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Floresta e Ambiente

Print version ISSN 1415-0980On-line version ISSN 2179-8087

Floresta Ambient. vol.24  Seropédica  2017  Epub Apr 27, 2017

http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.076814 

Artigo de Revisão

O Cultivo do Mogno Africano (Khaya spp.) e o Crescimento da Atividade no Brasil

African Mahogany (Khaya spp.) Cultivation and the Increase of the Activity in Brazil

Andressa Ribeiro1  * 

Antonio Carlos Ferraz Filho2 

José Roberto Soares Scolforo2 

1Departamento de Engenharias – CPCE, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Bom Jesus/PI, Brasil

2Universidade Federal de Lavras – UFLA, Lavras/MG, Brasil

RESUMO

O setor florestal brasileiro está em plena expansão e com um aumento gradativo de investidores florestais optando pelo cultivo de espécies de madeira nobre. O mogno africano (Khaya spp.) é uma espécie que vêm se destacando na preferência dos empresários como opção no investimento florestal. Porém, estudos e pesquisas sobre a espécie, principalmente no Brasil, são escassos. Assim, a presente revisão procurou reunir diversas fontes de publicação, nacionais e internacionais, abordando aspectos históricos do mogno, buscando aclarar as características da espécie e a experiência de outros países no manejo dessa cultura.

Palavras-chave:  mogno africano (Khaya spp.); plantios florestais; manejo florestal

ABSTRACT

The Brazilian forest sector is fast growing with a gradual increase of forest investors choosing valuable hardwood species for tree crops. African mahogany (Khaya spp.) is a species that has been preferred by many entrepreneurs as a forestry investment. However, there are few studies and research on the species, especially in Brazil. Therefore, this review aimed to bring together diverse sources of national and international publications, discussing the history of the mahogany and characteristics of the species as well as the experience of other countries on the management of this crop.

Keywords:  african mahogany (Khaya spp.); forest plantations; forest management

1 INTRODUÇÃO

O mogno africano (Khaya spp.), do qual uma das espécies é a Khaya ivorensis A. Chev., é árvore de origem africana pertencente à família botânica Meliaceae, mesma família do mogno nativo, da andiroba e do cedro. Possui madeira nobre de grande potencial econômico para comercialização interna e externa, podendo ser empregada na indústria moveleira, naval, construção civil, painéis e laminados, entre outros usos (Pinheiro et al., 2011).

No Brasil, a espécie teve seus primeiros plantios instalados na região Norte no ano de 1976 e a crescente demanda por madeira tropical está levando a novos investimentos em plantios comerciais de mogno africano em todo o país, aquecendo o mercado florestal em torno da espécie. Diversos plantios de Khaya spp. já foram instalados na Austrália, Ásia e América tropical, porém poucos estudos foram publicados discutindo resultados dos sistemas silviculturais adotados, do crescimento e da produtividade, da análise econômica e demais que forneçam aos manejadores e investidores florestais mais informações para a tomada de decisão na condução da espécie.

Dessa forma, a presente revisão é uma reunião de informações encontradas na literatura sobre a essência florestal, enfocando principalmente a espécie Khaya ivorensis, devido ser essa a mais difundida, até o presente, no Brasil.

2 A ORIGEM DA NOMENCLATURA MOGNO

Lamb (1963, 1967) se propôs o desafio de desvendar a verdadeira origem da nomenclatura mogno, e, após ampla discussão sobre a história da colonização da Jamaica pelos europeus, afirmou que a raiz linguística da palavra mogno provém da palavra ogan, empregada pelas tribos nigerianas Yorubas e Ibo. Tais tribos integravam uma porção considerável dos escravos africanos levados para a ilha jamaicana no período de colonização (século XVI), e esses utilizavam a palavra m’oganwo para designar a fartura de árvores e madeira de mogno presentes na floresta.

Em 1655, após a tomada da ilha da Jamaica pelos ingleses, o termo mogano foi adaptado para mahogany para designar esse importante elemento da vegetação local, detentor de excelente qualidade para fabricação naval e civil, a Swietenia spp. Naquele tempo, a distinção pelos escravos entre as árvores do gênero Khaya e Swietenia não existia, pois, uma vez fixados na Jamaica, encontraram características semelhantes entre as espécies, inclusive no uso medicinal dos extrativos contidos na casca (Lamb, 1963, 1967).

