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Floresta e Ambiente

versão impressa ISSN 1415-0980versão On-line ISSN 2179-8087

Floresta Ambient. vol.24  Seropédica  2017  Epub 17-Ago-2017

http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.099714 

Artigo Original

Análise Fitossociológica e Valor de Importância em Carbono para uma Floresta Estacional Semidecidual

Phytosociological Analysis and Importance Value in Terms of Carbon in a Seasonal Semideciduous Forest

Carlos Moreira Miquelino Eleto Torres1  * 

Laércio Antônio Gonçalves Jacovine1 

Silvio Nolasco de Oliveira Neto1 

Agostinho Lopes de Souza1 

Rogerio Assunção Campos2 

Bruno Leão Said Schettini1 

1Universidade Federal de Viçosa – UFV, Viçosa/MG, Brasil

2Fibria, Três Lagoas/MS, Brasil

RESUMO

Na Mata Atlântica existem poucos estudos que relacionam os parâmetros fitossociológicos com a estocagem de carbono. Nesse sentido, objetivou-se com o estudo caracterizar a estrutura fitossociológica e relacionar com o índice Valor de Importância em Carbono (VIC) para uma Floresta Estacional Semidecidual, em Viçosa, MG. Calcularam-se a diversidade, os parâmetros fitossociológicos, além do VIC. As espécies Piptadenia gonoacantha, Mabea fistulifera, Anadenanthera peregrina se destacaram no índice de VIC. A ordem de importância das espécies foi alterada ao analisar o Índice de Valor de Importância, Valor de Importância em Volume e VIC. Com isso, dependendo dos objetivos de manejo, as espécies têm importância diferenciada. Por fim, entende-se que o índice Valor de Importância em Carbono, que une informações fitossociológicas com estocagem de carbono, é muito importante para a caracterização das florestas e verificação do seu papel na mitigação da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.

Palavras-chaves: mata atlântica; estoque de carbono; florística e fitossociologia

ABSTRACT

Few studies in the Atlantic Forest have related phytosociology with carbon storage. The objective of this study was to characterize the vegetation structure and relate it with the importance value index (IVI) in terms of carbon for a semideciduous forest in Viçosa-MG. Besides the IVI, the diversity and phytosociology were investigated. The species Piptadenia gonoacantha, Mabea fistulifera, Anadenanthera peregrina stood out regarding the IVI index. The order of importance of the species changed when analyzing the Importance Value, the Importance Value on Volume and IVI. Thus, depending on the management objectives, species had different importance. Finally, it was evident that the IVI in terms of carbon, a measure that joins phytosociological and carbon storage information, is very important for the characterization of forests and for mitigating greenhouse gas levels in the atmosphere.

Keywords: atlantic forest; carbon stock; floristics and phytosociology

1. INTRODUÇÃO

As florestas desempenham um papel importante no equilíbrio do estoque de carbono global, pois armazenam nos seus compartimentos arbóreos e no solo uma grande quantidade de carbono (Pan et al., 2011). Se as florestas forem derrubadas, a maior parte do carbono estocado nas árvores poderá ser liberada, tornando-se uma importante fonte de CO2 para a atmosfera (Baccini et al., 2012). Estima-se que o desmatamento contribui com 8 a 15% das emissões anuais antropogênicas globais (Houghton et al., 2015).

No Brasil, o bioma que mais sofreu com o desmatamento foi o Mata Atlântica, por estar localizado em áreas de intensa urbanização, industrialização e com atividades agrícolas (Scarano & Ceotto, 2015). Dos remanescentes florestais do bioma, mais de 80% são menores que 50 ha (Ribeiro et al., 2009).

Esses remanescentes necessitam de estudos florísticos e fitossociológicos que proporcionam maior conhecimento sobre a diversidade de um local (Velazco et al., 2015). Além disso, atributos florísticos e fitossociológicos contribuem diretamente para determinação da biomassa e carbono em florestas tropicais (Poorter et al., 2015). A contribuição de cada espécie para o estoque de biomassa e carbono depende da sua abundância e também das propriedades funcionais de seus indivíduos, como seu tamanho e densidade da madeira (Fauset et al., 2015).

