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Hoehnea

On-line version ISSN 2236-8906

Hoehnea vol.35 no.4 São Paulo  2008

http://dx.doi.org/10.1590/S2236-89062008000400002 

Fungos macroscópicos do Pantanal do Rio Negro, Mato Grosso do Sul, Brasil

 

Macroscopic fungi at the lowlands of Rio Negro, Mato Grosso do Sul, Brazil

 

 

Vera Lucia Ramos BononiI,II,*; Ademir Kleber Morbeck de OliveiraI; Josiane Ratier de QuevedoI; Adriana de Mello GugliottaII

IUniversidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal-UNIDERP, Caixa Postal 2153, 79003-010 Campo Grande, MS, Brasil
IIInstituto de Botânica, Caixa Postal 3005, 01061-970 São Paulo, SP, Brasil

 

 


RESUMO

A biodiversidade do Pantanal é praticamente desconhecida, principalmente em relação aos fungos. Em conseqüência da devastação pelo avanço da pecuária, grande parte da vegetação natural em áreas de fácil acesso foi suprimida, restando fragmentos de cerrado, extensas pastagens e leiras formadas pelo acúmulo da madeira derrubada. Em alguns locais, como na região do Pantanal do Rio Negro, parte da vegetação nativa foi relativamente preservada e nela, durante o ano de 2006, foram realizadas cinco excursões de coleta de fungos, nos períodos mais secos. Cinqüenta e seis espécies de Basidiomycetes e uma de Ascomycetes macroscópicos foram identificadas. Todas as espécies estão sendo citadas pela primeira vez para o Estado de Mato Grosso do Sul e região do Pantanal, e Collybia bakeri Dennis, Entoloma cerussatum Pegler, Epithelopsis fulva (G. Cunn.) Jülich, Hypochniciellum subillaqueatum (Litsch.) Hjortstam, Hypochnicium vellereum (Ellis & Cragin) Parmasto, Lentinus concavus (Berk.) Corner, Mycena parabolica (Fr.) Quél., Mycoaciella bispora (Stalpers) J. Erikss. & Ryvarden, Nigroporus macroporus Ryvarden & Iturr., Nothopanus hygrophanus (Mont.) Singer, Pholiota polychroa (Berk.) A.H. Sm. & H.J. Brodie, Pleurotus agaves Dennis, Trametes subectypus (Murrill) Gilbn. & Ryvarden e Tricholomopsis tropica Dennis pela primeira vez para o Brasil.

Palavras-chave: Ascomycetes, Bacia do Alto Paraguai, Basidiomycetes, biodiversidade


ABSTRACT

The wetlands' biodiversity is virtually unknown, particularly to fungi. As a consequence of the devastation caused by the advances made by the cattle-raising industry, a significant part of the native vegetation has been eliminated and only fragments of savannah woods, vast grazing areas and furrows formed by the accumulation of logs cut have been left. At Rio Negro lowlands, five fungi collection excursions were carried out in 2006, in the driest period. Fifty six species of Basidiomycetes and one of macroscopic Ascomycetes were identified. All species are being mentioned for the first time for the State of Mato Grosso do Sul and Collybia bakeri Dennis, Entoloma cerussatum Pegler, Epithelopsis fulva (G. Cunn.) Jülich, Hypochniciellum subillaqueatum (Litsch.) Hjortstam, Hypochnicium vellereum (Ellis & Cragin) Parmasto, Lentinus concavus (Berk.) Corner, Mycenaparabolica (Fr.) Quél., Mycoaciella bispora (Stalpers) J. Erikss. & Ryvarden, Nigroporus macroporus Ryvarden & Iturr., Nothopanus hygrophanus (Mont.) Singer, Pholiotapolychroa (Berk.) A.H. Sm. & H.J. Brodie, Pleurotus agaves Dennis, Trametes subectypus (Murrill) Gilbn. & Ryvarden, and Tricholomopsis tropica Dennis for the first time to Brazil.

Key words: Ascomycetes, Basidiomycetes, biodiversity, Paraguay Basin


 

 

Introdução

O Brasil é conhecido como detentor de uma das mais altas biodiversidades do mundo. Entretanto, informações existentes sobre a diversidade biológica são restritas a alguns tipos de organismos, como plantas superiores e vertebrados, e se encontram dispersas em instituições, museus e coleções científicas do país e do exterior.

O primeiro documento a centrar informações sobre a biodiversidade global, incluindo a brasileira, foi elaborado por ocasião da Conferência Rio-92 (Groombridge 1992), seguido do trabalho de Mittermeier et al. (1998) que relacionaram espécies de plantas superiores, vertebrados e alguns invertebrados.

Os balanços sobre a biodiversidade brasileira feitos no Brasil (Bicudo & Menezes 1996, Canhos 1997, Joly & Bicudo 1998) avaliaram em cerca de 2.500 o número de espécies de fungos macroscópicos, nenhuma delas registrada para a região do Pantanal ou para o Estado do Mato Grosso do Sul.

O Pantanal, localizado na Bacia do Alto Paraguai, é uma região de importância estratégica na administração dos recursos hídricos do Brasil, Bolívia e Paraguai. Representa uma das maiores extensões de áreas alagadas do planeta, sendo elo de ligação entre o Cerrado brasileiro e o Chaco da Bolívia e do Paraguai, entre os paralelos 16-22ºS e os meridianos 55-58ºW. Considerada uma das maiores planícies de inundação da América Latina, ocupa cerca de 150.000 km2, e é formada pela junção dos rios da Bacia (rio Paraguai e seus afluentes), constituindo uma série de sub-bacias, constituídas por outros rios e córregos numa complexa rede hidrográfica. Esta região é periodicamente alagada durante os meses de outubro a março devido às chuvas intensas que normalmente ocorrem nos planaltos que cercam a região pantaneira, gerando um caráter plurianual de ciclos de enchentes e "secas" que na realidade são períodos de pequeno alagamento (Adamoli 1982).

A posição quase central da região pantaneira na América do Sul permite o encontro de diferentes províncias fitogeográficas, que são: ao norte, a Amazônia; a leste, Cerrado; ao sul, as Florestas Meridionais e a oeste, o Chaco Boliviano e Paraguaio, propiciando grande variedade de fitofisionomias, uma das razões que levou à criação do termo "pantanais" (Adamoli 1982).

De acordo com Pott & Pott (2000), o Pantanal e a Bacia do Alto Paraguai são dominados, por espécies vegetais com ampla dispersão geográfica, encontradas em diferentes ecossistemas. O Bioma Cerrado ocupa cerca de 70% da região, seguido pelo Bioma da Floresta Amazônica, encontrado principalmente no Pantanal do Paraguai, representando 21% da vegetação da área (Adamoli 1982, Silva et al. 2000).

Devido à grande biodiversidade de espécies e ambientes, o Pantanal foi declarado Patrimônio Nacional pela Constituição Brasileira em 2000, reconhecido como Reserva da Biosfera Mundial e considerado um dos "hotspots" de biodiversidade e de recursos hídricos do planeta em razão de sua importância e do grau de ameaças ambientais que vem sofrendo (Mittermeier et al. 1998).

No Brasil o conhecimento dos fungos se concentra em regiões onde existem Universidades e Institutos de Pesquisa com micologistas, como a Amazônia, Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Este é o primeiro levantamento de macromicetos de Mato Grosso do Sul (exceto pela monografia de conclusão do curso de Biologia de Josiane Ratier de Quevedo da Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal-UNIDERP, co-autora deste trabalho). Para o Mato Grosso, seis espécies haviam sido citadas por Fidalgo (1968a). O objetivo deste trabalho é ampliar o conhecimento de fungos do Brasil, especificamente da região do Pantanal.