O processo exploratório do mogno (Swietenia spp.) foi crescente ao longo do século XVI. A expansão do comércio internacional e a crescente demanda por essa madeira de propriedades nobres resultou no esgotamento das fontes de fácil acesso ao longo dos rios, conduzindo assim, esforços para desenvolver fontes alternativas para abastecer de madeira o mercado consumidor (Lamb, 1963; Revels, 2003). Portanto, em meados de 1880, comerciantes de madeira da Inglaterra e demais países europeus começaram a buscar outras fontes madeireiras nas colônias africanas. Assim, o termo mahogany passou a designar, além do gênero Swetenia, as madeiras africanas do gênero Khaya (Lamb, 1963). Atualmente, a nomenclatura mogno é empregada apenas para madeiras e árvores de florestas tropicais americanas e africanas dos gêneros Khaya e Swietenia (Lamb, 1963; Ward et al., 2008).

A controvérsia com demais madeiras tropicais que utilizavam mogno como nome, tal como mogno das Filipinas, finalizou-se em 1963, garantindo ao comércio de madeira a padronização do produto designado como mogno (Lamb, 1963, 1967). A FAO (2001) reconheceu que a família Meliaceae pode ser chamada de “família dos mognos” e distinguiu os principais gêneros conforme a região (África e América Latina). Ward et al. (2008) afirmaram que as espécies de madeira tropical pertencentes à subfamília Swietenioideae (mognos verdadeiros) incluem algumas das melhores madeiras para movelaria no mundo, com base nas características geralmente compartilhadas, tais como estabilidade dimensional e trabalhabilidade. A subfamília inclui os gêneros Cedrela e Swietenia nos neotrópicos, Entandrophragma, Khaya e Lovoa na África e Chukrasia e Toona na Austrália. Reilly & Robertson (2006) afirmaram que os mognos da América do Sul (Swietenia spp.) e África (Khaya spp.) são bastante conhecidos nos mercados globais de madeira e já são negociados por séculos.

3 CARACTERÍSTICAS DO GÊNERO Khaya

O gênero Khaya spp. é denominado por muitos autores mogno africano (Lamprecht, 1990; Falesi & Baena, 1999; FAO, 2001; Opuni-Frimpong et al., 2008b; Pinheiro et al., 2011). Segundo Fremlin (2011), existem cinco espécies de mogno africano, denominadas: K. senegalensis, K. anthotheca, K. grandifoliola, K. ivorensis e K. madagascarensis. Porém, para alguns autores o gênero se divide em apenas quatro espécies (Pinheiro et al., 2011; Falesi & Baena, 1999) ou mesmo em seis espécies (Wiselius, 1998 apud Khairul Alam et al., 2012), das quais quatro pertencem aos trópicos africanos e duas à União das Comores e Madagascar. Segundo a lista vermelha de espécies ameaçadas da IUCN (2013), a espécie K. madagascariensis é a única classificada como ameaçada, as demais espécies de Khaya são classificadas como vulneráveis à extinção apenas em seu local de origem.

Acajou D’Afrique (1979), Lamprecht (1990), Orwa et al. (2009) e Pinheiro et al. (2011) descreveram os aspectos ecológicos, silviculturais e tecnológicos das diferentes espécies do gênero Khaya de forma detalhada. O gênero pertence à família Meliaceae e têm origem em diferentes países africanos (Ibrahim et al., 2006). De maneira geral, as árvores atingem grandes dimensões, com altura variando de 30 a 35 metros, podendo chegar à altura superior a 60 metros, o tronco pode atingir 2 metros de diâmetro e, geralmente, possuem sapopemas na base, para garantir a sustentação. As folhas são parepinadas, sendo decíduas ou sempre verdes, dependendo da espécie. As flores são produzidas em inflorescências em panículas, o fruto é globoso e possui 5 a 8 cm de diâmetro, contendo 4 ou 5 valvas preenchidas com numerosas sementes aladas e achatadas (Lemmens, 2008; Pinheiro et al., 2011; CABI, 2013).