Existe uma necessidade em se entender melhor a relação entre a diversidade florística e o estoque de carbono em florestas tropicais, a fim de Balizar políticas de conservação destinadas à redução de emissões de CO2 e para a preservação ambiental (Cavanaugh et al., 2014). Ainda são escassos os trabalhos que englobam essa relação na Mata Atlântica (Alves et al., 2010), destacando-se os realizados por Gaspar et al. (2014) e Alves et al. (2010).

Neste contexto, objetivou-se, com este trabalho, caracterizar a composição florística, a estrutura fitossociológica e relacionar com o índice Valor de Importância em Carbono (VIC) para uma Floresta Estacional Semidecidual Montana presente no Parque Tecnológico de Viçosa.

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1. Área de estudo

A área de estudo abrange um fragmento florestal de 44,11 ha localizado no Parque Tecnológico de Viçosa, com coordenadas geográficas 42°51’40”W e 20°42’32”S, Viçosa, Minas Gerais. Apresenta altitude média de 650 m e clima, segundo a classificação de Köppen, do tipo Cwa, mesotérmico, com inverno seco e verão chuvoso (Alvares et al., 2013). A precipitação média anual é de aproximadamente 1.200 mm e a temperatura média anual de 19,4 °C, com mínima de 14,8 °C e máxima de 26,4 °C (Ramos et al., 2009).

O relevo varia de ondulado a montanhoso (Silva et al., 2003). A topografia local é acidentada com vales estreitos e úmidos. Os solos predominantes nos topos e nas encostas das elevações são os latossolos Vermelho-Amarelo Álico e, nos terraços, o Podzólico Vermelho-Amarelo Câmbico (Meira-Neto, 1997).

Segundo o IBGE (2012), a vegetação do município de Viçosa está inserida na região classificada como Floresta Estacional Semidecidual Montana. O fragmento florestal avaliado passou por vários distúrbios ao longo dos anos. Segundo informações obtidas com antigos moradores e pessoas que trabalhavam no local, além da retirada de madeira feita ao longo dos anos em uma parte da área que atualmente é floresta, já houve pastagens, plantios agrícolas e de eucalipto. Há cerca de 20 anos, o plantio de eucalipto foi abandonado e ocorreu a regeneração da vegetação nativa na área, restando apenas algumas árvores isoladas.

2.2. Amostragem

Para caracterizar a vegetação foi conduzido um inventário florestal no qual foram lançadas, de forma sistemática a cada dois hectares, unidades amostrais de 500 m2 (10 × 50 m) de formato retangular, totalizando 22 parcelas em toda a área (1,1 ha).

Todos os indivíduos com DAP (diâmetro a 1,30m do solo) ≥ 5,0 cm foram identificados botanicamente e mensuradas a Circunferência à Altura do Peito (CAP) e a altura total (Ht). As espécies foram classificadas em famílias de acordo com o sistema do Angiosperm Phylogeny Group III (APG III, 2009) e a grafia dos táxons foi conferida nos bancos do Missouri Botanical Garden (2011).

2.3. Quantificação de carbono

Para quantificação de carbono, primeiramente obteve-se a biomassa no fuste por meio da multiplicação do volume do fuste pela densidade básica da madeira de cada espécie. Para obter o volume do fuste, foi utilizada a equação ajustada por Amaro (2010) para Floresta Estacional Semidecidual da Mata Atlântica, também no município de Viçosa, que é a mesma formação florestal do presente estudo:

VFcc= 0,000070 · DAP2,204301·Ht0,563185 (1)

Em que: VFcc= volume do fuste, em m3; DAP = Diâmetro medido a 1,30 m do solo, em cm; e Ht = Altura total, em metros.

