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Audiology - Communication Research

versão On-line ISSN 2317-6431

Audiol., Commun. Res. vol.18 no.1 São Paulo jan./mar. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S2317-64312013000100009 

ARTIGO ORIGINAL

 

Fatores de risco para gagueira em crianças disfluentes com recorrência familial

 

 

Cristiane Moço Canhetti de OliveiraI; Denise CunhaII; Ana Cláudia dos SantosIII

IDepartamento de Fonoaudiologia e Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia, Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" – UNESP – Marília (SP), Brasil
IIPrograma de Pós-graduação (Mestrado) em Fonoaudiologia, Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" – UNESP – Marília (SP), Brasil
IIIFonoaudióloga da Santa Casa de Misericórdia de Mococa, Mococa (SP), Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Caracterizar os fatores gênero, idade, tempo de duração e tipologia das disfluências, fatores estressantes físicos e emocionais em crianças com alto risco para a gagueira e com recorrência familial do distúrbio.
MÉTODOS: Participaram 65 crianças com alto risco para a gagueira desenvolvimental familial, de ambos os gêneros, na faixa etária de três a 11anos. A coleta de dados foi realizada por meio do Protocolo de Risco para a Gagueira do Desenvolvimento (PRGD).
RESULTADOS: A razão masculino/feminino de crianças disfluentes encontrada foi de 2,8:1, com predominância do grupo na faixa etária de três anos. Os resultados revelaram diferença significativa quanto ao tempo de duração: mais crianças apresentaram um período maior de 12 meses de duração das disfluências em relação às crianças que apresentaram de seis a 12 meses de duração. A maioria apresentou algum fator estressante emocional e não apresentou fator estressante físico.
CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que crianças com recorrência familial da gagueira no gênero masculino, na faixa etária de três anos, com presença de disfluências gagas por mais de 12 meses e com ocorrência de fatores estressantes emocionais são as que apresentam maior risco para o desenvolvimento da gagueira persistente.

Descritores: Gagueira; Fatores de risco; Genética; Fonoaudiologia, Distúrbios da fala


 

 

INTRODUÇÃO

Gagueira é uma condição crônica caracterizada principalmente pelas interrupções involuntárias na fala fluente(1). Quando seu início ocorre na infância é chamada de gagueira desenvolvimental. A gagueira afeta 5% das crianças, com uma média de prevalência de 1% na população(2,3).

Disfluências são todas as rupturas que podem ocorrer no fluxo da fala de qualquer falante, sendo classificadas em comuns ou gagas. Sabe-se que a principal manifestação da gagueira é a presença de excessivas disfluências gagas.

A etiologia da gagueira é multifatorial, pois resulta de uma interação dinâmica e não linear entre um amplo e heterogêneo espectro dos fatores de risco causados no período do desenvolvimento infantil(4,5). A compreensão destes fatores de risco é fundamental para realizar o diagnóstico adequado e precoce, além de propiciar uma intervenção mais eficaz às crianças que gaguejam.

A relevância de investigações sobre os fatores de risco para a gagueira desenvolvimental é destacada na literatura(6,7), pois podem nortear os casos que necessitam ser priorizados no tratamento. Crianças antes dos seis anos de idade respondem melhor à terapia, prevenindo a evolução do distúrbio para um quadro mais crônico e com pior prognóstico(8,9). Portanto, torna-se necessário conhecer quais são os fatores de risco mais relevantes, para assim identificar a gagueira mais precocemente.

Dessa forma, no estudo da história clínica da gagueira, mostra-se fundamental investigar os fatores considerados como de risco para a cronicidade do distúrbio. Dentre estes fatores, destacamos a idade, o gênero, o tempo de duração e a tipologia das disfluências, o histórico mórbido pré, peri e pós natal, o histórico familial e os fatores estressantes que ocorreram próximo ao surgimento do distúrbio(10).

As disfluências frequentemente aparecem em um período compreendido entre dois e cinco anos(11-15), com média de idade de 30 meses(15). Além disso, a literatura(16) aponta que por volta de quatro anos de idade a maioria das crianças com gagueira já manifestou este distúrbio.

O gênero também influencia na prevalência da gagueira, pois o maior risco para o desenvolvimento deste distúrbio ocorre em meninos, sendo que esta proporção aumenta com a idade(17). Um estudo também mostrou que, o risco da gagueira aumenta no gênero masculino quando há algum outro distúrbio da comunicação associado, independente do histórico familial(18). A justificativa para a cronicidade de o distúrbio ser superior para a casuística masculina, pode ser explicada, segundo a literatura(4,19,20), pelo maior índice de recuperação que ocorre no gênero feminino.