O mogno africano, aqui nos referindo a Khaya ivorensis A. Chev, é árvore de origem africana, especificamente da porção ocidental do continente, distribuída da costa leste de Costa do Marfim e Camarões ao sul da Angola (Verzignassi et al., 2009), podendo ocorrer no Congo (Lemmens, 2008; Orwa et al., 2009). A espécie também é empregada em plantios florestais em sua área de ocorrência, além de ser plantada na Ásia tropical, América do Sul e Austrália (FAO, 1997; Pinheiro et al., 2011; Dickson et al., 2011). Possui diversas denominações vernaculares, tais como: African mahogany e Nigerian mahogany, pelos ingleses; Acajou D’Afrique, pelos franceses e belgas; Afrikaans mahoganie, na Holanda, Khaya mahagoni, na Alemanha e mogno africano em Portugal e no Brasil (Falesi & Baena, 1999).

A Khaya ivorensis é planta heliófila, porém tolerante a sombra durante a fase jovem (Foli, 2000; Batista, 2010), sendo ainda classificada como espécie pioneira ou secundária tardia e emergente enquanto posição sociológica (Budowski, 1965; Denslow, 1987), regenerando em clareiras abertas na floresta (Swaine & Whitmore, 1988). É classificada ainda, contraditoriamente aos supracitados, como uma espécie não pioneira, demandadora de luz (Hawthorne, 1990 apud Tchoundjeu & Leakey, 1996).

Em condições naturais, segundo Pinheiro et al. (2011), a K. ivorensis pode atingir diâmetro a 1,30 metros do solo (DAP) máximo de 2,1 metros e altura de até 60 metros. O fuste dessa árvore é reto, cilíndrico e sem galhos até uma altura de 30 metros.

Além das propriedades ótimas da madeira da K. ivorensis, a espécie em seus locais de origem apresenta diversos usos medicinais (Zhang et al., 2009; Tepongning et al., 2011) tais como no tratamento de malária (Tepongning et al., 2013), além dos diversos usos não madeireiros (Taiwo & Ogunbodede, 1995; Pinheiro et al., 2011).

Silva (2010) e Carvalho et al. (2010) quantificaram a densidade básica da madeira da espécie em 471 kg.m-3, qualificando-a como média. O valor foi baixo provavelmente devido à idade jovem das árvores avaliadas – 10 anos –, provindas do município de Seropédica, RJ, com 30 cm de DAP e 8 m de altura de fuste.

No Brasil, a espécie foi introduzida inicialmente no norte do país por meio de sementes doadas ao pesquisador Ítalo Falesi no ano de 1976, porém apenas em 1989 as árvores oriundas do plantio dessas sementes se reproduziram e permitiram a difusão da espécie no país. Assim, devido às restrições impostas ao comércio do mogno brasileiro (Swietenia macrophylla), à semelhança entre as propriedades da madeira das diferentes espécies de mogno e, aliada a alta resistência ao ataque do microlepidóptero Hypsiphyla grandella, principal praga do mogno nativo quando cultivado em plantios puros (Poltronieri et al., 2000; Conde, 2006; Krisnawati et al., 2011), os plantios de mogno africano se expandiram em diferentes regiões do país.

Pesquisas de diferentes naturezas utilizando a espécie estão se iniciando no Brasil (Falesi & Baena, 1999; Gasparotto et al., 2001; Poltronieri et al., 2002; Castro et al., 2008; Gomes, 2010; Tremacoldi et al., 2013; França et al., 2016; Corcioli et al., 2016). Siqueira et al. (2002), ao avaliarem o comportamento de plantios florestais utilizando 18 espécies exóticas em Sergipe constataram que o mogno africano possuiu crescimento lento quando comparado às demais espécies, não sobrevivendo às condições da baixada litorânea. Carvalho et al. (2010) verificaram, após testes físico-mecânicos, que a madeira de mogno africano apresentou densidade aparente e básica considerada média, avaliação regular para cavilha, porém característica boa para utilização na indústria moveleira. Albuquerque et al. (2013), avaliando a ecofisiologia de plantas jovens de mogno africano, concluíram que são moderadamente tolerantes ao déficit hídrico, viabilizando plantios comerciais em áreas sujeitas a períodos moderados de estiagem. Silva et al. (2008) relataram o potencial da espécie para uso em sistemas agroflorestais na Amazônia, mesmo sendo pouco difundida entre os produtores rurais e ainda carente de estudos.