 

Material e métodos

Área de coleta - situada na planície de inundação do Rio Negro, na fazenda Santa Emília, localizada no quadrante geográfico 19º29'12,2" a 19º30'49,8"S e 55º35'28,5" a 55º42'37,9"W (figura 1), com 2.618 ha, onde se localiza o Instituto de Pesquisa do Pantanal (IPPAN) da UNIDERP e a Pousada Araraúna, a cerca de 250 km de distância de Campo Grande, com percursos via cidade de Rio Negro ou Aquidauana. O local apresenta uma variedade de ambientes que, de acordo com Adamoli (1982) e Pott & Pott (2000), podem ser classificados como:

- "baía" - lagoa de água permanente ou temporária, de tamanho variado, com a presença de espécies aquáticas como camalote (Eichhornia spp.), chapéu-de-couro (Echinodorus spp.), florzeiro (Ludwigia spp.) e orelha-de-onça (Salvinia spp.);

- "capão" ou "caapão" - porção de mata, geralmente em elevações de 0,3 - 3 m acima da altura do campo, com formato elíptico ou circular e diâmetro variável de 5 - 100 m, formando ilhas arbóreas, normalmente não inundáveis, podendo apresentar diferentes tipos de vegetação, como cerrado, cerradão ou mata e espécies vegetais diversas, tais como acuri (Scheelea phalerata Mart.), carandá (Copernicia alba Morong), jatobá (Hymenaea stigonocarpa Mart.), lixeira (Curatella americana L.), paratudo (Tabebuia aurea ( Manso) Benth. & Hook.), pau-terra (Qualea parviflora Mart.) e piúva (Tabebuia ochracea (Cham.) Standl.);

- "cordilheira"- pequena elevação na planície (cerca de 1 a 3 m de altura), podendo ser resultado de antigos diques fluviais ou cordões arenosos ou argilosos, composta de vegetação de cerrado, cerradão ou mata, geralmente não inundável. Algumas espécies vegetais arbóreas encontradas são: aroeira (Myracrodruon urundeuva Allem.J, angico-branco (Albizia niopioides (Spruce) Burkart), angicovermelho (Anaderanthera colubrina (Vell.) Brenan), cumbaru (Dipteryx alata Vogel), faveiro (Callistene fasciculata Mart.), cambará (Vochysia divergens Pohl), gonçalo-alves (Astronium fraxinifolium Schott), lixeira (Curatella americana L.) e tarumã (Vitex cymosa Bert.);

- "corixo" - curso d'água estacional, com leito definido e mata ciliar descontínua, com a presença de diversas espécies de plantas aquáticas, como baceiro (Oxycaryum cubense (Poepp. & Kunth) Palla), camalote (Eichhornia azurea (Swartz) Kunth ), ervade-bicho (Polygonum spp.), lagartixa (Nymphaea amazonum Mart. & Zucc.) e lodo (Utricularia spp.);

- "corixão" - pequeno rio intermitente, com canal definido e mata ciliar desenvolvida, que mantém água em trechos quando para de correr, podendo também ser o leito abandonado (braço) do próprio rio que lhe deu origem, apresentando diversas espécies de plantas aquáticas;

- "savana gramíneo-lenhosa" - que recebe outras denominações como campo, campo limpo, campo sujo ou campo alagado, sendo constituída normalmente de gramíneas e ervas. Pode ser campo inundado ou seco, cujas proporções alternam-se em função da precipitação local e/ou aporte de água pelos rios, sendo esta forma de vegetação mais associada ao fator drenagem do que à fertilidade do solo. Entre as espécies de gramíneas são encontradas capim-barbade-bode ou fura-bucho (Paspalum carinatum Humb. & Bonpl. ex Feiige, P. lineare Trinius e Aristida spp.), capim-arroz (Oriza spp.), capim-de-cerrado (Andropogon spp.), grama-de-cerrado (Mesosetum spp.), mimosinho (Reimarochloa spp.), mimoso-peludo (Paratheria prostrata Griseb.), além de espécies de Paspalum, Digitaria e Panicum.

A região já sofreu grandes desmatamentos e hoje é constituída por fragmentos de vegetação de cerrado e pastagens, sendo freqüente a presença de leiras de restos de árvores, formando pilhas de madeira que delimitam pastos. Nos restos vegetais, nas leiras e nos gramados, é freqüente a observação de cogumelos em áreas não alagadas.

Clima e solos - o clima é considerado tropical, com classificação Aw (clima de savana segundo Kõppen), com médias entre 23 - 25ºC e máximas e mínimas absolutas extremamente altas: de setembro a novembro, as máximas ultrapassam 40ºC; em maio, junho e julho, quando ocorrem entradas de frentes frias, as médias mínimas ficam abaixo de 20ºC. O inverno é seco (de maio até setembro, com os meses mais secos em julho e agosto) e verão chuvoso, sendo 80% das chuvas concentradas entre novembro e março, variando entre 1.000 a 1.400 mm por ano. A maior parte da região é coberta por solos hidromórficos (92%), refletindo a drenagem insuficiente e a tendência para inundações periódicas, com composição arenosa (66%).

Coleta e identificação - as excursões de coleta foram mensais, durante o ano de 2006, e tiveram a duração de 2 a 3 dias, procurando cobrir toda a área do IPPAN. Sempre que possível, foi utilizado GPS para georeferenciar os pontos de coleta. Os fungos foram coletados e secos conforme recomendado em Fidalgo & Bononi (1984) e a identificação foi feita no Instituto de Botânica de São Paulo, SP, com ajuda de chaves de identificação, observação de microestruturas e comparação com material de herbário. Todo material foi depositado no Herbário Científico "Maria Eneyda P. Kauffmann Fidalgo" (SP), do Instituto de Botânica. A classificação seguida segundo Kirk et al. (2001) pode ser consultada nas bases de dados CABI (http://www.indexfungorum.org) e CBS (http://www.cbs.knaw.nl) onde também se encontram descrições das espécies. Apenas as espécies citadas pela primeira vez para o Brasil são descritas neste trabalho.

 

Resultados e Discussão

Foram identificadas 56 espécies de Basidiomycetes (Basidiomycota) e uma de Ascomycetes (Ascomycota). Todas as espécies estão sendo citadas pela primeira vez para o Estado de Mato Grosso do Sul e para a região do Pantanal.

 


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Ascomycetes

XYLARIACEAE

Daldinia concentrica (Bolton) Ces. & DeNot., Comm. Soc. crittog. Ital.: 1197. 1863.

Descrições e ilustrações: Viégas (1944), Rogers et al. (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381532).

Espécie cosmopolita (Perez-Silva 1973), com muitas fotos e descrições na internet, conhecida popularmente na América do Norte e Europa como "bolo-do-rei-artur". No Brasil a espécie foi referida para os Estados do Pará, Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul (Viégas 1944, Bezerra & Maia 2006).

Basidiomycetes

AGARICACEAE

Leucocoprinus birnbaumii (Corda) Singer, Sydowia 15 (1-6): 67. 1962 ≡ Agaricus birnbaumii Corda, Icon. Fung. 3: 48. 1839.

Descrições e ilustrações: Guzmán-Dávalos & Guzmán (1982), Gimenes (2007).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º31'0,4"S e 55º38'0,5"W, em solo, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381332).

Espécie cosmopolita, citada nas Américas para Venezuela, Bermudas, Martinica, Trinidad e Tobago (Pegler 1983a). No Brasil citada para o Estado de São Paulo, nos Parques Estaduais das Fontes do Ipiranga (Grandi et al. 1984, Gimenes 2007) e da Ilha do Cardoso (Capelari 1989) e no Rio Grande do Sul (Rick 1907, 1961, Pereira & Putzke 1990). Espécie venenosa, comum em jardins e vasos.

Montagnea haussknechtii Rab., Fl. Scan.: 339. 1836.

Descrição e ilustrações: Baseia & Milanez (2002).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, corixo, 19º30'23"S e 55º36'53,3"W, 25-VI-2006, T.C. Urigas s.n. (SP381338).

