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Floresta e Ambiente

versão impressa ISSN 1415-0980versão On-line ISSN 2179-8087

Floresta Ambient. vol.24  Seropédica  2017  Epub 16-Nov-2016

http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.125414 

Artigo Original

Banco de Sementes em Mina de Bauxita Restaurada no Sudeste do Brasil

Seed Bank in Restored Bauxite Mine in Southeast Brazil

Aurino Miranda Neto1  * 

Sebastião Venâncio Martins1 

Kelly de Almeida Silva1 

Aldo Teixeira Lopes2 

Raul de Abreu Demolinari2 

1Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Viçosa – UFV, Viçosa/MG, Brasil

2Votorantim Metais, Miraí/MG, Brasil

RESUMO

O objetivo deste trabalho foi caracterizar o banco de sementes do solo em mina de bauxita restaurada dez anos após implantação do projeto de restauração. O estudo foi realizado em uma área onde ocorreu exploração de bauxita e posterior restauração florestal. Foram coletadas 40 amostras de solo superficial (0,25 × 0,30 × 0,05 m) para avaliação do banco de sementes pelo método de germinação em casa de sombra durante seis meses. Emergiram 2.489 plântulas, pertencentes a 69 espécies e 23 famílias botânicas, com densidade de 830 propágulos m–2. As famílias com maior densidade foram Poaceae e Cannabaceae. Houve maior proporção de espécies e indivíduos do grupo ecológico pioneiras e da síndrome de dispersão zoocórica. Não houve semelhança florística entre as espécies do plantio e o banco de sementes. Os resultados mostram que o banco de sementes pode fornecer aporte necessário à recuperação do ambiente após perturbações.

Palavras-chave:  bioindicadores; restauração florestal; similaridade florística

ABSTRACT

This study aimed to characterize the soil seed bank in a restored bauxite mine ten years after the restoration project. The study was conducted in a bauxite-exploited mine, which was restored with trees. We collected 40 samples of surface soil (0.25 × 0.30 × 0.05 m) to evaluate soil seed bank by germination method in shade house for six months. Results showed that 2,489 seedlings emerged, belonging to 69 species and 23 botanical families, with a density of 830 seedlings m–2. Poaceae and Cannabaceae were the families with higher density. A larger number of species and individuals were pioneer and zoochoric species. The soil seed bank of the restored area showed no difference in plant density and floristic composition between the border and the core study area. There was no floristic similarity between planted species and the seed bank. Results showed that the seed bank was able to supply species and individuals upon germination.

Keywords:  bioindicators; forest restoration; floristic similarity

1 INTRODUÇÃO

A restauração florestal visa restabelecer as estruturas naturais e os processos internos de uma floresta degradada ou alterada (Deluca et al., 2010), tais como a recomposição florística, a ciclagem de nutrientes, as relações entre espécies vegetais e animais. A restauração visa também evitar processos erosivos, conservar a biodiversidade e pode ainda contribuir para a melhoria do clima (Couto, 2008).

Para obter sucesso em um projeto de restauração florestal, é imprescindível que se realize a avaliação da área reflorestada em espaços regulares de tempo, a fim de evitar imprevistos que possam prejudicar a restauração almejada para determinada área.

A avaliação da restauração florestal representa a análise pontual de indicadores ou variáveis ambientais de áreas em processo de restauração (Brancalion et al., 2012). A utilização indicadores ajuda a definir o estado atual de um projeto de restauração florestal e verificar se há necessidade de novas interferências na área para permitir o avanço no processo de sucessão.

Os indicadores de avaliação da restauração florestal mais utilizados são os indicadores vegetativos, como a regeneração natural, chuva de sementes, abertura do dossel, produção de serapilheira, ciclagem de nutrientes e banco de sementes do solo (Rodrigues & Gandolfi, 1998; Martins, 2013).

