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Audiology - Communication Research

versão On-line ISSN 2317-6431

Audiol., Commun. Res. vol.22  São Paulo  2017  Epub 27-Mar-2017

http://dx.doi.org/10.1590/2317-6431-2016-1766 

Artigo Original

Planilha de triagem acústica da sala de aula: tradução e adaptação cultural para o Português Brasileiro

Aline Duarte da Cruz1 

Thais Corina Said de Angelo2 

Andréa Cintra Lopes3 

Diego Martins Pinto Guedes1 

Tacianne Kriscia Machado Alves1 

Vanessa Luísa Destro Fidêncio1 

Adriane Lima Mortari Moret3 

Regina Tangerino de Souza Jacob3 

(1) Programa de Pós-Graduação em Fonoaudiologia, Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo – USP – Bauru (SP), Brasil.

(2) Clínica de Fonoaudiologia, Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo – USP – Bauru (SP), Brasil.

(3)Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo – USP – Bauru (SP), Brasil.

RESUMO

Introdução

No ambiente escolar, os professores sentem-se incomodados em ministrar aulas em salas ruidosas e percebem a dificuldade dos alunos em ouvir a informação, constatando, assim, que o ruído não é apenas um incômodo, mas também um fator agravante, que interfere no rendimento escolar. Portanto, são imprescindíveis condições acústicas adequadas para o ambiente educacional. Atualmente, não há padronização da metodologia que deve ser utilizada para mensurações das características acústicas das salas de aula.

Objetivo

Traduzir e adaptar para o Português Brasileiro o protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet”.

Métodos

A tradução e a adaptação do protocolo incluiram tradução para o Português, adaptação linguística e revisão da equivalência gramatical e idiomática, assim como a validação de conteúdo, por meio de duas etapas: avaliação individual e reunião entre os especialistas.

Resultados

O protocolo foi traduzido e adaptado para o Português, resultando no instrumento “Planilha de triagem acústica da sala de aula”. O protocolo apresentou validade de conteúdo e, após apreciação e consenso dos especialistas, mostrou que a adaptação cultural do conteúdo foi clara e objetiva, sendo possível aplicá-la à realidade das salas de aula brasileiras.

Conclusão

O protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet” foi trazido e adaptado para o Português Brasileiro, sendo nomeado “Planilha de triagem acústica da sala de aula”. Estudos futuros deverão investigar sua aplicabilidade e efetividade na observação das características acústicas das salas de aula no cenário nacional.

Palavras-Chave: Instituições acadêmicas; Ruído; Razão sinal-ruído; Acústica; Protocolos

INTRODUÇÃO

Avaliar as características acústicas das salas de aula de alunos com deficiência auditiva é de extrema importância, visto que, no ambiente escolar, o ruído não é apenas um incômodo, mas também interfere no rendimento das atividades de ensino1,2.

O ruído e seus efeitos no organismo humano vêm despertando interesse em várias áreas relacionadas à educação e à saúde3. O fonoaudiólogo tem estudado o ruído, preocupando-se com as alterações auditivas que podem ser causadas pela exposição e suas consequências, atuando em prevenção, detecção e reabilitação de tais alterações4.

No ambiente escolar, os professores sentem-se incomodados em ministrar aulas em salas ruidosas e percebem a dificuldade dos alunos em ouvir a informação, bem como a dispersão da atenção. Os relatos mais frequentes dos professores, em relação ao ruído nas salas de aula, são: sentirem-se incomodados em ministrar aulas em salas ruidosas; apresentarem problemas na voz por falar em forte intensidade; alunos com dificuldade para escutar a fala do professor e dispersão dos alunos, prejudicando o aprendizado e o bem-estar5,6.

O ruído pode causar estresse, dificuldade de concentração, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, agressividade e baixo rendimento. O ruído encontrado nas salas de aula da escola e no pátio, se comparados aos dados da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, mostram os mesmos níveis de ruído causados por trânsito intenso, carro de corrida e trem subterrâneo - faixas entre 80 e 110 dB -, demonstrando que, certamente, os valores encontrados neste estudo não são apropriados para o ambiente escolar, tampouco para a saúde física e mental das crianças em fase de aprendizagem e para os outros profissionais da escola7.