Espécie de ampla distribuição em vários continentes. No Brasil, citada para o Cerrado da Estação Ecológica de Jataí no Estado de São Paulo (Baseia & Milanez 2002). Era classificada até recentemente entre os Gasteromycetes e pela biologia molecular foi considerado entre os basidiomicetos (Kirk et al. 2001).

ATHELIACEAE

Hypochniciellum subillaqueatum (Litsch.) Hjortstam, Mycotaxon 13: 126. 1981 ≡ Corticium subillaqueatum Litsch., Annls. mycol. 39: 128. 1941 ≡ Leucogyrophana subillaqueata (Litsch.) Jülich., Persoonia 8: 56. 1974.

Basidioma ressupinado, liso, branco a creme; frouxamente ligado ao substrato, margem branca, esmaecente ou fibrilosa. Sistema hifálico monomítico; hifas generativas com ansas, pouco ramificadas, parede fina, 2-5 µm diâm. Cistídios ausentes. Basídios clavados, freqüentemente vários saindo de uma hifa comum, 15-30 × 3-4,5 µm, tetraesporados. Basidiósporos elipsóides, adaxialmente achatados, com pequeno apículo, hialinos, cianófílos, parede espessada e lisa, 3,5-4,5 × 2,5 µm. Conídios não observados.

Descrição complementar e ilustrações: Eriksson & Ryvarden (1976, como Leucogyrophana subillaqueata).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre tronco em decomposição, 26-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. 29 (SP).

Espécie citada para Suécia e Finlândia (Eriksson & Ryvarden 1976) e Estados Unidos (Gilbertson e Budington 1970). Constitui primeira citação para o Brasil.

BOLBITIACEAE

Bolbitius vitellinus (Pers. ex Fr.) Fr., Epicr. Syst. mycol.: 254. 1838 ≡ Agaricus vitellinus Pers., Synopsis Methodica Fungorum: 402. 1801.

Descrição e ilustrações: Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º31'4,1"S e 55º37'59"W, sobre esterco, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. 21 (SP); idem, 19º30'0,7"S e 55º36'32,1"W, sobre esterco, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381544).

A espécie é cosmopolita (Pegler 1997) e geralmente ocorre sobre húmus, no solo, sendo freqüente em vários continentes. No Brasil, foi citada para os Estados de São Paulo (Pegler 1997) e Rio Grande do Sul (Pereira & Putzke 1990). Na Venezuela, citada sobre esterco de asno (Dennis 1970).

CORTINARIACEAE

Gymnopilus earlei Murrill, Mycologia 5: 22. 1913.

Descrição e ilustrações: Capelari (1989).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º31'0,4"S e 55º38'0,5"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381897).

Espécie descrita para Jamaica e encontrada no Brasil, na Ilha do Cardoso, no Estado de São Paulo (Capelari 1989). Meijer (2006) cita Gymnopilus cf. earlei para o Estado do Paraná.

Phaeomarasmius limulatellus Singer, Sydowia 7: 254. 1953.

Descrição e ilustrações: Singer & Digilio (1952).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'33,9"S e 55º37'45"W, em gramado, 25-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381898).

Espécie com referência para Chile, Argentina e Brasil, no Rio Grande do Sul (Singer & Digilio 1952, Pereira & Putzke 1990).

ENTOLOMATACEAE

Entoloma cerussatum Pegler, Kew Bull., Addit ser. 9: 329. 1983.

Basidioma pileado; píleo plano-convexo com pequeno umbo, 5-8 cm diâm. Superfície abhimenial branca, higrófana, estriada; formada por hifas aglutinadas. Margem translúcida estriada. Lamelas adnato-sinuadas, brancas a castanho-claro-rosadas, com lamélulas de dois comprimentos; margem irregular. Estipe cilíndrico, sólido a fistuloso, branco, glabro, logitudinalmente estriado, 5-8 mm. Contexto 3 mm espesso. Trama regular; hifas hialinas, sem ansas, 3-17µm diâm. Cistídios ausentes. Basídios clavados, 40 × 8µm, tetraesporados. Basidiósporos heterodiamétricos, depresso em uma das faces, rosa, 8-10µm diâm.

Ilustrações: Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'11,4"S e 55º36'32,8"W, em gramado, isolado ou em pequenos grupos, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381535).

Espécie com citação para Martinica e Guadalupe, ocorrendo solitário ou em pequenos grupos (Pegler 1983a). Constitui primeira citação para o Brasil.

EPITHELIACEAE

Epithelopsis fulva (G. Cunn.) Jülich, Persoonia 8(4): 457. 1976 ≡ Epithele fulva G. Cunn., Trans. of the Royal Soc of New Zealand 83: 631. 1956.

Basidioma ressupinado, membranoso bem aderido ao substrato, formando áreas irregulares, branco a ocre, 8-10 × 1-3 cm. Margem aracnóide, concolor. Contexto até 200 µm esp.; monomítico, hifas generativas hialinas, com ansas, 3-6 µm diâm. Medas presentes, até 100 µm altura. Basídios cilíndricos, mais largos na base, 25-30 × 6-8 µm, tetraesporados. Basidiósporos elipsóides a globosos, hialinos, de parede fina, lisa, 10-12 × 5-4µm.

Ilustrações: Cunningham (1963), Jülich (1976).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 19º30'57,4"S e 55º37'49,4"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP 381913).

Espécie descrita para Nova Zelândia por Cunningham (1963). Constitui primeira citação para o Brasil.

GANODERMATACEAE

Amauroderma renidens (Bres.) Torrend, Broteria, ser. bot. 18: 136. 1920 ≡ Ganoderma renidens Bres., Hedwigia 35: 380. 1896.

Descrições e ilustrações: Furtado (1981 ), Ryvarden (2004).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19,49ºS e 55,62ºW, sobre tronco caído muito decomposto, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi 31 (SP).

A espécie só era conhecida para o Estado de Santa Catarina, localidade-tipo (Furtado 1981, Ryvarden 2004).

Ganoderma brownii (Murrill) Gilbn., Mycologia 53: 405. 1962 ≡ Elfvingia brownii Murrill, Western Polypores 5: 29. 1915.

Descrição e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1986).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 25-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381326).

Espécie citada para Califórnia, Estados Unidos da América (Gilbertson & Ryvarden 1986) e sudeste da América do Sul, incluindo Brasil, sem especificação de localidade (Gottlieb et al. 2000).

Ganoderma lobatum (Schwein.) G.F. Atk., Annls mycol. 6: 190. 1908 ≡ Polyporus lobatus Schwein., Trans. Am. Phill. Soc., New Series, 4: 157. 1832.

Descrição e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1986).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'12,5"S e 55º36'40,2"W, sobre colmo de palmeiras, 25-VI2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381529); idem, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381540).

A espécie ocorre com freqüência nos Estados Unidos da América, sobre madeira de angiospermas, causando podridão branca (Gilbertson & Ryvarden 1986); citada para México e América do Sul (Montoya et al. 2003). Segundo Moncalvo & Ryvarden (1997), Ganoderma reniformis Morgan, citado para os Estados do Pará e Santa Catarina por A. C. Batista (Da Silva & Minter 1995) provavelmente é sinônimo de G. lobatum. A espécie tem sido usada com sucesso para a degradação de pentaclorofenol (Gottlieb & Wright 1999). É encontrada em região de Mata Atlântica no Brasil e vem sendo utilizado para o tratamento e detoxificação de efluentes líquidos (Machado et al. 2005).

Ganoderma lucidum (Curtis) P. Karst., Revue mycol. 3(9): 17. 1991 ≡ Boletus lucidus Curtis, Fl. Londin.: 72. 1781.

Descrições e ilustrações: Gottlieb & Wright (1999), Nunez & Ryvarden (2000).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre tronco em decomposição, 25-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381336).

