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Revista Brasileira de História da Educação

Print version ISSN 1519-5902On-line version ISSN 2238-0094

Rev. Bras. Hist. Educ. vol.18  Maringá  2018  Epub Jan 14, 2019

http://dx.doi.org/10.4025/rbhe.v18.2018.e001 

ARTIGO ORIGINAL

Educação adventista: origem, desenvolvimento e expansão

Adventist Education: origin, development and expansion

Educación Adventista: origen, desarrollo y expansión

Patrick Vieira Ferreira1  * 
http://orcid.org/0000-0001-9556-2898

Roger Marchesini de Quadros Souza2 
http://orcid.org/0000-0001-7721-4128

1Pontifícia Universidade Católica, São Paulo, SP, Brasil

2Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo, SP, Brasil

RESUMO

Resumo: Este artigo tem como objetivo apresentar um breve relato histórico da origem, do desenvolvimento e da consolidação da Rede Adventista de Educação, o que implica analisar seu surgimento, sua filosofia de ensino e a gênesis dessa rede confessional que há mais de um século atua no cenário educacional brasileiro. Na investigação, cujo método é de natureza bibliográfica, estão incluídos os principais teóricos da história da educação brasileira, bem como historiadores adventistas, que permitiram resgatar os fatos dessa história. Dessa forma, a pesquisa conseguiu situar a Rede de Educação Adventista no contexto histórico brasileiro e identificou os adventistas do sétimo dia como grupo religioso e como agentes no campo da educação escolar.

Palavras-chave: história da educação; educação adventista; educação confessional

ABSTRACT

Abstract: This article aimed to present a brief historical report of the origin, development and consolidation of the Adventist Education Network. Thus, it will be possible to know about its emergence, philosophy of education and the genesis of this confessional network operating in the Brazilian educational scenario for more than a century. The research method includes bibliographical analysis of the main theoreticians of the Brazilian history of education and rescues facts cited by Adventist historians. The research situated the Adventist Education Network in the Brazilian historical context and identified the Seventh-day Adventists as a religious group and as agents in the field of school education.

Keywords: history of education; adventist education; confessional education

RESUMEN

Resumen: Este artículo tiene como objetivo presentar un breve relato histórico del origen, desarrollo e consolidación de la Red Adventista de Educación. De este modo, será posible conocer sobre su surgimiento, así como su filosofía de enseñanza y las génesis de esta red confesional que hace más de un siglo actúa en el escenario educacional brasileño. El método de la investigación incluye el análisis bibliográfico de los principales teóricos de la historia de la educación brasileña y rescata hechos citados por historiadores adventistas. La investigación consiguió ubicar la Red de Educación Adventista en el contexto histórico brasileño e identificó los adventistas del séptimo día como grupo religioso y como agentes en el campo de la educación escolar.

Palabras clave: historia de la educación; educación adventista; educación confesional

Introdução

Ao longo de sua história, a educação escolar, principalmente a oferecida pelas instituições educacionais, tem sido vista como ponto de ancoragem para interesses da política, da economia, da filosofia, da ciência, da religião e de ideologias de todo tipo. Como a educação formal no Brasil deveu-se a missionários católicos, a questão da história do ensino confessional configurou-se como uma ampla área de pesquisa, de forma que diversos pesquisadores têm se debruçado sobre essa temática. Contudo, percebe-se uma deficiência no interesse da historiografia pela institucionalização da educação confessional protestante, que, sem dúvida, também colaborou explicitamente para o desenvolvimento da educação e para sua promoção como direito.

A partir de meados do século XIX, os missionários protestantes de procedência missionária norte-americana aproveitaram a onda liberal e as oportunidades criadas por leis brasileiras para se introduzirem no ambiente educativo. Assim, estabeleceram colégios especialmente para os filhos da elite republicana e da oligarquia agrária brasileira na região sudeste do país. Também abriram escolas paroquiais nas periferias das cidades em processo de industrialização, onde eram ministradas as primeiras letras (Mesquida, 1994). Um dos objetivos do estabelecimento de escolas por parte desses imigrantes protestantes era preservar a cultura e a fé e também evangelizar os brasileiros (Santos, 2015). Tais objetivos valiam também para os adventistas do Sétimo Dia.

