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Almanack

versão On-line ISSN 2236-4633

Almanack  no.2 Guarulhos jul./dez. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/2236-463320110204 

Artigo

A Ordem do Tempo Histórico: a Longue Durée e a Micro-História

Dale Tomich1 

1Professor no Departamento de História da Universidade de Binghamton (Binghamton/EUA) e pesquisador do Fernand Braudel Center. e-mail: dtomich@binghamton.edu

Resumo

Este artigo aborda a concepção de temporalidade plural de Fernand Braudel e, sobretudo, a longue durée como instrumento prático para a pesquisa histórica. Por meio da análise do trabalho de Erenst Labrousse, colega de Braudel, enfatiza os pressupostos teóricos e metodológicos que permeiam a prática da história serial como meio para reconstrução dessas "temporalidades estruturais". Por fim, trata da preocupação com o episódico e com o curto prazo que caracteriza a micro-história italiana como uma reação ao domínio da história serial francesa, a qual, entretanto, permanece ligada à concepção braudeliana de tempo plural. O artigo procura, desse modo, deixar explícita a relação entre a chamada "segunda fase" dos Annales de Braudel e a micro-história italiana, bem como sugerir caminhos pelos quais as concepções de temporalidade podem promover o diálogo entre abordagens historiográficas diversas.

Palavras-chave: temporalidade plural; longue durée; Fernand Braudel; Annales; escola dos; história serial; Ernest Labrousse; Micro-História

Texto completo disponível apenas em PDF

Tradução: Fernanda Trindade Luciani

1BRAUDEL, Fernand. En guise de conclusion. Review, vol.I, n.3/4, p.244-245, 1978.

2BRAUDEL, Fernand. History and the Social Sciences: The Longue Durée. Immanuel Wallerstein, trans. Review, vol.XXXII, n.2, p.179180, 2009. Fernand Braudel

3BRAUDEL, Fernand. The Mediterranean and the Mediterranean World in the Age of Philip II. 2 Vols. Berkeley: University of California Press, vol.I, 1995, p.23-272.

4Embora Braudel esteja elaborando um conceito de tempo estrutural (ou seja, de temporalidades históricas para além da intervenção humana ou social direta e imediata) e fale de longue durée como estrutura, deve-se salientar que ele não está propondo uma forma de estruturalismo. A longue durée não é uma estrutura no sentido sociológico da palavra, ou seja, um atributo fixo do sistema social (como na sociologia de Parsons ou no marxismo de Althusser). O relato histórico de Braudel tampouco é uma "grande narrativa". Diferente disto, a longue durée é uma relação histórica mais ou menos estável que possibilita uma abordagem ampla e experimental da reconstrução teórica de mudanças históricas globais em longo prazo e em larga escala.

5KOSELLECK, Reinhardt. Los estratos del tiempo: estudios sobre la historia. Barcelona: Ediciones Piadós, 2001. p.99-100.

6Ibidem, p.96-97.

7Em seu prefácio à primeira edição de O Mediterrâneo, Braudel escreve: "Não poderia desprezar essa história quase fora do tempo, a história do contato humano com o inanimado; nem poderia me satisfazer com a introdução geográfica tradicional à história, lançada quase sem propósito no início de muitos livros." (BRAUDEL, Fernand. The Mediterranean and the Mediterranean World... Op. Cit., vol.I, p.20. Cf. KOSELLECK, Reinhardt. Los estratos del tiempo: estudios sobre la historia. Barcelona: Ediciones Piadós, 2001. p.96-97.)

8"O quadro resultante é aquele em que circunstâncias combinadas, através do tempo e do espaço, fizeram surgir uma história mais lenta, reveladora de valores permanentes. Nesse contexto, a geografia deixa de ter um fim em si mesma para se tornar um meio, ajudando a reencontrar as mais lentas das realidades estruturais e a enxergar na perspectiva do longo prazo. A geografia, como a história, pode responder a muitas questões. Aqui, ela contribui para a descoberta de movimentos quase imperceptíveis da história; caso estivermos, evidentemente, preparados para seguir seus ensinamentos e acatar suas categorias e divisões"( BRAUDEL, Fernand. The Mediterranean and the Mediterranean World... Op. Cit., vol.I, p.23. Cf. KOSELLECK, Reinhardt. Los estratos del tiempo... Op. Cit., p.94).

