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Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

versão On-line ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.24 no.2 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912012000200017 

FONOAUDIOLOGIA BASEADA EM EVIDÊNCIAS

 

Perda auditiva e síndrome da imunodeficiência adquirida: revisão sistemática

 

 

Eliene da Silva AraújoI; Fernanda ZuckiII; Lilian Cássia Bórnia Jacob CortelettiIII; Andrea Cintra LopesIII; Mariza Ribeiro FenimanIII; Kátia de Freitas AlvarengaIII

IPrograma de Pós-Graduação (Mestrado) em Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IIPrograma de Pós-Graduação (Doutorado) em Ciências Odontológicas Aplicadas, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil
IIIDepartamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo - USP - Bauru (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Investigar a ocorrência de perda auditiva em indivíduos com HIV/AIDS e sua caracterização quanto ao tipo e grau.
ESTRATÉGIA DE PESQUISA: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura nas bases de dados eletrônicas PubMed, EMBASE, ADOLEC, IBECS, Web of Science, Scopus, Lilacs e SciELO.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO: A estratégia de busca foi direcionada por uma questão específica "A perda auditiva faz parte do quadro de manifestações do HIV/AIDS?", e os critérios de seleção dos estudos envolveram a coerência com o tema proposto, os níveis de evidência 1, 2 ou 3 e o idioma (Português, Inglês e Espanhol).
ANÁLISE DOS DADOS: Foram localizados 698 estudos. Após análise do título e resumo, selecionaram-se 91 para leitura completa. Destes, apenas 38 atenderam aos critérios propostos e foram incluídos na revisão.
RESULTADOS: Os estudos relataram a presença de perda auditiva condutiva, sensorioneural e mista, de grau e configuração audiométrica variáveis, além de zumbido e distúrbios vestibulares. A etiologia pode ser atribuída às infecções oportunistas, medicamentos ototóxicos ou à ação do próprio vírus. Os potenciais evocados auditivos têm sido utilizados como marcadores de alteração neurológica, mesmo em pacientes com audição normal.
CONCLUSÃO: Pacientes portadores de HIV/AIDS podem apresentar perda auditiva. Sendo assim, programas de prevenção e tratamento da AIDS devem envolver ações voltadas à saúde auditiva.

Descritores: HIV; Síndrome de imunodeficiência adquirida; Perda auditiva; Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS; Audição


 

 

INTRODUÇÃO

Há exatas três décadas surgia no mundo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA, amplamente conhecida como AIDS), doença silenciosa, que em pouco tempo atingiria padrões de pandemia(1). Desde então a comunidade científica mundial tem estudado tal síndrome, suas manifestações clínicas no homem e as possibilidades de cura. Causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), um retrovírus específico, a AIDS acomete o sistema imunológico, levando à ocorrência de diversas infecções oportunistas(2).

É sabido que o sistema nervoso central e o sistema imunológico são os alvos principais da infecção pelo vírus da AIDS. Há uma relação direta entre a fase da infecção pelo HIV, o comprometimento imunológico do paciente e as complicações neurológicas ocasionadas.

Os primeiros relatos descritos na literatura apontaram que a infecção causada pelo vírus da AIDS pode afetar diretamente a função auditiva em virtude da natureza neurotrópica do vírus, que geralmente se manifesta neurologicamente. A dificuldade em se estabelecer uma relação direta entre causa e efeito no que diz respeito a AIDS e suas manifestações auditivas tem se configurado um problema. Embora alguns autores atribuam às infecções oportunistas as causas indiretas destas manifestações - mesmo podendo ser uma consequência direta de um sistema imunológico comprometido pela infecção pelo HIV, ainda não existe um consenso na literatura acerca deste ponto.

Cerca de 20 a 40% dos pacientes apresentam algum tipo de manifestação auditiva e/ou vestibular em decorrência da infecção pelo vírus da AIDS(3). Tais manifestações referem-se desde a alterações de membrana timpânica, otites variadas (externa, média crônica, média secretora), otorréia, zumbido, vertigem, perda auditiva condutiva, sensorioneural até as alterações das vias auditivas centrais(4-9).

 

OBJETIVO

Investigar a ocorrência de perda auditiva em indivíduos com HIV/AIDS, bem como sua caracterização quanto ao tipo e ao grau, por meio de uma revisão sistemática da literatura.

 

ESTRATÉGIA DE PESQUISA

Estratégia de busca

A estratégia de busca foi direcionada mediante uma questão específica "A perda auditiva faz parte do quadro de manifestações do HIV/AIDS?". Visando identificar os artigos pertinentes com a questão proposta, foi realizada uma ampla busca, no período de 2 a 25 de fevereiro de 2011, nas bases de dados eletrônicas PubMed, EMBASE, ADOLEC, IBECS, web-of-Science, Scopus, Lilacs, SciELO.

Para a realização da busca foi utilizada a seguinte combinação de descritores: (Acquired Immunodeficiency Syndrome) OR (HIV Infection) OR (HIV Seropositivity) OR (HIV) OR (human immunodeficiency virus) OR (AIDS Related Opportunistic Infections) AND (hearing impairment) OR (hearing loss) OR (deafness) OR (audiolog*) OR (auditory). Tal combinação foi pesquisada em três distintos idiomas: Inglês, Português e Espanhol.

