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Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.24 no.2 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912012000200009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Desempenho sócio-cognitivo e diferentes situações comunicativas em grupos de crianças com diagnósticos distintos

 

 

Carla CardosoI; Juliana Fernandes Lomba da RochaII; Catarina Santana MoreiraIII; Amanda Luz PintoIII

ICurso de Fonoaudiologia, Universidade Estadual da Bahia - UNEB - Salvador (BA), Brasil
IICurso de Fonoaudiologia, Centro Universitário Jorge Amado - UNIJORGE - Salvador (BA), Brasil; Ambulatório de Atendimento Fonoaudiológico nos Distúrbios do Desenvolvimento, Clínica-Escola do Centro Universitário Jorge Amado - UNIJORGE - Salvador (BA), Brasil
IIIAmbulatório de Atendimento Fonoaudiológico nos Distúrbios do Desenvolvimento, Clínica-Escola do Centro Universitário Jorge Amado - UNIJORGE - Salvador (BA), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar o desempenho sócio-cognitivo de crianças com diagnósticos inseridos nos distúrbios do espectro do autismo (DEA), deficiência mental (DM) e deficiência auditiva (DA) em duas diferentes situações comunicativas.
MÉTODOS: Participaram desta pesquisa 30 crianças, entre 3 e 12 anos de idade, em início de atendimento fonoaudiológico, que foram divididas em três grupos: Grupo 1: dez crianças com diagnóstico inserido nos distúrbios do espectro do autismo (DEA); Grupo 2: dez crianças com diagnóstico de deficiência mental (DM); Grupo 3: dez crianças com diagnóstico dentro do grupo de deficiência auditiva (DA). Os sujeitos foram analisados em duas situações comunicativas distintas (situação em grupo e situação individual de terapia), durante 12 meses.
RESULTADOS: O grupo composto por crianças e adolescentes com diagnóstico de deficiência auditiva apresentou melhor desempenho absoluto quando comparado com os outros grupos, sendo a variável jogo simbólico um importante critério diferencial nos três grupos.
CONCLUSÃO: O desempenho sócio-cognitivo pode ser utilizado como instrumento auxiliar no planejamento terapêutico, facilitando a identificação de variáveis que possam interferir no desempenho comunicativo.

Descritores: Linguagem; Cognição; Socialização; Comunicação; Perda auditiva; Pessoas com deficiência mental; Transtorno autístico; Criança


 

 

INTRODUÇÃO

Durante o processo de desenvolvimento infantil, existe uma relação estreita entre as áreas cognitiva, afetiva, social e comunicativa, que constituem a base para a emergência dos símbolos. Sendo assim, os atrasos no desenvolvimento da linguagem podem ser decorrentes de déficits em um ou mais componentes destas áreas(1,2).

Para a clínica fonoaudiológica, o conhecimento das variações existentes nas relações entre as áreas se faz de extrema importância no processo de intervenção, possibilitando assim, que as peculiaridades dos atrasos no desenvolvimento de linguagem possam ser analisadas sob diferentes perspectivas.

Nos casos de distúrbio do espectro do autismo (DEA) é possível identificar uma gama de variações que mostram as estreitas relações entre essas diferentes áreas. O DEA pode ser caracterizado pela presença de um déficit significativo na socialização, com início precoce e curso crônico, com um impacto diferenciado nas diversas áreas de desenvolvimento, como por exemplo, nas relações sociais, linguagem ou capacidades adaptativas(3). Estudos anteriores apresentam(4-6) a ocorrência de alterações nas habilidades pragmáticas em diferentes situações comunicativas, identificando comportamentos diferenciados conforme a situação em que ocorrem.

Já nos quadros de deficiência mental (DM) essas alterações no comportamento relacionadas às situações comunicativas também podem acontecer, porém é importante mencionar que nesses quadros, existe uma maior compreensão, em relação às peculiaridades de cada situação, por parte do indivíduo(7). Crianças com deficiência mental apresentam comprometimento no repertório social com forte impacto no processo de inclusão social(8).

Nesses mesmos quadros, as dificuldades demonstradas envolvem as habilidades sociais, de auto-cuidado e cognitiva, no entanto, a falha de linguagem decorrente de déficits nas funções comunicativas é o fator limitante para a inclusão social destas crianças(7). Podemos ainda mencionar as alterações decorrentes de outras etiologias que podem determinar as mesmas dificuldades comunicativas, sendo uma delas a deficiência auditiva (DA).

O grupo de crianças com deficiência auditiva expressa-se e compreende as situações de interação familiar, com a utilização das funções comunicativas, de modo semelhante ao normo-ouvintes, diferenciando-se apenas quanto ao meio comunicativo utilizado, que é gestual, sendo o meio verbal mais utilizado pelos seus pares normo-ouvintes(9,10).

