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Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária

versión On-line ISSN 1984-2961

Rev. Bras. Parasitol. Vet. (Online) vol.18 no.1 Jaboticabal enero/mar. 2009

http://dx.doi.org/10.4322/rbpv.01801004 

ARTIGO COMPLETO

 

Soroprevalência de Anaplasma marginale em bovinos da região Centro-Sul do estado do Paraná, Brasil, por um teste imunoenzimático competitivo utilizando proteína recombinante MSP5-PR1

 

Seroprevalence of Anaplasma marginale in cattle from Center-South Region of Paraná State, Brazil by a competitive ELISA test with recombinant MSP5-PR1 protein

 

 

Elizabete Regina Marangoni MaranaI; Juliana Alves DiasII; Roberta Lemos FreireI; Josy Campanhã VicentiniIII; Marilda Carlos VidottoI; Odilon VidottoI

IDepartamento de Medicina Veterinária Preventiva, Universidade Estadual de Londrina – UEL
IIPós-graduação em Ciência Animal, Universidade Estadual de Londrina – UEL
IIIMedicina Veterinária, Universidade Estadual de Londrina – UEL e Bolsista do Programa PBIC/UEL/CNPq

Autor para correspondência

 


RESUMO

Foi determinada a prevalência de Anaplasma marginale em 223 soros de bovinos com idade maior ou igual a dois anos, das regiões de Ponta Grossa, Guarapuava e Laranjeiras do Sul, região Centro-Sul do estado do Paraná. O teste imunoenzimático de competição PR1 (cELISA-PR1) foi utilizado para determinar a presença ou ausência de anticorpos anti-A. marginale. Dos 223 soros analisados, 130 (58,74%) foram positivos pelo cELISA-PR1,  sugerindo  ser essa região de instabilidade de enzoótica, com uma porcentagem significativa de animais susceptíveis à infecção por A. marginale, com risco potencial para desenvolver a anaplasmose.  As características de tipo de exploração da propriedade, sistema de criação, manejo e forma de comercialização dos animais foram avaliadas. A análise estatística não demonstrou haver diferença significativa entre as variáveis estudadas e a positividade dos animais.

Palavras-chave: Anaplasma marginale, MSP5-PR1, cELISA, soroprevalência, bovino.


ABSTRACT

Anaplasma marginale prevalence was determined  in 223 sera samples in 2-year old or older cattle, from the Center- Southern Region of the Paraná State, including Ponta Grossa, Guarapuava and Laranjeiras do Sul municipalities. A survey of antibodies IgG class against Anaplasma marginale was performed through a competitive immune absorbent assay (cELISA-PR1).  From the 223 sera examined, 130 (58.74%) reacted to cELISA-PR1 test, suggesting an region of enzootic instability, with a significant percentage of animals susceptible to infection by A. marginale and potentially in risk to develop anaplasmosis. The kind of exploration in the property, the breeding and handling system, the presence of other animals (ovine/caprine, horses, wild animals), and means of commercialization of animals were analyzed. The statistical analysis showed that there were no significant differences among the analyzed variables.

Keywords: Anaplasma marginale, MSP5-PR1, cELISA, seroprevalence, cattle.


 

 

Introdução

A anaplasmose bovina é uma doença causada pelo Anaplasma marginale   (Ordem  Rickettsiales, Família   Anaplasmataceae) (DUMLER  et  al., 2001),  que  afeta  principalmente regiões tropicais e subtropicais (KREIER;  RISTIC, 1981), causando anemia, icterícia, perda de peso, aborto e mortes. Dessa forma, acarreta perdas econômicas na bovinocultura de carne e de leite (PALMER, 1989), podendo alcançar 500 milhões de dólares anualmente (GRISI et al., 2002).

