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Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos

Print version ISSN 0034-7183On-line version ISSN 2176-6681

Rev. Bras. Estud. Pedagog. vol.97 no.247 Brasília Sept./Dec. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/s2176-6681/307042791 

EDITORIAL

EDITORIAL

Ana Maria de Oliveira Galvão

Ana Maria Iório Dias

Flávia Obino Corrêa Werle

Guilherme Veiga Rios

Maria Clara Di Pierro

Rogério Diniz Junqueira

Wivian Weller

A RBEP número 247 oferece aos leitores um conjunto de dez artigos e dois relatos de experiência, tratando tanto da educação básica como da educação superior, de práticas pedagógicas, políticas educacionais e estratégias de ensino. No conjunto, oferece um rico debate tematizando avaliações em larga escala, gestão democrática, educação infantil, padrões educacionais, currículo, educação inclusiva, bem como questões de educação ambiental.

Os quatro artigos iniciais têm como foco as políticas educacionais em perspectiva macro, nas dimensões da avaliação e busca de resultados pelas redes públicas, da legislação que ordena redes municipais e das relações público-privado. O artigo de Phil Lambert analisa currículo e avaliações em larga escala, destacando as dificuldades de negociação de padrões educacionais em uma Federação como a Austrália. Joana Buarque de Gusmão e Vanda Mendes Ribeiro tratam em sua pesquisa de avaliações em larga escala e do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas redes estadual e municipais do Acre, problematizando diversas questões, dentre as quais as relacionadas à equidade, à infraestrutura e ao regime de colaboração. Rosimar Serena Siqueira Esquinsani debate políticas na perspectiva da gestão democrática da escola pública e estratégias utilizadas por municípios do Rio Grande do Sul para o provimento do cargo de diretor. Igualmente discutindo a educação pública, mas na perspectiva da oferta da educação infantil, o trabalho de Raquel Fontes Borghi e Regiane Helena Bertagna problematiza o atendimento conveniado nessa etapa de ensino encaminhando para a análise das relações público-privado que se estabelecem na educação brasileira em face do direito à educação na infância.

O artigo de Artur Gomes de Morais trata também da educação infantil mas, entrando em sala de aula, sugere caminhos para fazer avançar o ensino e a aprendizagem da língua escrita junto a turmas de alunos de cinco anos. Igualmente trabalhando na dimensão da docência, Maria Amélia do Rosário Santoro Franco revisa suas produções acerca de práticas pedagógicas e do trabalho do professor, oferecendo uma reflexão consistente e importante a ser considerada em propostas de formação inicial e continuada de professores e no cotidiano de redes, escolas e universidades. O artigo de Helvio Frank Oliveira privilegia o professor, problematizando as marcas de gênero em discursos de estudantes de um curso de Letras de universidade pública.

Dentre os artigos que tratam de educação inclusiva, encontra-se o de Clarissa Haas, Edson Pantaleão, Rosimeire Maria Orlando e Claudio Roberto Baptista, que resulta de um projeto de formação e investigação envolvendo três universidades. Os autores destacam que o desafio central da educação inclusiva está em estratégias de gestão dos cotidianos, de forma a auxiliar na construção de trajetórias escolares de estudantes independentemente de sua faixa etária e tipo de deficiência. Tania Mara Zancanaro Pieczkowski aborda os desafios da docência diante de estudantes com deficiência destacando as descobertas e aprendizagens de docentes do ensino superior ante à avaliação e à diferença.

Finalizando a seção "Estudos", a pesquisa etnográfica de Maria Zenaide Alves e Juarez Tarcísio Dayrell tem como foco os processos de escolarização de jovens de ensino médio de uma comunidade rural e os distanciamentos entre seus sonhos e suas condições concretas de vida.

Os dois relatos de experiência adentram a sala de aula e os processos de ensino-aprendizagem. Elton Mitio Yoshimoto, Graziele Maria Freire Yoshimoto, Givan José Ferreira da Silva e Marilu Martens Oliveira contribuem fundamentando teoricamente o gênero textual "mapas conceituais", demonstrando sua importância e virtualidade inclusive para práticas pedagógicas de viés colaborativo e dialógico. Para tanto, os autores descrevem uma experiência realizada na disciplina de história junto a alunos do 6º ano do ensino fundamental. Nathália Formenton da Silva e Paulo Henrique Peira Ruffino contribuem com um relato de experiência acerca de educação ambiental crítica junto a jovens, demonstrando a acolhida e valorização que os estudantes dão a este tema quando tratado com metodologias dinâmicas.

Neste número 247, a RBEP, portanto, fiel a seu foco, publica artigos resultantes de pesquisas consistentes e originais, abordando temas que contribuem para a construção do conhecimento na área de Educação. Realmente os artigos deste número trazem debates acerca de políticas educacionais de âmbito internacional, nacional, estadual e municipal, assim como práticas docentes envolvendo diferentes níveis e modalidades de ensino.

Ao nosso público desejamos boa leitura.

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