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Journal of Physical Education

versão On-line ISSN 2448-2455

J. Phys. Educ. vol.28  Maringá  2017  Epub 25-Maio-2017

http://dx.doi.org/10.4025/jphyseduc.v28i1.2802 

Artigo Original

A FORMAÇÃO DOCENTE NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA DO ESPÍRITO SANTO: CIRCULAÇÃO DE SABERES E PRÁTICAS NA DÉCADA DE 1930

TEACHER TRAINING IN THE PHYSICAL EDUCATION SCHOOL IN ESPÍRITO SANTO: CIRCULATING KNOWLEDGE AND PRACTICES IN THE 1930’S

Marcela Bruschi1 

Marcelo Laquini Eller1 

Amarílio Ferreira Neto1 

Wagner dos Santos1 

André da Silva Mello1 

Omar Schneider1 

1Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória-ES, Brasil.

RESUMO

Analisa as práticas de ensino e os saberes em circulação na formação de professores na Escola de Educação Física do Espírito Santo na década de 1930. Opera com o conceito de lutas de representações e com as possibilidades metodológicas do paradigma indiciário. Como fontes, utiliza os documentos do Arquivo Permanente do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo (Cefd/Ufes). Na Escola de Educação Física do Espírito Santo, o objetivo era habilitar o professorado capixaba a trabalhar com o Método Francês nas escolas estaduais, para tanto, aos alunos eram ensinados as novas teorias e as novas práticas do Regulamento nº 7 de Educação Física. Apesar da presença dos militares na organização e funcionamento da escola, os indícios deixados nos documentos não sinalizam a intenção de militarizar e tornar mais esportiva as aulas, mas o trato pedagógico com os conteúdos de ensino.

Palavras-chave: Educação Física; Espírito Santo; Formação docente

ABSTRACT

It analyzes teaching practices and the knowledge in circulation of teachers education in Physical Education School of Espírito Santo in 1930's. It works with the concept of representation struggles and with the methodological possibilities of evidentiary paradigm. It uses, as sources, documents of the Permanent File of the Physical and sports education center of the Federal University of Espírito Santo (Cefd/Ufes). In the Physica Education School of Espírito Santo in 1930’s, the objective was to enable the teachers of Espírito Santo to work with the French Method in state schools. For this purpose, the students were taught the new theories and new practices of Regulation No. 7 of Physical Education. Despite the presence of the military, the evidences left in the documents do not indicate the intention of militarizing the course or making classes sports based, but they indicate the pedagogical approach to the teaching content.

Keywords: Physical Education; Espírito Santo; Teacher training

Introdução

Este artigo aborda a organização disciplinar da Escola de Educação Física do Espírito Santo (EsEFES), durante a década de 1930, buscando compreender o planejamento das práticas curriculares e os saberes que deveriam ser apropriados pelos professores, para sua futura atuação docente. A criação da EsEFES em 1931 conferiu uma nova formação para os professores que ministravam seu ensino nas escolas capixabas. Era necessário que os alunos que ingressassem na escola possuíssem formação de normalista, o que já lhes conferia uma boa formação como docente. A escola aperfeiçoaria os conhecimentos da disciplina Educação Física, pois, a partir da década de 1930, foi adotado o Método Francês1. O Método Francês passou a ser considerado o mais adequado para a sociedade brasileira a partir da década de 1930, em função de que poderia eugenizar, nacionalizar e formar indivíduos mais eficientes para o mercado de trabalho brasileiro que cada vez mais se industrializava2,3 .

Até o momento, dois estudos se propuseram a analisar a organização curricular da EsEFES, permitindo-nos uma aproximação com o que já se discutiu em relação aos conhecimentos apresentados na instituição. O primeiro estudo caracteriza-se como uma dissertação4, intitulada Escola de Educação Física do Espírito Santo: suas histórias, seus caminhos (1931-1961). A autora analisou a criação da Escola de Educação Física em 1931, até sua federalização ocorrida em 1961. Concluiu que a EsEFES teve como modelo a Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), herdando as ideias de ordem, disciplina e hierarquia: “[...] era organizada uma política interna, que certamente possuía raízes nos meios militares e que representava, na escola, uma verdadeira instituição de controle”(4:16). A autora ainda estabelece uma relação com as disciplinas presentes na escola, majoritariamente da área biomédica, e a consolidação do Método Francês com ênfase no higienismo e na eugenia.