Um estudo que avaliou as salas de aula de nove escolas da rede pública do município de Belo Horizonte, em relação à medição dos parâmetros acústicos de Leq, tempo de reverberação (T30) e Speech Transmission Index (STI), concluiu que tais parâmetros estão fora dos padrões exigidos por normas internacionais, para uma adequada condição acústica para o ensino1.

O ruído causado por fontes internas (conversas, mobiliário, equipamentos) e por fontes externas (tráfego, movimentação de pessoas, proximidade dos centros urbanos) encontra-se acima dos valores recomendados pela Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desta forma, o rendimento no processo ensino-aprendizagem sofre interferências, pois não existe um ambiente propício à concentração e ao entendimento da fala8.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da NBR 10.152 de 19879, regulariza níveis de ruído em sala de aula, recomendando valores entre 40 dB(A) e 50 dB(A). Em relação ao tempo adequado de reverberação, não há uma normalização específica para salas de aula. Na NBR 10.152, são fixadas as condições exigíveis para avaliação da aceitabilidade do ruído em comunidades e também são estabelecidos os níveis máximos de ruído para os diversos ambientes. Portanto, são imprescindíveis condições acústicas adequadas para o ambiente educacional10.

O American National Standard Institute (ANSI/ASA S12.60)11, estabelece 35 dB(A) como valor máximo do nível de ruído em uma sala de aula. A relação sinal-ruído (S/R) deve ser de, pelo menos, +15 dB e o tempo de reverberação não deve ultrapassar 0,6 segundos.

Atualmente, não há padronização da metodologia que deve ser utilizada para mensurações das características acústicas das salas de aula12. É importante que as escolas sejam orientadas quanto à adequação acústica, uma vez que essas características podem interferir no processo de aprendizagem.

É fundamental que o fonoaudiólogo conheça a realidade escolar do estudante e se instrumentalize para demonstrar o impacto da perda auditiva no processo de comunicação e aprendizagem13,14.

Na literatura internacional, é disponibilizado o protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet14, instrumento de triagem que pode auxiliar o profissional na mensuração acústica do ambiente escolar, avaliado como uma ferramenta rápida e fácil de aplicar13,14,15.

O instrumento14 é subdivido em tópicos. A primeira parte é dirigida para observação e informações gerais da sala de aula, por meio de questões que abordam: dinâmica da sala de aula (1A); ruído de fundo (1B); tempo de reverberação (1C) e presença dos equipamentos de acessibilidade (1D). A segunda parte está relacionada a informações decorrentes da mensuração, como por exemplo, o item 2A, referente ao ruído, que pode ser avaliado por meio de medidor de nível de pressão sonora, ou com o uso dos aplicativos disponíveis para smartphones. O item 2B, que diz respeito à reverberação, sugere o uso de aplicativos disponíveis para smartphones ou programas da web que calculam o RT-60. O item 2C refere-se à estimativa da distância crítica, que pode ser obtida por meio dos valores do volume da sala de aula e do tempo de reverberação obtido nas medidas anteriores.

Este estudo teve como objetivo traduzir e adaptar transculturalmente, para o Português Brasileiro, o protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet14.

MÉTODOS

A tradução e adaptação cultural do protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet14 para o Português Brasileiro, seguiu as etapas indicadas por outros estudos16,17,18, como descrito a seguir.

Tradução do questionário para o idioma Português

O instrumento, em sua versão original, foi distribuído para dois tradutores intérpretes de inglês, fluentes no idioma, que não se conheciam e não conheciam o instrumento, visando à elaboração individual e sigilosa da primeira versão para o Português. Este procedimento foi realizado com o intuito de gerar duas traduções independentes do protocolo.

Adaptação linguística

O grupo revisor foi constituído por duas fonoaudiólogas (brasileiras, fluentes em língua inglesa), que analisaram os dois documentos resultantes e reduziram as diferenças encontradas nas traduções, adaptando o texto à cultura brasileira. Desta forma, foi obtido um novo inventário, que foi denominado “Planilha de triagem acústica da sala de aula”.

Revisão das equivalências gramatical e idiomática (traduções reversas)

Para a revisão das equivalências gramatical e idiomática, uma cópia do protocolo foi encaminhada para outros dois tradutores, de mesma condição linguística e cultural dos primeiros e que, desconhecedores do texto original, elaboraram uma nova versão do instrumento para o idioma inglês. O mesmo grupo revisor realizou nova avaliação das duas versões resultantes, comparando-as com a original em inglês.

