SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.24 issue4Social skills in dysphonic childrenPain in popular singers author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

Indicators

Related links

Share


Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia

On-line version ISSN 2179-6491

J. Soc. Bras. Fonoaudiol. vol.24 no.4 São Paulo  2012

http://dx.doi.org/10.1590/S2179-64912012000400013 

ARTIGO ORIGINAL

 

Triagem da Afinação Vocal: comparação do desempenho de musicistas e não musicistas

 

 

Felipe MoretiI; Liliane Desgualdo PereiraII; Ingrid GielowI

IDepartamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil; Centro de Estudos da Voz - CEV - São Paulo (SP), Brasil
IIDepartamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Elaborar um procedimento simples e de rápida aplicação contendo tarefas de imitação vocal de sons musicais de diferentes tons e de ordenação temporal de três tons; verificar sua aplicabilidade, comparando o desempenho de musicistas e não musicistas.
MÉTODOS: Participaram 32 indivíduos adultos, de ambos os gêneros, sem queixas vocais, auditivas e/ou de processamento auditivo, que foram divididos igualmente em dois grupos: grupo musicistas - GM e grupo não musicistas - GNM. Todos passaram pela Triagem da Afinação Vocal, que incluiu estímulos musicais compatíveis com a tessitura vocal de homens e mulheres, agrupados em dois tipos de tarefas: tons isolados e sequências de três tons. Os participantes foram instruídos a ouvir os tons apresentados e reproduzí-los vocalmente. As emissões vocais foram gravadas, analisadas acusticamente e os acertos e erros cometidos nos dois tipos de tarefas foram caracterizados. As variáveis referentes à comparação entre os grupos e os tipos de tarefas foram analisadas estatisticamente.
RESULTADOS: Houve diferença na comparação entre os dois tipos de tarefas para o GNM, o que não ocorreu com o GM. Foram observadas diferenças na comparação entre os grupos, sendo que o GM apresentou um maior número de acertos nos dois tipos de tarefas.
CONCLUSÃO: A Triagem da Afinação Vocal foi criada e mostrou-se sensível para avaliação e comparação do desempenho entre grupos, podendo ser utilizada como instrumento de rastreamento de afinação vocal. Musicistas apresentaram melhor desempenho que não musicistas na Triagem da Afinação Vocal.

Descritores: Voz. Música. Percepção auditiva. Testes auditivos. Fonoaudiologia


 

 

INTRODUÇÃO

A afinação vocal implica na reprodução de alturas de notas isoladas e pode seguir critérios de avaliação e comparação, desde que se considere o contexto e a cultura em questão(1,2). A desafinação no canto pode ser definida como a não reprodução vocal da linha melódica entre os intervalos das notas, o que a torna diferente do modelo sugerido, sendo suas possíveis causas relacionadas à dificuldade de percepção musical, à falta de domínio vocal, ou à combinação destes fatores(2). Desta forma, cabe destacar que tanto os mecanismos neurais inatos e a vivência cultural(1) quanto as emoções(3) determinam a resposta comportamental aos estímulos musicais(4).

Para que a música seja considerada como uma representação mental específica, sua identificação cerebral e sua interferência no processamento linguístico devem ser conhecidas. A música está muito ligada às funções da linguagem(5), pelo próprio envolvimento dos dois hemisférios cerebrais na sua compreensão. A melodia e a harmonia estão vinculadas ao hemisfério direito(6) enquanto a produção e a compreensão da linguagem falada e do ritmo musical são tarefas do hemisfério esquerdo(7).

Para uma boa reprodução do que se escuta é preciso ouvir bem(8), o que requer não somente uma boa detecção auditiva, mas também um processamento sensorial eficiente. Acredita-se que o processamento das informações auditivas funcione adequadamente nos indivíduos afinados e inadequadamente nos indivíduos desafinados(9).

Falhas na afinação vocal podem ocorrer por problemas de percepção, processamento, memória, linguagem e/ou produção da emissão. Tais problemas podem ter causas de natureza orgânica, cognitiva, funcional, atitudinal ou estar relacionados à combinação destes fatores(10).

Considerando a plasticidade do sistema nervoso central, acredita-se que, na maior parte dos casos, a afinação possa ser desenvolvida por meio de treino específico. Assim, um procedimento simples e de rápida aplicação relacionado à triagem da afinação vocal poderia auxiliar na avaliação e no acompanhamento das habilidades do processamento neurológico de sons musicais em cantores que apresentem eventual queixa de desafinação. Tal procedimento possibilitaria, portanto, o direcionamento para um treinamento auditivo específico.

Diante do exposto, os objetivos desta pesquisa foram elaborar um procedimento de Triagem da Afinação Vocal e verificar sua aplicabilidade, comparando o desempenho de musicistas e não musicistas.

