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Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.23 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912011000100010 

ARTIGO ORIGINAL ORIGINAL ARTICLES

 

Verificação da efetividade de uma ação educativa sobre proteção auditiva para trabalhadores expostos a ruído

 

 

Clayton Henrique RochaI; Livia Haisa Damha SantosII; Renata Rodrigues MoreiraIII; Ivone Ferreira Neves-LoboIV; Alessandra Giannella SamelliV

ICurso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil
IICurso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil
IIIHospital Universitário, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil
IVCurso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil
VCurso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar a efetividade de uma ação educativa de treinamento, com ênfase na importância da proteção auditiva, para trabalhadores expostos a ruído ocupacional.
MÉTODOS: Participaram 78 funcionários do gênero masculino. Todos os indivíduos passaram por avaliação audiológica completa e responderam a um questionário no momento do início do atendimento. Para a segunda aplicação do questionário, os participantes foram randomicamente divididos em dois grupos: Grupo Pesquisa, constituído por 44 funcionários, que responderam ao questionário após passarem por treinamento educativo, e Grupo Controle, constituído por 34 funcionários, que responderem ao questionário antes de passar por treinamento educativo. O treinamento foi feito com base em material gráfico com figuras e textos, sob a forma de conversa. Os temas abordados foram: importância da audição, efeitos do ruído sobre a saúde, importância da prevenção da perda auditiva e da utilização do protetor auditivo, conservação e higienização dos protetores, níveis de ruído no ambiente de trabalho e atenuação do ruído fornecida pelos protetores auditivos. O questionário continha 14 perguntas de múltipla escolha que abordavam os mesmos temas explorados no treinamento educativo.
RESULTADOS: Houve aumento significativo do número de acertos durante a 2ª aplicação do questionário, somente para o Grupo Pesquisa, em todas as comparações realizadas.
CONCLUSÃO: Ações educativas realizadas com trabalhadores expostos a ruído ocupacional são efetivas. Além disso, o questionário é uma ferramenta estável e viável para a verificação da efetividade de programas educativos.

Descritores: Ruído ocupacional/prevenção & controle, Programa de prevenção de riscos no ambiente de trabalho, Perda auditiva provocada por ruído/prevenção & controle, Desenvolvimento de programas, Questionários


 

 

INTRODUÇÃO

Os Programas de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA) constituem um conjunto de medidas preventivas a serem desenvolvidas com o objetivo de evitar a instalação ou a evolução da Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE)(1). As legislações brasileira e internacionais, que contemplam a área da Saúde do Trabalhador, preconizam que um PPPA deve incluir monitoramento do ruído, monitoramento audiométrico, uso de proteção auditiva, treinamento e educação dos trabalhadores, além da avaliação da efetividade do Programa(2,3).

Um estudo que analisou os PPPA de quatro indústrias metalúrgicas de São Paulo concluiu que os programas não estão sendo adequadamente conduzidos, pois a exposição ao ruído continua excessiva, o risco para PAINPSE ainda é grande e os treinamentos não são oferecidos aos trabalhadores de forma adequada(4). Este quadro ocorre em âmbito nacional e internacional(5-10).

A redução ou eliminação do ruído seria a melhor estratégia para suprimir ou diminuir os riscos para a audição. No entanto, o uso de proteção auditiva individual tem sido a estratégia utilizada pela maioria dos empregadores, por ser, em curto prazo, mais rápida e de menor custo(10). Para o sucesso da utilização dos protetores auditivos, o treinamento e a educação dos trabalhadores são fundamentais(11). Porém, esta etapa do PPPA não tem recebido a devida atenção por parte das indústrias e pesquisadores da área(10,12).

Cabe ressaltar que além da implementação de um programa de treinamento e educação estruturado para trabalhadores expostos a ruído, é de suma importância que a efetividade deste seja avaliada periodicamente(2,3). Existem poucos estudos na literatura que utilizam instrumentos simples e objetivos para avaliar a efetividade das ações educativas dentro de um PPPA(1,12,13). O desenvolvimento de instrumentos deste tipo é essencial, para que futuramente possam ser incorporados à etapa de avaliação da efetividade das ações. Assim, os programas serão cada vez mais aprimorados, pois haverá adequação dos conteúdos à realidade de cada ambiente ocupacional.