Os relatos e as informações pesquisadas mostram que a história da rede adventista de ensino e a história da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) estão entrelaçadas. Consideramos importante recorrer à história desse movimento religioso, porque, à semelhança dessa instituição, outras denominações protestantes estabeleceram suas redes de ensino no Brasil. Destacamos, contudo, que a Rede Adventista de Educação se sobressai pelo crescimento e expansão ocorridos nos últimos anos.

Breve resgate histórico da origem da IASD no mundo

A história imediata da IASD, fundadora e mantenedora da Rede Educacional Adventista, relaciona-se principalmente com o despertar religioso ocorrido no início do século XIX no nordeste dos EUA. O denominado ‘Segundo Grande Despertar’ (Butler, 1982) estabeleceu movimentos religiosos, como: shakers, mórmons, testemunhas de Jeová, mileritas e outras ramificações excêntricas.

Butler (1987, p. 101) identifica os mileritas como um movimento interdenominacional: “[...] composto por seguidores de diversas denominações religiosas, dentre as quais destacamos: Congregacionistas, Presbiterianos, Metodistas, Batistas e Quakers”. Esses grupos eram liderados por William Miller, pastor batista, que, após um dedicado estudo individual da Bíblia, chegou à conclusão de que o fim do mundo aconteceria entre 1843 e 1844. Com ênfase no iminente advento de Cristo à Terra, a pregação de Miller começou em 1831 e atraiu um grande contingente de seguidores (cerca de um milhão). Em seus cálculos proféticos, a volta pessoal e visível de Cristo à Terra ocorreria por volta de 1843. Com a chegada do período previsto e o não cumprimento da interpretação profética de Miller, o movimento sofreu um fracionamento que deu origem a vários grupos religiosos, dentre os quais, a IASD.

Em uma segunda fase, conforme apresentado por Ataides (2011), os remanescentes desse movimento, ainda motivados pelo possível retorno de Cristo à Terra, se dedicaram ao estudo da Bíblia, propondo restaurar outros temas desconsiderados pela cristandade. Isso resultou em um conjunto de crenças, que são aceitas pelos adventistas como ‘verdades’. O estabelecimento desse conjunto de crenças os conduziu ao processo de organização da igreja, órgão principal de administração denominacional.

Nesse período, além do acréscimo no número de seguidores, o grupo obteve unidade nas crenças e conquistou mais adeptos em vários lugares dos EUA. Com isso, surgiu a necessidade de uma organização central que desse autenticidade aos líderes e pregadores, bem como que respondesse pelas propriedades: em 1850, havia uma editora de domínio do grupo e vários locais de culto que eram usados pela membresia, mas que, legalmente, não lhes pertenciam. Em 1860, por essas e outras razões, embora com resistência de seguidores do movimento, foram organizadas associações locais com o nome ‘adventista do sétimo dia’ e, em maio de 1863, foi estabelecida a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (Maxwell, 1982).

A fase seguinte, segundo Ataides (2011), que engloba o período de 1863 até o início do século XX, é caracterizada pelo crescimento institucional, especialmente em dois aspectos: o primeiro aspecto é o crescimento internacional, para além das fronteiras dos EUA. Em 1875, foi enviado o primeiro representante internacional para a Europa, sob a direção da liderança central. Conforme Schwarz e Greenleaf (2009), em 1883, a igreja adquiriu status mundial e, assim, o movimento foi se expandindo, chegando ao Brasil em 1893.

Quanto à estrutura ideológica do movimento, vale destacar, de acordo com Lima (2010), que a IASD carrega em seu nome duas marcas: uma, escatológica, que envolve o fim do mundo por ocasião da volta de Jesus à Terra, e outra, a guarda do sétimo dia da semana como repouso instituído por Deus. Para o historiador Prestes Filho (2007), a marca escatológica tem mantido sua singularidade, não porque a IASD seja a única a manter a crença nas profecias bíblicas, mas essencialmente porque sua estrutura ideológica é centrada em um ideal profético.

Atualmente, conforme dados do Adherents (2014), os adventistas são o décimo segundo maior corpo religioso do mundo e o sexto maior movimento religioso internacional. A Igreja Adventista do Sétimo Dia também é a oitava maior organização internacional de cristãos do planeta. São regidos por uma sede central da Conferência Geral, com pequenas regiões administradas por Divisões, Uniões, Associações e Missões locais. Segundo o Escritório de Arquivos, Estatística e Pesquisa da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (IASD, 2012), em 2012, a denominação contava com 17.994.120 membros distribuídos em 75.184 igrejas, 68.153 empresas, estando presente em 238 países e áreas do mundo reconhecidas pelas Nações Unidas (ONU). Possuía 21 fábricas de alimentos naturais e diversas clinicas, hospitais, programas e canais de televisão e rádio, abrigos, orfanatos, asilos e editoras em todo o mundo, bem como uma proeminente organização de ajuda humanitária conhecida como Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e, é claro, uma rede de escolas espalhadas pelo mundo.