Para a densidade básica da madeira foram selecionados três indivíduos de cada espécie, quando possível, separados por classe de diâmetro. Em cada indivíduo foi coletada uma amostra de madeira, a 1,30 m do solo, por meio de um trado que permitiu retirar um cilindro de aproximadamente 0,5 cm de diâmetro e comprimento variado, correspondendo à distância da madeira da casca até o centro do cerne.

As amostras foram condicionadas e identificadas em tubetes de plástico. O orifício da árvore foi tampado com baquetes de madeira e depois borrifou-se “calda bordalesa” (solução fungicida de cal e sulfato de cobre) para evitar a entrada de patógenos na lesão feita na árvore.

A determinação da densidade básica da madeira foi feita em laboratório, segundo a norma NBR 11941 (ABNT, 2003), a partir da Equação 2:

Db = [m3/(m2 m1)] (2)

Em que: Db = densidade básica da madeira, em g cm-3; m1 = massa do recipiente com água, em g; m2 = massa do recipiente com água e amostra imersa, em g; m3 = massa da amostra seca em estufa a (105 ± 2)°C, em g.

Para a obtenção do carbono estocado, por espécie, multiplicou-se a biomassa do fuste pelo fator 0,47, conforme IPCC (2006). Além disso, calculou-se o carbono relativo (CR), que representa a participação na estocagem de carbono de cada espécie, em porcentagem, em relação à estocagem total das espécies.

2.4. Análise fitossociológica

Para análise da diversidade florística do fragmento utilizaram os índices de Shannon (H’), equabilidade (J’) e Coeficiente de Mistura de Jentsch (QM). Os parâmetros fitossociológicos avaliados foram: Densidade, Frequência, Dominância, Valor de Importância (IVI) (Souza & Soares, 2013). Além desses parâmetros, foram calculados o Valor de Importância Volumétrico (VIV) e Valor de Importância em Carbono (VIC). Para o cálculo do VIV, utilizou-se a seguinte fórmula:

VIV (%) = (DRi+ DoRi+ FRi+ VolRi)/4 (3)

Em que: VIV (%) = índice de valor de importância volumétrico da i-ésima espécie; DRi = densidade relativa da i-ésima espécie, em porcentagem; DoRi = dominância relativa da i-ésima espécie, em porcentagem; FRi = frequência relativa da i-ésima espécie, em porcentagem; e VolRi= volume relativo da i-ésima espécie, que representa a participação no volume de cada espécie, em porcentagem, em relação ao volume total das espécies

O VIC foi obtido utilizando a seguinte fórmula:

VIC (%) = (DRi+ DoRi+ FRi+ CRi)/4 (4)

Em que: VIC (%) = índice de valor de importância em carbono da i-ésima espécie; DRi = densidade relativa da i-ésima espécie, em porcentagem; DoRi = dominância relativa da i-ésima espécie, em porcentagem; FRi = frequência relativa da i-ésima espécie, em porcentagem; e CR = carbono relativo da i-ésima espécie, em porcentagem.

Na estrutura paramétrica, foram estimados os seguintes parâmetros populacionais: área basal por hectare (m2 ha-1), número de indivíduos por hectare (indivíduos ha-1) e volume do fuste com casca por hectare (m3 ha-1), por espécie e por classe de DAP.

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nas 22 parcelas avaliadas (1,1 ha) foram encontrados 1.440 indivíduos, correspondendo a 1.665 fustes. Estes indivíduos são pertencentes a 40 famílias, 95 gêneros e 135 espécies, sendo que 6 indivíduos não foram identificados botanicamente. As famílias com maior número de espécies foram: Fabaceae (19), Myrtaceae (11), Euphorbiaceae (10), Annonaceae (7), Lauraceae (7), Rubiaceae (6), Bignoniaceae (5).