O conhecimento da distribuição, quantificação e composição do banco de sementes resulta em uma ferramenta muito valiosa no entendimento da evolução das comunidades (Lopes et al., 2006). Isso torna a avaliação do estoque de sementes no solo importante na determinação da melhor estratégia de manejo a ser empregada na conservação ou restauração de florestas nativas (Grombone-Guaratini & Rodrigues, 2002; Sorreano, 2002) e no monitoramento e avaliação de áreas restauradas, obtendo melhores diagnósticos de desempenho da restauração de ecossistemas florestais.

O banco de sementes do solo é um bom indicador do estado de conservação e da capacidade de autorrecuperação dos ecossistemas florestais (Rodrigues & Gandolfi, 1998; Martins et al., 2008; Martins, 2013), uma vez que é composto principalmente por sementes de espécies pioneiras responsáveis pela regeneração pós-distúrbios. Portanto, a avaliação do banco de sementes visa ao conhecimento do potencial de regeneração natural de um ecossistema frente a possíveis distúrbios, ou seja, a sua resiliência (Calegari et al., 2013).

Assim, o presente estudo pretende caracterizar o banco de sementes do solo de uma mina de bauxita restaurada após dez anos da implantação do projeto de restauração e verificar se o banco de sementes da área restaurada apresenta semelhança florística com outros bancos de sementes estudados na mesma região (Zona da Mata de Minas Gerais) e com as espécies plantadas na área do presente estudo.

2 MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado em uma área restaurada por meio de plantio de mudas de espécies arbóreas após dez anos da implantação do projeto de restauração. A área está localizada no município de Descoberto, na região da Zona da Mata de Minas Gerais (21°25’35”S e 42°56’08”W), com altitude variando de 618 a 633 m.

O clima da região, segundo a classificação de Köppen, é do tipo Aw, tropical com verões quentes e úmidos. A temperatura é alta no verão, atingindo 40 °C e chegando a 20-22 °C no inverno, a precipitação pluviométrica média anual é de 1.300 mm e o relevo é bastante acidentado, com pequenas planícies e platôs semidissecados, limitados por franjas escarpadas e montanhosas e por vales retilíneos (Lopes & Branquinho, 1988).

A vegetação característica da região é classificada como Floresta Estacional Semidecidual Montana, inserida no domínio Mata Atlântica (IBGE, 2012).

Na área de estudo em 2003 foi extraída bauxita pela empresa Votorantim Metais e, posteriormente, realizou-se o processo de recomposição topográfica e a implantação da restauração florestal por meio de plantio de mudas de espécies arbóreas em área total (1,0 ha), com espaçamento de 1,0 m × 1,0 m. No entorno da área restaurada existem áreas em processo de restauração com diferente idade e diferentes pastagens e fragmentos florestais preservados distando 15 m, separados por uma estrada de rodagem que circunda a área de estudo.

Foram alocadas 40 parcelas de 3 × 3 m, distribuídas sistematicamente em 4 linhas de 10 parcelas, distantes 10 m entre parcelas e entre linhas, cobrindo toda a área. No centro de cada parcela foi lançada uma moldura de madeira de 0,25 × 0,30 m, no interior da qual foi coletado uma amostra de solo superficial até uma profundidade de 5,0 cm, desprezando-se a serapilheira dura, perfazendo um total de 40 amostras.

As 40 amostras de solo foram transportadas para casa de sombra do Viveiro de Pesquisas na Universidade Federal de Viçosa, em Viçosa, MG, onde foram transferidas para bandejas plásticas (0,25 × 0,30 × 0,05 m), que foram mantidas em ambiente isolado de possíveis contaminações por propágulos externos, coberto por tela tipo sombrite 50%. Foram dispostas na bancada quatro bandejas com areia esterilizada, com a função de controle. As amostras ficaram sob irrigação por aspersão programada durante o período de seis meses.