9BRAUDEL, Fernand. History and the Social Sciences: The Longue Durée...Op. Cit., p.178-179.

10Editorial. Tentons l'éxperience: Histoire et sciences socials. Annales, Économies, Sociétés, Civilisations, vol.44, n.6, p.1319-1320, novembredécembre, 1989.

11BRAUDEL, Fernand. History and the Social Sciences: The Longue Durée...Op. Cit., p.181.12

12Ibidem, p.198.

13GRENIER, Jean-Yves. Expliquer et comprendre. La construction du temps de l'histoire économique. In: LEPETIT, Bernard (org.). Les formes de l'expérience: Une autre histoire sociale. Paris: Éditions Albin Michel, 1995. p.235 e p.238-242.

14BRAUDEL, Fernand. History and the Social Sciences: The Longue Durée...Op. Cit., p.198.

15Ibidem, p.182.

16A concepção braudeliana de tempo histórico plural e estruturado resolve o dilema conceitual posto pela história factual. Se o acontecimento é a única categoria temporal à nossa disposição, não temos como falar sobre os diversos e complexos fenômenos temporais de duração variável ou sobre as relações que os envolvem. A Revolução Francesa é, frequentemente, descrita como um acontecimento. A queda da Bastilha, a fuga do rei para Varennes e o juramento da sala de jogo de péla também o são. Se a Revolução é tida como um acontecimento, tem a mesma estrutura lógica que seus elementos constituintes. Todos são acontecimentos, determinados simplesmente por serem dotados de um início e um final definidos, um "mínimo 'antes' e 'depois' que constitui sua unidade" (KOSELLECK, Reinhardt. Futures Past: On the Semantics of Historical Time. Cambridge: Massachusetts Institute of Technology, 1985. p.106). Eles são "atemporais", exceto por referência a uma cronologia externa. A Revolução pode, assim, ser vista como um acontecimento de acontecimentos e, nesse caso, sua estrutura temporal é estabelecida pela soma das partes. Ela é, de uma só vez, constituída e explicada por sequências narrativas (contingentes) de eventos com inícios e finais arbitrários. Desde essa perspectiva, a Revolução não tem estrutura, e as ferramentas disponíveis para explicá-la são, na melhor das hipóteses, extremamente limitadas.

17"Evidentemente, existem diversos tipos de estruturas, tal como de conjunturas, sendo que a duração dessas estruturas e conjunturas também pode variar. A história estabelece e desvenda, no sentido vertical, múltiplas explicações de um patamar temporal para o outro. E, em cada patamar, agora no sentido horizontal, há também relações e ligações." (BRAUDEL, Fernand. The Mediterranean and the Mediterranean World... Op. Cit., vol.I, p.16).

18BRAUDEL, Fernand. History and the Social Sciences. In: BURKE, Peter Burke (ed.). Economy and Society in Early Modern Europe: Essays from Annales. New York: Harper, 1972. p.14-15.

19Ibidem, p.13.

20BRAUDEL, Fernand. The Mediterranean and the Mediterranean World... Op. Cit., vol.II, p.901.

21Idem. History and the Social Sciences: The Longue Durée...Op. Cit., p.182.

22BRAUDEL, Fernand. Histoire et sciences sociales. La longue durée. Annales: Économies, Sociétés, Civilisations, vol.13, n.4, p.751, 1958.

23AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio. La Escuela de los Annales: Ayer, Hoy, Mañana. Barcelona: Montesinos, 1999. p.141-170.

24Pierre Chaunu define história serial como "uma história que se preocupa menos com o fato individual (o fato político, naturalmente, mas também os fatos culturais e econômicos) do que com o elemento repetitivo {que é}, portanto, integrável a séries homogêneas e imediatamente suscetível a ser objeto dos clássicos procedimentos analíticos da matemática; suscetível, sobretudo, a ser ligado às séries habitualmente utilizadas pelas outras ciências do homem" (CHAUNU, Pierre. Historia cuantitativa, historial serial. México: Fondo de Cultura Económica, 1987).

25KOSELLECK, Reinhardt. Futures Past... Op. Cit., p.107. GRENIER, Jean-Yves. Expliquer et comprendre... Op. Cit., p.239.