No  estudo da  anaplasmose, diferentes testes sorológicos têm sido utilizados e comparações foram realizadas entre eles, como Fixação de Complemento – FC (RODGERS et al., 1994), Teste Aglutinação do Cartão – TAC (PEREZ et al., 1994), Imunofluorescência Indireta – IFI (FRAGADA; CORDOVÉS; PUENTES, 1991) e ELISA (NIELSEN et al., 1996), TAC e IFI (KNOWLES et al., 1982), FC, TAC e IFI (BUNDY et al., 1983), IFI e ELISA (JONGEJAN et al., 1988), cELISA (KNOWLES et al., 1996), cELISA e TAC (MOLLOY et al., 1999).

No Brasil, os estudos para avaliar a prevalência da anaplasmose bovina em diferentes regiões constataram que a infecção está disseminada pelo país, o que evidencia a necessidade de desenvolvimento de melhores métodos de diagnóstico e medidas de controle para a doença. Araújo et al. (1995) encontraram 97,6% de animais soropositivos na Bahia, utilizando o Teste de Conglutinação Rápida – TCR; no estado de Sergipe, pelo esfregaço sanguíneo, Oliveira et al. (1992) encontraram 12,3%; Madruga et al. (2000) encontraram, respectivamente, pela IFI e ELISA, 97,2 e 96,9% de animais soropositivos em região de estabilidade enzoótica do estado da Bahia e Yoshihara et al. (2003), utilizando um teste de ELISA por competição (cELISA), identificaram 76,1% de animais sororreagentes para A. marginale, na região de Umuarama, Paraná.

O cELISA utiliza como antígeno a proteína recombinante de 19 kDa do A. marginale (MSP5), e o anticorpo monoclonal ANAF16C1 ligado à peroxidase como conjugado (KNOWLES et al., 1996). Isolados de A. marginale de diferentes regiões do Brasil foram analisados por Western Blotting, e a MSP5 se mos- trou conservada em todos (KANO et al., 2002). Estudo realizado em rebanhos leiteiros da região de Londrina identificou 92,94% de animais soropositivos, sugerindo que essa é uma área de esta- bilidade enzoótica (ANDRADE et al., 2001). Estudos realizados em rebanhos de gado de corte da região de Umuarama, estado do Paraná, mostraram que 76,10% dos animais eram reagentes ao teste cELISA, sugerindo que essa região apresenta-se como área de instabilidade enzoótica (YOSHIHARA et al., 2003).

O presente trabalho teve como objetivo avaliar a prevalência da anaplasmose bovina na região Centro-Sul do Paraná, utilizando o teste de ELISA competitivo com rMSP5-PR1 (cELISA-PR1).

 

Material e Métodos

1. Região estudada  e amostragem

O  delineamento amostral foi elaborado em duas etapas, pelo Departamento de Defesa Animal – MAPA em colaboração com o Setor de Epidemiologia da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado do Paraná – SEAB. Primeiro, uma seleção aleatória de um número pré-estabelecido de propriedades, que representam as unidades primárias de amostragem. Dentro das unidades  primárias, com a finalidade de avaliar o estado sanitário do rebanho, foi amostrado de forma aleatória um número pré-estabelecido de animais (unidades  secundárias). Os soros bovinos foram colhidos e armazenados no Laboratório de Microbiologia (Tabela 1) do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, UEL. Foram colhidos 1.970 soros bovinos das Regionais da SEAB de Ponta Grossa, Guarapuava e Laranjeiras do Sul, na região Centro-Sul do estado do Paraná (Figura 1), dos quais foram amostrados 223 soros bovinos sorteados sistematicamente. O tamanho da amostra foi calculado adotando-se uma prevalência de 80%, precisão de 5% e nível

2. Questionário

Para a obtenção dos dados epidemiológicos utilizou-se um questionário preenchido no ato da coleta de cada amostra de sangue, cuja finalidade foi levantar informações sobre o ambiente de produção, produtos e aspectos sanitários da propriedade.

