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Potencial Terapêutico de Espécies Arbóreas em Fragmentos de Floresta Ombrófila Mista

Therapeutic Potential of Tree Species in Araucaria Forest Fragments

RESUMO

Objetivou-se levantar o potencial terapêutico de espécies arbóreas presentes em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista (FOM) localizados no Planalto Sul Catarinense, destacando as que possuem ações terapêuticas atestadas em ensaios científicos, assim como, aquelas com potencial medicinal segundo registros etnobotânicos. Para amostrar a composição florística arbórea foi empregado o método de quadrantes, registrando-se os indivíduos mais próximos do ponto central, que apresentassem DAP ≥ 5 cm. A amostragem foi realizada em Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e/ou Reserva Legal, com o auxílio de 20 transecções contendo 20 pontos quadrantes cada, totalizando 2,61 hectares. Dentre as 97 espécies registradas e identificadas no levantamento, 16 possuem ação medicinal descrita e atestada em literatura e 12 espécies são descritas como potenciais de acordo com conceitos etnobotânicos. O presente estudo mostrou que pequenos remanescentes florestais podem contribuir para a manutenção de espécies da FOM e basear futuros estudos sobre plantas medicinais ou com outros potenciais bioativos.

Palavras-chave:
floresta com araucária; conservação florestal; etnobotânica

ABSTRACT

This study aimed to evaluate the medicinal potential of tree species in Araucaria Forest (FOM) remnants in Santa Catarina Plateau, highlighting those with therapeutic actions attested in scientific trials, as well as those with medicinal potential according to ethnobotanical records. The floristic composition was sampled through the point-centered quarter method, registering the individuals with DBH ≥ 5 cm closest to the center point. Sampling was conducted in Permanent Preservation Areas (APP’s) and/or Legal Reserve, with the help of 20 transects with 20 points quadrants each, totaling 2.61 hectares. Among the species recorded and identified, 16 of them, classified into 13 plant families, have medicinal potential described and attested in literature and 12 species within 10 families, are suggested as potential, according to ethnobotanical concepts. The present study showed that these sites may contribute to the maintenance of species of FOM and to base future studies on medicinal plants and/or other bioactive potential.

Keywords:
araucaria forest; forest conservation; ethnobotany

1 INTRODUÇÃO

O Brasil é detentor de elevada biodiversidade distribuída por vários biomas e ecossistemas (Brandon et al., 2005Brandon K, Fonseca GAB, Rylands AB, Silva JMC. Conservação brasileira: desafios e oportunidades. Megadiversidade 2005; 1: 7-13.). Além da biodiversidade, o país apresenta rica heterogeneidade cultural e tradição de uso das plantas com potencial bioativo, aspecto importante para o desenvolvimento desta terapêutica. De acordo com Panayotou & Ashton (1992)Panayotou T, Ashton PS. Not by timber alone: economics and ecology for sustaining Tropical Forests. Washington: Island Press; 1992. 281 p., a gestão para múltiplos usos da madeira e produtos florestais não madeireiros (PFNM), bem como serviços culturais e ambientais, podem melhorar as funções ecológicas, econômicas e sociais das florestas tropicais. No território brasileiro, o bioma Mata Atlântica é considerado o mais rico dos domínios fitogeográficos, abrigando mais de 16.146 espécies vegetais, sendo 7.524 consideradas endêmicas (Forzza et al., 2010Forzza RC, Leitman PM, Costa A, Carvalho AA, Peixoto AL, Walter BMT et al. Catálogo de plantas e fungos do Brasil. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson estúdio: Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro; 2010. vol. 1, 871 p.). A flora deste bioma é rica em espécies nativas com princípios ativos medicinais (Ming et al., 2012Ming LC, Ferreira MI, Gonçalves GG. Pesquisas agronômicas das plantas medicinais da Mata Atlântica regulamentadas pela ANVISA. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 2012; 14(N esp.): 131-137.), as quais são amplamente utilizadas na medicina popular.

No Sul do país, região com clima subtropical, ocorre naturalmente a Floresta Ombrófila Mista (FOM) (IBGE, 2012Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Manual técnico da vegetação brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais; 2012. 80 p.), que possui composição florística influenciada pelas baixas temperaturas e pela ocorrência regular de geadas durante o inverno (Roderjan et al., 2002Roderjan CV, Galvão F, Kuniyoshi YS, Hatschbach GG. As unidades fitogeográficas do estado do Paraná, Brasil. Ciência & Ambiente 2002; 24: 78-118.). A exploração madeireira de Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze e de outras espécies características da FOM, assim como a pressão das áreas agrícolas sobre as áreas naturais, constituem-se como os principais agentes responsáveis pela redução da área ocupada por esta fitofisionomia (Backes, 1983Backes A. Dinâmica do pinheiro-brasileiro. Iheringia. Série Botânica 1983; 30: 49-84.; Medeiros et al., 2005Medeiros JD, Savi M, Brito BFA. Seleções de áreas para criação de Unidades de Conservação na Floresta Ombrófila Mista. Biotemas 2005; 18(2): 33-50.).

Segundo dados atuais do Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina (IFFSC), os fragmentos de florestas secundárias de FOM, em estádio médio e avançado, compreendem no estado de Santa Catarina 24,4% de cobertura, sendo raríssimos os remanescentes de florestas primárias (Sevegnani et al., 2013Sevegnani L, Vibrans AC, Gasper AL. Considerações finais sobre a Floresta Ombrófila Mista em Santa Catarina. In: Vibrans AC, Sevegnani L, Gasper AL, Lingner DV, editores. Inventário florístico florestal de Santa Catarina: Floresta Ombrófila Mista. Blumenau: Edifurb; 2013. 440 p.). Apesar da reduzida cobertura florestal remanescente, estudos realizados em fragmentos florestais na região do Planalto Catarinense, retratam a importante diversidade arbórea ainda existente nestes ambientes (Klauberg et al., 2010Klauberg C, Paludo GF, Bortoluzzi RLC, Mantovani A. Florística e estrutura de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista no Planalto Catarinense. Biotemas 2010; 23(1): 35-47.; Martins-Ramos et al., 2010Martins-Ramos D, Bortoluzzi RLC, Mantovani A. Plantas medicinais de um remanescente de Floresta Ombrófila Mista Altomontana, Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 2010; 12(3): 380-397. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722010000300016.
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; Silva et al., 2012Silva AC, Higuchi P, Aguiar MD, Negrini M, Fert J No, Hess AF. Relações florísticas e fitossociologia de uma Floresta Ombrófila Mista Montana Secundária em Lages, Santa Catarina. Ciência Florestal 2012; 22(1): 193-206. http://dx.doi.org/10.5902/198050985091.
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; Ferreira et al., 2012Ferreira PI, Paludo GF, Chaves CL, Bortoluzzi RLC, Mantovani A. Florística e fitossociologia arbórea de remanescentes florestais em uma fazenda produtora de spp. PinusRevista Floresta 2012; 42(4): 783-794. http://dx.doi.org/10.5380/rf.v42i4.21581.
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, 2013Ferreira PI, Gomes JP, Batista F, Bernardi AP, Bortoluz RLC, Mantovani A. Espécies potenciais para recuperação de áreas de preservação permanente no planalto catarinense. Revista Floresta e Ambiente 2013; 20(2): 173-182. http://dx.doi.org/10.4322/floram.2013.003.
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), os quais representam uma etapa inicial para o desenvolvimento de práticas de manejo voltados para a conservação pelo uso sustentável dos recursos florestais madeireiros e não madeireiros (PFNM).

