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Hoehnea

versão On-line ISSN 2236-8906

Hoehnea vol.34 no.4 São Paulo  2007

http://dx.doi.org/10.1590/S2236-89062007000400002 

Composição da flora vascular em um remanescente de floresta montana no semi-árido do nordeste do Brasil

 

Floristic composition of a vascular flora in a remnant of montane forest placed of the semi-arid region of Northeastern Brazil

 

 

Maria Jesus Nogueira Rodal*; Margareth Ferreira de Sales

Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Biologia, Av. Dom Manoel de Medeiros, s.n., Dois Irmãos, 52171-900 Recife, PE, Brasil

 

 


RESUMO

As florestas montanas (altitude > 600 m) do semi-árido do nordeste do Brasil são rodeadas por vegetação não florestal caducifólia espinhosa (caatinga), apresentando flora e fisionomia distintas. Ocupam as áreas mais elevadas de determinados relevos, a depender da condição climática criada pela da altitude. Considerando que a literatura mostra que a flora daquelas florestas varia conforme o grau de umidade do ambiente, foi realizado o levantamento da flora vascular da floresta montana úmida do Parque Ecológico João Vasconcelos-Sobrinho, Caruaru, Pernambuco, com objetivo de comparar os resultados com outras florestas montanas da região. Foram registradas 332 espécies/subespécies pertencentes a 85 famílias. Fabaceae, Asteraceae, Rubiaceae, Solanaceae e Myrtaceae foram as famílias com maior número de espécies. A análise comparativa com outras florestas montanas indica que a proporção de espécies de árvores na flora total diminui e a de arbustos e subarbustos aumenta à medida que essas serras se distanciam do litoral.

Palavras-chave: Brejo de altitude, floresta úmida, hábito, levantamento florístico


ABSTRACT

The montane forests (altitude > 600 m) at the semi-arid of Northeastern Brazil are surrounded by non forest thorn deciduous vegetation (caatinga), showings distinct flora and plant physionomy. They occur in upper mountains due to special climatic condition, originated by altitude. As the literature shows that the flora of these forests also varies according to the degree of humidity, a floristic survey was carried out in a humid montane forest located at Parque Ecológico João Vasconcelos-Sobrinho, city of Caruaru, Pernambuco, in order to compare the results with other montane forests in the region. We registered 332 species/subspecies of 85 families. Fabaceae, Asteraceae, Rubiaceae, Solanaceae and Myrtaceae were the richest families. Comparative analysis with other montane forest show that the proportion of tree species decrease and bushes increase as increasing the distance of the Atlantic coast.

Key words: Brejo de altitude, floristic survey, habit, humid forest


 

 

Introdução

De acordo com Swaine et al. (1990), em qualquer latitude, a distribuição das florestas ocorre onde o balanço entre precipitação e evapotranspiração é positivo. Além disso, sabe-se que os conceitos de florestas úmida e seca variam de acordo com os diferentes autores e com as regiões fitogeográficas onde ocorrem essas florestas e que o grau de sazonalidade das florestas cresce com o aumento do número de meses secos por ano e decresce com o aumento da precipitação anual (Ricíiards 1996, Lüttge 1997).

Apesar da literatura classificar as florestas com base em uma serie de critérios, sempre é enfatizando a disponibilidade hídrica (floresta seca ou úmida, floresta estacional ou ombrófila, floresta caducifólia ou perenifólia), ou mesmo combinações daqueles aspectos (Rizzini 1979, Veloso et al. 1991, Richards 1996, Lüttge 1997). A respeito da riqueza de espécies nas florestas, parece haver consenso de que à medida que diminui a precipitação há um aumento do grau de deciduidade e uma diminuição da altura das árvores e densidade de cobertura do solo (Medina 1995).

