F. G.; INOUE, N.; ALHASSAN, A.; KANO, T.; IGARASHI, I.; NAGASAWA, H.; MIKAMI, T.; FUJISAKI, K. Detection of natural infection of Boophilus microplus with Babesia equi and Babesia caballi in Brazilian horses using nested polymerase chain reaction. Veterinary Parasitology, v. 107, n. 4, p. 351-357, 2002.         [ Links ]

BENNETT, G. F. Oviposition of Boophilus microplus (Canestrini) (ACARIDIDA: IXODIDAE) I. Influence of tick size on egg production. Acarologia, v. 16, n. 1, p. 5261, 1974.         [ Links ]

BITTENCOURT, A. J.; FONSECA, A. H.; FACCINI, J. L. H.; BUENO, B. F. Comportamento do Boophilus microplus (Canestrini, 1887) (ACARI) em infestações artificiais e naturais em diferentes hospedeiros. Arquivo Universidade Rural Rio de Janeiro, v. 13, n. 2, p. 173-182, 1990.         [ Links ]

DAEMON, E.; PRATA, M. C. A.; FACCINI, J. L. H. Goats as alternative host of Boophilus microplus (Acari: Ixodidae). Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 7, n. 2, p. 123-128, 1998.         [ Links ]

DALGLIESH, R. J.; STEWART N. P.; CALLOW, L. L. Transmission of Babesia bigemina by transfer of adult male Boophilus microplus. Australian VeterinaryJournal, v. 54, n. 4, p. 205-206, 1978.         [ Links ]

DAVEY, R. B.; GARZA, J. R. J.; THOMPSON, G. D.; DRUMOND, R. O. Ovipositional biology of the Southern cattle tick Boophilus microplus (Acari: Ixodidae) in the laboratory. Journal of Medical Entomology, v. 17, n. 2, p. 117-121, 1980.         [ Links ]

FURLONG, J. Comportamento de B. microplus (Canestrini, 1887), e Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787) em infestações consecutivas ou simultâneas em bovinos: análise preliminar de parâmetros Biológicos. 1990. 92 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Itaguaí, 1990.         [ Links ]

GLÓRIA, M. A.; FACCINI, J. L. H.; DAEMON, E.; GRISI, L. Biologia comparativa da fase não parasitária de estirpes de B. microplus (Can., 1887) resistente e sensível a carrapaticida em condições de laboratório. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 2, n. 2, p. 79-84, 1993.         [ Links ]

GONZALES, J. C.; SILVA, N. R.; WAGNER, E. M. O ciclo parasitário do Boophilus microplus (Canestrini, 1887) em bovinos estabulados Arquivo Faculdade Veterinária da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, v. 2, n. 1, p. 25-34, 1974.         [ Links ]

GONZALES, J. C. O controle do carrapato dos bovinos. Porto Alegre: Sulina, 1975. 103p.         [ Links ]

GRISI, L.; MASSARD, C. L.; MOYA BORJA, G. E.; PEREIRA, J. B. Impacto econômico das principais ectoparasitoses em bovinos no Brasil. Hora Veterinária, v. 21, n. 125, p. 810, 2002.         [ Links ]

GUIMARÃES, A. M.; LIMA, J. D.; RIBEIRO, M. F. Sporogony and experimental transmission of Babesia equi by Boophilus microplus. Parasitology Research, v. 84, n. 4, p. 323-327, 1998.         [ Links ]

HICHTCOCK, L. F. Studies on the non- parasitic stages of the cattle tick Boophilus microplus (Canestrini) (Acarina: Ixodidae). Australian Journal of Zoology, v. 3, n. 2, p. 295311, 1955.         [ Links ]

LABRUNA, M. B.; LEITE, R. C.; OLIVEIRA, P. R. Study of weigth of eggs from six ixodid species from Brazil. Veterinary Parasitology, v. 30, n. 2, p. 205-207, 1997.         [ Links ]

LEGG, J. Some observations on the life history of the cattle tick. (Boophilus australis) Proceedings Royal Society of Queensland, v. 41, n. 2, p. 121-132, 1930.         [ Links ]

LONDT, J. G. H. Oviposition and incubation in Boophilus decoloratus (Koch, 1844) (ACARINA: IXODIDAE). Ondestepoort Journal Veterinary Research, v. 44, n. 1, p. 13-20, 1977.         [ Links ]

MAGALHÃES, F. E. P. Aspectos biológicos, ecológicos e de controle de Boophilus microplus (CANESTRINI, 1887), no Município de Pedro Leopoldo, MG, Brasil. 1989. 117 f. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1989.         [ Links ]

MAHONEY, D. F.; MIRRE, G. B. A note on the transmission of Babesia bovis (syn B. argentina) by the one-host tick, Boophilus microplus. Research Veterinary Science, v. 26, n. 2, p. 253-254, 1979.         [ Links ]

MURRELL, A., BARKER, S. C. Synonymy of Boophilus Curtice, 1891 with Rhipicephalus Kock 1844 (Acari: Ixodidae). Systematic Parasitology, v. 56, n.3, p. 169-172, 2003.         [ Links ]

NEITZ, W. O.; BOUGHTON, F.; WALTERS, H. S. Laboratory investigations on the karoo paralysis tick (Ixodes rubicundus Neumann, 1904). Onderstepoort Journal of Veterinary Research, v. 38, n. 3, p. 215-224, 1971.         [ Links ]

PRATA, M. C. A.; DAEMON, E.; FACCINI, J. L. H. Biologia da fase não parasitária de Boophilus microplus (CANESTRINI, 1887) (ACARI: IXODIDAE) de origem caprina. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v. 8, n. 2, p. 107-111, 1999.         [ Links ]

ROBERTS, J. A. Behavior of larvae of the cattle tick Boophilus microplus (Canestrini) on cattle of differing degrees of resistance. Journal of Parasitology, v. 57, n. 3, p. 651-656, 1971.         [ Links ]

SUTHERST, R. W.; WHARTON, R. H.; UTECH, K. B. W. Guide to studies on tick ecology. Indooroopilly, Sidney: CSIRO, 1978. 59p.         [ Links ]

SZABO, M. P.; CUNHA, T. M.; PINTER; VICENTINI, F. Ticks (Acari: Ixodidae) associated with domestic dogs in Franca region, Sao Paulo, Brazil. Experimental Applied Acarology, v. 25, n. 10-11, p. 909-916, 2001.         [ Links ]

TATE, H. D. The biology of the tropical cattle tick and other species of tick in Puerto Rico, with notes on the effects on ticks of arsenical dips. Journal of Agriculture University Puerto Rico, v. 25, n.1, p. 1-24, 1941.         [ Links ]

WEN, B.; CAO, W.; PAN, H. Ehrlichiae and ehrlichial diseases in china. Annals of New York Academy Science, v. 990, n.1, p. 45-53, 2003.         [ Links ]

 

 

Recebido em 16 de maio de 2006
Aceito para publicação em 12 de dezembro de 2007.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License