Sua ênfase na crença do fim do mundo fez com que a IASD só se interessasse pela instauração de escolas para a sua membresia mesmo anos depois de sua consolidação, já que, como acreditavam, com o iminente retorno de Cristo à Terra, não seria necessário que as crianças frequentassem escolas.

Segundo o historiador adventista Knight (1983, 2004), o sistema educacional foi o último empreendimento do desenvolvimento institucional do adventismo: a educação formal foi precedida pelo estabelecimento do setor de publicações (1849), pela organização eclesiástica (1863) e ainda pela obra médica (1866).

Origem do sistema educacional adventista no Mundo

Por muito tempo, os adventistas recorriam apenas à educação informal realizada nos lares pelos próprios pais. Satisfeitos até então com os resultados, os líderes da igreja aparentemente não fizeram nenhum esforço sistemático para encorajar o desenvolvimento e instauração de escolas, principalmente quando percebiam os custos envolvidos.

O interesse em procurar escolas para um preparo, no mínimo básico, dos filhos e filhas dos seguidores do movimento, já membros da oficializada IASD, surgiu da preocupação de protegê-los da zombaria expressa que acontecia nas escolas públicas que frequentavam, suscitada por suas crenças religiosas peculiares (Schwarz; Greenleaf, 2009). Gonçalves (2009) menciona outras razões: necessidades internas da igreja por causa de sua expansão; necessidade de uma maior capacitação da liderança adventista para organizar a instituição para a missão; e necessidade de proporcionar uma melhor qualificação para os leigos. Silva completa:

[...] depois das primeiras duas ou três décadas de origem da Igreja as crianças Adventistas frequentavam a escola pública. A crítica aos valores vivenciados na educação pública foi o que impulsionou a formação das primeiras escolas Adventistas (2001, p. 39).

Segundo Stencel (2006), o sistema educacional americano percorria uma trajetória de transição que atingiu sua culminância durante o século XIX. Em parte, essa transição foi resultado de uma reação à revolução industrial e à quebra dos métodos tradicionais de aprendizagem educacional no trabalho, no lar e na fazenda. Além disso, foi também uma resposta ao processo de democratização que estava em pleno curso desde o início do século XIX, em meio ao qual um maior número de pessoas passou a ter acesso à educação formal.

Desse modo, a primeira escola da IASD foi organizada em 1872, em Battle Creek, Michigan, denominada Battle Creek College (Maxwell, 1982). Essa decisão foi tomada por forte influência da pioneira do movimento, Ellen White, que escreveu, em janeiro daquele mesmo ano, aquilo que é considerado, segundo Silva (2001), a ‘Carta constitucional para a educação adventista’. Trata-se de um capítulo intitulado A devida educação (White, 2007, p. 52-58), escrito para ajudar a orientar o planejamento da nova escola. Destinada a se tornar modelo, essa escola deveria dar especial relevância à Bíblia, desenvolver em seus estudantes o equilíbrio das faculdades mentais, físicas e espirituais e oferecer uma educação prática, aliando o trabalho físico com o labor acadêmico.

De acordo com Schünemann (2005), a proposta revela influência de pelo menos dois fatores. O primeiro foi o Oberlin College, uma escola-fazenda na qual, junto com a formação acadêmica centrada na Bíblia, o aluno tinha contato com atividades agrícolas e industriais manuais como parte integrante de sua educação. Esse colégio de filosofia educacional evangélica foi tomado pelos adventistas como modelo da verdadeira educação. O segundo fator foi a Lei Morril de Concessão de Terras de 1862, que doava grandes extensões de terra aos Estados para a criação de colégios com o propósito de ensinar agricultura e artes mecânicas, ou seja, de escolas que conciliavam a educação acadêmica com a formação para o trabalho.