Com relação às florestas do semi-árido do nordeste do Brasil sabe-se que ocupam, a depender das condições mesológicas, as áreas mais elevadas de relevos residuais (chapadas e bacias sedimentares, maciços e serras isoladas) ou de planaltos como o da Ibiapaba, entre o Piauí e o Ceará e da Borborema, entre Alagoas e Rio Grande do Norte. Andrade-Lima (1981, 1982) salienta que essas florestas estão situadas acima de 600 m de altitude e que são rodeadas por vegetação de caatinga, da qual tem uma flora distinta. Sales et al. (1998) relatam que na Paraíba e Pernambuco essas florestas são coníecidas como "brejos de altitude" enquanto no Ceará como "serras úmidas" e que seu surgimento em pleno semi-árido resulta de uma condição climática especial em função da altitude e do relevo, que criam uma situação particular onde as massas de ar depositam umidade na encosta de grandes maciços e planaltos voltados para a direção do vento. Deve-se ainda destacar que essas florestas situadas acima de 600 m, doravante chamadas florestas montanas (sensu Veloso et al. 1991), variam de ombrófilas (Tavares et al. 2000, Ferraz 2002, Rodal et al. 2005), a semidecíduas (Moura & Sampaio 2001, Rodal & Nascimento 2002) a decíduas (Ferraz et al. 2003, Lima 2006).

Apesar de não haver dados meteorológicos mais detalhados para estimar a influência do clima na presença e manutenção dessas florestas, sabe-se de sua importância. Em um estudo comparativo de duas formações vegetacionais do semi-árido, separadas por 20 km e com um desnível altitudinal de apenas 137 m, Lyra (1982) observou, ao longo de um ano, que na floresta montana a precipitação anual média foi 55% maior que a da caatinga adjacente. Concluindo, assinalou que a floresta montana tinha menores amplitudes, tanto térmicas quanto de umidade relativa e que a "precipitação oculta", a qual propicia uma intensa condensação noturna, especialmente nos meses mais frios, teria uma grande contribuição para o desenvolvimento dessas florestas em pleno semi-árido.

A partir de meados da década de 90, teve início o levantamento florístico extensivo das florestas montanas de Pernambuco (Sales et al. 1998), seguido de levantamentos florísticos pontuais (Moura & Sampaio 2001, Ferraz 2002, Rodal & Nascimento 2002, Agra et al. 2004, Barbosa et al. 2004, Rodal et al. 2005) e de levantamentos fitossociológicos, tanto em florestas ombrófilas (Mayo & Fevereiro 1982, Tavares et al. 2000, Ferraz & Rodal 2006), quanto em estacionais semideciduais (Correia 1996, Moura 1997, Cavalcante et al. 2000, Nascimento 2001, Ferraz et al. 2003, Rodal & Nascimento 2006) e estacionais decíduais (Ferraz et al. 2003, Lima 2006).

Tais variações em termos de sazonalidade na produção de folhas nessas florestas estão, segundo Vasconcelos-Sobrinho (1971), bastante associadas com sua distância do mar. O autor assinala que naquelas florestas mais úmidas e próximas à costa atlântica a flora parece ser um prolongamento da floresta ombrófila costeira enquanto em áreas mais interioranas e mais secas a flora é diversa, o que é confirmado por diferentes autores que estudaram o componente arbóreo na região (Tavares et al. 2000, Rodal & Nascimento 2002, Andrade & Rodal 2004, Ferraz et al. 2004).

A conservação dessas florestas montanas é crítica uma vez que, de acordo com Vasconcelos-Sobrinho (1971), no início dos anos 70 havia cerca de 8.569 km2 nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco e que na atualidade, Tabarelli & Santos (2004) comentam que restam apenas 2.626 km2 e que somente 30,05 km2, que corresponde a apenas 0,16%, estão em unidades de conservação.

Nessa perspectiva, foi investigada a composição florística de uma floresta montana ombrófila do Parque Ecológico João Vasconcelos Sobrinho, Caruaru, Pernambuco, área apontada como sendo de prioridade máxima para conservação, segundo o "Workshop" sobre Áreas Prioritárias para a Conservação da Mata Atlântica do Nordeste (SOS MATA ATLÂNTICA 1993), e comparar os resultados com os de outras florestas montanas do nordeste do Brasil buscando identificar famílias de maior riqueza nos diferentes hábitos.

 

Material e métodos

Área de estudo -O Parque Ecológico João Vasconcelos-Sobrinho conta com 359 ha, em sua maioria com cobertura florestal contínua. Localiza-se a 13 km da sede do município de Caruaru, Pernambuco, microrregião do brejo pernambucano, nas serras que formam o divisor d'água entre as bacias do Ipojuca e Una (CONDEPE 1993, CPRH 1994). É um remanescente secundário de floresta ombrófila montana, com um dossel em torno de 20 m de altura (Tavares et al. 2000), que, segundo informações dos moradores locais, era ocupado por plantios de café sombreado até meados da década de 40 do século XX.