26POMIAN, Krzysztof. L'Ordre du temps. Paris: Éditions Gallimard, 1984. p.76.

27LABROUSSE, Ernest. Esquisse du mouvement des prix et des revenues en France au XVIIIe siècle . 2 Vols. Paris: Librairie Dalloz / Repr. Paris: Éditions des archives contemporaines, 1933 (repr. 1984). Idem. La crise de l'économie française á la fin de l'Ancien Régime et au début de la Revolution. Paris: Presses Universitaires de France, 1944 (repr. 1990).

28BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse: Genèse d'un modele d'histoire économique. Paris: Éditions de l"École des Hautes Études en Sciences Sociales, 2005. POMIAN, Krzysztof. L'Ordre du temps... Op. Cit., p.83-92. GRENIER, Jean-Yves. Expliquer et comprendre... Op. Cit., p.235-243.

29GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique: Sur C.-E. Labrousse. Annales. Économies, Sociétés, Civilisations, vol.44, n.6, p.1344, novembro-dezembro, 1989.

30BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit.,p.138-153.

31Labrousse argumenta que apenas a mercuriale, "baseada em um considerável somatório de transações, elaborada a cada semana ou, pelo menos, de feira em feira por profissionais do mercado {professionnels du marché} que usam qualidades idênticas e procedimentos também idênticos, supervisionada por interesses concorrentes, amplamente purgada dos erros minoritários que nela abundam pela lei dos grandes números, pode expressar a tendência dos preços em toda a elasticidade do mercado sob análise e permitir o cálculo do preço médio anual ou mensal. Por meio dela e somente dela, podemse descobrir, depois da aplicação de controles e elaborações (...), médias representativas, representativas do conjunto de transações ao longo do conjunto de meses durante todo um ano. Registros de negócios oferecem, no mais das vezes, apenas episódios dessa história". LABROUSSE, Ernest. La crise de l'économie française... Op. Cit., p.12-13. POMIAN, Krzysztof. L'Ordre du temps... Op. Cit., p.77-78. GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1342, 1350.

32GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1345-1346.

33LABROUSSE, Ernest. Esquisse du mouvement des prix...Op. Cit., esp. vol.II, p.640-642. POMIAN, Krzysztof. L'Ordre du temps... Op. Cit., p.80-82. BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.209-270.

34BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.150, p.186-187 e p.190. GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1351.

35GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1351.

36Ibidem.

37BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.121.

38Ibidem, p.191-193.

39Ibidem, p.193-194. GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1352-1355.

40LABROUSSE, Ernest. Esquisse du mouvement des prix... Op. Cit., vol.II, p.640-641.

41GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1354-1355. BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.196-197.

42DUMOULIN, Olivier. Aux origins de l'histoire des prix. Annales. Ecomomies, Sociétés, Civilisations, n.2, p.507-522, 1990. BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.147-153.

43HAUSER, Henri. Recherches et documents sur l'histoire des prix en France de 1500 á 1800. Paris: Slatkine Reprints, 1936 (repr. 1985). p.37-45.

44Ibidem, p.1-2 e p.71-72. GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1342. BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.152.

45HAUSER, Henri. Recherches et documents... Op. Cit., p.72.

46Ibidem, p.71. GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1342. POMIAN, Krzysztof. L'Ordre du temps... Op. Cit., p.77.

47LABROUSSE, Ernest. La crise de l'économie française...Op. Cit., p.171. GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit., p.1351. POMIAN, Krzysztof. L'Ordre du temps... Op. Cit., p.78.

48PARIS, Erato. La genèse intellectuelle de l'oeuvre de Fernand Braudel: La Méditerranée et le Monde Méditerranéen à l'époque de Philippe II (1923-(1947). Athens: Institut de recherches néohelléniques, Fondation national de la recherche de Grèce, 1999. BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.150.

49BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.150, p.170-180 e p.200-203. GRENIER, Jean-Yves. Expliquer et comprendre... Op. Cit., p.227.

50GRENDI, Edoardo. Repenser la microhistoire?. In: REVEL, Jacques (org.). Jeux d'échelles. La micro-analyse à l'expérience. Paris: Éditions Gallimard, 1996. p.233.