A avaliação do banco de sementes do solo foi realizada pelo método indireto de emergência das plântulas (Brown, 1992). As plântulas emergidas foram contabilizadas quinzenalmente e identificadas. Para as espécies não identificadas no viveiro, coletou-se o material botânico para posterior comparação ao material depositado no herbário VIC da Universidade Federal de Viçosa, MG, e consultaram-se especialistas, quando necessário.

As espécies foram classificadas em famílias e tiveram os nomes científicos e seus respectivos autores atualizados de acordo com o sistema do Angiosperm Phylogeny Group III (2009) e pela base de dados da Lista de Espécies da Flora do Brasil (Reflora, 2013). Foram calculados os parâmetros fitossociológicos de densidade e frequência (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974), com o programa FITOPAC 2.1 (Shepherd, 2010).

As espécies amostradas foram classificadas em categorias sucessionais, de acordo com os critérios propostos por Budowski (1965) e adaptados por Gandolfi et al. (1995) para florestas semidecíduas brasileiras, sendo: pioneiras, secundárias iniciais, secundárias tardias e não classificadas. Foram também classificadas quanto às síndromes de dispersão de propágulos em zoocóricas, anemocóricas e autocóricas (van der Pijl, 1982).

Elaborou-se um banco de dados compilando-se listagens florísticas disponíveis em cinco trabalhos sobre banco de sementes do solo realizados na Zona da Mata de Minas Gerais em florestas semidecíduas, as quais contemplavam espécies arbóreas, arbustivas e herbáceas (Tabela 1) e a lista de espécies utilizadas no plantio (Tabela 2). O banco de dados consistiu de uma matriz binária de presença e ausência de espécies, com exclusões de identificações em nível de famílias e gêneros, em virtude da dificuldade de comparação com as identificações em nível de espécies.

Tabela 1 Informações sobre os estudos utilizados na comparação florística entre a área restaurada do presente estudo e demais localidades. 

Table 1 Information about the studies used floristic comparison between the restored area of this study and other locations. 

Banco de sementes Localidade Vegetação Densidade (propágulos m–2) Autores
BS 1 Viçosa, MG Restauração 827 Miranda et al. (2014)
BS 2 Descoberto, MG Restauração 131 Silva (2013)
BS 3 Viçosa, MG Mata nativa 101 Braga et al. (2008)
BS 4 Paula Cândido, MG Mata nativa 578 Costalonga et al. (2006)
BS 5 Brás Pires, MG Mata nativa 857 Martins et al. (2008)
Este estudo Descoberto, MG Restauração 830 Este estudo
Plantio Descoberto, MG Restauração - Este estudo

Tabela 2 Lista das espécies arbóreas utilizadas no plantio. 

Table 2 List of tree species used in planting. 

Família Espécie Origem GE SD
Achariaceae Carpotroche brasiliensis (Raddi) A Gray N St Zoo
Arecaceae Euterpe edulis Mart. N St Zoo
Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman N Si Zoo
Bignoniaceae Handroanthus heptaphyllus (Vell.) Mattos N St Ane
Zeyheria tuberculosa (Vell.) Bureau ex Verl. N Si Ane
Sparattosperma leucanthum (Vell.) K. Schum. N Si Ane
Cannabaceae Trema micrantha (L.) Blume N P Zoo
Chrysobalanaceae Licania tomentosa (Benth.) Fritsch N Si Zoo
Euphorbiaceae Joannesia princeps Vell. N Si Auto
Fabaceae Anadenanthera peregrina (L.) Speg. N Si Ane
Caesalpinia peltophoroides Benth. N Si Auto
Cassia ferruginea (Schrad.) Schrad. ex DC. N Si Auto
Clitoria fairchildiana R. A. Howard N Si Auto
Dalbergia nigra (Vell.) Allemão ex Benth. N Si Ane
Hymenaea courbaril L. N St Zoo
Inga vera Willd. N Si Zoo
Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin e Barneby N Si Auto
Senna macranthera (DC. ex Collad.) H. S. Irwin e Barneby N P Auto
Plathymenia reticulata Benth. N Si Ane
Piptadenea gonoacantha (Mart.) J. F. Macbr N Si Auto
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan N Si Ane
Cassia grandis L. f. N Si Ane
Platypodium elegans Vogel N Si Ane
Lecythidaceae Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze N St Ane
Malpighiaceae Lophanthera lactescens Ducke N St Nc
Malvaceae Luehea grandiflora Mart. e Zucc. N Si Ane
Melastomataceae Tibouchina granulosa (Desr.) Cogn. N P Zoo
Meliaceae Cedrela fissilis Vell. N St Ane
Guarea guidonia (L.) Sleumer N St Zoo
Moraceae Artocarpus heterophyllus Lam. E Nc Zoo
Myrtaceae Eugenia florida DC. N St Zoo
Myrcia splendens (Sw.) DC. N Si Zoo
Syzygium cumini (L.) Skeels E P Zoo
Psidium guajava L. N P Zoo
Phytolaccaceae Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms N Si Zoo
Rubiaceae Genipa americana L. N St Zoo
Urticaceae Cecropia glaziovii Snethl. N P Zoo

