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Floresta e Ambiente

versão impressa ISSN 1415-0980versão On-line ISSN 2179-8087

Floresta Ambient. vol.24  Seropédica  2017  Epub 03-Ago-2017

http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.083214 

Artigo Original

Similaridade entre Adultos e Regenerantes do Componente Arbóreo em Floresta com Araucária

Similarity Between Adults and Regenerants of the Tree Component in Araucaria Forest

Manoela Drews de Aguiar1 

Ana Carolina da Silva2 

Pedro Higuchi2  * 

Marcelo Negrini3 

André Luis Schollemberg4 

1Universidade Regional de Blumenau – FURB, Blumenau/SC, Brasil

2Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Lages/SC, Brasil

3Universidade Federal de Roraima – UFRR, Boa Vista/RO, Brasil

4Instituto Superior Tupy – IST, Sociedade Educacional de Santa Catarina – SOCIESC, Joinville/SC, Brasil

RESUMO

O estudo objetivou inventariar o componente arbóreo regenerante em uma floresta no Planalto Sul de Santa Catarina e compará-lo ao componente adulto da mesma área. Foram alocadas 25 parcelas, onde os regenerantes e adultos foram identificados e quantificados. Foi calculado o Índice de Regeneração Natural Total (RNT) de cada espécie. Para verificar a similaridade entre os componentes, foi utilizada a Análise de Similaridade e o índice de Jaccard. Foram amostrados 503 regenerantes, pertencentes a 58 espécies e 29 famílias. Myrtaceae foi a família de maior riqueza (13). Leandra regnelli (Triana) Cogn., Myrcia splendens (Sw.) DC. e Miconia cinerascens Miq. apresentaram os maiores valores de RNT. Houve elevada dissimilaridade entre regenerantes e adultos, sendo que 37,5% das espécies do componente adulto não tiveram representantes na regeneração natural. Conclui-se que existe uma baixa capacidade regenerativa da maior parte das espécies, o que pode estar associado à presença de gado na área.

Palavras-chave: fragmento florestal; Índice de Regeneração Natural Total; floresta ombrófila mista

ABSTRACT

This study aimed to inventory the tree regenerating component in a forest in Southern Plateau of Santa Catarina and compare it to the adult component of the same area. A total of 25 plots were allocated, where the regenerating and adults trees were identified and quantified. The Total Natural Regeneration Index (TNR) of each species was calculated. We used the analysis of similarities and the Jaccard index to verify the similarity between the components. A total of 503 regenerants belonging to 58 species and 29 families were sampled. Myrtaceae was the richest family (13). Leandra regnelli (Triana) Cogn., Myrcia splendens (Sw.) DC. and Miconia cinerascens Miq. showed the highest values of TNR. There was elevated dissimilarity between the regenerative and adult component, with 37.5% of the species adult component absent on natural regeneration. In conclusion, there is a low regenerative capacity of most species which may be associated with the presence of cattle in the area.

Keywords: forest fragment; Total Natural Regeneration Index; araucaria forest

1. INTRODUÇÃO

A Floresta Ombrófila Mista (FOM), que originalmente cobria parte considerável dos planaltos de Santa Catarina, teve sua área reduzida, principalmente durante as primeiras décadas do século XX, devido à intensidade da exploração madeireira e à ampliação das zonas urbanas no sul do Brasil (Medeiros et al., 2005). Além da Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze, que representa a espécie que melhor caracteriza essa fitofisionomia, também se destacam Dicksonia sellowiana Hook., Clethra scabra Pers., Matayba elaeagnoides Radlk. e Lithraea brasiliensis Marchand (Meyer et al., 2013a). Porém, apesar da aparente homogeneidade conferida pela dominância de araucária no dossel, na FOM existe elevada substituição florística, associada principalmente aos gradientes altitudinais e térmicos (Higuchi et al., 2012b).