Desta forma, o objetivo deste estudo foi verificar a efetividade de uma ação educativa de treinamento, com ênfase na importância da proteção auditiva, para trabalhadores expostos a ruído ocupacional.

 

MÉTODOS

Casuística

A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo sob nº 858-08. A investigação foi desenvolvida dentro de um PPPA para trabalhadores expostos a ruído ocupacional. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Participaram 78 funcionários, todos do gênero masculino, com idades entre 24 e 62 anos (média de 42,66 anos). A coleta de dados aconteceu no momento da realização de exames audiológicos periódicos.

Procedimentos

Foi elaborado material gráfico, contendo figuras ilustrativas e textos explicativos, que serviram como roteiro de base para o treinamento educativo dos trabalhadores, realizado sob a forma de conversa. Os aspectos abordados no material foram: importância da audição, efeitos do ruído sobre a saúde, importância da prevenção da PAINPSE, importância da utilização e formas corretas de colocação do protetor auditivo, conservação e higienização dos protetores, níveis de ruído presentes no ambiente de trabalho e atenuação do ruído fornecida pelos protetores auditivos. Os funcionários poderiam fazer perguntas durante o treinamento, reforçando o processo educativo.

Para a verificação da efetividade do treinamento foi elaborado um questionário, com base em estudos anteriores(1,2,14), contento 14 perguntas de múltipla escolha, abordando os mesmos temas explorados no treinamento educativo. As questões foram divididas da seguinte forma: uma sobre a importância da audição (Q1); três abordando os efeitos do ruído sobre a saúde (Q2, Q3, Q8); uma em relação aos níveis de ruído do ambiente de trabalho (Q4); quatro sobre atenuação do protetor auditivo (Q5, Q6, Q10, Q11); duas sobre o uso do protetor auditivo (Q7, Q9) e, finalmente, três referentes à conservação, higienização ou colocação do protetor auditivo (Q12, Q13, Q14) (Anexo 1).

Todos os participantes responderam ao questionário por duas vezes distintas: a primeira aplicação do questionário aconteceu no início do atendimento fonoaudiológico, antes da realização da anamnese, para todos os indivíduos. Após avaliação audiológica periódica, foi realizada a segunda aplicação do questionário. Para tanto, os funcionários foram subdivididos em dois grupos, de maneira aleatória, em: Grupo Pesquisa (GP), constituído por 44 funcionários, que responderam ao questionário após treinamento educativo; e Grupo Controle (GC), constituído por 34 funcionários, que responderam ao questionário antes do treinamento educativo (Quadro 1).

 

 

Cabe ressaltar que após a 2ª aplicação do questionário, caso houvesse respostas incorretas, as respectivas questões eram retomadas e esclarecidas.

Para verificar a reprodutibilidade do questionário, foram apenas considerados os dados do GC, considerando a 1ª aplicação como "teste" e a 2ª aplicação como "re-teste". Para estimar o nível de concordância, foi utilizado o coeficiente kappa (k). Foram adotados os seguintes pontos de corte(15): concordância quase perfeita (>0,80); forte ou substancial (0,61-0,80); moderada (0,41-0,60); regular (0,21-0,40); fraca (0,01-0,20) e pobre (0,00).

Em seguida, foi avaliada a efetividade do treinamento educativo por meio da comparação da pontuação obtida durante a 1ª e a 2ª aplicação do questionário, em ambos os grupos. Para o cálculo desta pontuação, foi estipulado que cada resposta certa receberia o valor de um ponto (máximo de 14 pontos por questionário). As comparações foram feitas considerando a média de respostas corretas obtidas pelo indivíduo em cada uma das aplicações e a média de respostas corretas por questão, considerando as duas aplicações do questionário.