GE: grupo ecológico; SD: síndrome de dispersão; N: nativa; E: exótica; P: pioneira; Si: secundária inicial; St: secundária tardia; Ane: anemocórica; Zoo: zoocórica; Auto: autocórica; Nc: não classificada.

Procedeu-se inicialmente a conversão da matriz de dados binários em matriz de medidas de proximidade (similaridade) entre os pares de unidades de observação (Johnson & Wichner, 1988). Empregou-se o índice de similaridade de Jaccard (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974).

Para interpretar a similaridade florística, foi utilizado o método média de grupo UPGMA (Unweighted Pair Group Method with Arithmetic Mean), produzindo-se um dendrograma em que as amostras semelhantes, de acordo as variáveis escolhidas, foram agrupadas (Moita & Moita, 1998). As análises foram efetuadas no programa FITOPAC 2.1 (Shepherd, 2010).

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Emergiram 2.489 plântulas, pertencentes a 69 espécies e 23 famílias botânicas (Tabela 3). Obteve-se a densidade de 830 propágulos m–2, distribuída em 512 ervas m–2, 26 arbustos m–2, 251 árvores m–2 e 0,3 trepadeiras m–2. Nas bandejas-controle, com areia esterilizada, não houve emergência de plântulas (Tabela 3), mostrando que não houve contaminação do experimento por sementes vindas de fontes próximas.

Tabela 3 Florística e fitossociologia das espécies do banco de sementes do solo da área restaurada. 

Table 3 Floristic and phytosociological of the species from soil seed bank in restored area. 