Os valores encontrados no levantamento florístico e as famílias mais representativas no fragmento foram semelhantes aos observados por Figueiredo et al. (2013), em uma área amostrada de 1 ha, que encontraram 1.326 indivíduos distribuídos em 42 famílias, 103 gêneros e 153 espécies para a Mata da Silvicultura em Viçosa, MG, sendo as famílias mais frequentes: Fabaceae, Myrtaceae, Lauraceae e Rubiaceae. Silva et al. (2004) também encontraram resultados semelhantes em uma Floresta Estacional Semidecidual, no município de Viçosa-MG, que identificaram 1.275 indivíduos distribuídos em 41 famílias, 80 gêneros e 124 espécies, numa área amostrada de 0,5 ha, tendo as famílias Fabaceae, Lauraceae, Euphorbiaceae, Annonaceae e Myrtaceae com maior número de espécies.

Essas análises demonstram uma similaridade florística entre os fragmentos da região. A ocorrência das mesmas famílias com elevada riqueza de espécies demonstra uma ligação florística entre as áreas, condicionada principalmente em função das condições ambientais entre as áreas (Ferreira et al., 2007; Kunz et al., 2014)

Para as análises de diversidade, tomou-se por base o número de indivíduos encontrados para cada espécie. O índice de diversidade de Shannon-Weaver (H’) foi de 3,94; a Equabilidade de Pielou (J) foi de 0,803; e o Quociente de Mistura de Jentsch (Q) foi de 1:10,67. Esses índices demonstram que o fragmento apresenta heterogeneidade florística, com baixa dominância específica

Os valores diversidade de Shannon-Weaver (H’), Equabilidade de Pielou (J), Quociente de Mistura de Jentsch (Q) foram próximos aos encontrados por diversos autores que realizaram seus estudos na mesma região (Tabela 1).

Tabela 1 Índice de diversidade de Shannon-Weaver (H’), Equabilidade de Pielou (J) e Quociente de Mistura de Jentsch (Q), para diferentes Florestas Estacionais Semideciduais no estado de Minas Gerais. 

Table 1 Local, Shannon-Weaver diversity index (H'), Pielou evenness indexes (J), mixing ratio of Jentsch (Q), for different Seasonal Semideciduous Forests. 

Local Índices Autores
H’ J Q
Viçosa - MG 3,94 0,803 1:10,67 Este Estudo
Viçosa - MG 4,31 0,812 1:10,00 Amaro (2010)
Viçosa - MG 3,56 0,737 - Silva et al. (2004)
Viçosa - MG 3,73 0,780 - Sevilha et al. (2001)
Viçosa - MG 4,02 0,798 - Meira-Neto & Martins (2000)
Viçosa - MG 3,00 - - Vilar (2009)
Porto Firme - MG 3,04 - - Vilar (2009)

As dez espécies, em ordem decrescente, com os maiores valores de importância (IVI), contribuindo com 39,36% do IVI (Tabela 2). Em relação ao valor de importância volumétrico, as espécies que apresentaram os maiores valores foram: Piptadenia gonoacantha, Anadenanthera peregrina, Mabea fistulifera, Eucalyptus sp., Myrcia fallax, Apuleia leiocarpa, Pseudopiptadenia contorta, Platypodium elegans, Matayba elaeagnoides, Bathysa nicholsonii, que contribuíram com 46,47% do VIV (Tabela 2).

Tabela 2 Parâmetros fitossociológicos das 50 espécies arbóreas com maior VIC no Parque Tecnológico de Viçosa, MG. NI – Número de indivíduos; AB – Área Basal; V – Volume do fuste; Dens. – Densidade da Básica da Madeira; DR – Densidade relativa (%); DoR – Dominância relativa (%); FR – Frequência relativa (%); IVI – Valor de importância; VIV – Valor de Importância Volumétrico e VIC - Valor de Importância em Carbono. 

Table 2 Phytosociological parameters of 50 arboreal species more VIC. NI – number of individuals; AB – basal area; V – bole volume with bark; Dens. – wood basic density; DR – relative density(%); DoR - relative dominance(%); FR – relative frequency(%); IVI – importance value; VIV - Importance Value Volumetric and VIC - Importance Value in Carbon. 

