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Hoehnea

On-line version ISSN 2236-8906

Hoehnea vol.39 no.1 São Paulo Mar. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S2236-89062012000100009 

ARTIGOS

 

Caracterização florística, fitossociológica e fenológica de trepadeiras de mata ciliar da Fazenda Campininha, Mogi Guaçu, SP, Brasil

 

Floristic, phytosociological and phenology of climbers riparian of "Fazenda Campininha", Mogi Guaçu, São Paulo State, Brazil

 

 

Sergio Romaniuc Neto*; José Vanderlei Godoi; Berta Lúcia Pereira Villagra; Renata Jimenez de Almeida-Scabbia; Maria Margarida da Rocha Fiuza de Melo

Instituto de Botânica, Centro de Pesquisa em Plantas Vasculares, Núcleo de Pesquisa Curadoria do Herbário, Caixa Postal 68041, 04045-972 São Paulo SP, Brasil

 

 


RESUMO

O presente trabalho objetivou inventariar o componente de trepadeiras por meio de estudos florísticos, fitossociológicos e aspectos fenológicos em trecho de Mata Ciliar na Estação Ecológica da Fazenda Campininha de Mogi Guaçu (22º10'43"-22º18'19"S e 47º08'05"-47º11'34"W). No estudo florístico foram coletadas 89 espécies, distribuídas em 54 gêneros, pertencentes a 25 famílias. O estudo quantitativo amostrou 43 espécies com os maiores valores de importância para Adenocalymma bracteatum, Forsteronia australis e Banisteriopsis nummifera. As trepadeiras lenhosas representaram 65,1% do total de espécies amostradas e as herbáceas, 34,8%, ambas com senescência dos frutos mais acentuada no meio da estação seca (junho). A adaptação volúvel foi a mais frequente, ocorrendo em 42,7% das espécies. A escolha da área amostral e do diâmetro à altura da base, maior ou igual a 0,2 cm foram importantes para indicar que o tamanho da amostragem, embora reduzido, foi significativo para mostrar a diversidade de espécies (H' = 2,72 nats ind-1) e podem ser usadas na indicação de áreas perturbadas ou conservadas.

Palavras-chave: lianas, mata ripária, Mogi Guaçu


ABSTRACT

This study aimed to inventory component of climbing plants by studying floristic, phytosociological and phenology on a stretch of riparian vegetation of the Estação Ecológica of Fazenda Campininha, Mogi Guaçu, São Paulo State, Brazil (22º10'43"-22º18'19"S e 47º08'05"-47º11'34" W). In a floristic study were collected from 89 species belonging to 54 genera within 25 families. The quantitative study sampled 43 species with the highest values of importance to Adenocalymma bracteatum, Forsteronia australis and Banisteriopsis nummifera. The woody climbers accounted for 65.1% of total species and herbaceous plants, 34.8%, both with fruit senescence in the middle of the dry season (June). Adaptation twining was the most frequent, occurring in 42.7% of the species. The choice of sample area and the inclusion diameter >0,2 cm above the soil were important to indicate that although the sample size was reduced significantly to show the diversity of species (H' = 2.72 nats ind-1) and can be used in the indication of disturbed or preserved areas.

Key words: lianas, Mogi Guaçu, riparian forest


 

 

Introdução

A alta diversidade de plantas de hábito trepador em florestas tropicais, particularmente aquelas fragmentadas ou perturbadas, tem chamado a atenção por constituírem um componente que contribui significativamente na composição e estrutura das sinúsias florestais (Barros et al. 2009, Santos et al. 2009, Rubim et al. 2010).

O conhecimento das trepadeiras na estrutura das florestas tropicais avançou satisfatoriamente na última década, mas ainda há uma necessidade de obter-se mais informações sobre sua importância ecológica nos biomas brasileiros (Gentry 1982, 1985, Putz 1984, Whitmore 1990, Putz & Mooney 1991, Villagra & Romaniuc Neto 2010). No Brasil, os trabalhos para essa forma de vida abordam, principalmente, estudos florísticos (Morellato & Leitão Filho 1996, Udulutsch et al. 2004, Rezende & Ranga 2005, Tibiriçá et al. 2006, Santos et al. 2009, Villagra & Romaniuc Neto 2010) e, com menor frequência, estudos ecológicos (Lombardi et al. 1999, Hora & Soares 2002).