Com base nos pontos levantados acima é importante mencionar que as técnicas de avaliação e diagnóstico fonoaudiológico devem ter como objetivo principal o diagnóstico diferencial e a melhoria do atendimento clínico(11). O estabelecimento de critérios de avaliação para uma padronização dos dados encontrados é de grande importância para a efetividade das técnicas terapêuticas(12). Alguns autores(12,13) mencionam a importância do estabelecimento de procedimentos de estimulação adequada para que as respostas possam também ser melhoradas.

Sendo assim, as questões relativas ao desempenho sócio-cognitivo têm sido utilizadas como um eficaz instrumento no estabelecimento de diretrizes norteadoras de técnicas e de procedimentos terapêuticos consistentes no processo de intervenção junto a esses quadros. Dentro desta perspectiva, a avaliação do desempenho sócio-cognitivo que leva em consideração os níveis de aquisição e competência, fornece uma importante complementação à investigação do perfil linguístico de pacientes que se encontram em estágios iniciais piagetianos e auxilia nas intervenções multi e interdisciplinares(14).

Diante do exposto, o objetivo deste estudo foi verificar o desempenho sócio-cognitivo de crianças com diagnósticos inseridos nos distúrbios do espectro do autismo (DEA), deficiência mental (DM) e deficiência auditiva (DA) em duas diferentes situações comunicativas.

 

MÉTODOS

A coleta de dados teve início após a aprovação da Comissão de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Jorge Amado (processo 01.05-2009) e assinatura do termo de consentimento pelos responsáveis pelos participantes.

Participaram desta pesquisa 30 crianças, entre 3 e 12 anos de idade, em início de atendimento fonoaudiológico na clínica-escola do Curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário Jorge Amado.

Os critérios de seleção dos indivíduos foram: não ter realizado terapia de linguagem anteriormente; estar em atendimento fonoaudiológico semanal especializado por um período superior a seis meses e inferior a um ano; apresentar diagnósticos, conforme critérios previstos para cada grupo.

Os sujeitos foram divididos em três grupos, de acordo com o diagnóstico médico, segundo os critérios propostos pelo DSM-IV(15) ou CID-10(16), conforme descrito a seguir:

- Grupo 1: formado por dez crianças com diagnóstico inserido nos distúrbios do espectro do autismo (DEA);

- Grupo 2: formado por dez crianças com diagnóstico de deficiência mental (DM), com desenvolvimento cognitivo relativo ao período pré-operatório. Todos os sujeitos foram submetidos à avaliação clínica e considerados funcionais, sem nenhuma dependência e/ou limitação. Foram excluídos deste grupo os sujeitos que apresentaram qualquer outra patologia associada.

- Grupo 3: formado por dez crianças com diagnóstico dentro do grupo de deficiência auditiva (DA), com perda auditiva neurossensorial de grau severo ou profundo na melhor orelha. Foram excluídos deste grupo os indivíduos com problemas neurológicos, distúrbios do comportamento, malformação crânio-facial e com perdas adquiridas após o período pré-linguístico de desenvolvimento da linguagem.

Os pacientes de todos os grupos estavam em início de atendimento fonoaudiológico na clínica-escola do Curso de Fonoaudiologia do Centro Universitário Jorge Amado.

As variáveis gênero e nível de desenvolvimento linguístico não foram consideradas como fator de exclusão. Quando necessário, os participantes fizeram exames audiológicos na instituição em que a pesquisa foi realizada. Por questões éticas, todos os participantes da pesquisa foram acompanhados em atendimento fonoaudiológico regular.

Durante um período de 12 meses foram realizados três conjuntos de gravações, com intervalos de seis meses entre cada um deles, para cada sujeito. Cada conjunto de gravações foi realizado em duas situações diferentes, com duração de 15 minutos cada. Situação 1: criança em terapia individual de linguagem e Situação 2: criança em grupo, com o coordenador da situação. Nessa situação foram propostas atividades lúdicas livres. A coordenação foi realizada por um adulto, que poderia ser a terapeuta de linguagem de qualquer um dos sujeitos participantes do grupo.

A primeira gravação da situação em terapia de linguagem individual, de todos os sujeitos foi utilizada como parâmetro comparativo durante o período de coleta de dados, para a verificação da evolução do perfil comunicativo do grupo, e de cada indivíduo(3,5,17).

Para a coleta de dados foram utilizados objetos do interesse da criança, como pedaço de tecido, mão biônica, lápis sem ponta, apontador, cesta de lixo, fita adesiva, folha de papel, miniatura de casinha com mobília, de carro e telefone. Foram estabelecidas as situações comunicativas e a atividade livre como contexto comunicativo, variando conforme as atividades individuais e em grupo, propostas pelo adulto ou escolhidas pelos sujeitos.

Para a análise dos dados foi utilizado o teste elaborado por Molini-Avejonas e Fernandes(12), verificando os seguintes aspectos: intenção comunicativa gestual, intenção comunicativa vocal, uso do objeto mediador, imitação gestual, imitação vocal, jogo combinatório e jogo simbólico, sendo os resultados registrados em protocolo específico.

Análise estatística

Foi aplicado o teste de Mann-Whitney para verificar se ocorreu diferença entre os grupos DEA, DM e DA, no que se refere às habilidades sócio-cognitivas, considerando-se a observação feita individualmente. Quando a comparação foi realizada entre os três grupos, aplicou-se o teste de Kruskal-Wallis.