4 PLANTIO E MANEJO FLORESTAL DE Khaya ivorensis

Os plantios mais velhos de Meliaceae, incluindo o gênero Khaya, foram implantados na Nigéria no ano de 1928, mas medições periódicas não foram realizadas até 1954, dificultando o acompanhamento corrente do crescimento (Nokoe & Okojie, 1984). Resultados baseados em medições contínuas, utilizando um sistema de amostragem bem definido, ainda são escassos na literatura (Appiah, 2013). Trabalhos como os de Foli (2000), Krishnapillay (2002), Ahmad Zuhaidi et al. (2006), Lemmens (2008) e Heryati et al. (2011) retrataram um pouco da experiência na condução de plantios de K. ivorensis na África e na Malásia. Na Austrália, Nikles et al. (2012) apresentaram resultados sobre plantios florestais, porém para K. senegalensis.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano, já são aproximadamente 10 mil hectares plantados com a espécie em diferentes estados. Porém, a maioria dos plantios ainda é jovem, apresentando um crescimento inicial médio no estado de Minas Gerais, nos primeiros 12 meses de vida, de 3,9 cm de DAP e 3,0 m em altura (Lopes et al., 2012).

Castro et al. (2008) relataram que em sistemas silvipastoris no Pará o mogno africano pode alcançar altura de fuste de 12 metros e DAP de 22 centímetros aos 7 anos de idade. Falesi & Galeão (2002) apud Silva (2010), estudando um reflorestamento no Pará, encontraram valores de crescimento para o mogno africano com média de altura total de 8,5 metros e de DAP de 15,5 centímetros aos 5 anos e 8 meses; já aos 6 anos e 4 meses de idade, a média de altura total foi de 9,2 metros e DAP de 17,3 centímetros. Plantios em Minas Gerais têm sido mais produtivos, atingindo valores de altura média de 3 m.ano-1 e DAP médio de 4 cm.ano-1, próximo aos 5 anos de idade (Figura 1).

Figura 1 Valores médios de características dendrométricas em plantios de Khaya ivorensis localizados no estado de Minas Gerais. 

Figure 1 Mean values of dendrometric variables for Khaya ivorensis plantations located in Minas Gerais state. 

Ofori et al. (2007) afirmaram que o comércio contínuo da madeira nativa do mogno africano se encontra ameaçado pela intensa exploração das florestas e pelas dificuldades no estabelecimento de plantações de mogno em seu local de origem, devido ao ataque da broca de ponteira Hypsipyla robusta Moore, mesmo problema ocorre para a S. macrophylla em relação à H. grandella. O ataque da Hypsipyla destrói os brotos terminais, fazendo com que se bifurquem, retardando o crescimento e reduzindo o valor econômico da madeira (Grogan et al., 2002; Lim, 2007; Opuni-Frimpong et al., 2008a). Ofori et al. (2007) aludiram que plantações de K. ivorensis e K. anthotheca, em associação com Azadirachta indica e Albizia lebbeck, deram resposta positiva no controle da praga H. robusta.

Hawkes (1976) já alertava que o emprego de plantios florestais poderia ser uma alternativa para reduzir a pressão nas florestas naturais e, ao mesmo tempo, garantir um controle de produção mais uniforme. Porém o autor apontou para o grave risco em se ter uma base genética reduzida e a consequente fragilidade ao ataque de pragas e doenças. No Brasil, estudos sobre a variabilidade genética estão se iniciando, uma vez que grande parte das sementes utilizadas nos plantios brasileiros provêm das mesmas matrizes instaladas no estado do Pará.