Família/Espécie NI DR(%) FR(%) Orig FV GE SD
Araliaceae
Hydrocotyle leucocephala Cham. e Schltdl. 1 0,04 0,23 N H Si Nc
Asteraceae
Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze 1 0,04 0,23 N H P Zoo
Baccharis crispa Spreng. 1 0,04 0,23 N B P Ane
Baccharis dracunculifolia DC. 3 0,12 0,23 N B P Ane
Chromolaena laevigatum Lam. R. M. King e H. Rob. 7 0,28 0,91 N B P Ane
Emilia fosbergii Nicolson 2 0,08 0,23 N H P Ane
Erechtites hieracifolius (L.) Raf. Ex DC. 2 0,08 0,46 N H P Ane
Gnaphalium purpureum L. 73 2,93 5,47 N H Si Ane
Gnaphalium spicatum Mill. 3 0,12 0,46 N H Si Ane
Sigesbeckia orientalis L. 79 3,18 4,10 E H Si Zoo
Sonchus asper (L.) Hill 1 0,04 0,23 E H P Ane
Vernonia polyanthes Less. 2 0,08 0,46 N B P Ane
Vernonia sp. 1 5 0,20 1,14 Nc B P Ane
Vernonia sp. 2 3 0,12 0,68 Nc B P Ane
Vernonia westiniana Less. 11 0,44 2,28 N B P Ane
Begoniaceae
Begonia cucullata Willd. 12 0,48 0,46 N H P Ane
Brassicaceae
Lepidium virginicum L. 3 0,12 0,68 E H P Nc
Cannabaceae
Trema micrantha (L.) Blume 527 21,18 8,19 N A P Zoo
Convolvulaceae
Ipomoea cairica (L.) Sweet 1 0,04 0,23 N T P Ane
Cyperaceae
Cyperus distans L. 1 0,04 0,23 N H P Ane
Cyperus esculentus L. 14 0,56 0,91 N H P Ane
Cyperus sp. 23 0,92 1,59 N H P Ane
Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl 4 0,16 0,91 N H Nc Nc
Kyllinga brevifolia Rottb. 8 0,32 0,46 N H P Nc
Pycreus decumbens T. Koyama 1 0,04 0,23 N H P Nc
Pycreus lanceolatus (Poir.) C. B. Clarke 2 0,08 0,23 N H P Nc
Pycreus polystachyos (Rottb.) P. Beauv. 8 0,32 0,23 N H P Nc
Rhynchospora corymbosa (L.) Britton 9 0,36 0,46 N H Nc Ane
Scleria melaleuca Rchb. ex Schltdl. e Cham. 10 0,40 1,37 N H Nc Zoo
Euphorbiaceae
Croton urucurana Baill. 13 0,52 1,82 N A P Zoo
Fabaceae
Desmodium barbatum (L.) Benth. 3 0,12 0,46 N H P Zoo
Mimosa pigra L. 1 0,04 0,23 N B P Auto
Senna macranthera (DC. ex Collad.) H. S. Irwin e Barneby 1 0,04 0,23 N A P Auto
Senna multijuga (Rich.) H. S. Irwin e Barneby 8 0,32 0,91 N A Si Auto
Indeterminada
Indeterminada 1 42 1,69 1,82 Nc Nc Nc Nc
Indeterminada 2 43 1,73 1,14 Nc Nc Nc Nc
Indeterminada 3 30 1,21 1,37 Nc Nc Nc Nc
Indeterminada 4 7 0,28 1,37 Nc Nc Nc Nc
Lamiaceae
Hyptis suaveolens Poit. 24 0,96 2,51 N H P Zoo
Malvaceae
Sida glaziovi K. Schum. 1 0,04 0,23 N H P Ane
Sida rhombifolia L. 21 0,84 1,59 N H P Ane
Waltheria americana L. 3 0,12 0,68 N H P Nc
Melastomataceae
Leandra niangaeformis Cogn. 40 1,61 3,64 N B P Zoo
Miconia cinnamomifolia (DC.) Naudin 40 1,61 4,77 N A P Zoo
Miconia sellowiana Naudin 1 0,04 0,23 N A P Zoo
Tibouchina granulosa (Desr.) Cogn. 15 0,60 0,91 N A P Zoo
Onagraceae
Ludwigia tomentosa (Cambess.) H. Hara 4 0,16 0,23 N B P Ane
Phyllanthaceae
Phyllanthus tenellus Roxb. 291 11,70 6,15 N H Si Auto
Plantaginaceae
Scoparia dulcis L. 2 0,08 0,46 N H P Ane
Poaceae
Bromus catharticus Vahl 1 0,04 0,23 N H P Ane
Digitaria sp. 18 0,72 1,82 N H P Ane
Melinis minutiflora P. Beauv. 2 0,08 0,23 E H P Ane
Panicum repens L. 27 1,08 0,46 E H P Ane
Paspalum conjugatum P. J. Bergius 1 0,04 0,23 N H P Ane
Paspalum sp. 367 14,75 6,82 Nc H P Ane
Urochloa brizantha (Hochst. ex A. Rich.) R. D. Webster 220 8,85 2,96 E H P Ane
Urochloa decumbens 1 0,04 0,23 Nc H P Ane
Polygalaceae
Polygala paniculata L. 5 0,20 0,68 N H P Auto
Primulaceae
Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. ex Roem. e Schult. 3 0,12 0,68 N A Si Zoo
Rubiaceae
Diodella teres (Walter) Small 1 0,04 0,23 N H P Nc
Spermacoce capitata Ruiz e Pav. 6 0,24 0,68 N H Si Auto
Spermacoce latifolia Aubl. 253 10,17 6,82 N H Si Auto
Spermacoce palustris (Cham. e Schltdl.) Delprete 20 0,80 1,37 N H Si Auto
Solanaceae
Solanum americanum Mill. 1 0,04 0,23 N H P Zoo
Solanum cernuum Vell. 3 0,12 0,46 N A P Zoo
Solanum grandiflorum Ruiz e Pav. 11 0,44 1,59 N A P Zoo
Solanum mauritianum Scop. 9 0,36 1,82 N A P Zoo
Urticaceae
Cecropia hololeuca Miq. 123 4,95 7,73 N A P Zoo
Verbenaceae
Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl 10 0,40 0,46 N H P Nc
Total 2.489 100,00 100,00