 

RESULTADOS

A seguir serão descritos os resultados do desempenho sócio-cognitivo nos três grupos do estudo, nas duas situações distintas (Tabela 1).

Podemos perceber que, em relação ao desempenho sócio-cognitivo, é possível identificar diferenças entre o grupo de DEA e os outros dois grupos (DM e DA), porém quando a comparação é feita entre os dois outros grupos (DM e DA) esse diferencial não é facilmente identificado. O mesmo padrão é encontrado quando analisamos as situações comunicativas (em grupo ou individual). É importante destacar que, no grupo de DEA, as situações mais próximas da realidade (situações em grupo) geram um desempenho melhor quando comparado com a situação individual, como é o caso do valor significante encontrado na variável de ICG (Intenção Comunicativa Gestual). (Tabela 2).

Ao observar os dados encontrados na situação individual quanto ao desempenho dos três grupos, é possível perceber que o grupo de deficientes auditivos (DA) apresentou um melhor desempenho absoluto quando comparado com os outros grupos (DEA e DM). Esse mesmo perfil é possível ser observado na situação em grupo.

Destacamos aqui que, de maneira global, quando comparamos o desempenho geral dos aspectos sócio-cognitivos entre os grupos, podemos perceber que, em todas as gravações, a variável jogo simbólico foi a que obteve variação significativa em todos os grupos, durante o período estudado. Podemos então perceber, que todos os grupos possuem desempenhos diferenciados, podendo ser essa variável um importante diferencial no processo de intervenção. Essa diferença de desempenho é semelhante, tanto na situação individual quanto na situação em grupo.

 

DISCUSSÃO

Os dados encontrados podem ser considerados indicativos de que a análise das habilidades sócio-cognitivas possibilita a identificação de variáveis comunicativas que possam definir melhor os diferentes grupos do estudo, permitindo que o processo terapêutico tenha uma resolutividade maior.

Esse desempenho é compatível com os dados de literatura visto que esses casos não apresentam alterações cognitivas. É importante mencionar que no caso do espectro do autismo, os sujeitos podem apresentar inabilidades, e no caso de deficientes mentais existem prejuízos cognitivos variáveis(7,8,18).

Considerando esses achados, a introdução das habilidades sócio-cognitivas no modelo de avaliação diagnóstica possibilita que, no processo avaliativo, todas as áreas que interferem no processo de desenvolvimento dos símbolos possam ser consideradas e analisadas(19,20).

Outro fator que merece destaque é que o reconhecimento das diferenças apresentadas pelos sujeitos dos diferentes grupos estudados permite a identificação de importantes nuances no desempenho sócio-cognitivo dos mesmos, possibilitando, assim, ações programadas e direcionadas. Essa consideração é relevante quando pensamos em ações de prevenção e promoção da saúde, ou até mesmo em ações de intervenções.

É importante destacar também, que as variações encontradas em relação ao desempenho na habilidade sócio-comunicativa do jogo simbólico, permitem inferir que essa variável pode ser a demonstração social e compartilhada das habilidades e dificuldades apresentadas pelos grupos observados nesse estudo. Essa consideração é importante quando pensamos na criação de jogos no processo terapêutico, que servem como instrumentos para o aumento da intenção comunicativa destes sujeitos, princípio básico para uma comunicação mais efetiva(21).

Outro achado importante é a irrelevância quanto à situação comunicativa em que os sujeitos estão expostos, sendo possível observar desempenho sócio-cognitivo semelhante nas duas situações comunicativas estudadas. Estudos anteriores demonstram, nos casos de DEA, que as alterações das situações comunicativas podem ser percebidas quanto ao desempenho do perfil funcional da comunicação(4,5,6), no entanto, estudos mais recentes afirmam que em situações familiares, essa relevância não existe(22).

Para que possamos ter conclusões mais fidedignas em relação às variáveis estudadas é importante que mais estudos que envolvam diferentes situações comunicativas sejam realizados, sendo importante destacar que esses estudos são pouco frequentes na literatura.

 

CONCLUSÃO

O desempenho sócio-cognitivo pode ser utilizado como instrumento auxiliar no processo terapêutico, facilitando a identificação de variáveis que possam interferir no desempenho comunicativo. A elaboração e a utilização de novas técnicas e procedimentos que se utilizem da perspectiva do processo de desenvolvimento dos sujeitos, podem promover a (re)inserção dos mesmos no processo comunicativo, de forma eficaz.

Dentro deste contexto, estudos que procuram identificar a correlação entre o desempenho sócio-cognitivo e o perfil funcional da comunicação, considerando para tanto a questões relativas às diferenças entre as situações comunicativas, podem constituir um importante diferencial no processo de avaliação e acompanhamento destes sujeitos.

 

AGRADECIMENTOS

Projeto financiado pelo Edital CNPq 014.2008 (processo 476476/20089)

 

REFERÊNCIAS

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