 

MÉTODOS

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (CEP-UNIFESP nº 0729/06). Todos os participantes assinaram o "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido" (TCLE), de acordo com a exigência da Resolução 196/96 (BRASIL. Resolução MS/CNS/CNEP nº 196/96 de 10 de outubro de 1996).

Elaboração do instrumento Triagem da Afinação Vocal

Tendo como referência a tessitura vocal de homens e mulheres dos diferentes naipes(11), foram selecionados tons médios para as atividades da triagem que fossem confortáveis em qualquer classificação vocal, não beneficiando ou prejudicando nenhum naipe. Para que não houvesse diferenças quanto às dificuldades de homens e mulheres para os intervalos dos tons apresentados, os estímulos selecionados variaram uma oitava exata entre os gêneros.

Após a seleção, os estímulos foram agrupados em dois tipos de tarefas: Tarefa 1: apresentação de cinco tons isolados; e Tarefa 2: apresentação de cinco sequências de três tons (Quadro 1). As duas tarefas da triagem foram produzidas por um piano e gravadas em CD em quatro faixas (Tarefa 1 para homens, Tarefa 2 para homens, Tarefa 1 para mulheres e Tarefa 2 para mulheres).

 

 

Casuística

Participaram 32 voluntários: 16 musicistas (grupo musicistas - GM), sendo 13 do gênero feminino e três do gênero masculino, com idades variando de 19 a 48 anos e média de 26,05 anos; e 16 não musicistas (grupo não musicistas - GNM), sendo 13 do gênero feminino e três do gênero masculino, com idades variando de 21 a 55 anos e média de 26,12 anos.

Os indivíduos do GM eram todos cantores de um mesmo coro universitário, com ensaios duas vezes por semana, com três horas de duração cada, que continham atividades de teoria musical, aquecimento e técnica vocal, além das atividades rotineiras de canto com leitura de partituras musicais. A média de tempo de canto no coro para o GM foi de 1,4 anos, estando dentro do grupo apenas pessoas que estivessem regularmente no coro no mínimo por seis meses, sendo que alguns indivíduos além de pertencerem ao coro desempenhavam outras atividades relacionadas à música como ensino de canto, preparação vocal, tocar instrumentos musicais, sendo amadores ou profissionais. Indivíduos que não se enquadraram nestes critérios, foram considerados não musicistas e alocados no GNM. Ambos os grupos foram compostos por indivíduos pertencentes ao complexo da instituição de realização desta pesquisa e todos os indivíduos foram submetidos à entrevista inicial para identificação de possíveis queixas vocais, auditivas e/ou de processamento auditivo, consideradas critério de exclusão.

Aplicação da Triagem da Afinação Vocal

A triagem foi aplicada individualmente nos indivíduos em ambiente silencioso. Os estímulos auditivos foram apresentados em campo, com intensidade confortável aos participantes. Na Tarefa 1, os indivíduos deveriam ouvir os cinco tons musicais isolados e, por meio de imitação vocal, repetí-los um a um, logo após a apresentação de cada estímulo. Na Tarefa 2, os indivíduos deveriam ouvir as cinco sequências de três tons e repetir uma a uma, por meio de imitação vocal, logo após a sequência de estímulos apresentados.

As reproduções vocais foram captadas diretamente em um computador portátil por meio de microfone de cabeça de curva reta, posicionado à 45º e cinco centímetros de distância da boca dos indivíduos. As emissões foram gravadas pelo programa Sound Forge, versão 4.5c e importadas para o programa Vocalgrama, versão 1.8i (CTS Informática).

Análise dos dados

Todas as amostras vocais foram submetidas à análise acústica computadorizada por meio do programa Vocalgrama. A emissão vocal do indivíduo foi comparada ao tom apresentado originalmente. Considerou-se como acerto a emissão vocal produzida na mesma frequência do tom, ou seja, com afinação correta. Em caso de produção vocal em frequência distinta, considerou-se como erro (Figuras 1 e 2).

Para a análise estatística optou-se por descrever as características mensuradas pelo emprego da frequência e porcentagem de acertos por agrupamentos. Foram utilizados os testes de Igualdade de Duas Proporções e de Mann-Whitney, com nível de significância de 5% (0,05).

 

RESULTADOS

A Triagem da Afinação Vocal foi elaborada com base na tessitura vocal de homens e mulheres, sendo contemplados tons médios para ambos os gêneros, em dois tipos de tarefas: emissão de tons isolados e ordenação temporal de três tons.

Houve diferença na comparação da Tarefa 1 entre os grupos, sendo que o GM apresentou um maior número de acertos (Tabela 1).