No Brasil, a fenologia de espécies de trepadeiras tem sido particularmente pouco estudada. No Sudeste, estudos realizados em florestas estacionais (Morellato et al. 1989, 1990, Morellato & Leitão Filho 1990, 1996, Rubim et al. 2010) e remanescentes de florestas ombrófilas (Rossi 1994, Penhalber 1995, Ferraz et al. 1999) detectaram que o período de maior floração ocorre na transição entre as épocas seca e úmida, de setembro a novembro. Entretanto, a frutificação depende das características morfológicas dos frutos e da síndrome de dispersão das espécies, bem como do estrato florestal ocupado pelos indivíduos adultos (Morellato & Leitão Filho 1990). Outro fator relevante refere-se ao grupo ecológico ao qual pertence a espécie, que pode determinar sua estratégia reprodutiva.

Os trabalhos sobre a sinúsia de trepadeiras ocorrentes em Mata Ciliar, relacionando dados florísticos, fitossociológicos e fenológicos não são comuns (Oliveira & Moreira 1992, Carmo & Morellato 2000, Funch et al. 2002, Reys et al. 2005), provavelmente pela falta de conhecimento sobre sua importância econômica, ou ainda pela dificuldade de coleta e obtenção do material fértil, associado aos problemas metodológicos para esse grupo (Villagra & Romaniuc Neto 2010).

O presente trabalho buscou responder as seguintes questões sobre a comunidade de trepadeiras na Mata Ciliar da Fazenda Campininha: 1) qual é a composição florística e estrutural dessa comunidade? e 2) que padrões fenológicos são encontrados para as espécies ocorrentes?

 

Material e métodos

A Fazenda Campininha ocupa uma área de 470 ha no município de Mogi Guaçu, no Estado de São Paulo (22º10'43"-22º18'19"S e 47º08'05"47º11'34" W), sendo formada por uma Reserva Biológica e duas Estações, uma Ecológica e outra Experimental. A vegetação é predominantemente de Cerrado, com variações de cerradão a campo, com áreas de cultivo experimental de Pinus, possuindo ao sul matas ciliares, que pode ser caracterizada, segundo Rodrigues & Leitão Filho (2001), como uma formação ribeirinha sem influência do rio Mogi Guaçu (figura 1).

A área de estudo enquadra-se no clima Cwa de Köeppen (clima quente e úmido, com inverno seco), temperatura do mês mais frio inferior a 18 ºC e máxima do mês mais quente 22 ºC (CBH-Mogi 1999), altitude média de 600 m e solo do tipo Latossolo Vermelho-Amarelo (Mantovani & Martins 1988) (figura 2).

Neste trabalho foram consideradas trepadeiras todas as plantas, herbáceas ou lenhosas, que necessitam de um suporte (forófito) para se desenvolver e utilizam adaptações de escalada para ascender, incluindo a volubilidade do caule, presença de raízes preênseis ou modificações foliares, (Hegarty 1991, Villagra & Romaniuc Neto 2010).

O levantamento florístico foi realizado no período de agosto/1991 a março/1993, por meio de coletas mensais de todos os indivíduos com flores e/ou frutos, tanto no interior das parcelas como ao longo da área de mata ciliar da Reserva Experimental. Também foram obtidas amostras de lenho para auxiliar na identificação das espécies. O material botânico foi processado conforme recomendações de Fidalgo & Bononi (1984) e incorporado ao acervo do Herbário do Estado "Maria Eneyda P. Kauffman Fidalgo" (SP). Para a listagem das famílias adotou-se APG III (2009) e Brummitt & Powell (1992) para a abreviação dos nomes dos autores.

Para as fenofases observadas registraram-se a ocorrência e duração do evento. Foram considerados os seguintes períodos: inicial de floração, quando as trepadeiras apresentaram as primeiras flores em antese (flores abertas); final de floração, na antese das últimas flores; inicial de frutificação, quando apareceram os primeiros frutos; e final de frutificação, quando os frutos estavam prontos para serem dispersos.

As trepadeiras foram classificadas, quanto à forma de apoio ao suporte, segundo Hegarty (1991) em: volúveis, que utilizam o caule, ramos ou pecíolos para se enrolarem no suporte; preênseis, que possuem gavinhas ou raízes adaptadas para se prender ao suporte; e escandentes, que devido à flexibilidade dos ramos crescem se apoiando na vegetação circundante, sendo frequentemente armadas de acúleos para evitar a queda.

