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PRESS RELEASE

TEN CATEN, Alexandre; DALMOLIN, Ricardo Simão Diniz; PEDRON, Fabrício de Araújo  and  SANTOS, Maria de Lourdes Mendonça. Componentes principais como preditores no mapeamento digital de classes de solos. Cienc. Rural [online]. 2011, vol.41, n.7, pp. 1170-1176. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782011000700011.



http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782011010700001 

Pesquisa demonstra as potencialidades da abordagem quantitativa no mapeamento digital de solos

 

 

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) demonstraram as potencialidades da abordagem quantitativa no mapeamento digital de solos, por meio do emprego da Análise de Componentes Principais (ACP). O estudo foi publicado no periódico Ciência Rural, número 41, de julho de 2011.

Com o objetivo de selecionar e diminuir o número de preditores na regressão logística múltipla multinominal (RLMM), o estudo utilizou nove covariáveis ambientais ligadas ao fator de formação relevo, derivadas de um Modelo Digital de Elevação. Estas foram submetidas à Análise de Componentes Principais (ACP) e transformadas em Componentes Principais (CP). O mapa de solos gerado a partir de três CP (65,6% da variância original) obteve um índice kappa de 37,3%, inferior aos 48,5% alcançado pelo mapa de solos gerado a partir de todas as nove variáveis originais.

Os resultados do estudo demonstraram que os componentes principais aplicados em modelos preditivos possibilitam mapear classes de solos. Além disso, o estudo mostra a análise estatística multivariada como uma forma de simplificar os modelos preditivos de classes de solos.

Segundo o pesquisador Alexandre tem Caten, essa pesquisa possibilita uma melhor seleção das informações de satélites hiperespectrais e de tecnologias radar e laser as quais realmente contribuam para a qualidade preditiva dos modelos. "No Brasil, ainda existem muitos vazios cartográficos em termos de mapas mais detalhados", afirma o pesquisador. De acordo com ele, a abordagem digital pode servir de suporte ao mapeamento convencional, o qual tem onerosos custos financeiros e humanos.

No Brasil, ainda são poucos os estudos relacionados ao Mapeamento Digital de Solos. Segundo Alexandre, esses estudos já vêm sendo aplicados em outros países no planejamento dos locais onde o mapeamento convencional precisa ser realizado com mais intensidade. "Ainda restam realizar novas investigações para a definição, por exemplo, de qual seria a dimensão mínima para que uma determinada classe de solos possa ser predita", conclui Alexandre.

 

 

Pesquisador: Alexandre ten Caten
E-mail: acaten@yahoo.com.br