Houve também diferença entre os grupos para todas as sequências de três tons emitidas, evidenciando novamente maior número de acertos pelo GM (Tabela 2).

Na comparação intragrupos quanto às Tarefas 1 (cinco tons isolados) e 2 (cinco sequências de três tons), observou-se diferença apenas para o GNM, indicando mais erros que acertos para este grupo, sendo que na Tarefa 2 este índice de erros foi maior (Tabela 3).

 

 

DISCUSSÃO

O objetivo desta pesquisa foi elaborar um procedimento denominado Triagem da Afinação Vocal e verificar sua aplicabilidade, comparando o desempenho de musicistas e não musicistas. O procedimento de aplicação da Triagem da Afinação Vocal inclui a discriminação e a reprodução vocal de tons isolados e a ordenação temporal de alguns deles, sempre em escuta diótica. Envolve o mecanismo fisiológico de discriminação de padrões sonoros relacionado às habilidades de ordenação temporal (processo gnósico não-verbal)(12).

Os musicistas tiveram mais acertos em tons isolados que os não musicistas (Tabela 1). Sabe-se que musicistas têm melhor percepção de frequência e apresentam melhor discriminação de frequências que indivíduos não musicistas(13-17) e a falta de exposição à música pode ser uma das causas de uma possível desafinação(2).

Na atividade que envolveu reprodução de sequencialização sonora dos padrões de frequência, os musicistas também tiveram melhor desempenho quando comparados aos não musicistas (Tabela 2). Como toda sequência sonora envolve mais habilidades auditivas, se comparada a tom isolado, indivíduos costumam apresentar melhor desempenho em tarefas mais simples, por exigirem menos das capacidades centrais(12). É sabido que a experiência musical melhora a percepção auditiva, tanto na duração como na frequência, sendo que os músicos são superiores aos não músicos em perceber e detectar irregularidades de sequências rítmicas e manipulações refinadas de variações de tons(18-20).

Ao se comparar as atividades de tons isolado com sequencialização de tons, ambos os grupos tiveram mais acertos na atividade de tons isolados e, para o GNM, a atividade se sequencialização foi mais difícil (Tabela 3), o que mostra que em um teste simples de triagem, parece que o aprendizado musical, formal ou informal auxilia o indivíduo a superar esta dificuldade maior que é a sequencialização sonora(13-17), fato quer corrobora o estudo que concluiu que quanto maior a sequência de estímulos auditivos para tarefa de sequencialização, mais difícil se torna a atividade, por envolver um maior número de habilidades auditivas(12) e um maior refinamento do processamento auditivo(21).

Muitos desafinados processam a informação musical corretamente, mas são incapazes de produzir o tom desejado. A estimativa é de que 3,3% da população tenha algum tipo de déficit no processamento musical e que pelo menos 1% sofra de amusia ou desafinação pura(10).

O termo desafinação pode sugerir um paralelo ao fenômeno visual do daltonismo e, portanto, o estudo da desafinação traria insights para o estudo do processamento auditivo. Há ainda a descrição de dois tipos de desafinados: os que desafinam por terem dificuldades no campo da percepção musical (processamento auditivo) e aqueles que desafinam por terem dificuldades ligadas à produção vocal, sendo muito difícil estabelecer qual é a deficiência geradora do problema partindo-se do resultado final(22).

O aprendizado musical contribui no desenvolvimento do processamento neurológico de eventos acústicos e pode auxiliar nas atividades de fala, leitura, canto, entre outras. Desta forma, um treinamento musical, formal ou informal, auxilia a minimizar as dificuldades de ordenação temporal. Por isso a importância e necessidade de um instrumento simples e de rápida aplicação para que se possa avaliar e acompanhar a evolução de habilidades, treinadas ou não, do processamento auditivo.

 

CONCLUSÃO

A Triagem da Afinação Vocal foi criada e mostrou-se sensível para avaliação e comparação do desempenho entre grupos, podendo ser utilizada como instrumento de rastreamento de afinação vocal. Musicistas apresentaram melhor desempenho que não musicistas na Triagem da Afinação Vocal.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao Maestro Eduardo Fernandes, regente do Coral UNIFESP, pelo incentivo, carinho, amizade e colaboração na área de música para o desenvolvimento desta pesquisa, além de viabilizar a coleta do grupo de musicistas com os cantores do Coral UNIFESP.