A espécie é cosmopolita, sendo bem conhecida na China onde é utilizada contra tumores (Bernicchia 1990, Gilbertson & Ryvarden 1986, Guzmán 2003). Gottlieb & Wright (1999) citam a espécie para a América do Sul. No Brasil, foi citada para Pernambuco, Mato Grosso e Santa Catarina (Fidalgo 1968a, Gibertoni & Cavalcanti 2003, Loguercio-Leite et al. 2005, Góes Neto & Baseia 2006).

Ganoderma oerstedii (Fr.) Murrill, Bull. Torrey bot. Club 29: 606. 1907 ≡ Polyporus oerstedii Fr., Nova Acta Soc. Sci. Upsal. Ser. 3: 1. 1851.

Descrição e ilustrações: Ryvarden (2004).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre colmo da palmeira bacuri ou acuri (Attalea phalerata), II-2006, G.B. Soares et al. s.n. (SP381329); idem, sobre madeira em decomposição, 25-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381914).

Segundo Ryvarden (2004), Ganoderma oerstedii, cuja localidade-tipo é Costa Rica, deve estar amplamente distribuído nas regiões neotropicais. No Brasil, é citada para Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Rick 1960, como Ganoderma lobatum var. oerstedii, Loguercio-Leite et al. 2005).

GLOEOPHYLLACEAE

Gloeophyllum striatum (Sw.) Murrill, Bull. Torrey bot. Club 32: 370. 1905 ≡ Agaricus striatum Sw., Nova Genera Species Plantarum: 148. 1788.

Descrição e ilustrações: Gugliotta & Bononi (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381911).

Espécie de distribuição pantropical, ocorrendo principalmente em madeira de angiospermas, ocasionalmente em gimnospermas (Gilbertson & Ryvarden 1986); amplamente distribuída no Brasil (Gugliotta & Bononi 1999), foi citado para Mato Grosso por Fidalgo (1968a).

HYMENOCHAETACEAE

Inonotus patouillardii (Rick) Imazeki, Bulletin of the Tokyo Sci. Mus. 6: 105. 1943 ≡ Polystictus patouillardi Rick, Broteria, ser. bot. 6: 89. 1907.

Descrição e ilustrações: Ryvarden (2004).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 18-II-2006, G.B. Soares et al. s.n. (SP381510).

A espécie é cosmopolita (Ryvarden 2004), e nos Estados Unidos da América, causa podridão branca em Quercus (Gilbertson & Ryvarden 1986). No Brasil, é citada para Santa Catarina (Drechsler-Santos 2008) e descrita como freqüente no Rio Grande do Sul por Rick (1928, 1961) sobre troncos queimados.

Phellinus gilvus (Schwein.) Pat., Essay Taxonomie Hyménomycetes: 82. 1900 ≡ Boletus gilvus Schwein., Schr. naturf. Ges. Leipzig 1: 96. 1822.

Descrições e ilustrações: Soares & Gugliotta (1998) e Ryvarden (2004).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'36,5"S e 55º37'44,7"W, sobre madeira em decomposição 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381530); idem, 19º30'12,2"S e 55º36'35,2"W, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381531).

A espécie é cosmopolita (Fonsêca 1999, Ryvarden 2004). Ocorre com freqüência no Brasil, citado para os Estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Goiás (Fidalgo 1968a, Sousa 1980, Sotão et al. 2002), Rio Grande do Norte, Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba (Gibertoni 2004, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006) São Paulo (Jesus 1993, Soares & Gugliotta 1998, Fonseca 1999), Rio Grande do Sul (Silveira & Guerrero 1991).

Phellinus melleoporus (Murrill) Ryvarden, Mycotaxon 23: 177. 1985 ≡ Fomitoporella melleopora Murrill,N. Amer. Fl. 9: 13. 1907.

Descrição e ilustrações: Ryvarden (2004).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre pimenteira, em mata ciliar do rio Correntoso, 19º30'43,6"S e 55º37'47,8"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381912).

A espécie ocorre nas Américas, inclusive América do Sul (Gilbertson & Ryvarden 1987, Ryvarden 2004). Citado para o Brasil para a Paraíba, Rio Grande do Norte e Bahia (Góes Neto et al. 2000, Gibertoni 2004, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006).

Phylloporia ribis (Schumach.) Ryvarden, Grundr. Krauterk. 2: 371. 1978 ≡ Boletus ribis Schumach., Enum. pl. 2: 386. 1803.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987), Nunez & Ryvarden (2000).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19,49ºS e 55,62ºW, sobre tronco de angico caído, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. 32 (SP).

A espécie é cosmopolita (Bernicchia 1990). No Brasil foi citada para os Estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Goiás (Sousa 1980, como Phellinus ribis (Schum. ex Fr.) Quél.) e de São Paulo (Fidalgo & Fidalgo 1957, Fidalgo et al. 1965, ambos como Phellinus ribis) e, especificamente neste Estado, para a Ilha do Cardoso (Bononi 1979, como Phellinus ribis).

HYPHODERMATACEAE

Hypochnicium sphaerosporum (Höhn. & Litsch.) J. Erikss., Symb. bot. upsal. 16: 101. 1958 = Peniophora sphaerospora Höhn. & Litsch., Sber. Akad. Wiss. Wien, Math.-naturw. Kl. 115: 1600. 1906.

Descrições e ilustrações: Cunningham (1963), Eriksson & Ryvarden (1976).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 18-VIII-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381915).

A espécie apresenta ampla distribuição, sendo citada para o Norte da Europa (Eriksson & Ryvarden 1976), América do Norte, África do Sul e Nova Zelândia (Cunningham 1963, como Corticium punctulatum Cooke). No Brasil foi citada para São Paulo (Jesus 1993).

Hypochnicium vellereum (Ellis & Cragin) Parmasto, Conspectus Systematis Corticiacearum: 116. 1968 ≡ Corticium vellereum Ellis & Cragin, Bulletin of the Washburn Coll. Lab. Nat. Hist. 1: 66. 1885.

Basidioma ressupinado, membranáceo, branco a rosado, 0,1-0,2 mm esp. Superfície himenial lisa a pulverulenta; margem fibrilosa concolor. Sistema hifálico monomítico; hifas generativas com ansas, parede fina ou pouco espessada, 3-5 µm diâm. Basídios tubulares, levemente sinuosos, 50-60 × 6 µm, tetraesporados. Basidiósporos globosos, hialinos, parede espessa, cianófilos, 7-8µm diâm. Conídios presentes, globosos, parede espessada (2 µm), intercalares ou terminais, 8-10 × 6-8 µm.

Ilustrações: Eriksson & Ryvarden (1976).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19,49ºS e 55,62ºW, sobre tronco muito podre, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381538).

A espécie ocorre na Dinamarca, Suécia (Eriksson & Ryvarden 1976) e Itália (Bernicchia 2000), estando na lista de espécies ameaçadas da Dinamarca. Esta é a primeira citação para o Brasil.

LACHNOCLADIACEAE

Lachnocladium brasiliense (Lév.) Pat., Bull. Torrey bot. Club 29: 572. 1902 ≡ Eriocladus brasiliensis Lév., Suppl. Lich., Paris 5: 108. 1846.

Descrições e ilustrações: Burt (1919), Corner (1970).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre restos vegetais muito decompostos, 25-II-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381896).

A espécie ocorre nas Américas Central e do Sul; no Brasil, citada para os Estados da Bahia (localidadetipo, Burt 1919), São Paulo e Rio Grande do Sul (Bononi 1980).

Stalpers (1996) considera que esse gênero precisa revisão. Gibertoni et al. (2003) cita Lachocladium weinfurtianum P. Henn. para o nordeste do Brasil, espécie não reconhecida como sinônimo no Index Fungorum.