No que se refere ao tempo de duração das disfluências, este é variável, porém é importante destacar que um período superior a 12 meses de duração é indicativo de um distúrbio crônico. Sabe-se que a recuperação espontânea da gagueira ocorre principalmente nos primeiros anos de vida, sendo que muitos recuperaram dentro dos 12 primeiros meses após o início(20).

A sintomatologia da gagueira é caracterizada por excessiva repetição de sons e palavras monossilábicas, prolongamentos e bloqueios(12,21,22), rupturas estas chamadas de disfluências gagas, que são fundamentais para a realização do diagnóstico do distúrbio.

Sabe-se que algumas crianças podem apresentar disfluências no período de desenvolvimento da linguagem, mas que estas também podem representar o início de uma gagueira. Um achado consistente a este respeito é que crianças gagas desde o início da instalação do quadro apresentam mais disfluências dentro da palavra, como repetições de sons ou de parte da palavra e prolongamentos dos sons, do que crianças não gagas(23).

Quanto aos fatores estressantes físicos ou o histórico mórbido pré, peri e pós-natal, a literatura aponta que os casos esporádicos de gagueira, com histórico familial negativo, podem ser advindos de danos cerebrais precoces, traumas ou doenças no nascimento ou no desenvolvimento(24).

Os fatores genéticos envolvidos na transmissão da gagueira ocorrem em aproximadamente metade dos casos de gagueira desenvolvimental(25,26). Este subgrupo de gagueira é denominado de gagueira desenvolvimental familial(26), sendo, portanto a presença de histórico de gagueira na família, um fator que representa um alto risco para a gagueira(6,20,27).

Os fatores estressantes emocionais que podem ocorrer próximos ao surgimento das disfluências, também podem interagir com os outros fatores acima e colaborar para o surgimento do distúrbio(10).

Considerando a importância da compreensão dos fatores de risco para a gagueira desenvolvimental persistente, o objetivo deste trabalho foi caracterizar os fatores gênero, idade, tempo de duração e tipologia das disfluências, fatores estressantes físicos e emocionais em crianças com alto risco para a gagueira e com recorrência familial do distúrbio.

 

MÉTODOS

A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP de Marília, sob parecer CEP nº 665/2009. Os participantes selecionados eram pro­venientes do Centro de Estudos da Educação e da Sáude (CEES) da UNESP de Marília. As crianças estavam em lista de espera para o atendimento no Estágio Supervisionado de Terapia Fonoaudiológica: Distúrbios da Fluência com queixa de gagueira. Foram recrutados os familiares das crianças que estavam na faixa etária definida pelo estudo, para a aplicação do Protocolo de Risco para a Gagueira do Desenvolvimento (PRGD)(10) e do levantamento do histórico familial do histórico familial. Após a verificação dos critérios de inclusão e de exclusão, os responsáveis pelos casos selecionados consentiram a participação das crianças envolvidas na realização da pesquisa, conforme Resolução 196/96 da CONEP.

O grupo de estudo foi formado por 65 crianças com alto risco para a gagueira (disfluente), na faixa etária de três anos a 11 anos e 11 meses de idade (média de idade de 6,09 anos e DP=2,52), de ambos os gêneros (48 do gênero masculino e 17 do gênero feminino). Todas as crianças foram inclusas sem distinção de gênero, escolaridade ou nível sócio-econômico-cultural.

Os requisitos de inclusão dos participantes foram: idade entre três anos e 11 anos e 11 meses, ser falante nativo do português brasileiro, apresentar queixa de gagueira, apresentar maior pontuação na coluna alto risco para a cronicidade da gagueira no PRGD(10), e apresentar histórico familial positivo para o distúrbio.

Os critérios de exclusão dos participantes foram: apresentar qualquer distúrbio neurológico genético ou não genético, tais como distonia, doenças extras piramidais, deficiência mental, epilepsia, transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); sintomas ou condições psiquiátricas; apresentar alterações de comunicação oral não compatíveis com a idade, com exceção à gagueira; apresentar perda auditiva condutiva ou neurossensorial, e; outras condições pertinentes que poderiam gerar erros no diagnóstico.

Os procedimentos utilizados para a seleção dos sujeitos foram: anamnese, meatoscopia, audiometria tonal liminar, logoaudiometria, imitanciometria e pesquisa dos reflexos acústicos contralaterais. Após a seleção dos indivíduos, todos os participantes foram submetidos à avaliação, conforme descrito a seguir.

Para a coleta e análise dos dados utilizamos o PRGD(10), realizado com os pais ou familiares das crianças, com a finalidade de detectar os fatores de risco para a cronicidade da gagueira, como: idade, gênero, tempo de cronicidade das disfluências, tipologia das disfluências, fatores estressantes físicos e/ou emocionais que ocorreram próximo ao surgimento das disfluências e fatores genéticos. O tempo de aplicação do procedimento foi de aproximadamente uma sessão de 50 minutos.

