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PRESS RELEASE

LASKOSKI, Luciane Maria et al. Expression of matrix metalloproteases-2 and -9 in horse hoof laminae after intestinal obstruction, with or without Hydrocortisone treatment. Cienc. Rural [online]. 2013, vol.43, n.1, pp. 66-72. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782013000100012.



 

Pesquisa investiga fisiopatogenia da laminite em equinos

 

 

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP - Jaboticabal) e da Universidade de Campinas (UNICAMP), com a colaboração de pesquisadores de outras universidades, demonstraram que os procedimentos cirúrgicos intestinais e as afecções obstrutivas em eqüinos podem levar à laminite. O estudo foi publicado no periódico Ciência Rural, v.43, n.1, de janeiro de 2013.

Os pesquisadores utilizaram como experimento vinte cavalos para compor o grupo de controle (Cg), o grupo instrumentado (sem obstrução intestinal), o grupo tratado (submetido à obstrução intestinal e tratamento) e o grupo não tratado (submetido à obstrução intestinal sem tratamento). Foram utilizadas técnicas de zimografia e imunoistoquímica para pesquisa de metaloproteinases (MMP-2 e MMP-9), ou gelatinases A e B, no tecido laminar do casco dos eqüinos.

Os resultados indicaram um aumento na atividade das metaloproteinases MMP-2 e MMP-9 no tecido laminar após intervenção cirúrgica intestinal e, também, após a obstrução luminal intestinal experimental. A pesquisadora Luciane Laskoski explica que as metaloproteinases são enzimas liberadas pelos neutrófilos e macrófagos que servem como indicadores de processos inflamatórios teciduais. Elas são associadas, então, ao desenvolvimento da laminite.

A importância da pesquisa está em estudar a laminite, doença que acomete eqüinos e que ainda não tem sua fisiopatogenia conhecida. Neste sentido, Luciane Laskoski menciona que a contribuição do estudo está em fornecer informações para o entendimento do mecanismo da doença. “Somente após conhecer a fisiopatogenia é que será possível descobrir métodos eficazes de tratamento para a laminite”, afirma a pesquisadora.

O estudo inova na metodologia, pois procurou estudar a laminite por meio da indução de afecção gastrointestinal, já que a doença ocorre muitas vezes secundária a alterações gastrointestinais. Os pesquisadores utilizaram como base uma pesquisa realizada em 2004, que seguiu na mesma direção de avaliação das alterações gastrointestinais para avaliar o tecido laminar do casco. Com exceção destas duas pesquisas, de acordo com Luciane, a maior parte dos estudos busca identificar a fisiopatogenia da laminite por meio da indução da doença, como pela administração de amido de milho.

 

 

Pesquisador:
Luciane Maria Laskoski

E-mail: luciane-laskoski@hotmail.com
Universidade Estadual "Júlio de Mesquita Filho"