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Topoi (Rio de Janeiro)

Print version ISSN 1518-3319On-line version ISSN 2237-101X

Topoi (Rio J.) vol.12 no.22 Rio de Janeiro Jan./June 2011

http://dx.doi.org/10.1590/2237-101X012022015 

Artigo

Relações de gênero como categoria transversal na historiografia contemporânea

Joana Maria Pedro

RESUMO

Resumo Com a ambição de se tornar uma categoria de análise presente nas mais diversas narrativas históricas, a categoria "gênero", no Brasil e em outros países do Cone Sul, teve um percurso muito diferente em relação ao que se costuma ver na historiografia norte-americana e na francesa. Associada à instrumentalização pelas ONGs e à institucionalização pelos governos democráticos que se instalaram no Cone Sul após as ditaduras, essa categoria é, muitas vezes, pensada como distante do feminismo e da história das mulheres. Disputas políticas no campo acadêmico e militante repercutem no seu uso. Discutir as críticas, e a maneira como essa categoria tem sido empregada nos textos de história no Brasil e nos demais países do Cone Sul, é o que pretende este artigo.

Palavras-Chave: gênero; feminismo; história; Brasil; Cone Sul.

ABSTRACT

Gender, as an ambitioning category of analysis which permeates a wide range of historical narratives, has come through a rather varied path in Brazil and in other Southern Cone countries in comparison to the North-American and French historiographies. While having been associated to instrumental practices by NGOs, and to institutionalization by the democratic governments which have been implemented in the Southern Cone after the end of their respective dictatorships, gender as a category has been often seen as something distant from feminism and women's history. Its use is reflected on political disputes in both academic and militant fields. This article intends to discuss criticism, and the way in which this category has been used in History textbooks in Brazil and other Southern Cone countries.

Key words: gender; feminism; History; Brasil; Southern Cone.

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

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1Este artigo é resultado de dados coletados para a pesquisa "Do feminismo ao gênero. Circulação de teorias e apropriações no Cone Sul (1960-2008)", iniciada em março de 2010, com financiamento do CNPq. Foi apresentado no Simpósio Internacional História e Margem, promovido pelo Programa de Pós-graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 18 e 20 de outubro de 2010. Parte dessa temática foi apresentada também em 6/12/2010 na Universidade de Toulouse, na França, no seminário da professora Sylvie Chaperon. Agradeço a Aimberê Araken Machado pela leitura e revisão.

2CHALHOUB, Sidney. Machado de Assis: historiador. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

3GOMES, Angela de Castro. Escrita de si, escrita da história: a título de prólogo. In:______. Escrita de si, escrita da história. Rio de Janeiro: FGV, 2004. p. 7-26.

4É um dado demográfico, uma vez que as estatísticas mostram que as mulheres vivem mais que os homens; além disso, sua condição subalterna de gênero as torna "guardiãs" da memória dos atos dos homens.

5HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. O breve século XX - 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 306.

6CHARTIER, Roger. Diferença entre os sexos e dominação simbólica. Tradução Sheila Schvarzman. Cadernos Pagu, Campinas, n. 4, 1995, p. 40.

7Ver THÉBAUD, Françoise. Políticas de gênero nas Ciências Humanas. O exemplo da disciplina histórica na França. Revista Espaço Plural, ano X, n. 21, 2o semestre, p. 33-42, 2009. p. 41. A notícia foi publicada no Journal Officiel de 22 de julho de 2005.

8 Ibidem, p. 34.

9 Ibidem, p. 34-35.

10Uma exceção é o historiador E. P. Thompson, que agradece à esposa pelo trabalho que realizou, e que lhe permitiu fazer o livro.

11Entendo, como movimento feminista, as lutas que reconhecem as mulheres como oprimidas. É a afirmação de que as rela-ções entre homens e mulheres não são inscritas na natureza e, portanto, são passíveis de transformação. Como movimento de mulheres, entendo que se trata de movimentos cujas reivindicações não são de direitos específicos das mulheres. Trata-se de movimentos sociais cujos componentes são, em sua maioria, mulheres. Ver, a esse respeito, Helena Hirata et al. Dictionnaire critique du féminisme, Paris, Presses Universitaires de France, 2000, p. 125-130. Por movimentos gays e de lésbicas, entendo as lutas que exigem que a sociedade reconheça indivíduos que consideram seus relacionamentos íntimos, com pessoas do mesmo sexo, como essenciais à sua identidade pessoal. No entanto, convém destacar que algumas lésbicas não querem ser consideradas pertencentes ao movimento gay. Querem ser identificadas como mulheres que se relacionam sexual e afetivamente com outras mulheres e que suas atitudes são "um ato político". Ver. ARRIOLA, Elvia R. Desigualdades de gênero: lésbicas, gays e teoria legal feminista. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 2, n. 2, 1994. p. 388-427.

12KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado. Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: PUC Rio, 2006. Neste texto, o autor examina o percurso de conceitos. Estamos extrapolando para a discussão, também, das categorias de análise.

13CHARTIER, Roger. A ordem dos livros: leitores, autores e bibliotecas na Europa entre os séculos XIV e XVIII. Brasília: Universidade de Brasília, 1999.

14HEMMINGS, Clare. Contando estórias feministas. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 17, n. 1, 2009.

15 Ibidem. p. 9.

16Os trabalhos de Judith Butler mais citados são Corpos que importam. Sobre los limites materiales y discursivos del "sexo". Buenos Aires; Barcelona; México: Paidós, 2002 e Problemas de gênero. Feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

17HAHNER, June E. A mulher no Brasil. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1978.

18SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. A mulher na sociedade de classes: mito e realidade. Petrópolis: Vozes, 1979.

19Consta no depoimento de Albertina de Oliveira Costa, em entrevista realizada por Joana Maria Pedro em São Paulo em 26/8/2006. Transcrita por Soraia Carolina de Mello.

20PRIORE, Mary Del. A mulher na história do Brasil. São Paulo: Contexto, 1988.

21LEITE, Miriam Lifchitz Moreira et al. A mulher do Rio de Janeiro no século XIX: um índice de referências em livros de viajantes estrangeiros. São Paulo: Fundação Carlos Chagas, 1982.

22MOTT, Maria Lucia de Barros. Submissão e resistência: a mulher na luta contra a escravidão. São Paulo: Contexto, 1988.

23BELLINI, Ligia. A coisa obscura: mulher, sodomia e Inquisição no Brasil Colônia. São Paulo: Brasiliense, 1989.

24MACEDO, José Rivair. A mulher na Idade Média: a situação no meio familiar, a atividade profissional, política, intelectual, exclusão, preconceitos e marginalidade. São Paulo: Contexto, 1990; PERNOUD, Régine. A mulher nos tempos das cruzadas. Campinas: Papirus, 1993; REIS, Maria Cândida Delgado. Tessitura de destinos: mulher e educação. São Paulo: EDUC, 1993.

25FIGUEIREDO, Luciano. O avesso da memória: cotidiano e trabalho da mulher em Minas Gerais no século XVIII. Rio de Janeiro: José Olympio/EdUnb, 1993.

26Ver, por exemplo, SILVA, Gilvan Ventura da; NADER, Maria Beatriz; FRANCO, Sebastião Pimentel (Orgs.). História, mulher e poder. Vitória: Edufes/PPGHis, 2006.

27SANTA CRUZ, Lucia et al. Tres ensayos sobre la mujer chilena: siglos XVIII-XIX-XX. Santiago do Chile: Universitaria, 1978.

28ROSSELLS, Beatriz. La mujer: una ilusion. Ideologías e imágenes de la mujer en Bolivia en el siglo XIX. La Paz: CIDEN, 1988.

29DUBY, Georges; PERROT, Michelle. História das mulheres no Ocidente. Porto: Afrontamento; São Paulo: Ebradil, 1993. 5 v.

30EBRADIL - Empresa Brasileira de Distribuição de Livros Ltda.

31PRIORE, Mary Del (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto/Unesp, 1997.

32LOZANO, Fernanda Gil; PITA, Valeria Silvina; INI, María Gabriela (dirección). Historia de las mujeres en la Argentina. Buenos Aires: Taurus, 2000. Tomo II, Siglo XX.

33Trata-se de MORANT, Isabel (dir.). Historia de las mujeres en España y América Latina: Del siglo XX a los umbrales del XXI, v. IV. Madrid: Catedra, 2006.

34DIAS, Maria Odila Leite da Silva. Quotidiano e poder em São Paulo no século XIX. São Paulo: Brasiliense, 1984.

35ESTEVES, Martha de Abreu. Meninas perdidas: os populares e o cotidiano do amor no Rio de Janeiro da Belle Époque. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989.