Os dados dos antecedentes familiais para realizar o heredograma foram coletados no item sobre o histórico familial do PRGD. Os familiares adultos de primeiro grau (pai ou mãe) foram questionados sobre o padrão de fluência de seus parentes e sobre a existência de algum familiar que apresentasse gagueira. Para possibilitá-los a responderem estas questões, a entrevistadora apresentou uma definição padronizada de gagueira oferecendo exemplos que pudessem ilustrá-las. Gagueira foi definida como "interrupção na continuidade do fluxo da fala caracterizada como repetições, prolongamentos, ou bloqueios de sons, sílabas ou de pequenas palavras"(19). Exemplos de repetições de sons ou de sílabas, repetições de palavras monossilábicas, prolongamentos de sons, bloqueios e intrusões foram oferecidos. Com o intuito de se obter informações precisas, os familiares foram encorajados a checar e a confirmar com outros parentes, informações e histórias de gagueira.

A análise estatística foi realizada por meio do teste da Razão de Verossimilhança, para verificar se existia diferença para as variáveis de interesse. Para o teste foi considerado p<0,05 para valores de significância estatística.

 

RESULTADOS

As informações sobre a idade, o tempo de duração e a tipologia das disfluências, os fatores estressantes físicos e emocionais segundo o gênero dos participantes foram organizadas na Tabela 1. Nota-se que independente do gênero, grande parte das crianças apresentava idade entre 3 anos e 3 anos e 11 meses. A razão masculino/feminino foi de 2,82:1.

Analisando-se o tempo de duração das disfluências, verificou-se que a maior parte das crianças apresentou mais de 12 meses de duração das disfluências, sendo esta diferença significativa (p=0,019). A maioria dos pais ou familiares caracterizaram as disfluências das crianças como gagas. Não ocorreram fatores estressantes físicos na maior parte das crianças dos gêneros masculino e feminino. Mais de 50% do gênero feminino não apresentou fatores estressantes emocionais, enquanto que mais de 50% do gênero masculino apresentou fatores estressantes emocionais.

Em relação à idade, o gênero e o tempo de duração das disfluências, verifica-se na Tabela 2 que a maioria dos participantes foi caracterizada como crianças na faixa etária de 3 anos, com mais de 12 meses de duração das disfluências, independente do gênero. Em relação à idade, gênero e tipologia das disfluências, verifica-se que a maioria dos participantes foi caracterizada como crianças na faixa etária de 3 anos, com a presença de disfluências gagas, independente do gênero.

A Tabela 3 apresenta os resultados referentes aos fatores estressantes físicos e emocionais dos participantes, distribuídos de acordo com o gênero e idade. Observa-se que em ambos os gêneros, a maioria das crianças não apresentou fatores estressantes físicos. Em relação aos fatores estressantes emocionais, no gênero feminino a maioria das crianças não apresentou nenhum fator associado, e no gênero masculino a maioria apresentou algum fator estressante emocional.

Com relação à idade, a maioria dos pais ou familiares não relatou a presença de fatores estressantes físicos, independente da idade. No entanto, a análise dos fatores estressantes emocionais mostrou que a maioria dos pais ou familiares relatou a presença de algum fator, com exceção ao grupo de crianças com mais de 10 anos de idade, porém, esta diferença não foi significativa.

A Tabela 4 mostra os fatores estressantes físicos em relação aos fatores estressantes emocionais, segundo o gênero. Nota-se que no gênero masculino a maioria dos participantes que não apresentou fatores estressantes físicos, apresentou a presença de fatores estressantes emocionais. Para as crianças do gênero feminino, a maioria que não apresentou fatores estressantes físicos, também não apresentou fatores estressantes emocionais. Porém, esta relação não foi significativa para nenhum dos gêneros.

Em relação à idade e fatores estressantes físicos, verifica-se na Tabela 5 que a maioria dos participantes foi caracterizada por crianças com ausência desses fatores, e idades entre 3 e 4 anos. Quanto aos fatores estressantes emocionais e idade, a maioria dos participantes foi caracterizada como crianças na faixa etária de 3 anos, com presença desses fatores.

 

DISCUSSÃO

Atualmente existe uma tendência em delinear possíveis subtipos de gagueira(18,28,29). Neste sentido, esta pesquisa que caracterizou os fatores de risco em um grupo de crianças disfluentes com recorrência familial, apresenta dados relevantes que poderão auxiliar na compreensão dos diferentes subtipos de gagueira.