Espécie ni Fustes AB
(m2)
V
(m3 ha-1)
Dens.
(g cm-3)
DRi DoRi FRi IVIi% VIV % VIC%
Piptadenia gonoacantha (Mart.) J.F. Macbr. 122 159 2,410 15,220 0,586 8,472 12,038 2,675 7,728 8,782 9,177
Mabea fistulifera Mart 164 181 1,102 5,561 0,558 11,389 5,504 2,881 6,591 6,034 6,120
Anadenanthera peregrina (L.) Speg. 44 52 1,381 12,202 0,554 3,056 6,900 1,235 3,730 5,192 5,361
Myrcia fallax (Rich.) DC. 90 93 0,805 4,742 0,571 6,250 4,023 2,675 4,316 4,167 4,263
Apuleia leiocarpa (Vogel) J.F. Macbr. 44 46 0,899 6,018 0,602 3,056 4,491 2,881 3,476 3,787 3,980
Eucalyptus sp. 30 48 1,120 8,475 0,476 2,083 5,596 1,235 2,971 3,891 3,759
Platypodium elegans Vogel 21 24 0,704 4,705 0,667 1,458 3,516 1,235 2,070 2,475 2,741
Matayba elaeagnoides Radlk. 67 76 0,425 2,133 0,550 4,653 2,123 2,058 2,944 2,627 2,653
Pseudopiptadenia contorta (DC.) G.P. Lewis & M.P. Lima 11 17 0,701 6,655 0,452 0,764 3,503 1,440 1,902 2,733 2,568
Siparuna guianensis Aubl. 69 74 0,303 1,229 0,527 4,792 1,515 2,675 2,994 2,487 2,491
Bathysa nicholsonii K. Schum. 50 76 0,515 2,359 0,489 3,472 2,573 1,440 2,495 2,334 2,309
Annona sp. 27 27 0,440 2,826 0,420 1,875 2,198 2,263 2,112 2,139 2,034
Casearia ulmifolia Vahl ex Vent. 18 19 0,494 3,345 0,547 1,250 2,467 1,029 1,582 1,843 1,880
Sparattosperma leucanthum (Vell.) K. Schum. 19 19 0,374 2,496 0,484 1,319 1,867 2,058 1,748 1,801 1,769
Xylopia sericea A. St.-Hil 31 33 0,251 1,306 0,495 2,153 1,256 2,058 1,822 1,623 1,612
Vernonia diffusa Less. 21 24 0,301 1,766 0,320 1,458 1,501 2,058 1,672 1,601 1,469
Tapirira guianensis Aubl. 14 23 0,329 1,908 0,485 0,972 1,642 1,440 1,351 1,388 1,365
Conceveiba cordata A. Juss. 35 37 0,197 0,796 0,441 2,431 0,982 1,440 1,618 1,369 1,347
Cecropia hololeuca Miq. 14 15 0,339 2,239 0,372 0,972 1,695 1,440 1,369 1,466 1,343
Amaioua guianensis Aubl. 16 18 0,244 1,416 0,527 1,111 1,219 1,646 1,325 1,272 1,277
Brosimum guianense (Aubl.) Huber 28 33 0,173 0,781 0,634 1,944 0,865 1,440 1,416 1,216 1,250
Jacaranda puberula Cham. 18 20 0,109 0,541 0,413 1,250 0,546 2,263 1,353 1,121 1,100
Lacistema pubescens Mart. 20 22 0,110 0,500 0,510 1,389 0,550 2,058 1,332 1,097 1,096
Dalbergia nigra (Vell.) Allemao ex Benth. 24 25 0,138 0,687 0,540 1,667 0,691 1,235 1,198 1,033 1,039
Luehea grandiflora Mart. 17 18 0,143 0,708 0,490 1,181 0,716 1,646 1,181 1,025 1,017
Espécie ni Fuste AB
(m2)
V
(m3 ha-1)