MARASMIACEAE

Oudemansiella canarii (Jungh.) Höhn., Akad. Wiss. Wien Math.-Naturw. Kl. 118: 276. 1909 ≡ Agaricus canarii Jungh., Batav. Geroot. Kunst. Wetens. Verh. 17: 82. 1838.

Descrição e ilustrações: Capelari & Gugliotta (2005).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'S e 55º37'W, sobre tronco em decomposição, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381322).

Espécie de distribuição Pantropical (Pegler 1997), citada para Venezuela (Dennis 1970), Argentina (Singer & Digilio 1952) e Brasil, nos Estados do Amazonas, Rondônia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul (Putzke & Pereira 1988, Capelari 1989, Capelari & Gugliotta 2005).

MERULIACEAE

Gloeoporus thelephoroides (Hook.) G. Cunn., Bull. N. Z. Dept. Sci. Industr. Res. 164: 111. 1965 ≡ Boletus thelephoroides Hook., Syn. pl. 1: 10. 1822.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1986), Corner (1989).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º32'10'7"S e 56º36'33,6"W, sobre tronco em decomposição, 24VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381546); idem, 18-VIII-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381894).

A espécie apresenta distribuição pantropical (Gilbertson & Ryvarden 1986); no Brasil, é citada para Amazonas, Mato Grosso e Santa Catarina (Fidalgo 1968a, Corner 1989, Drechsler-Santos 2008).

Mycoaciella bispora (Stalpers) J. Erikss. & Ryvarden, Corticiaceae of North Europe 5: 901. 1978 ≡ Resinicium bisporum Stalpers, Persoonia 9: 145. 1976 ≡ Phlebia bispora (Stalpers) Nakasone, Mycotaxon 84: 481. 2002.

Basidioma ressupinado, creme a ocráceo, fino, até 2 mm esp. Superfície himenial hidnóide, dentes até 2 mm compr.; margem concolor à superfície. Sistema hifálico dimítico; hifas generativas com ansas, parede fina, 2-3µm diâm, hifas esqueléticas com parede espessa, 2-3 µm diâm. Presença de cristais no contexto. Cistídios presentes, cilíndricos, com ápice dilatado, arredondado e coberto por material resinoso amarelado, 20-30 × 4-5 µm. Basídios clavados, 15-20 × 3-4 µm, tetraesporados. Basidiósporos elipsóides a cilíndricos, parede lisa, 4-5 × 2,5-3 µm.

Ilustrações: Eriksson et al. (1978), Nakasone (2002).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'34,8"S e 55º37'45,9"W, sobre tronco em decomposição 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381541).

A espécie ocorre nos Estados Unidos da América (Nakasone 2002) e Europa (Eriksson et al. 1978, Nakasone 2002). Esta é a primeira citação de ocorrência no Brasil.

PLEUROTACEAE

Pleurotus agaves Dennis, Kew Bull., Addit. Ser. 3: 466. 1970.

Basidioma pileado, flabeliforme, lateralmente subestipitado, carnoso, branco, 2 × 2 cm. Superfície himenial lamelar, branca. Queilocistídios cilíndricos a ventricosos, parede fina, 25-30 × 8-10µm. Pleurocístidios ausentes. Sistema hifálico monomítico; hifas generativas com ansas, parede fina, 3-4µm diâm. Basídios clavados, 15-20 × 5-8µm, tetraesporados. Basidiósporos oblongos, hialinos, parede lisa, 7-8 × 3-3,5 µm.

Ilustrações: Dennis (1970).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 30-IX-2006, A.K.M. de Oliveira s.n. (SP381899).

Espécie conhecida para a Venezuela (Dennis 1970). Esta é a primeira citação para o Brasil.

POLYPORACEAE

Coriolopsis polyzona (Pers.) Ryvarden, Norw. Jl. Bot. 19: 230. 1972 ≡ Polyporus polyzonus Pers. in Gaudicheau, Voyage. Autour du. Monde: 170. 1827.

Descrições e ilustrações: Ryvarden & Johansen (1980), Fonsêca (1999), Guzmán (2003).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 18-VIII-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381655).

A espécie apresenta distribuição pantropical; citada no Brasil para os Estados de Pernambuco (Cavalcanti 1979, como Coriolus occidentalis (Sw.:Fr.) Kreisel), Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina (Fonsêca 1999, Gerber & Loguercio-Leite 2000).

Hexagonia hydnoides (Sw.) M. Fidalgo, Mem. N. Y. bot. Gdn. 17: 64. 1968 ≡ Boletus hydnoides Sw., Fl. Ind. Occid. 3: 1942. 1806.

Descrições e ilustrações: Fidalgo (1968b), Gugliotta & Bononi (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, I-2006, G.B. Soares et al. s.n. (SP381323); idem, I-2006, G.B. Soares et al. s.n. (SP381324); idem, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381325); idem, 19º30'34,9"S e 55º37'45,5"W, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381916); idem, 19º30'9,8"S e 55º36'42,7"W, sobre madeira em decomposição, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381527); idem, 19º30'11,4"S e 55º36'9,8"W, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381528).

Espécie de distribuição pantropical e freqüente em áreas semi-áridas e savanas. Está amplamente distribuída no Brasil, citada para os Estados do Amazonas, Roraima, Rondônia, Maranhão, em manguezais, Pará, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Fidalgo 1968b, Capelari & Maziero 1988, Vinha 1988, Loguercio-Leite & Wright 1991, Jesus 1996, Gugliotta & Bononi 1999, Ryvarden & Meijer 2002, Sotão et al. 2002, Sotão et al. 2003, Xavier-Santos 2003, Gibertoni 2004, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006, Meijer 2006).

Hexagonia variegata Berk., Ann. Mag. nat. Hist., Ser. 2, 9: 196. 1852.

Descrições e ilustrações: Fidalgo (1968b), Gugliotta & Bononi (1999), como Hexagonia papyracea Berk., atualmente colocado em sinonímia.

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, II-2006, G.B. Soares et al. s.n. (SP381320); idem, madeira em decomposição, 25-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381545); idem, 19º30'43,6"S e 55º37'47,8'W, 24III-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381917); idem, 18-VIII-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381918).

A espécie apresenta distribuição pantropical e está amplamente distribuída no Brasil, citada como Hexagonia papyracea, para Amazonas, Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Fidalgo 1968b, Gugliotta & Bononi 1999, Ryvarden & Meijer 2002, Xavier-Santos 2003, Gibertoni 2004, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006, Meijer 2006).

Lentinus concavus (Berk.) Corner, Beih. Nova Hedwigia 69: 30. 1981 ≡ Panus concavus Berk., Ann. Mag. nat. Hist., Ser. 2, 9: 194. 1852.

Basidioma pileado estipitado Píleo fino e firme, convexo-depresso, infundibuliforme. Superfície abhimenial lisa, creme a castanha. Superfície himenial lamelar, lamelas decurrentes, creme, até 2 mm espessas, com lamélulas; margem inteira. Estipe delgado, cilíndrico, ligeiramente excêntrico, sólido, branco, estriado, glabro, 4 × 2 mm. Véu parcial presente, submembranoso. Contexto fino, branco dimítico; hifas generativas com ansas, pouco ramificadas, parede fina, 2-5 µm diâm.; hifas esqueléticas pouco ramificadas, parede pouco espessada, 4-10 µm diâm. Queilocistidios clavóides, hialinos, parede fina, 15-25 × 3-5 µm. Basídios clavados, 14-15 × 4-5 µm tetraesporados, esterigmas curtos. Basidiósporos cilíndricos, hialinos, 6-7 × 1,5-2,5 µm.

Ilustrações: Pegler (1983b).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 26-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381327)

Espécie de ocorrência na América tropical, já citada para Cuba, Peru, Republica Dominicana, Trinidad e Venezuela (Pegler 1983b). Esta é a primeira citação específica para o Brasil.