O conhecimento dos PFNM surge como alternativa comercial e social, considerando que muitas comunidades rurais podem ter na FOM uma importante fonte de renda. A valoração das florestas de FOM, no Planalto Sul Catarinense, envolvendo a identificação de espécies arbóreas medicinais ou condimentares é fundamental tanto para a subsistência de propriedades rurais, como para manutenção in loco dos pequenos agricultores, quanto para a conservação dos recursos naturais desta região (Chaves & Manfredi, 2010Chaves CL, Manfredi CS. Arbóreas medicinais das matas ciliares do Rio Canoas: potencialidades de uso em projetos de restauração. Revista Brasileira de Plantas Medicinais 2010; 12(3): 322-332. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722010000300010.
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).

Desta forma, objetivou-se realizar um levantamento da composição florística e verificar a ocorrência de espécies arbóreas com ações terapêuticas potenciais e comprovadas em remanescentes de Floresta Ombrófila Mista.

2 MATERIAL E MÉTODOS

O levantamento foi realizado na fazenda Poço Grande (27°29’00.47” S e 50°17’11.34” W), com cerca de 800 hectares, situada no município de Ponte Alta, Planalto Sul Catarinense, a aproximadamente 880 metros de altitude. A precipitação média é de 1.740 mm, a temperatura média anual varia em torno de 17°C, sendo o clima do tipo Cfb, segundo a classificação de Köeppen (1948)Köeppen W. Climatologia. Pedro R. Hendrichs Pérez, tradutor. México: Fondo de Cultura Econômica; 1948. 466 p., caracterizado por ser chuvoso, com invernos e verões amenos. A vegetação desta região é classificada como Floresta Ombrófila Mista Montana (IBGE, 2012Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Manual técnico da vegetação brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais; 2012. 80 p.), e a paisagem da área estudada é formada por remanescentes conservados sob a forma de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e reflorestamentos com espécies exóticas principalmente dos gêneros Pinus spp. e Eucalyptus spp.

O método utilizado para amostragem da composição florística foi o do Ponto Quadrante (Cottam & Curtis, 1956Cottam G, Curtis JT. The use of distance measures in phytosociological sampling. Ecology 1956; 37(3): 451-460. http://dx.doi.org/10.2307/1930167.
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), pois permite maior agilidade na obtenção dos dados (Gorenstein, 2002Gorenstein MR. Métodos de amostragem no levantamento da comunidade arbórea em Floresta Estacional Semidecidual [dissertação]. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo; 2002.).

Com o propósito de abranger toda a área da fazenda, transecções foram instaladas sistematicamente de maneira a abranger todos os remanescentes florestais, resultando em uma amostragem de 20 Transecções. Cada transecto foi avaliado com a instalação de 20 pontos quadrantes, separados entre si por 15 metros.. O método consistiu em registrar o indivíduo arbóreo mais próximo do ponto central, em cada um dos quadrantes, com diâmetro à altura do peito (DAP) ≥ 5 cm, sendo mensurados DAP e distância de cada indivíduo ao ponto central.

Os indivíduos amostrados foram identificados em campo e, quando necessário, foram feitas coletas de espécimes férteis para auxiliar na identificação especifica por consultas à bibliografia especializada, aos especialistas e por comparações com exsicatas de herbário. Os espécimes coletados foram herborizados e incorporados ao Herbário da Universidade do Estado de Santa Catarina (LUSC). Do total de 400 pontos instalados em toda a área de estudo, perfazendo uma área de 2,61 ha, foram identificadas 97 espécies arbóreas, onde foi verificada a suficiência amostral dos dados para representação da composição florística da área estudada (Ferreira et al., 2012Ferreira PI, Paludo GF, Chaves CL, Bortoluzzi RLC, Mantovani A. Florística e fitossociologia arbórea de remanescentes florestais em uma fazenda produtora de spp. PinusRevista Floresta 2012; 42(4): 783-794. http://dx.doi.org/10.5380/rf.v42i4.21581.
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). A nomenclatura binomial foi verificada com auxílio de consulta a Lista de Espécies da Flora do Brasil (2014)Lista de Espécies da Flora do Brasil [online]. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro; 2014. [citado em 2014 jan. 02]. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/
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.

Para o conhecimento das espécies medicinais com ações terapêuticas atestadas em ensaios científicos foi empregado o binômio científico de cada uma das espécies contidas na lista da composição florística, sendo realizadas consultas aos trabalhos publicados nas bases de dados Science Direct, Pubmed, Medline e Scielo. Já para a contribuição do conhecimento das espécies arbóreas com relatos de ações fitoterápicas e, que ainda não possuem ensaios científicos que comprovam efeitos terapêuticos, realizou-se levantamento bibliográfico sobre os registros etnobotânicos publicados em literatura científica, assim como em livros de plantas medicinais e farmacognosia.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir do levantamento da composição florística de todos os fragmentos da área amostrada foram amostrados 1500 indivíduos pertencentes a 97 espécies arbóreas (ver Ferreira et al., 2012Ferreira PI, Paludo GF, Chaves CL, Bortoluzzi RLC, Mantovani A. Florística e fitossociologia arbórea de remanescentes florestais em uma fazenda produtora de spp. PinusRevista Floresta 2012; 42(4): 783-794. http://dx.doi.org/10.5380/rf.v42i4.21581.
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), das quais 21,6% são atestadas cientificamente como medicinais e 14,3% são descritas como potenciais para uso medicinal, com base em conceitos etnobotânicos (Tabela 1).

Tabela 1
Composição das espécies com potencial medicinal, atestado em ensaios científicos (EC) e com base em conhecimentos etnobotânicos (ET), presentes em fragmentos remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, Ponte Alta, SC, 2014.

Table 1. Species composition with medicinal potential, attested by means of scientific research (EC) and based on ethnobotanical knowledge (ET) present in remnants of Araucaria Forest, Ponte Alta, SC, 2014.