Na região do Planalto Sul Catarinense, após todo o processo de perturbação provocado pelo corte seletivo no passado, os remanescentes florestais ainda estão sujeitos a pressões de origem antrópica, com destaque da pecuária extensiva, na qual o gado, ao procurar abrigo e alimento no interior das florestas, provoca danos à regeneração natural. Os efeitos negativos causados pelo pisoteio do gado no interior de fragmentos florestais podem ser classificados como diretos e indiretos. Os efeitos diretos estão relacionados com os danos mecânicos às plantas e herbivoria (Sampaio & Guarino, 2007), podendo causar a mortalidade de plântulas. Dentre os efeitos indiretos, destaca-se a compactação dos solos (Belsky & Blumenthal, 1997), limitando o desenvolvimento de novas árvores. Isso, ao longo do tempo, pode impedir a formação de novos indivíduos, uma vez que as árvores senis, ao completarem seu ciclo de vida, poderão não ser substituídas, ocasionando a degradação do fragmento florestal. Como resultado final, tem-se a alteração florística-estrutural da floresta por meio do favorecimento de espécies tolerantes a esse tipo de perturbação (Belsky & Blumenthal, 1997; Sampaio & Guarino, 2007).

O estudo da regeneração natural, além de gerar resultados que possibilitam uma melhor compreensão do comportamento da comunidade arbórea, pode evidenciar possíveis consequências dos impactos antrópicos ocorridos em florestas, como mudanças nos padrões de riqueza e dominância de algumas espécies. A partir dessas informações é possível avaliar o potencial regenerativo das espécies arbóreas, identificando aquelas com maior e menor capacidade de estabelecimento no sub-bosque, sob diferentes condições ambientais e de distúrbio. Dessa forma, estudos sobre a regeneração natural em ecossistemas florestais são fundamentais para a definição de estratégias de manejo, com o propósito de conservação e uso sustentável.

Dentre os trabalhos com regeneração natural em área de FOM no Brasil destacam-se os de Caldato et al. (1996), Narvaes et al. (2005), Souza et al. (2008, 2012), Silva et al. (2010), Valente et al. (2010), Chami et al. (2011), Ribeiro et al. (2013), Guidini et al. (2014) e Santos et al. (2015). Porém, na FOM de Santa Catarina, apesar de vários estudos sobre a florística ou a estrutura do componente arbóreo adulto (e.g.. Formento et al., 2004; Klauberg et al., 2010; Martins-Ramos et al., 2011; Nascimento et al., 2011; Higuchi et al., 2012a, b, 2013; Silva et al., 2012; Gasper et al., 2013; Meyer et al., 2013a), ainda se conhece pouco sobre o comportamento da regeneração natural (Meyer et al., 2013b; Guidini et al., 2014; Santos et al., 2015). Assim, o presente estudo buscou avaliar a organização florística-estrutural do componente regenerante e comparar a florística da regeneração à do componente arbóreo adulto do mesmo fragmento, com o objetivo de verificar a capacidade regenerativa das espécies arbóreas em um fragmento de Floresta Ombrófila Mista na região do Planalto Sul Catarinense.

2. MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado em um remanescente florestal de 22 ha localizado em uma propriedade rural no município de Lages, SC, na latitude 27°51’04”S, longitude 50°19’7”O e altitude de 980 m. A vegetação do fragmento florestal é classificada como Floresta Ombrófila Mista Montana (IBGE, 2012) que passou, durante o ciclo da araucária, por cortes seletivos. Atualmente, a floresta secundária, apesar de se encontrar em estágio de regeneração avançado, com aproximadamente 60 anos após os distúrbios mais intensos, provocados pela extração madeireira, está sujeita a pressão provocada pela pecuária extensiva, com o gado com pleno acesso ao interior do fragmento.

O clima da região é Cfb, de acordo com a classificação de Köppen, a precipitação anual média é de 1.479,48 mm, bem distribuída no ano, e a temperatura anual média é de 16 °C (BRASIL, 1992). De acordo com os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), da estação meteorológica convencional situada no município de Lages, a temperatura média mensal mínima para o período de 2005 a 2015 foi de 11,7 °C, com o valor absoluto mais baixo de -5,8 °C.