Inicialmente, entretanto, o Battle Creek College não foi uma cópia do Oberlin Colege, pois as autoridades adventistas não adotaram as sugestões de sua pioneira Ellen White, dando à primeira instituição educacional adventista a forma mais clássica e tradicional possível. Somente em 1882, com a fundação de um colégio em Healdsburg, Califórnia, é que as sugestões de Ellen White foram colocadas em prática. Assim, na década de 1890, as escolas paroquiais começaram a ser organizadas com um forte empenho da liderança da igreja, já que as escolas públicas eram moldadas pela mentalidade protestante norte-americana, que defendia particularidades que eram contrárias aos ensinamentos adventistas (Schünemann, 2005).

A partir de então, surgiram dois tipos de escolas ligadas aos adventistas: as paroquiais, que tinham o objetivo de fortalecer a membresia, e os internatos, ligados mais fortemente à preparação da liderança eclesiástica. Sobre as escolas paroquiais, Schünemann informa:

[...] eram basicamente multisseriadas e utilizavam o espaço das igrejas já existentes. [...] surgiram para atender a necessidade interna de manter as suas crianças livres do que era entendido como ameaças à formação adventista: ideias liberais da Teologia, o ensino do Darwinismo e o convívio com pessoas sem formação religiosa (2009, p. 76).

A função básica dessas escolas era ensinar aos filhos adventistas os princípios doutrinários da igreja. As escolas eram pequenas, geralmente comum só professor, que era sempre adventista. Dessa forma, a educação fundamental se tornou parte integrante da estrutura adventista, tanto quanto a educação superior que, posteriormente, foi instituída nos internatos.

Em continuação ao processo de consolidação, em 1887, com o objetivo de implantar definitivamente as ideias acerca da educação adventista, a Associação Geral da IASD criou o Departamento de Educação e realizou a primeira convenção de professores adventistas, com a participação de trinta professores de cinco escolas.

Outro passo importante na constituição do ensino adventista foi a criação em 1897, na Austrália, da Avondale School for Chistian Workers (Escola de Obreiros Cristãos de Avondale), sob a pessoal orientação de Ellen White,com base nos princípios enunciados em Harbor Springs. A consequência foi que a Avondale School tornou-se modelo para as demais escolas adventistas (Maxwell, 1982; Gonçalves, 2009).

A etapa seguinte foi a evolução internacional e histórica das instituições educacionais adventistas ainda na década de 1890. Segundo Knight (2004), em 1890, a Igreja Adventista possuía seis escolas fundamentais, cinco escolas secundárias e duas instituições de ensino superior. Já em 1900, a educação adventista contava com 220 escolas de ensino fundamental e um sistema mundial composto de 25 escolas secundárias e faculdades. Tal crescimento não foi temporário, conforme mostra a Figura 1.

Fonte: Knight (2004, p. 24).

Figura 1: Expansão educacional mundial. 

O avanço da obra missionária educacional adventista é evidente e, como informa Maxwell (1982), entre 1897-1900, já havia 4.000 crianças matriculadas. Assim, a educação adventista se tornou uma parte consistente da estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia no mundo, alcançando, em meados da década de 1970, o número de 4.300 escolas, nas quais empregava 19.500 professores e atendia a 437.000 estudantes. Segundo o Escritório de Arquivos, Estatística e Pesquisa da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (IASD, 2011, 2012), em 2011, a Rede Educacional Adventista possuía 89.063 professores e, em 2012, estava estabelecida conforme a Tabela 1.

Tabela 1 Inventário de Instituições Educacionais em 2012. 

Instituições terciárias 113
Centros de treinamento leigo 46
Escolas de ensino médio 1.969
Escolas de ensino fundamental 5.714
Total de escolas 7.842
Total de alunos matriculados 1.814.591

Fonte: IASD (2012).

No processo de construção de sua identidade, a pedagogia adventista foi paulatinamente consolidando seus aspectos peculiares: uma perspectiva criacionista que influencia os conteúdos ministrados em sala de aula; educação diurna por meio do sistema de internato; a defesa da necessidade de trabalhos manuais para os estudantes; a adoção de um regime alimentar ovo-lacto-vegetariano e o ideal de que a educação é um processo conduzido para desenvolver, em harmonia, os aspectos físicos, mentais e espirituais (Lima, 2010).