A espécie Schinus molle L. (Anacardiaceae) é uma espécie nativa do Sul do Brasil (Silva-Luz & Pirani, 2013Silva-Luz CL, Pirani JR. Anacardiaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil [online]. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro; 2013. [citado em 2011 maio 16]. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB4398
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). Seus frutos, folhas e seiva apresentam potencial inibitório contra enzimas-chave relevantes à hipertensão arterial (Ranilla et al., 2010Ranilla GL, Kwon YI, Apostolidis E, Shetty K. Phenolic compounds, antioxidant activity and in vitro inhibitory potential against key enzymes relevant for hyperglycemia and hypertension of commonly used medicinal plants, herbs and spices in Latin America. Bioresource Technology 2010; 101(12): 4676-4689. http://dx.doi.org/10.1016/j.biortech.2010.01.093. PMid:20185303.
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). Esta espécie é usada na medicina tradicional do Sul do Brasil como agente de cicatrização, sendo este efeito constatado por Schmidt et al. (2009)Schmidt C, Fronza M, Goettert M, Geller F, Luik S, Flores EM et al. Biological studies on Brazilian plants used in wound healing. Journal of Ethnopharmacology 2009; 122(3): 523-532. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2009.01.022. PMid:19429323.
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, assim como efeito antidepressivo (Machado et al., 2008Machado DG, Bettio LE, Cunha MP, Santos AR, Pizzolatti MG, Brighente IM et al. Antidepressant-like effect of rutin isolated from the ethanolic extract from L. in mice: evidence for the involvement of the serotonergic and noradrenergic systems. Schinus molleEuropean Journal of Pharmacology 2008; 587(1-3): 163-168. http://dx.doi.org/10.1016/j.ejphar.2008.03.021. PMid:18457827.
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). Yueqin et al. (2003)Yueqin Z, Recio MC, Máñez S, Giner RM, Cerdá-Nicolás M, Ríos JL. Isolation of two triterpenoids and a biflavanone with anti-Inflammatory activity from Schinus molle fruits. Planta Medica 2003; 69(10): 893-898. http://dx.doi.org/10.1055/s-2003-45096. PMid:14648390.
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isolaram três compostos com atividade anti-inflamatória de frutos de S. molle. Ruffa et al. (2002)Ruffa MJ, Ferraro G, Wagner ML, Calcagno ML, Campos RH, Cavallaro L. Cytotoxic effect of Argentine medicinal plant extracts on human hepatocellular carcinoma cell line. Journal of Ethnopharmacology 2002; 79(3): 335-339. http://dx.doi.org/10.1016/S0378-8741(01)00400-7. PMid:11849838.
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testaram atividade citotóxica contra linhagem de células de carcinoma, sendo o extrato de S. molle o que apresentou o potencial mais ativo dentre as espécies testadas. Do óleo essencial de S. molle foram comprovados efeitos antifúngicos (Santos et al., 2010Santos ACA, Rossato M, Atti Serafini L, Bueno M, Crippa LB, Sartori VC et al. Efeito fungicida dos óleos essenciais de Schinus molle L. e Raddi, Anacardiaceae, do Rio Grande do Sul. Schinus terebinthifoliusBrazilian Journal of Pharmacognosy 2010; 20(2): 154-159.), antibacteriano (Gundidza, 1993Gundidza M. Atividade antimicrobiana de óleo essencial de L. Schinus molleThe Central African Journal of Medicine 1993; 39(11): 231-234. PMid:8055554.), atividades repelentes e efeito inseticida contra as espécies Trogoderma guanarium (Everts) e Tribolium castaneum (H.) (Adbel-Sattar et al., 2010Adbel-Sattar E, Zaitoun AA, Farag MA, Gayed SH, Harraz FMH. Chemical composition, insecticidal and insect repellent activity of L. leaf and fruit essential oils against Schinus molleTrogoderma granarium and Tribolium castaneum.Natural Product Research 2010; 24(3): 226-235. http://dx.doi.org/10.1080/14786410802346223. PMid:19241279.
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). Ainda, Ferrero et al. (2006)Ferrero AA, Werdin González JO, Sánchez Chopa C. Biological activity of Schinus molle on Triatoma infestans.Fitoterapia 2006; 77(5): 381-383. http://dx.doi.org/10.1016/j.fitote.2006.03.004. PMid:16725281.
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sugeriram que extratos da folha e do fruto podem ser empregados no controle do vetor da doença de Chagas, visto a atividade ovicida para o vetor Triatoma infestans (Klug, 1834).

A aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi), pertencente às Anacardiaceae, ocorre desde o Rio Grande do Sul até Pernambuco (Morais et al., 2012Morais WWC, Susin F, Vivian MA, Araújo MM. Influência da irrigação no crescimento de mudas de Schinus terebinthifolius.Pesquisa Florestal Brasileira 2012; 32(69): 23-28. http://dx.doi.org/10.4336/2012.pfb.32.69.23.
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), onde é recomendada para recuperação de áreas degradadas, devido seu caráter de pioneirismo e agressividade, e ainda por apresentar dispersão pela fauna (Lorenzi, 1992Lorenzi H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum; 1992. 352 p.). S. terebentifolius tem sido descrita com potencial antialérgico (Cavalher-Machado et al., 2008Cavalher-Machado SC, Rosas EC, Brito FA, Heringe AP, Oliveira RR, Kaplan MA et al. The anti-allergic activity of the acetate fraction of leaves in IgE induced mice paw edema and pleurisy. Schinus terebinthifoliusInternational Immunopharmacology 2008; 8(11): 1552-1560. http://dx.doi.org/10.1016/j.intimp.2008.06.012. PMid:18672096.
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), antibacteriana (Lima et al., 2005Lima MR, Luna JS, Santos AF, Andrade MCC, Sant’Ana AEG, Genet J-P et al. Anti-bacterial activity of some Brazilian medicinal plants. Journal of Ethnopharmacology 2005; 105(1-2): 137-147. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2005.10.026. PMid:16356672.
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), cicatrizante (Coutinho et al., 2006Coutinho IH, Torres OJ, Matias JE, Coelho JC, Stahlke Júnior HJ, Agulham MA et al. . Schinus terebinthifolius Raddi and its influence in the healing process of colonic anastomosis: experimental study in ratsActa Cirurgica Brasileira 2006; 21(Supl 3): 49-54. PMid:17293937.) e antioxidante (Velázquez et al., 2003Velázquez E, Tournier HA, Mordujovich de Buschiazzo P, Saavedra G, Schinella GR. Antioxidant activity of Paraguayan plant extracts. Fitoterapia 2003; 74(1-2): 91-97. http://dx.doi.org/10.1016/S0367-326X(02)00293-9. PMid:12628400.
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). Queires et al. (2006)Queires LC, Fauvel-Lafètve F, Terry S, De la Taille A, Kouyoumdjian JC, Chopin DK et al. Polyphenols purified from the Brazilian aroeira plant (Schinus terebinthifolius Raddi) induce apoptotic and autophagic cell death of DU145 cells. Anticancer Research 2006; 26(1A): 379-387. PMid:16475722. atestaram o efeito de polifenóis purificados, extraídos das folhas desta espécie, na ação antiproliferativa e antitumoral em células cancerosas. Além disso, seu extrato apresentou resultados positivos no combate às infecções alveolares provocadas por Enterococcus, Bacillus corineforme, Streptococcus viridans e Streptococcus beta-emolytic, sendo mais eficiente que o antibiótico usado atualmente (Melo et al., 2002Melo EJM Jr, Raposoa MJ, Lisboa JA No, Diniz MFA, Marcelino CAC Jr, Sant'Ana AEG. Medicinal plants in the healing of dry socket in rats: Microbiological and microscopic analisis. Phytomedicine 2002; 9: 109-116.).