O fragmento foi amostrado de forma sistemática-estratificada, com 25 unidades amostrais (parcelas) de 400 m2 (20 m × 20 m) cada, alocadas por Silva et al. (2012) em 2008, para o estudo do componente arbóreo adulto (DAP ≥ 5 cm). Essas parcelas foram distanciadas 20 m entre si em cada estrato, que foram definidos de forma a contemplar adequadamente as variações ambientais no fragmento, tais como borda × interior, variações topográficas e proximidade do curso de água. Cada uma das 25 parcelas alocadas foi subdividida em sub-parcelas para a avaliação da regeneração natural. Em cada uma das unidades amostrais foi alocada uma faixa de 20 m2 (20 m × 1 m), que foi dividida em três áreas, por classe de tamanho do regenerante, segundo a metodologia adaptada de Volpato (1994): a primeira área tinha 5 m2 (5 m × 1 m) e nela foram identificados e marcados os regenerantes arbóreos com altura a partir de 15 cm até 1 m (primeira classe de tamanho); a segunda área tinha 10 m2 (10 m × 1 m) e nela foram identificados e marcados os regenerantes arbóreos maiores do que 1 m até 3 m de altura (segunda classe de tamanho); e a terceira área tinha 20 m2 (20 m × 1 m) e nela foram identificados e marcados os regenerantes arbóreos de altura acima de 3 m e com DAP menor que 5 cm (terceira classe de tamanho). Foi adotada a metodologia baseada em Volpato (1994), com o mesmo tamanho de áreas amostrais por classe de tamanho de plantas, por ela ser frequentemente utilizada em vários estudos no Domínio Atlântico (e.g., Silva et al., 2007; Guidini et al., 2014), o que facilita interpretações comparativas. O propósito da utilização de classes de tamanhos diferentes foi caracterizar a organização florística-estrutural de diferentes estágios ontogenéticos das espécies da comunidade, uma vez que, de acordo com a fase de desenvolvimento das plantas, podem existir diferentes exigências ecológicas. Destaca-se que essa abordagem representa uma aproximação necessária para fins práticos, usual em estudos na área florestal, uma vez que as espécies em uma comunidade podem apresentar tamanhos diferentes para cada estágio ontogenético. As identificações foram realizadas por meio de literatura e herbário e as espécies foram classificadas nas famílias de acordo com o sistema APG III (Angiosperm Phylogeny Group, 2009).

Para verificar se a amostragem realizada foi suficiente para representar a riqueza de espécies encontradas, foi elaborada a curva de acumulação de espécies por meio da linguagem de programação estatística R (R Development Core Team, 2014), com a utilização do pacote Vegan (Oksanen et al., 2014). Essa curva foi construída por meio do método de aleatorização, com mil permutações. A distribuição dos valores de riqueza estimados para as unidades amostrais, por meio das permutações, foi inserida na curva de acumulação de espécies, utilizando gráficos do tipo boxplot.

A diversidade do componente regenerativo foi avaliada pelo índice de Shannon (H’) e a dominância, pela equabilidade de Pielou (J). Foram calculados, por espécie e por classe de tamanho (classes 1, 2 e 3), os descritores fitossociológicos: densidades e frequências absolutas e relativas. Por meio da média dos valores de frequência relativa e densidade relativa foi calculado o Índice de Regeneração Natural por Classe (RNC) e Total (RNT).

Para verificar se existe diferença florística entre o componente regenerante avaliado no presente estudo e o componente adulto avaliado no estudo de Silva et al. (2012), foi realizada a Análise de Similaridade (Anosim). As dissimilaridades entre os componentes regenerativo e adulto foram calculadas em cada parcela utilizando-se o índice de Jaccard. As análises foram realizadas por meio da linguagem de programação estatística R (R Development Core Team, 2014), utilizando o pacote Vegan (Oksanen et al., 2014).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram amostrados 503 indivíduos arbóreos regenerantes pertencentes a 58 espécies, 43 gêneros e 29 famílias (Tabela 1). A curva de acumulação de espécies (Figura 1) indicou tendência para a estabilização, uma vez que, com o acréscimo da última parcela, ocorreu um aumento médio de apenas 1,05% no número de espécies, demonstrando que a amostragem foi adequada para caracterização florística da área. As famílias com maior número de espécies foram Myrtaceae (13) e Salicaceae (quatro). Silva et al. (2012), em estudo do componente arbóreo adulto no mesmo fragmento, encontraram, dentro das parcelas, maior número de espécies (80), gêneros (54) e famílias (35), indicando maior riqueza. Porém, as famílias de maior riqueza do componente adulto são as mesmas do regenerante, com Myrtaceae, Lauraceae e Salicaceae como as principais.