51O diálogo entre tempo estrutural e micro-história continua, é claro, com as iniciativas de uma "quarta fase" dos Annales, associada a Jacques Revel, Jean-Yves Grenier e ao falecido Bernard Lepetit (Annales. Économies, Sociétés, Civilisations. n.44, novembre-décembre, 1989; AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio. La Escuela de los Annales... Op. Cit., p.190-212). GINZBURG, Carlo e PONI, Carlo. The Name of the Game: Unequal Exchange and the Historical Marketplace. In: MUIR, Edward and RUGGIERO, Guido. Microhistory and the Lost Peoples of Europe. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1991. p.1-10. GINZBURG, Carlo. Microhistory: Two or Three Things That I Know about It. Critical Inquiry, vol.20, n.1, p.10-35, 1993. LIMA, Enrique Espada. A micro-história italiana. Escalas, indícios e singularidades. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006. p.64-85.

52FURET, François e LE GOFF, Jacques. Histoire et ethnologie. In: Méthodologie de l'histoire et des sciences humaines. Vol.2 do Mélanges en l'honneur de Fernand Braudel. Toulouse, 1973. p.231, citado por GINZBURG, Carlo. Microhistory... Op. Cit., p.18 e p.21; GRENIER, Jean-Yves e LEPETIT, Bernard. L'expérience historique... Op. Cit.

53LEVI, Giovanni. On Microhistory. In: BURKE, Peter (org.). New Perspectives on Historical Writing. University Park, PA: Pennsylvania State University Press, 1991. p.109.

54Ibidem, p.95-97.

55Levi continua: "A redução da escala é uma operação experimental justamente devido a esse fato, porque presume que as delineações do contexto e sua coerência são aparentes e revela aquelas contradições que só aparecem quando a escala de referência é alterada. Esse esclarecimento pode também ocorrer de modo incidental, como observou corretamente Jacques Revel, pelo aumento da escala. A escolha de microdimensões surge como um resultado direto da tradicional preponderância da interpretação macrocontextual, em vista da qual ela é a única direção experimental possível a ser tomada". Ibidem, p.107.

56Ibidem, p.94. Histoire et sciences sociales. Un tournant critique. Annales. Économies, Sociétés, Civilisations, p.1320, 1989.

57LEVI, Giovanni. On Microhistory... Op. Cit., p.94.

58GINZBURG, Carlo. Microhistory... Op. Cit., p.96-125, esp. p.105-107.

59"Parece-me que a micro-história se movimenta mais firmemente em direção aos ramos nãoquantitativos da matemática, para apresentar representações mais realistas e menos mecanicistas, ampliando assim o campo da indeterminação, sem necessariamente rejeitar as elaborações formalizadas" (LEVI, Giovanni. On Microhistory... Op. Cit., p.109, grifo meu).

60ZEUSKE, Michael. Sklaven und Sklaverei in den Welt des Atlantiks, 1400-1940: Umrisse, Anfänge, Akteure, Vergleichsfelder und Bibliographien. Berlin: LIT Verlag, 2006. p.9.

61HOPKINS, Terence K. World-Systems analysis: Methodological Issues. In: HOPKINS, Terence K. e WALLERSTEIN, Immanuel (org.). World-Systems Analysis: Theory and Methodology. Beverly Hills: Sage Publications, 1982. p.149.

62Carlo Ginzburg afirma: "Se as pretensões de conhecimento sistemático mostram-se cada vez mais como veleidades, nem por isso a ideia de totalidade deve ser abandonada. Pelo contrário: a existência de uma profunda conexão que explica os fenômenos superficiais é reforçada no próprio momento em que se afirma que um conhecimento direto de tal conexão não é possível. Se a realidade é opaca, existem zonas privilegiadas - sinais, indícios - que permitem decifrá-la" (GINZBURG, Carlo. Clues: Roots of an Evidential Paradigm. In: Clues, Myths and the Historical Method. Baltimore: The Johns Hopkins University Press, 1989. p.123.

63BORGHETTI, Maria Novella. L'Oeuvre d'Ernest Labrousse... Op. Cit., p.167.

64AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio. La Escuela de los Annales... Op. Cit., p.200.

Recebido: Abril de 2010; Aceito: Agosto de 2010

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