Dens.
(g cm-3)
DRi DoRi FRi IVIi% VIV % VIC%
Attalea dubia (Mart.) Burret 2 2 0,474 3,088 0,222 0,139 2,369 0,412 0,973 1,336 0,990
Maprounea guianensis Aubl. 14 22 0,159 0,892 0,572 0,972 0,793 1,235 1,000 0,925 0,944
Hieronyma alchorneoides Allemão 1 4 0,307 2,425 0,532 0,069 1,534 0,206 0,603 0,928 0,941
Machaerium nyctitans (Vell.) Benth. 12 12 0,190 1,069 0,640 0,833 0,947 0,823 0,868 0,861 0,910
Senna macranthera (DC. ex Collad.) H.S. Irwin & Barneby 14 14 0,141 0,825 0,496 0,972 0,703 1,235 0,970 0,889 0,883
Inga cylindrica (Vell.) Mart 5 5 0,196 1,380 0,580 0,347 0,978 0,823 0,716 0,808 0,840
Ocotea sp. 1 5 6 0,195 1,361 0,569 0,347 0,972 0,823 0,714 0,803 0,830
Nectandra oppositifolia Nees & Mart. 14 14 0,109 0,627 0,485 0,972 0,547 1,235 0,918 0,811 0,804
Swartsia sp. 11 11 0,115 0,655 0,516 0,764 0,576 1,235 0,858 0,772 0,772
Casearia arbórea (Rich.) Urb. 7 8 0,142 0,841 0,557 0,486 0,711 1,029 0,742 0,722 0,734
Guatteria sp. 7 8 0,076 0,433 0,516 0,486 0,380 1,440 0,769 0,662 0,661
Piptocarpha macropoda (DC.) Baker 11 11 0,060 0,279 0,310 0,764 0,301 1,440 0,835 0,681 0,659
Cecropia glaziovi Snethl. 6 6 0,131 0,929 0,333 0,417 0,652 1,029 0,699 0,707 0,642
Chrysophyllum flexuosum Mart. 2 6 0,182 1,239 0,686 0,139 0,909 0,206 0,418 0,556 0,636
Machaerium brasiliense Vogel 5 5 0,110 0,798 0,677 0,347 0,547 0,823 0,573 0,586 0,634
Maclura tinctoria (L.) D. Don ex Steud. 12 13 0,080 0,331 0,521 0,833 0,399 1,029 0,754 0,630 0,631
Alchornea glandulosa Endl. & Poeppig 10 10 0,091 0,475 0,379 0,694 0,455 1,029 0,726 0,638 0,613
Zanthoxylum rhoifolium Lam. 9 9 0,126 0,781 0,474 0,625 0,630 0,617 0,624 0,621 0,609
Tovomitopsis saldanhae Engl. 13 13 0,102 0,495 0,484 0,903 0,510 0,617 0,677 0,605 0,598
Ocotea sp. 2 8 11 0,043 0,179 0,497 0,556 0,215 1,440 0,737 0,588 0,587
Chrysobalanaceae 1 8 8 0,070 0,383 0,680 0,556 0,350 1,029 0,645 0,559 0,582
Guapira opposita (Vell.) Reitz 10 11 0,066 0,276 0,495 0,694 0,330 1,029 0,685 0,567 0,565
Ocotea odorifera Rohwer 5 5 0,092 0,533 0,514 0,347 0,461 1,029 0,612 0,564 0,563
Hymatanthus sp. 8 8 0,055 0,256 0,424 0,556 0,273 1,235 0,688 0,566 0,557
Cabralea cangerana Saldanha 6 8 0,062 0,306 0,452 0,417 0,309 1,235 0,653 0,550 0,543
Outras (85 Espécies) 221 256 2,637 15,951 15,347 13,171 29,218 19,245 17,564 17,253
TOTAL 1.440 1.665 20,019 127,421 100 100 100 100 100 100