O parque localiza-se em terrenos de origem précambriana pertencentes ao complexo cristalino da Borborema, formado por granodioritos com gradação para granitos e tonolitos de coloração e granulometria variada (Andrade & Lins 1965, CPRH 1994). Trata-se de um relevo residual (serra) sobre a superfície pediplanada do planalto da Borborema, com relevo ondulado a forte ondulado, variando de 800 a 950 m de altitude.

Os solos são profundos, predominando o Podzólico Vermelho-Amarelo Distrófico Latossólico no topo das serras; Podzólico Vermelho-Amarelo Distrófico nas encostas; Planossolo Solódico, circundando a área serrana e Gley húmico e pouco húmico nos vales das serras (CPRH 1994).

O clima é bastante distinto em relação ao semiárido que circunda a serra, em função da interação da altitude e exposição ao fluxo de massas de ar úmido e da chamada precipitação oculta. O clima é tropical chuvoso com verão seco (As'), segundo o sistema de classificação de Kõppen (CPRH 1994). A temperatura média é de 24 ºC e a precipitação média anual oscila entre 650 a 900 mm, com período de maior pluviosidade entre os meses de abril e junho, com estação seca variando de cinco a sete meses (CPRH 1994).

Coleta e tratamento de dados - Para o levantamento da flora vascular foram realizadas excursões mensais durante 12 meses. As coletas de material botânico, com duração de dois dias, seguiram as técnicas usuais (Mori et al. 1989) e foram realizadas em trilhas no interior da mata e caminhadas aleatórias nas bordas. As exsicatas foram processadas e depositadas no herbário PEUFR (Professor Vasconcelos-Sobrinho) da Universidade Federal Rural de Pernambuco, com duplicatas encaminhadas a diversos especialistas para confirmação ou identificação, sendo as plantas com sementes organizadas por família de acordo com APG II (2003). As plantas vasculares sem semente, aqui denominadas Pteridófitas, foram agrupadas nas famílias reconhecidas por Tryon & Tryon (1982). A grafia e autoria das espécies foram confirmadas no site do INPI (http://www.ipni.org/ipni/plantnamesearchpage.do). As plantas identificadas no nível de subespécie foram consideradas como taxa distintos na lista florística da área de estudo, que incluiu ainda informações de hábito (Font Quer 1977).

Os resultados foram comparados aos de outras florestas montanas que tenham realizado levantamentos florísticos de todos os hábitos de plantas vasculares (Ferraz 2002, Rodal & Nascimento 2002, Rodal et al. 2005, Lima 2006). Em seguida foram comparadas as listas das famílias com maior número de espécies arbóreas em diferentes levantamentos realizados em florestas montanas do nordeste do Brasil (Ferraz et al. 1998, Nascimento 2001, Ferraz 2002, Rodal & Nascimento 2002, Rodal et al. 2005, Lima 2006).

 

Resultados

Foram registradas 332 espécies/subespécies pertencentes a 85 famílias (tabela 1). A tabela 2 mostra ainda um quadro comparativo com dados do número de espécies e famílias, proporção de espécies por hábito e características do hábito da área de estudo e de outras florestas montanas do semi-árido que realizaram levantamento da flora vascular.

Entre as espécies amostradas houve ocorrência de uma Gymnospermae (Podocarpus sellowii Klotzsch ex Endl) e quatro Pteridophyta: Blechnum occidentale L., Campyloneurum repens (Aubl.) C. Presl., Microgramma lycopodioides (L.) Copel. e Phlebodium aureum (L.) J. Sm. Nas Angiospermae, destaque para Fabaceae com 51 espécies seguida por Asteraceae (20), Rubiaceae (19), Solanaceae (14) e Myrtaceae (13), que juntas totalizaram 35% das espécies coletadas. Ainda com relação às Angiospermae ocorreram 16 famílias de monocotiledôneas (Alstroemeriaceae, Amaryllidaceae, Arecaceae, Bromeliaceae, Commelinaceae, Costaceae, Cyperaceae, Dioscoreaceae, Gesneriaceae, Heliconiaceae, Marantaceae, Orchidaceae, Poaceae, Pontederiaceae, Smilacaceae e Typhaceae), totalizando 57 espécies.