Tabela 1 Espécies e famílias encontradas no estudo da regeneração natural em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista no Planalto Sul Catarinense, com respectivos valores de Índice de Regeneração Natural por classe de tamanho (RNC, em %) e Índice de Regeneração Natural Total (RNT, em %). 

Table 1 Species and families found in the study of natural regeneration in a remnant of Araucaria forest in “Planalto Sul Catarinense” region, with their Natural Regeneration Index values per size class (RNC, in %) and Total Natural Regeneration Index (TNR, in %). 

Família/Espécie RNC 1 RNC 2 RNC 3 RNT
ANACARDIACEAE
Schinus polygamus (Cav.) Cabrera 0,3 0,2 0,0 0,5
ANNONACEAE
Annona rugulosa (Schltdl.) H. Rainer 1,5 1,2 0,0 2,7
ARAUCARIACEAE
Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze 3,8 0,0 1,0 4,8
ASTERACEAE
Dasyphyllum brasiliense (Spreng.) Cabrera 1,7 0,2 0,0 2,0
Dasyphyllum spinescens (Less.) Cabrera 0,0 0,0 0,2 0,2
Moquiniastrum polymorphum (Less.) G. Sancho 0,3 0,0 0,0 0,3
BIGNONIACEAE
Jacaranda puberula Cham. 1,3 0,2 0,2 1,7
CANELLACEAE
Cinnamodendron dinisii Schwacke 0,6 0,5 0,0 1,0
CELASTRACEAE
Maytenus dasyclada Mart. 1,2 0,0 0,0 1,2
Maytenus ilicifolia Mart. ex Reissek 0,6 0,0 0,0 0,6
CLETHRACEAE
Clethra scabra Pers. 0,0 0,0 0,2 0,2
DICKSONIACEAE
Dicksonia sellowiana Hook. 0,0 0,2 0,0 0,2
ERYTHROXYLACEAE
Erythroxylum cuneifolium (Mart.) O. E. Schulz 0,3 0,0 0,0 0,3
Erythroxylum deciduum A. St.-Hil. 0,0 0,0 0,4 0,4
EUPHORBIACEAE
Gymnanthes klotzschiana Müll. Arg. 0,6 0,2 0,0 0,8
FABACEAE
Dalbergia frutescens (Vell.) Britton 0,6 0,0 0,0 0,6
LAURACEAE
Nectandra megapotamica (Spreng.) Mez 0,6 0,0 0,0 0,6
Ocotea pulchella (Nees) Mez 0,6 0,2 0,0 0,8
MELASTOMATACEAE
Leandra regnellii (Triana) Cogn. 10,9 0,2 0,0 11,2
Miconia cinerascens Miq. 6,2 0,2 0,0 6,4
Miconia hiemalis A. St.-Hil. e Naudin ex Naudin 1,0 0,2 0,0 1,2
MYRTACEAE
Acca sellowiana (O. Berg) Burret 0,0 0,3 0,2 0,5
Calyptranthes concinna DC. 0,0 0,2 0,0 0,2
Campomanesia xanthocarpa O. Berg 1,3 0,7 0,2 2,2
Eugenia pluriflora DC. 1,2 0,7 0,2 2,1
Eugenia pyriformis Cambess. 0,6 0,0 0,0 0,6
Eugenia uruguayensis Cambess. 1,0 0,0 0,0 1,0
Myrcia guianensis (Aubl.) DC 1,4 0,2 0,0 1,7
Myrcia laruotteana Cambess. 0,8 0,7 0,2 1,7
Myrcia oblongata DC. 3,7 1,2 1,3 6,2
Myrcia palustris DC. 0,6 0,0 0,0 0,6
Myrcia splendens (Sw.) DC. 5,1 1,4 1,3 7,8
Myrciaria delicatula (DC.) O. Berg 0,6 0,0 0,0 0,6
Myrrhinium atropurpureum Schott 1,8 0,9 0,0 2,7
OLEACEAE
Ligustrum lucidum W. T. Aiton. 0,3 0,2 0,0 0,5
PODOCARPACEAE
Podocarpus lambertii Klotzsch ex Endl. 1,0 0,5 0,2 1,7
PRIMULACEAE
Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. 0,9 0,0 0,0 0,9
Myrsine lorentziana (Mez) Arechav. 3,8 0,0 0,5 4,2
Myrsine umbellata Mart. 2,6 0,2 0,0 2,8
PROTEACEAE
Roupala montana Aubl. 2,1 0,2 0,0 2,3
RHAMNACEAE
Rhamnus sphaerosperma Sw. 0,3 0,0 0,0 0,3
Scutia buxifolia Reissek 2,3 0,2 0,9 3,4
ROSACEAE
Prunus myrtifolia (L.) Urb. 0,3 0,0 0,0 0,3
RUTACEAE
Zanthoxylum kleinii (R. S. Cowan) P. G. Waterman 0,7 0,2 0,0 0,9
Zanthoxylum rhoifolium Lam. 0,6 0,0 0,0 0,6
SALICACEAE
Banara tomentosa Clos 2,4 0,5 0,2 3,0
Casearia decandra Jacq. 1,6 0,5 0,8 2,9
Casearia obliqua Spreng. 0,0 0,0 0,2 0,2
Xylosma tweediana (Clos) Eichler 0,7 0,2 0,0 0,9
SAPINDACEAE
Allophylus guaraniticus (A. St.-Hil.) Radlk. 3,7 0,2 0,0 3,9
Cupania vernalis Cambess. 0,3 0,0 0,0 0,3
Matayba elaeagnoides Radlk. 0,7 0,0 0,0 0,7
SOLANACEAE
Solanum pabstii L. B. Sm. & Downs 0,3 0,0 0,0 0,3
Solanum pseudoquina A. St.-Hil. 0,3 0,0 0,0 0,3
STYRACACEAE
Styrax leprosus Hook. e Arn. 0,3 0,0 0,0 0,3
THYMELAEACEAE
Daphnopsis racemosa Griseb. 0,8 0,7 0,0 1,6
VERBENACEAE
Duranta vestita Cham. 0,3 0,5 1,4 2,2
WINTERACEAE
Drimys brasiliensis Miers 0,0 0,2 0,0 0,2
Totais 76,5 14,1 9,6 100,0

