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Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.24 no.2 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912012000200012 

ARTIGO ORIGINAL

 

A relação entre a discriminação auditiva e o desvio fonológico

 

 

Ana Rita BrancalioniI; Ana Paula Coitino BertagnolliII; Joviane Bagolin BoniniII; Marileda Barrichelo GubianiI; Márcia Keske-SoaresIII

IPrograma de Pós-graduação (Doutorado) em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Santa Maria (RS), Brasil
IIPrograma de Pós-graduação (Mestrado) em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Santa Maria (RS), Brasil
IIICurso de Fonoaudiologia e Programa de Pós-Graduação em Distúrbios da Comunicação Humana, Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - Santa Maria (RS), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar os erros mais frequentes cometidos por crianças com desvio fonológico em um teste de discriminação auditiva, e relacionar o desempenho no teste com a idade, o gênero e a gravidade do desvio fonológico.
MÉTODOS: A amostra constituiu-se por 82 crianças com desvio fonológico, de ambos os gêneros, com idades entre 4 anos e 7 anos e 11 meses. Todos os sujeitos foram submetidos à Avaliação Fonológica da Criança para estabelecer o grau do desvio fonológico, e ao teste de discriminação auditiva. Os resultados foram analisados estatisticamente.
RESULTADOS: Verificou-se que 38% das crianças apresentaram resultados insatisfatórios no teste, sendo os erros mais frequentes: posteriorização, dessonorização de plosiva, e semivocalização de líquida. Além disso, observou-se que as dificuldades na discriminação auditiva tiveram menor ocorrência em sujeitos mais velhos e foram mais comprometidas de acordo com a gravidade do desvio fonológico.
CONCLUSÃO: Grande parte das crianças com desvio fonológico apresenta dificuldades na discriminação auditiva. Entretanto, tais dificuldades tiveram menor ocorrência em sujeitos mais velhos e foram mais comprometidas conforme a gravidade do desvio fonológico. Os meninos parecem ter maiores dificuldades para discriminar os sons da fala.

Descritores: Testes de discriminação da fala; Percepção da fala; Linguagem infantil; Transtornos do desenvolvimento da linguagem; Fala


 

 

INTRODUÇÃO

A discriminação auditiva representa um aspecto fundamental para a produção correta dos sons da fala(1-3). As crianças devem aprender e discriminar sons específicos para que sua fala seja adequada ao padrão-alvo adulto de sua língua materna(2). Para que a criança aprenda os sons da fala é necessário que haja condições orgânicas para que os fonemas sejam discriminados(2).

Os neurônios auditivos podem ser ajustados de maneira que as diferenças acústicas entre os sons sejam maximizadas no cérebro, facilitando a diferenciação entre os sons(4). Portanto, uma alteração na habilidade de discriminar os sons pode contribuir para os desvios na fala(1).

Segundo um estudo(5), em torno dos cinco anos a criança deve fazer uso adequado dos sons de sua língua materna, em todas as posições silábicas. Entretanto, algumas crianças com idade superior mostram dificuldade nesse processo, apenas no componente fonológico, caracterizando assim o desvio fonológico (DF). De acordo com outro estudo, crianças com DF podem ser incapazes de manipular todos os sinais acústicos de um fonema, seja por imaturidade fisiológica, ou pela falta de percepção dos sinais acústicos do fonema(6).

O transtorno dos sons da fala ou DF é caracterizado por uma inadaptação, desorganização ou anormalidade no sistema de sons da criança em relação ao padrão-alvo adulto, sem qualquer comprometimento orgânico(7). A etiologia do DF é desconhecida, entretanto, estudos apontam que a inabilidade em discriminar auditivamente os sons pode ser um fator causal ou agravante do DF(2,8).

A relevância da presente pesquisa deve-se à hipótese de haver relação entre a habilidade de discriminação auditiva e o DF e, se confirmada, determinará a necessidade da avaliação da discriminação auditiva em casos de DF. Além disso, pode contribuir para a reflexão acerca da realização de pesquisas relacionadas à reabilitação de crianças com DF. Desta forma, o objetivo deste estudo foi verificar os erros mais frequentes cometidos por crianças com desvio fonológico em um teste de discriminação auditiva, e relacionar o desempenho no teste com a idade, o gênero e a gravidade do DF.

 

MÉTODOS

Esta pesquisa é de caráter transversal e do tipo quantitativa. Foi realizada após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sob número 23081.006440/2009-60. Os responsáveis pelos sujeitos assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecimento autorizando a participação destes, bem como a divulgação dos resultados com fins acadêmicos.

A amostra foi constituída por 82 crianças com DF, de ambos os gêneros, com idades entre 4 anos e 7 anos e 11 meses. O diagnóstico de DF foi estabelecido segundo os critérios de estudo(9) que considera: comprometimento da inteligibilidade da fala, idade acima de 4 anos, audição normal, inexistência de disfunção neurológica relevante à produção da fala, capacidades intelectuais adequadas para o desenvolvimento da linguagem oral, compreensão da linguagem oral apropriada à idade mental e capacidade de linguagem expressiva adequada.