Jeyanny et al. (2009), ao estudarem o efeito da deficiência de macronutrientes no crescimento e vigor de mudas de Khaya ivorensis concluíram que a falta de N, P, K, Ca e Mg nas mudas manifesta um efeito visual dos sintomas de deficiência nutricional, além de interferir no crescimento e na concentração de nutrientes nos tecidos das plântulas. Destacou-se a importância do magnésio para o crescimento da muda e do potássio, que afeta diretamente o conteúdo de nutrientes nos tecidos da plântula.

Lemmens (2008), no seu estudo sobre essa espécie, levantou várias tendências de crescimento em condições de plantio. O autor conclui que o mogno africano pode ser considerado espécie de crescimento médio, exigente de luz e com propriedades de desrama natural (galhos mortos se desprendem do fuste sozinhos). Em solos férteis na Costa do Marfim, plantios com 31 anos de idade e densidade de 70 árvores por hectare atingiram valores médio de produtividade de 8 m3.ha–1.ano–1, com DAP médio de 57 cm e altura média de 38,5 metros.

Em plantios na Malásia, em que a rotação esperada é de 30 a 60 anos, produtividade de 7,5 m3.ha–1.ano–1 foi relatada aos 27 anos de idade, na qual as características médias de crescimento das árvores individuais foram de 1,8 cm.ano–1 em DAP e 1 m.ano–1 em altura. No mesmo país, aos 40 anos de idade, foram relatadas árvores médias com 23,5 m de altura e 29,5 cm de DAP, e as árvores dominantes com 30 m e 47 cm, respectivamente (Lemmens, 2008).

Dupuy & Koua (1993) realizaram vários estudos aplicando diferentes técnicas de manejo do mogno africano em plantios na Costa do Marfim. Segundo esses autores, os melhores resultados são obtidos em plantios de alta densidade (espaçamento de 3 × 3 m) empregando desbastes subsequentes ao longo dos anos do plantio, podendo as árvores atingirem altura de 20 metros, aos 20 anos, e DAP de 50 cm próximo aos 40 anos de idade.

Aminah et al. (2005) relataram sobre o crescimento de um experimento de K. ivorensis na Malásia, utilizando espaçamento de 3 × 3 m (1.111 árvores.ha–1), sendo as mudas plantadas provenientes de estaquia de plantas adultas. Aos 7 anos, o plantio apresentava sobrevivência de 87,8%, com DAP médio de 18,8 cm (incremento médio de 2,69 cm.ano–1) e altura média de 15,8 m (incremento médio de 2,26 m.ano–1). Heryati et al. (2011), pesquisando a performance do crescimento e acumulação de biomassa em plantios de K. ivorensis de 5 anos de idade em diferentes classes de solo, também na Malásia, encontraram valores de incremento em volume variando de 43 m3.ha–1 a 53 m3.ha–1, com DAP médio variando de 11,6 cm a 14,4 cm e altura média variando de 7,8 m a 10,6 m.

Quanto ao crescimento da espécie em idades mais avançadas, Ahmad Zuhaidi et al. (1999) relataram o crescimento de um plantio estabelecido em 1957 utilizando espaçamento de 3 × 3 metros, localizado na Malásia, em uma área com precipitação anual de 2.000 a 2.900 mm. Os autores apresentaram os valores para o plantio de 40 anos de idade: DAP médio de 29,5 cm; 23,5 m de altura média; de área basal média de 26,6 m2.ha–1 e volume médio de 305,5 m3.ha–1. Já no Brasil, os indivíduos de idade mais avançada, plantados na Embrapa Amazônia Oriental, Belém (Figura 2), são as 4 árvores matrizes das sementes que deram origem à maioria dos plantios no país. Essas árvores possuem, atualmente, 37 anos de idade e foram plantadas isoladas, a aproximadamente 20 metros de distância uma da outra. Enquanto uma dessas árvores apresenta tronco muito tortuoso, as três restantes têm forma excepcional. Atualmente, as três árvores de boa forma possuem DAP médio de 1,3 m, altura total média de 38 m e altura de fuste de 12,4 m. O elevado crescimento desses indivíduos (3,6 cm.ano-1 para DAP e 1 m.ano-1 para altura total), em idade tão avançada mostra o potencial de crescimento extraordinário da espécie. No entanto, é importante ressaltar que para que plantios de mogno africano atinjam porte tão elevado a densidade final deve ser baixa (aproximadamente 17 N/ha, considerando espaçamento final de 30 × 20 m), obtida por meio de desbastes.

