SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.17 issue55Impasses in the constitution of a climate change mechanism: the experience of a brazilian company in generating power from wasteInstitutionalization of habits and routines in management accounting in furniture industry author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Organizações & Sociedade

On-line version ISSN 1984-9230

Organ. Soc. vol.17 no.55 Salvador Oct./Dec. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1984-92302010000400006 

ARTIGOS

 

Contratos psicológicos e terceirização: um estudo das relações entre vínculos e as práticas de gestão de pessoas

 

Psychological Contracts and Outsourcing: a study into working relations and human resource practices

 

 

Mino Correia RiosI; Sônia Maria Guedes GondimII

IMestre em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. Professor da Universidade Salvador – UNIFACS e das Faculdades Adventidas da Bahia – FADBA. Endereço: Av. Otávio Mangabeira, 11881/108. Salvador/BA. CEP: 41.650-350. E-mail: mino.rios@gmail.com
IIDoutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Professora da UFBA. E-mail: sggondim@terra.com.br

 

 


RESUMO

A terceirização é, talvez, a prática de gestão mais conhecida e difundida no Brasil, afetando milhares de pessoas direta e indiretamente. Seu uso, no entanto, é bastante diversificado. No presente estudo, foram investigados os contratos psicológicos de trabalho de trabalhadores terceirizados e não-terceirizados que exercem funções semelhantes nas mesmas organizações. Participaram do estudo 210 trabalhadores do setor terciário, sendo 105 deles terceirizados. Os participantes tinham, em média, 29,5 anos (dp=10,26) e sua maioria era de mulheres (58,5%), com nível de escolaridade superior completo ou em andamento (78%). Os resultados apontaram que trabalhadores terceirizados e não-terceirizados possuem diferentes padrões de contratos psicológicos, sobretudo se atuam em empresas públicas ou particulares. As diferenças foram mais expressivas em relação ao investimento numa relação de trabalho duradoura, na expectativa de equidade e na transparência em relação a anseios e problemas, da parte dos nãoterceirizados.

Palavras-chave: Contratos psicológicos. Terceirização. Recursos humanos.


ABSTRACT

Outsourcing is probably the most common and widespread managerial practice in Brazil affecting the lives of thousands, directly or indirectly. Its application is, however, very diverse. The present study investigates the psychological contracts of outsourced and non-outsourced staff who are responsible for similar functions in the same organization. The sample was 210 workers from the service sector, 105 of them working on an outsourcing regime. The participants were on average 29.5 years old (sd=10,26), most of them were women (58.5%), with high levels of education (78%). The results demonstrate that outsourced and non-outsourced workers present different psychological contract patterns, particularly when comparing outsourcing in public or private companies. The most significant differences are related to investment in long lasting employment relations, equity expectation, transparency with the goals and problems for non-outsourced employee.

Keywords: Psychological contracts. Outsourcing. Human resources.


 

 

Texto completo disponivel apenas em PDF.

Full text avaliable only in PDF

 

Referências

ARAÚJO, L. C. G. de. Terceirização (outsourcing): foco nos produtos e nos serviços. In: ARAÚJO, L.C.G. Tecnologias de gestão organizacional. São Paulo: Atlas, 2001. p. 88-108.         [ Links ]

ARGYRIS, C. Understanding organizational behavior. Homewood. IL: Dorsey, 1960.         [ Links ]

BAKER, H.G. The unwritten contract: job perceptions. Personnel Journal, v. 6, n. 7, p. 37-41, jul.,1985.         [ Links ]

CARVALHO, B.C.T. de. Terceirização e comprometimento no trabalho: um estudo na COELBA. 2000. Dissertação (Mestrado em Administração) - Escola de Administração, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2000.         [ Links ]

CAVANAUGH, M.; NOE, R. Antecedents and consequences of relational components of the new psychological contract. Journal of Organizational Behavior, v. l. n. 20 (3), p. 323-340, May, 1999.         [ Links ]

CULLINANE, N.; DUNDON, T. The psychological contract: a critical review. International Journal of Management Reviews, v. 8, n. 2, p.113-129, June, 2006.         [ Links ]

DRUCK, G. Flexibilização, terceirização e precarização: a experiência dos sindicatos. In: FRANCO, T. (Org.). Trabalhos, riscos industriais e meio ambiente: rumo ao desenvolvimento sustentável? Salvador: EDUFBA, 1997. p.117-158.         [ Links ]