NI: número de indivíduos; DR: densidade relativa; FR: frequência relativa; Orig: origem; FV: forma de vida; GE: grupo ecológico; SD: síndrome de dispersão; N: nativa; E: exótica; H: herbácea; B: arbustiva; A: árvore; T: trepadeira; P: pioneira; Si: secundária inicial; Ane: anemocórica; Zoo: zoocórica; Auto: autocórica; Nc: não classificada.

Destacaram-se quanto a abundância, em nível de família botânica, Poaceae, Cannabaceae, Phyllanthaceae, Rubiaceae e Asteraceae, perfazendo 77% dos indivíduos emergidos. Desses indivíduos, 71% são representados pela forma de vida herbácea e o restante, por indivíduos arbustivo-arbóreos. Apenas Poaceae compõe 25% das plântulas emergidas, seguida de perto pela família Cannabaceae, com 21% das plântulas emergidas, representada somente pela espécie Trema micrantha.

Além da Trema micrantha, mais representativa entre as espécies arbóreas, destacaram-se também o arbusto Leandra niangaeformis, com 1,6% das plântulas emergidas, e a erva Paspalum sp., com 15%. A única trepadeira presente nas amostras foi Ipomoea cairica, representada por apenas um indivíduo.

A alta representatividade da família Poaceae e Cannabaceae também tem sido observada por outros autores em ecossistemas florestais (Costa & Araújo, 2003; Martins et al., 2008; Schorn et al., 2013) e áreas em restauração (Sorreano, 2002; Figueiredo et al., 2014).

Trema micrantha apresenta uma eficiente dispersão por uma ampla variedade de aves frugívoras (Argel-de-Oliveira et al., 1996). Suas sementes possuem alta longevidade no solo e germinação preferencialmente em ambientes abertos com níveis elevados de luz, como grandes clareiras e bordas de florestas e, portanto, é muito importante para a resiliência de ecossistemas e a restauração florestal em áreas degradadas (Rodrigues et al., 2004; Martins, 2013).

Apesar da alta densidade de indivíduos da família Poaceae, o que poderia evidenciar uma possível fragilidade da vegetação arbustivo-arbórea, apenas cerca de um terço dos indivíduos dessa família são de gramíneas exóticas invasoras, que compõem apenas 8,9% do total de indivíduos do banco de sementes, concentrados em poucos pontos da área restaurada. A presença dessas gramíneas exóticas é devido, provavelmente, à presença, vizinha à área restaurada, de uma área de pastagem, a qual pode estar dispersando propágulos pelo vento.