Lentinus crinitus (L.) Fr., Nov. Symb Myc.: 34. 1825 ≡ Agaricus crinitus L., Sp. pl., Edn. 2, 2: 1644. 1763.

Descrições e ilustrações: Pegler (1983b), Fonsêca (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'46,8"S e 55º37'47,6"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP 381920); idem, 18-VIII-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381919).

A espécie apresenta distribuição pantropical, encontrada do México até a Argentina. Possui ampla distribuição no Brasil (Fidalgo 1968a, Capelari & Maziero 1988, Pegler 1997, Fonsêca 1999, Sotão et al. 2002, Gibertoni 2004, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006).

Lentinus swartzii Berk., J. Bot., London 2: 632. 1843.

Descrição e ilustrações: Pegler (1983b).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 30-IX-2006, A.K.M. de Oliveira s.n. (SP381921).

A espécie ocorre na América Central e América do Sul (Dennis 1970, como L. nicoatianus Berk., Pegler 1983b, 1997). No Brasil foi citada para os Estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Pegler 1983b, 1997).

Nigroporus macroporus Ryvarden & Iturr., Mycologia 95: 1070. 2003.

Basidioma anual a perene, pileado séssil a subestipitado, 5 × 8 cm, até 1 cm esp., coriáceo a rígido. Superfície abhimenial glabra, castanhoescura a preta, sulcada. Superfície himenial poróide, castanho-escura, 1-2 poros/mm; tubos 5-7 mm compr. Contexto castanho-escuro com fina cutícula ou zona preta próxima ao substrato. Sistema hifálico dimítico; hifas generativas com ansas, hialinas 1,5-3 µm diâm.; hifas esqueléticas castanho-claras, parede espessada a sólida, 3-6 im diâm. Basídios clavados, 5-7 × 10-15 µm, tetraesporados. Basidiósporos cilíndricos, hialinos, parede fina, lisa, 5-6 × 1,8-2 im. Cistídios presentes, filiformes, 2-6 im diâm. e até 2 vezes a altura dos basídios.

Ilustrações: Ryvarden & Iturriaga (2003).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre tronco em decomposição, 25-III-2006, A.K.M. Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381520).

Espécie citada para a Venezuela (Ryvarden & Iturriaga 2003). Esta é a segunda anotação de ocorrência da espécie e a primeira para o Brasil.

Perenniporia martii (Berk.) Ryvarden, Norw. Jl. bot. 19: 143. 1972 ≡ Polyporus martius Berk., Hooker's J. Bot. 8: 198. 1856.

Descrições e ilustrações: Teixeira (1 948), Ryvarden & Johansen (1980).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre tronco em decomposição, 23-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381521).

A espécie apresenta distribuição pantropical (Ryvarden & Johansen 1980) e no Brasil foi citada para Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Teixeira 1948, como Fomitopsis honodermus (Mont.) Singer, Gonçalves & Loguercio-Leite 2001, Gibertoni 2004).

Polyporus tenuiculus (P. Beauv.) Fr., Syst. mycol. 1: 344. 1821 ≡ Favolus tenuiculus P. Beauv., Fl. Oware 1: 74. 1806.

Descrições e ilustrações: Nunez & Ryvarden (1995), Silveira & Wright (2005).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira, causando podridão branca 19º31'4,9"S e 55º38'0,8"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381922).

A espécie, que apresenta distribuição pantropical (Fonseca 1999), é comum no Brasil, citada para os Estados do Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Bahia, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul (Singer 1961, como Polyporus dermoporus Pers., Fidalgo 1974, Corner 1984, como Polyporus brasiliensis (Fr.) Corner, Capelari & Maziero 1988, como F. brasiliensis, Sotão et al. 1997, 2002, Fonseca 1999, Góes Neto 1999, Gugliotta & Bononi 1999, Gonçalves & Loguercio-Leite 2001, Ryvarden & Meijer 2002, Gibertoni & Cavalcanti 2003, Góes Neto et al. 2003, Gibertoni et al. 2004, Silveira & Wright 2005, Góes Neto & Baseia 2006, Silva & Gibertoni 2006, Xavier-Santos 2003).

Pycnoporus sanguineus (L.) Murrill, Bull. Torrey bot. Club 31: 421. 1904 ≡ Boletus sanguineus L., Sp. pl., Edn 2: 1646. 1763.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987), Gugliotta & Bononi (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'35,8"S e 55º37'45,1"W, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP 381923); idem, 18-VIII-2006, A.K.M. Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381924).

A espécie apresenta distribuição pantropical (Ryvarden & Johansen 1980) e está amplamente distribuída no Brasil, citada para o Pará, Alagoas, Paraíba, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Loguercio-Leite & Wright 1991, Silveira & Guerrero 1991, Gugliotta & Bononi 1999, Sotão et al. 2002, Xavier-Santos 2003, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006, Meijer 2006). Tem sido utilizada na produção de enzimas como a alfa-amilase e na degradação de corantes utilizados na indústria têxtil (Bononi & Grandi 1998).

Trametes cubensis (Mont.) Sacc., Syll. fung. 9: 198. 1891 ≡ Polyporus cubensis Mont., Annls. Sci. Nat., Bot. sér. 2, 8: 364. 1837.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987), Gugliotta & Bononi (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'36"S e 55º37'46,5"W, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381925); idem, 19,49ºS e 55,62ºW, sobre madeira em decomposição, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381537).

Espécie com distribuição neotropical (Gilbertson & Ryvarden 1987). No Brasil, foi citada para os Estados do Amazonas, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Paraná sobre Pinus sp., Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Loguercio-Leite & Wright 1991, Gugliotta & Bononi 1999, Ryvarden & Meijer 2002, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006).

Trametes subectypus (Murrill) Gilbn. & Ryvarden, N. Amer. Polyp. 2: 758. 1987 ≡ Coriolus subectypus Murrill, N. Amer. Fl. 9: 22. 1907.

Basidioma anual, pileado séssil a subestipitado, aplanado, coriáceo a rígido, 8 × 8 × 0,5 cm. Superfície abhimenial branca a creme, azonada ou fracamente zonada, com zonas velutinosas e glabras. Superfície himenial poróide, branca a creme, poros angulares, 5-7 poros/mm; tubos de 4 mm compr. Contexto branco, fino, 1 mm espesso. Sistema hifálico trimítico, hifa generativas com ansas, hialinas, 2-4µm diâm.; hifas esqueléticas abundantes, parede espessada, 2-8µm diâm.; hifas conectivas tortuosas, muito ramificadas, sólidas, 2-5 µm diâm. Basídios clavados, 10-12 × 4-5 µm, tetraesporados. Basidiósporos cilíndricos, hialinos, parede lisa, 3,5-5 × 1-2µm.

Ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'12,3"S e 55º36'8,1"W, sobre tronco em decomposição, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381542).

Esta espécie ocorre nos Estados Unidos da América causando podridão branca em angiospermas (Gilbertson & Ryvarden 1987). Esta é a primeira citação para o Brasil.

Trametes villosa (Sw.) Kreisel, Monografia Ciencias, Univ. Habana, Ser. 4, 16: 84. 1971 ≡ Boletus villosus Sw., Fl. Ind. Occid. 3: 1923. 1806 ≡ Polyporus villosus Fr., Syst. Mycol. 1: 344. 1821.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987), Gugliotta & Bononi (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19,49ºS e 55,62ºW, sobre madeira em decomposição, 25-VI2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381547).

Espécie de distribuição neotropical e comum no Brasil. Citada para os Estados de Roraima Amapá, Bahia, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (Sotão et al. 1991, Jesus 1996, Fonseca 1999, Gibertoni et al. 2004, Góes Neto & Baseia 2006, Meijer 2006).

Trichaptum perrottetii (Lév.) Ryvarden, Norw. Jl. Bot. 19: 237. 1972 ≡ Trametesperrottetii Lév., Annls. Sci. Nat., Bot. sér.3, 2: 195. 1844.