O outro estudo configura-se na tese de doutorado5, intitulada A pedagogia no Exército e na Escola: a educação física brasileira (1880-1950). O autor não teve como objeto de estudo a EsEFES, mas o projeto arquitetado pelo Exército para a expansão da Educação Física. Ao relacionar a organização curricular da EsEFEx e a organização curricular da EsEFES, o autor explicita que os cursos que foram criados seguiam o padrão de organização estabelecido pela EsEFEx. Ao questionar a fonte documental utilizada na pesquisa, sinalizou que era dada ênfase aos conhecimentos de Pedagogia e disciplinas profissionalizantes (as disciplinas práticas) e desmitificou que os cursos de formação enfatizaram somente os conhecimentos das Ciências Biológicas.

Como podemos observar em Silva4, a EsEFES é considerada uma extensão da EsEFEx (em 19 de outubro de 1933, o Decreto nº 23.252 transforma o Centro Militar de Educação Física em EsEFEx) no que se refere aos seus ideais e doutrina, utilizando como meio para a propagação dessas ideias o Método Francês. Essa ideia já não é destacada por Ferreira Neto5 que considera que houve projetos diferentes na aplicação do Método Francês na formação de militares e de civis. Diante dessas considerações, assumimos como objetivo compreender os saberes oferecidos na EsEFES para a formação de docentes de Educação Física que iriam intervir nas escolas do Espírito Santo, observando como a Educação Física se constituía como um campo de conhecimento, sobretudo, escolar.

Esse trabalho se torna possível ao analisarmos os documentos produzidos desde o ano de 1931, momento de criação da EsEFES. Nesse acervo, são localizados planos de ensino, sabatinas, exames finais das disciplinas, monografias dos alunos, indicações de leituras utilizadas na formação, livros de ponto de professores e funcionários, matrículas de alunos, avaliações das disciplinas, boletins diários, dossiês de alunos etc., documentos presentes na instituição e que hoje fazem parte do Arquivo Permanente do Cefd/Ufes, fonte principal utilizada no desenvolvimento deste estudo. A EsEFES foi federalizada no ano de 1961, sendo anexada ao campus de Goiabeiras, da Universidade Federal do Espírito Santo, no ano de 1968, ganhando um espaço próprio e uma nova característica de centro, passando a denominar-se Centro de Educação Física e Desportos.

Ao analisar a organização curricular da Escola de Educação Física, mobilizamos o conceito de lutas de representações, para identificar como esteve organizada a EsEFES, compreendendo que “[...] uma realidade social é construída, pensada e dada a ler” (6):17 por atores que disputam o campo utilizando dispositivos que fazem circular ideias, prescrições e ordens. Ao fazermos uso desse conceito, não visualizamos os materiais e seus conteúdos como discursos neutros, pois “[...] produzem estratégias e práticas que tendem a impor uma autoridade à custa de outros, por elas menosprezados, a legitimar um projeto reformador ou a justificar, para os próprios indivíduos, as suas escolhas e condutas”6):17.

Ao realizar essas ponderações para utilizar o Arquivo Permanente do Cefd/Ufes, mobilizamos as possibilidades metodológicas do paradigma indiciário7 na análise das fontes, o que possibilitou localizar indícios que nos apontaram os sentidos pretendidos pela escola para a formação de professores de Educação Física, a partir de 1931, pelos militares, e as novas orientações para o ensino, que evidenciavam a necessidade de promover a expansão do Método Francês e seus benefícios para as escolas capixabas. Dessa forma, o estudo se contrapõe à tendência de estudar os documentos valorizando apenas o seu conteúdo, acreditando que a materialidade das práticas reside nos discursos, pois, como nos evidencia Bloch,8 os registros não são descarnados do seu lugar de produção, porque expressam aquilo que determinados indivíduos responsáveis pelo funcionamento da EsEFES pretendiam guardar da memória da instituição.