De acordo com Franco et al. (2012), a capacidade de crescimento, reprodução e disseminação de espécies exóticas invasoras pode dificultar o estabelecimento de espécies nativas importantes no processo de cicatrização e sucessão da floresta. Entretanto, o predomínio de indivíduos e espécies nativas no banco de sementes tende a favorecer a formação de uma floresta mais resiliente em relação a sua florística autóctone e relações ecológicas. Além disso, como o banco de sementes não apresenta apenas propágulos de espécies herbáceas, com o avanço na sucessão florestal há a tendência de redução da densidade de espécies herbáceas e aumento de arbustivo-arbóreas (Baider et al., 2001; Dalling, 2002; Martins et al., 2008).

Quanto à categoria sucessional, emergiram 50 espécies pioneiras, 10 secundárias iniciais e 9 não foram classificadas. Em nível de indivíduos, emergiram 1.607 pioneiros, 737 secundários iniciais e 145 não classificados. Não houve registro de espécie secundária tardia nas amostras (Figuras 1 e 2).

Figura 1 Distribuição percentual das espécies em grupo ecológico (P: pioneira; Si: secundária inicial; St: secundária tardia), forma de vida (H: herbácea; B: arbustiva; A: árvore; T: trepadeira), síndrome de dispersão (Ane: anemocórica; Zoo: zoocórica; Auto: autocórica) e origem (N: nativa; E: exótica); Nc: não classificada. 

Figure 1 Percentage distribution of species in ecological group (P: pioneer; Si: early secondary; St: late secondary), life form (H: herbaceous; B: shrubby; A: tree; T: creeper), dispersion syndrome (Ane: anemocoric; Zoo: zoochoric; Auto: autochory) and origin (N: native; E: exotic); Nc: not classified. 

Figura 2 Distribuição percentual dos indivíduos em grupo ecológico (P: pioneira; Si: secundária inicial; St: secundária tardia), forma de vida (H: herbácea; B: arbustiva; A: árvore; T: trepadeira), síndrome de dispersão (Ane: anemocórica; Zoo: zoocórica; Auto: autocórica) e origem (N: nativa; E: exótica); Nc: não classificada. 

Figure 2 Percentage distribution of individuals in ecological group (P: pioneer; Si: early secondary; St: late secondary), life form (H: herbaceous; B: shrubby; A: tree; T: creeper), dispersion syndrome (Ane: anemocoric; Zoo: zoochoric; Auto: autochory) and origin (N: native; E: exotic); Nc: not classified. 

A maior proporção de espécies e indivíduos pioneiros corrobora dados de outros estudos sobre bancos de sementes em Minas Gerais (Costalonga et al., 2006; Batista et al., 2007; Braga et al., 2008; Rodrigues et al., 2010; Miranda et al., 2010; Franco et al., 2012) e em outras formações florestais no Brasil (Araújo et al., 2001; Monaco et al., 2003; Silva-Weber et al., 2012).

As espécies pioneiras são predominantes no banco de sementes do solo por apresentarem sementes ortodoxas com grande longevidade no solo, que permanecem em estado de dormência imposta pelo ambiente, até o surgimento de condições favoráveis à germinação, como ocorre em clareiras na floresta (Bazzaz & Pickett, 1980; Araújo et al., 2001; Vázquez-Yanes & Orozco-Segovia, 1994). Assim, a predominância de espécies pioneiras arbóreas nativas no banco de sementes, as quais normalmente apresentam rápido crescimento a pleno sol, é um indicador de resiliência a perturbações naturais ou antrópicas.

Quanto à síndrome de dispersão, emergiram 17 espécies zoocóricas, 30 anemocóricas, 8 autocóricas e 14 não classificadas. Em nível de indivíduos, emergiram 903 indivíduos zoocóricos, 838 anemocóricos, 585 autocóricos e 163 não classificados (Figuras 1 e 2).

A maior riqueza de sementes com dispersão zoocórica no banco é importante para a manutenção da fauna dispersora de propágulos, principalmente no início da regeneração da floresta, após perturbações. Isso também indica uma importante oferta de recursos para a fauna (Franco et al., 2012). As plantas investem em variados recursos, como arilos e polpas, atraindo diversos animais que irão dispersar as sementes a grandes distâncias, auxiliando a sucessão secundária.

