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Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.24 no.2 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912012000200002 

Editorial

 

 

Estou escrevendo este editorial na minha viagem de volta ao Brasil depois da reunião do conselho para assuntos internacionais (International Issues Board - IIB) da American Speech Language and Hearing Association (ASHA). Embora minha participação nesse pequeno grupo (12 pessoas) não tenha um caráter de representação da SBFa ou do Brasil, acho interessante comentar a respeito de algumas de nossas atividades nesses três dias.

O interesse da associação americana em assuntos internacionais fica claro, primeiro, pelo fato de que existe um grande número de grupos e pessoas envolvidos com questões referentes a temas internacionais, multiculturais, multilíngues, globais. A intenção explícita desse envolvimento é aperfeiçoar a comunicação humana e responder a demandas culturais e linguísticas que permitam a inclusão de populações carentes desses recursos.

Nesse sentido, um passo importante para a ampliação das oportunidades de comunicação foi a construção de diretrizes (que provavelmente serão efetivas a partir de 2013) para a participação de afiliados internacionais na ASHA. Essas diretrizes indicam, entre outros detalhes, que os critérios específicos de cada país para o credenciamento profissional serão aceitos para essa afiliação, sem a necessidade atual de mestrado para terapeutas de fala e linguagem ou doutorado para audiologistas. Foram também indicados critérios para profissionais de países em que não há esse credenciamento.

Foi proposta a realização de uma pesquisa que busque identificar os fonoaudiólogos americanos que estão em outros países, se eles estão trabalhando e se estão em contato com a comunidade de fonoaudiólogos daquele país. O objetivo é a construção de uma rede de colaboração internacional que aproxime profissionais ativos e os que não estão trabalhando porque não atendem aos critérios determinados pelo país. Consideramos que pode ser produtivo identificar quais são as dificuldades mais comuns para eventualmente trabalhar no sentido de diminuir barreiras multilateralmente.

A intenção de continuar participando dos congressos internacionais organizados pela SBFa foi incluída no plano estratégico do IIB para os próximos anos. Outro ponto nesse plano é encorajar a apoiar a inclusão de outros países no acordo de reconhecimento mútuo (de títulos como mestrado e doutorado) que já existe (mas que inclui apenas países de língua inglesa) pra países que usam outras línguas.

Enfim, ficou claro o nítido interesse em colaborar e estreitar relações. As barreiras linguísticas não podem ser ignoradas, mas merecem uma abordagem positiva e produtiva. Afinal, sabemos melhor que ninguém que a língua é apenas uma parte da comunicação e que a comunicação é fundamental para o desenvolvimento.

 

Fernanda Dreux M. Fernandes

Editora executiva do JSBFa

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