Todas as crianças foram submetidas à avaliação fonológica por meio do instrumento Avaliação Fonológica da Criança (AFC)(10). Essa avaliação foi gravada, posteriormente transcrita foneticamente e realizada a análise contrastiva dos resultados de fala. Em seguida, a gravidade do DF foi classificada de acordo com o Percentual de Consoantes Corretas (PCC)(11) como desvio leve (DL) (PCC de 86 a 100%); desvio moderado leve (DML) (PCC entre 66 a 85%); desvio moderado grave (DMG) (PCC de 51 a 65%); e desvio grave (DG) (PCC menor que 50%).

As crianças foram divididas em quatro faixas etárias: faixa 1, composta por 16 crianças com idade de 4 anos (4 anos a 4 anos e 11 meses); faixa 2, com 26 crianças com idade de 5 anos (5 anos a 5 anos e 11 meses); faixa 3, com 24 crianças com idade de 6 anos (6 anos a 6 anos e 11 meses); e faixa 4, com 16 crianças com idades de 7 anos (7 anos a 7 anos e 11 meses). Além disso, foram divididas segundo o gênero, sendo 49 do masculino e 33 do feminino. De acordo com a gravidade do DF(11), 30 crianças foram classificadas como DL; 34 DML; 13 DMG e cinco crianças como DG.

Na avaliação da discriminação auditiva foi aplicado o Teste de Figuras para Discriminação Auditiva, baseado no The Boston University Speech Sound Discrimination Picture Test. O teste é composto por pares de palavras (pares mínimos), e tem por finalidade observar a capacidade de discriminação da criança em relação às distinções de ponto, modo e sonoridade do fonema. O teste foi aplicado individualmente, em sala silenciosa, conforme indica um estudo(12), por meio da apresentação de pranchas contendo desenhos de 25 pares mínimos, anteriormente à realização de terapia fonoaudiológica. As respostas corretas e incorretas foram computadas sempre na primeira tentativa da criança. Considerou-se resultado insatisfatório no teste quando os percentuais foram inferiores a 80%(12).

Os erros ocorridos no teste de Figuras para Discriminação Auditiva foram analisados conforme os processos fonológicos envolvidos nos pares de figuras (pares mínimos), os quais envolveram: apagamento, semivocalização e substituição de líquida; dessonorização de plosiva e fricativa; posteriorização e anteriorização.

Para os dados coletados foram calculados os percentuais para o desempenho no teste, bem como para os erros mais frequentes, identificados por meio de processos fonológicos. A fim de verificar as correlações e associações entre as variáveis, foi realizada a análise estatística com os testes de correlação de Pearson e Qui-quadrado complementados pela análise dos resíduos ajustados, considerando significância de 5% (p<0,05).

 

RESULTADOS

De acordo com o desempenho no teste de discriminação auditiva, verificou-se que 31 crianças (38%) apresentaram resultado insatisfatório no teste, enquanto que 51 crianças (62%) apresentaram resultado satisfatório.

A Tabela 1 apresenta os erros mais frequentes que envolveram os processos fonológicos no desempenho no teste de discriminação auditiva.

 

 

Verificou-se que houve uma relação entre as variáveis "processo de dessonorização de fricativa" e desempenho no teste, bem como entre "processo de substituição de líquida" e desempenho no teste. Tais resultados revelaram haver correlação entre a presença de tais processos e o desempenho insatisfatório no teste (Tabela 2).

 

 

Observou-se que houve diferença significativa entre o desempenho no teste e a idade. Além disso, a análise de resíduos ajustados revelou haver associação significativa positiva entre a faixa etária de 4 anos (4 anos a 4 anos e 11 meses) e resultado insatisfatório no teste, e associação positiva entre a faixa etária de 6 anos (6 anos a 6 anos e 11 meses) e resultado satisfatório no teste de discriminação auditiva. Tais achados revelaram que a idade pode ser um fator importante para a discriminação auditiva (Tabela 3).

 

 

Verificou-se que o gênero masculino apresentou maior percentual de resultado insatisfatório (64,52%) que o feminino (35,48%), porém, essa diferença não foi significativa (Tabela 4).

 

 

Observou-se que as crianças com desvios mais leves apresentaram maior percentual de resultado satisfatório no teste, do que as crianças com desvios mais graves. Contudo, essa diferença não foi significativa (Tabela 5).