Práticas de ensino na Escola de Educação Física

Criada em 26 de junho pelo Decreto Estadual nº 1.3669, a escola só foi efetivamente instalada em 24 de agosto de 1931, quando se iniciam os trabalhos com a primeira turma. Considerado um Curso de Emergência, o primeiro período letivo teve uma média de três meses de duração, formando apenas seis professoras e um monitor. No mesmo dia do encerramento do Curso de Emergência, foi instalado o primeiro curso regular, chamado de Curso de Férias, devido ao fato de ter sido ofertado entre dezembro de 1931 e março de 1932, contando com maior quantidade de alunos matriculados, mantendo uma média de 25 alunos nas turmas seguintes10,11. Dentre os alunos matriculados, as mulheres marcaram forte presença, havendo pouca participação masculina. No decorrer dos períodos letivos, no ano de 1934, a escola já contava com uma média de seis meses de duração, aumentando para oito meses no período letivo de 1935.

O currículo da escola era orientado pelo Regulamento nº 7 de Educação Física, uma tradução do Réglement Général d’Éducation Physique, também conhecido como Méthode Française, elaborado na década de 1920 na Escola Normal de Ginástica e de Esgrima de Joinville-le-Pont (Paris). Esse método era dividido em três partes: Bases Fisiológicas, Bases Pedagógicas e Pedagogia Aplicada12. Na década de 1930, o Método Francês foi considerado o método oficial para as escolas brasileiras e adotado nas escolas capixabas, pois,

Este methodo apresenta uma vantagem extraordinária. Corrige com perfeição os esforços estaticos do methodo sueco [...]; introduz a verdadeira caracteristica dos movimentos naturaes: - completos, continuos e arredondados; dosa sufficientemente os esforços que são exigidos pelos differentes exercicios; reprova o emprego dos movimentos analyticos por naturaes. E’ portanto o methodo mais perfeito, razão por que é adoptado no exercito brasileiro, nas nossas escolas, e o mais ensinado nos cursos de educação physica espalhados por todo o Brasil13):11-12.

O plano de ensino da escola era dividido em dois momentos: ensino teórico e ensino prático. Compunham o programa de disciplinas as matérias do ensino teórico: Higiene, Fisioterapia e Socorros de Urgência, Anatomia e Fisiologia, Mecânica dos Movimentos, Pedagogia e Metodologia, Antropometria, Noções de Biotipologia e Estatística, e História da Educação Física. No ensino prático, o programa era constituído pelas disciplinas Execução Prática dos Exercícios do Método, Composição de Lições e Direção de Lições, incluindo no corpo de conhecimentos a serem ensinados, discussões fisiológicas e pedagógicas, como prevê o Regulamento nº 7 de Educação Física.

O ensino prático da escola, também seguindo a orientação do Regulamento nº 7 de Educação Física, era dividido de acordo com os ciclos: Educação Física Elementar, destinada às crianças de 4 a 13 anos; Educação Física Secundária, aos indivíduos de 13 a 18 anos; Educação Física Superior (esportiva e atlética), para os indivíduos de 30 a 35 anos; Educação Física Feminina, voltada para mulheres; Adaptações Profissionais, assegurando o aperfeiçoamento do indivíduo a uma função profissional, e Ginástica de Conservação, recomendada após os 35 anos, com a finalidade de garantir a saúde12.

A Educação Física Elementar tinha como fim ser higiênica, desenvolvendo as grandes funções orgânicas, como a respiratória, a circulatória e a articular, além de auxiliar no desenvolvimento da memória e do espírito alegre. Para esse ciclo, era recomendada a utilização de pequenos jogos, brincadeiras historiadas e imitativas, conteúdos que permitissem liberdade às crianças, respeitando a condição natural dessa fase. Assim se manifesta a professora Judith Esperdião: “A agitação, a alegria e o movimento são inatos na creança; qualquer cousa que impeça o pleno desenvolvimento dessas suas qualidades, será por ela sempre executado sem energia e com má vontade”13):2. A utilização desses conteúdos previstos para a infância permitia a ludicidade pela criança, promovendo o seu desenvolvimento intelectual.

Sobre a utilização dos jogos, a professora Adelina M. Machado14 esclarece que os jogos superiores não são indicados para a infância, pois não são executados com prazer, além de prejudicar o desenvolvimento físico e intelectual. Assim, são sugeridos jogos livres e com poucas regras, pois “São ao mesmo tempo hygienicos e recreativos. [...] não exigem esforços muito intensos nem contracções musculares localizadas. A sua pratica deve ser acompanhada de prazer porque o prazer constitue para a creança o mais notavel excitante da energia vital”14):4.