Adaptação transcultural

A adaptação transcultural objetivou estabelecer a equivalência cultural entre as versões inglesa e portuguesa do protocolo. A equivalência cultural é estabelecida quando não forem observadas dificuldades de compreensão das questões elaboradas ou dos termos utilizados, por, no mínimo, 80% dos pesquisadores avaliadores.

Foi utilizado um roteiro com os itens do protocolo e os seguintes critérios de avaliação: organização, abrangência, objetividade e pertinência. Neste processo, a versão final foi enviada para seis fonoaudiólogos, a fim de verificar a tradução para realidade brasileira. Após o retorno das avaliações, foi realizada a compilação das respostas e sugestões de alterações. Cada participante manifestou sua opinião em relação aos itens, até obter-se consenso.

A “Planilha de triagem acústica da sala de aula” foi dividida em duas partes e subdivida em tópicos. A primeira delas coleta informações gerais da sala de aula: dinâmica da sala de aula (1A); ruído de fundo (1B); tempo de reverberação (1C) e presença dos equipamentos de acessibilidade (1D).

O tópico 1A apresenta questões observacionais sobre a dinâmica das salas de aula. Os itens 1B e 1C são compostos por perguntas com opções de respostas “sim ou não”. São aspectos sugestivos de níveis de ruído ou tempo de reverberação elevados quando uma resposta afirmativa é marcada. Portanto, se houver muitas respostas afirmativas, o fonoaudiólogo pode sugerir modificações e medidas preventivas nas salas de aula, a fim de diminuir o ruído e a reverberação. O item 1D (equipamentos auxiliares) aponta a presença de estudantes com deficiência auditiva, usuários de Sistema de Frequência Modulada (Sistema FM), ou até mesmo na indicação do uso do Sistema FM em campo livre para a escola, por meio de orientações aos coordenadores, diretores e professores.

A segunda parte está relacionada a informações resultantes da mensuração específica para os itens 2A (ruído), 2B (reverberação) e 2C (distância crítica), coletadas por meio das medições realizadas com aplicativos para smartphones ou programas citados na planilha. Para análise dos resultados, são indicadas a norma brasileira para o ruído9 e a norma internacional11 para o tempo de reverberação, visto que não há uma normativa nacional.

A planilha de triagem acústica da sala de aula fornece um levantamento das características acústicas do ambiente, podendo, assim, auxiliar o fonoaudiólogo e servir como base e guia para as orientações e adequações que se fizerem necessárias.

RESULTADOS

A validação do conteúdo foi realizada por meio da avaliação individual e reunião entre seis especialistas, após aprovação e consenso final dos itens avaliados: organização, abrangência, objetividade e pertinência do protocolo de triagem. O protocolo apresentou validade de conteúdo e mostrou que a adaptação do conteúdo foi clara e objetiva, atingindo 100% de entendimento dos itens abordados.

Após avaliação e consenso dos especialistas participantes, apenas o item “Portable/Relocatable Classroom”, incluso no item “Classroom Style” (1A) foi retirado, levando em consideração que escolas brasileiras não apresentam esta modalidade de classes. Não houve nenhuma sugestão de modificação quanto ao vocabulário, para a adequação cultural.

A tradução e adaptação cultural do protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet”14 resultou no instrumento “Planilha de triagem acústica da sala de aula” (Anexo 1), com o mesmo número de questões da versão original.

DISCUSSÃO

A adaptação transcultural do protocolo de triagem teve por objetivo estabelecer a equivalência cultural entre as versões Inglesa e Portuguesa da ”Planilha de triagem acústica da sala de aula”.

Segundo a Norma Brasileira (NBR) 10.152, de 19879, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, as intensidades apropriadas para o nível de ruído ambiente em salas de aula podem variar de 35 dB(A) a 45 dB(A). Infelizmente, muitas pesquisas realizadas nesses ambientes revelam que as condições acústicas variam muito e os valores do ruído estão longe de serem os ideais19,20.

Esses dados refletem o crescente interesse científico na busca de melhorar a situação de escuta das crianças, principalmente daquelas com deficiência auditiva. Por meio da observação, avaliação comportamental e medição acústica da sala de aula, pode-se implantar um plano que resultará em um ambiente escolar com situação de escuta mais satisfatória para os estudantes14.