Figura 1 Curva de acumulação de espécies do componente arbóreo regenerante de um remanescente de Floresta Ombrófila Mista no Planalto Sul Catarinense. Boxplots (retângulos, linhas tracejadas e cruzes) representam a variação do número de espécies em função do número de parcelas. 

Figure 1 Tree species accumulation-curve of the tree regenerative component in a remnant of Araucaria forest in “Planalto Sul Catarinense” region. Boxplots (rectangles, dashed lines and crosses) represent the variation of the number of species as a function of the number of plots. 

A riqueza de espécies do presente estudo (58) foi semelhante à encontrada em outros estudos de regeneração natural em Floresta Ombrófila Mista, como de Caldato et al. (1996), em Caçador, SC (44), Silva et al. (2010), em São Francisco de Paula, RS (44), e Santos et al. (2015), no Parque Natural Municipal de Lages, SC (51).

Foram encontrados dois indivíduos regenerantes de uma espécie exótica invasora: Ligustrum lucidum W.T. Aiton. Ligustrum é um gênero asiático cujas espécies introduzidas no Brasil são invasoras de áreas naturais (Instituto Horus, 2014). Em Lages e região são cultivados indivíduos de L. lucidum na arborização urbana (Santos et al., 2013), sendo que a espécie pode invadir fragmentos florestais naturais adjacentes às cidades.

A diversidade, representada pelo índice de Shannon (H’), e a dominância ecológica, indicada pelo índice de Pielou (J), tiveram valores de 3,34 e 0,82, respectivamente, demonstrando alta diversidade e baixa dominância ecológica. O valor de diversidade foi menor do que o encontrado por Silva et al. (2012) para o componente arbóreo adulto (3,6), e o de dominância foi o mesmo. Esses valores são altos quando comparados com o de outro estudo de regeneração natural realizado em Lages (Santos et al., 2015), que obteve valores, em duas áreas avaliadas no estudo, de 2,31 e 2,73, para a diversidade, e de 0,73 e 0,76, para a dominância.