Já a ginástica historiada era indicada, pois auxiliaria no desenvolvimento da imaginação da criança. Machado complementa sobre a sua utilização, sendo

[...] a mais indicada para os pré-escolares. Consiste em lições divertidas, methodicas e graduadas. Reclama de cada creança um appello á imaginação, para executar os movimentos de accordo com os factos narrados pela professora. Desenvolve-se o poder de imaginação e creação á custa do espirito de imitação. São levadas a ter a imaginação sempre disperta, imprimindo expressão corporal, sem a preocupação de uniformidade14):4.

Nesse sentido, os exercícios imitativos parecem ter uma continuidade em relação à ginástica historiada, uma vez que é criado um contexto lúdico para sua execução, como demonstra a professora Mercês Garcia: “Os exercicios mimicos são atraentes e podem mesmo para os primeiros graus ser ministrados sob a forma de historia; isto contribuirá para torná-los mais interessantes. O fim destes exercicios é desenvolver a faculdade de imitação da criança”15):4.

O ensino secundário é o período em que o adolescente começa “[...] a desenvolver o gosto pelo esforço, dando aos exercicios um carater mais utilitário”16):7. Para a Educação Física Secundária, os exercícios tornam-se pouco mais complexos, “Daí a necessidade de dar-lhes exercícios que tenham por fim ativar os músculos [...], em particular os do tronco, e combater as atitudes viciosas por meio de exercícios de transporte de sacos de areia, em equilíbrio sobre a cabeça, exercício de suspensão alongada”16):8. Porém a professora Julieta Greppe adverte para alguns cuidados para esse ciclo de ensino:

É util que a criança jogue, corra, faça exercicios, porem, proporcionalmente ao grau de seu desenvolvimento osseo; seu exercicio muscular deve ser convenientemente dosado, não se deve forçar a idade fisiologica e para isto, PROIBIR OS EXERCICIOS ATLETICOS, que só deverão ser permitidos quando o crescimento em altura estiver terminado, isto é, entre os 18 e 20 anos17):6.

Para a Educação Física Superior, momento em que o indivíduo já se encontrava com o organismo desenvolvido, passa a ser indicada a prática dos esportes, com o objetivo de “[...] assegurar a saude melhorando o funccionamento dos orgãos, do apparelho respiratorio e o coração” (18):54 .

O Método Francês também oferecia atividades específicas para a Educação Física Feminina, com a finalidade de manter a saúde e a beleza da mulher, desenvolvendo harmoniosamente o corpo para cumprir o que acreditavam naquele momento ser a sua grande função, a maternidade. Os exercícios propostos eram diferenciados, uma vez que a mulher possui necessidades e características físicas específicas:

[...] o exercicio fizico é útil aos dois sexos; mas notamos que certas funções particulares ás moças, [...]. A mulher não foi constituida para lutar, e sim para procrear. É necessario portanto, que os exercicios fizicos que lhe são apropriados contribuam para o desenvolvimento normal da bacia. Esses exercicios são: a marcha, os exercicios ritmicos, [...] exercicios de suspensão (pouco demorados), saltos á corda, lançamentos de pesos, esgrimas, natação, etc19):6-7.

Pensando nas ações realizadas pelos homens em seu dia a dia profissional, o Método Francês oferecia atividades de Adaptações Profissionais, proporcionando a garantia de uma boa saúde:

[...] por meio de exercicios methodicos, racionaes, e utilitarios, permitte ao homem attingir o mais alto grau de aperfeiçoamento physico que sua constituição comporta, resultando desse aperfeiçoamento, como já disse, qualidades que podem ser enumeradas da seguinte maneira: Saude, Força, Resistencia, Agilidade, Tempera de caracter e Harmonia de formas e de proporções18):54.

O Método Francês evidenciava, ainda, a necessidade de manter a Ginástica de Conservação, possibilitando ao indivíduo “[...] na idade madura [...] manter o bom estado de equilibrio, conservando a saude e afastando a epoca da decadencia” (18):54.

Os alunos em formação deveriam possuir conhecimentos de Educação Física direcionados para todos os ciclos, mas, ao analisar os documentos, percebemos maior ênfase no ciclo elementar e secundário. É possível encontrar documentos referentes a planos de aula construídos pelos próprios alunos em formação, observando as atividades aconselhadas para esses níveis de ensino, que enfatizavam jogos e brincadeiras em forma cantada e historiada, provavelmente produzidos durante as aulas da disciplina Composição de Lições, do ensino prático, uma vez que o plano de ensino da escola previa que “Frequentemente, os alunos deverão compor e dirigir sessões para os diferentes graus e ciclos”1.