A erva-mate (Ilex paraguariensis - Aquifoliaceae), árvore típica das regiões subtropicais e temperadas da América do Sul, é amplamente difundida no sul do Brasil, nordeste da Argentina e na parte oriental do Paraguai (Da Croce & Floss, 1999Da Croce DM, Floss PA. Cultura da Erva-Mate no Estado de Santa Catarina. Florianópolis: EPAGRI; 1999. 81 p Boletim Técnico n. 100.). Desempenha importante papel socioeconômico nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul (Wendling et al., 2009Wendling I, Lavoranti OJ, Resende MDV, Horrmann HA. Seleção de matrizes e tipo de propágulo na enxertia de substituição de copa em Ilex paraguariensis.Revista Árvore 2009; 33(5): 811-819. http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622009000500004.
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), onde tem sido explorada na forma natural, consorciada a outras espécies florestais ou intercalada com culturas anuais (Dedecek & Rodigheri, 1999Dedecek RA, Rodigheri HR. Sistemas de preparo do solo em cultivos anuais intercalados em erva-mate. Boletim de Pesquisa Florestal 1999; 38: 77-88.). Dentre as propriedades medicinais estudos relatam os efeitos do extrato de I. paraguariensis como agente antifúngico (Filip et al., 2010Filip R, Davicino R, Anesini C. Antifungal activity of the aqueous extract of against Ilex paraguariensisMalassezia furfur.Phytotherapy Research 2010; 24(5): 715-719. PMid:19827026.), atividade de inibição e inativação bacteriana (Girolometto et al., 2009Girolometto G, Avancini CAM, Carvalho HHC, Wiest JM. Atividade antibacteriana de extratos de erva mate ( A.St.-Hil.). Ilex paraguariensisRevista Brasileira de Plantas Medicinais 2009; 11(1): 49-55. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-05722009000100009.
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), com potencial inibitório contra enzimas chave relevantes para hiperglicemia (Ranilla et al., 2010Ranilla GL, Kwon YI, Apostolidis E, Shetty K. Phenolic compounds, antioxidant activity and in vitro inhibitory potential against key enzymes relevant for hyperglycemia and hypertension of commonly used medicinal plants, herbs and spices in Latin America. Bioresource Technology 2010; 101(12): 4676-4689. http://dx.doi.org/10.1016/j.biortech.2010.01.093. PMid:20185303.
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), como diurético (Gonzalez et al., 1993Gonzalez A, Ferreira F, Vázquez A, Moyna P, Paz EA. Biological screening of Uruguayan medicinal plants. Journal of Ethnopharmacology 1993; 39(3): 217-220. http://dx.doi.org/10.1016/0378-8741(93)90040-C. PMid:8258980.
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), efeitos antioxidantes (Gugliucci, 1996Gugliucci A. Antioxidant effects of Ilex paraguariensis: induction of decreased oxidability of human LDL in vivo. Biochemical and Biophysical Research Communications 1996; 224(2): 338-344. http://dx.doi.org/10.1006/bbrc.1996.1030. PMid:8702392.
http://dx.doi.org/10.1006/bbrc.1996.1030...
), e ainda no controle da obesidade (Andersen & Fogh, 2001Andersen T, Fogh J. Weight loss and delayed gastric emptying follow-ing a South American herbal preparation in overweight patients. Journal of Human Nutrition and Dietetics 2001; 14(3): 243-250. http://dx.doi.org/10.1046/j.1365-277X.2001.00290.x. PMid:11424516.
http://dx.doi.org/10.1046/j.1365-277X.20...
). Moraes et al. (2009)Moraes EC, Stefanuto A, Klein GA, Boaventura BCB, Andrade F, Wazlawik E et al. Consumption of yerba mate (Ilex paraguariensis) improves serum lipid parameters in healthy dyslipidemic subjects and provides an additional LDL-cholesterol reduction in individuals on statin therapy. Journal of Agricultural and Food Chemistry 2009; 57(18): 8316-8324. http://dx.doi.org/10.1021/jf901660g. PMid:19694438.
http://dx.doi.org/10.1021/jf901660g...
atestaram redução adicional do LDL-colesterol em indivíduos hipercolesterolêmicos, em tratamento com estatinas, salientando a possibilidade de se reduzir o risco de doenças cardiovasculares. Ramirez-Mares et al. (2004)Ramirez-Mares MV, Chandra S, Mejia EG. In vitro chemopreventive activity of Camellia sinensis, Ilex paraguariensis and Ardisiacompressa tea extracts and selected polyphenols. Mutation Research 2004; 554(1-2): 53-65. http://dx.doi.org/10.1016/j.mrfmmm.2004.03.002. PMid:15450404.
http://dx.doi.org/10.1016/j.mrfmmm.2004....
atestaram potencial citotóxico de extratos desta espécie para células cancerígenas.

Ilex brevicuspis (Aquifoliaceae) tem sido descrita pelas atividades antioxidantes (Filip & Ferraro, 2003Filip R, Ferraro GE. Researching on new species of “Mate”: Phytochemical and pharmacology study. Ilex brevicuspisEuropean Journal of Nutrition 2003; 42(1): 50-54. http://dx.doi.org/10.1007/s00394-003-0399-1. PMid:12594541.
http://dx.doi.org/10.1007/s00394-003-039...
) e, também, para melhoria do trânsito intestinal (Gorzalczany et al., 2001Gorzalczany S, Filip R, Alonso MR, Miño J, Ferraro GE, Acevedo C. Choleretic effect and intestinal propulsion of ‘mate’ (Ilex paraguariensis) and its substitutes or adulterants. Journal of Ethnopharmacology 2001; 75(2-3): 291-294. http://dx.doi.org/10.1016/S0378-8741(01)00179-9. PMid:11297866.
http://dx.doi.org/10.1016/S0378-8741(01)...
). Em Santa Catarina é encontrada quase que exclusivamente no Planalto (Spathelf et al., 2001Spathelf P, Berger R, Vaccaro S, Tonini H, Borsoi GA. Crescimento de espécies nativas de uma Floresta Estacional Decidual/Ombrófila Mista do Rio Grande do Sul. Ciência Florestal 2001; 11(2): 103-119.) onde, segundo Reitz et al. (1988)Reitz R, Klein RM, Reis A. Projeto madeira do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: CORAG; 1988. 525 p., floresce intensamente todos os anos, produzindo frutos em abundância e sementes férteis.