Um dos grandes desafios dos clínicos e pesquisadores na área de disfluência infantil é determinar o risco que uma criança apresenta para a gagueira desenvolvimental persistente, pois este norteará a conduta terapêutica a ser aplicada. Além do conhecimento sobre quais são os fatores de risco que devem ser investigados, o profissional deve compreender que estes fatores interagem entre si, e não devem ser analisados isoladamente. Um estudo comparativo entre os fatores risco em um grupo de crianças com gagueira desenvolvimental familial e isolada foi realizado e os resultados sugerem que os fatores de risco pesquisados nos dois grupos de crianças com gagueira são similares, independentes do histórico familial(29). A única diferença significativa entre os grupos foi com relação aos fatores estressantes próximos ao surgimento das disfluências, que ocorreram com maior frequência no grupo de gagueira desenvolvimental isolada(29).

Na presente pesquisa foi verificado que o risco da gagueira desenvolvimental familial é maior no gênero masculino, concordando com estudos prévios(2,17-20). De acordo com os achados, a maioria das crianças, independentemente do gênero, estavam na faixa etária de três anos. Dado este coerente com a literatura que relata que a gagueira desenvolvimental frequentemente surge antes dos quatro anos de idade(16).

Neste aspecto é importante ressaltar que as crianças chegam tarde para o atendimento fonoaudiológico, pois a maioria dos participantes, independente do gênero, apresentou mais de 12 meses de duração das disfluências. Este achado é típico da gagueira persistente, independente de sua natureza(29), e tem uma implicação clínica importante, pois os pais deveriam procurar o atendimento fonoaudiológico mais precocemente. Portanto, os fonoaudiólogos deveriam desenvolver ações no sentido de esclarecer à população em geral, tanto pais, educadores e profissionais da saúde, sobre a gagueira e seus fatores de risco para que os encaminhamentos fossem realizados tão logo surgissem as manifestações.

Os resultados mostraram que a maioria das disfluências foi caracterizada como gaga, independente do gênero e da idade, dado este que já era esperado, pois a ocorrência de disfluências gagas é a principal manifestação da gagueira(1,12,21,22). Em relação à idade, gênero e tipologia das disfluências, a maioria dos participantes foi caracterizada como crianças na faixa etária de três anos, com a presença de disfluências gagas, do gênero masculino.

Em nossa amostra, composta por casos de origem familial, a maioria das crianças não apresentou fatores estressantes físicos, independente do gênero. Em relação aos fatores estressantes emocionais, no gênero masculino a maioria das crianças apresentou algum fator associado, e no gênero feminino não apresentou nenhum fator estressante emocional. Esse dado ressalta o aspecto multifatorial da gagueira(4), pois, apesar deste grupo de crianças apresentar predisposição genética para gagueira, também frequentemente apresentou fatores estressantes emocionais.

Os dados desta pesquisa indicam que vários fatores juntos podem contribuir para o surgimento e a persistência da gagueira desenvolvimental, enfatizando a natureza multidimensional do distúrbio(4). Os fatores genéticos parecem atuar em conjunto com outros fatores, que em uma interação dinâmica e complexa, pode justificar o surgimento do distúrbio, como descrito na literatura(4). Os dados ressaltam, portanto, a complexidade da origem da gagueira, bem como a necessidade de se investigar os vários fatores considerados como de risco para o distúrbio, para que, assim, se possa compreender o caso clínico e desenvolver uma terapia mais adequada.

O cruzamento entre os dados dessa pesquisa e a literatura(4,5,18,20,29) pertinente ao tema mostra que os fatores de risco para a gagueira desenvolvimental persistente devem ser contextualizados numa análise multidimensional que integre vários domínios.

 

CONCLUSÃO

Os resultados desse estudo sugerem que crianças com recorrência familial da gagueira do gênero masculino, na faixa etária de três anos, com presença de disfluências gagas por mais de 12 meses e com ocorrência de fatores estressantes emocionais são as que apresentam maior risco para o desenvolvimento da gagueira persistente.

 

AGRADECIMENTOS

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo apoio concedido para a realização desta pesquisa, sob processo 2009/09631-8, na forma de bolsa de iniciação científica.

 

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Endereço para correspondência:
Cristiane Moço Canhetti de Oliveira
Av. Higyno Muzzi Filho, 737, Câmpus Universitário
Marília (SP), Brasil, CEP: 17525-900
E-mail: cmcoliveira@marilia.unesp.br

Recebido em: 14/5/2012
Aceito em: 8/1/2013

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" – UNESP – Marília (SP), Brasil.
Conflitos de interesse: Não
Contribuição de cada autor: CMCO realizou a orientação da pesquisa, a correção dos dados, escreveu o artigo científico; DC e ACS realizaram a coleta e análise dos dados e escreveram o artigo científico.

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