Para o estudo quantitativo das trepadeiras, amostrou-se 0,09 ha distribuídos em 30 parcelas de 3 × 10 m, em faixas contíguas e paralelas ao rio na tentativa de identificar a preferência das espécies pela borda, sendo A a faixa mais próxima ao rio, B a intermediária e C mais distante do rio (figura 1). Em cada parcela foram amostradas todas as trepadeiras, que tiveram seus diâmetros medidos com paquímetro a altura da base (DAB) >0,2 cm, considerando-se cada indivíduo a partir de seu ponto de brotação do solo.

Com o auxílio do programa FITOPAC (Shepherd 1995) foram calculados os descritores quantitativos de densidade, frequência e dominância, relativas e absolutas, para cada espécie, segundo Mueller-Dombois & Ellenberg (1974), e os índices do valor de importância (IVI) e do valor de cobertura (IVC), segundo Matteucci & Colma (1982).

Para a análise da diversidade florística da área estudada, foi utilizado o índice de diversidade de Shannon (H'), segundo Magurran (1996).

 

Resultados e Discussão

No levantamento florístico foram identificadas 89 espécies de trepadeiras, distribuídas em 56 gêneros e 25 famílias (tabela 1). As famílias com maior riqueza específica foram: Bignoniaceae e Sapindaceae com 14 espécies cada (15%), Convolvulaceae com 10 (11%), Malpighiaceae com nove (10%), Asteraceae com sete (8%), Apocynaceae e Fabaceae com cinco cada (6%). Essas sete famílias reúnem 71% das espécies encontradas no levantamento florístico. Entre os gêneros das trepadeiras lenhosas, destacamse Serjania (11 espécies), Arrabidaea (seis) e Banisteriopsis (cinco) com os maiores números de espécies encontradas na Mata Ciliar da Estação Ecológica da Fazenda Campininha. Esses gêneros são de ampla distribuição nos biomas paulistas (Kim 1996, Somner 2009, Mamede 2010), entretanto ainda faltam dados sobre a diversidade de suas espécies em áreas de mata ciliar.

Quanto à forma de escalada, a adaptação volúvel está presente em 42,7% das espécies amostradas, seguida da preênsil, 40,4%, e da escandente, 16,8%. Valores aproximados foram encontrados nos levantamentos de Morelatto & Leitão Filho (1998), Udulutsch et al. (2004) e Tibiriçá et al. (2006). As trepadeiras lenhosas representaram 64% das espécies e as herbáceas 36%. Estes dados sugerem que a Mata Ciliar da Fazenda Campininha possui características de florestas maduras, corroborando com as afirmações de Putz & Chai (1987) e Dewalt et al. (2000), que apontam um predomínio da adaptação volúvel para as florestas tropicais mais conservadas.

A área estudada está sob influência de duas estações bem definidas, a estação seca, que ocorre durante os meses de abril a setembro, e a estação chuvosa que abrange os meses de outubro a março (figura 2). A comunidade de trepadeiras floresceu e frutificou em períodos distintos, a floração ocorreu em três momentos principais: na transição da estação seca-úmida (março-abril), no meio (junho) e final (setembro) da estação seca (figura 3). A frutificação nas trepadeiras herbáceas foi predominantemente no meio da estação seca (junho), enquanto para as trepadeiras lenhosas foi distribuída ao longo do ano, com aumento também em junho (figura 4).

 

 

 

 

Os dados de senescência dos frutos, mais acentuada no meio da estação seca, tanto para as trepadeiras lenhosas quanto para as herbáceas, são similares aos registrados por Gentry (1991) e por Morellato & Leitão Filho (1996). Esse fato pode estar relacionado à estratégia de reprodução das trepadeiras, favorecendo a dispersão de frutos e sementes por animais ao aumentar a oferta de alimento em épocas desfavoráveis (Opler et al. 1991).

Do total de espécies observadas em campo, 67 foram visitadas por animais, sendo 95,5% por insetos e somente 4,5% por aves. Morelatto & Leitão Filho (1996) afirmaram que 65% das espécies de trepadeiras lenhosas são polinizadas por abelhas e em menor quantidade por outros insetos pequenos. Entretanto, quanto às síndromes de dispersão, a comunidade de trepadeiras da Mata Ciliar da Fazenda Campininha, possui dispersão por anemocoria (75,2%). Malpighiaceae, Bignoniaceae e Sapindaceae, que apresentam maior diversidade específica, são predominantemente anemocóricas, facilitada pela morfologia de seus frutos ou sementes alados.