Figura 2 Árvores pioneiras de mogno africano plantadas no Brasil (Belém, PA). 

Figure 2 First African mahogany trees planted in Brazil (Belém, PA). 

Os plantios de mogno africano instalados na Ásia geralmente contam com um espaçamento inicial de 3 × 3 m, sendo realizados subsequentes desbastes para reduzir a densidade inicial de 1.111 árvores por hectare para valores em torno de 200 a 350 árvores, almejando um corte final entre 20 e 25 anos. Na África, é comum o emprego do enriquecimento nas florestas naturais, ou seja, a introdução de espécies de interesse comercial na floresta com aplicação de diferentes atividades silviculturais, encontrando-se a cada 3 hectares uma árvore explorável de interesse comercial. Existem, também, plantios nos locais de origem, que são realizados com espaçamentos diversos (Foli et al., 2003), porém, menos preferidos devido ao ataque da broca de ponteiro. No Brasil, até o presente, não existem muitos dados publicados sobre as tendências de crescimento da espécie em questão. Os plantios realizados aqui possuem características distintas, marcadamente o espaçamento mais amplo (4 × 6 m, 5 × 5 m, 6 × 6 m, 5 × 8 m, entre outros) e tratos silviculturais adequados.

5 COMERCIALIZAÇÃO DA MADEIRA DE Khaya spp.

A madeira do gênero Khaya é amplamente comercializada desde o início do século passado e, devido à exploração predatória, indivíduos com grandes dimensões são raros em alguns de seus locais de origem (Arnold, 2004). O comércio do mogno africano é consolidado devido às características tecnológicas e à beleza de sua madeira, utilizada na indústria moveleira, na construção naval e em sofisticadas construções de interiores (Agbedahunsi et al., 2004; Ward et al., 2008; Opuni-Frimpong et al., 2008c).

Khaya ivorensis possui madeira de coloração vermelha a marrom pálido, densidade básica média de 0,47 g a 0,58 g.cm-3 e boa trabalhabilidade (CABI, 2013). Assim, a madeira do gênero Khaya é muito valorizada no mercado internacional: o valor do metro cúbico de toras nativas chega a aproximadamente US$ 1 mil, conforme registros de importação e exportação de diferentes produtos de madeira do gênero Khaya publicados pela International Tropical Timber Organization – ITTO (Tabela 1).

Tabela 1 Valores monetários por metro cúbico e quantidade de diferentes produtos de Khaya spp. importados e exportados por diferentes países, adaptado de ITTO (2008, 2009, 2010, 2011). 

Table 1 Monetary values per cubic meter and quantity of different products of Khaya spp. imported and exported by different countries, adapted from ITTO (2008, 2009, 2010, 2011). 

País Produto* Ano Importação Exportação
Volume
(1.000 m3)
Preço
(US$/m3)
Volume (1.000 m3) Preço
(US$/m3)
França Toras 2006 22 386 1 778
2007 28 405 1 823
2008 21 456 1 925
2009 14 365 <1 741
2010 16 403 <1 819
Madeira laminada 2006 12 827 <1 3924
2007 11 1178 <1 2307
2008 10 1273 <1 4255
2009 4 1096 <1 3641
2010 9 1012 <1 3475
Painel de madeira 2006 2 775 11 1284
2007 3 748 10 1558
2008 - - 9 1634
Portugal Toras 2006 18 488 1 664
2007 16 481 1 684
2008 9 573 <1 1695
2009 6 1428 <1 1397
Madeira laminada 2006 <1 1372 - -
2007 <1 1107 - -
2008 1 460 1 386
2009 <1 303 <1 663
Painel de madeira 2006 3 808 - -
2007 1 981 - -
2008 <1 1583 - -
2009 <1 875 - -
Coréia do Sul Toras 2008 <1 787 - -
2009 <1 787 <1 269
Madeira laminada 2008 <1 2667 - -
2009 <1 2030 <1 1217
Holanda Toras 2009 <1 840 - -
2010 <1 742 - -
Austrália Madeira serrada 2009 1 1283 - -
2010 1 1103 - -

*Os dados de quantidade foram ponderados para os casos que relataram mais de uma espécie no mesmo produto comercializado.