FONTANELLA,D.; TAVARES, E.; LEIRIA, J.R. O lado (des)humano da terceirização – O impacto da terceirização nas empresas, nas pessoas e como administrá-lo. Salvador: Casa da Qualidade, 1994.         [ Links ]

INFOJUS. Portal do Poder Judiciário, abril, 2007. Disponível em: <www.info jus.gov.br/portal/ultimaver.asp?lgNoticia=2566>. Acesso em: 25 mar. 2007.         [ Links ]

JANSSENS, M.; SELS, L.; VAN DEN BRANDE, I. Multiple types of psychological contracts – a six-cluster solution. Human Relations, v. 56, n. 11, p. 1349-1378, 2003.         [ Links ]

LEVINSON, H. et al. Men, man-agement and mental health. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1962.         [ Links ]

MACNEIL, I.R. Relational contract: what we do and what we do not know. Wisconsin Law Review, v.3, p. 483-525, 1985.         [ Links ]

MILKOVICH, G.T.; BOUDREAU, J.W. Administração de recursos humanos. São Paulo: Atlas, 2000.         [ Links ]

MUCHINSKY, P. M. Atitudes e comportamento organizacionais. In: MUCHINSKY, P. M. Psicologia organizacional. São Paulo: Pioneira Thomson, 2004. p. 300-331.         [ Links ]

RIOS, M.C. Atribuições iguais, vínculos organizacionais desiguais: investigando os contratos psicológicos de terceirizados e não-terceirizados. 2007. 154 f. Dissertação (Mestrado em Psicologia) - Curso de Psicologia, Departamento de Psicologia, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2007.         [ Links ]

RIOS, M. C.; BASTOS, A.V.B.; GONDIM, S.M.G.; MENEZES, I.G. Gestão da inovação organizacional: práticas, impactos e teorias implícitas que guiam os atores organizacionais. Relatório CNPq, Salvador, 2002.         [ Links ]

ROEHLING, M. V. The origins and early development of the psychological contract construct. Journal of Management History, v. 3, n. 2, p. 204-217, 1997.         [ Links ]

ROUSSEAU, D.M. Psychological and implied contracts in organizations. Employee Responsibilities and Rights Journal, v. 2, n.2, p. 121-139, 1989.         [ Links ]

ROUSSEAU, D.M. Psychological contracts in organizations – understanding written and unwritten agreements. Thousand Oaks, CA: Sage, 1995.         [ Links ]

ROUSSEAU, D.M. Organizational behavior in the new organizational era. Annual Reviews Psychology, v. 48, p. 515-546, fev., 1997.         [ Links ]

ROUSSEAU, D. M. Psychological contract inventory: technical report. Version 2. Pittsburgh, Pennsylvania: Carnegie Mellon University, 2000.         [ Links ]

ROUSSEAU, D. M. Schema, promise and mutuality: the building blocks of the psychological contract. Journal of Occupational and Organizational Psychology, v. 74, n. 4, p. 511-541, nov., 2001.         [ Links ]

ROUSSEAU, D. M. Extending the psychology of the psychological contract: a reply to "Putting Psychology Back Into Psychological Contracts". Journal of Management Inquiry, v. 12, n. 3, p. 229-238, 2003.         [ Links ]

SCHEIN, E.H. Organizational psychology. Englewood Cliffs, New Jersey: Pretince-Hall, 1965.         [ Links ]

SELS, L.; JANSSENS, M.; DEN BRANDE, I.V. Assessing the nature of psychological contracts: a validation of six dimensions. Journal of Organizational Behavior, v. 25, n.4, p. 461-488, 2004.         [ Links ]

SHORE, L.M.; BARKSDALE, K. Examining the degree of balance and level of obligation in employment relationship: a social exchange approach. Journal of Organizational Behavior, v.19, p.731-44,1998.         [ Links ]

SINDICATO MERCOSUL. Terceirizados já são 16% dos trabalhadores. Set., 2006 Disponível em: <http://www.sindicatomercosul.com.br/ noticia02.asp?noticia=33291>. Acesso em: 20 mar. 2007.         [ Links ]

THOMAS, D.C.; AU, K.; RAVLIN, E. Cultural variation and the psychological contract. Journal of Organizational Behavior. v. 24, n. 5, p. 451-471, ago., 2003.         [ Links ]

 

 

Artigo recebido em 13/11/2008. Artigo aprovado, na sua versão final, em 28/11/2010.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License