No início do ano de 1933, identificamos, nos registros dos documentos, a criação de uma Seção Infantil de exercícios práticos de Educação Física no interior da escola, sob a direção de alunas já diplomadas20. Possivelmente a criação da Seção Infantil constituía-se como um momento em que ocorriam aplicações de exercícios, pelos quais os alunos em formação aperfeiçoariam a docência ao ensinar a um grupo de crianças as regras e a prática da ginástica.

Como práticas avaliativas presentes na instituição, os alunos realizavam as chamadas sabatinas, provas mensais correspondentes a cada disciplina e, ao final do período letivo, eles também eram submetidos a exames finais, realizados por meio de provas escritas, orais ou práticas, de acordo com a especificidade de cada disciplina. Outro requisito avaliativo presente no currículo da escola correspondia à produção de uma monografia pelo aluno, que deveria escolher determinado tema, discorrer sobre ele e apresentar a uma banca examinadora. Nessas produções, muitos assuntos eram discutidos.

Considerando somente as monografias encontradas nos dossiês dos alunos, realizamos uma categorização dos temas nesses trabalhos durante a década de 1930, no Espírito Santo. De um total de 129 monografias, delineamos 14 eixos temáticos. São eles: Progresso (19 monografias), Mulher (16 monografias), Infância (15 monografias), Saúde (13 monografias), Ginástica (10 monografias), História da Educação Física (10 monografias), Métodos Ginásticos (8 monografias), Esporte (6 monografias), Jogos (6 monografias), Formação Docente (6 monografias), Atletismo (3 monografias), Fisiologia (2 monografias), Biometria (2 monografias) e Outros (13 monografias).

O levantamento dos temas abordados nos faz refletir sobre a cultura escolar que permeava a década de 1930 na EsEFES. A produção dessas monografias permite evidenciar os saberes que eram apresentados na formação dos docentes e que deveriam ser utilizados para intervir no cotidiano escolar da disciplina Educação Física e também fora dela. Além disso, esses trabalhos demonstram que, no Espírito Santo, já havia a produção de conhecimento em nossa área de forma sistematizada e institucionalizada.

Quando analisamos o currículo da escola nos registros dos documentos, identificamos a presença das práticas esportivas como conteúdo na sessão de ensino prático. Eram destinados à seção feminina os grandes jogos, além da ginástica e danças; e, para a seção masculina, os jogos individuais e os esportes coletivos. Essas práticas faziam parte dos conhecimentos que os alunos em formação deveriam vivenciar durante seus processos formativos, mas a presença dos esportes compondo a formação dos professores não nos leva a afirmar que esses saberes eram indicados para o ambiente escolar, uma vez que a escola, seguindo a orientação do Regulamento nº 7 de Educação Física, previa que, para o ciclo elementar e secundário, eram recomendados jogos e brincadeiras em forma cantada e historiada.

A utilização dos esportes passa a ser enfatizada após a completa formação física dos indivíduos, pois segundo Schneider3, a partir da década de 1930, o discurso pedagógico da Educação Física no Brasil deslocou-se de uma concepção ortopédica, de regeneração e correção dos indivíduos, para uma concepção em termos de eficiência, de produção de energia e de força, relacionada com as novas necessidades que começam a se tornar presentes no Brasil, com ênfase no modelo da produção tendo como referência a fábrica. Ainda de acordo com o autor, um dos motivos que teriam levado à introdução dos esportes “[...] era a incapacidade de muitas pessoas para a execução da série de exercícios propostos pelos métodos [sueco] e pela monotonia dos movimentos”3:118.

Ao observar as origens do Método Francês desde seu planejamento na Escola Normal de Ginástica e de Esgrima de Joinville-le-Pont, Goellner2 entende ser esse método baseado na ciência, em que o conhecimento da fisiologia fundamenta e consolida suas teorias. Segundo a autora, o Método Francês foi instalado no Brasil na tentativa

[...] da completa uniformização da Educação Física que [...] produziu um conjunto de saberes embutidos nas concepções mecanicistas e fragmentadas não só do movimento humano como também da própria Educação Física, sua história, função social e abrangência [...]. Um método elaborado dentro de uma escola militar com fins direcionados especificamente para o adestramento, a disciplinarização, a formação moral e física do soldado, a regeneração da raça e a formação do homem forte capaz de atender aos anseios de defesa e progresso da nação2):69.

