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urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana

versão On-line ISSN 2175-3369

urbe, Rev. Bras. Gest. Urbana vol.5 no.1 Curitiba jan./jun. 2013

http://dx.doi.org/10.7213/urbe.7782 

SEÇÃO ESPECIAL: MIGRAÇÃO DAS IDEIAS URBANAS NO MUNDO LUSÓFONO PARTE 2

 

Editorial: Seção Especial

 

 

Editores convidados: Fábio Duarte e Clovis Ultramari

 

 

Este número da revista urbe traz a segunda e última parte de seu projeto de apresentar artigos relacionados com um recorte geográfico (o mundo de língua portuguesa) e com um recorte temático (o trânsito das ideias referentes ao mundo urbano nesse grande espaço lusófono).

Muito já foi falado que, na produção acadêmica, ao se terminar um projeto de pesquisa, surge o desejo de se avançar ainda mais na investigação inicialmente proposta. Talvez haja mesmo uma grande verdade quando se diz que um bom fim para uma pesquisa é quando a sua força em instigar novas curiosidades investigativas se revela.

Nesse nosso caso, essa verdade já se confirmaria quando da decisão de publicar uma segunda parte de nosso dossiê "Migração das ideias urbanas no mundo lusófono". Não apenas foram grandes o número e a qualidade dos artigos recebidos para essa chamada, também se confirmaram diversas as formas de discutir os percursos das ideias num determinado mundo. Assim, se a ideia do dossiê era, no início, restrita, logo foi necessário ampliá-la. Sobre o planejado dossiê único, decidiu-se por dois; sobre os temas, que se acreditava suficientes, optou-se por diversificá-los. O resultado dessa ampliação constitui o presente número da revista urbe, sempre acompanhado de outros artigos com temáticas sugeridas pelos próprios autores.

Se uma empreitada acadêmica deve mesmo terminar com a sugestão de outros projetos, ao concluirmos esse duplo dossiê, nos perguntamos que continuidade seria adequada e possível.

Os artigos trazidos por esses dois números da revista urbe parecem ter em comum a discussão de uma ideia migrada; ou seja, deixam ao leitor a tarefa de reconhecer as similaridades que fazem das experiências e fatos aqui relatados um conjunto que guarda homogeneidade.

Para além da ideia migrada está a discussão sobre como elas migraram, porque o fizeram, qual o caminho e o tempo perseguido, e a quais processos adaptativos se submeteram. Esse duplo dossiê termina, pois, não apenas com a disponibilização ao leitor das peças, evidentemente restritas em número, diversidade temática e perfil investigativo, de um mundo muito maior. Esse dossiê termina também com a indicação de que existem uma unidade e uma singularidade urbanas no recorte do mundo lusófono. Todavia, esse dossiê sugere um aprofundamento dessas discussões: se ele nos indica que ideias migraram, ele agora instiga ao debate para a qualificação dessa mesma migração.

Temos agora como sugestão aos leitores e como desafio aos editores da revista urbe pensar metodologias que nos ajudem a investigar essa questão. Poder-se-ia agora, talvez, trabalhar com um recorte temático mais preciso. Tomemos como exemplo a legislação urbana de uso do solo. Uma longa retrospectiva histórico-analítica da apropriação de determinados instrumentos legais em países selecionados poderia, acredita-se, relatar e explicar o percurso de uma ideia. Comparativamente, o mesmo exercício para uma seleção de países externos ao mundo lusófono poderia contribuir para identificar distanciamentos que hoje apenas imagina-se existirem. Poder-se-ia agora, talvez, trabalhar com um recorte geográfico menor que o todo do mundo lusófono. Tomemos como exemplo a apropriação de instrumentos de gestão urbana explicitados pela legislação brasileira, o Estatuto da Cidade, e como ela vem sendo eventualmente apropriada em países de língua portuguesa na África. Outros exemplos, sempre com dúvidas, surgiram da leitura desse segundo volume do dossiê.

Com isso, esperamos ter contribuído para a difusão dos estudos relatados nos artigos e instigado o interesse para futuras pesquisas correlatas.

Boa leitura!

 

Clovis Ultramari e Fábio Duarte
Editores

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