A análise estatística dos dados foi realizada por meio dos testes ANOVA, Qui-quadrado e Mantel-Haenszel. O nível de significância adotado foi de 0,05 (5%).

 

RESULTADOS

Reprodutibilidade do questionário

Inicialmente, foram comparadas as respostas do GC obtidas durante a 1ª e a 2ª aplicação do questionário, com o objetivo de verificar a concordância entre as respostas. Para esta análise, obteve-se um k=0,8, o que indica forte concordância.

Média do desempenho por indivíduo

Foram comparadas as médias de acertos obtidas pelos indivíduos dos dois grupos durante as duas aplicações do questionário. Verificou-se aumento significativo das médias de respostas corretas apenas em indivíduos do GP (Tabela 1).

Média do desempenho por questão

Quando foram consideradas as médias de respostas corretas por questão, bem como as médias de acertos totais para cada um dos grupos, pôde-se observar que para o GP, houve aumento significativo na 2ª aplicação. Já as médias de acertos do GC não foram diferentes quando comparadas as duas aplicações (Tabela 2 e Figuras 1 e 2). Além disso, as questões que obtiveram acertos menores ou iguais a 50% no momento da 1ª aplicação do questionário para os dois grupos foram: Q3, Q4, Q5, Q6, Q7, Q11, Q12, Q14 (Figuras 1 e 2). Durante a 2ª aplicação, verificou-se que apenas as questões Q6 e Q7 não atingiram mais de 50% de acertos no GP.

Proporção de acertos e erros nos dois momentos de aplicação do questionário

Foram comparados os números de acertos e erros em cada momento de aplicação dos questionários, isolando-se a variável "aplicação" (valores brutos) (Tabela 3). Nota-se que no momento da 1ª aplicação, as proporções de acertos e erros para os dois grupos são semelhantes. Já durante a 2ª aplicação, observou-se diferença em relação a estas proporções, havendo aumento no número de acertos no GP. Quanto aos valores brutos apresentados pelos indivíduos dos dois grupos, também houve diferença entre as proporções de acertos e erros, com um número maior de acertos no GP.

 

DISCUSSÃO

O presente estudo buscou verificar a efetividade de uma ação educativa de treinamento, com ênfase na importância da proteção auditiva, para trabalhadores expostos a ruído ocupacional, comparando os acertos obtidos em dois momentos de aplicação de um questionário. Nossos achados evidenciaram um aumento significativo no número de acertos no momento da 2ª aplicação, somente para o GP, que recebeu treinamento prévio.

Reprodutibilidade do questionário

Inicialmente, o instrumento foi avaliado em relação à sua reprodutibilidade, somente para o GC, que não recebeu treinamento entre as duas aplicações do questionário. Foi observada uma concordância forte(15), o que justifica seu uso para verificar a efetividade decorrente de treinamento educativo dentro de um PPPA , já que o mesmo possui uma estabilidade satisfatória. O intervalo de tempo médio entre as duas aplicações do questionário para o GC foi de 40 minutos. São necessários estudos futuros que avaliem a reprodutibilidade do questionário com um intervalo de tempo maior entre o teste e re-teste, uma vez que este aspecto pode influenciar no nível de reprodutibilidade do instrumento(16). Assim, é possível que os questionários possam ser utilizados tanto em pesquisas complementares, quanto na rotina de avaliação da efetividade de um PPPA.

Média de desempenho por indivíduo

A pontuação obtida pelos dois grupos na 1ª aplicação do questionário foi semelhante. Já o GP obteve desempenho melhor na 2ª aplicação evidenciando que o treinamento realizado com este grupo foi determinante para este resultado. O GC manteve estabilidade no desempenho nos dois momentos de aplicação, uma vez que passou pelo treinamento somente após a 2ª aplicação do questionário. Resultados semelhantes, embora com instrumentos e abordagens diferentes, foram obtidos em outros estudos, em que se observou melhora no conhecimento dos trabalhadores após intervenção educativa(1,12,13,17).