3. ELISA de competição com a proteína recombinante rMSP5-PR1

Foi empregada a proteína rMSP-PR1 como antígeno, segundo Knowles et al. (1996), com modificações.  A concentração da proteína utilizada foi 2 μg/100 μL/por cavidade. Os soros-controle e testes foram adsorvidos com lisado de E. coli BL21 Star (DE3) One ShotTM  na concentração de 0,22 μg/ML,  em tampão de conjugado (salina tamponada de fosfato de potássio 0,5 M pH 7,2 - PPBS - com 1% de leite desnatado), em volumes iguais (120 μL) e incubados por 30 minutos. O conjugado monoclonal ANAF16C1-HRPO anti-MSP5 produzido em camundongo foi adicionado na diluição de 1:12.000, em tampão de conjugado pH 7,2 com 5% de leite desnatado e incubado por 10 minutos em temperatura ambiente sob agitação e adicionados 100 μL/cavidade do substrato o-fenilenediamina di-hidroclorídrico (OPD – SIGMA P-6912) com peróxido de hidrogênio.

A determinação da porcentagem de inibição, representando um resultado positivo no cELISA, foi obtida a partir de 135 soros negativos da região livre de anaplasmose, Santa Vitória do Palmar, RS, abaixo do Paralelo 32 ºS, sendo determinada a partir da densidade óptica (DO) a 490 nm em leitor de ELISA Bio-Tek Instruments®, INC Modelo ELx 800) com DO média de 0,890, com um desvio padrão (DP) de ±0,018. Um valor de três DP abaixo da DO (0,647) representou 27% de inibição (MARANA, 2006). Os resultados foram expressos como porcentagem de inibição baseado na fórmula: 100 – [(DO490 média do soro teste x 100)/média da DO490 do controle negativo] (TORIONI DE ECHAIDE et al., 1998).

4. Análise estatística

Foram tabulados os dados das DOs dos soros-teste obtidos no cELISA em leitor de ELISA, calculadas as médias e submetidos à análise estatística pelo teste de Qui-Quadrado e Odds Ratio, mediante o programa Epi Info versão 6.04 (DEAN et al., 1994). Adotaram-se 95% de nível de confiança. A análise do perfil de estabilidade e instabilidade enzoótica foi efetuada segundo Mahoney e Ross (1972).

 

Resultados e Discussão

Os 223 soros analisados (Tabela 1) apresentaram 131 soros positivos, resultando  numa  prevalência de  130  (58,74%). Esse valor foi menor que os 92,94% de Andrade et al. (2001), dos 87,5% de Vidotto et al. (1998) encontrados na região de Londrina, no Norte do estado do Paraná, e dos 76,10% de Yoshihara et al. (2003), utilizando-se o cELISA, na região de Umuarama, Noroeste do estado do Paraná.

Anaplasma marginale possui na sua membrana, dentre outras, a proteína MSP5, a qual se encontra altamente conservada nos isolados de A marginale, A. centrale e A. ovis de várias regiões geográficas (VISSER et al., 1992). Kano et al. (2002) observaram sua presença nos isolados Flórida, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. O cELISA-PR1 utilizou como antígeno a rMSP5-PR1 do isolado PR1 de A. marginale, com ponto discriminativo de 27% de inibição. Assim os 58,74% dos bovinos da região Centro-Sul do estado do Paraná estudados foram soropositivos, apresentando porcentagem de inibição ≥27,11%. Esses resultados demonstraram uma prevalência menor quando comparados às regiões Norte e Noroeste do estado do Paraná. Esse fato aconteceu, provavelmente, por causa das diferenças de temperatura e umidade entre essas regiões, que poderiam interferir no desenvolvimento do vetor Rhipicephalus Boophilus microplus, sugerindo região de instabilidade enzoótica de acordo com o critério estabelecido por Mahoney e Ross (1972).