Dos hábitos encontrados, destaque para árvores, com 117 espécies distribuídas por 43 famílias, sendo que apenas duas Fabaceae e Myrtaceae responderam por 36% das espécies do componente arbóreo. Fabaceae é bastante freqüente no dossel (Albizia polycephala, Dialium cf. guianense, Diplotropis incexis, Erythrina velutina, Hymenolobium janeirense), juntamente com Tapirira guianensis e Thyrsodium schomburgkianum (Anacardiaceae), Cordia sellowiana (Boraginaceae), Buchenavia capitata (Combretaceae), Lamanonia ternata (Cunoniaceae), Ocotea glomerata (Lauraceae), Eriotheca crenulaticalyx (Malvaceae) e Guapira opposita (Nyctaginaceae). Ainda no componente arbóreo, porém ocupando o subdossel, Myrtaceae tem uma posição de realce, principalmente pela riqueza de Eugenia e Myrcia. A tabela 3 indica as famílias mais importantes desse componente e também de outras florestas montanas no nordeste.

Os arbustos e subarbustos correspondem ao segundo componente com maior número de espécies, 95 distribuídas em 25 famílias. Asteraceae e Solanaceae com 14 e 13 espécies, respectivamente, são as famílias com maior número de espécies, sendo típicas das clareiras e bordas, especialmente os diversos representantes do gênero Solanum. Em seguida ocorre Rubiaceae com 12 espécies dos gêneros Chiococca, Coutarea, Ixora, Palicourea e Psychotria. As espécies desse último gênero formam populações características do interior do fragmento. Juntas, essas três famílias respondem por cerca de 50% das espécies desse componente.

Em seguida aparece o componente herbáceo com 83 espécies distribuídas em 29 famílias, a maioria terrestre (67), sendo que cinco (Poaceae, Orchidaceae, Cyperaceae, Acanthaceae e Fabaceae) perfazem 50% das espécies. Cabe enfatizar que as ervas epífitas concentraram-se em quatro famílias: Orchidaceae, Araceae, Cactaceae e Bromeliaceae. A maior parte das ervas terrestres foi coletada na borda ou em clareiras no interior do fragmento. Habenaria obtusa e H. petalodes (Orchidaceae) e Dichorisandra hexandra (Commelinaceae) são típicas das áreas sombreadas da floresta.

Entre as trepadeiras, com 37 espécies em 14 famílias, destaca-se Fabaceae com seis espécies dos gêneros Dioclea, Mimosa, Poiretia, Rhynchosia e Vigna, seguida por Dioscoreaceae (cinco espécies) e Sapindaceae e Araceae, ambas com três espécies. As Fabaceae foram observadas especialmente nas bordas e clareiras, formando, juntamente, com Clematis dioica (Ranunculaceae), populações típicas das áreas mais abertas enquanto as populações de Dioscoreaceae (Dioscorea adenocarpa, D. demourae, D. dodecaneura, D. ovata e D. polygonoides) ocorreram no interior da floresta.

 

Discussão

Componente arbóreo - De um modo geral os dados sugerem que a proporção de espécies arbóreas de grande porte na flora total diminui que à medida que as serras se distanciam do litoral (tabela 2). A contribuição cai de 65% na floresta ombrófila do Brejo de São Vicente Férrer (Ferraz 2002), situada a 50 km da costa, passando para 35% na área de estudo, distante 150 km do litoral, e 27% na floresta estacional semidecidual de Serra Negra (Rodal & Nascimento 2002), localizada a 400 km do oceano. Entretanto, vale a pena destacar que na floresta estacional decidual de Serra das Almas, Ceará (Lima 2006), situada a 320 km da costa atlântica, houve 42% de espécies arbóreas, todavia em sua maioria absoluta microfanerófitos (até 8 m de altura), o que não ocorreu nas outras florestas acima mencionadas, onde o dossel está entre 18 e 22 m de altura. A baixa proporção de espécies arbóreas na floresta ombrófila montana de Bonito provavelmente se deve a pouca conservação de seus fragmentos (Rodal et al. 2005).