Critérios de seleção

Os estudos foram selecionados em duas etapas. Na primeira, foram analisados os títulos e resumos de todos os trabalhos localizados, excluindo-se teses, dissertações e publicações em anais de eventos. Os critérios de inclusão adotados foram: (1) apresentar níveis de evidência 1, 2 ou 3, de acordo com a classificação proposta por Cox(10); (2) envolver pacientes portadores do HIV ou da AIDS; (3) analisar a ocorrência de perda auditiva, de qualquer tipo e grau e (4) ter sido publicado em uma das línguas definidas anteriormente. Na segunda etapa, realizou-se a leitura completa dos artigos potencialmente relevantes, buscando analisar se estes atendiam efetivamente aos critérios de inclusão propostos.

Análise dos dados

Para cada artigo selecionado na segunda etapa, utilizou-se um protocolo pré-definido abrangendo tópicos como a ocorrência da perda auditiva nesta população específica, o tipo e o grau da perda auditiva, a configuração audiométrica e as prováveis etiologias.

 

RESULTADOS

O processo de obtenção dos artigos selecionados para esta revisão sistemática da literatura foi composto por duas etapas, seguindo critérios previamente definidos (Figura 1). Com a conclusão deste processo, foram incluídos na revisão 38 artigos, cuja relevância pôde ser comprovada após rígido processo de leitura.

 

 

Foi obtido o resultado da análise dos conteúdos abordados pelos 38 artigos, após verificação individual de cada um deles (Figura 2). Os artigos pertencentes a esta revisão utilizaram em sua metodologia a audiometria tonal liminar como instrumento para avaliação audiológica. Contudo, a utilização dos potenciais evocados auditivos como marcadores de alteração neurológica, mesmo em pacientes com audição normal, foi referida em 15 estudos (39,47%).

 

 

Os estudos apresentaram características diversas, tendo como base populações, objetivos e procedimentos metodológicos heterogêneos. Estes fatos, aliados a uma análise qualitativa dos dados, permitiram o estabelecimento de conclusões acerca da perda auditiva como manifestação do HIV/AIDS.

Os resultados obtidos por meio desta revisão sistemática não representam a totalidade das pesquisas na área, haja vista que na proposta metodológica empregada, optou-se por um desenho de estudo mais restrito, tanto no que diz respeito às bases de dados consultadas quanto à língua apresentada no artigo original. Contudo, o delineamento deste estudo, ao englobar as bases de dados de maior relevância, bem como às línguas Inglesa, Espanhola e Portuguesa, acabou por contemplar um número significativo de artigos que efetivamente abordaram a perda auditiva em indivíduos com HIV/AIDS.

Os estudos, em sua maioria, foram desenvolvidos com a população adulta e, embora se tenha observado que o paciente portador do HIV/AIDS pode potencialmente apresentar perda auditiva independentemente da faixa etária, não foi possível caracterizar o perfil audiológico destes pacientes. É sabido que na presença de algumas doenças, caracteristicamente se tem a ocorrência de determinado tipo e grau da perda auditiva e também uma configuração audiométrica específica. Na presença do vírus ou da síndrome aqui estudados, a perda auditiva apresentou características variáveis, podendo ser do tipo condutiva(1,3,5,8,11-24), sensorioneural(1,3-6,8,9,11,13-15,17-33) ou mista(15,18-20,22,24). Em relação à configuração audiométrica, foi possível observar a ocorrência de perda auditiva em altas frequências(9,22,26-28,31-33), em frequência isolada(9,19), curva plana(23,33), em "U" invertido(23) e descendente(23). No que tange ao grau da perda auditiva, os estudos demonstram uma variabilidade entre leve a profunda, tanto para a população infantil quanto para adultos, o que está relacionado ao tipo da perda auditiva.

A variabilidade do perfil audiológico do portador de HIV/AIDS pode ser resultante da ampla possibilidade de causas da perda auditiva nesses indivíduos. São apontados: a condição clínica dos pacientes, tornando-os susceptíveis às diversas infecções oportunistas(3-6,11-15,17,20,21,23,25,31,33) ; os medicamentos ototóxicos frequentemente utilizados no quadro de HIV/AIDS(4,9,11,13,15,17,20,22,23,25,28,34) e a ação do próprio vírus(5,13,17,27,33).

Apesar de a perda auditiva relacionada ao HIV/AIDS ter sido desde o início o foco deste trabalho, outras duas manifestações associadas à doença puderam ser observadas ao longo desta revisão: o zumbido, descrito por 18,42% dos artigos(3,15,21,22,25,28), e as alterações vestibulares, citadas em 34,2% dos estudos(7,11,15,21,22,24-27,34,35). Tais manifestações foram consideradas as principais queixas e sintomas não auditivos dos pacientes portadores do HIV/AIDS.

Um último aspecto a ser destacado diz respeito às manifestações neurológicas relacionadas ao HIV e os potenciais evocados auditivos. Na presente revisão de literatura, o potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) foi considerado um procedimento de significativa sensibilidade tanto para a identificação de alterações na via auditiva central, quanto para o monitoramento da evolução da doença(8), independentemente da ocorrência de perda auditiva nos pacientes portadores do HIV/AIDS(3,5,7,8,18,22,24-27,33,36-38).

 

CONCLUSÃO

Não é possível estabelecer um perfil audiológico típico do paciente portador do HIV/AIDS. Contudo, a perda auditiva é uma alteração frequente nestes pacientes. Sendo assim, é de significativa relevância que ações voltadas à saúde auditiva sejam inseridas nos programas de prevenção e tratamento do HIV/AIDS.

 

REFERÊNCIAS

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