O fragmento obteve uma estimativa média de carbono no fuste de 30,99 t ha-1. No que se refere ao valor de importância em carbono, as espécies Piptadenia gonoacantha, Mabea fistulifera, Anadenanthera peregrina, Myrcia fallax, Apuleia leiocarpa, Eucalyptus sp., Matayba elaeagnoides, Platypodium elegans, Siparuna guianensis, Pseudopiptadenia contorta foram as 10 espécies que obtiveram os maiores valores, correspondendo a 42,60% do total (Tabela 2).

A estimativa para o fragmento estudado foi inferior ao encontrado por Souza et al. (2012), em duas áreas de Floresta Estacional Semidecidual, localizadas no Vale do Rio Doce, MG, que obteve estimativas de carbono acima do solo de 36,54 t ha-1 e 75,25 t ha-1; e ao encontrado por Amaro et al. (2013), que obteve uma estimativa de carbono no fuste de 58,20 t ha-1, para uma Floresta Estacional Semidecidual, no município de Viçosa, MG. Isso ocorre devido a esses fragmentos estarem em estágio de regeneração mais avançado, se comparado com a área de estudo.

Dentre as dez espécies com maiores valores de IVI, VIV e VIC, oito estão presentes em todos esses índices. Cabe ressaltar que as espécies Bathysa nicholsonii e Annona sp. estão presentes apenas no IVI, e as espécies Platypodium elegans e Pseudopiptadenia contorta, no VIV e VIC.

As três primeiras espécies com maiores IVI estão também entre as dez espécies mais importantes encontradas por Silva et al. (2004) em um estudo na Mata do Juquinha de Paula, também no município de Viçosa, que são: Mabea fistulifera, Xylopia sericea, Piptadenia gonoacantha, Xylopia brasiliensis, Lacistema pubescens, Pseudopiptadenia contorta, Myrcia fallax, Nectandra rigida, Matayba elaeagnoides e Ocotea corymbosa.

Em relação ao VIV, Amaro (2010), em uma Floresta Estacional Semidecidual, no município de Viçosa, MG, observou que as espécies Anadenanthera peregrina, Bathysa nicholsonii, Pseudopiptadenia contorta, Casearia ulmifolia, Apuleia leiocarpa, Siparuna arianeae, Casearia arborea, Platypodium elegans, Lacistema pubescens e Cecropia hololeuca foram as que obtiveram maiores valores desse índice, estando quatro dessas também presentes no presente estudo.

Essas informações são importantes por demostrarem a afinidade florística entre os fragmentos florestais da região, destacando as espécies que têm maior valor de importância. Podendo ser útil na escolha das melhores espécies florestais para projetos de recuperação de áreas degradadas, bem como ratifica o uso potencial dessas espécies em planos de manejo e de conservação florestal (Ferreira et al., 2007).

Para o estudo da estrutura paramétrica do fragmento florestal, as espécies foram divididas em 13 classes diamétricas, com amplitude de 5 cm, variando entre 5 e 70 cm de DAP. As árvores com o DAP variando entre 5 e 25 cm contribuíram com 96,46% da densidade populacional e 64,85% da estocagem de carbono (Tabela 3). Vieira et al. (2004), estudando três florestas na Amazônia Brasileira, observaram que mais de 80% dos indivíduos nessas áreas estavam entre 10 e 29,9 cm de DAP, porém apenas representam 26,4 a 32,9% da biomassa.

Tabela 3 Número de indivíduos, área basal, densidade populacional, dominância, volume e carbono por classe de DAP. 

Table 3 Number of trees, basal area, density, dominance, bole volume and carbon per DBH class. 

Classe
(DAP)
Centro de Classe
(DAP)
DA
(Ind. ha-1)
DoA
(m2 ha-1)
Vf
(m3 ha-1)
Carbono
(Mg ha-1)
5 - 10 7,5 820,000 3,781 17,054 4,222
10 - 15 12,5 273,636 3,707 21,771 5,431
15 - 20 17,5 108,182 3,029 21,823 5,334
20 - 25 22,5 60,909 2,690 21,159 5,107
25 - 30 27,5 21,818 1,385 11,626 2,816
30 - 35 32,5 10,909 1,213 11,359 2,865
35 - 40 37,5 4,545 0,621 6,234 1,612
40 - 45 42,5 5,455 0,747 6,386 1,475
45 - 50 47,5 0,000 0,000 0,000 0,000
50 - 55 52,5 0,909 0,181 1,115 0,349
55 - 60 57,5 0,909 0,240 3,010 0,784
60 - 65 62,5 0,909 0,298 3,505 0,745
65 - 70 67,5 0,909 0,307 2,379 0,248
Total 1309,091 18,199 127,421 30,987
Média 100,699 1,400 9,802 2,384
Desvio-Padrão 229,404 1,402 8,226 2,046