Moquiniastrum polymorphum (Less.) Cabrera G. Sancho (Asteraceae), nativa do Brasil (Sancho & Roque, 2013Sancho G, Roque N. Gochnatia. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil [online]. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro; 2013. [citado em 2011 maio 16]. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB5325
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), pertencente ao grupo das pioneiras, coloniza áreas abertas e segundo Durigan et al. (2002)Durigan G, Figliolia MB, Kawabata M, Garrido MAO, Baitello JB. Sementes e mudas de árvores tropicais. 2. ed. São Paulo: Instituto Florestal; 2002. 65 p., tolera geadas e pode ser encontrada às margens dos rios. M. polymorphum ou Cambará, como é conhecida popularmente, tem sido descrita como potencialmente ativa no controle de agentes bióticos. Falcão et al. (2005)Falcão HS, Lima IO, Santos VL, Dantas HF, Diniz MFFM, Barbosa-Filho JM et al. Review of the plants with anti-inflammatory activity studied in Brazil. Revista Brasileira Farmacognosia 2005; 15(4): 381-391. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2005000400020.
http://dx.doi.org/10.1590/S0102-695X2005...
verificaram que os extratos das folhas possuem atividade anti-inflamatória. Stefanello et al. (2006)Stefanello MEA, Salvador MJ, Ito IY, Macari PAT. Avaliação da atividade antimicrobiana e citotóxica de extratos de Gochnatia polymorpha ssp floccosa. Revista Brasileira de Farmacognésia 2006; 16(4): 525-530., em experimento com extratos da casca do tronco, concluíram que o cambará pode ter aplicação terapêutica em doenças causadas por bactérias Gram-positivas.

Jacaranda puberula Cham, pertencente à família Bignoniaceae, nativa e endêmica do Brasil (Lohmann, 2013Lohmann LG. Bignoniaceae. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil [online]. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro; 2013. [citado em 2011 maio 16]. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB114174
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), é uma planta heliófita e seletiva higrófita, comumente encontrada em vegetação secundária, com presença de solos úmidos e pedregosos (Reitz, 1974Reitz PR. Bignoniaceae. In: Flora catarinense. Itajaí: Herbário Barbosa Rodrigues; 1974. 172 p.). Devido a esta plasticidade em termos de adaptação, a espécie tem sido descrita também como potencial para recuperação de áreas degradadas, considerando-se, ainda, seu rápido crescimento (Glufke, 1999Glufke C. Espécies florestais recomendadas para recuperação de áreas degradadas. Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul; 1999. 48 p.). Para os fins medicinais, o extrato metanólico bruto das folhas de J. puberula já foi mencionado com atividade contra o parasita Leishmania amazonensis, indicando que novos estudos devem ser realizados para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a leishmaniose cutânea (Passero et al., 2007Passero LF, Castro AA, Tomokane TY, Kato MJ, Paulinetti TF, Corbett CEP et al. Anti-leishmania atividade da fração semi-purificada de folhas de Jacaranda puberula.Parasitology Research 2007; 101(3): 677-680. http://dx.doi.org/10.1007/s00436-007-0530-y. PMid:17390147.
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). Almeida et al. (2013)Almeida MR, Ramos-Leal IC, Ruela HS, Justo-Araujo M, Martins TM, Pinto-Coelho MG et al. Anti-tumor potential and acute toxicity of Jacaranda puberula Cham. (Bignoniacea). Pakistan Journal of Pharmaceutical Sciences 2013; 26(5): 881-892. PMid:24035942. relataram efeito antitumoral e ausência de citotoxicidade para as células do sistema imunológico.

Com ampla ocorrência em solos mal drenados, sendo muito frequente em ambientes ciliares de Floresta Ombrófila Mista (Barddal et al., 2004Barddal ML et al. Fitossociologia do sub-bosque de uma Floresta Ombrófila Mista Aluvial, no município de Araucária, PR. Ciência Florestal 2004; 14(1): 35-45.; Gomes et al. 2008Gomes JF et al. Classificação e crescimento de unidades de vegetação em Floresta Ombrófila Mista, São Francisco de Paula, RS. Ciência Florestal 2008; 18(1): 93-107.; Iurk et al., 2009Iurk MC, Santos EP, Dlugosz FL, Tardivo RC. Levantamento florístico de um fragmento de Floresta Ombrófila Mista Aluvial do Rio Iguaçu, município de Palmeira (PR). Floresta 2009; 39(3): 605-617. http://dx.doi.org/10.5380/rf.v39i3.15360.
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), está o branquilho (Gymnanthes klotzschiana Müll.Arg.). Descrita em literatura como detentora de substâncias antioxidantes potencialmente úteis na proteção contra lesões renais (Soria et al., 2008Soria EA, Goleniowski ME, Cantero JJ, Bongiovanni GA. Antioxidant activity of different extracts of Argentinian medicinal plants against arsenic-induced toxicity in renal cells. Human and Experimental Toxicology 2008; 27(4): 341-346. http://dx.doi.org/10.1177/0960327108092192. PMid:18684805.
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).

Mimosa scabrella Benth., conhecida popularmente como bracatinga, é uma espécie arbórea pertencente à família Fabaceae, nativa e endêmica do Brasil (Dutra & Amorim, 2012Dutra VF, Amorim MP. Mimosa. In: Lista de Espécies da Flora do Brasil [online]. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro; 2012. [citado em 2013 maio 11]. Disponível em: http://floradobrasil.jbrj.gov.br/jabot/floradobrasil/FB100978
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), a qual representa papel importante na sucessão secundárias de clareiras naturais ou antrópicas da Floresta Ombrófila Mista. As aplicações testadas para bracatinga incluem ação antiviral contra a febre amarela (Ono et al., 2003Ono L, Wollinger W, Rocco IM, Coimbra TL, Gorin PA, Sierakowski MR. In vitro and in vivo antiviral properties of sulfated galactomannans against yellow fever vírus (BeH111 strain) and dengue 1 virus (Hawaii strain). Antiviral Research 2003; 60(3): 201-208. http://dx.doi.org/10.1016/S0166-3542(03)00175-X. PMid:14638396.
http://dx.doi.org/10.1016/S0166-3542(03)...
) e efeitos citotóxicos contra células HeLa (Noleto et al., 2009Noleto GR, Petkowicz CL, Mercê AL, Noseda MD, Méndez-Sánchez SC, Reicher F et al. Two galactomannan preparations from seeds from Mimosa scabrella (bracatinga): complexation with oxovanadium (IV/V) and cytotoxicity on HeLa cells. Journal of Inorganic Biochemistry 2009; 103(5): 749-757.).