A espécie de maior RNT no remanescente avaliado foi Leandra regnellii (Triana) Cogn. (Melastomataceae), seguida por Myrcia splendens (Sw.) DC. (Myrtaceae) e Miconia cinerascens Miq. (Melastomataceae) (Figura 2). Para o componente arbóreo adulto (Silva et al., 2012), as espécies de maior valor de importância foram Araucaria angustifolia (Bertol.) Kuntze (9,49%), Podocarpus lambertii Klotzsch ex Endl. (6,18%) e Myrcia splendens (5,14%). Esses resultados demonstram que dentre as espécies mais representativas no componente adulto, algumas (e.g. Myrcia splendens) apresentam um elevado estoque regenerativo, o que sugere sua capacidade de manutenção ao longo do tempo na floresta.

Figura 2 Índice de Regeneração Natural Total (RNT) das 10 espécies com maior importância relativa em um remanescente de Floresta Ombrófila Mista no Planalto Sul Catarinense; em preto estão os representantes da classe 1, em cinza claro, os da classe 2 e em cinza escuro, os da classe 3. 

Figure 2 Total Natural Regeneration Index (TNR) of the ten most relative important species, in a remnant of Araucaria forest in the “Planalto Sul Catarinense”. Class 1 is in black, Class 2 is in light gray and Class 3 in dark gray. 

Destaca-se o fato de Araucaria angustifolia, que é a espécie que melhor representa a fitofisionomia estudada, apresentar elevada importância relativa no componente regenerativo (Figura 2). Valente et al. (2010) também observaram elevada capacidade de regeneração de Araucaria angustifolia em uma floresta no Estado do Paraná, mas a maior parte dos trabalhos na literatura (e.g., Caldato et al., 1996; Souza et al., 2012; Ribeiro et al., 2013) indica um padrão oposto, no qual essa espécie encontra-se pouco representada no sub-bosque. Enquanto Souza et al. (2008) classificam Araucaria angustifolia como uma pioneira longeva, dependente da elevada disponibilidade de luz para se regenerar, Valente et al. (2010) concluíram que o ambiente lumínico não foi um fator determinante. Ainda, outros autores (Paludo et al., 2009; Chami et al., 2011) destacam a importância de fatores de caráter biótico, como produção irregular e predação de sementes, como determinantes na capacidade regenerativa de Araucaria angustifolia. No caso do fragmento estudado, acessível ao gado, a araucária, por possuir folhas pontiagudas e não palatáveis para esse animal, poderia se beneficiar da menor competição no sub-bosque. Assim, o antagonismo dos resultados observados na literatura denota que essa espécie tem um processo de regeneração complexo em condição de sub-bosque, fortemente dependente de condições bióticas e abióticas específicas, que somente poderá ser elucidado com pesquisas em maior escala espacial e temporal.

A classe 1 dos regenerantes foi responsável pela maior parte do RNT (76,5%), seguida pelas classes 2 (14,1%) e 3 (9,6%). Esses resultados são esperados em florestas naturais (Narvaes et al., 2005), nas quais há maior número de indivíduos regenerantes de menores tamanhos, visto que, àa medida que a planta cresce, muitos indivíduos morrem devido à herbivoria, à competição e ao estresse abiótico, e somente uma minoria continua a se desenvolver.

Entre as 10 espécies de maior RNT (Tabela 1), Myrcia splendens se destacou com elevados valores de RNC nas três classes avaliadas (5,1% na classe 1, 1,4% na classe 2 e 1,3% na classe 3), o que demonstra sua elevada capacidade regenerativa e grande importância na comunidade regenerante. Já Leandra regnellii e Miconia cinerascens obtiveram altos valores somente na classe 1 (10,9% e 6,2%, respectivamente), o que pode indicar alguma limitação no crescimento, associada, por exemplo, à alta mortalidade devido a competição, herbivoria etc.

Duranta vestita Cham. obteve o maior valor de RNC na classe 3 de regeneração (1,4%), porém sem representantes entre as 10 espécies de maior RNC nas classes 1 e 2, demonstrando apresentar indivíduos regenerantes de maior porte. Considerando que Duranta vestita está bem estabelecida no componente adulto (Silva et al., 2012), este resultado pode indicar uma interrupção na regeneração da espécie, o que sugere a produção irregular de sementes ou alterações ambientais que estejam limitando o estabelecimento de novos indivíduos, como já relatado para espécies em florestas tropicais (Mostacedo & Fredericksen, 1999).