36RAGO, Luzia Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar, Brasil 1890-1930. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

37ENGEL, Magali. Meretrizes e doutores: saber médico e prostituição no Rio de Janeiro (1840-1890). São Paulo: Brasiliense, 1989.

38SOIHET, Rachel. Condição feminina e formas de violência: mulheres pobres e ordem urbana, 1890-1920. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1989.

39SAMARA, Eni de Mesquita. As mulheres, o poder e a família: São Paulo século XIX. São Paulo: Marco Zero/Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, 1989.

40BRESCIANI, Maria Stella Martins. Apresentação. Revista Brasileira de História, n. 18, v. 9, 1989. p. 7-8.

41Rachel Soihet e eu publicamos um artigo intitulado "A emergência da pesquisa da História das Mulheres e das Relações de Gênero", na Revista Brasileira de História, v. 27, n. 54, p. 281-300, 2007.

42BARRANCOS, Dora. Mujeres en la sociedad argentina: una historia de cinco siglos. Buenos Aires: Sudamericana, 2007; BRAVO, María Celia; LOZANO, Fernanda Gil; PITA, Valeria (comps.). Historias de luchas, resistencias y representaciones. Mujeres en la Argentina, siglos XIX y XX. San Miguel de Tucumán: EDUNT, 2007.

43LAVRIN, Asunción. Mujeres, feminismo y cambio social en Argentina, Chile y Uruguay 1890-1940. Santiago, Chile: Ediciones de la Dirección de Bibliotecas, Archivos y Museos, 2005. Colección Sociedad y Cultura.

44GAVIOLA, Edda; LARGO, Eliana; PALESTRO, Sandra. Una historia necesaria. Mujeres en Chile: 1973-1990. Santiago de Chile, autoedición, 1994.

45AGUIRRE, Sonia Montecino (comp). Mujeres chilenas. Fragmentos de una historia. Santiago de Chile: Catalonia, 2008.

46YORE, Nadimy Perla; COLAZO, Carmen. Al rescate de nuestra historia. Asunción: Red de Mujeres Políticas, 2001.

47AQUINO, Olga Caballero A. Por orden superior: testimonios de mujeres víctimas de la dictadura en Paraguay: 1954-1989. 3. edición corregida y aumentada. Asunción: Servilibro, 2003.

48TELESCA, Ignacio (coord.) Historia del Paraguay. Asunción: Taurus, 2010. p. 317-336.

49Conversa informal com a autora, em julho de 2010, em visita de campo a Assunção.

50SCOTT, Joan W. (1988b). Genre: Une catégorie utile d'analyse historique. Les Cahiers du GRIF, n. 37-38, printemps 1988, Le genre de l'histoire, p. 125-153.

51SCOTT, Joan. Gênero, uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade, Porto Alegre, 16(2) 5-22, jul/dez. 1990.

52 Ibidem, p. 14.

53 Idem.

54SAMARA, Eni de Mesquita; SOIHET, Rachel; MATOS, Maria Izilda S. de (Orgs). Gênero em debate: trajetória e perspectivas na historiografia contemporânea. São Paulo: EDUC, 1997.

55SCHPUN, Mônica Raisa (Org.). Gênero sem fronteiras: oito olhares sobre mulheres e relações de gênero. Florianópolis: Mulheres, 1997.

56ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. Nordestino: uma invenção do falo. Uma história do gênero masculino (Nordeste - 1920-1940). Maceió: Catavento, 2003.

57SILVA, Cristiani Bereta da. Homens e Mulheres em movimento: relações de gênero e subjetividades no MST. Florianópolis: Movimento Atual, 2004.

58BARRANCOS, Dora. Historia y género. Buenos Aires: CEAL, 1993.

59JELIN, Elizabeth. Los derechos de la cultura de género. Ediciones de las mujeres, Santiago de Chile, n. 25, 1997. p. 71-78.

60NAVARRO, Claudia Darrigrandi. Dramaturgia y género en el Chile de los sesenta. Santiago, Chile: LOM Ediciones, 2001. Colección Sociedad y Cultura.

61OLEA, Raquel; GRAU, Olga (comps). Volver a la memória. Santiago de Chile: LOM Ediciones/La Morada, 2001. Colección Contraseña/Estúdios de Género/Serie Casandra.

62ANDÚJAR, Andrea, DOMÍNGUEZ, Nora e RODRÍGUEZ, María Inés. Historia, género y política en los '70. Buenos Aires: Feminaria Editora, 2005.

