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PRESS RELEASE

MERCES, Manuela Dória; PERALTA, Edna Dória; UETANABARO, Ana Paula Trovatti  e  LUCCHESE, Angélica Maria. Atividade antimicrobiana de méis de cinco espécies de abelhas brasileiras sem ferrão. Cienc. Rural [online]. 2013, vol.43, n.4, pp. 672-675.  Epub 15-Mar-2013. ISSN 0103-8478.  http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782013005000016.



 

Méis provenientes de abelhas sem ferrão possuem propriedades antimicrobianas

 

 

Pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana, em Feira de Santana, e da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Ilhéus, Bahia, demonstraram que méis provenientes de abelhas sem ferrão possuem atividade antimicrobiana. A pesquisa foi publicada no periódico Ciência Rural, v.43, de abril de 2013.

As espécies de abelhas Melipona asilvai, Melipona quadrifasciata anthidioides, Friseomelita doederleinei, Tetragonisca angustula e Plebeia sp. foram as que apresentaram ação contra a bactéria Staphylococcus aureus. No experimento, os pesquisadores demonstraram que somente as amostras produzidas por M. quadrifasciata anthidioides e F. doederleinei inibiram o crescimento de Escherichia coli. Os méis de M. asilvai, M. quadrifasciata anthidioides, F. doerderleinei e T. angustula foram os mais ativos que os de Plebeia sp. frente às duas bactérias, S. aureus e E.coli. Os microorganismos Pseudomonas aeruginosa e Candida albicans foram resistentes a todos os méis.

Segundo a pesquisadora Angélica Maria Lucchese, os resultados do estudo podem explicar o uso popular de méis de espécies de abelha sem ferrão para o tratamento de doenças bacterianas. Esses méis vêm sendo utilizados pela população para o tratamento de doenças como catarata, pterígio, gastrite, úlceras, fraqueza pulmonar, tosses, feridas e contusões. "Um das bactérias testadas, Staphylococcus, está relacionada ao aparecimento de feridas e doenças na pele, assim como problemas pulmonares. Assim, após estudos adicionais, esses méis podem ser indicados para utilização medicinal além de alimentar", afirma a pesquisadora.

A pesquisa torna-se importante ao avaliar cientificamente o uso popular do mel, apontando-o como uma alternativa ao tratamento de bactérias, substituindo o uso de antibióticos. Como afirma a pesquisadora Angélica, o mel pode ser utilizado em casos de bactérias resistentes a antibióticos. Além do mais, o mel aparece como alternativa de baixo custo e ecologicamente sustentável, pois é produzido em propriedades familiares da região do semiárido. "O reconhecimento do potencial antimicrobiano dos méis de espécies de abelhas sem ferrão desta região pode agregar valor ao produto e ser benéfico ao homem do campo, que já tem um histórico de produção e uso desses méis".

 

 

Pesquisadora:
Angélica Maria Lucchese

E-mail: angelica.lucchese@gmail.com
Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Exatas, Área de Química.
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