Diferentes autores, estudando o comportamento da anaplasmose bovina, encontraram variações na taxa de prevalência, tais como 1,17 a 2,49% na Suíça (DREHER et al., 2005); 0,89%  nas regiões áridas e montanhosas da Arábia Saudita (EL-METENAWY, 2000); 31 a 37% no semi-árido de Idaho, EUA (MAAS et al., 1986); 6 a 32% em diferentes regiões bolivianas (MAS et al., 2000) e de 80 a 99% nas regiões tropicais (PATARROYO; VIAS; GRANADO, 1978; KNOWLES et al., 1982; PAYNE; OSORIO,  1990; COSSIO-BAYÚGAR et al., 1997). Os 58,74% de prevalência, encontrados neste trabalho, mostraram que, no ambiente subtropical da região Centro-Sul do estado do Paraná, a prevalência da anaplasmose bovina apresentou oscilação, mostrando valores mais baixos quando comparados àqueles de regiões mais quentes do estado.

No  Brasil, estudos com  soros bovinos da  região Norte Fluminense, RJ mostraram que a prevalência da anaplasmose bovina variou entre 88,57 e 92,94%, com diferença significativa entre os municípios de área de instabilidade enzoótica, (SOUZA et al., 2000). Na região de estabilidade enzoótica semi-árida do estado da Bahia, em quatro municípios estudados, foi encontrado 94,8 e 97% de prevalência, utilizando-se dois sistemas de ELISA (BARROS et al., 2005). A região Norte do Paraná apresentou 67,38% dos bovinos positivos analisados pela IFI (VIDOTTO  et al., 1995) e 87,5% de bovinos positivos pelo cELISA (VIDOTTO  et al., 1998). A taxa de soroprevalência de 58,74% encontrada mostrou-se inferior àquelas encontradas em outras regiões do Brasil, demonstrando que, à medida que se avança para o sul do país, as condições climáticas vão se alterando e a prevalência da anaplasmose diminuindo.

Os resultados obtidos através da aplicação de questionário epidemiológico foram analisados associados com o estudo das variáveis apresentadas nas Tabelas 2 e 3, observando-se que não apresentaram resultados significativos no teste de Qui-Quadra do, com P = 0,01 e intervalo de confiança de 95%, quanto às diferentes características dos rebanhos e do sistema de manejo.

A raça dos animais não apresentou influência nos resultados, embora se tenha observado que os animais mestiços apresentaram um pequeno aumento na soropositividade  (Tabela 2). Por outro lado, Vidotto et al. (1998) analisaram animais de raça leiteira (Bos taurus) e animais cruzados (Bos taurus/Bos indicus) e encontraram taxa de soropositividade de 87,56%; Andrade et al. (2001) examinaram somente raças leiteiras (Bos taurus), obtendo 92,94% de soropositivos; e Yoshihara et al. (2003) encontraram um valor menor (76,88%), estudando bovinos de corte da raça Nelore (Bos indicus). Fatores que devem ter influenciado  essas diferenças são as raças e variações climáticas entre as regiões Norte e Central que podem interferir na maior ou menor população de vetores.

O sistema de comercialização do gado, a utilização de piquetes comuns por diferentes rebanhos, aluguel de pasto, piquetes de parição, presença ou a ausência de animais silvestres, como cervídeos, capivara e outros animais nas propriedades, também não apresentaram diferença significativa no teste do Qui-Quadrado (Tabelas 2 e 3).

 

Conclusão

Assim, com a prevalência de 58,74%, avaliada através do cELISA-PR1, em 223 soros bovinos, a região Sul, do estado do Paraná, apresentou-se como área de instabilidade enzoótica sendo necessária a observação quanto à infestação de carrapatos e seu controle, atenção quanto à manifestação de sinais clínicos, com animais parcialmente imunizados contra A. marginale e susceptíveis a surtos de anaplasmose. As características de tipo de exploração da propriedade, sistema de criação, manejo e forma de comercialização dos animais foram avaliadas.

 

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Autor para correspondência
Odilon Vidotto
Departamento de Medicina Veterinária Preventiva
Universidade Estadual de Londrina – UEL, Campus Universitário
CP 6001, CEP 86051-990, Londrina - PR, Brasil
e-mail: vidotto@uel.br

Recebido em 31 de Maio de 2008
Aceito em 27 de Fevereiro de 2009