Quanto à origem, emergiram 55 espécies nativas, 6 exóticas e 8 não classificadas. Em nível de indivíduos, emergiram 1.659 nativos, 332 exóticos e 498 não classificados (Figuras 1 e 2). A dominância de espécies nativas no banco também fortalece o seu potencial de recuperação da vegetação ante perturbações (Silva-Weber et al., 2012).

O banco de sementes apresentou similaridade florística apenas com o estudo de Miranda et al. (2014) (BS1), realizado em uma floresta com 40 anos de restauração no município de Viçosa, MG. Com os estudos do banco de sementes das demais localidades e com as espécies plantadas não houve similaridade florística, uma vez que não atingiram pontuação igual ou superior a 0,25, valor para se considerar duas comunidades vegetais semelhantes pelo índice de Jaccard (Mueller-Dombois & Ellenberg, 1974) (Figura 3). Até mesmo ao se analisar a similaridade exclusivamente das espécies arbustiva-arbóreas, entre o banco de sementes do presente estudo e as espécies do plantio não houve semelhança florística (índice de Jaccard = 0,07).

Figura 3 Similaridade florística entre o banco de sementes do presente estudo e bancos de sementes de estudos realizados na mesma região (Zona da Mata de Minas Gerais) e formação florestal (Floresta Estacional Semidecidual). 

Figure 3 Floristic similarity between the seed bank of this study and seed banks of studies conducted in the same region (Zona da Mata of Minas Gerais) and forest type (Semideciduous Forest). 

A similaridade florística, quando analisada em um mesmo tipo de formação florestal, em áreas espacialmente próximas e presentes em uma mesma bacia hidrográfica, é considerada alta (Rodrigues & Nave, 2000). Entretanto, fatores espaciais e ambientais podem interferir diretamente na similaridade florística entre as áreas (Ivanauskas et al., 2000; Kunz et al., 2009), aumentando a dissimilaridade. Isso possivelmente explica a dissimilaridade entre as duas áreas mais próximas, BS2 e a deste estudo. Apesar da proximidade (500 m de distância), a área do BS2 situa-se em um gradiente topográfico mais elevado, topo de morro, e a área do presente estudo, em uma baixada, próxima a uma mata ciliar.

A baixa riqueza do banco de sementes BS3 (20 espécies), a vegetação secundária inicial ainda em processo de regeneração da área do BS5 (com predominância de espécies secundárias iniciais) e a localização topográfica da área do BS4 (gradiente de encosta e topo) podem ter resultado na dissimilaridade encontrada entre esses bancos de sementes e o banco do presente estudo.

A área do BS1 e a área do presente estudo podem ter apresentado semelhança florística no banco de sementes, possivelmente, em virtude de essas áreas já possuírem maior tempo de restauração (BS1: 40 anos) e apresentarem semelhanças quanto a estrutura, composição do dossel e distribuição das espécies, propiciando melhores condições para a chegada e armazenamento de propágulos advindos de florestas nativas do entorno no banco de sementes do solo.

Já a dissimilaridade florística entre o banco de sementes da área de estudo e as espécies plantadas mostra que possivelmente a área recebe aporte de propágulos oriundos de fontes externas.

4 CONCLUSÃO

O banco de sementes do solo da jazida restaurada após dez anos não apresenta semelhança florística com as espécies do plantio, sendo o banco de sementes composto em sua maioria por espécies de início de sucessão.

AGRADECIMENTOS

Os Autores agradecem à CAPES e ao CNPq pela concessão das bolsas, e à Votorantim Metais pelo apoio financeiro (Projeto LARF-UFV/Votorantim Metais).

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Recebido: 10 de Dezembro de 2014; Aceito: 02 de Maio de 2016

*Aurino Miranda Neto Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Viçosa – UFV, Avenida Purdue, s/n, Campus Universitário, CEP 36570-000, Viçosa, MG, Brasil e-mail: aur.neto@gmail.com

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