Essa diferença entre a estocagem de carbono ocorreu devido ao fragmento florestal estudado não apresentar um grande número de indivíduos em classes diamétricas superiores. Isso demonstra a importância na estocagem de carbono dos indivíduos de menores dimensões para florestas fragmentadas na Mata Atlântica.

As espécies Piptadenia gonoacantha, Anadenanthera peregrina, Eucalyptus sp., Apuleia leiocarpa, Pseudopiptadenia contorta, Platypodium elegans, Casearia ulmifolia, Sparattosperma leucanthum foram encontradas em, no mínimo, 6 classes de DAP, representando 23,06% do total de indivíduos ha-1, 40,38% da área basal por hectare, 46,36% do volume por hectare e 49,32% da estocagem de carbono.

O conhecimento das espécies que são mais dominantes em uma determinada floresta é de suma importância para projetos de sequestro de carbono, pois elas são mais adaptáveis às condições edafoclimáticas locais e que são as principais contribuintes para a acúmulo de carbono na biomassa florestal (Hu et al., 2015).

Entre as 135 espécies encontradas na área de estudo, apenas 19 não foram encontradas na primeira classe diamétrica. As últimas classes continham apenas um indivíduo por classe, sendo Platypodium elegans encontrada na classe com centro igual a 52,5 cm de DAP, Anadenanthera peregrina encontrada na classe com centro igual a 57,5 cm, Pseudopiptadenia contorta encontrada na classe com centro igual a 62,5 cm, e Attalea dubia encontrada na classe com centro igual a 67,5 cm. Estas espécies encontradas nas últimas classes são classificadas com secundárias iniciais e pioneiras, que necessitam estar expostas ao sol para desenvolver e reproduzir. Elas desempenham um papel de extrema importância para a sucessão florestal, pois têm um maior crescimento em área basal e altura, diminuindo a disponibilidade de luz dentro do fragmento, favorecendo assim o crescimento de espécies tolerantes ao sombreamento (Chazdon, 2008).

4. CONCLUSÕES

A análise estrutural do fragmento é semelhante àquelas encontradas em outros estudos realizados na região.

O Valor de Importância em Carbono (VIC) é um índice com potencial de utilização, principalmente em projetos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD), pois consegue aliar informações fitossociológicas com estocagem de carbono.

A ordem de importância das espécies é alterada ao analisar o IVI (Índice de Valor de Importância), VIV (Valor de Importância em Volume) e VIC. Com isto, para projetos de carbono o VIC é mais indicado para a escolha de espécies.

As espécies Piptadenia gonoacantha, Mabea fistulifera, Anadenanthera peregrina, Myrcia fallax, Apuleia leiocarpa foram as que mais contribuíram para a estocagem de carbono no fragmento estudado e devem ser utilizados em programas de restauração florestal, que têm como foco a mitigação das mudanças climáticas.

Os indivíduos com DAP variando entre 5 e 25 cm foram os que mais contribuíram para a estocagem de carbono, demonstrando a sua importância para fragmentos florestais da Mata Atlântica

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq e à FAPEMIG pela concessão de bolsas e financiamentos da pesquisa. Ao Parque Tecnológico de Viçosa e ao CENTEV pela concessão da área de estudo.

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Recebido: 03 de Junho de 2014; Aceito: 28 de Agosto de 2016

*Carlos Moreira Miquelino Eleto TorresDepartamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Viçosa – UFV, Avenida Purdue, s/nº, Campus Universitário, CEP 36570-900, Viçosa, MG, Brasil e-mail: carlos.eleto@yahoo.com.br

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