O ruído, além de atrapalhar na comunicação entre professor e aluno, pode gerar prejuízos físicos, emocionais e educacionais, tais como alterações nos limiares auditivos/perda auditiva, zumbido, esforço auditivo, estresse e prejuízo na aprendizagem, visto que o aluno poderá perder parte do conteúdo, ou mesmo, receber a mensagem alterada. O ruído é também considerado um fator de risco para as alterações de voz do professor3,5,6,20,21,22.

A partir das informações coletadas por meio da triagem, o fonoaudiólogo poderá orientar e sugerir adaptações na sala de aula, desde as acomodações simples do ambiente escolar, como, por exemplo, sugerir que os pés das cadeiras e mesas sejam emborrachados, uso de cortinas e tapetes, entre outras, que não dependem de mudanças estruturais vinculadas a orçamento de grandes obras, até a indicação do o uso de tecnologia assistiva (TA), como o Sistema de Frequência Modulada em campo livre, para melhorar o reconhecimento da fala em ambiente ruidoso23,24.

Vale ressaltar que, em salas de aula com tempos de reverberação excessivos, o uso do sistema de amplificação em campo livre pode aumentar a reverberação e o som, criando problemas adicionais25. A ASA/ANSI11 afirma que os sistemas de amplificação não devem ser utilizados na tentativa de substituir uma boa acústica. Orienta que os níveis de ruído e tempos de reverberação das salas de aula devem ser documentados, antes da instalação de sistemas de amplificação de som em campo, para, assim, garantir o sucesso desse sistema.

O sistema em campo livre é classificado como um Classroom Audio Distribution System (CADS) e, conforme normatizado pela ASA/ANSI S12.6011, tem como principal objetivo distribuir eletroacusticamente a fonte sonora no ambiente educacional. Não é idealizado para fornecimento de sinais de alerta ou avisos. A norma ainda cita que o CADS também pode auxiliar nos casos de dificuldades de amplitude vocal do professor e em certas condições de estudantes com dificuldade de audição.

Os benefícios da utilização do CADS para crianças com audição normal são assim descritos na literatura: melhoras no desempenho acadêmico e reconhecimento de fala6,26. A literatura aponta a redução do esforço e da fadiga vocal e maior facilidade de ensino como benefícios para os professores, com a utilização desse sistema6,27,28.

Espera-se que a “Planilha de triagem acústica da sala de aula” possa ser utilizada por fonoaudiólogos, a fim de obter informações sobre a acústica das salas de aula, uma vez que é importante que as escolas sejam orientadas quanto à adequação acústica e o impacto do ruído no processo de aprendizagem.

Destaca-se, ainda, a importância de novos estudos com o intuito de validar e verificar a aplicabilidade da “Planilha de triagem acústica da sala de aula” na realidade das escolas brasileiras.

É importante ressaltar que o fonoaudiólogo deve trabalhar em parceria com o professor, na aplicação do protocolo, visto que as vivências de sala de aula são cada vez mais dinâmicas e interativas, com estimativas de que os estudantes estejam envolvidos com seus pares ou em grupos de discussão por até 34% do dia letivo e não apenas em atividades expositivas29.

CONCLUSÃO

O protocolo “Classroom Acoustical Screening Survey Worksheet” foi traduzido e adaptado culturalmente para o Português Brasileiro, sendo nomeado “Planilha de triagem acústica da sala de aula”.

Estudos futuros deverão investigar sua aplicabilidade e efetividade na observação das características acústicas das salas de aula, no cenário nacional.

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Anexo 1

 Planilha de triagem acústica da sala de aula 

Recebido: 12 de Setembro de 2016; Aceito: 23 de Novembro de 2016

Autor correspondente: Regina Tangerino de Souza Jacob. E-mail: reginatangerino@usp.br

Conflito de interesses: Não

Contribuição dos autores: ADC, TCSA, ACL, DMPG, TKMA e VLDF foram responsáveis pela elaboração e redação do manuscrito. ALMM foi responsável pela redação e correção do manuscrito. RTSJ orientadora da pesquisa e responsável pela correção do manuscrito. Todas participaram da redação e análise do artigo.

Trabalho realizado no Departamento de Fonoaudiologia, Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo – USP – Bauru (SP), Brasil.

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