Descrição e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, 25-III-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381321).

A espécie já foi citada para as Américas, dos Estados Unidos da América (Flórida) até a Argentina, incluindo o Brasil, Pernambuco (Gilbertson & Ryvarden 1987, Gibertoni et al. 2004).

Tyromyces fumidiceps G.F. Atk., Annls. mycol. 6: 61. 1908.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1987), Fonseca (1999).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre tronco em decomposição, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381334).

A espécie é rara na Europa, citada para os Estados Unidos da América, Canadá e, no Brasil, para o Estado de São Paulo, na Reserva Biológica de Paranapiacaba (Fonseca 1999, como Tyromyces pseudolacteus Murrill, hoje colocado em sinonímia).

PSATHYRELLACEAE

Psathyrella murrillii A.H. Sm., Mem. N. Y. bot. Gdn. 24: 287. 1972.

Descrições e ilustrações: Smith (1972), Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, no solo, 19º30'34,8"S e 55º37'45,9"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381900).

A espécie ocorre na América tropical (Pegler 1997), sendo comum em Martinica e Cuba (Pegler 1983a). No Brasil, citada para o Estado de São Paulo (Pegler 1997).

SCHIZOPHYLLACEAE

Schizophyllum commune Fr., Observ. mycol. 1: 103. 1815.

Descrição e ilustrações: Silva & Gibertoni (2006).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30' 12"S e 55º36'40"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381902); idem, 19º30'33,9"S e 55º37'45"W, 24III-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381901).

A espécie é cosmopolita e comum no Brasil sobre cercas e pontes de madeira (Guerrero & Homrich 1983, Sotão et al. 1997, 2003, Fonseca 1999, Gibertoni & Cavalcanti 2003, Xavier-Santos 2003, Meijer 2006, Góes Neto & Baseia 2006, Silva & Gibertoni 2006).

SCHIZOPORACEAE

Echinoporia aculeifera (Berk. & M.A. Curtis) Ryvarden, Mycotaxon 20: 330. 1984 ≡ Trametes aculeifera Berk. & M.A. Curtis, J. Linn. Soc., Bot.10: 319. 1868.

Descrições e ilustrações: Ryvarden (1984), Silveira & Guerrero (1991).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'10,1"S e 55º36'41,5"W, sobre madeira em decomposição, 26VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381536).

Espécie de distribuição neotropical, ocorre da Flórida ao Brasil (Gilbertson & Ryvarden 1986). No Brasil, citada para os Estados da Bahia (Góes Neto 1999), São Paulo (Fonseca 1999) e Rio Grande do Sul (Silveira & Guerrero 1991).

SISTOTREMATACEAE

Trechispora regularis (Murrill) Liberta, Can. J. Bot. 51: 1878. 1973 ≡ Poria regularis Murrill, Mycologia 12: 87. 1920.

Descrições e ilustrações: Gilbertson & Ryvarden (1986), Silveira & Guerrero (1991).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º49'S e 55º 62'W, sobre tronco queimado, 25-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381539).

A espécie ocorre em zonas temperadas e tropicais, citada para África, Estados Unidos da América, Jamaica, Costa Rica, Antilhas, Guiana Francesa, Brasil, no Rio Grande do Sul, Argentina, e Paraguai (Silveira & Guerrero 1991).

STEREACEAE

Stereum ostrea (Blume & T. Nees) Fr., Epicr. Syst. mycol.: 547. 1838 ≡ Thelephora ostrea Blume & T. Nees, Nova Acta Phys.-Med. Acad. Caes .Leop.Carol. Nat. Cur. 13: 13. 1826.

Descrições e ilustrações: Burt (1920), Teixeira (1945), Fonseca (1999, como Stereum australe Lloyd, considerada sinônimo).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira em decomposição, II-2006, G.B. Soares et al. s.n. (SP381543).

Espécie de distribuição pantropical e citada para Trinidad e Tobago, Guiana, Colômbia e Venezuela (Dennis 1970). Ocorre no Brasil, sendo citado para os Estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná (Teixeira 1945, Jesus 1993, Fonseca 1999, Gibertoni & Cavalcanti 2003, Gibertoni et al. 2006, Góes Neto & Baseia 2006, Meijer 2006). Registros recentes na internet apontam sua presença na Nova Zelândia e China onde ela é utilizada na alimentação (http://www.nzfungi.landcareserch.co.nz, acesso em 12.12.2006 e http://www.engine.cqvip.com, acesso em 12.12.2006). Não foram encontradas publicações confirmando a informação.

STROPHARIACEAE

Hypholoma trinitense (Dennis) Pegler, Kew Bull., Addit. Ser. 9: 509. 1983 ≡ Pholiota trinitensis Dennis, Kew Bull., Addit. Ser. 3: 467. 1970.

Descrição e ilustração: Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'34,8"S e 55º37'43,9"W, em solo muito arenoso, nas margens do Rio Correntoso, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381903).

Espécie de ocorrência na América tropical, citada para Martinica, Trinidad e no Brasil, para o Estado de São Paulo (Pegler 1997). Segundo Pegler (1983a), Nematoloma amazonicum Singer, descrito para o Brasil, é sinônimo de Hypholoma trinitense.

Pholiota polychroa (Berk.) A.H. Sm. & H.J. Brodie, Bot. Gaz. 96: 533. 1935 ≡ Agaricus polychrous Berk., J. Bot., London 6: 313. 1847.

Basidioma pileado estipitado; píleo carnoso, convexo com largo umbo, castanho-alaranjada, glabro, víscido, 5 cm diâm. Superfície himenial lamelar, lamelas aderidas ao estipe, ligeiramente decurrentes, com lamélulas ocre. Estipe cilíndrico, sólido, 4 × 0,6 cm, fibroso, superfície castanho-amarelada, mais escura na base. Véu parcial flocoso, efêmero. Trama da lamela regular. Sistema hifálico monomítico, hifas generativas com ansas, hialinas, infladas, 5-20µm diâm. Queilocístidios fusóides com ápice obtuso, hialinos, parede fina, 25-40 × 10-20µm. Pleurocístidios fusóideventricosos, pedicelados, com conteúdo refratório castanho-amarelado, parede fina, 45-60 × 10-15µm. Basídios clavados, 20-22 × 6-7 µm, tetraesporados. Basidiósporos elipsóides a amigdaliformes, ócre, parede espessa, lisa, com poro de germinação.

Ilustrações: Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º31'0,4"S e 55º38'0,5"W, sobre madeira em decomposição, nas margens do rio Correntoso, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381904).

Pegler (1983a) relatou a ocorrência da espécie em Ohio, nos Estados Unidos da América e em Martinica, na América Central. Esta é a primeira citação para o Brasil.

Psilocybe venezuelana Dennis, Kew Bull. 15: 137. 1961.

Descrições e ilustrações: Guzmán (1983), Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre serapilheira, 30-IX-2006, A.K.M. de Oliveira s.n. (SP381905).

A espécie ocorre na América tropical (Pegler 1997), sendo citada para Martinica, Guadalupe, Venezuela (Dennis 1970) e no Brasil, para o Estado de São Paulo (Pegler 1997).

Psylocybe zapotecorum Heim emend. Guzmán var. ramulosum Guzmán & Bononi, Mycotaxon 19: 346. 1984.

Descrição e ilustrações: Guzmán et al. (1984).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, às margens de lagoa, 30-IX-2006, A.K.M. de Oliveira s.n. (SP381906).

Esta variedade foi descrita para o Estado de São Paulo (Guzmán et al. 1984), sendo o Pantanal a segunda localidade.

THELEPHORACEAE

Thelephora griseozonata Cooke, Grevillea 19: 104. 1891.