Corrêa (2006) acrescenta alguns aspectos relevantes e distintivos da filosofia adventista, os quais foram estritamente orientados pela pioneira Ellen White:

  • A verdadeira educação deve fundamentar-se em Jesus Cristo;

  • A Bíblia deve constituir a base e o ponto de referência nas atividades educativas;

  • Acima das aptidões intelectuais deve estar a formação do caráter;

  • A educação deve ser integral e harmônica;

  • Sob a responsabilidade dos pais, a educação deve começar no lar;

  • A educação cristã exige do professor um perfil adequado;

  • O estudante deve ser estimulado a desenvolver seu raciocínio e pensamento próprio;

  • A educação deve preparar para o trabalho;

  • A educação deve promover a saúde física e mental;

  • A educação deve valorizar as lições que a Natureza ensina;

  • As escolas adventistas deveriam se estabelecer em grandes áreas de terras na zona rural;

  • Tais escolas deveriam funcionar em regime de internato misto, para meninos e meninas;

  • Os professores deveriam residir nas próprias escolas e oferecer dedicação integral ao magistério;

  • Para o desenvolvimento integral e harmônico, as escolas adventistas deveriam oferecer trabalho físico aos estudantes, como contraponto ao trabalho intelectual;

  • Aos alunos que não dispusessem de recursos materiais suficientes, as escolas adventistas deveriam oferecer trabalho, para que pudessem custear seus estudos.

Aos alunos que não dispusessem de recursos materiais suficientes, as escolas adventistas deveriam oferecer trabalho, para que pudessem custear seus estudos.

Tais foram os fundamentos educacionais que a IASD trouxe ao Brasil. Ainda hoje, a filosofia da educação adventista expressa os princípios cristãos retirados da Bíblia em sua proposta pedagógica e nas práticas educativas de sua grande rede escolar mundial.

A origem do sistema educacional adventista no Brasil

Na percepção de Azevedo (2005), a história da educação adventista no Brasil pode ser dividida nos períodos descritos na tabela 2:

Tabela 2 Períodos da história da educação adventista no Brasil. 

Fase 1 Pioneirismo 1896-1915
Fase 2 Estruturação do Sistema 1916-1939
Fase 3 Consolidação do Sistema da Escola Primária de 4 séries 1940-1960
Fase 4 Surgimento da Nova Escola Completa de 8 séries 1969-1973
Fase 5 Reestruturação do Sistema (LDB - 5692/71) 1974-1987
Fase 6 Consolidação do Nível Fundamental (8 séries) 1988-1995
Fase 7 Crise Econômico-Financeira 1996-2000
Fase 8 Nova Reestruturação do Sistema 2001-2010

Fonte: Azevedo (2005).

O adventismo não surgiu no Brasil por ato institucional, mas foi decorrente da expansão do movimento pelo mundo, chegando inicialmente nas colônias alemãs aqui instaladas (Mesquida, 2002). O primeiro contato ocorreu no Vale de Itajaí, no estado de Santa Catarina, entre 1883 e 1884, por meio de folhetos impressos que chegaram pelo porto local. Nesse mesmo período, algumas pessoas no Estado de São Paulo aderiram à religião recém-chegada; dentre elas, destaca-se o Sr. Guilherme Stein Jr., metodista de Piracicaba, que posteriormente assumiu a direção da primeira Escola Adventista no Brasil (Gross & Gross, 1996).

O marco educacional da IASD no Brasil foi a fundação da Escola Internacional de Curitiba, em 1896, cujo funcionamento durou por pouco menos de uma década. A primeira escola oficial foi organizada em Brusque, SC, em 1897. Essa escola era de nível elementar e estava localizada na mais expressiva comunidade adventista no Brasil (Peverini, 1988).

Em 1915, foi comprada uma propriedade para o estabelecimento de uma escola de formação de missionários localizada no município de Santo Amaro, SP. Hosokawa (2001) relata que, apesar da excelente localização em relação aos fins propostos, as condições do estabelecimento da escola foram difíceis, de forma que seu crescimento foi lento nas duas primeiras décadas de existência.

O enfoque geral dos historiadores adventistas centra-se nas escolas rurais de regime internato, geralmente de ensino fundamental ou médio, as quais auxiliavam na formação da liderança eclesiástica, sendo que seu número sempre foi reduzido. Sua função definida era atender aos adolescentes e jovens da comunidade adventista, embora atendessem também a alunos de comunidades religiosas diferentes. Seguindo o modelo proposto, essas escolas ofereciam bolsas-trabalho para alunos pobres, o que as tornava atrativas para as famílias carentes da igreja (Stencel, 2006).