 

 

DISCUSSÃO

Os achados dessa pesquisa revelaram que 38% das crianças com DF apresentaram resultado insatisfatório no teste de discriminação auditiva. Tal fato concorda com outro estudo(1), que comenta que a discriminação auditiva é um fator relevante para o processo de aquisição normal da linguagem. Além disso, tais achados sugerem que crianças com DF apresentam maior dificuldade em discriminar os sons da fala(13) e que a inabilidade de discriminação auditiva, embora não tenha se aplicado a todos os casos, pode ser um fator agravante em casos de DF(2). Ainda, esses achados demonstram a importância de se avaliar a discriminação auditiva em crianças com DF, fato que pode contribuir para o planejamento terapêutico destas crianças.

Os erros mais frequentes encontrados neste estudo (Tabela 1) foram nos processos fonológicos de posteriorização, dessonorização de plosiva e semivocalização de líquida, nesta ordem. Esses achados podem indicar que tais processos fonológicos não foram superados na fala das crianças, uma vez que estudos revelam haver a antecedência da percepção sobre a produção(6,14,15). Além disso, esses achados sugerem que crianças com DF podem apresentar maior dificuldade na discriminação de certos traços distintivos como [anterior] e [sonoro].

O processo de dessonorização foi um dos mais frequentes neste estudo, mostrando a dificuldade que as crianças com DF apresentam para discriminar o traço [voz]. Esse achado corrobora recentes pesquisas(6,16,17) que revelam o processo de dessonorização como sendo um dos desvios de maior frequência e dificuldade evolutiva na prática clínica. Além disso, dentro do processo de dessonorização, a discriminação das plosivas quanto à sonoridade foi a de maior dificuldade. Tal achado diverge de dados da aquisição fonológica do Português Brasileiro(18), em que a aquisição da classe das plosivas antecede a das fricativas. Além disso, discorda de achado(6) que verificou que a criança com desvio fonológico apresenta melhor percepção do traço sonoro na classe das plosivas do que na classe das fricativas.

O erro menos frequente envolveu o processo de apagamento de líquida. Tal achado sugere que a omissão de um fonema é frequentemente discriminada pela criança com desvio fonológico. Confirmando, estudos(19,20) referem que omissões ou apagamentos de fonemas na fala da criança são menos frequente que as substituições de fonemas.

A presença de correlação forte e positiva para os processos de dessonorização de fricativa e substituição de líquida com resultado insatisfatório no teste (Tabela 2) sugere que as crianças com desvios fonológicos, além de apresentarem dificuldade em discriminar o traço [voz], também mostraram problemas nas distinções de ponto de articulação(21).

A idade é um fator importante para a discriminação auditiva, pois quanto maior a idade da criança, maior a habilidade de diferenciar os sons da fala. Esse achado corrobora outros estudos(2,22,23) que apontaram que o melhor desempenho na discriminação auditiva estava diretamente relacionado com o avanço da idade cronológica. Outro estudo(24) concorda com essa afirmação, mostrando a importância da discriminação auditiva, indicando que esta aumenta de acordo com as competências linguísticas, ou seja, a discriminação auditiva é melhor em sujeitos com competências linguísticas mais maduras.

Entretanto, o fato das crianças de 7 anos terem apresentado desempenho inferior no teste de discriminação auditiva, divergem da literatura(2,22-24) (Tabela 3). Essa divergência pode ser atribuída à experiência com a tarefa executada(25) ou ainda, pode ser decorrente de distribuição não homogênea da amostra, podendo também ser apontada como uma limitação do estudo.

Apesar de não haver diferença significativa com relação ao gênero dos sujeitos, este estudo verificou que o gênero masculino apresentou maior percentual de resultado insatisfatório que o feminino (Tabela 4). Resultado semelhante foi verificado em outro estudo(2) que, embora também não tenha obtido diferença significativa, apontou para um melhor desempenho no gênero feminino.

Em relação à gravidade do DF, os achados evidenciaram que as crianças com grau mais leve de DF apresentaram melhor desempenho no teste de discriminação auditiva, do que as crianças com grau mais severo de DF. Entretanto não houve diferença significativa. Tais achados vão ao encontro de outra pesquisa(2), que verificou que quanto mais severo for o grau de DF, maior o número de fonemas que as crianças têm dificuldade em discriminar. Percebe-se, com isso, que pode haver relação entre a gravidade do DF e a discriminação auditiva, sendo esta habilidade melhor nos desvios mais leves, concordando com o presente estudo.

 

CONCLUSÃO

Pode-se inferir que crianças com desvio fonológico frequentemente apresentam dificuldades na habilidade de discriminação auditiva, necessitando que tal dificuldade seja enfocada na terapia fonoaudiológica. Além disso, os erros que envolveram os processos fonológicos evidenciam a dificuldade das crianças com desvio fonológico em discriminar sonoridade e ponto de articulação. Por fim, as dificuldades na discriminação auditiva tiveram menor ocorrência em sujeitos mais velhos, sugerindo que o desempenho melhora de acordo com o avanço da idade.

 

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