Média do desempenho por questão

Achado semelhante ao anterior também foi observado nesta análise, a qual evidenciou melhor desempenho por questão na 2ª aplicação do questionário somente para o GP. Estes resultados ressaltam a importância do treinamento para o sucesso do PPPA, bem como da utilização de instrumentos que avaliem a efetividade dos programas educativos de treinamento que compõem o PPPA(2,4,8).

No que se refere às questões que obtiveram um menor índice de acertos (menor ou igual a 50%) em ambos os grupos no momento da 1ª aplicação, têm-se as que abordam os efeitos do ruído sobre a saúde (Q3), níveis de ruído no ambiente de trabalho (Q4), atenuação dada pelo protetor auditivo (Q5, Q6, Q11), uso do protetor auditivo (Q7), conservação, higienização e colocação do protetor auditivo (Q12, Q14). Para o GP, no momento da 2ª aplicação, somente as questões Q6 e Q7 não atingiram mais de 50% de acertos, mesmo após o treinamento. Estes resultados evidenciam que alguns tópicos devem ser melhorados em programas de treinamento futuros, possibilitando um incremento no conhecimento dos trabalhadores em relação a eles, fator fundamental para o sucesso do PPPA. Achados semelhantes foram observados em estudo que concluiu que a utilização do protetor auditivo e a sua efetividade de proteção deveriam receber um enfoque maior em treinamentos(1). Deve-se considerar, também, que a Q7 aborda uma constatação de uma situação no ambiente de trabalho e, por isso, uma melhora após o treinamento provavelmente só seria observada a médio ou longo prazo, após a mudança de atitude da maioria dos funcionários de um determinado setor, obtida em decorrência de um PPPA bem estabelecido.

Proporção de acertos e erros por aplicação do questionário

Para esta análise, novamente, os resultados revelaram melhora no desempenho apenas do GP, enfatizando que o treinamento foi determinante para esta modificação. Estes achados confirmam os resultados observados nas análises prévias, corroborando estudos que demonstram a importância do treinamento educativo como forma de modificação do conhecimento dos trabalhadores acerca do ruído, seus prejuízos e formas de prevenção(1,12,13,17).

Os achados do presente estudo enfatizam a necessidade da utilização de ações educativas para aprimorar o conhecimento dos trabalhadores quanto aos prejuízos causados pelo ruído, utilização e eficiência de protetores para prevenção de perdas auditivas e cuidados em relação a estes dispositivos, como forma de auxiliar na efetividade do PPPA. Além disso, evidenciam a importância da avaliação do treinamento, que pode identificar pontos fortes e fracos do programa e, assim, adequá-lo à realidade de cada trabalhador.

Futuros estudos devem considerar a aplicação de instrumentos deste tipo, avaliando o conhecimento dos trabalhadores com um intervalo maior entre o momento da ação educativa da 2ª aplicação do questionário. Ainda, pode-se considerar a mesma metodologia utilizada no presente estudo, acrescida de uma 3ª aplicação com um intervalo de tempo maior.

O aprimoramento do instrumento em questão também deve ser considerado, verificando se as questões que tiveram menores índices de acertos podem ter sido influenciadas pela dificuldade de entendimento por parte dos trabalhadores. Além disso, os tópicos do treinamento que obtiveram menores porcentagens de acertos devem ser enfatizados em futuras ações educativas.

 

CONCLUSÃO

O presente permite concluir que ações educativas realizadas com trabalhadores expostos a ruído ocupacional são efetivas. Além disso, o questionário é uma ferramenta estável e viável para a verificação da efetividade de programas educativos.

 

REFERÊNCIAS

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Endereço para correspondência:
Alessandra Giannella Samelli
R. Cipotânea, 51, Cidade Universitária
São Paulo (SP), Brasil, CEP: 05360-160
E-mail: alesamelli@usp.br

Recebido em: 11/11/2010
Aceito em: 21/2/2011

 

 

Trabalho realizado no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Atenção Primária em Audiologia do Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo - USP - São Paulo (SP), Brasil.

 

 

Anexo 1

 


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