Apesar da forte influência dos internatos na rede escolar adventista, no Brasil essa rede se tornou significativa justamente por causa das escolas paroquiais espalhadas em diversas localidades e não necessariamente por causa dos internatos. Isso porque o crescimento e a expansão da igreja naturalmente repercutiam na área educacional. Os pioneiros adventistas no Brasil foram impulsionados pelo conselho de Ellen White de que “[...] em todas as nossas igrejas deveria haver escolas” (White, 2000, p. 150) e procuravam aumentar a quantidade de escolas para equiparar ao número de igrejas estabelecidas. Dessa forma, no ano de 1906, 42% das igrejas possuíam escolas (Azevedo, 2004; Carvalho, 2012).

As escolas paroquiais adventistas ganharam visibilidade na sociedade somente nas duas últimas décadas do século XX. Apesar dos escassos registros, Azevedo (2004) afirma que, em 1899, a Associação Geral da IASD registrou a existência de quatro escolas no Brasil. Já em 1906 havia 10 escolas para 24 igrejas. Posteriormente, a quantidade de escolas era maior do que a de igrejas em algumas regiões.

Essencialmente, desde seus primórdios, a rede adventista no Brasil sustentou os dois tipos de escolas. As escolas paroquiais sempre foram mais numerosas, pois estavam localizadas junto às igrejas e eram basicamente de ensino primário. Esse progresso da educação paroquial adventista no Brasil pode ser dividido em três períodos.

O primeiro, de sua inserção até 1940, foi marcado pela informalidade, uma vez que a legislação brasileira era muito flexível com os sistemas particulares de ensino. O segundo período, entre 1940 e 1971, assinala-se pela legalidade, com escolas em caráter totalmente denominacional, sendo poucas as que atraíam alunos de outras denominações. Nesses dois períodos, as escolas eram pequenas, aproveitando dependências da igreja e contando com corpo docente muito reduzido. O terceiro período, de 1971 até hoje, é marcado pelas escolas regulamentadas, com expressiva visibilidade na sociedade e sem exclusividade para alunos adventistas (Schünemann, 2009).

Essa mudança foi impulsionada principalmente pela nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB 5692), promulgada em 1971, a qual mudava de forma radical o ensino primário para oito séries. Segundo Azevedo (2004, p. 36), “[...] muitas escolas primárias adventistas de quatro séries, com poucas salas e área física insuficiente, não possuíam infra-estrutura adequada para serem transformadas em escolas de primeiro grau completo com oito séries”. Isso ocasionou o fechamento de várias delas. O sistemático investimento financeiro no nível elementar se tornou prática habitual da liderança da Igreja a partir de então.

O crescimento não se restringiu ao número de escolas: ampliaram-se construíram-se grandes colégios, muitos dos quais já não estavam localizados nas dependências da igreja. Esse crescimento pode ser observado na figura 2.

Fonte: Schünemann (2005) e IASD (2013).

Figura 2: Expansão Educacional no Brasil. 

O atual período caracteriza-se pela busca de novos paradigmas. Entre as mudanças, além do amplo atendimento a uma clientela de denominações diferentes e da criação de escolas de ensino médio em regime de externato, observa-se uma tendência crescente à profissionalização do magistério e da administração escolar, sempre procurando manter um corpo docente quase exclusivamente adventista. Outra mudança é a intensificação das discussões sobre uma filosofia e uma metodologia adventistas, o que tem resultado na publicação de livros didáticos desde a década de 1970 e nos projetos de Integração Fé-Ensino, nos quais o professor é orientado a ensinar de uma perspectiva adventista (Schünemann, 2005).

A manutenção de uma rede tão ampla só é possível, segundo o Departamento de Educação da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, porque existe um criterioso sistema de avaliação, tanto para a abertura de novas unidades quanto para acompanhamento, sendo os intervalos de dois a cinco anos (apud Menslin, 2009).

A filosofia adventista de educação

Na história do movimento da pedagogia adventista e do seu aparato educacional não se encontra a participação de intelectuais. A preocupação com a educação das crianças por parte dos fundadores do adventismo limitou-se ao campo religioso. Houve, de um lado, a preocupação com o ensino das crianças e a capacitação cultural dos pregadores e, de outro lado, as implicações econômicas, administrativas e financeiras.