Descrições e ilustrações: Cunningham (1963), Corner (1968).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, em solo arenoso, 18-VIII-2006, A.K.M. de Oliveira & J.R. Quevedo s.n. (SP381926).

Espécie de ocorrência na América do Norte e Nova Zelândia (Cunningham 1963, Corner 1968). No Brasil, foi encontrada no Parque Estadual da Ilha do Cardoso no Estado de São Paulo (Bononi 1979).

TRICHOLOMATACEAE

Collybia bakeri Dennis, Kew Bull., Addit. Ser. 3: 465. 1970.

Basidioma pileado estipitado; píleo campanulado a convexo, com umbo, 1,5-4 cm diâm. Superfície abhimenial canela a castanho-rosada, higrófana, glabra, sulcada. Superfície himenial lamelar, lamelas adnexo-adnatas, esbranquiçadas a creme, com lamélulas de 2 comprimentos. Estipe cilíndrico, 1,5-7 × 1-4 cm, micélio basal, liso, concolor à superfície abhimenial a mais escuro. Contexto castanho, até 1 mm espesso. Trama da lamela regular; hifas hialinas, 4-8 µm diâm. Queilocístidios cilíndricos, sinuosos, hialinos,parede fina, 22-35 × 2-4 µm. Pleurocístidios ausentes. Basídios clavados, 16-18 × 4-5 µm, tetraesporados. Basidiósporos elipsóides, hialinos, parede fina, geralmente unigutulado.

Ilustrações: Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, em solo, vários basidiomas agrupados, nas margens do Rio Correntoso, 19º31'0,4"S e 55º38'0,5"W, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381907).

Espécie com referência para Martinica e Trinidad (Dennis 1970). Esta é a primeira citação da espécie para o Brasil.

Collybia neotropica Singer, Sydowia 15: 54. 1961.

Descrição e ilustração: Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre madeira de leira, 19º31,4'6"S e 55º38'0,9"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381908).

A espécie ocorre na América tropical e América do Sul (Pegler 1997), citado para Martinica e Trinidad (Pegler 1983a) sobre folhas de coqueiros. No Brasil, relatada para o Estado de São Paulo (Pegler 1997).

Mycena inclinata (Fr.) Quél., Champignons Jura Vosges: 105. 1872 ≡ Agaricus inclinatus Fr., Epicr. Syst. mycol.: 107. 1838.

Descrição: Rick (1961), Smith (1947).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º31'4,6"S e 55º38'0,9"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381909).

Espécie com referência para Europa e Estados Unidos da América (Smith 1947, Robich 2006). No Brasil, citado para o Estado do Rio Grande do Sul e Paraná (Rick 1961, Maas-Geesteranus & Meijer 1995).

Mycena parabolica (Fr.) Quél., Champignons Jura Vosges: 242. 1872 ≡ Agaricus parabolicus Fr., Epicr. Syst. mycol.: 107. 1838.

Basidioma pileado estipitado; píleo cônicocampanulado, às vezes com pequeno umbo no centro, 1,5-2,5 cm diâm. Superfície abhimenial castanhofusca-acinzentada a quase preta, higrófana, sulcada, glabra. Lamelas adnatas, decurrentes, acinzentadas, com lamélulas de 2 comprimentos; margem irregular. Estipe cilíndrico, sólido a oco, concolor à superfície abhimenial a mais claro, glabro, com ápice fibrilosopruinoso, 2,5-4 × 0,2-0,3 cm. Contexto fino, cinzaescuro; hifas hialinas, com ansas, 7-17 µm diâm. Trama da lamela regular. Queilocistídios clavados a piriformes, hialinos, 15-30 × 7-15 µm. Pleurocístidios ausentes. Basídios clavados, 15-20 × 6-8 µm, tetraesporados. Basidiósporos ovóides a cilíndricos, hialinos, amilóides, parede fina, 8-10 × 5-7 µm.

Ilustrações: Dennis (1951).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, sobre serapilheira, II-2006, GB. Soares et al. s.n. (SP381330).

A espécie é cosmopolita, citada para Venezuela (Dennis 1970) e ocorrendo em terras úmidas, na região dos lagos americanos de Seattle, no Estado de Washington, Estados Unidos da América, em ambiente alagado como o pantanal (Bessette et al. 1996). Esta é a primeira citação para o Brasil.

Nothopanus hygrophanus (Mont.) Singer, Kew Bull. 23: 247. 1949 ≡ Panus hygrophanus Mont., Annls. Sci. Nat., Bot. sér. 4, 1: 122. 1854.

Basidioma pileado estipitado; píleo reniforme a flabeliforme, 1-3,5 cm diâm. Superfície abhimenial esbranquiçada, com manchas castanho-vináceas próximas à base, higrófana, fibrilosa. Lamelas decurrentes,concolores à superfície abhimenial, com lamélulas de 2 comprimentos. Estipe excêntrico, robusto, com manchas marrom-avermelhadas na base 1-10 × 1-6 mm. Contexto fino, branco; hifas hialinas, com ansas, 3-9µm diâm. Trama da lamela regular a suregular. Queilocistídios ausentes. Pleurocístidios ausentes. Basídios clavados, 14-20 × 3-4µm, tetraesporados. Basidiósporos elipsóides, hialinos, parede fina, lisa, 3,5-5,5 × 2,5-3µm.

Ilustrações: Pegler (1969, 1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, nas margens do Rio Correntoso, sobre madeira em decomposição, 19º30'43,6"S e 55º37'47,8"W, 24-III-2006, V.L.R. Bononi s.n. (SP381910).

A espécie tem distribuição pantropical; citada para África e vários países da América Central (Pegler 1969, 1983a). Esta é a primeira citação para o Brasil.

Tricholomopsis tropica Dennis, Trans. Br. mycol. Soc. 34: 475. 1951.

Basidioma pileado estipitado, píleo convexo, ligeiramente depresso no centro, 3 cm diâm. Superfície abhimenial amarela, com escamas escuras. Superfície himenial lamelar; lamelas adnatas, castanho-canela, com lamélulas; margem denteada. Estipe cilíndrico, oco, amarelo-claro, longitudinalmente estriado, com escâmulas castanhas. Trama da lamela regular. Sistema hifálico monomítico, hifas generativas hialinas, com ansas, 3-15 µm diâm. Queilocístidios piriformes, hialinos, parede fina, 30-50 × 10-25µm. Gloeocistídios abundantes, sinuosos a constritados, hialinos, conteúdo refratário, 50-60 × 3-6 µm. Basídios clavados, 25-30 µm, tetraesporados. Basidiósporos subglobosos, hialinos, parede lisa fina, 4-5 × 3,5-5µm.

Ilustrações: Dennis (1951), Pegler (1983a).

Material examinado: BRASIL. MATO GROSSO DO SUL: Rio Negro, Pantanal do Rio Negro, 19º30'7,9"S e 55º36'41,9"W, sobre tronco em decomposição, 24-VI-2006, V.L.R. Bononi et al. s.n. (SP381534).

Espécie de ocorrência em regiões tropicais e subtropicais (Pegler 1983a). Esta é a primeira citação da espécie para o Brasil.

Como a área do pantanal é pouco estudada os autores esperavam encontrar grande número de espécies novas, o que não ocorreu. A maioria das espécies já era conhecida de outras localidades do Brasil, ou de países vizinhos, em ambientes de cerrado, mata tropical úmida ou mesmo áreas alagadas como o chaco paraguaio. Essa observação confirma propostas de estudos florísticos que consideram o pantanal um ambiente de transição com representantes de outros ecossistemas que o circundam.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem a Fundação Manoel de Barros pelo auxílio para a realização do trabalho e ao Dr. Leif Ryvarden, University of Oslo, pelas identificações de Perenniporia martii e Nigroporus macroporus.

 

Literatura citada

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Recebido: 12.07.2007; aceito: 01.10.2008

 

 

* Autor para correspondência: vbononi@uol.com.br

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