 

REFERÊNCIAS

1. Schueller M, Bond ZS, Fucci D, Gunderson F, Vaz P. Possible influence of linguistic musical background on perceptual pitch-matching tasks: a pilot study. Percept Mot Skills. 2004;99(2):421-8.         [ Links ]

2. Sobreira S. Desafinação vocal. 2a ed. Rio de Janeiro: Musimed; 2003.         [ Links ]

3. Petrini K, Crabbe F, Sheridan C, Pollick FE. The music of your emotions: neural substrates involved in detection of emotional correspondence between auditory and visual music actions. PLoS One. 2011;6(4):e19165.         [ Links ]

4. Ríos AA, Rezende AG, Pela SM, Ortiz KZ, Pereira LD. Teste de padrão harmônico em escuta dicótica com dígitos - TDDH. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2007;12(4):304-9.         [ Links ]

5. Brown S. Are music and language homologues? Ann N Y Acad Sci. 2001;930:372-4.         [ Links ]

6. Hough MS, Givens GD, Cranford JL, Downs RC. Behavioural and electrophysiological measures of auditory attention in right hemisphere brain damage. Aphasiology. 2007;21(9):831-43.         [ Links ]

7. Bamiou DE, Campbell NG, Musiek FE, Taylor R, Chong WK, Moore A, et al. Auditory and verbal working memory deficits in a child with congenital aniridia due to PAX6 mutation. Int J Audiol. 2007;46(4):196-202.         [ Links ]

8. Estis JM, Dean-Claytor A, Moore RE, Rowell TL. Pitch-matching accuracy in trained singers and untrained individuals: the impact of musical interference and noise. J Voice. 2011;25(2):173-80.         [ Links ]

9. Ishii C, Arashiro PM, Pereira LD. Ordering and temporal resolution in professional singers and in well tuned and out of tune amateur singers. Pro Fono. 2006;18(3):285-92.         [ Links ]

10. Heresniak M. The care and training of adult bluebirds: teaching the singing impaired. J Singing. 2004;61(1):9-25.         [ Links ]

11. Lacerda O. Classificação das vozes. In: Lacerda O. Compêndio de teoria elementar da música. 12a ed. São Paulo: Ricordi; 1961. p.125-8.         [ Links ]

12. Cedolin L, Delgutte B. Spatiotemporal representation of the pitch of harmonic complex tones in the auditory nerve. J Neurosci. 2010;30(38):12712-24.         [ Links ]

13. Nascimento FM, Monteiro RA, Soares CD, Ferreira MI. Temporal sequencing abilities in musicians violinists and non-musicians. Arq Int Otorrinolaringol. 2010;14(2):217-24.         [ Links ]

14. Estis JM, Coblentz JK, Moore RE. Effects of increasing time delays on pitch-matching accuracy in trained singers and untrained individuals. J Voice. 2009;23(4):439-45.         [ Links ]

15. Micheyl C, Delhommeau K, Perrot X, Oxenham AJ. Influence of musical and psychoacoustical training on pitch discrimination. Hear Res. 2006;219(1-2):36-47.         [ Links ]

16. Rammsayer T, Altenmuller E. Temporal information processing in musicians and non-musicians. Music Perception. 2006;24(1):37-48.         [ Links ]

17. Kishon-Rabin L, Amir O, Vexler Y, Zaltz Y. Pitch discrimination: are professional musicians better than non-musicians? J Basic Clin Physiol Pharmacol. 2001;12(2):125-43.         [ Links ]

18. Kalakoski V. Effect of skill level on recall of visually presented patterns of musical notes. Scand J Psychol. 2007;48(2):87-96.         [ Links ]

19. Pallesen KJ, Brattico E, Bailey CJ, Korvenoja A, Koivisto J, Gjedde A, et al. Cognitive control in auditory working memory Is enhanced in musicians. PLoS One. 2010;5(6):e11120.         [ Links ]

20. Bidelman GM, Krishnan A, Gandour JT. Enhanced brainstem encoding predicts musicians' perceptual advantages with pitch. Eur J Neurosci. 2011;33(3):530-8.         [ Links ]

21. Erickson ML, Perry SR. Can listeners hear who is singing? A comparison of three-note and six-note discrimination tasks. J Voice. 2003;17(3):353-69.         [ Links ]

22. Mawhinney T. "Tone-deafness" and low musical abilities - an investigation of prevalence, characteristics and tractability [thesis]. Kingston, Ontario, Canadá: Queen's University; 1986.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Felipe Moreti
R. Visconde de Mauá, 347, Vila Assunção, Santo André (SP), Brasil, CEP: 09030-530.
E-mail: felipemoreti@uol.com.br

Conflito de interesses: Não

Recebido em: 9/8/2011
Aceito em: 15/3/2012

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Fonoaudiologia, Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP - São Paulo (SP), Brasil, como pré-requisito para conclusão do Curso de Graduação em Fonoaudiologia. Apresentado no XX Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, Brasília; 2012.

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License