Goellner2 sustenta a ideia de que o Método Francês teria sido um dos responsáveis por gerar a esportivização no contexto brasileiro. Não negamos a presença que os esportes apresentaram nesse período, mas, segundo a autora, nas aulas de Educação Física, sua aplicação teria valorizado até mesmo o “coroamento” que deveria ser atingido pelos alunos. Nesse sentido, a prática da Educação Física teria recebido a mesma orientação tanto na caserna quanto na escola.

Ferreira Neto5, ao realizar uma comparação entre o currículo da EsEFEx e o currículo da EsEFES, apresenta o padrão que os cursos criados nos demais Estados seguiam em relação à EsEFEx. O autor tira algumas conclusões sobre os saberes ensinados na formação de professores de Educação Física. Os cursos continuaram sendo organizados em três áreas básicas: Ciências Biológicas, Ciências da Educação e Disciplinas Específicas da área, conforme orientação do Regulamento nº 7 de Educação Física. Ao recorrer ao programa de ensino da EsEFEx, as disciplinas recebiam classificação de 1 a 5, demonstrativos de seus graus de importância. Ao observar as disciplinas de conhecimentos de Pedagogia e profissionalizantes, constatamos que recebiam o “peso 5”, enquanto era atribuída uma variação de “peso entre 1 a 3” para as disciplinas das áreas das Ciências Biológicas. Essa importância dada às disciplinas de cunho pedagógico, segundo Ferreira Neto,5 desmitifica o discurso predominante de que, na história da Educação Física, os cursos de professores teriam dado ênfase às Ciências Biológicas, desvalorizando o conhecimento da Pedagogia nas aulas de Educação Física nesse período.

Tendo em vista o aperfeiçoamento da formação de professores para a Educação Física Elementar e Secundária, a organização curricular da escola e as produções das monografias pelos alunos evidenciam que outros saberes precisavam ser incorporados à formação docente. Nesse momento, a fisiologia e principalmente a pedagogia e a psicologia constituíram-se nas bases essenciais do exercício docente. Conhecer o indivíduo e seus comportamentos e acompanhar seu desenvolvimento físico e seu estado de saúde tornaram-se indispensáveis para o exercício docente de um professor de Educação Física, permitindo indicar práticas de acordo com as características físicas e psicológicas dos indivíduos, em especial, para as crianças em desenvolvimento.

Na EsEFES, é possível observar que seu plano de Educação Física correspondente para cada ciclo não previa a prática de esportes para a o nível elementar, pois a Educação Física para esse grau “[...] será higiênica; terá por fim desenvolver as grandes funções: respiratória, circulatória, articular, etc,”12):13 não sendo também indicada para o ciclo secundário, pois “Durante êste período o adolescente apresenta menor resistência [...]. Muitos jovens e principalmente seus pais, tornam-se irremediavelmente hostis a qualquer exercício físico e, sobretudo, ao esporte [...]”12):14. A prática esportiva era evidenciada na formação dos professores, porém era indicada somente para a Educação Física Superior, Educação Física Feminina e a Ginástica de Conservação, período em que o indivíduo se encontrava fisicamente formado e fora do ambiente escolar.

O objetivo da EsEFES era “[...] habilitar o professorado a ministrar a Educação Física nos estabelecimentos estaduais de ensino [...],”1):14 portanto, ao analisar o currículo da escola e a organização dos conhecimentos para a formação de professores para atuar nas escolas do Estado, não reforçamos a ideia de que a Educação Física teria sido utilizada no Espírito Santo como uma ferramenta para a propagação da militarização e esportivização pretendida pelos militares e pelo Estado, ideia que tem perdurado na historiografia da disciplina.

As leituras realizadas na Escola de Educação Física

Dentre as práticas realizadas na escola, as leituras também são consideradas importantes indícios que nos possibilitam compreender um lugar de poder e interesses de um grupo.

Em forma de doações, ou adquiridos pela escola, os livros que chegavam à biblioteca eram informados nos Boletins Diários, documentos que registravam as práticas cotidianas na instituição. Localizamos, no ano de 1932, compondo parte do acervo da biblioteca da escola, o Réglement Général d’Éducation Physique. Nesse ano, a biblioteca recebeu dois exemplares, o que reafirma a ideia de que o ensino da Educação Física era orientado pelo Método Francês. Notamos que a Revista de Educação Física e o livro Histórico da Educação Física eram exemplares recebidos frequentemente e em maior quantidade. Por vezes, eram distribuídos aos professores e aos alunos da instituição11,20.