Das 58 espécies inventariadas na regeneração natural, 8 (13,8%) não foram amostradas no componente adulto, dentro das parcelas do estudo de Silva et al. (2012): Leandra regnellii, Ligustrum lucidum, Maytenus dasyclada Mart., Miconia hyemalis A. St.-Hil. e Naudin, Myrsine lorentziana (Mez) Arechav., Rhamnus sphaerosperma Sw., Solanum pseudoquina A.St-Hil. e Schinus polygamus (Cav.) Cabrera. É possível que essas espécies tenham alguma limitação de crescimento, porém pode ser que elas tenham colonizado o remanescente recentemente e, no futuro, podem ocupar o componente arbóreo adulto da floresta. No caso de Leandra regnellii, Miconia hyemalis e Schinus polygamus, a primeira hipótese é a mais provável, pois os indivíduos dessas espécies, normalmente, são de pequeno porte (Meyer et al., 2013a) e ocupam o sub-bosque da floresta ou a borda do fragmento.

Das 80 espécies do componente arbóreo adulto (Silva et al., 2012), 30 (37,5%) não foram amostrados na regeneração natural. Entre as espécies que não estão regenerando na floresta, destacam-se as do gênero Ilex, que apresentaram quatro espécies no componente arbóreo adulto e, no presente estudo, não apresentaram nenhum regenerante. Esse resultado sugere que espécies desse gênero e outras sem regenerantes apresentam dificuldade de regeneração nas condições ambientais em que o sub-bosque se encontra. É importante ressaltar que parte das 30 espécies que não possuem regenerantes são espécies raras na floresta, na qual só foi amostrado um indivíduo no componente arbóreo adulto, o que sugere que a redução da disponibilidade de propágulos seja limitante, sendo essas mais susceptíveis a qualquer alteração na floresta. É possível que impactos ambientais como a presença do gado ou a roçada do sub-bosque para permitir a entrada de gado em alguns setores da floresta, estejam influenciando esse padrão. Resultados semelhantes, de compartilhamento de poucas espécies do estrato adulto na regeneração natural, também foram encontrados por Rodrigues & Magalhães (2011) no Estado do Rio de Janeiro, sendo isso atribuído, nesse caso, às mudanças sucessionais da floresta.

Esses resultados influenciaram na dissimilaridade entre o componente regenerativo e adulto (p = 0,001), que obtiveram índices de dissimilaridade variando de 0,63 a 0,95. A parcela 1 obteve a maior dissimilaridade e o fator que contribuiu para isso foi a escassez de regeneração natural (quatro indivíduos pertencentes a quatro espécies). De forma geral, é possível observar que as parcelas de maior dissimilaridade foram as que obtiveram menor número de indivíduos regenerantes e, consequentemente, menor riqueza de espécies. Esses resultados evidenciam uma dificuldade de regeneração natural no remanescente florestal, principalmente em alguns setores, relacionada à pequena abundância de regenerantes e à baixa riqueza de espécies. No presente estudo, a presença de distúrbios, associados à presença de gado, pode ter sido determinante para os resultados observados, assim como já relatado para outras áreas de florestas naturais na região Sul do Brasil (Santos et al., 2007).

4. CONCLUSÕES

O inventário da regeneração natural demonstrou baixa riqueza de espécies quando comparado com o componente arbóreo adulto, o que contribuiu para a elevada dissimilaridade entre os dois componentes. É possível que impactos ambientais, como a presença de gado ou outros fatores que alteram a colonização e a reprodução das espécies, estejam influenciando esse padrão. Infere-se que algumas espécies (e.g., Myrcia splendens e Araucaria angustifolia) estejam se beneficiando das atuais condições ambientais e perturbações existentes no fragmento florestal, uma vez que apresentaram elevada importância relativa tanto no componente adulto quanto regenerante. Assim, espera-se alterações florísticas-estruturais do componente adulto ao longo do tempo, com o favorecimento de um grupo de espécies que apresenta elevado potencial regenerativo. Porém, para inferências mais conclusivas são necessárias investigações futuras que busquem a caracterização ambiental da área, além de considerarem uma maior escala espacial e temporal.

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Recebido: 16 de Março de 2014; Aceito: 26 de Junho de 2016

*Pedro HiguchiDepartamento de Engenharia Florestal, Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, Av. Luiz de Camões, 2090, Conta Dinheiro, CEP 88520-000, Lages, SC, Brasil e-mail: higuchip@gmail.com

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