A família Myrtaceae contribuiu com quatro espécies (Campomanesia xanthocarpa Berg., Eugenia uniflora L., Eugenia catharinae O.Berg e Eugenia pyriformis Cambess) que possuem registros em estudos científicos como tendo ação medicinal. C. xanthocarpa (guavirova), que além de apresentar potencial antioxidante (Pereira et al., 2012Pereira MC, Steffens RS, Jablonski A, Hertz PF, Rios AO, Vizzotto M et al. Characterization and antioxidant potential of Brazilian fruits from the Myrtaceae family. Journal of Agricultural and Food Chemistry 2012; 60(12): 3061-3067. http://dx.doi.org/10.1021/jf205263f. PMid:22397467.
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), já foi descrita para redução dos níveis de colesterol no sangue (Klafke et al., 2010Klafke JZ, Silva MA, Panigas TF, Belli KC, Oliveira MF, Barichello MM et al. Effects of on biochemical, hematological and oxidative stress parameters in hypercholesterolemic patients. Campomanesia xanthocarpaJournal of Ethnopharmacology 2010; 127(2): 299-305. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2009.11.004. PMid:19914369.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2009.11....
; Viecili et al., 2014Viecili PR, Borges DO, Kirsten K, Malheiros J, Viecili E, Melo RD et al. Effects of on inflammatory processes, oxidative stress, endothelial dysfunction and lipid biomarkers in hypercholesterolemic individuals. Campomanesia xanthocarpaAtherosclerosis 2014; 234(1): 85-92. http://dx.doi.org/10.1016/j.atherosclerosis.2014.02.010. PMid:24632042.
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). Os efeitos de extratos da guavirova foram investigados em ratos alimentados com dieta hipercalórica, sendo constatada redução significativa no ganho de peso, em comparação ao grupo controle (Biavatti et al., 2004Biavatti MW, Farias C, Curtius F, Brasil LM, Hort S, Schuster L et al. Preliminary studies on (Berg.) and (Jacq.) J.F. Macbr. aqueous extract: weight control and biochemical parameters. Campomanesia xanthocarpaCuphea carthagenensisJournal of Ethnopharmacology 2004; 93(2-3): 385-389. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2004.04.015. PMid:15234782.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2004.04....
). Markman et al. (2004)Markman BE, Bacchi EM, Kato ET. Antiulcerogenic effects of Campomanesia xanthocarpa.Journal of Ethnopharmacology 2004; 94(1): 55-57. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2004.04.025. PMid:15261963.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2004.04....
relataram que a administração oral do extrato de C. xanthocarpa em ratos mostrou-se eficaz na prevenção de úlceras gástricas. Em estudo mais recente, Brandelli et al. (2013)Brandelli CL, Vieira PB, Macedo AJ, Tasca T. Remarkable anti-trichomonas vaginalis activity of plants traditionally used by the Mbyá-Guarani indigenous group in Brazil. BioMed Research International 2013; 2013: 826370. PMid:23865068. registraram que C. xanthocarpa apresentou atividade pontencial contra Trichomonas vaginalis, um protozoário flagelado, agente causador da tricomoníase.

Eugenia uniflora, pitangueira, foi introduzida na medicina empírica pelos índios Guaranis no século XV (Alonso, 1998Alonso JR. Tratado de fitomedicina. Bases clínicas y farmacológicas. Buenos Aires: Isis Ediciones S.R.L.; 1998.), sendo cultivada em diversas regiões do mundo, principalmente, devido sua adaptabilidade às mais distintas condições de clima e solo (Bezerra et al., 2000Bezerra JEF, Silva-Junior JF, Lederman IE. Pitanga (Eugenia uniflora L.). Jaboticabal: FUNEP; 2000. 30 p. Série Frutas Nativas.). A espécie tem sido descrita com ações antimicrobianas (Souza et al., 2004Souza GC, Haas AP, von Poser GL, Schapoval EE, Elisabetsky E. Ethnopharmacological studies of antimicrobial remedies in the south of Brazil. Journal of Ethnopharmacology 2004; 90(1): 135-143. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2003.09.039. PMid:14698521.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2003.09....
), antibióticas (Coutinho et al., 2010Coutinho HD, Costa JG, Falcão-Silva VS, Siqueira-Júnior JP, Lima EO. Potentiation of antibiotic activity by and Eugenia unifloraEugenia jambolanum.Journal of Medicinal Food 2010; 13(4): 1024-1026. http://dx.doi.org/10.1089/jmf.2009.0158. PMid:20482280.
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) e ainda com efeito anti-hipertensivo (Consolini & Sarubbio, 2002Consolini AE, Sarubbio MG. Pharmacological effects of (Myrtaceae) aqueous crude extract on rat’s heart. Eugenia unifloraJournal of Ethnopharmacology 2002; 81(1): 57-63. http://dx.doi.org/10.1016/S0378-8741(02)00039-9. PMid:12020928.
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).

Eugenia catharinae, conhecida popularmente como Guamirim-mole, foi descrita por Colla et al. (2012)Colla AR, Machado DG, Bettio LE, Colla G, Magina MD, Brighente IM et al. Involvement of monoaminergic systems in the antidepressant-like effect of Lam. (Myrtaceae) in the tail suspension test in mice. Eugenia brasiliensisJournal of Ethnopharmacology 2012; 143(2): 720-731. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2012.07.038. PMid:22884868.
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como agente fitoterápico devido a efeitos antidepressivos. Eugenia pyriformis (Uvaia) foi descrita por Salvador et al. (2011)Salvador MJ, Lourenço CC, Andreazza NL, Pascoal AC, Stefanello ME. Antioxidant capacity and phenolic content of four Myrtaceae plants of the south of Brazil. Natural Product Communications 2011; 6(7): 977-982. PMid:21834237. com potencial antioxidante.