Fabaceae e Myrtaceae estão presentes em todos os levantamentos florísticos de florestas montana da região, sempre entre as famílias de maior riqueza (tabela 3). Bignoniaceae e Salicaceae têm maior riqueza nas florestas mais secas enquanto Burseraceae, Clusiaceae, Melastomataceae, Lauraceae, Sapotaceae, Moraceae e Meliaceae nas mais úmidas. Essas últimas cinco famílias também têm maior riqueza nas florestas das terras baixas, muitas vezes com as mesmas espécies, como já observado por Tavares et al. (2000). A respeito de florestas secas neotropicais, Gentry (1995) cita Fabaceae, Bignoniaceae, Salicaceae, entre outras, como sendo as famílias mais ricas em espécies. Cabe destacar que no caso das famílias com maior riqueza de espécies arbóreas das florestas estacionais (tabela 3), especialmente nas deciduais (Ferraz et al. 1998, Lima 2006), houve uma tendência de haver poucas espécies por família e que isso não parece ser um problema de coleta e sim uma característica dessas florestas.

No contexto da região do semi-árido nordestino, Fabaceae é família com maior riqueza de espécies na caatinga propriamente dita, a qual está assentada principalmente nos terrenos expostos e erodidos da depressão sertaneja (Andrade-Lima 1981) e nas florestas montanas em áreas sedimentares (Rodal & Nascimento 2002) ou instaladas no cristalino (Ferraz et al. 1998) ou quer sejam mais úmidas (Tavares et al. 2000, Ferraz 2002) ou mais secas (Lima 2006). Além disso, deve-se destacar que há uma substituição de espécies da caatinga (terrenos mais baixos), para as florestas montanas, semelhante ao relatado por Gillespie et al. (2000) nas florestas da secas da Costa Rica e Nicarágua. Essa família também ocupa posição de destaque nas florestas úmidas da Amazônia Central (Ferreira & Prance 1998), da costa atlântica do sudeste brasileiro (Scudeller et al. 2001) e em florestas secas da Costa Rica e Nicarágua (Gillespie et al. 2000).

Segundo Mori et al. (1983) e Peixoto & Gentry (1990) Myrtaceae tem grande importância florística em toda costa brasileira, devido à elevada riqueza de espécies. No caso do semi-árido, vale a pena apontar a riqueza desse táxon em tipos vegetacionais instalados sobre áreas sedimentares, quer florestas montanas (Rodal & Nascimento 2002, Lima 2006) ou tipos vegetacionais não florestais como o carrasco e outros tipos vegetacionais presentes nessas áreas sedimentares (Oliveira et al. 1997, Rodal et al. 1998, Araújo & Martins 1999, Lemos & Rodal 2002, Gomes et al. 2006), e em florestas montanas do cristalino (Tavares et al. 2000, Rodal et al. 2005). Todavia, na caatinga propriamente dita, essa família tem sido registrada apenas nas áreas que apresentam maior umidade como a região do agreste (Pereira et al. 2002, Alcoforado-Filho et al. 2003, Lourenço & Barbosa 2003) ou próximas a chapadas (Tavares et al. 1969).

Componente não arbóreo - O reduzido número de levantamentos avaliando o componente não arbóreo dificulta uma maior discussão dos padrões florísticos nas florestas da região. Nas florestas montanas do semi-árido nota-se que a contribuição percentual dos arbustos e subarbustos na flora total é duas vezes maior na estacional mais interiorana estudada por Lima (2006), que na ombrófila mais próxima à costa atlântica analisada por Ferraz (2002) (tabela 2). É possível que tal padrão se justifique pela maior penetração de luz nas florestas estacionais, devido ao dossel ser mais aberto, bem como por se tratar de um ambiente mais seco. Todavia, deve-se destacar que em Bonito e na área de estudo, não respondem a esse padrão, provavelmente por serem florestas montanas secundárias, como já mencionado anteriormente.

Das famílias com maior riqueza de espécies entre os arbustos e subarbustos, Rubiaceae é característica da vegetação do sub-bosque em muitas florestas (Kinupp & Magnusson 2005). Nota-se que Psychotria, táxon citado por Joly et al. (1991) como freqüente no estrato arbustivo da floresta ombrófila costeira, tem elevada riqueza de espécies nas florestas montanas mais úmidas como a área de estudo e São Vicente Férrer (Ferraz 2002) e poucas espécies nas florestas montanas mais secas (Rodal & Nascimento 2002). Outras famílias importantes como Asteraceae e Solanaceae são consideradas típicas de ambientes mais alterados como atesta o trabalho de Liebsch & Acra (2004) em uma floresta do Paraná. Vale destacar que muitas das espécies dessas duas últimas famílias são também encontradas em áreas de caatinga que rodeiam as florestas montanas.

