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PRESS RELEASE

PIMENTEL, Luciano da Anunciação et al. Pigmentation of the viscera and carcasses (chromatosis) in sheep in the Brazilian northeastern region. Cienc. Rural [online]. 2013, vol.43, n.2, pp. 338-341. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782013000200024.



 

Pesquisa descreve pigmentação azul-violeta encontrada em carcaças de ovinos no semiárido da Bahia

 

 

Pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande, da Paraíba, e da Universidade Federal Rural do Semiárido, do Rio Grande do Norte, detectaram pigmentação azul-violeta em carcaças de ovinos no semiárido da Bahia, causada por substância exógena presente em alguma planta consumida. A pesquisa foi publicada no periódico Ciência Rural, v.43, fascículo 2, de fevereiro de 2013.

Os pesquisadores observaram a pigmentação azul-violeta nas mucosas de ovinos de uma fazenda destinados ao abate e que tiveram suas carcaças rejeitadas pelo frigorífico em virtude da pigmentação dos tecidos. Em dois ovinos necropsiados, o pigmento foi observado na pele, gordura, músculos, cartilagens, ossos, serosa dos pré-estômagos, rins, glândulas adrenais, mucosas do útero, bexiga urinária, uretra, vagina, traqueia, bronquios e bronquíolos. Após o processamento para o exame histológico, o pigmento não foi observado nos tecidos. Isso sugere que a pigmentação é causada por uma substância exógena, provavelmente presente em uma planta consumida. As plantas Rhamnidium molle e Pereskia bahiensis foram testadas e fornecidas a ovinos e coelhos, mas não causaram pigmentação.

A importância da pesquisa está em descrever pela primeira vez a alteração de pigmentação em carcaças em animais de abate no Brasil. Segundo o pesquisador Franklin Riet-Correa, essa alteração é motivo de condenação em estabelecimentos de abate. Por motivos estéticos, a carne pigmentada não é utilizada para consumo humano.

Na prática, o estudo traz subsídios para que veterinários da inspeção federal, estadual e municipal possam desenvolver suas atividades em frigoríficos e abatedouros no controle da qualidade de alimentos. “Os produtores recebem o alerta de evitar colocar seus animais que vão ser abatidos nas áreas onde ocorre a pigmentação”, afirma Franklin Riet-Correa.

 

 

Pesquisador:
Franklin Riet-Correa

E-mail: franklin.riet@pq.cnpq.br
Universidade Federal de Campina Grande/Centro de Saúde eTecnologia Rural, Unidade Acadêmica de Medicina Veterinária.
Hospital veterinário/ Laboratório de Anatomia Patológica/Campus de Patos - PB
Santa Cecília
58700-000 - Patos, PB - Brasil
Telefone: (83) 34233409
Fax: (83) 34214659