Embora a diversidade cultural, social, geográfica e política estejam moldando o amplo e internacionalmente desenvolvido Sistema Educacional Adventista, sua identidade e unidade devem-se às diretrizes e orientações filosóficas da ‘Pedagogia Adventista’, que, com base na Bíblia e nos escritos de Ellen White, conduz todas as atuações educacionais de quaisquer instituição de ensino da IASD. Por isso, torna-se necessário entender e caracterizar o papel central dos escritos de Ellen White na consolidação desse pensamento educacional.

Os adventistas do Sétimo Dia têm Ellen White em grande estima e a consideram como pioneira do movimento adventista, primeiramente por ter participado dos seus primórdios e também por considerá-la como mensageira profética de Deus. Seus escritos são de fundamental importância, não apenas para a manutenção da fé dos crentes ligados à denominação, mas também para o estabelecimento de conceitos relacionados ao bom viver e à formação integral do homem cristão (Stencel, 2006; Santos, 2010).

É importante considerar que, desde a origem do Sistema Educacional Adventista, Ellen White desempenhou um papel fundamental em sua estruturação, seu desenvolvimento e sua consolidação. A filosofia educacional encontrada em seus primeiros escritos sobre educação sustentou e orientou os primeiros educadores adventistas no estabelecimento do sistema educacional formal. Por essa razão, Knight (1983, p. 26) afirma:

[...] é impossível compreender a educação adventista, quer atual ou histórica, sem entender o papel e o impacto das ideias de Ellen White sobre o seu desenvolvimento. Ela não foi apenas uma figura central nesse desenrolar, mas a principal líder adventista que se distinguiu desde o início até o fim do período formativo do sistema educacional.

No primeiro de seus muitos escritos sobre o assunto, datado de 1872 e intitulado A devida educação, ela apresenta os princípios básicos que devem pautar a educação adventista. Considerado como a declaração mais importante e completa sobre educação, seu conteúdo é percebido como modelo, como expressão da natureza ideal da educação adventista.

Santos (2010) divide esse documento em três seções principais: na primeira, a autora trata da importância da educação, estabelecendo a diferença entre educação e treinamento e defendendo a disciplina como autodomínio. Na segunda, refere-se à educação física e ao trabalho manual tanto no lar quanto na escola. Já na terceira parte, considera o ensino da Bíblia e as áreas comuns para aqueles que se preparam para a vida dedicada ao trabalho eclesiástico.

  • A única educação verdadeira é a cristã ou a educação que inclui o ensino religioso baseado na Bíblia;

  • O processo educacional está preocupado com o indivíduo por completo durante todo o período de sua existência;

  • A educação deve ser prática, bem como cultural e acadêmica;

  • A educação deve preparar a pessoa para ser útil e deve inspirá-la como ideal de serviço;

  • O currículo deve ser suficientemente vocacional para assegurar que todo o aluno deixe a escola com meios dignos para ganhar seu sustento;

  • A política educacional não deve ser limitada pela tradição;

  • É obrigação da Igreja educar todos os seus membros, sejam adultos ou crianças;

  • Uma localização rural e pitoresca é ideal para uma instituição de internato;

  • A maior parte possível do trabalho de cuidar da instituição deve ser feita pelos estudantes e todos devem ter algum trabalho experimental.

Nos termos de Stencel (2006), essa pioneira subsidiou o estabelecimento de uma filosofia educacional que estabilizou, fundamentou e consolidou o sistema educacional adventista. Ele ressalta três áreas primordiais como alicerces filosóficos da pioneira adventista: o desenvolvimento do caráter, a destreza religiosa e a capacitação de servidores denominacionais. Tal filosofia está claramente conectada à religião, procurando integrar dois componentes fundamentais no processo do ensino-aprendizagem: a fé e a razão.

Além disso, Suárez (2010) destaca a ‘prática educacional libertadora’ como um dos princípios educacionais e uma das contribuições fundamentais de Ellen White como educadora cristã. Para essa pioneira do adventismo, as obras da educação e da redenção são uma só, no sentido de que ambas possuem a função restauradora da redenção, função esta também atribuída à educação. Outro tema pontual em sua filosofia educacional é a noção de libertação, que, intrinsecamente ligada à religião, implica a práxis pedagógica. Primeiramente porque está relacionada à formação do caráter; em segundo lugar, porque a liberdade possibilitaria o pensamento crítico, auxiliando na formação do cidadão; finalmente, porque implica o autocontrole, por meio do qual o ser humano desenvolve sua autonomia. Segundo Suárez (2010), o trabalho seria considerado por ela como essencial para o desenvolvimento do caráter.