A família Rutaceae foi representada por Zanthoxylum rhoifolium Lam., que é citada na literatura por apresentar efeito analgésico (Pereira et al., 2010Pereira SS, Lopes LS, Marques RB, Figueiredo KA, Costa DA, Chaves MH et al. Antinociceptive effect of Lam. (Rutaceae) in models of acute pain in rodents. Zanthoxylum rhoifoliumJournal of Ethnopharmacology 2010; 129(2): 227-231. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2010.03.009. PMid:20304040.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2010.03....
), antimalárico (Jullian et al., 2006Jullian V, Bourdy G, Georges S, Maurel S, Sauvain M. Validation of use of a traditional antimalarial remedy from French Guiana, Lam. Zanthoxylum rhoifoliumJournal of Ethnopharmacology 2006; 106(3): 348-352. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2006.01.011. PMid:16504432.
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) e antibacteriano (Gonzaga et al., 2003Gonzaga WA, Weber AD, Giacomelli SR, Simionatto E, Dalcol II, Dessoy EC et al. Composition and antibacterial activity of the essential oils from Zanthoxylum rhoifolium.Planta Medica 2003; 69(8): 773-775. http://dx.doi.org/10.1055/s-2003-42783. PMid:14531032.
http://dx.doi.org/10.1055/s-2003-42783...
). Silva et al. (2007)Silva SL, Figueiredo PMS, Yano T. Chemotherapeutic potential of the volatile oils from Zanthoxylum rhoifolium Lam leaves. European Journal of Pharmacology 2007; 576(1-3): 180-188. http://dx.doi.org/10.1016/j.ejphar.2007.07.065. PMid:17716654.
http://dx.doi.org/10.1016/j.ejphar.2007....
constataram efeito antitumoral em óleo extraído desta espécie. Efeitos anti-hipertensivos e vasorelaxante de extrato etanólico da casca de Zanthoxylum rhoifolium Lam. foram citados por Ferreira-Filho et al. (2013)Ferreira-Filho ES, Arcanjo DD, Moura LH, Silva-Filho JC, Paulino ET, Ribeiro EA et al. Antihypertensive and vasorelaxant effects of ethanol extract of stem barks from Zanthoxylum rhoifolium Lam. in rats. Indian Journal of Experimental Biology 2013; 51(8): 661-669. PMid:24228390.. Esta espécie é facilmente reconhecida a campo, devido ao aspecto do tronco, com a presença de acúleos robustos e caducos (Fróes, 1959Fróes RL. Informações sobre algumas plantas econômicas do Planalto Amazônico. Boletim Técnico do Instituto Agronômico do Norte 1959; 35: 5-105.). Trata-se de uma espécie nativa, que ocorre em todos os estados brasileiros, sendo frequentemente encontrada em formações secundárias (Pirani, 1989Pirani JR. Flora da Serra do Cipó, Minas Gerais: rutaceae. Boletim de Botânica da USP 1989; 11: 109-119.).

No Planalto Catarinense, Drimys brasiliensis Miers (Winteraceae) é comumente encontrada nos capões de Floresta com Araucária, sendo empregada na culinária regional como condimento (Trinta & Santos, 1997Trinta EF, Santos E. Flora ilustrada catarinense: winteráceas. Itajaí: Herbário Barbosa Rodrigues; 1997.). Popularmente conhecida como casca-d’anta, é tolerante à sombra, e desenvolve-se preferencialmente em solos com baixa fertilidade química (Aguiar et al., 2001Aguiar OT, Pastore JA, Rocha FT, Baitello JB. Flora fanerogâmica de um trecho de floresta densa secundária no Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha/Indaiá – Cunha (SP). Revista do Instituto Florestal 2001; 13(1): 1-18.). A atividade antifúngica dos sesquiterpenos encontrados na casca de D. brasiliensis foi detectada no trabalho desenvolvido por Malheiros et al. (2005)Malheiros A, Cechinel Filho V, Schmitt CB, Yunes RA, Escalante A, Svetaz L et al. Antifungal activity of drimane sesquiterpenes from Drimys brasiliensis using bioassay-guided fractionation. Journal of Pharmacy & Pharmaceutical Sciences 2005; 8(2): 335-339. PMid:16124945.. Cechinel-Filho et al. (1998)Cechinel-Filho V, Schlemper V, Santos AR, Pinheiro TR, Yunes RA, Mendes GL et al. Isolation and identification of active compounds from Barks. Drimys winteriJournal of Ethnopharmacology 1998; 62(3): 223-227. http://dx.doi.org/10.1016/S0378-8741(98)00069-5. PMid:9849632.
http://dx.doi.org/10.1016/S0378-8741(98)...
isolaram e identificaram diversos compostos ativos a partir da casca de casca-d’anta e verificaram que o polygodial era mais potente no controle da dor em relação à aspirina. Ribeiro et al. (2008)Ribeiro VLS, Rolim V, Bordignon S, Henriques AT, Dorneles GG, Limberger RP et al. Chemical composition and larvicidal properties of the essential oils from Miers (Winteraceae) on the cattle tick Rhipicephalus ( Drimys brasiliensisBoophilus) microplus and the brown dog tick Rhipicephalus sanguineus.Parasitology Research 2008; 102(3): 531-535. http://dx.doi.org/10.1007/s00436-007-0799-x. PMid:18046578.
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verificaram que os óleos essenciais encontrados nas folhas e cascas de D. brasiliensis eram letais para carrapatos de gados e cães.

Espécies como Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez, Myrsine coriacea (Sw.) R.Br. ex Roem. & Schult., Matayba elaeagnoides Radlk. e Solanum variabile Mart. apresentam estudos recentes, descrevendo-as como potenciais no que diz respeito a aplicação como fitoterápicos. Silva-Filho et al. (2004)Silva-Filho AA, Andrade e Silva ML, Carvalho JC, Bastos JK. Evaluation of analgesic and anti-inflammatory activities of (Lauraceae) in mice and rats. Nectandra megapotamicaThe Journal of Pharmacy and Pharmacology 2004; 56(9): 1179-1184. http://dx.doi.org/10.1211/0022357044058. PMid:15324487.
http://dx.doi.org/10.1211/0022357044058...
atestaram efeito analgésico obtido por meio do extrato bruto de N. megapotamica. Potencial de toxicidade contra células cancerígenas foi registrado para M. coriacea, de acordo com Medeiros et al. (2013)Medeiros A, Berois N, Incerti M, Bay S, Franco Fraguas L, Osinaga E. A Tn antigen binding lectin from Myrsine coriacea displays toxicity in human cancer cell lines. Journal of Natural Medicines 2013; 67(2): 247-254. http://dx.doi.org/10.1007/s11418-012-0671-x. PMid:22645079.
http://dx.doi.org/10.1007/s11418-012-067...
. Um composto extraído de M. elaeagnoides se mostrou mais ativo do que duas drogas usadas como agentes analgésicos (Souza et al., 2007Souza MTR, Buzzi FC, Cechinel V Fo, Hess S, Della Monache F, Niero R. Phytochemical and antinociceptive properties of Matayba elaeagnoides Radlk. barks. Zeitschrift für Naturforschung. C. Journal of Biosciences 2007; 62(7-8): 550-554. PMid:17913070.) e, também, extrato metanólico desta espécie mostrou atividade imunoestimulatória (Philippi et al., 2010Philippi ME, Duarte BM, Silva CV, Souza MT, Niero R, Cechinel V Fo et al. Immunostimulatory acivity of Calophyllum brasiliense, Ipomoea pes-caprae and Matayba elaeagnoides demonstrated by human peripheral blood mononuclear cells proliferation. Acta Poloniae Pharmaceutica 2010; 67(1): 69-73. PMid:20210081.). O extrato etanólico das partes aéreas de S. variable apresentou significativa ação antiúlcera duodenal (Antonio et al., 2004Antonio JM, Gracioso JS, Toma W, Lopez LC, Oliveira F, Brito AR. Antiulcerogenic activity of ethanol extract of Solanum variabile (false “jurubeba”). Journal of Ethnopharmacology 2004; 93(1): 83-88. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2004.03.031. PMid:15182909.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2004.03....
).

