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Organizações & Sociedade

Print version ISSN 1413-585XOn-line version ISSN 1984-9230

Organ. Soc. vol.6 no.15 Salvador May/Aug. 1999

https://doi.org/10.1590/S1984-92301999000200007 

ARTIGOS/ARTICLES

 

Automação flexível: o ocaso do taylorismo fordismo e a supremacia do toyotismo1

 

 

Marcus Alban

Professor Adjunto da UFBa, vinculado ao NPGA

 

 


RESUMO

Nos anos 70, em função do desenvolvimento da microeletrônica, a automação rígida foi tecnicamente superada pela automação flexível. Mesmo superada, contudo, ela não foi abandonada. Ao contrário, por pelo menos mais uma década, manteve-se como o paradigma dominante em todo o ocidente. Por que isto aconteceu? A hipótese desenvolvida é de que a automação flexível mostrou-se incompatível com o sistema taylorista-fordista de organização da do trabalho/produção. Por esta razão ela só pôde se desenvolver com a emergência do toyotismo. Neste sentido, pode-se concluir, também, que o toyotismo não supera o taylorismo-fordismo por uma superioridade intrínseca, mas sim por uma maior adequação ao novo paradigma tecnológico.


ABSTRACT

A long the 70's, the flexible automation surpassed the traditional one as consequence of micreletronics development. Even supassed the traditional automation was not ,abandoned.lt took a decade to be overtaken as dominant paradigm inthe western world. Why did it happen? The hipothesis in this paper is that flexible automation proved incompatible with taylorist ways of production. Due to this reason, flexible automation could only develop with the toyotism emergence. It can be shown, also, that toyotism do not surpass fordism due to a natural superior status but due to a better match wit the new tecnological paradigm


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text avaliable only in PDF.

 

 

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1 O presente artigo é uma síntese de parte do capítulo 8 da tese de doutorado do autor, Economia e Tecnologia: do desenvolvimento com pleno emprego ao crescimento sem emprego, defendi­da no IPE-FEA-USP em outubro de 1998.

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