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História da Educação

versão On-line ISSN 2236-3459

Hist. Educ. vol.19 no.45 Santa Maria jan./abr. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/2236-3459154701 

Apresentação

Apresentação

Maria Helena Camara Bastos

1Editora


Ao por em circulação o primeiro número de 2015, gostaríamos de assinalar que graças ao apoio recebido do programa editorial MCT/CNPq/MEC/Capes, ao longo de 2014, foi possível proceder modificações significativas no design gráfico da revista impressa, o que reforça o nosso compromisso de busca constante de qualificar nosso periódico.

De acordo com o processo de internacionalização da pesquisa e de sua circulação, História da Educação tem reforçado em cada número a presença de artigos nacionais em inglês, mantendo a sessão tradução para artigos internacionais, que privilegia textos em inglês e francês.

Nesse número temos um conjunto de artigos de significativa representatividade nacional e internacional, com temas inovadores da pesquisa em história da educação.

O artigo de Rafael Montoito e Antonio Vicente Marafioti Garnica discute temas relacionados com a educação, a educação matemática e o ensino de geometria na Inglaterra vitoriana, a partir da obra de Lewis Carroll, Euclides e seus rivais modernos, publicado em 1879, em uma abordagem hermenêutica.

Antonio Cesar dos Santos Esperança discute o ensino de Matemática nos Cursos Complementares Pré-Médico e Pré-Técnico, que funcionaram no Instituto Júlio de Castilhos, no período de vigência da Reforma Francisco Campos (1931), a partir da análise das questões de prova dos anos 1936 e 1937.

A partir da análise da obra de Friedrich Bieri (1844-1924), suíço que emigrou para o Brasil no século 19, Circe Mary Silva da Silva analisa as apropriações dos saberes produzidos em países de língua alemã no ensino brasileiro, especialmente no Rio Grande do Sul. Considera que o autor, além de ter sido um dos pioneiros na produção de livros didáticos para escolas teuto-brasileiras, adotou uma proposta pedagógica germânica adaptada ao contexto local e influenciada pelo método de Grube e da reformulação deste por Egger.

Juarez José Tuchinski dos Anjos, a partir da documentação produzida pela família, composta por correspondências, memórias, autobiografias, diários e entrevistas, problematiza e categoriza esse corpus documental para uma escrita da história da educação da criança pela família, no século 19, tomando o Estado do Paraná como foco.

As políticas do livro didático no Brasil, no decorrer dos governos militares, são analisadas por Juliana Miranda Filgueiras a partir da constituição e das realizações da Comissão do Livro Técnico e do Livro Didático e da Fundação Nacional do Material Escolar. Assinala que a criação destes órgãos respondiam aos debates sobre a urgência de se organizar a expansão do ensino, com o crescimento do público escolar e o consequente problema do livro didático, de acordo com orientações da Unesco.

O artigo de Fernando Rodrigues de Oliveira e Thabatha Aline Trevisan analisa o controle e a circulação do livro didático para o ensino de leitura e escrita, a partir da análise dos documentos produzidos pela Commissão Revisora de Livros Didáticos, instituída em 1918 pela Diretoria Geral da Instrução Pública de São Paulo.

Maria de Lourdes Pinheiro e Maria Cristina Menezes tomam como corpus documental dois impressos de coleções pedagógicas que circularam no Brasil - Democracia e educação, de John Dewey (1936) e A filosofia da educação sob o ponto de vista democrático, de Herman Harrel Horne (1938) -, para analisar o pragmatismo e o idealismo nos debates entre católicos e pioneiros nos anos 1930.

No artigo Pela educação lutaremos o bom combate, Isabel Bilhão analisa a instrução operária como campo de disputas entre católicos e anarquistas no Brasil, na Primeira República.

Publica-se, em primeira mão e unicamente em língua inglesa, a conferência de encerramento do 10º Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação, realizado em Curitiba/PR, entre 25 a 28 de agosto de 2014, e proferida pelo professor Luiz Alberto Marques, da Universidade do Porto.

Nesta conferência, intitulada For a compromissed history of education, assinala-se que a 'História da Educação hoje é reclamada para desempenhar um papel que não corresponde ao seu espaço de reconhecimento científico e social. O nosso trabalho epistemológico tem vindo a ganhar uma consistência que permite, sem problemas, intensificar os quadros comparativos e trabalhos coletivos de síntese em diversas áreas. Os que hoje criam cenários para o futuro da educação, não conseguem projetar ou edificar esses novos edifícios sem tomarem mais atenção às heranças educativas que só a História da Educação poderá fornecer. Percorrendo o caminho das Humanidades e da História procuramos neste artigo evidenciar o espaço científico que a História da Educação pode legitimamente ocupar.'

A resenha de Celina Lertora Mendoza aborda a coletânea organizada por Maria Cristina Vera de Flachs, publicada em 2013 pela Universidade de Córdoba/Argentina, intitulada Historia de las universidades latinoamericanas: tradición y modernidad, que reúne diversos estudos de pesquisadores da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, México, Perú.

Com essa riqueza de estudos para o campo da História, da Educação e da História da Educação, esperamos continuar contribuindo para as discussões historiográficas e para o avanço das pesquisas.

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