Ressalta-se que dentre as espécies registradas neste levantamento, Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze, Cedrela fissilis Vell. e Dicksonia sellowiana Hook., que apresentam ações terapêuticas, constam nas listas de espécies ameaçadas de extinção, do Ministério do Meio Ambiente (Brasil, 2008Brasil. Ministério do Meio Ambiente. Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção. In: Instrução Normativa nº 06, de 23 de setembro de 2008 [online]. Brasília: MMA; 2008. [citado em 2011 maio 16]. Disponível em: http://www.mma.gov.br/estruturas/ascom_boletins/_arquivos/83_19092008034949.pdf
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) e da União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, 2010International Union for Conservation of Nature and Natural Resources – IUCN. The IUCN Red List of Threatened Species [online]. Cambridge: IUCN; 2010. Version 2010.4 [citado em 2011 maio 16]. Disponível em: www.iucnredlist.org
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).

Freitas et al. (2009)Freitas AM, Almeida MT, Andrighetti-Fröhner CR, Cardozo FT, Barardi CR, Farias MR et al. Antiviral activity-guided fractionation from leaves extract. Araucaria angustifoliaJournal of Ethnopharmacology 2009; 126(3): 512-517. http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2009.09.005. PMid:19761825.
http://dx.doi.org/10.1016/j.jep.2009.09....
observaram que o extrato hidroetanólico de folhas de A. angustifolia, bem como diferentes frações e subfrações apresentaram atividade anti-herpes, apoiando o uso desta espécie na medicina popular. Para esta espécie, ainda, Seccon et al. (2010)Seccon A, Rosa DW, Freitas RA, Biavatti MW, Creczynski-Pasa TB. Antioxidant activity and low cytotoxicity of extracts and isolated compounds from dead bark. Araucaria angustifoliaRedox Report 2010; 15(6): 234-242. http://dx.doi.org/10.1179/135100010X12826446921789. PMid:21208522.
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descreveram o potencial antioxidante.

Leite et al. (2008)Leite AC, Ambrozin AR, Fernandes JB, Vieira PC, Silva MF, Albuquerque S. Trypanocidal activity of limonoids and triterpenes from Cedrela fissilis.Planta Medica 2008; 74(15): 1795-1799. http://dx.doi.org/10.1055/s-0028-1088323. PMid:18991203.
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citaram C. fissilis como fonte promissora de compostos ativos para o controle da doença de Chagas, por ter demonstrado efeito tripanocida. Rattmann et al. (2009)Rattmann YD, Crestani S, Lapa FR, Miguel OG, Marques MC, Silva-Santos JE et al. Activation of muscarinic receptors by a hydroalcoholic extract of Presl. HooK (Dicksoniaceae) induces vascular relaxation and hypotension in rats. Dicksonia sellowianaVascular Pharmacology 2009; 50(1-2): 27-33. http://dx.doi.org/10.1016/j.vph.2008.08.005. PMid:18805508.
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realizaram estudos em ratos com extrato hidroalcoólico a partir de folhas de D. sellowiana, sugerindo que este induz a relaxamento completo vascular em anéis da aorta, bem como, produz efeito hipotensor em ratos anestesiados, podendo contribuir na gestão de diversas condições patológicas, como hipertensão e aterosclerose. Contudo, a permanência do uso indiscriminado destas espécies, pode levar a reduções mais drásticas nas populações naturais remanescentes, principalmente, pela escassez de informações relacionadas à ecologia destas espécies nos ecossistemas florestais, conforme salienta Reis (1995)Reis MS. Manejo sustentado de plantas medicinais em ecossistemas tropicais. In: Di Stasi LC, editor. Plantas medicinais: arte e ciência - um guia de estudo interdisciplinar. Botucatu: UNESP; 1995. 230 p..

É importante ressaltar a participação das espécies típicas da Floresta Ombrófila Mista, as quais são utilizadas com base no conhecimento empírico da população (Tabela 1). O conhecimento etnobotânico possibilita fazer o resgate das espécies de plantas já utilizadas popularmente, contribuindo como parte dos trabalhos de seleção de espécies, permitindo que as plantas consideradas terapêuticas possam compor novas pesquisas direcionadas para a geração de conhecimento científico e tecnológico, assim como, para o uso sustentável dos recursos naturais. Conforme ressalta Freitas & Coelho (2014)Freitas AVL, Coelho MFB. Os “remédios do mato” por especialistas locais da comunidade São João da Várzea, Mossoró, RN, Brasil. Interações (Campo Grande) 2014; 15(2): 249-264. http://dx.doi.org/10.1590/S1518-70122014000200005.
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, o resgate do conhecimento tradicional tem merecido atenção especial nos últimos anos devido à aceleração no processo de aculturação e à erosão genética provocada pela forte pressão antrópica e uso insustentável dos recursos naturais.

Desta forma, o resultado deste trabalho ressalta a importância de remanescentes florestais como locais promissores para a conservação de espécies com potencial de uso, os quais surgem como alternativa na busca da sustentabilidade econômica, principalmente, da pequena propriedade.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conhecimento científico sobre espécies arbóreas, ocorrentes em Floresta Ombrófila Mista, com ações terapêuticas ainda é escasso, considerando a diversidade destes locais, evidenciando-se assim a importância de pesquisas em ambientes naturais detentores de espécies potenciais para conservação pelo uso.

A criação de políticas de utilização racional baseadas no conhecimento da ecologia destas espécies poderá contribuir para conservação in situ da vegetação remanescente da Floresta Ombrófila Mista no Planalto Catarinense, especialmente, das espécies ameaçadas de extinção e, ainda, poderá gerar novas alternativas de renda para as comunidades rurais pela utilização de produtos florestais não madeireiros.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem a empresa Klabin SA pela disponibilização das áreas para estudo.

  • APOIO FINANCEIRO À FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) pelo apoio financeiro.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    2 Fev 2016
  • Data do Fascículo
    Jan-Mar 2016

Histórico

  • Recebido
    02 Jan 2014
  • Aceito
    07 Set 2015
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