Assim, ao estudar a filosofia adventista nos termos de sua pioneira, percebemos que Ellen White estava conectada às teorias pedagógicas de seu tempo, aproximando-se de algumas ideias defendidas por grandes pensadores educacionais, como Pestalozzi, Herbart, Rousseau, Comênio e também Horace Mann (Gonçalves, 2009).

Essas são as principais circunscrições da proposta pedagógica adventista e, com base nelas, podemos inicialmente inferir que sua prática pedagógica se fundamenta em uma cosmovisão bíblico-cristã que nutre as concepções antropológicas, epistemológicas e axiológicas, que, por sua vez, orientam o fazer educacional. Para os adventistas, a educação desempenha um papel vital no contexto dos acontecimentos finais da terra, de modo que, pretendendo ser redentora da humanidade, busca formar cidadãos atuantes nesta vida e desejosos de um mundo vindouro.

Considerações finais

Mostramos, neste artigo, ainda que de forma resumida, como o protestantismo adventista do Sétimo Dia se originou, se estabeleceu como rede mundial e se organizou em denominação confessional. De origem norte-americana, essa religião acabou por desenvolver um grande sistema educacional que se espalhou pelo mundo, levando sua filosofia para a formação do homem cristão. Procuramos deixar evidente que, para compreender de modo amplo a gênesis e as características peculiares da Rede Adventista de Educação no mundo e no Brasil, é necessário situá-la em sua proto-história, ou seja, no plano de fundo cultural dos Estados Unidos durante o século XIX e também neste país.

Constatamos que o surgimento dessa rede de educação está completamente ligado à história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, cuja origem, por sua vez, está relacionada ao despertar religioso ocorrido nos Estados Unidos da América no início do século XIX. O sistema educacional adventista surgiu de uma preocupação com o preparo das crianças para a vida secular e, ao mesmo tempo, da tentativa de preservá-las do preconceito religioso diante de suas crenças e da degradação moral que se observava nos alunos das escolas públicas nos Estados Unidos. Tal empreendimento expandiu-se por todo o mundo sob as orientações diretas de sua pioneira Ellen G. White.

A inserção dessa igreja no Brasil coincidiu, justamente, com o processo de expansão missionária por todo o mundo, especialmente com a chegada de imigrantes adventistas no sul e sudeste do país. Seu estabelecimento foi lento ou modesto no início, mas foi se tornando expressivo com o passar dos anos, de forma a constituir uma das maiores redes de educação confessional no Brasil e no mundo. Com uma filosofia fundamentada na Bíblia e o foco na formação integral do homem, ela continua sendo referência em educação privada confessional.

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Recebido: 05 de Dezembro de 2016; Aceito: 12 de Setembro de 2017

*Autor para correspondência: E-mail: patrick.ferreira@ucb.org.br

Patrick Vieira Ferreira é doutorando em Psicologia da Educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mestre em Educação pela UMESP (2016), possui graduação em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Faculdade Adventista de Educação do Nordeste (2008) e graduação em Teologia - Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (2008), especializado em Gestão Educacional e Capelania Escolar. Coaching Profissional certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching. Atualmente trabalha no corpo administrativo em escolas da Educação Adventista. E-mail: patrick.ferreira@ucb.org.br

Roger Marchesini de Quadros Souza é Doutor em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2004), Mestre em Filosofia e História da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998) e Graduado em Pedagogia pelo Centro Universitário Fundação Santo André (1982). É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Metodista de São Paulo. Leciona disciplinas de Política e Gestão Educacionais em diversas licenciaturas. É Supervisor de TCC's do Curso de Pedagogia na modalidade EAD da UMESP. Atua como Coordenador de área de gestão de processos educacionais do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID (CAPES - UMESP) envolvendo a participação das Licenciaturas da UMESP e escolas Públicas do Município de Mauá, de São Bernardo do Campo e do Estado de São Paulo.E-mail: rogerquadros@globo.com

Nota: P.V. Ferreira foi responsável pela concepção, delineamento, análise e interpretação dos dados; redação do manuscrito, revisão crítica do conteúdo e aprovação da versão final a ser publicada. R.M. de Q. Souza foi responsável pela redação do manuscrito e revisão crítica do conteúdo.

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