No estudo fitossociológico da comunidade de trepadeiras foram amostrados 862 indivíduos em uma área de 0,09 ha, distribuídos em 43 espécies (tabela 2), pertencentes a 16 famílias. A alta densidade encontrada é similar a mencionada por Proctor et al. (1983) para florestas em solos aluviais.

A diversidade obtida de H' = 2,725 nats ind-1, revelou maior riqueza de espécies comparada aos demais levantamentos até então desenvolvidos para o hábito trepador (Citadini-Zanette et al. 1997, Lima et al. 1997, Venturi 2000, Hora & Soares 2002, Villagra & Romaniuc Neto 2010). As famílias que mais contribuíram em número de espécies foram Sapindaceae (oito), Malpighiaceae (oito) e Apocynaceae (seis). Bignoniaceae (quatro) foi a quarta família mais importante em número de espécies e a única presente nas três faixas amostradas, tanto mais próximo quanto mais distante do rio.

As dez espécies mais abundantes representaram 78% dos indivíduos amostrados, dentre elas com maiores valores de importância foram Adenocalymma bracteatum, Forsteronia australis e Banisteriopsis nummifera, com 46,99, 44,92 e 42,10%, respectivamente, as duas primeiras representando mais de 45% do total da amostragem, possuindo principalmente alta densidade, enquanto que Banisteriopsis nummifera possui maior dominância, com elevada área basal.

Algumas espécies, com valores altos para os índices do valor de cobertura , são representadas por poucos indivíduos com grandes diâmetros, como Seguiera americana e Pisonia aculeata, contrariamente aquelas com muitos indivíduos de pequenos diâmetros como Hippocratea volubilis e Forsteronia thyrsoidea.

Diferentemente do levantamento florístico, que obteve predominância de trepadeiras lenhosas, no quantitativo, a distribuição em classes de diâmetro revelou que 83,9% do total de indivíduos amostrados têm DAB entre 0,2-3 cm, indicando o predomínio de trepadeiras herbáceas, que participam significativamente do estágio inicial de regeneração em margens de rio.

A escolha do diâmetro na altura da base (DAB) foi experimental e resultou em problemas na medição de estolões, o que provavelmente pode superestimar o real diâmetro de algumas espécies, e assim não deve ser incentivado, visto que Schnitzer et al. (2006) propuseram em protocolo para estudos dessa sinúsia a padronização da medição dos indivíduos trepadores a 1,30 m do ponto central de enraizamento.

Na amostragem quantitativa, Sapindaceae obteve maior riqueza em número de espécies, representada principalmente por Serjania. Essa riqueza pode ser explicada por esse gênero possuir alta diversidade para matas ciliares, (Acevedo-Rodríguez 1990), pois pode ser disperso tanto pelo vento, como pela água corrente.

Embora, Banisteriopsis nummifera e Dioclea rufescens tenham mostrado uma maior frequência na faixa A, mais próxima ao rio, foram encontradas também nas demais faixas. Isso demonstra que a divisão da parcela em faixas contíguas não atendeu a proposta de investigação da influência na estrutura da vegetação da proximidade ao rio, na Mata Ciliar da Fazenda Campininha.

As trepadeiras herbáceas, que são geralmente excluídas dos levantamentos fitossociológicos, apresentaram alta densidade, revelando a importância do critério de inclusão adotado, 0,2 cm para o diâmetro.

A comunidade de hábito trepador em matas ciliares é relativamente pouco estudada quanto aos aspectos florísticos, quantitativos e fenológicos. A complementariedade desses aspectos pode auxiliar na obtenção de dados úteis para a preservação e políticas de manejo em áreas de mata ciliar na região do rio Mogi Guaçu.

 

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo - FAPESP (Processo 2174-5/91), pela bolsa concedida e ao Instituto de Botânica, Secretaria do Meio Ambiente (Processo SMA 20873/90), pelo apoio financeiro.

 

Literatura citada

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Recebido: 20.05.2011; aceito: 16.03.2012

 

 

* Autor para correspondência: sromaniuc@gmail.com