O número de espécies do componente herbáceo terrestre (66 spp.) é bem maior que as 21 espécies citadas por Ferraz (2002) em uma floresta ombrófila montana e as sete espécies registradas em apenas um hectare de uma floresta estacional decidual da Serra das Almas, Ceará, por Lima (2006). Enquanto pouco se sabe sobre as herbáceas presentes nas florestas montanas, o conhecimento da flora da caatinga, vegetação que circunda essas florestas montanas, indica que na caatinga os valores de riqueza de herbáceas são altos (Araújo et al. 2005, Pessoa et al. 2004 e Costa et al. 2006).

Das famílias com maior número de espécies entre as herbáceas terrestres da área de estudo, Poaceae e Cyperaceae são também importantes componentes no sub-bosque de vários tipos de florestas (Vieira & Pessoa 2001, Meira-Neto & Martins 2003) e com formações abertas como o cerrado (Rizzini 1979) e caatinga (Araújo et al. 2005).

Com relação às herbáceas epífitas coletadas, destaque para Orchidaceae. Gentry & Dodson (1987) notam tratar-se de um táxon conhecido por sua elevada riqueza de epífitos vasculares e que supera todos os outros grupos de plantas em número de espécies epifíticas nos trópicos e subtrópicos. A respeito da riqueza de epífitas, Gentry (1995) ressalta que esse grupo tem maior riqueza nas florestas úmidas que nas secas. Ao contrário do esperado, a maior riqueza de herbáceas epífitas ocorreu na floresta estacional montana de Serra Negra (Rodal & Nascimento 2002) e não nas ombrófilas (neste trabalho, Ferraz 2002). Possíveis explicações podem passar pelo levantamento detalhado das epífitas que houve na floresta montana de Serra Negra ou ainda pelo bom estágio de conservação dessa floresta. A esse respeito, Xavier & Barros (2005) observam o caráter secundário do remanescente do Parque Ecológico João Vasconcelos Sobrinho, o qual teria no passado uma pteridoflora mais rica. Cabe ainda enfatizar que na caatinga a riqueza de epífitas é muito reduzida, com destaque apenas para o gênero Tillandsia (Bromeliaceae), como argumenta Andrade-Lima (1981).

A comparação da contribuição das trepadeiras na flora total das florestas montanas mostra que há acentudas mudanças entre ombrófilas (neste trabalho, Ferraz 2002) e as estacionais (Rodal & Nascimento 2002, Lima 2006). É possível que a proporção de trepadeiras nas florestas acima citadas também tenha haver com seu estado de conservação uma vez que o estádio sucessional pode ter influencia na sua abundância e riqueza de espécies (Schnitzer & Bongers 2002).

As informações disponíveis sobre as florestas montanas situadas nas serras do semi-árido, advindas de diversos levantamentos, apontam que a cobertura vegetal dessas serras varia de florestas ombrófilas, passando de semideciduais a deciduais. Desta forma, o conceito de floresta montana abriga uma série de tipologias. Cabe ainda destacar que uma dessas tipologias, os chamados brejos de altitude (florestas ombrófilas em serras do semi-árido), têm sido citados equivocadamente como sinônimo das florestas montanas como um todo.

Parece haver uma tendência de diminuição na proporção das árvores de grande porte na flora total à medida que essas florestas montanas se distanciam do litoral, e um aumento na riqueza de arbustos e subarbustos. Para compreender a distribuição e os padrões de riqueza das florestas montanas é necessário conhecer, entre outros aspectos, sua altitude e exposição aos ventos úmidos, ou a interação desses fatores, além de informações sobre a geologia, o histórico de uso dessas áreas, o tipo e a profundidade do solo, a altitude e exposição da superfície na qual esta assentada a serra, distância do oceano, etc.

 

Agradecimentos

A Darwin Initiative e ao CNPq pelo financiamento do projeto "Composição florística e diversidade dos brejos de altitude de Pernambuco". À equipe do projeto pelo auxilio na coleta de material botânico e a S.J. Mayo e G.T. Prance, por seu apoio.

 

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Recebido: 18.12.2006; aceito: 13.09.2007

 

 

* Autor para correspondência: mrodal@terra.com.br

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