A Revista de Educação Física foi um impresso publicado e divulgado pela EsEFEx, iniciada no ano de 1932 (A Revista de Educação Física atualmente é publicada pelo Instituto de Pesquisa da Capacitação Física do Exército, com outras intencionalidades). A EsEFEx buscou expandir, regulamentar e orientar o ensino da Educação Física em todo o Brasil. A revista pode ser considerada um dispositivo de propagação dos sentidos que atribuíam à prática da Educação Física e o que deveria ser discutido e lido nos cursos de Educação Física criados em alguns Estados5. A presença do impresso na EsEFES pode ser compreendida como uma caixa de utensílio21, com a qual se esperava que o aluno fosse capaz de reproduzir as discussões, modelos de aula e de exercícios indicados na Revista de Educação Física, em sua prática docente. Mas não podemos confundir a prescrição com as práticas, uma vez que, entre elas, existe um espaço de consumo, transformações e usos22.

Já o livro Histórico da Educação Física foi produzido pelos tenentes Laurentino Lopes Bonorino, Antonio de Mendonça Molina e Carlos Marciano de Medeiros. A publicação do impresso ficou a cargo da Imprensa Oficial de Vitória. Os editores assim descrevem os objetivos da publicação:

Move-nos o elevado proposito de alagarmos a estrada para nossos porvindouros no Centro Militar de Educação Fisica e para aqueles que, nos estabelecimentos congeneres, se dedicarem ao assunto, facilitando-lhes o estudo da cadeira de Historia e poupando-lhes o fastidioso trabalho de ininterruptas consultas, sobremodo dificultadas por não se encontrarem as nossas bibliotecas aparelhadas para servirem de fonte de informações sobre a materia em apreço23):5.

O ensino realizado na cadeira de História da Educação Física da EsEFES utilizou o livro Histórico da Educação Física como referência para as aulas, desde o Curso de Emergência, mesmo que, nesse momento, o livro ainda se encontrasse em processo de finalização, pois foi lançado em dezembro de 1931. Outro importante indício de que o livro pode ter sido utilizado desde a primeira turma refere-se à presença de um dos autores, Carlos Marciano de Medeiros, ocupando o cargo de diretor da escola e professor da própria disciplina História da Educação Física.

A partir do ano de 1934, outro periódico se faz presente na biblioteca da escola, a Revista de Educação que, iniciada sua publicação nesse mesmo período, é considerada um periódico educacional, criado e mantido pelo governo do Espírito Santo, já que seus editores ocupavam cargos públicos de representatividade social. Havendo a participação de autores locais, que inclui os trabalhos monográficos das próprias professoras formadas pela EsEFES, e enfatizando discussões sobre a educação no Estado, os alunos poderiam se informar dos acontecimentos educacionais e das discussões sobre a Educação Física nas escolas capixabas, que eram constantemente veiculadas no impresso. A circulação desse periódico no interior da escola também está relacionada com as lutas de representações que o governo capixaba instaura, conforme sua concepção de educação.

As circulações desses impressos na escola tornam-se um instrumento estratégico que determinado grupo, oriundo da EsEFEx e do Governo Estadual, utilizou para que fizessem valer suas intenções como uma força possível para intervir na organização educacional e, também, como uma forma de reconhecimento social. Para Bourdieu24, as pessoas que se apresentam como protagonistas nas tomadas de decisão informam que “[...] as lutas pelo reconhecimento são uma dimensão fundamental da vida social”24):35 e o que “[...] está em jogo [é] a acumulação de uma forma particular de capital,”24):36 que o autor denomina de capital simbólico, que se manifesta na possibilidade de “[...] ser conhecido e reconhecido [o que] também significa deter o poder de reconhecer, consagrar, dizer, com sucesso, o que merece ser conhecido e reconhecido”25):296.

A biblioteca da escola também era composta por livros destinados a discussões no campo educacional, como Escola moderna, de autoria de Maria dos Reis Campos; Escola ativa brasileira, produzido por Atílio Vivacqua; O ensino da musica pelo methodo analytico, de Carlos Alberto Gomes Cardim; Pedagogia scientifica, de autoria de Deodato de Moraes, dentre outros20,26.