Dados sobre a comercialização de madeira de Khaya ivorensis provinda de florestas nativas localizadas na República do Gana foram relatados pela ITTO (2008, 2009, 2010, 2011) e são apresentados na Tabela 2.

Tabela 2 Valores monetários por metro cúbico e quantidade de diferentes produtos de Khaya ivorensis exportados da República do Gana (ITTO 2008, 2009, 2010, 2011). 

Table 2 Monetary values per cubic meter and quantity of different products of Khaya ivorensis exported from the Republic of Ghana (ITTO 2008, 2009, 2010, 2011). 

Produto Ano Volume (1.000 m3) Preço (US$/m3)
Madeira serrada 2006 17 755
2007 15 878
2008 13 884
2009 5 545
2010 8 844
Madeira laminada 2006 5 1938
2007 4 2341
2008 4 1799
2009 2 1559
2010 2 1507
Painel de madeira 2006 7 449
2007 10 437
2008 10 480
2009 11 552
2010 10 516

Conforme citado anteriormente, os preços pagos no mercado internacional são referentes a madeira proveniente de florestas tropicais naturais. Assim, preços de mercado da madeira oriunda de plantios ainda são especulados. Segundo ITTO (2012), o Panamá exportou madeira serrada de Khaya spp. pelo valor médio de US$ 267/m3. Portanto, esse valor é, até o momento, o único publicado para o comércio de Khaya proveniente de plantios comerciais fora dos locais de origem. Em relatórios mais atuais da ITTO (2016), valores de exportação proveniente em Gana da madeira nativa de K. ivorensis seca em estufa atingiram 993 euros/m3 e da madeira nativa seca ao ar livre, 848 euros/m3.

Sabe-se da importância das plantações florestais para garantia do fornecimento interno e externo de madeira (Hartley, 2002). A área mundial de plantio é crescente, estudos recentes argumentam que antes do ano de 2050 todos os produtos madeireiros serão derivados de plantios florestais manejados (Dyck, 2003).

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Plantios florestais manejados de forma sustentável possuem múltiplas funções ambientais que são importantes tanto em escala nacional como internacional, além de desempenhar um papel vital no desenvolvimento sustentável, suprindo as exigências do mercado consumidor.

O Brasil é referência em termos de silvicultura e velocidade de crescimento de espécies arbóreas, fato atestado pelo crescimento satisfatório de plantios jovens de mogno africano localizados principalmente em Minas Gerais, bem como pelo porte e desenvolvimento de árvores de mogno africano mais velhas, plantadas no Pará. Porém estudos aprofundados quanto à viabilidade da implantação da Khaya ivorensis no país devem ser desenvolvidos, pesquisas de outra natureza que permitam o manejo adequado da espécie, a fim de garantir o retorno econômico desejável e a correta domesticação.

AGRADECIMENTOS

Os autores expressam sinceros agradecimentos aos proprietários de plantios de mogno africano, destacando: Ricardo Tavares, Carlos Rebelatto, Marcos Soares Rezende, em especial, à atenção dada pelo Eng. Agrônomo João Emílio D. Matias e pela Associação Brasileira de Produtores de Mogno Africano.

REFERÊNCIAS

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Received: February 03, 2014; Accepted: April 21, 2016

*Andressa Ribeiro Departamento de Engenharias, Universidade Federal do Piauí – UFPI, Campus Profa. Cinobelina Elvas, Rodovia Municipal Bom Jesus-Viana, Km 01, Planalto Horizonte, CEP 64900-000, Bom Jesus, PI, Brasil e-mail: andressa.florestal@ufpi.edu.br

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