63MARTINEZ, Paola. Género, política y revolución en los años setenta. Las mujeres del PRT-ERP. Buenos Aires: Imago Mundi, 2009.

64Cf. material disponível em: <www.eurosur.org/FLACSO/mujeres/paraguay/orga-1.htm>. Acesso em: 9 nov. 2005.

65Esta minibiografia foi feita por Ana Maria Veiga, que a entrevistou junto com Andrea Andújar, em maio de 2009.

66VEIGA, Ana Maria. Estudos de gênero na Argentina - olhares contemporâneos sobre o tema. Entrevista com Andrea Andújar e Alejandra Ciriza. História Unisinos. v. 14, n. 2, p. 226-232, mai./ago. 2010. p. 229.

67Reivindica o cyborg, um sujeito não propriamente feminino, nem mesmo humano. Ou seja, um feminismo não fundante, porque perdeu a razão de ser em sentido clássico, ao ter desaparecido a diferenciação sexual, por considerá-la desnecessária.

68BUTLER, Judith; LACLAU, Ernesto; ZIZEK, Slavoj. Contingência, hegemonia, universalidad. Buenos Aires: FCE, 2003. p. 34.

69GARCIA, Teresa Aguilar. El sistema sexo-género en los movimientos feministas. Amnis. Revue de Civilisation Contemporaine Europes/Amériques, n. 8, 2008. Disponível em: <http://amnis.revues.org/537>. Acesso em 2 fev. 2010.

70BUTLER, Judith. Gender trouble. Feminism and the subersion of identity. New York: Routledge, 1990. p. 6.

71Categoria formulada por Gayatri Chakravorty Spivak.

72Ver, a este respeito, COSTA, Claudia de Lima. O tráfico do gênero. Cadernos Pagu, Campinas, n. 11, 1998. p. 138.

73Nessa discussão, Claudia de Lima Costa está citando ALCOFF, Linda. Cultural Feminism versus Poststructuralism: the identity crisis in feminist theory. Signs, 13 (3), 1988. Apud COSTA, Claudia de Lima. O sujeito do feminismo. Cadernos Pagu, Campinas, n. 19, 2002. p. 76.

74BIDASECA, Karina. Perturbando el texto colonial. Los estudios (pos) coloniales en América Latina. Buenos Aires: SD, 2010. p. 11.

75Gayatri Chakravorty Spivak é uma pensadora de origem indu, autora de "Podem falar os subalternos?". Atualmente é pro-fessora na Universidade de Colúmbia.

76BIDASECA, K. Op. cit., p. 7.

77 Ibidem, p. 134.

78COSTA, Claudia de Lima; ÁVILA, Eliana. Gloria Anzaldúa, a consciência mestiça e "o feminismo da diferença". Revista Estudos Feministas, Florianópolis, 13 (3): 320, set./dez. 2005.

79BIDASECA, K. Op. cit., p. 133.

80 Ibidem, p. 140.

81CADENA, Marisol de la. "Las mujeres son más indias": etnicidad y género en una comunidad del Cusco. Estudios y debates, n. 1, julio 1991. p. 7-47.

82SALAZAR, Cecilia. Pueblo de humanos: metáforas corporales y diferenciación social indígena en Bolivia. Antropologia, año XXIV, n. 24, p. 5-26, 2006.

83Vestimentas como a pollera eram de uso espanhol. Composta por mantilla, la pollera de pliegues amplios y fruncidos en la cintura, las zapatillas y el rebozo de mangas anchas. Seu significado estava associado ao poder da hacienda. As índias e siervas usavam a acsu, a lliqlla y la ñañaca que persistem em regiões mais tradicionais e empobrecidas do país. A este respeito, ver SALAZAR, Cecilia. Mujeres indígenas y cohesion nacional en Bolivia. In: FULLER OSORES, Norma. Jerarquías en jaque. Estudios de género en el área Andina. Lima/Peru: Red para el Desarrollo de las Cc. Ss, 2004, p. 251-281. Ver, principalmente, a página 259.

84BIDASECA, K. Op. cit., p. 140.

85ZUCCO, Maise. Os grupos de mulheres e os feminismos em Florianópolis: a importância atribuída às grandes capitais brasileiras. Anais do Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder. Florianópolis, 2008.

86PERROT, Michelle. Minha história das mulheres. São Paulo: Contexto, 2007.

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