Da área específica da Educação Física, localizamos obras de autoria de pessoas consideradas importantes na história da disciplina que, com suas discussões, ajudaram a desenvolver e permitir sua prática na sociedade e no interior da escola. Faziam parte da biblioteca da escola autores como Georges Demeny, fisiologista e pedagogo, incentivador do Método Francês, com a obra Mécanisme et éducation des mouvements; Georges Hebert, oficial francês, criador do Método Natural e autor do livro Guide pratique d'éducation physique e L'éducation physique par la Méthode naturelle; e do médico militar francês Maurice Boigey, dedicado a discussões sobre a Educação Física, com a obra Manuel scientifique d'éducation physique, dentre outros11,20,26.

Considerações finais

Fundamentado no Regulamento nº 7 de Educação Física, concluímos que os conhecimentos oferecidos pela EsEFES estiveram orientados por três bases: bases fisiológicas, bases pedagógicas e pedagogia aplicada. Em relação aos esportes, destacamos sua presença no ensino prático como conteúdo que deveria compor a formação de um professor de Educação Física, mas sua aplicação deveria corresponder à faixa etária, como determinado pelo Método Francês.

Não constava no plano dos militares a difusão de uma aptidão física e do rendimento esportivo na escola. Como consta no Regulamento nº 7 de Educação Física, ao ciclo elementar e secundário as práticas esportivas não eram recomendadas, conforme também demonstram os planos de aula compostos pelos próprios alunos da instituição. Para esses ciclos, recomendava-se a prática da ginástica, das brincadeiras, dos exercícios mímicos e dos jogos, propostos em forma cantada e historiada, o que corresponde a um ensino lúdico e não militarizado dos conteúdos. Pela presença dos militares oriundos da EsEFEx, consideramos que o currículo da escola foi sistematizado por aqueles que se posicionavam à frente na organização da instituição e que organizavam os saberes que desejavam que os alunos apropriassem durante suas formações e que, posteriormente, seriam aplicados na escola.

Apesar de o Método Francês ser dividido em exercícios ginásticos e práticas esportivas, observamos que os objetivos propostos para sua prática não procuravam atender à concepção de correção dos indivíduos, mas eram projetados para formar o indivíduo em termos de eficiência, de atitudes e comportamento desejados para a nova Nação que se pretendia constituir a partir da década de 1930. Era necessário, portanto, que as crianças até os 18 anos, que incluía o ciclo primário e secundário, tivessem um corpo saudável e um bom funcionamento dos órgãos, para iniciar o aprendizado dos esportes e, assim, garantir os objetivos pretendidos pela prática da Educação Física no Espírito Santo, na formação de um homem saudável e eficiente que possibilitasse o desenvolvimento iniciado no Estado.

A EsEFES seguia as orientações propostas pela EsEFEx, tendo como diretor, secretários e professores, indivíduos oriundos dessa instituição, no entanto tornou-se possível demonstrar, a partir dos documentos, que as práticas presentes no interior da escola não buscavam atender a uma concepção militarizada ou esportivizante para o ensino da disciplina nas escolas do Espírito Santo, até mesmo em função de a escola ser composta por maioria de mulheres. O curso de formação de professores tinha duração muito curta, o que não permitia a incorporação de todas as regras para o disciplinamento militar, ou a formação de atletas por meio de um conhecimento profundo da fisiologia do exercício ou mesmo do treinamento desportivo. Assim, pouco, ou podemos considerar nada, elas conheciam sobre uma prática militarizada ou esportivizante, o que fortalece a ideia de que as práticas oferecidas na EsEFES não poderiam materializar essas duas racionalidades divulgadas, apesar de o discurso reforçar essa finalidade para o ensino.

Agradecimentos:

Os autores agradecem às seguintes agências de fomento, pelo auxílio financeiro destinado à pesquisa: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes)

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Recebido: 31 de Maio de 2016; Revisado: 11 de Novembro de 2016; Aceito: 10 de Dezembro de 2016

Endereço para correspondência: Omar Schneider. PROTEORIA. Caixa Postal 9905, AGF UNIVERSITÁRIA, Rua Arthur Czartoryski, Loja 1, CEP: 29.060-974. E-mail: omarvix@gmail.com

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